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Ministério do Comércio

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Academic year: 2021

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Ministério do Comércio 

ESTATUTO ORGÂNICO DO MINISTÉRIO DO COMÉRCIO  CAPÍTULO I  Disposições Gerais  Artigo 1.º  (Definição) 

O  Ministério  do  Comercio  é  o  órgão  do  Governo  responsável  pela  elaboração, execução, supervisão e controlo da política comercial, visando regular  e disciplinar  o  exercício  da  actividade do comércio, promover o  desenvolvimento,  ordenamento  e  a  modernização  das  infra­estruturas  comerciais,  bem  como  assegurar  a  livre  e  leal  concorrência  entre  comerciantes,  salvaguardando  os  direitos dos consumidores. 

Artigo 2.º  (Atribuições) 

São atribuições do Ministério do Comércio, entre outras as seguintes: 

a)  Propor  a  política  e  implementar  as  estratégias  de  desenvolvimento  do  comércio, bem como incentivar a criação de infra­estruturas comerciais e a  reorganização,  reabilitação  e  expansão  da  rede  comercial  e  de  prestação  de serviços mercantis; 

b)  Promover o desenvolvimento sustentável do sector e assegurar que a oferta  de  bens e de serviços  mercantis seja  competitiva em termos de  qualidade,  preços e de prazos de entrega; 

c)  Promover  o  fomento  da  produção  para  o  consumo  interno,  redução  e/ou  substituição das importações e assegurar a diversificação das exportações;  d)  Propor  as  regras  e  procedimentos  do  licenciamento  da  actividade 

comercial,  modalidade  de  promoção  de  vendas,  modalidades  de  vendas,  vendas  especiais,  organização,  ordenamento  e  gestão  do  cadastro  comercial e de prestação de serviços mercantis; 

e)  Licenciar  a  actividade  comercial,  de  prestação  de  serviços  mercantis,  modalidade  de  promoção  de  vendas,  modalidades  de  vendas,  vendas  especiais;

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f)  Coordenar  toda  a  actividade  de  inspecção  e  fiscalização  do  exercício  da  actividade  comercial  e  de  prestação  de  serviços  mercantis  colaborando  quando  necessário  com  outros  organismos  competentes  e  assegurar  a  aplicação das respectivas sanções; 

g)  Promover  e  regular  a  instalação,  construção,  distribuição  e  implantação  territorial  dos  estabelecimentos  comerciais,  tendo  em  conta  a  mobilidade  populacional,  o  tráfego,  o  impacto  ambiental  e  a  valorização  da  função  comercial; 

h)  Definir  os  requisitos  para  infra­estruturas  comerciais  de  funcionalidade,  higio­sanitárias,  técnico­comerciais,  segurança  contra  incêndios  e  de  acondicionamento de bens e serviços mercantis; 

i)  Participar  na  elaboração e execução  das normas de controlo da qualidade  de  produtos,  embalagens,  manipulação,  transportação,  armazenagem,  distribuição  de  bens,  bem  como  na  efectivação  de  analises,  ensaios  e  exames  para  a  verificação  das  características,  origens  e  qualidade  dos  produtos; 

j)  Promover  e  definir  em  colaboração  com  os  organismos  competentes  do  estado,  a  política  geral  de  formação  e  superação  técnico­profissional  e  científica dos comerciantes e trabalhadores do sector do comércio; 

k)  Promover  a  cooperação  internacional,  regional  e  mobilizar  a  assistência  técnica, no âmbito do comércio; 

l)  Colaborar  com  as  demais  instituições  vocacionadas  na  elaboração  e  fiscalização de políticas de preços de bens e serviços mercantis; 

m) Colaborar na elaboração da balança comercial do país; 

n)  Promover  e  executar  a  política  de  salvaguarda  dos  direitos  dos  consumidores; 

o)  Promover e incentivar  o  movimento  associativo  e cooperativo no sector  do  comércio; 

p)  Colaborar  com  as  demais  instituições vocacionadas,  no  estabelecimento  e  fiscalização  dos  horários  de  funcionamento  dos  estabelecimentos  comerciais e de prestação de serviços mercantis; 

q)  Garantir  o  respeito  pelas  regras  da  livre  e  leal  concorrência  e  remoção  de  obstáculos a entrada de novos agentes económicos no sector do Comércio;  r)  Assegurar  em  colaboração  com  os  outros  organismos  do  Estado  o 

cumprimento  das  obrigações  decorrentes  do  acordo  que  institui  a  Organização Mundial do Comércio (OMC) e demais organizações regionais  e  internacionais  especializadas  no  tratamento  de  questões  relacionadas  com o Comércio; 

s)  Assegurar  em  colaboração  com  demais  organismos  a  promoção,  organização  e  desenvolvimento  da  actividade  de  prestação  de  serviços  mercantis e garantia da assistência técnica pós­venda; 

t)  Apoiar  as  actividades  económicas  relacionadas  com  a  produção,  industrialização,  transformação  e  comercialização  de  bens  e  serviços  mercantis;

