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Comunicografia - uma metodologia para análise de processos de interação que se desenvolvem nas ferramentas de comunicação textual da Internet utilizadas no contexto de Educação a Distância

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Comunicografia - uma metodologia para análise de processos de

interação que se desenvolvem nas ferramentas de comunicação

textual da Internet utilizadas no contexto de Educação a Distância

Mariano Gomes Pimentel1 Fábio Ferrentini Sampaio2

Resumo - Neste artigo é proposta a comunicografia - uma metodologia

para análise de processos de interação comunicacional. Neste trabalho, a comunicografia é enfocada para a análise dos processos de interação que se desenvolvem nas ferramentas de comunicação textual da Inter-net utilizadas no contexto de Educação a Distância: correio-eletrônico, lista de discussão, bate-papo (chat) etc. Para ilustrar o uso desta meto-dologia são apresentadas algumas análises, úteis ao processo educaci-onal, especificamente de um fragmento de sessão de bate-papo.

Palavras-chave - Análise de Interação, Ferramentas de Comunicação,

Educação a Distância.

1 I

NTRODUÇÃO

Educação é um processo de comunicação. Educação “a Distância” só é possível porque existem tecnologias que possibilitam estabelecer este processo de comunicação mesmo quando alunos e professores encontram-se fisi-camente distantes. Como tema acadêmico, Educação a Distância revigorou-se nesta última década em função, principalmente, do surgimento das novas tecnologias de comunicação mediada por computadores em rede – mais precisamente, com a popularização da Internet [Pimentel00].

As ferramentas de comunicação da Internet possibilitam o registro da comunicação informal que antes se perdia na verbalização em sala de aula e nos grupos de estudo. O registro deste processo de interação comunicacional traz consigo uma grande produção de documentos - seja uma longa mensagem de correio eletrônico ou uma simples frase escrita durante uma sessão de bate-papo (chat). Alunos e professores nunca antes defrontaram-se com uma quantidade tão grande de documentos sendo dinamicamente produzidos ao longo de um único curso. É premente a necessidade de mecanismos para, entre outros, analisar e organizar estes documentos - tais meca-nismos devem ser o mais automatizável possível, haja vista a grande quantidade de informações a ser processa-da.

A comunicografia, aqui apresentada, surgiu deste contexto - da necessidade de analisar e organizar automatica-mente a grande quantidade de documentos que são produzidos ao longo de um processo educacional mediado pelas atuais ferramentas de comunicação textual da Internet.

1 Mestrando em Informática do NCE/UFRJ com bolsa da CAPES

2 Doutor em Informática e Educação, e professor-pesquisador no Mestrado IM - NCE / UFRJ;

Éa formalização de um conjunto de técnicas (metodologia) elaboradas para tornar estes documentos mais úteis ao processo educacional: organizá-los numa hierarquia de tópicos, possibilitar identificar os interesses e conhe-cimentos dos alunos, realizar avaliações, compreender e coordenar o desencadeamento das discussões, etc.

(2)

2 A

COMUNICOGRAFIA

A comunicografia objetiva ser uma metodologia para auxiliar análises de um processo de interação comu-nicacional – principalmente aqueles que se desenvol-vem nas ferramentas de comunicação textual da In-ternet utilizadas no contexto de Educação a Distância: correio-eletrônico, lista de discussão, newsgroup, chat, brainwrinting etc. A comunicografia foi conce-bida de forma a automatizar, total ou parcialmente, algumas análises sobre o conjunto de textos que são produzidos nestas ferramentas. Esta metodologia pode ser resumida em dois procedimentos: um pri-meiro que objetiva grafar a comunicação, e um se-gundo que objetiva analisar esta representação. Um processo de comunicação é representado, na comunicografia, através de um “comunicografo” (figura 1). O comunicografo faz uso da Teoria de Grafos para representar as mensagens e associações entre elas3. Cada mensagem é caracterizada a partir de um conjunto de variáveis – alguns dados são re-gistrados pela própria ferramenta (emissor da mensa-gem, data e hora de publicação, etc.); outros dados precisam ser recuperados (quantidade de caracteres, tópicos discutidos, etc.). As associações entre as mensagens são estabelecidas com o objetivo de cap-turar o encadeamento e a dinâmica do processo de interação comunicacional – algumas ferramentas já registram automaticamente algumas associações entre as mensagens (por exemplo, quando há o registro de uma resposta a uma mensagem de correio-eletrônico); outras ferramentas não disponibilizam mecanismos formais de associação entre as mensa-gens (tais como as ferramentas tradicionais de bate-papo [chat]), sendo necessário, nestes casos, recupe-rar as possíveis associações entre as mensagens. Após a elaboração de um comunicografo, o passo seguinte é analisá-lo. Uma análise qualitativa objetiva a caracterização dos dados, pode ater-se a um peque-no grupo de mensagens, e faz uso de técnicas

