AVALIAÇÃO E ACOMPANH AMENTO DO DESENVOVIMENTO INSTITUCIONAL
PROJETO DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
A auto avaliação, mais do que a finalidade de controlar o funcionamento, tem o objetivo de gerar conhecimento, incrustando-o nas próprias estruturas institucionais.
A mesma constitui-se em tema de fundamental importância para as Instituições de Educação Superior (IES), pois se leva em consideração a determinação da Constituição da República na qual estabelece a obrigatoriedade da avaliação da qualidade da educação nacional pelo Poder Público, além de considerar o crescente interesse e necessidade de eficiência institucional das IES na melhoria da qualidade das atividades desenvolvidas nas mesmas.
Sem embargo, torna-se manifestamente claro para a comunidade universitária e até para a sociedade como um todo que tal avaliação não corresponde a um simples procedimento burocrático de itens necessários a iniciar uma atividade educacional, ou seja, um checklist, e sim um novo conceito para a gestão acadêmico-administrativa das IES que repercutirá em benefícios diretos à comunidade na qual a mesma está inserida.
O conceito pode ser novo para as IES, todavia a situação auto-avaliativa vem sendo utilizada com grande freqüência e de forma democrática desde meados da década de 70 pelo campo de saber do Serviço Social e posteriormente pelas empresas. Enfim, com o advento do SINAES, ou seja, um sistema avaliativo de âmbito nacional, fora possível vislumbrar um padrão brasileiro da educação superior, enfim, foi de grande valia para a área educacional.
A própria consciência da necessidade e da presença de um processo de avaliação, a qual depende tanto das ações de sensibilização, quanto das qualidades do sistema interno de comunicação, gera expectativas e debates que estão na raiz da reflexão sobre as atividades educacionais.
Conforme o sistema preconizado pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) a auto-avaliação institucional fica a cargo da Comissões Próprias (e permanentes) de Avaliação (CPAs), compostas pela sociedade civil organizada e por todos os segmentos da comunidade universitária.
Essa composição mista tem por objetivo facilitar o debate e o encontro de diversos pontos de vista, que, em muitos casos, correm os riscos do isolamento.
Não se trata, portanto, de uma avaliação técnica, com traços de auditoria, como a realizada pelas comissões externas compostas por técnicos do Ministério da Educação, mas de uma avaliação com importantes traços políticos e que se pauta pela crença na formulação de acordos e consensos entre diferentes atores sociais como germe da democracia.
Não obstante, parte-se de Orientações Gerais para o Roteiro de Auto-Avaliação das Instituições, elaborado pelo Conselho Nacional de Educação Superior (CONAES), as quais auxiliam e direcionam as atividades das CPAs.
Estas Orientações, de acordo com a Lei e a organização acadêmica da Instituição como Centro Universitário, estabelecem dez dimensões de análise e discussão:
1) Missão institucional e plano de desenvolvimento institucional (PDI); 2) Políticas de Ensino;
3) Responsabilidade social;
4) Comunicação interna e externa; 5) Políticas de pessoal;
6) Organização e gestão; 7) Infra-estrutura física; 8) Planejamento e avaliação;
9) Políticas de atendimento a estudantes; 10) Sustentabilidade financeira.
É, portanto, com base nessas dimensões que esta CPA orienta suas atividades, planejando, sensibilizando e pondo em prática as devidas ações de avaliação tendentes a criar e disseminar conhecimento sobre os efetivos processos de educação superior.
CONSTITUIÇÃO DO PROCESSO AVALIATIVO NO CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIDESC
Em cumprimento à Lei nº. 10.861, de 14 de abril de 2004, e Portaria Ministerial nº. 2.051, de 09 de julho de 2004, que a regulamenta, o Centro
Universitário de Desenvolvimento do Centro-Oeste – UNIDESC, criou e designou a Comissão Própria de Avaliação – CPA, com o objetivo de conduzir os processos de avaliação interna, sistematizar e prestar informações ao MEC/INEP, sempre que requerida.
A CPA do UNIDESC foi institucionalizada com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento institucional, verificando o cumprimento dos requisitos pré-estabelecidos de acordo com o Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI e com o Projeto Pedagógico Institucional – PPI. Garante que a autoavaliação seja um processo dinamizador, cíclico, criativo, renovador e participativo, descrevendo a realidade e definindo as estratégias mais adequadas para superar os problemas detectados.
A CPA desempenha seu papel desencadeando um processo de construção participativa institucional, que viabilize o contínuo aperfeiçoamento do desempenho acadêmico, o planejamento da gestão institucional e a prestação de contas à sociedade. A autoavaliação é concebida e executada em consonância com os valores, objetivos e necessidades da instituição e realidade social da região que está inserida.
