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Caro Leitor: Tenha uma boa leitura!

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Academic year: 2021

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Caro Leitor:

Nesta edição são abordados temas como “Análise do Regime Jurídico do Serviço Postal”,“Breve Referência ao Regime Jurídico das Transacções Electrónicas em Moçam-bique”,“Oportunidades de negócio ao abrigo da Lei das Parcerias Público-Privadas” e “Um olhar às alterações e republicação do código do imposto sobre o valor acrescen-tado.

Pode ainda, como habitualmente, consultar o nosso Calendário Fiscal e a Nova Legislação Publicada.

Aproveitamos uma vez mais para convida-lo a visitar o nosso novo website: www.salcaldeira.com

Tenha uma boa leitura!

São elegíveis para requerer uma licença para prestação de serviço postal as pessoas singulares e colectivas nacionais. Neste caso, entendemos que para efeitos deste Regulamento e do sector postal no geral, uma sociedade registada em Moçambique (independentemente...Cont. Pág. 2

Visto já termos elaborado sobre o regime jurídico trazido pela Legislação sobre PPP, com o presente artigo pretendemos destacar as disposições que podem consubstanciar algum incentivo ao investi-mento privado, em particular no âmbito das PPP, embora...Cont. Pág. 5

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Ano 2017 | N.º 101 | Mensal

Tiragem 500 exemplares | Distribuição Gratuita

As opiniões expressas pelos autores nos artigos aqui publicados, não veiculam necessariamente o posicionamento da SAL & Caldeira Advogados, Lda.

NOTA DO EDITOR

FICHA TÉCNICA

EDIÇÃO, GRAFISMO E MONTAGEM: SÓNIA SULTUANE - DISPENSA DE REGISTO: Nº 125/GABINFO-DE/2005

COLABORADORES: Ermelinda Gisela Manhiça Sitoe, Alcinda Isabel Cumba, Jeniffer Jenice Bizarro, Nuno Miguel Victorino, Rute Nhatave, Sérgio Ussene Arnaldo, Sheila Tamyris da Silva.

Breve Referência ao Regime Jurídico das

Transacções Electrónicas em

Moçam-bique

Análise do Regime Jurídico do Serviço

Postal

Obrigações Declarativas e Contributivas -

Calendário Fiscal 2017 - (Maio)

ÍNDICE

Legislação

Informação sobre o Guião de

Implemen-tação da política de Responsabilidade

Social Empresarial para a industria

Extrac-tiva de Recursos Minerais

Oportunidades de negócio ao abrigo da

Lei das Parcerias Público-Privadas

Um olhar às alterações e republicação do

código do imposto sobre o valor

acres-centado

(2)

ANÁLISE DO REGIME JURÍDICO DO SERVIÇO POSTAL

Com a aprovação da Lei n.º 1/2016, de 7 de Janeiro, que cria o Serviço Postal (a “Lei”), a prestação de serviços postais passa a ser liberalizada, garantindo assim o acesso livre ao mercado em igualdade nos termos da lei. Esta liberalização tem como objectivo promover maior competitividade, concorrência leal e melhoria progressiva da qualidade dos serviços prestados aos utilizadores.

A Autoridade Reguladora para o sector postal é o Instituto Nacional das Comu-nicações de Moçambique (“INCM”), uma instituição pública dotada de personali-dade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial, sendo uma das suas competências a atribuição, renovação e alteração de licenças para o estabe-lecimento e exploração dos serviços postais.

Este artigo visa abordar dois tipos de serviços postais, nomeadamente, o serviço postal universal e os restantes serviços postais, incluindo neste último tipo os de correio expresso, explorados em regime de concorrência.

Entende-se por serviço postal universal a oferta de serviços postais com qualidade específica, prestados em todos pontos do território nacional pelo operador do serviço postal, visando a satisfação das necessidades de comuni-cação da população e das entidades públicas e privadas no desenvolvimento de actividades económicas e sociais. Este serviço compreende o envio de correspondência, livros, catálogos, jornais e outras publicações periódicas até 2 kg de peso e de encomendas postais até 20 kg de peso, bem como um serviço de envios registados e um serviço de envio com valor declarado, no âmbito nacional e internacional.

Nos termos do número 4 do Artigo 15 da Lei, este serviço só pode ser efectuado directamente pelo Estado, por pessoa colectiva de Direito Público ou, ainda, do Direito Privado, neste último caso se esta celebrar um contrato de concessão de serviço público com o Governo.

