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How to write a manifesto

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Academic year: 2021

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Texto

(1)

16 June 2010

That

is

to

sa

y,

an

av

ant-g

ar

de

manif

esto:

a

sor

t

of

av

ant-g

ar

de

Thr

ough

the

Lo

oking-Glass

r

eflectio

n

of

the

mor

e

co

mmo

n

str

ang

eness

of

the

politic

al

mani

Glass

-festo

. Al

l

manif

estos

ar

e

distor

ted

and

extr

eme;

the

y

ar

e

wish-lists

of

the

ov

er

ly

ambitious,

of

little

N

apoleo

ns.

But

the

avant-gar

de

manif

esto

is

es

-pecial

ly

bo

nkers,

blending

re

volutio

nar

y

zeal,

dr

amatic

per

for

mance

, and

an

insatiable

thirst

for

no

velt

y

to

cr

eate

a

singular

ly

attr

activ

e,

cir

cus-like

delir

ium.

W

ho

is

not

electr

ified

upo

n

first

rea

ding

The

F

ounding

and

Ma

-nif

est

o

of

F

ut

ur

ism

(1909),

the

rant

that

launc

hed

a

thousand

imitators?

F.

T

. Mar

inetti,

futur

ist-in-c

hief

, summed

up

his

manif

esto

for

m

ula

in

tw

o

ke

y

w

or

ds:

violence

and

pr

ecisio

n.

The

avant-gar

de

manif

esto

w

ould

channel

the

anar

chic

energ

y

of

the

ne

w

centur

y

into

a

liter

ar

y

for

m

that

was seductiv

el

y str

ong and thr

il

lingl

y dir

ect.

Her

e ar

e ten essential steps to w

riting y

our o

wn:

Isto é, um manif esto av ant-g ar de : uma espécie de Do out ro la do do esp elho a re -flectir a estr anhe za mais banal do mani -festo político . T odos os manif estos sã o distor cidos e extr emistas; nã o sã o mais do que listas de desejos de super ambiciosos, de pequeninos N apoleões. Mas o mani -festo vanguar dista en vol ve , em especial, alucina dos, que mistur am zelo re volucio -nár io , atitude dr amátic a e uma sede insa -ciáv el de no vida de , de modo a cr iar um delír io cir cense par ticular mente atr activ o. Q uem nã o fic a em esta do de choque co m a pr imeir a leitur a de Manif est o F ut ur ist a (1909), o gr ito de pr otesto que arr astou mil imita dor es? F.T . Mar inetti, futur

ista-julian hanna

}

{

mor , r esumiu a fór m ula do seu manif esto a duas palav ras-c hav e: “ violência e exa c-tidã o”. O manif esto vanguar dista poder ia co nduzir a energia anár quic a do no vo século no sentido de uma for ma liter ár ia que ser ia, a o mesmo tempo , sedutor amen -te f or te e arr ebata dor amente dir ecta. Eis de z passos essenciais par a um mani -festo só seu: 1 [f aça u m a li st a] N umer e as cláusulas: os algar ismos cap -tam o olhar e vã o dir eitos ao assunto . Arr anje um númer o redo ndo , co mo por ex emplo , cinco , de z ou vinte . O u nã o ar -ranje . P or que quando se escr ev e um mani

-*

HO

W

T

O

WRITE A

MANIFE

S

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

WRITE A

MANIFE

S

T

O

HO

W

T

O

WRITE A

MANIFE

S

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O

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S

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O

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S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

1

WRIT

WRIT

WRIT

WRIT

WRIT

WRIT

7 6 2

WRITE A

WRITE A

E A

E A

E A

E A

1 2 4 5 6

HO

W

T

O

HO

W

T

O

10

HO

W

T

O

HO

W

T

O

8

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

MANIFE

S

T

O

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S

T

O

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S

T

O

MANIFE

S

T

O

2 3

MANIFE

S

T

O

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S

T

O

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T

O

MANIFE

S

T

O

5 7

MANIFE

S

T

O

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O

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O

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O

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O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