COMPOSIÇÃO E ATIVIDADES DA COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO – CPA
A Comissão Própria de Avaliação do Centro Universitário UNIDESC entendeu, a partir de interpretação da Lei do SINAES, que os segmentos da comunidade universitária são aqueles que possuem uma identidade social e influência nas atividades acadêmicas, enfim, àqueles que mais se ajustam ao corpo social da Instituição.
A composição da CPA do UNIDESC é constituída por um Coordenador e dois representantes dos demais seguimentos, em consonância com a legislação. Sendo que os representantes da Sociedade Civil Organizada são indicados pela reitoria e nomeado pelo Conselho Universitário – CONSU, com mandato de 02 (dois) anos, podendo ser renovado por igual período. Os representantes da categoria Docentes e Técnico-administrativo são indicados pelas coordenações e supervisores, respectivamente, para um mandato de 02 (dois) anos, podendo ser renovado por igual período. Já os representantes da categoria Discente serão escolhidos pelas coordenações e a própria CPA, para um mandato de 02 (dois)
anos, renovável por igual período. O mandato dos membros da CPA será de dois anos, permitida uma recondução.
O mandato do membro da CPA/UNIDESC poderá ser objeto de renúncia, interrupção ou perda. A renúncia, que deverá ser motivada, será encaminhada pelo interessado à Reitoria em pedido manuscrito de próprio punho, que antes de aceitá-la, a submeterá à apreciação e deliberação da CPA/UNIDESC, na hipótese de se tratar de membro da comunidade acadêmica. A perda do mandato será declarada pelo voto da maioria absoluta da plenária da CPA/UNIDESC, e submetida à homologação da Magnífica Reitora.
METODOLOGIA, DIMENSÕES E INSTRUMENTOS A SEREM UTILIZADOS NO PROCESSO DE AUTO-AVALIAÇÃO
A auto-avaliação na Instituição representa um processo cíclico, mostrando seu caráter diagnóstico e formativo de autoconhecimento, estabelecendo condições que permitem a revisão e a redefinição de prioridades estabelecidas no Projeto Institucional. A Instituição entende que o processo de auto-avaliação constitui um instrumento de base para a garantia da qualidade acadêmica no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão, buscando o cumprimento fiel de sua responsabilidade social.
Para a realização da autoavaliação, o UNIDESC adota as seguintes estratégias: análise dos documentos institucionais, pesquisas com a comunidade acadêmica, sensibilização permanente, acompanhamento e dinamização das ações de avaliação, construção do instrumento de pesquisa e aplicação, visitas em sala de aula, ouvidoria, reuniões de coordenadores e representantes, coleta e tabulação e organização dos dados, construção do relatório e divulgação dos resultados obtidos, promoção de seminários ou discussões de reavaliação de resultados e processos avaliativos, reuniões com os componentes da CPA e colaboradores e encaminhamento dos resultados aos setores para estudo de novas ações.
As atividades de auto-avaliação desenvolvidas pela CPA no Centro Universitário UNIDESC contam com o integral apoio e comprometimento da Reitoria e busca o envolvimento de todos os agentes do processo: estudantes, professores, pessoal técnico-administrativo, dentre outros.
SENSIBILIZAÇÃO
Objetivando assegurar a institucionalização do processo avaliativo, é necessário envolver os interessados, estabelecendo uma relação de parceria e de credibilidade, respondendo aos anseios da própria Instituição. O maior mérito de um processo de sensibilização está relacionado à socialização do conhecimento sobre avaliação, para toda a comunidade acadêmica. A estruturação deste processo é feita através de reuniões com docentes, discentes e funcionários administrativos. Como método de orientação, são ativadas, dentre outras formas de informação, por palestras, cursos, cartazes, informativos diversos e jornais.
O processo de sensibilização desenvolvido pela instituição deve ter o mérito de poder criar uma consciência para a qualidade; ela construirá expectativas nos participantes relacionando-a a um processo que beneficiará a Instituição como um todo, e não apenas o favorecimento de unidades estanques ou o atendimento a expectativas externas, quaisquer que sejam elas. Em suma, a participação de todos os segmentos institucionais reveste-se de extrema importância, vez que oportuniza o desencadeamento de discussão em todos os níveis.
A idéia da sensibilização é vista como um processo contínuo em todas as fases da auto-avaliação, garantindo a participação integral de todos os agentes envolvidos, o que conduzirá, necessariamente, a resultados mais consistentes, fundamentais para o sucesso de todo o processo avaliativo.
METODOLOGIA
A metodologia consubstancia-se no conjunto de instrumentos e procedimentos que devem ser utilizados para análise dos dados coletados. Segundo Deslandes (2002), são elementos da metodologia: coleta de dados, para definir as técnicas a serem utilizadas; organização e análise de dados, para escrever com clareza como os dados serão organizados e analisados.