3 A Teoria de Grafos é uma teoria matemática para modelagem, análise e resolução de problemas práticos. É bastante ampla e flexível, o que faz dela um bom instrumento para representar matematicamente diferentes processos de interação comunicacional. Dentre os principais motivos para se fazer uso deste instrumento matemático é a existência de técnicas e algoritmos para o seu processamento computacional – o que possibilita apoiar e automatizar certas análises e obter resultados que, realizados pelo ser humano, seriam extremamente trabalhosos. Para uma introdução à teoria de grafos e seus algoritmos, consultar [Szwarcfiter88].

pretativas (mais difíceis de serem automatizadas). Uma análise quantitativa, por sua vez, trabalha com as variáveis (cujo levantamento pode depender de uma análise qualitativa), lida com todo o grupo de mensagens, e faz uso de técnicas estatísticas (geral-mente, automatizáveis).

3 O

USO DA COMUNICOGRAFIA

PARA ANÁLISES DE UM FRAGMENTO

DE SESSÃO DE BATE

-

PAPO

O objetivo desta seção é exemplificar a potencialida-de da comunicografia para apoiar análises sobre um processo de interação comunicacional. Embora a comunicografia tenha aqui sido ilustrada para analisar especificamente um fragmento de sessão de bate-papo (chat), os mecanismos presentes nesta metodo-logia são suficientemente genéricos para apoiar análi-ses de outros meios de comunicação.

A sessão de bate-papo aqui analisada ocorreu no am-biente AulaNet [Fuks00], durante uma das aulas da disciplina “Tecnologia de Informação Aplicada à Educação” [Lucena00] cujo tema a ser discutido era “groupware”. O fragmento analisado representa so-mente as primeiras mensagens do ponto onde a aula começou. Os nomes dos participantes foram substi-tuídos.

O fragmento foi trabalhado de acordo com os proce-dimentos metodológicos preliminares da comunico-grafia. Como a ferramenta de bate-papo utilizada não provia um mecanismo formal de referenciação entre as mensagens, as associações foram “reconstituídas” conforme ilustra a figura 1.a, o que resultou no co-municografo apresentado na figura 1.b e 1.c.

3.1 I

DENTIFICAÇÃO DE TÓPICOS E SUB

-

TÓPICOS DISCUTIDOS

Identificar os tópicos e sub-tópicos discutidos numa sessão de bate-papo não é uma atividade simples utilizando diretamente o registro linear das mensa-gens (o LOG da sessão). Esta identificação pode ser facilitada com o uso do comunicografo apresentado na figura 1, uma vez que nele as mensagens já estão relacionadas - a própria anatomia do gráfico indica onde procurar os tópicos discutidos. Os sub-tópicos identificados naquele fragmento são apresen-tados na figura 2.a e reorganizados em tópicos mais

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gerais na figura 2.b. A estrutura hierárquica apresen-tada na figura 2 torna a sessão de bate-papo mais compreensível do que sua estrutura linear original, facilita a recuperação de informações, possibilita uma rápida visualização do que foi discutido e em que quantidade.

Algumas ferramentas de comunicação exigem dos usuários a especificação da posição da mensagem dentro de uma hierarquia de tópicos pré-definida (ainda que possa ser definida dinamicamente) – neste caso, a organização das mensagens em tópicos e sub-tópicos é decorrente do próprio protocolo de comuni-cação exigido pela ferramenta.

47 <Pablo> Quero começar pedindo que vocês comentem sobre a

observação que fiz sobre o Aulanet ser ou não groupware. 48 <Marcelo> Pablo, existe alguma dúvida?

49 <Pablo> Se ninguém tem dúvida, vamos ao outro ponto.

50 <Geraldo> Na minha opnião o aulaNET é um groupweare visto que o objetivo dele é facilitar a comunicação, cooperação e coordenação entre as pessoas.

Ge ra ld o M aced o Al exandr e Ger aldo Gust avo Hum b ert o Li an e Lu ci an a Ma rc el o Pa b lo Pa b lo 47 48 49 50 67 68 69 58 59 61 63 66 74 75 86 87 88 89 73 78 79 80 82 52 51 53 54 55 56 57 62 65 60 64 70 71 72 76 77 83 84 85 90 47 50 60 65 70 75 80 85 90 (a) (b) (c)

Figura 1 – Construção do comunicografo. a) Identificação das associações entre as mensagens. b)

Representação gráfica do comunicografo resultante destas associações. c) Representação em floresta do mesmo cominicografo.