É de notar que o Governo pode designar um ou mais operadores de serviço postal universal, priorizando os locais economicamente pouco viáveis. Ademais, os serviços de emissão de selos, vales postais e materiais filatélicos, ficam reservados a estes operadores designados em regime de exclusividade. Neste momento, o operador designado é a Empresa Nacional de Correios de Moçambique, E.P. A prestação de serviço postal universal é beneficiária de um fundo, cujo objectivo é o seu financiamento. Os prestadores de serviço postal e operadores devem contribuir para este fundo nos termos de regulamentação específica.

Como já havia referido, dois tipos de serviços postais são objecto deste artigo, sendo o segundo os restantes serviços postais exercidos pelos prestadores de serviços em regime de concorrência. O serviço postal é uma actividade que integra as operações de aceitação, tratamento, transporte e distribuição de objectos postais.

A prestação de serviços postais pelo particular é regulada pelo Decreto n.º 67/2016, de 30 de Dezembro, que aprova o Regulamento de Licenciamento do Serviço Postal (o “Regulamento”). Nos termos deste Regulamento, os seguintes serviços postais estão sujeitos a licenciamento pelo INCM:

a) serviço postal de envios de correspondência, incluindo a publicidade endereça-da ou não endereçaendereça-da, quer seja ou não efectuaendereça-da por correio expresso; b) serviço postal de envio de livros, catálogos, jornais e outras publicações periódicas;

c) serviço postal de envios de correspondência registada e de correspondência com valor declarado, incluindo o serviço de citação e notificação judicial; e, d) serviço de encomendas postais, incluindo as registadas e com valor declarado. O requerente da licença deve indicar no seu pedido de licenciamento a zona geográfica de actuação, incluindo o âmbito dos serviços ou redes postais, tendo em conta que as licenças são classificadas em Provincial, Interprovincial, Nacional e Internacional. É de referir que a licença internacional habilita o seu titular a exercer a actividade postal, também, em todo território nacional.

São elegíveis para requerer uma licença para prestação de serviço postal as pessoas singulares e colectivas nacionais. Neste caso, entendemos que para efeitos deste Regulamento e do sector postal no geral, uma sociedade registada em Moçambique (independentemente da participação ou não de estrangeiros no seu capital social) é considerada nacional, atendendo que nenhuma limitação é trazida pela legislação em análise relativamente a este aspecto.

A licença deve ser concedida no prazo de 30 dias a contar da data de recepção do pedido e, uma vez emitida, tem a validade de 10 anos, podendo ser renovada por iguais e sucessivos períodos quando as condições obrigatórias se mostrem verificadas.

Os titulares das licenças são obrigados a iniciar a actividade no prazo de 3 meses a contar da data de emissão da mesma, sob pena de multa ou caducidade da licença, salvo havendo motivo de força maior ou caso fortuito e como tal reconhecido pelo INCM.

É lícito às entidades licenciadas celebrar contratos de transporte e de distribuição de envios postais com terceiros que não sejam prestadores de serviços postais, sem prejuízo da responsabilidade dos titulares da licença de serviço postal perante a Autoridade Reguladora e perante os consumidores pelo incumprimen-to das normas legais aplicáveis ao secincumprimen-tor.

O licenciamento está sujeito a uma taxa definida de acordo com a classificação ou âmbito da licença, que varia entre 50.000,00 MT (cinquenta mil Meticais) a 200.000,00 MT (duzentos mil Meticais). Também é aplicável uma taxa anual fixada em 1% (um por cento) da receita bruta correspondente aos serviços postais prestados.

Importa esclarecer que antes da entrada em vigor dos diplomas legais aqui citados, o regime aplicado para atribuição de licença para prestação de serviço postal não estava claro por falta de regulamentação específica que complementa-ria a Lei das Telecomunicações então em vigor. No entanto, o INCM criou normas internas que aplicava na apreciação de pedidos de licenciamento, bem com na atribuição de licenças, no âmbito das suas competências definidas pelo Decreto nº 32/2001, de 6 de Novembro, que aprova o Estatuto Orgânico do INCM. Com a aprovação da Lei e do Regulamento, os particulares interessados podem agora de forma mais clara intervir no mercado, levando a cabo os seus investimentos no sector postal como prestadores de serviço licenciados.