A comunidade acadêmica participa ativamente do processo de avaliação institucional por meio de representantes, emitindo conceitos e avaliando os seguimentos envolvidos no processo. Os resultados da autoavaliação servem de subsídios para o diagnóstico situacional, sugerindo modificações e aperfeiçoamentos necessários ao aprimoramento institucional e gerenciamento dos padrões de qualidade dos cursos oferecidos pelo UNIDESC.
Para a realização da autoavaliação, o UNIDESC adota metodos qualitativos e quantitativos, através das seguintes estratégias: análise dos documentos institucionais, pesquisas com comunidade acadêmica, sensibilização permanente, acompanhamento e dinamização das ações de avaliação, construção do instrumento de pesquisa e aplicação, visitas em sala de aula, relatos da ouvidoria, reuniões de coordenadores e representantes, coleta, tabulação e organização dos dados, construção do relatório, divulgação dos resultados obtidos, promoção de seminários ou discussões de reavaliação de resultados e processos avaliativos, reuniões com os componentes da CPA, colaboradores e encaminhamento dos resultados aos setores para estudo de novas ações.
A metodologia de auto-avaliação do UNIDESC tem o mérito de constituir um processo pedagógico contínuo. Sua tendência é, pois, a cada reavaliação e redefinição de metas, avançar para níveis mais elevados de qualidade, principalmente pelo efeito demonstração do crescimento/desenvolvimento dos que se encontram em níveis mais avançados do processo de avaliação.
FORMAS DE UTILIZAÇÃO DOS RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES
A Auto-Avaliação tem como propósito atender ao processo interno das Instituições de Ensino Superior (IES), regulamentado pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), instrumento de avaliação superior do MEC/INEP, criado pela Lei n.º 10.861, de 14/04/2004.
O objetivo deste processo auto-avaliativo é construir um conhecimento sobre a realidade interna do Centro Universitário UNIDESC, identificando o perfil e o significado da atuação do mesmo, com o intuito de levantar possíveis falhas e empreender ações para melhorar a sua qualidade educativa e alcançar maior relevância social.
A Auto Avaliação Institucional é hoje um desafio, pois possibilita analisar suas ações administrativas, técnicas e pedagógicas de maneira contextualizada, crítica e participativa, permitindo perceber suas possibilidades e limitações, bem como apontar caminhos. Neste contexto, a auto-avaliação é concebida como um processo participativo e sistemático de busca de informações sobre a realidade da instituição com o intuito de colaborar com a melhoria e o aperfeiçoamento do projeto educacional, configurando-se como importante estratégia para o exercício da gestão
participativa e para a tomada de decisões em relação ao pensar e ao agir institucional.
Os resultados colhidos pelo programa de auto-avaliação deverão servir de referência para várias melhorias, dentre elas:
Conhecer e atender os anseios e necessidades oriundas da realidade acadêmica vivida pelos discentes da instituição;
Estruturação e definição do perfil docente da instituição a partir de sua produção científica, implementando ações para a melhoria do desempenho profissional, pessoal e institucional;
Conhecimento da situação dos egressos com vistas a fortalecer o atendimento das demandas sociais, advindos do panorama egresso;
Adequação do perfil dos cursos implantados na instituição, em consonância às Diretrizes Curriculares Nacionais e ao desempenho e aceitabilidade social da região;
Conhecimento dos programas de extensão, sua articulação com o ensino e a pesquisa e consonância com as necessidades e demandas do entorno social;
Construção do perfil da pós-graduação e identificação da capacidade instalada e das ações necessárias ao fortalecimento e ampliação;
Aprimorar o perfil dos servidores técnico-administrativos, visando sempre a melhoria do atendimento prestado aliado a motivação da equipe técnica;
Conhecimento das condições estruturais e de recursos humanos da instituição com definição de ações de comunicação no Centro Universitário UNIDESC;
Aprimorar o perfil sócio-econômico e cultural dos discentes aprimorando e redefinindo uma política de atendimento estudantil adequada aos anseios do público alvo.
A CPA desempenha seu papel do modo mais neutro possível, desencadeando um processo de construção participativa institucional, que viabilize o contínuo aperfeiçoamento do desempenho acadêmico, o planejamento da gestão institucional e a prestação de contas à sociedade. A autoavaliação é concebida e executada em consonância com os valores, objetivos e necessidades da instituição
e realidade social da região que está inserida. A autoavaliação do UNIDESC é norteada pelos princípios da credibilidade, transparência e legitimidade, objetivivando resultados que sirvam como subsídios para o aperfeiçoamento e aprimoramento institucional refletindo no padrão de qualidade almejado por todos os cursos oferecidos pelo UNIDESC.