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Como nem toda ferramenta utiliza este protocolo, é necessária a posterior análise para a identificação dos tópicos e sub-tópicos que foram discutidos durante o processo de comunicação. Esta análise pode ser hu-manal (tal como a realizada na figura 2) ou computa-cional - o que requer algoritmos sofisticados, que faça uso de processamento de linguagem natural (tal como sugerido em [Jaques98, Terra99, Terra98]).

3.2 C

ARACTERIZAÇÃO DOS PARTICIPANTES

Analisar as mensagens, correlacionando os tópicos discutidos e seus autores, possibilita levantar algumas hipóteses que precisariam ser investigadas através de uma análise qualitativa mais detalhada. Por exemplo, no tópico “Sistemas de co-autoria” só participaram Gustavo e Marcelo - isto pode ser um indicativo que somente um ou ambos possuem interesse naquele tópico (ao menos, os demais não demonstraram inte-resse pois não participaram daquela discussão). Já o Alexandre participou muito do tópico “Memória de

Grupo” e praticamente não participou dos demais tópicos – isto pode indicar que este participante já tem muito conhecimento sobre aquele tópico especí-fico, ou que gostaria de saber mais, ou que discorda com o que foi dito sobre o assunto. Para uma caracte-rização mais acurada sobre estes participantes é pre-ciso voltar a analisar o conteúdo das mensagens. So-mente com as variáveis aqui analisadas (“tópico de discussão” e “autor”) não é suficiente para uma ca-racterização adequada dos participantes, mas já com este tipo de análise é possível levantar alguns indica-dores e hipóteses que dificilmente seriam percebidos na forma original linear da sessão de bate-papo.

3.3 E

NCADEAMENTO DO DEBATE

(

RE-FINAMENTOS E OUTRAS ANÁLISES

)

Na figura 3.a, as mensagens foram classificadas em duas categorias: mensagem que discute um tema (cír

Director como groupware

ou sistema de autoria

Aspectos para a escolha de um groupware

Memória de grupo

“Ignorância” em relação a groupware Sistemas de co-autoria Exemplos de groupware Caracterização do AulaNet como groupware 47 48 49 50 67 68 69 58 59 61 63 66 74 75 86 87 88 89 73 78 79 80 82 52 51 53 54 55 56 57 62 65 60 64 70 71 72 76 77 83 84 85 90

Aspectos para a escolha de um groupware Memória de grupo Exemplos de groupware 47 48 49 50 58 59 61 63 66 73 78 79 80 82 52 51 53 54 55 56 57 62 65 60 64 70 71 72 76 77 83 84 85 74 75 86 87 88 89 66 (a) (b)

Figura 2 – Tópicos e sub-tópicos discutidos. a) Sub-tópicos - a própria anatomia do comunicografo

indica onde procurar os sub-tópicos. b) Tópicos - nesta nova organização, árvores isoladas podem ser agrupadas, uma mesma árvore pode ser desmembrada, ou ainda, pequenas árvores podem ser abandonadas por não serem suficiente grandes para serem consideradas um tópico da sessão.

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culo preto); e a que não discute4 (circunferência cin-za). Eliminando as mensagens “em branco” e reorga-nizando as mensagens “em preto”, obtém-se o gráfico apresentado na figura 3.b. Com este novo gráfico é possível isolar melhor o debate para que se possa fazer análises mais acuradas – por exemplo, perceber que seu encadeamento foi mais linear do que se pode-ria supor com a figura 3.a; obter dados mais precisos sobre a quantidade, largura e profundidade com que cada tópico foi discutido; perceber a ocorrência de monólogos e diálogos; ou mesmo perceber que so-mente Pablo e Liane participaram efetivaso-mente do tópico “Director como groupware ou sistema de auto-ria” (Marcelo e Humberto emitiram mensagens sem discutir o tema).

Vale ressaltar que quanto mais detalhada for a tipolo-gia para a classificação das mensagens e das associa-ções, mais sofisticadas e acuradas podem ser as análi-ses.

4 São exemplos de mensagens que não discutem: as mensagens que objetivam coordenar a discussão, as que explicitam uma posição sem discutir o tema (geralmente apenas “concordo” ou “não concordo”), as emitidas para descontrair o debate, etc.

3.4 A

VALIAÇÃO DOS PARTICIPANTES

Um método simples para avaliar a participação dos alunos numa sessão de bate-papo é contabilizar a quantidade emitida de mensagens e de caracteres. Mesmo supondo que “da quantidade vem a qualida-de”, poucos iriam ficar satisfeitos com este método de avaliação – ele é muito "grosseiro"; indica que um participante é muito ativo mas nada informa sobre a qualidade de sua participação.