WRITE AWRITE A

WRITE A

WRITE A

WRITE A

E AE A

E AE A

WRITWRIT

WRIT

WRITWRIT

WRIT

WRIT

WRIT

WRIT

WRIT

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

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S

T

O

WRIT

MANIFE

S

T

O

WRIT

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

HO

W

T

O

WRIT

WRIT

HO

W

T

O

WRIT

1 2

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

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O

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O

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S

T

O

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S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

9

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

11

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

16

MANIFE

S

T

O

MANIFE

S

T

O

17 18 20

E AE A

E A

E AE A

E A

WRITE A

WRIT

WRITWRIT

1

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

22

E A

E A

WRITE A

WRIT

WRIT

WRIT

WRIT

WRIT

WRIT

WRIT

WRIT

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

HO

W

T

O

19

COMO E

SCREVER UM MANIFE

S

T

O

(2)

*

festo , as regr as faz em-se par a nã o ser em cumpr idas. P or que raz ão seguir regr as? E já ag or a, por que raz ão diz er aos outr os o que de vem faz er? F oi quase há um século que T ristan T zar a dec lar ou, co m sar casmo maldoso , no seu Manif est o Da da , 1918: “P ar a pr oc lamar um manif esto , é pr eciso quer er : A. B . C., pr aguejar co ntr a 1, 2, 3. ” As regr as existem par a ser em distor cidas, esc ar necidas e destr uídas. Os manif estos sã o veículos de m udanç a. L embr e-se de que é um ar tista – isto nã o é um pr ogr a-ma eleitor al. N os pr imór dios do géner o, os manif estos usavam-se par a emitir de -clar ações de guerr a aos reinos vizinhos. F aç a deste o seu modelo . Dec lar e guerr a a outr os “ismos”. F ale co mo um mo nar ca. Agarr e-se às questões impor tantes: nã o se detenha em por menor es. P ense nos por menor es dep ois da batalha. dep ois 2 [p o n ha um a m ás c ar a] Em sentido figur ado , nã o à letr a (a nã o ser que ajude). F aç a um ar atr evido e ca -rismático , violento e cor ajoso . A sua no va perso nag em de ve ser extr ov er tida, a res -valar par a o sociopático . F er nando Pessoa, tímido e teór ico , deix ou que Ál var o de valar par a o sociopático . F er nando Pessoa, a o sociopático . F er nando Pessoa, Campos, o seu pseudó nimo mais gr egá -rio , escr ev esse manif estos incendiár ios. À Campos, o seu pseudó nimo mais gr egá o seu pseudó nimo mais gr egá semelhanç a de Pessoa, também o intr os -pectiv o W .B . Y eats se masc ar ou de uma infinida de de perso nalida des públic as. Deixavam-no falar liv remente e co m toda a natur alida de . A ntes ainda, Osc ar W ilde abr aç ar a a ideia “The T ruth of Masks”,

U

se

number

ed

tenets:

the

y

ar

e

ey

e-c

atc

hing

and

get

right

to

the

point.

Make

it

a

round

number

like

fiv

e

or

ten

or

tw

ent

y.

O

r

do

n’

t.

Bec

ause

in

manif

esto

w

riting

, r

ules

ar

e

ma

de

to

be

br

oken.

W

h

y

fol

lo

w

rules?

F

or

that

matter

,

wh

y

tel

l

other

people

what

to

do?

It

was

near

ly

a

centur

y

ag

o

that

T

ris

-tan

T

zar

a’

s

Da

da

Manif

est

o,

1918

dec

lar

ed

with

veno

mous

sar

casm:

T

o

pr

oc

laim

a

manif

esto

you

hav

e

to

want:

A.

B

.

C.,

thunder

against

1,

2,

3.

R

ules

ar

e

ma

de

to

be

twisted,

moc

ked,

and

ov

er

tur

ned.

Manif

estos

ar

e

vehic

les

of

chang

e.

Remember

that

you

ar

e

an

ar

tist

this

is

not

a

politic

al

pla

-tf

or

m.