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u)  Assegurar  a  estabilização  da  oferta  e  da  procura  de  bens  e  serviços  mercantis,  com  vista  a  regularização  do  mercado  e  proteger  os  consumidores; 

v)  Promover  a  estabilização  e  regularização  dos  mercados  e  dos  preços  dos  produtos,  assegurando,  através  de  produtos  de  compra,  a  produção  e  a  garantia de preços mínimos; 

w)  Divulgar as informações sobre  as  existências  nas fontes de produção e  as  necessidades  nas  zonas  de  consumo,  tomando  medidas  ou  procurando  soluções para a livre e eficaz circulação de mercadorias, bem como orientar  e  disseminar  a  informação  sobre  o  volume  da  circulação  mercantil  e  o  censo da rede comercial; 

x)  Assegurar as negociações e gestão dos acordos e protocolos internacionais  de  comércio,  quer  bilaterais,  quer  de  integração  económica  em  agrupamentos regionais;  y)  Assegurar a implementação de medidas de salvaguarda face a importações  que se afigurem prejudiciais à economia nacional;  z)  Apoiar a expansão e diversificação das exportações;  aa)Assegurar a aplicação de medidas sanitárias e fitossanitárias em vigor para  protecção da vida e saúde humana, animal e vegetal;  bb)Apoiar e acompanhar a organização de missões empresariais e promover a  participação de operadores económicos nacionais em feiras ou exposições  no estrangeiro.  CAPITULO II  Organização em Geral  Artigo 3.º  (Direcção) 

1.  O  Ministério  do  Comércio  é  dirigido  pelo  respectivo  Ministro,  que  coordena  toda a sua actividade e o funcionamento dos serviços que o integram. 

2.  No  exercício  das  suas  funções,  o  Ministro  do  Comércio  é  coadjuvado  por  Vice­Ministros  a  quem  pode  delegar  competências  para  acompanhar,  tratar,  decidir os assuntos relativos aos serviços que lhes são afectos.

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3.  No exercício das suas funções compete aos Vice­Ministros: 

a)  Coadjuvar o Ministro no exercício das suas competências; 

b)  Por  designação  expressa,  substituir  o  Ministro  nas  suas  ausências  e  impedimentos; 

c)  Desempenhar  as  competências  que  lhe  forem  expressamente  delegadas  pelo Ministro. 

Artigo 4.º 

(Competências do Ministro) 

Compete ao Ministro do Comércio: 

a)  Assegurar  sob  responsabilidade  própria  a  execução  dos  programas  e  das  leis  e  outros  diplomas  legais,  bem  como  tomar  as  decisões  necessárias  para tal fim; 

b)  Orientar, coordenar e fiscalizar toda a actividade do Ministério do Comercio,  nos termos da lei e de acordo com as deliberações superiores; 

c)  Nomear  e  exonerar  os  responsáveis  do  Ministério  e  das  entidades  tuteladas,  bem como  exercer  o  poder  disciplinar  sobre  o  pessoal  do  órgão  central e serviços dependentes; 

d)  Velar  pela  correcta  aplicação  da  política  de  formação  e  desenvolvimento  técnico e científico dos recursos humanos do sector; 

e)  Praticar  os  demais  actos  necessários  ao  exercício  das  suas  funções  e  os  que lhe sejam determinados por lei ou decisão superior. 

Artigo 5.º  (Estrutura Orgânica) 

A  estrutura  orgânica  do  Ministério  do  Comércio,  compreende  os  seguintes  serviços e órgãos: 

1.  Serviços de apoio consultivo: 

a)  Conselho Consultivo;  b)  Conselho de Direcção; 

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2.  Serviços de Apoio Técnico:  a)  Gabinete Jurídico;  b)  Secretaria­Geral;  c)  Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística.  3.  Serviços de apoio instrumental:  a)  Gabinete do Ministro;  b)  Gabinete dos Vice­Ministros;  c)  Gabinete de Intercâmbio Internacional;  d)  Centro de Documentação e Informação.  4.  Serviços Executivos Centrais:  a)  Direcção Nacional do Comércio;  b)  Inspecção­geral das Actividades Comerciais;  c)  Direcção Nacional da Política Comercial.  5.  Serviços no Exterior:  a)  Representações Comerciais.  6.  Órgãos Tutelados:  a)  Instituto Nacional de Defesa do Consumidor;  b)  Laboratório Nacional de Controlo da Qualidade;  c)  Escola Nacional do Comércio;  d)  Instituto Nacional de Promoção das Exportações.