Importa notar que, no que concerne às licenças actualmente em vigor, o Regula-mento determina que os titulares das mesmas devem, no prazo de 60 dias contados a partir da data de entrada em vigor do Regulamento, requerer uma nova licença a ser emitida ao abrigo dos novos requisitos aprovados por este Regulamento, ou seja, até 30 de Março de 2017.

empresarial, Assembleia

Ermelinda Gisela Manhiça Sitoe Gestora

Advogada

(3)

BREVE REFERÊNCIA AO REGIME JURÍDICO DAS TRANSACÇÕES

ELECTRÓNICAS EM MOÇAMBIQUE

Pela primeira vez em Moçambique foi aprovada a Lei das Transacções Electrónicas, através da Lei n.º 3/2017, de 9 de Janeiro de 2017 (“LTE” ou “Lei”). Esta Lei vem regular as transacções electrónicas no geral e, em particular, o comércio electrónico e o governo electrónico.

Para o melhor entendimento do âmbito da Lei, note-se a definição dos termos acima indicados, nomeadamente: (i) Transacção Electrónica: qualquer comunicação ou actividade entre duas partes efectuada por meios electrónicos; (ii) Comércio Electrónico: actividade económica na qual uma pessoa oferece ou garante a prestação de bens e/ou serviços por meio electrónico; e (iii) Governo Electrónico: uso da Internet pelo Governo, para providenciar informação e serviços ao cidadão.

Os principais objectivos desta Lei são garantir a segurança dos provedores e utilizadores das tecnologias de informação e comunicação, bem como estabelecer o regime específico sancionatório das infracções cibernéticas, por forma a garantir a protecção do consumidor.

Tendo em atenção que a Lei é extensa e traz várias matérias que mereceri-am uma abordagem direccionada para melhor entendimento, o objectivo deste artigo é apenas de levar ao conhecimento alguns dos principais aspectos tratados na LTE. Em edições posteriores, eventualmente, teremos a oportunidade de direccionar a nossa análise para temáticas específicas trazidas pela Lei.

Neste termos, considere-se a seguir alguns aspectos trazidos pela LTE: 1) Domínio “mz”: O domínio “.mz” é o espaço na Internet, cuja atribuição e gestão cabe ao Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comuni-cação (“INTIC”). Qualquer indivíduo ou pessoa colectiva residente em Moçambique, pode solicitar ao INTIC o registo de um nome no domínio “.mz”, estando livres de escolher os termos a adoptar, salvo se os referidos termos tiverem antes sido reservados por outra pessoa ou entidade. A LTE estabelece que o uso fraudulento do nome de domínio ou de domínio semelhante, ou outro susceptível de criar confusão ou equívocos a terceiros, com a intenção de tirar benefício ou beneficiar terceiros, será tipificado como infracção nos termos do Código de Propriedade Industrial de Moçambique (aprovado pelo Decreto n.º 47/2015, de 31 de Dezembro), da Lei dos Direitos de Autor (aprovada pela Lei n.º 4/2001, de 27 de Fevereiro) e demais legislação aplicável.

2) Provedor intermediário de serviços: É qualquer pessoa que, em representação de outra pessoa, envia, recebe ou armazena mensagens de dados. São aqueles que prestam serviço de acesso à rede ou que prestam serviços a partir dela (provedores de acesso, provedores de conteúdos, provedores de aplicativos e provedores de hospedagem).

O provedor está sujeito à obrigação de sigilo e confidencialidade de todas as comunicações de informação transmitidas pelos utilizadores a si vincula-dos, não podendo divulgá-las, fornecê-las ou utilizá-las em prejuízo dos utilizadores. O provedor não está obrigado a monitorar a informação que transmita ou armazene, nem de procurar factos ou circunstâncias indicativas de actividade ilegal, sem prejuízo da obrigação de colaborar com as autori-dades caso detecte tal ilegalidade.

3) Mensagens de dados e comunicações electrónicas: No que respeita ao conhecimento legal da informação contida nas mensagens de dados ou de qualquer informação no formato electrónico, importa referir que estas possuem o mesmo efeito jurídico que a informação no formato físico, desde que satisfaçam os requisitos e formalidades legais estabelecidas para a apresentação de documentos em formato físico. Toda a informação apresentada sob a forma de mensagem de dados ou electrónica goza de força probatória e faz prova em juízo, não podendo ser recusada pelo

simples facto de sê-la, ou por não ter sido apresentada na sua forma original e, nos casos em que tais mensagens sejam a melhor prova, que se possa esperar da pessoa que as apresente.

