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Braz. j. . vol.79 número5

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Academic year: 2018

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Brazilian Journal of otorhinolaryngology 79 (5) SetemBro/outuBro 2013 http://www.bjorl.org.br / e-mail: [email protected]

Thornwaldt cyst - treatment with diode laser

Marco Antonio Thomas Caliman

1

, Erika Mucciolo Cabernite

2

, Juliana Tichauer Vieira

3

,

Diogo Carvalho Pasin

3

, Denilson Storck Fomin

4

Cisto de Thornwaldt - tratamento com laser de diodo

1 Residência em Otorrinolaringologia (Médico Otorrinolaringologista). 2 Graduação em Medicina (Especialização em Otorrinolaringologia).

3 Graduação em medicina (Residente de Otorrinolaringologia da Universidade de Santo Amaro - São Paulo).

4 Doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Professor Titular da Disciplina de Otorrinolaringologia da Universidade de Santo Amaro - São Paulo).

Universidade de Santo Amaro - UNISA.

Endereço para correspondência: Denilson Storck Fomin. Rua Professor Eneas de Siqueira Neto, nº 340. Cidade Dutra. São Paulo - SP. Brasil. CEP: 04829-300.

Este arigo foi submeido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) do BJORL em 22 de maio de 2012. cod. 9217. Arigo aceito em 10 de agosto de 2012.

CASE REPORT

Braz J Otorhinolaryngol. 2013;79(5):644.

Para citar este artigo, use o título em inglês

BJORL

Keywords:

cysts; laser therapy; nasopharynx.

Palavras-chave:

cistos; nasofaringe; terapia a laser.

.org

INTRODUÇÃO

O cisto de Thornwald é um cisto congê-nito na região da bursa faríngea, formado pela comunicação entre a notocorda e o endoderma nasofaríngeo. Apresenta uma incidência de 3% na população adulta. A maioria dos casos são diagnosticados durante a segunda e terceira décadas de vida, com maior prevalência no sexo masculino1.

Os pacientes são geralmente assinto-máticos, podendo apresentar sintomas como: obstrução nasal, sensação de corpo estranho, hipoacusia, halitose periódica com gosto desa-gradável e descarga nasofaríngea1,2.

Por ser uma lesão benigna, os cistos assintomáticos não necessitam de tratamento. Casos sintomáticos podem ser operados por via endonasal ou transoral. O procedimento de escolha é a marsupialização para evitar recidivas1.

APRESENTAÇÃO DO CASO

Paciente feminino, 43 anos, havia 3 anos com obstrução nasal constante e progressiva que piorava com o decúbito, acompanhada de sensa-ção de corpo estranho em região nasal posterior, episódios de gotejamento posterior, halitose, prurido nasal e espirros.

A nasofibrolaringoscopia evidenciou lesão de formato cístico e coloração amarelada com superfície lisa recoberta de mucosa na região póstero-superior de nasofaringe, obstruindo apro-ximadamente 60% da luz. A tomografia computa-dorizada dos seios paranasais (Figura 1A) revelou lesão de aspecto sólido em região de rinofaringe, com cápsula de discreta captação de contraste e ausência em seu interior.

Após exame físico detalhado e estudo de imagem, foi levantada a hipótese de cisto de Thornwaldt.

Devido à sintomatologia do quadro, foi indicado o tratamento cirúrgico da lesão por meio do laser de diodo FOX® (potência 4,0 Watts) por

via endoscópica. Foi realizada a vaporização da porção anterior da cápsula do cisto de forma linear e em sentido vertical, aspirou-se seu con-teúdo (análise citológica) e retiraram-se peque-nos fragmentos da parede (análise histológica). Após isto, foi feita a vaporização progressiva de ambas as bordas livres do cisto em sentido lateral

(Figura 1B), causando a sua retração e exposição da face interna da parede posterior. Ao término da cirurgia, não foi necessária a colocação de curativo ou tampão nasal.