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CAPÍTULO III  Organização em Especial  SECÇÃO I  Serviços de Apoio Consultivo  Artigo 6.º  (Conselho Consultivo) 

1.  O  Conselho  Consultivo  é  o  órgão  ao  qual  incumbe  funções  consultivas  na  prossecução das atribuições acometidas ao Ministro do Comércio.  2.  O Conselho Consultivo do Ministério do Comércio é presidido pelo Ministro do  Comércio e tem a composição seguinte:  a)  Vice­Ministros;  b)  Directores Nacionais;  c)  Directores Provinciais;  d)  Delegados Regionais do Comércio;  e)  Chefes de Departamento;  f)  Representantes Comerciais;  g)  Gestores de Empresas do Sector;  h)  Entidades convidadas. 

3.  O  Ministro  pode  convidar  para  reuniões  do  Conselho  Consultivo,  sempre  que  achar conveniente, técnicos do Sector e outras entidades especializadas. 

4.  O  Conselho  Consultivo  rege­se  por  um  regulamento  interno  aprovado  por  despacho do Ministro do Comércio. 

Artigo 7.º 

(Conselho de Direcção) 

1.  O  Conselho  de  Direcção  é  o  órgão  de  apoio  ao  Ministro  do  Comércio  nas  matérias  de  programação,  organização  e  controlo  das  actividades  do  respectivo  Ministério.

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2.  Integram  o  Conselho  de  Direcção  para  além  do  Ministro  do  Comércio  que  o  preside os seguintes membros:  a)  Vice­Ministros;  b)  Directores Nacionais;  c)  Consultores;  d)  Chefe de Departamentos Nacionais;  e)  Directores dos Órgãos Tutelados. 

3.  O  Conselho  de  Direcção  é  regido  por  um  regulamento  interno  aprovado  por  despacho do Ministro do Comércio. 

Artigo 8.º 

(Conselho Nacional do Comércio) 

O  Conselho  Nacional  do  Comércio  é  um  órgão  multidisciplinar  e  multisectorial de concertação para actividade empresarial que se exerce no sector  do  comércio,  cuja  composição,  competência  e  atribuições  são  estabelecidas  em  decreto executivo do Ministro do Comércio. 

SECÇÃO II 

Serviços de Apoio Técnico 

Artigo 9.º  (Gabinete Jurídico) 

1.  O Gabinete Jurídico  é  o  órgão de  apoio  técnico do Ministério do Comércio ao  qual  cabe  superintender  e  realizar  toda  a  actividade  jurídica  de  assessoria  e  de  estudos de matéria técnico­jurídica e produção de instrumentos jurídicos do sector  do Comércio. 

2.  Compete em especial ao Gabinete Jurídico: 

a)  Assessorar  o  Ministro  e  Vice­Ministros  em  questões  de  natureza  jurídica  relacionadas com actividade do Ministério e dos serviços dependentes;  b)  Emitir  pareceres  sobre  assuntos  de  natureza  jurídica  que  lhe  sejam 

solicitados; 

c)  Coordenar  a  elaboração  e  o  aperfeiçoamento  dos  projectos  de  diplomas  legais  e demais  instrumentos  jurídicos relacionados com as actividades  do  Ministério do Comércio;

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d)  Participar  nas  negociações  e  dar  corpo  jurídico  aos  contratos,  acordos  ou  protocolos no domínio do comércio; 

e)  Velar com outros órgãos do Ministério pelo cumprimento das leis  e  demais  normas que disciplinem a actividade do sector; 

f)  Coligir,  controlar  e  manter  actualizada  toda  a  documentação  de  natureza  jurídica  ou  regulamentação  necessária  ao  funcionamento  do  Ministério  e  velar pela sua correcta aplicação; 

g)  Representar o Ministério nos actos jurídicos e processos judiciais mediante  delegação expressa do Ministro do Comércio; 

h)  Desempenhar  as  demais  funções  de  índole  jurídico  que  lhe  sejam  cometidas por lei ou determinação superior; 

3.  O Gabinete Jurídico tem a seguinte estrutura: 

a)  Departamento de Assessoria Técnico­Jurídica;  b)  Departamento de Produção Legislativa; 

c)  Departamento de Contencioso. 

4.  O  Gabinete  Jurídico  é  dirigido  por  um  Director  com  categoria  de  Director  Nacional. 

Artigo 10.º  (Secretaria Geral) 

1.  A  Secretaria­Geral  é  o  serviço  ao  qual  compete  tratar  da  generalidade  das  questões administrativas comuns à todos os serviços  do Ministério, bem como  dos  recursos  humanos,  gestão  do  orçamento,  do  património,  das  relações  públicas e protocolo. 