In

the

ear

ly

da

ys

of

the

genr

e,

manif

estos

w

er

e

used

to

issue

dec

lar

atio

ns

of

war

on

neighbour

ing

king

do

ms.

T

ake

this

as

your

model.

Dec

lar

e

war

on

other

“isms”.

S

peak

like

a

mo

nar

ch.

S

tic

k

to

the

big

points:

do

n’

t

get

hung

up

on

de

-tails.

W

or

k out details

aft

er

the battle

.

aft

er

F

igur

ativ

el

y,

not

liter

al

ly

(unless

it

helps).

P

ut

on

a

fa

ce

that

is

bold

and

char

ismatic,

fier

ce

and

fear

less.

Y

our

ne

w

perso

na

should

be

extr

ov

er

ted,

e

ven

verging

on

sociopathic.

The

sh

y,

1 [m ak e a l is t] 2 [we ar a m a sk ]

*

numa obr a sobr e manif estos estéticos - Int ençõ es (Coto via, 1992). Entr etanto , o ençõ es anti-social W yndham L ewis, depois de ter abando na do o vor ticismo e outr os gr upos activistas, simplesmente se intitu -lou O Inimig o. 3 [s e ja, s o z in h o , u m e x é r ci to ] Q uase nunc a os manif estos sã o emitidos por um só indivíduo . P or quê? P or que a uniã o faz a for ça . N ão impor ta que esteja só na mesa do canto num caf é. Q uantos e quantos vor ticistas, imagistas, futur istas ou sensa cio nalistas existir am antes de ser emitido esse pr imeir o manif esto? Ge -ralmente um, no máximo dois. Q uantos co m unistas escr ev er am O Manif est o Co -munist a? Dois. P or isso , use o “nós”, plu -ral majestático . P reocupe-se co m a quan -tida de mais tar de . S e o fiz er , outr os ir ão apar ecer . S e nã o apar ecer em, dedique-se a outr a coisa. 4 [r o u be , n ão ci te ] Os manif estos nã o têm ídolos. N ão mos -tr am re ver ência; co n vidam à re ver ência. (P ense de no vo em O Manif est o Comunis -ta ). N ão estamos per ante um ensaio par a uma aula e nã o há tempo par a notas de rodapé cuida das. Isto é a r ev oluç ão! 5 [s e ja o u sad o ] Ex cesso é o no me do jog o. N ão há es -pa ço par a moder aç ão . U se pincela das for tes. P ense em slogans e fr ases feitas.

boo

kish

Fer

nando

Pessoa

let

his

most

gr

egar

ious

heter

on

ym,

Ál

var

o

de

Campos,

w

rite

his

incendiar

y

manif

estos.

Like

Pessoa,

the

intr

ospectiv

e

W

. B

. Y

eats

do

nned

the

masks

of

my

ria

d

public

sel

ves.

The

y

al

lo

w

ed

him

to

speak

fr

eel

y

and

uns

elf

co

nsciousl

y.

Ear

lier

stil

l,

Osc

ar

W

ilde

espoused

“The

T

ruth

of

Masks”

in

his

boo

k

of

aesthetic

manif

estos,

Int

en

-tions

(1891).

The

anti-social

W

yndham

L

ewis,

mean

while

,

tions

af

ter

he

gav

e

up

vor

ticism

and

other

gr

oup

activities,

simpl

y

cal

led himself

The Enemy

.

Manif

estos

ar

e

har

dl

y

ev

er

issued

by

individuals.

W

hy?

Be

-cause

ther

e

is

st

rength

in

numb

ers

. N

ev

er

mind

that

you

’re

just

one

perso

n

sitting

in

the

cor

ner

of

a

caf

e.

Ho

w

man

y

vor

ti-cist

s,

imagists,

futur

ists,

or

sensatio

nalists

existed

bef

or

e

that

first

manif

esto

was

issued?

U

sual

ly

one;

t

w

o

at

most.

Ho

w

man

y

co

mm

unists

w

rote

The

Communist

Manif

est

o?