No pós-operatório imediato, a paciente evoluiu sem queixas ou sangramentos. Durante seguimento pós-operatório, a paciente permane-ceu assintomática e a lesão cirúrgica apresentou rápida evolução, sem formação de crostas, siné-quias ou sinais de recidiva (Figura 1C-D).

DISCUSSÃO

O cisto de Thornwaldt, por ser uma afecção rara e basicamente assintomática, é pouco diagnosticado. Desta forma, é válido ressaltar que o uso frequente de exames endoscópicos, como a nasofaringoscopia, vem aumentando o número de diagósticos da doença3.

A paciente não se enquadra no perfil epidemiológico clássico da doença, porém, a história clínica, exame físico e exames de imagem foram sugestivos de cisto de Thornwald, que foi confirmado pelo anatomopatológico.

O tratamento consagrado é a drenagem e marsupialização do cisto realizado por via tran-soral (pela elevação do palato) ou transpalatina, para cistos maiores. Podem ser realizados a frio ou com uso de eletrocautério, que diminui a

chance de sangramento, entretanto, utiliza altas temperaturas, lesando os tecidos sadios que per-meiam o cisto3,4.

Optou-se pelo uso do laser de diodo, que se caracteriza por uma fibra de pequeno diâmetro, flexível e de fácil manuseio. O método permite o tratamento por via endonasal, que garante boa visualização da lesão e estruturas vizinhas, tornando o procedimento mais seguro e eficaz5.

A área de necrose térmica é de apenas 0,5 mm, acarretando pouca lesão aos tecidos ad-jacentes, melhorando a cicatrização e reduzindo a dor no pós-operatório. Proporciona adequada hemostasia e controle da agregação tecidual, facilitando o procedimento e diminuindo suas complicações.

A principal desvantagem do uso do laser é o seu alto custo5. Já a do procedimento

por via endonasal são as alterações anatômicas, como desvios septais e hipertrofia de conchas nasais, que costumam impedir o adequado acesso à região posterior de rinofaringe. Nestes casos, podem ser feitas as correções pela mesma abordagem.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O uso do laser de diodo no tratamento do cisto de Thornwaldt mostrou-se, no caso apre-sentado, ser um procedimento seguro, de fácil realização e com bons resultados pós-operatórios, tornando-se uma possível alternativa para o trata-mento dessas lesões.

REFERÊNCIAS

1. Weissman JL. Thornwaldt Cysts. Am J Otolaryngol. 1992;13(6):381-5. PMID: 1443394 DOI: http://dx.doi. org/10.1016/0196-0709(92)90080-D

2. Miyahara H, Matsunaga T. Tornwaldt’s disease. Acta Otolaryngol Suppl. 1994;517:36-9. PMID: 7856446 3. Eloy P, Watelet JB, Hatert AS, Bertrand B.

Thornwaldt’s cyst and surgery with powered instru-mentation. B-ENT. 2006;2(3):135-9.

4. Maia LMSV, Bohadana SC, Ragonete CM, Senes LU, Rausis MBG, Martucci Junior O, et al. Cisto de Thor-nwaldt: Revisão da Literatura e Relato de Um Caso. Int Arch Otorhinolaryngol. 1997;1(4):127-8. 5. Cintra PPVC, Anselmo-Lima WT. Comparação

das técnicas de turbinectomia com laser de CO2 e laser a diodo. Rev Bras Otorrinolaringol. 2003;69(5):612-20. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/ S0034-72992003000500005

DOI: 10.5935/1808-8694.20130116

Figura 1. A: Tomograia computadorizada de seios da face

Imagem

Figura 1.  A:  Tomograia  computadorizada  de  seios  da  face  demonstrando  lesão  em  região  de  rinofaringe;  B:  Sentido  da  vaporização  das  bordas  livres  do  cisto;  C:  Aspecto  da  lesão  cirúrgica no segundo dia de pós-operatório; D: Terceir

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