2.  A Secretaria­Geral compete: 

a)  Dirigir,  coordenar  e  apoiar  as  actividades  administrativas,  do  Ministério  do  Comércio; 

b)  Colaborar na elaboração do projecto de orçamento de acordo com o plano  de actividades do Ministério do Comércio; 

c)  Colaborar na elaboração do relatório de execução orçamental do Ministério  do Comércio; 

d)  Assegurar  a  aquisição  e  a  manutenção  dos  bens  e  equipamentos  necessários  ao  funcionamento  corrente  do  Ministério  e  gerir  o  seu  património; 

e)  Coordenar e controlar as actividades do sector nos domínios da segurança  social, da protecção da saúde e da higiene no trabalho;

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f)  Assegurar  a  gestão  integrada  dos  recursos  humanos,  promover  e  coordenar as acções da sua superação e formação profissional; 

g)  Acompanhar  a  actividade  dos  centros  de  formação  profissional  tutelados  pelo Ministério do Comércio; 

h)  Estudar  e  propor  normas,  circuitos  e  modelos  de  funcionamento  contabilístico e financeiro de uso geral dos serviços públicos; 

i)  Assegurar as actividades de relações públicas e protocolo do Ministério;  j)  Desempenhar  as  demais funções  que lhe  sejam  acometidas  por lei ou por 

determinação superior.  3.  A Secretaria­Geral tem a seguinte estrutura:  a)  Departamento de Administração, Gestão do Orçamento e Património;  b)  Departamento de Recursos Humanos;  c)  Departamento de Formação;  d)  Repartição de Relações Públicas e Protocolo;  e)  Repartição de Expediente Geral. 

4.  A  Secretaria­Geral  é  dirigida  por  um  Secretário­Geral  com  categoria  de  Director Nacional. 

Artigo 11.º 

(Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística) 

1.  O  Gabinete  de  Estudos,  Planeamento  e  Estatística  é  o  serviço  de  assessoria  geral e especial de natureza interdisciplinar tendo como funções a preparação de  medidas de política e estratégia  global, do sector do comércio, estudos  e  análise  regular  sobre  a  execução  geral  das  actividades  dos  distintos  serviços  do  Ministério, bem como a orientação e coordenação da actividade de estatística. 

2.  O  Gabinete  de  Estudos,  Planeamento  e  Estatística,  além  das  funções  atribuídas por lei, tem as seguintes competências: 

a)  Elaborar  o  projecto  do  orçamento  de  acordo  com  plano  de  actividades  do  Ministério do Comércio e assegurar a sua execução;  b)  Elaborar o relatório de execução do orçamento do Ministério do Comércio e  submete­lo a apreciação das entidades competentes;  c)  Propor políticas e estratégias de desenvolvimento do sector do comércio;  d)  Coordenar e elaborar em colaboração com outros organismos do Ministério  e de outros sectores, os planos de desenvolvimento do sector do comércio;  e)  Coordenar  a  execução  dos  investimentos  sob  responsabilidade  do 

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f)  Elaborar,  em  colaboração  com  os  organismos  do  sector  e  de  outros  Ministérios,  os  planos  de  curto,  médio  e  longo  prazos  e  os  programas  relativos ao sector; 

g)  Definir  e  organizar  o  sistema  de  informação  estatística  do  sector  do  comércio; 

h)  Estudar as oportunidades e as necessidades de investimento do sector;  i)  Elaborar  estudos  e  análises  regulares  sobre  a  execução  geral  das 

actividades dos serviços e projectos do Ministério do Comércio; 

j)  Orientar  e  participar  nos  projectos  de  desenvolvimento  da  informática  do  Ministério,  assessorando  a  elaboração  de  programas  e  sequências  de  trabalho para o processamento de dados; 

k)  Colaborar na elaboração da balança comercial; 

l)  Desempenhar  as  demais  funções  que  lhe  sejam  cometidas  por  lei  ou  por  determinação superior. 

3.  O Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística, tem a seguinte estrutura: 

a)  Departamento de Estudos e Investimentos; 

b)  Departamento de Planeamento e Programação Financeira;  c)  Departamento de Estatística e Informática. 

4.  O Gabinete de Estudos,  Planeamento e  Estatística é dirigido por  um  Director;  com categoria de Director Nacional;  SECÇÃO III  Serviços De Apoio Instrumental  Artigo 12.º  (Gabinetes do Ministro e dos Vice­Ministros)  1.  Os Gabinetes do Ministro e dos Vice­Ministros são serviços de apoio directo e  pessoal que tem por atribuições assistir os membros do governo no desempenho  das suas funções. 

2.  As  atribuições  e  organização  interna  dos  Gabinetes  do  Ministro  e  dos  Vice­  Ministros são as constantes do Decreto n.º 68/02, de 29 de Outubro.

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3.  Além  das  atribuições  constantes  do  Decreto  n.º  68/02,  de  29  de  Outubro,  ao  Gabinete do Ministro compete ainda: 

a)  Assegurar as relações com os demais Ministérios e organismo do Estado;  b)  Recolher  as  informações  de  que  careça  o  Ministro,  bem  como  realizar 

estudos e trabalhos por si incumbidos, apoiando­se por uma equipa técnica  constituída por consultores; 

c)  Assegurar  a  recepção  e  expedição  da  correspondência  que  o  Ministro  determinar, bem como o respectivo arquivo; 

d)  Preparar  o  expediente  relativo  aos  assuntos  a  submeter  a  Assembleia  Nacional  e  ao  Conselho  de  Ministros,  bem  como  as  demais  reuniões  em  que o Ministro participe; 

e)  Assistir as audiências e as reuniões em que participe o Ministro e elaborar  as respectivas actas; 

f)  Organizar  as  relações  entre  o  Ministro  e  o  público  e  assistir  os  visitantes  convidados pelo Ministério do Comércio; 

g)  Desempenhar  as  demais funções  que lhe  sejam  acometidas  por lei ou por  determinação superior. 