T

w

o.

S

o

use

the

ro

yal

“w

e”.

W

orr

y

about

numbers

later

. If

you

build

it,

the

y wil

l co

me

. If the

y do

n’

t co

me

, build so

mething else

.

3 [be an ar m y o f o n e ]

(3)

*

N ão deix e que coisas sem impor tância se atr av essem no seu caminho . A qui há polémic a nua e cr ua, nã o uma por ta par a o debate em socieda de . O seu único juiz é a histór ia. 6 [s e ja g ráfi co ] U se cor es vivas e um tipo de letr a gr ande . T ome co mo ex emplo a re vista vor ticista bl a st . Uma palav ra – bl a st – estam -pa da numa capa rosa choque . Q uem se pr eocupa co m o que lá diz per ante um aspecto da queles? Imagine o que ser ia a bl a st num quiosque de 1914! Os gr an -des ar tistas sã o gr andes auto-publicitá -rios. A fama alimenta-se de co ntr ov érsia. E o manif esto é a ferr amenta supr ema da pr ov oc aç ão ar tístic a. V iva o V or tex! 7 [u ti l iz e o s e x o ] O que nos ensina a publicida de? Q ue o sex o vende . S e o sex o vende sabã o, pode vender surr ealismo . A linguag em do de -sejo é um meio segur o de ganhar adeptos. Mas a “linguag em do desejo ” nã o é a ex -cita çã o inof ensiva dos anúncios de per fu -mes. É ar te! Seja ousa do! Q uebr e tabus! cita çã o inof ensiva dos anúncios de per fu Derr ube m ur alhas! O pr imeir o manif esto futur ista é uma fantasia ma chista agr essi -va: “ Er ecç ão no topo do m undo …lanç a-mos o desafio às estr elas!” Manif est o F u-tur ist a da Luxúr ia (1913) de V alentine de Saint-P oint vai mais lo ng e, na busc a de uma no v a sexualida de univ ersal basea da no v a no desejo natur al, “ a atr acç ão , a o mesmo tempo , fr ágil e br utal entr e dois cor pos,

Manif

estos

hav

e

no

idols.

The

y

do

not

exhibit

re

ver

ence;

the

y

onl

y

in

vite

re

ver

ence

. (

Think

again

of

The

Communist

Mani

-fest

o).

This

is

not

a

classr

oo

m

essa

y,

and

ther

e

is

no

time

for

car

eful f

ootnotes.

This is the r

ev

olutio

n!

Ex

cess

is

the

name

of

the

game

. Ther

e

is

no

roo

m

for

mode

-ratio

n.

P

aint

in

bold

str

okes.

Think

in

slogans

and

catc

hp

hr

a-ses.

Do

n’

t

let

sil

ly

fa

cts

get

in

your

wa

y.

This

is

naked

polemic,

not

an

addr

ess

to

the

debating

societ

y.

Y

our

onl

y

judg

e

is

histor

y.

U

se

br

ight

colours

and

a

ver

y

larg

e

fo

nt.

T

ake

the

vor

ticist

magazine

bl

a

s

t

as

an

example

. One

w

or

d

bl

a

s

t

stam

-ped

acr

oss

a

br

ight

pink

ja

cket.

W

ho

car

es

what

it

sa

ys

when

it

loo

ks

like

that?

Imagine

what

bl

a

s

t

loo

ked

like

on

the

ne

wsstand

of

1914!

Gr

eat

ar

tists

ar

e

gr

eat

self-a

dv

er

tisers.

F

ame

feeds

on

co

ntr

ov

ersy

. A

nd

the

manif

esto

is

the

supr

e-me tool of ar

tistic pr

ov

oc

atio

n.

L

ong Liv

e the

V

or

tex!

6 [be v is u al ] 5 [be bo l d ] [s te al , d o n 't q u o te ]

W

hat

does

adv

er

tising

tea

ch

us?

S

ex

sel

ls.

If

sex

sel

ls

soap

, it

can

sel

l surr

ealism.