4) Eficácia dos Contratos: Para a conclusão válida e eficaz de um contrato, a oferta e a sua aceitação podem ser expressas por mensagens electrónicas, salvo estipulação em contrário pelas partes ou se a lei exigir assinatura electrónica das partes ou reconhecimento notarial ou outra formalidade para a validade e eficácia do contrato.

Sempre que o contrato não envolva consumidores ou os serviços sejam entregues electronicamente e sem atraso, o destinatário deve acusar a recepção das mensagens de dados dentro de um prazo a ser estipulado pelas partes. Caso não exista prazo expresso, pode o autor notificar o destinatário nesse sentido e estabelecer um período específico para o efeito. Importa referir que a aceitação da informação electrónica não exime as partes de divulgarem a sua identidade, endereço físico e/ou electrónico ou outra informação, bem como da responsabilidade e das consequências legais decorrentes da prestação de declarações imprecisas, incompletas ou falsas.

5) Comércio Electrónico: Relativamente aos contratos por comércio electrónico, a lei estabelece que as partes devem proceder segundo as regras de boa-fé, quer nos actos preparatórios, quer na celebração do contrato, sob pena de responder pelos danos culposamente causados à outra parte.

Caso as partes nada estabeleçam, o vendedor deve entregar o bem ou prestar o serviço objecto do contrato até 30 dias, a partir do dia seguinte àquele em que o comprador transmitiu a manifestação do seu interesse, sob pena de o comprador poder rescindir o contrato por escrito, com um aviso prévio de 7 dias, mediante reembolso dos pagamentos pelo contrato no prazo de 30 dias a contar da referida notificação.

Esta legislação traz aspectos específicos do Comércio Electrónico no âmbito da celebração de Contratos de Transporte de Bens e de Contratos de Publicidade e Marketing Electrónicos.

Relativamente ao instrumento de pagamento electrónico, a lei estabelece que o Banco de Moçambique deve emitir normas que estabeleçam garantias de segurança de todos os pagamentos efectuados por qualquer outro portador que utilizar um instrumento de pagamento electrónico. 6) Protecção do consumidor: No âmbito do Comércio Electrónico, os contratos celebrados entre empresas comerciais e os consumidores devem fornecer informação suficiente, precisa, clara e de acesso fácil, por forma a permitir a identificação das partes contratantes, bem como dos bens e serviços oferecidos ao cliente, termos, condições e custos associados à transacção, por forma a manter o registo adequado da informação. O consumidor tem direito a cancelar a transacção, sem necessidade de fundamentação, dentro de 14 dias úteis após a recepção dos bens ou serviços, caso o contrato não seja celebrado de acordo com a lei em questão, tendo o consumidor a obrigação de devolver o bem fornecido ou terminar a utilização dos serviços prestados e o empresário comercial de reembolsar todos os pagamentos efectuados pelo consumidor, com a excepção do valor relativo ao custo directo da devolução dos bens. 7) Governo Electrónico: Neste âmbito, compete ao Conselho de Ministros definir as políticas estratégicas e a coordenação da implementação de Governo Electrónico, bem como nomear a autoridade competente para prestar serviços de Governo Electrónico.

(4)

Os processos de atendimento e de provisão de serviços, de forma electrónica na Administração Pública, incluindo por via da Internet, têm a mesma validade que os processos tramitados manualmente.

A informação para o público sobre as actividades e serviços do Governo e da Administração Pública a todos os níveis que sejam providenciáveis via Internet, devem estar disponíveis através do Portal do Governo a todos os níveis, bem como através de outros portais e sites das instituições do Governo e Administração Pública.

8) A LTE traz também aspectos referentes ao sistema de certificação digital e criptografia, bem como à protecção de dados electrónicos pessoais. 9) Contravenções e Sanções: Em termos de contravenções, a LTE enumera várias, dentre as quais destacamos as seguintes:

i. o acesso ilegal de um sistema ou rede de computadores; ii. a intercepção ilegal de transmissões privadas de dados;

iii. a danificação, eliminação, deterioração, alteração ou supressão indevida e intencional de dados;

iv. a interferência intencional que afecta o funcionamento de um sistema ou rede de computadores; e,

v. a violação de segurança do instrumento de pagamento electrónico. As acima referidas e as demais contravenções previstas nesta lei, são puníveis com multas que variam entre 30 a 160 salários mínimos da função pública, o que, no presente momento corresponde a 98.340,00 e 524.480,00 Meticais, respectivamente, sem prejuízo de aplicação de pena mais grave nos termos da legislação penal.