A partir do tratamento das mensagens apresentado na figura 1, já é possível elaborar mecanismos automati-zados mais sofisticados para esta avaliação. Uma mensagem poderia ter peso em função da quantidade de mensagens associadas (as “melhores mensagens” seriam aquelas que incitaram os outros participarem). Uma mensagem também poderia ter peso em função de sua profundidade na árvore (as melhores mensa-gens seriam aquelas que encadearam discussões apro-fundadas). Poderiam ser descartadas as mensagens que não discutem nada (circunferências em cinza da figura 3.a). Mensagens seqüencialmente encadeadas pelo mesmo participante (monólogo) poderiam ser

Monólogo Diálogos 47 48 50 58 59 63 66 74 75 86 88 73 78 79 80 82 52 51 53 54 55 56 57 62 65 60 64 70 72 76 83 85 67 68 69 47 48 49 50 67 68 69 58 59 61 63 66 74 75 86 87 88 89 73 78 79 80 82 52 51 53 54 55 56 57 62 65 60 64 70 71 72 76 77 83 84 85 90 (a) (b)

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consideradas como uma única mensagem. Encadea-mento entre apenas dois participantes poderia ter peso menor do que encadeamento com vários participan-tes. Enfim, diversos mecanismos poderiam ser esti-pulados, a cargo do professor, para possibilitar uma avaliação mais qualitativa do que a simples contagem de mensagens e caracteres emitidos por cada partici-pante, que é basicamente o único mecanismo possível de ser automatizado sem o uso da comunicografia.

3.5 C

ARACTERIZAÇÕES DO PROCESSO DE INTERAÇÃO COMUNICACIONAL

A comunicografia também abre novas possibilidades para caracterizar um processo de interação comunica-cional. Quantos assuntos em paralelo, em média, são debatidos? Qual o ritmo de interação entre os partici-pantes? Após o envio de uma mensagem, quanto tempo em média será preciso para receber uma res-posta? Quanto tempo uma mensagem fica sendo dis-cutida? Estas e outras perguntas poderiam ser respon-didas a partir de inferências estatísticas sobre os co-municografos.

Como exemplo buscou-se aqui caracterizar o tempo de resposta do fragmento de sessão de bate-papo em questão. Para esta caracterização, é preciso obter a idade relativa de cada associação (tempo decorrido entre uma mensagem e sua resposta). O tempo de resposta é então caracterizado a partir da distribuição das associações em função de sua idade relativa. Como no fragmento de sessão de bate-papo analisado não há o registro temporal das mensagens, foi neces-sário utilizar a variável “posição relativa” das associ-ações5. Calculando-se a posição relativa de cada as-sociação da figura 16, e agrupando as associações

5 A “posição relativa” de cada associação é medida pela diferença entre a posição da mensagem que referencia e a posição da mensagem referenciada (por exemplo, a referência na mensagem 50 para a mensagem 47 tem posição relativa igual a 3). Além disto, foi registrado (na sessão de bate-papo de onde o fragmento analisado foi retirado) que durante 1 hora foram produzidas 296 mensagens. Portanto, o tempo médio entre duas mensagens consecutivas é de aproximadamente 12 segundos. Logo, uma referência de “posição relativa” igual a 3 tem “idade relativa média” igual a 36 segundos.

6 Obviamente é necessário pressupor que as referências estabelecidas na figura 1 estão corretas - há sempre a possibilidade de algumas referências terem sido erroneamente identificadas, ou deixadas de ser identificadas. Mesmo que existam alguns erros, estes não devem ser muitos nem grosseiros pois este fragmento foi analisado cuidadosamente e exaustivamente.

com mesma posição relativa, obtém-se a distribuição apresentada na figura 4.

A partir desta análise exploratória pôde-se constatar que mais de 50% das associações são para uma entre as 2 mensagens precedentes - em outras palavras, mais de 50% das respostas ocorrerem aproximada-mente nos 25 segundos posteriores ao registro da mensagem. Também pôde-se constatar que somente 11% das associações são para uma mensagem com posição anterior às 10 mensagens precedentes (envia-da há mais de 2 minutos, em média) - em outras pala-vras, após alguns poucos minutos uma mensagem praticamente cai no esquecimento. Este tipo de análi-se ajuda a caracterizar melhor o ritmo da interação que ocorre nas sessões de bate-papo7.