The

languag

e

of

desir

e

is

a

sur

e

wa

y

to

win

co

n

ver

ts.

But

“languag

e

of

desir

e”

does

not

mean

the

tame

not

titil

latio

n

of

per

fume

ads.

This

is

ar

t!

Be

bold!

Br

eak

taboos!

P

ul

l

do

wn

wal

ls!

The

first

futur

ist

manif

esto

is

an

aggr

essi

-ve

male

fantasy

:

“Er

ect

on

the

summit

of

the

w

or

ld

...

w

e

hur

l defiance

to

the

stars!”

V

alentine

de

S

aint-P

oint

’s

F

ut

ur

ist

Manif

est

o

of

Lust

(1913)

goes

fur

ther

, c

al

ling

for

a

univ

ersal

ne

w

sexualit

y

based

on

raw

desir

e,

“the

attr

actio

n

at

once

de

-lic

ate

and

br

utal

bet

w

een

tw

o

bodies,

of

whate

ver

sex.

S

he

dec

lar

es:

WE

MUST

MAK

E

L

UST

INT

O

A

W

OR

K

OF

AR

T

.”

W

hat else is the manif

esto but

lust as ar

t?

Remember

Marshal

l

McL

uhan:

“the

medium

is

the

messa

-ge

.”

V

isuals

ar

e

impor

tant,

but

so

is

the

whole

ev

ent.

L

aunc

h

your

manif

esto

in

st

yle

. Make

it

memor

ab

le

. Mar

inetti

dela

yed

the

Italian

public

atio

n

of

the

first

futur

ist

manif

esto

af

ter

an

ear

thquake

in

S

icil

y

on

2

Januar

y

1909

kil

led

200,000

people

.

Ther

e

was

no

roo

m

for

futur

ism

on

the

fr

ont

pag

e.

This

dela

y

8 [be d r am a ti c]

*

7 [s e x i t u p ] ou de seja lá o que for o sex o. ” A autor a pr oc lama: “ é n o ss o d e v e r tr an sfo r -m ar l u x ú r ia e m o br a d e a r te .” Afinal o que é o manif esto senã o luxúr ia en -quant o ar te? 8 [s e ja d r am áti co ] L embr e-se de Marshal l McL uhan: “o meio é a mensag em. ” S e as imag ens sã o impor tantes, nã o menos impor tante é o ev ento no seu todo . Divulgue o seu ma -nif esto co m estilo . T or ne-o memor áv el . áv el áv el Mar inetti adiou a public aç ão do pr imei -ro manif esto futur ista em Itália, após um terr amoto ocorr ido na S icília em 2 de Ja -neir o de 1909 e que matou 200 000 pes -soas. N ão havia espa ço par a futur ismo na pr imeir a página. A demor a deu-lhe uma ideia melhor : em F ev er eir o foi a P ar is, c a-pital do m undo da ar te , e aí publicou o manif esto na pr imeir a página de Le F ig a-ro . Os futur istas atir ar am os seus pr ópr ios manif estos pelas janelas, largar am-nos de aviões e lanç ar am-nos de carr os a alta velocida de . E já ag or a, por que nã o escr e-ver o seu manif esto em letr as de sangue , ou pintá-lo num cor po nu? A tir e-o pelas gr ades da janela de um carr o da polícia ou deix e-o atr ás das barr ic adas. P ouco antes de ser assassina do co m um pic a-dor de gelo , L eo n T rotsky , em co-autor ia co m o surr ealista A ndr é Br eto n, escr ev eu Manif est o por uma A rt e Re v olucionár ia In -dep endent e (1938). Co meç a assim: “S em exag er os pode diz er-se que , até ag or a, a civiliz aç ão humana nunc a este ve exposta

(4)

gav

e

him

a

better

idea:

in

F

ebr

uar

y

he

tr

av

el

led

to

P

ar

is,

c

api

-tal

of

the

ar

t

w

or

ld,

wher

e

he

published

the

manif

esto

on

the

fr

ont

pag

e

of

Le

F

ig

ar

o

fr

ont

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e

of

. The

futur

ists

thr

ew

their

manif

estos

off

balco

nies

and

dr

opped

them

fr

om

air

planes

and

hur

led

them

out

of

speeding

cars.