4.  Aos  Gabinetes  dos  Vice­Ministros  compete  desenvolver,  com  as  devidas  adaptações, as tarefas referidas no número anterior. 

5.  A  organização  e  funcionamento  dos  Gabinetes  do  Ministro  e  dos  Vice­  Ministros, será estabelecida de acordo com a legislação em vigor. 

6.  Os Gabinetes do Ministro e dos Vice­Ministros são dirigidos por Directores com  a categoria de Directores Nacionais. 

Artigo 13.º 

(Gabinete de Intercâmbio Internacional) 

1.  O  Gabinete  de  Intercâmbio  Internacional  é  o  serviço  de  relacionamento  e  cooperação entre o Ministério do Comércio e os organismos homólogos de outros  países; 

2.  São competências do Gabinete de Intercâmbio Internacional: 

a)  Estudar  e  propor  a  estratégia  de  cooperação  bilateral  no  domínio  do  comércio,  em  articulação  com  os  restantes  órgãos  e  acompanhar  os  trabalhos decorrentes dessa cooperação; 

b)  Propor  a  orientação  a  seguir  nas  negociações  dos  acordos  e  convenções  com países no domínio do comércio;

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c)  Estudar  e  propor  as  medidas  adequadas  a  tomar  no  âmbito  das  relações  comerciais  externas,  em especial as que resultam  dos acordos,  tratados e  convénios comerciais bilaterais subscritos pela Republica de Angola, assim  como  as  política  comerciais  externas  dos  distintos  países,  visando  o  aproveitamento das vantagens dai decorrentes; 

d)  Participar  na  obtenção  de  financiamentos  externos  e  mobilização  da  assistência  técnica  provenientes  dos  diferentes  Estados  para  apoio  da  actividade comercial; 

e)  Assegurar as negociações e gestão dos acordos e protocolos internacionais  de  comércio,  quer  bilaterais,  quer  de  integração  económica  em  agrupamentos regionais; 

f)  Desempenhar  as  demais funções  que lhe  sejam  acometidas  por lei ou por  determinação superior. 

3.  O Gabinete de intercâmbio internacional tem a seguinte estrutura: 

a)  Departamento de Cooperação Comercial Bilateral; 

b)  Departamento de Organizações Económicas Internacionais; 

4.  O  Gabinete  de  Intercâmbio  Internacional  é  dirigido  por  um  Director  com  categoria de Director Nacional. 

Artigo 14.º 

(Centro de Documentação e Informação) 

1.  O  Centro  de  Documentação  e  Informação  é  o  serviço  do  Ministério  do  Comércio  encarregue  da  recolha,  tratamento,  selecção  e  difusão  da  documentação e informação em geral, de interesse para o sector;  2.  São competências do Centro de Documentação e Informação:  a)  Seleccionar, elaborar e mandar difundir as informações inerentes ao sector  do Comércio;  b)  Seleccionar, recolher boletins, livros e monografias necessários à execução  da actividade comercial;  c)  Organizar e coordenar a biblioteca central do Ministério do Comércio;  d)  Organizar e gerir o arquivo histórico e morto do Ministério do Comércio;  e)  Promover a aquisição de toda a documentação e bibliografia necessárias á  consulta técnico­científica e de interesse imediato ou mediato para o sector  do comércio;

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f)  Colaborar  com  os  organismos  regionais,  internacionais  e  outros  centros  congéneres  na  troca  e  difusão  de  informações  e  documentação  sobre  o  comércio; 

g)  Garantir  a  gestão  e  a  difusão  de  toda  informação  relativa  à  actividade  do  sector,  áreas  e  oportunidades  de  investimentos  e  respectiva  legislação,  utilizando as tecnologias de informação mais adequadas; 

h)  Desempenhar  as  demais  funções  que  lhe  sejam  acometidas  por  lei  ou  determinação superior. 