4 C

ONCLUSÕES E TRABALHOS

FUTUROS

Neste trabalho foi apresentada a “comunicografia” – uma metodologia para análise de processos de intera-ção comunicacional. Esta metodologia é ainda uma idéia nova e inacabada, mas que surpreende pelas suas potencialidades. Tem se mostrado extremamente útil para analisar e organizar a grande quantidade de documentos que são produzidos ao longo de um pro-cesso educacional mediado pelas atuais ferramentas de comunicação textual da Internet.

O uso desta metodologia foi exemplificado, neste trabalho, através de diversas análises sobre um frag-mento de sessão de bate-papo. Como um resultado desta pesquisa, está sendo elaborada uma nova pro-posta de ferramenta de bate-papo para o contexto educacional, na qual inclui, entre outras funcionali-dades, a possibilidade de registro das associações entre as mensagens e a recuperação da linha de diálo-go - o que já viabiliza a automação das várias análises apresentadas neste artigo.

É de interesse, em trabalhos futuros, desenvolver o “comunicógrafo” - um instrumento (na verdade, uma 7 É claro que as estimativas obtidas a partir deste estudo de caso não devem ser generalizadas para qualquer sessão de bate-papo. Além da amostra analisada ser muito reduzida, estes dados devem variar em função da quantidade de pessoas na sessão, da taxa de emissão média das mensagens, do atraso médio entre o envio e o recebimento das mensagens, entre outras variáveis. É de interesse, em trabalhos futuros, ampliar estas investigações para obter estimativas mais gerais e precisas.

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integração de diferentes softwares) para automatizar a construção de comunicografos e apoiar a realização de análises dos textos produzidos nas diferentes fer-ramentas de comunicação da Internet utilizadas no contexto de Educação a Distância.

5 R

EFERÊNCIAS

[Fuks00] FUKS, Hugo. Aprendizagem e Trabalho cooperativo no Ambiente AulaNet. Revista Brasileira de Informática na Educação, n 6. abril de 2000. Disponível na Internet via Web: http://anauel.cead.puc-rio.br/aulanet/index.html [Jaques98] JAQUES, Patrícia Augustin, OLIVEIRA, Flávio

Moreira de. Agentes de Software para Análise das Intera-ções em um Ambiente de Ensino à Distância. Anais IX Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE’98) [cd-rom]. Fortaleza, novembro de 1998.

[Lucena00] LUCENA, Carlos José Pereira de, FUKS, Hugo, et. al. Tecnologia de Informação Aplicada a Educação: Um Meta Curso no Ambiente AulaNet [online]. Monografia em Ciência da Computação, Departamento de Informática, PUC-Rio. Rio de Janeiro, março de 2000. Disponível na Internet via Web:

http://anauel.cead.puc-rio.br/aulanet/index.html

[Pimentel00] PIMENTEL, Mariano Gomes, ANDRADE, Leila Cristina Vasconcelos de. Educação a Distância: Mecanis-mos para Classificação e Análise. Anais do VII Congresso Internacional de Educação a Distância – ABDE. São Pau-lo, agosto de 2000.

[Szwarcfiter88] SZWARCFITER, J. L. Grafos e Algoritmos

Computacionais. 2ª ed. Editora Campus, Rio de Janeiro, 1988.

[Terra98] TERRA JR, Osvaldo Gomes, TAVARES, Orivaldo de Lira. Composição Inteligente de Documentos. Anais IX Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE’98) [cd-rom]. Fortaleza - Ceará, novembro de 1998.

[Terra99] TERRA JR, Osvaldo Gomes, TAVARES, Orivaldo de Lira, MENEZES, Crediné Silva. Uma Ferramenta

Inteli-gente para Recuperação de Informações em Ambientes de Educação à Distância. Anais X Simpósio Brasileiro de In-formática na Educação (SBIE’99). Curitiba - Paraná, no-vembro de 1999. p 193-199. (a) (b) 21% 55% posição 1 a 2 posição 3 a 5 11% posição maior que 10 13% posição 6 a 10 posição relativa freqüê ncia da s associa ções

Figura 4 – Tempo de resposta no fragmento da sessão de bate-papo. a) Distribuição da freqüência das

associações em função da “posição relativa”. b) Porcentagens das associações agrupadas em intervalos de posição relativa.

Imagem

Figura 1 – Construção do comunicografo. a) Identificação das associações entre as mensagens
Figura 2 – Tópicos e sub-tópicos discutidos. a) Sub-tópicos - a própria anatomia do comunicografo indica onde procurar os sub-tópicos
Figura 3 – Análises mais acuradas sobre o desencadeamento do debate.
Figura 4 – Tempo de resposta no fragmento da sessão de bate-papo. a) Distribuição da freqüência das associações em função da “posição relativa”

Referências

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