W

h

y

not,

f

or

that

matter

,

w

rite

your

manif

esto

in

blood,

or

paint

it

on

a

naked

body?

P

ush

it

thr

ough

the

wir

e

mesh

windo

w

of

a

police

tr

uc

k,

or

leav

e

it

behind

the

barr

ic

ades.

S

hor

tl

y

bef

or

e

he

was

assassinated

with

an

ice

pic

k,

L

eo

n

T

rotsky

co-author

ed

Manif

est

o

for

an

Indep

endent

Re

v

olutionar

y

A

rt

(1938)

with

the

surr

ealist

Re

v

olutionar

y

A

rt

A

ndr

é

Br

eto

n.

It

begins:

W

ithout

exagg

er

atio

n

one

can

sa

y

that

human

civiliz

atio

n

has

ne

ver

bef

or

e

been

exposed

to

so

man

y dang

ers.

” Ho

w tr

ue! A

nd what a g

ood stor

y!

Demo

nstr

ate

to

the

rea

der

the

for

ce

of

your

co

n

victio

ns.

Ma

-nif

estos

shake

and

shout

until

the

y

ar

e

red

in

the

fa

ce

.

But

what

do

w

e

feel

when

w

e

see

so

meo

ne

who

is

red

in

the

fa

ce

with

passio

nate

rag

e?

The

specta

cle

is

distur

bing

, engr

ossing

,

9 [be d e ad ly s e r io u s]

*

and

laugh

able

.

As

a

manif

esto

w

riter

,

you

ar

e

caught

in

an

impossible

dilemma.

Ther

e

is

a

vital

co

ntr

adictio

n

at

the

ver

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cor

e

of

the

genr

e.

The

manif

esto

is

author

itar

ian,

push

y,

and

humour

less;

it

seeks

to

impose

its

wil

l

on

the

rea

der

by

rhe

-tor

ic

al

for

ce

. As

w

e

hav

e

seen,

ho

w

ev

er

, it

is

also

anti-autho

-ritar

ian,

fr

ee-spir

ited,

and

ir

onic;

it

questio

ns

ev

er

ything

and

obe

ys

nothing

ex

cept

itself

and

so

metimes

not

ev

en

that!

Da

da,

so

replete

with

self-negatio

n,

is

one

example

, but

what

about

futur

ism?

S

hould

w

e

take

the

poet-dandy

Mar

inetti,

who

cal

led

himself

the

“c

aff

eine

of

Eur

ope

,”

ser

iousl

y

when

he

tel

ls

us

to

“set

fir

e

to

the

libr

ar

y

shel

ves”

and

“flood

the

m

useums,

” or

to

hold

futur

ist

banquets

wher

e

guests

dr

ess

in

“ta

ctile

py

jamas”

ma

de

of

cor

k,

sandpaper

, v

el

vet,

and

other

mater

ials

and

eat

“pol

yr

h

ythmic

sala

d

” and

“magic

food

”?

S

o

remember

to

be

ser

ious

(or

no

one

wil

l

take

you

ser

iousl

y),

and

utter

ly

ridiculous

(f

or

no

one

should

take

you

ser

iousl

y).

should

Caug

ht

in

a

co

ntr

adictio

n,

pla

ying

both

despot

and

re

volu

-tio

nar

y,

ar

tist

and

cr

itic,

y

ou

m

ust

ne

ver

theless

perse

ver

e.

If

not y

ou,

th

en w

ho? If not no

w

, when?