3.  O Centro de Documentação e Informação, compreende: 

a)  Repartição de Documentação e Informação;  b)  Secção de Edição 

c)  Secção de Difusão; 

4.  O  Centro  de  Documentação  e  Informação  é  dirigido  por  um  chefe  com  categoria de chefe de departamento. 

SECÇÃO IV 

Serviços Executivos Centrais 

Artigo 15.º 

(Direcção Nacional do Comércio) 

1.  A  Direcção  Nacional  do  Comércio  é  o  serviço  de  direcção,  controlo,  desenvolvimento e execução da política e estratégia comercial; 

2.  São competências da Direcção Nacional do Comércio: 

a)  Assegurar com os demais sectores a implementação da política comercial;  b)  Assegurar a implementação da estratégia de desenvolvimento do comércio, 

bem como incentivar a criação de infra­estruturas comerciais; 

c)  Propor  as  regras  e  procedimentos  do  licenciamento  da  actividade  comercial,  modalidade  de  promoção  de  vendas,  modalidade  de  vendas,  vendas  especiais,  organização,  ordenamento  e  gestão  do  cadastro  comercial e de prestação de serviços mercantis; 

d)  Licenciar  as  médias,  grandes  superfícies  comerciais  e  de  prestação  de  serviços mercantis, comércio de representação, importação e exportação;  e)  Elaborar  e  manter  actualizado  o  cadastro  comercial  e  de  prestação  de 

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f)  Assegurar,  em  colaboração  com  demais  organismos  competentes,  a  instalação,  construção,  distribuição  e  a  implementação  territorial  dos  estabelecimentos comerciais,  tendo  em conta  a mobilidade  populacional, o  tráfego, o impacte ambiental e a valorização da função comercial; 

g)  Assegurar  em  colaboração  com  demais  organismos,  a  promoção,  organização  e  desenvolvimento,  bem  como  incentivar  a  criação  de  infra­  estruturas  da  actividade  de  prestação  de  serviços  mercantis  e  da  assistência técnica pós­venda; 

h)  Propor  requisitos  para  infra­estruturas  comerciais  tendo  em  conta  a  funcionalidade,  as  condições  higio­sanitárias,  técnico­comerciais,  segurança e de acondicionamento de bens e serviços mercantis; 

i)  Participar  na  elaboração  de  normas  de  consum0,  qualidade  de  produtos,  embalagem,  manipulação,  armazenagem,  transporte  e  comercialização  de  bens e serviços; 

j)  Participar na promoção e na definição em colaboração com os organismos  competentes,  da  política  geral  de  formação,  técnico­profissional  dos  comerciantes; 

k)  Assegurar  a  recolha,  tratamento  e  disseminação  de  informação  operativa  do sector do comércio; 

l)  Colaborar  com  as  demais  instituições  vocacionadas,  no  estabelecimento  e  fiscalização  dos  horários  de  funcionamento  dos  estabelecimentos  comerciais e de prestação de serviços mercantis; 

m)  Realizar  com  os  demais  órgãos  do  Estado  estudos  do  mercado  externo  com  vista,  a  disciplinar  as  importações,  controlo  de  preços  de  bens  importados e sua adequação as necessidades internas de consumo; 

n)  Criar canais de recolha de informações que permitam coligir dados sobre a  conjuntura do mercado internacional e divulga­los aos órgãos de economia  nacional; 

o)  Propor sempre que necessário as providências para orientação do mercado  assim  como  as  restrições  ao  consumo  incluindo  o  sistema  de  contingentação; 

p)  Mobilizar  e  incentivar  os  comerciantes  para  fortalecer  o  movimento  associativo e cooperativo no sector do comércio; 

q)  Estudar e propor medidas que assegurem o regular e eficaz abastecimento  de bens de consumo e serviços mercantis bem como promover inquéritos e  sondagens sobre os hábitos e costumes das populações; 

r)  Estabelecer  com  o  sector  produtivo  e  intervenientes  no  exercício  da  actividade comercial e de prestação de serviços mercantis, mecanismos de  articulação  visando  a  promoção  da  produção  interna  e  criação  de  excedentes comercializáveis; 

s)  Elaborar  a  regulamentação  necessária  para  promoção  e  desenvolvimento  harmonioso  das  actividades  comerciais,  modalidades  de  promoção  de  vendas, modalidades de vendas e de vendas especiais;

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t)  Participar  em  estudos  com  vista  a  definição  de  propostas sobre  preços  de  bens  e  serviços  mercantis  nas  necessidades  internas  e  garantia  de  assistência técnica pós­venda; 

u)  Orientar  e  acompanhar  metodologicamente  a  actividade  exercida  pelas  Direcções Provinciais e Delegações Regionais do Comércio; 

v)  Participar  na  promoção  da  redução  e/ou  substituição  das  importações  e  diversificação das exportações; 

w)  Adoptar  medidas  que  facilitem  o  comércio  internacional  removendo  as  barreiras  tarifárias  e  não  tarifárias  que  afigurem  desajustadas  a  prática  do  livre comércio;  x)  Apoiar a expansão e diversificação das exportações;  y)  Assegurar a implementação de medidas de salvaguarda face a importações  que se afigurem prejudiciais à economia nacional;  z)  Apoiar e acompanhar a organização de missões empresariais e promover a  participação de operadores económicos nacionais em feiras ou exposições  no estrangeiro; 

aa) Assegurar  a  implementação  de  medidas  de  salvaguarda,  com  vista  a  substituição de importações de produtos com vantagens comparativas;  bb) Participar na aplicação das medidas sanitárias e fito­sanitárias no âmbito da 

Organização Mundial do Comércio; 

cc) Desempenhar  as  demais funções  que lhe  sejam  acometidas  por lei ou por  determinação superior. 