*

a tantos per ig os. ” Q ue gr ande ver da de! E

que bela histór

ia! 9 [s e ja sé r io d e v e r d ad e ] P ro ve aos leitor es a for ça das suas co n -vic ções. Os manif estos per tur bam-nos e faz em-nos gr itar até fic ar em ver melhos de raiva. Mas o que sentimos nós quan -do vemos alguém fic ar ver melho de uma raiva apaix ona da? O espectá culo é per tur -ba dor , absor vente e ridículo . Co mo escr i-tor de um manif esto , vê-se metido num dilema impossív el. Há uma co ntr adiç ão vital no âmag o do géner o. O manif esto é autor itár io , arr ogante e sem gr aç a; pr eten -de impor a sua vo nta de ao leitor atr av és do poder da retór ic a. Co ntudo , co mo já vimos, também é anti-autor itár io , de es -pír ito liv re e ir ónico; põe em causa tudo e nã o obedece a na da, ex cepto a ele pr ópr io – e por ve zes nem isso! Da da, tã o cheio de auto-negativismo , é bem um ex emplo disso , mas entã o e o futur ismo? S er á que de vemos le var a sér io o poeta-dandy Ma -rinetti, que se auto-intitulou “c af eína da Eur opa, ” quando nos aco nselha a “deitar fog o às pr ateleir as da liv rar ia ” e a “inundar os m useus”, ou a pr esidir a banquetes fu -tur istas em que os co n vida dos se apr esen -tam em “pijamas tá cteis” f eitos de cor tiç a, de folha de lixa, de veludo e doutr os ma -ter iais e co mem “sala das poli-r ítmic as” e “co mida mágic a”? P or isso , nã o se esqueç a de ser sér io (sob pena de ninguém o le -var a sér io), e totalmente ridículo (por que ninguém o de v er á le var a sér io). A panha de v er á -do em co ntr adiç ão , faz endo jog o duplo entr e o déspota e o re volucio nár io , o ar -tista e o cr ítico , apesar de tudo , tem de ser perse ver ante . Q uem mais o pode ser? S e nã o f or ag or a, quando ser á? 10 [e x ij a o i m p o ss ív e l ] V aler ie S olanas é um ex emplo ac aba do disso mesmo . S im, dispar ou sobr e A ndy W ar hol por ele lhe ter recusa do a pr odu -çã o da peç a Up Your A ss , em 1967. E sim, no SCUM Manif est o (1968) def ende o exter mínio co mpleto dos ho mens da fa ce da terr a. Mas a fr ase co m que inicia o ma -nif esto é um resumo per feito dos po ntos pr incipais do ensaio desta autor a. Escr ito num palav rea do tã o elegante , tã o cheio de “violência e exa ctidã o” até os ho mens lhe reco nhecem uma lógic a a que é dif ícil resistir em: “A vida na socieda de actual, na melhor das hipóteses um enor me aborr e-cimento e sem qualquer aspecto de socie -da de rele vante par a as m ulher es, subsiste par a um público feminino co m espír ito cívico , respo nsáv el e que busc a emoções apenas co m o intuito de de rr ub ar o g ov er -no , eliminar o sist ema monet ár io , instit uir aut omatiz ão tot al e dest ruir o se xo mascu -lino .” Co nf or me faz notar A vital Ro nel l, na intr oduç ão: “ P or ve zes é pr eciso gr itar par a ser ouvida. ” Em nenhum ramo das ar tes, tal se afigur a mais ób vio do que no manif esto . O pr imeir o manif esto futu -rista adv oga-o de for ma que ficou céle -br e: “ guerr a – a únic a higiene do m undo

(5)

10 [d e m an d the im p o ss ibl e ]

V

aler

ie

S

olanas

is

a

per

fect

example

. Y

es,

she

did

shoot

A

ndy

W

ar

hol

when

he

refused

to

pr

oduce

her

pla

y,

Up

Your

A

ss

,

in

1967.

A

nd

yes,

her

SCUM

Manif

est

o

(1968)

does

adv

o-cate

the

co

mplete

eliminatio

n

of

men

fr

om

the

planet.

But

the

opening

sentence

of

her

manif

esto

per

fectl

y

sums

up

the

main

tenets

of

this

essa

y.

P

hr

ased

with

suc

h

elegance

,

suc

h

“violence

and

pr

ecisio

n,

ev

en

men

find

its

logic

har

d

to

resist:

Lif

e

in

this

societ

y

being

, at

best,

an

utter

bor

e

and

no

aspect

of

societ

y

being

at

al

l

rele

vant

to

w

omen,

ther

e

remains

to

civic-minded,

r

espo

nsible

, thr

il

l-seeking

females

onl

y

to

ov

er

thr

ow

the

go

v

er

nment,

e

liminat

e

the

mone

y

sys

-tem,

instit

ut

e

comp

let

e

aut

omation

and

dest

ro

y

the

male

se

x.

As

A

vital

Ro

nel

l

remar

ks

in

her

intr

oductio

n,

“S

ometimes

you

hav

e

to

scr

eam

to

be

hear

d.

” N

owher

e

in

the

ar

ts

is

this

mor

e

evident

than

in

the

manif

esto

.

The

first

futur

ist

manif

esto

*

famousl

y

champio

ns

“war

the

w

or

ld

’s

onl

y

h

ygiene

mi

-litar

ism,

patr

iotism

...

and

scor

n

for

w

oman.

It

cal

ls

for

the

destr

uctio

n

of

“m

useums,

libr

ar

ies,

a

ca

demies.

But

despite

being

w

ritten

by

misog

ynistic,

war-mo

ng

er

ing

, libr

ar

y-hating

fascists,

the

manif

estos

of

futur

ism

ar

e

stil

l

widel

y

rea

d.

A

nd

so

the

y

should

be

for

their

bound

less

rhetor

ic

al

energ

y

and

in

ventiv

e

destr

uctio

n

of

the

status

quo

. The

real

messag

e

of

these

manif

estos

is

not

the

rules

the

y

tr

y

to

impose

. It

is

the

idea

that

w

e

should

chal

leng

e

and

make

up

ne

w

rules.

Ev

en

as

it

descr

ibes

the

ne

w

futur

ist

societ

y,

Mar

inetti

’s

manif

esto

is

w

elco

ming

its

own

do

wnfal

l:

“W

hen

w

e

ar

e

for

ty

,

other

young

er

and

str

ong

er

men

wil

l

pr

obabl

y

thr

ow

us

in

the

wa

-stebasket

like

useless

manuscr

ipts

w

e

want

it

to

happen!”

A

nd

so

it

m

ust.

T

o

par

ap

hr

ase

the

gr

eatest

of

al

l

manif

estos:

“Y

ou

hav

e

nothing

to

lose

but

your

chains.

Y

ou

hav

e

a

w

or

ld

to win.

Manif

esto w

riters of the w

or

ld,

g

et w

riting

!”

*

– militar ismo , patr iotismo … e despr ez o par a as m ulher es. ” Exig e a destr uiç ão de “m useus, bibliotec as, escolas. ” N o entan -to , apesar de escr itos por fascistas misó -ginos, agita dor es de guerr a, que odeiam bibliotec as, os manif estos do futur ismo ainda sã o m uito pr ocur ados. E hã o-de co ntinuar a ser – pela energia da retór ic a sem limites e pela destr uiç ão in ventiva do status quo . A ver da deir a mensag em destes manif estos nã o diz respeito às regr as que tentam impor . É antes a ideia de que de manif estos nã o diz respeito às regr as que nã o diz respeito às regr as que -vemos estim ular e in ventar no vas regr as. Mesmo na for ma co mo descr ev e a no va socieda de futur ista, o manif esto de Mar i-netti acolhe bem a sua pr ópr ia derr oc ada: “Q uando chegamos aos quar enta anos, outr os ho mens mais no vos e mais for tes vã o atir ar-nos par a o caix ote do lix o co mo manuscr itos sem utilida de – quer emos que isso aco nteç a!” E assim vai aco ntecer . P ar afr aseando o mais notáv el de todos os manif estos: “ N ão tens na da a per der se -nã o as tuas amarr as. T ens um m undo par a co nquistar . Escr itor es de manif estos do m undo , a o t rab alho !” T ra duç ão de Mar ia Ja cinta Magalhã es

Referências

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