3.  A Direcção Nacional do Comércio tem a seguinte estrutura: 

a)  Departamento do Comércio Interno;  b)  Departamento do Comércio Externo; 

c)  Departamento de Cadastro e Infra­estruturas Comerciais; 

d)  Departamento  de  registo  das  operações  de  importação  e  exportação  de  mercadorias; 

e)  Repartição de Licenciamento da Actividade Comercial;  f)  Repartição de Prestação de Serviços Mercantis; 

4.  A Direcção Nacional do Comércio é dirigida  por um Director com categoria de  Director Nacional.

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Artigo 16.º 

(Inspecção Geral das Actividades Comerciais) 

1.  A  Inspecção  Geral  das  Actividades  Comerciais  é  o  serviço  encarregue  de  assegurar  o  acompanhamento,  apoio  e  fiscalização  do  cumprimento  das  funções  horizontais  ou  da  organização  e  funcionamento  dos  serviços  em  especial,  no  que se refere a legalidade  dos actos,  a  eficiência  e o rendimento  dos  serviços,  utilização  dos  meios,  bem  como  a  proposição  de  medidas  de  correcção e de melhoria, ao abrigo das normas legais estabelecidas; 

2.  São  competências  da  Inspecção­Geral  das  Actividades  Comerciais,  sem  prejuízo  das  especialmente  acometidas  à  outros  serviços  ou  organismos,  as  seguintes: 

a)  Acompanhar  a  actividade  dos  serviços  que  integram  o  Ministério  do  Comércio; 

b)  Inspeccionar  e  assegurar  o  acompanhamento  das  funções  horizontais  ou  da organização e funcionamento dos serviços no que se refere a legalidade  dos actos; 

c)  Inspeccionar e acompanhar a eficiência e o rendimento dos serviços; 

d)  Inspeccionar e acompanhar a utilização dos bens e meios do Ministério do  Comércio,  bem  como  a  proposição  de  medidas  de  correcção  e  de  melhorias; 

e)  Verificar o cumprimento das leis, regulamentos e demais disposições legais  pelos  serviços  do  Ministério  do  Comércio  e  pelas  instituições  sob  tutela  deste; 

f)  Elaborar  e  aplicar  os  programas  e  os  procedimentos  necessários  á  realização  de  inspecções  ao  exercício  da  actividade  comercial  e  dos  serviços que integram a estrutura do Ministério do Comércio; 

g)  Verificar  o  tratamento  dos  assuntos  passíveis  de  sanções  e  accionar  o  tratamento adequado, se for caso; 

h)  Receber  e  dar  o  devido  tratamento  às  denúncias,  queixas  e  reclamações  que lhe sejam submetidas; 

i)  Emitir  pareceres  sobre  a  actuação  de  ordem  inspectiva  que  sejam  solicitados; 

j)  Aplicar sanções e multas; 

k)  Desempenhar  as  demais funções  que lhe  sejam  acometidas  por lei ou por  determinação superior; 

3.  A Inspecção­Geral das Actividades Comerciais, compreende: 

a)  Departamento de Controlo;  b)  Departamento de Inspecção;  c)  Departamento de Auditoria;

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4.  A  Inspecção­Geral  das  Actividades  Comerciais  é  dirigida  por  um  Inspector­  Geral com categoria de Director Nacional. 

Artigo 17.º 

(Direcção Nacional da Política Comercial) 

1.  A  Direcção  Nacional  da  Política  Comercial  é  o  serviço  com  funções  de  acompanhamento  da  execução  da  política  comercial  de  Angola  no  exterior  do  País,  desenvolvimento  de  negociações  regionais  e  multilaterais  bem  como  de  direcção, controlo  e orientação  metodológica e  administrativa das  representações  comerciais; 

2.  São competências da Direcção Nacional da Política Comercial: 

a)  Assegurar em  colaboração com  os outros  organismo do Estado, execução  dos  acordos  estabelecidos  e  ratificados  por  Angola  no  âmbito  da  Organização  Mundial  do  Comércio  (OMC),  Comunidade  de  Desenvolvimento  de  África  Austral  (SADC)  e  Comunidade  dos Estados  de  África Central (CEAC); 

b)  Assegurar  e  orientar  metodologicamente  e  administrativamente  toda  a  actividade das representações comerciais no exterior do País; 

c)  Proceder  a  prospecção  dos  mercados  externos  para  conhecimento  e  obtenção  de  dados  passíveis  de  influenciar  o  volume  das  importações  e  exportações; 

d)  Prestar  informações  regulares  às  representações  comerciais  sobre  a  evolução da economia nacional; 

e)  Acompanhar,  em  colaboração  com  outras  instituições  do  Estado,  a  execução da política comercial da República de Angola no estrangeiro;  f)  Analisar  e  emitir  pareceres  sobre  a  actividade  trimestral  e  anual  das 

representações comerciais; 

g)  Difundir informações sobre a estruturação e funcionamento da Organização  Mundial  do  Comércio  (OMC),  Comunidade  de  Desenvolvimento  dos  Estados  da  África  Austral  (SADC)  e  Comunidade  dos  Estados  de  África  Central (CEAC). 

h)  Acompanhar  todas  as  actividades  das  representações  comerciais  desenvolvidas com outros sectores; 

i)  Informar­se e manter informado as instituições do Estado sobre a evolução  da economia dos demais países; 

j)  Participar  com  as  estruturas  dos  demais  órgãos  do  Estado,  na  internacionalização da economia angolana; 

k)  Desempenhar  as  demais  funções  que  lhe  sejam  acometidas  por  lei  ou  determinação superior.

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3.  A Direcção Nacional da Política Comercial tem a seguinte estrutura: 

a)  Departamento das Negociações Regionais e Multilaterais; 

b)  Departamento de Acompanhamento das Representações Comerciais. 

4.  A  Direcção  Nacional  da  Política  Comercial  é  dirigida  por  um  Director  com  categoria de Director Nacional 

SECÇÃO V  Serviços no Exterior 

Artigo 18.º 

(Representações Comerciais) 

1.  As  Representações Comerciais são  órgãos de execução  da  política comercial  da  República  de  Angola  no  Estrangeiro,  dotadas  de  autonomia  administrativa,  patrimonial e financeira. 

2.  As Representações Comerciais são dirigidas por um Representante Comercial  com  a  categoria  de  Ministro  conselheiro  económico  e  comercial  e,  dependem  politicamente do chefe da missão diplomática, metodológica e administrativamente  do Ministério do Comércio.  SECÇÃO VI  Órgãos Tutelados  Artigo 19.º  (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor)  O instituto de defesa do consumidor, adiante designado por INADEC, é um  Instituto  Público  destinado  a  política  de  salvaguarda  dos  direitos  dos  consumidores,  bem  como  coordenar  e  executar  as  medidas  tendentes  a  sua  protecção, informação e educação e de apoio ás organizações de consumidores.

(19)

Artigo 20.º 

(Laboratório Nacional de Controlo da Qualidade) 

O  laboratório  Nacional  de  Controlo  da  Qualidade,  adiante  designado  abreviadamente  por  LANCOQ,  é  uma  Instituição  Pública  de  investigação,  desenvolvimento  e  de  assistência  técnica,  vocacionada  para  o  controlo  da  qualidade  alimentar  e  de  bens  de  consumo,  dotado  de  autonomia  científica,  administrativa e financeira. 

Artigo 21.º 

(Escola Nacional do Comércio) 

A  Escola  Nacional  do  Comércio,  adiante  designada  por  ENCO,  é  uma  Instituição vocacionada para o ensino técnico profissional, com especialização nas  actividades  enquadradas  no  sector  do  Comércio,  bem  como  promover  o  nível  académico, profissional e cultural dos quadros e agentes económicos. 

Artigo 22.º 

(Instituto Nacional de Promoção das Exportações) 

O Instituto  Nacional de Promoção  das Exportações,  adiante designado por  INAPEX,  é  uma  Instituição  Pública  de  promoção  das  exportações  nacionais  de  origem  industrial,  artesanal,  agrícola e agro­industrial,  como também  propicia  aos  operadores Económicos de comércio externo, o necessário e indispensável apoio  técnico­administrativo  que  os  habilite  a  enfrentarem  os  desafios  do  mercado  Regional e Internacional. 

CAPÍTULO IV  Disposições Finais 

Artigo 23.º  (Quadro de Pessoal) 

1.  O quadro de pessoal do Ministério do Comércio é  o  constante do anexo II  do  presente Estatuto, do qual faz parte integrante. 

2.  O  quadro  de  pessoal  referido  no  número  anterior  pode  ser  alterado  por  Decreto­Executivo  Conjunto  dos  Ministros  do  Comércio,  da  Administração  Pública, Emprego e Segurança Social e das Finanças.

(20)

Artigo 24.º  (Provimento)  1.  Os lugares do quadro de pessoal serão providos por nomeação ou contrato em  obediência as regras legais vigentes.  2.  As movimentações a efectuar no quadro de pessoal do Ministério do Comércio  serão da competência do Ministro ou de quem ele delegar para o efeito.  Artigo 25.º  (Regulamentos Internos) 

No  prazo  máximo  de  90  dias,  contados  a  partir  da  data  de  publicação  do  presente Estatuto, o Ministério do Comércio fará publicar os regulamentos internos  dos serviços referidos no Capitulo II.

Referências

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