De uma forma geral, da análise feita, pudemos depreender que a presente Lei, apesar de conter alguns aspectos polémicos, como é, por exemplo o

disposto no artigo 64 da LTE no que respeita à possibilidade de acesso a dados por via não judicial, é portadora de múltiplas vantagens para os utilizadores das tecnologias de informação e comunicação, incluindo a protecção contra crimes cibernéticos e reconhecimento jurídico dos actos praticados com recurso a plataformas informáticas.

Consideramos a aprovação desta Lei oportuna, nesta altura em que se verificam rápidas transformações e desenvolvimento tecnológico na área das tecnologias de informação e comunicação, bem como a introdução massiva de novos e diversificados dispositivos electrónicos e serviços de comunicação de dados, com impacto nas mais diversas áreas sociais e económicas e, consequentemente, se verifica o aumento de casos de crimes cibernéticos no País.

Desta forma, será possível sancionar as pessoas que usam as tecnologias de informação para actos ilícitos e as autoridades da Administração da Justiça estarão em condições de agir e punir crimes cibernéticos, garantindo assim, a protecção do consumidor e o aumento da confiança dos Moçambicanos no envio de mensagens electrónicas como meio de comunicação e de prestação de serviços.

Tratando-se de uma lei recentemente aprovada e de matérias antes não reguladas, julgamos que seria importante que as autoridades competentes, em particular a INTIC, desencadeassem um programa de divulgação da Lei, seja entre o sector privado como no sector público, a nível nacional, de forma a garantir a sua boa e correcta aplicação.

BREVE REFERÊNCIA AO REGIME JURÍDICO DAS TRANSACÇÕES

ELECTRÓNICAS EM MOÇAMBIQUE (CONT.)

empresarial, Assembleia

Alcinda Isabel Cumba Consultora Júnior

Advogada

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OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO AO ABRIGO DA LEI DAS

PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS

Em edições publicadas anteriormente, tivemos a oportunidade de nos debruçar sobre o regime jurídico trazido pela Lei das Parcerias Público-Privadas e o seu Regulamento, respectivamente, a Lei n.º 15/2011, de 10 de Agosto e o Decreto n.º 16/2012, de 4 de Julho, adiante ambos instrumentos legais designados por “Legislação sobre PPP”. Numa altura em que recentemente um importante acordo no sector de gás foi celebrado em Moçambique, espera-se que a economia nacional volte a apresentar sinais claros de crescimento e, por essa razão, torna-se um momento oportuno efectuar uma reflexão sobre as oportunidades de negócio e vantagens existentes na Legislação sobre PPP.

A este respeito, vale em primeiro referir que os empreendimentos levados a cabo no âmbito da Legislação sobre PPP podem assumir três modalidades, a saber:

1) As Parceira Público-Privada, as quais se referem aos empreendimentos em uma aérea de domínio público, excluindo os recursos minerais e petrolíferos, ou em áreas de prestação de serviços públicos, nas quais, mediante contrato e sob financiamento, no todo ou em parte, do parceiro privado, este se obriga, perante o parceiro público, a realizar o investimento necessário e explorar a respectiva actividade, para a provisão eficiente de serviços ou bens que compete ao Estado garantir a sua disponibilidade aos utentes;

2) Projectos de Grande Dimensão, que por sua vez referem-se aos empreendimentos de investimentos autorizados ou contratados pelo Governo, cujo valor exceda o montante de 12.500.000.000 MT (doze mil e quinhentos mil milhões de Meticais), com referência à data de 1 Janeiro de 2009; e

3) As Concessões Empresariais, as quais se referem as aos empreendimentos que tenham por objecto a prospecção, pesquisa, extracção e/ou a exploração de recursos naturais ou outros recursos ou bens patrimoniais nacionais, levados a cabo nos termos do respectivo contrato de concessão ou outra forma de titularização dos direito concedidos pelo Governo no âmbito desse empreendimento.

Visto já termos elaborado sobre o regime jurídico trazido pela Legislação sobre PPP, com o presente artigo pretendemos destacar as disposições que podem consubstan-ciar algum incentivo ao investimento privado, em particular no âmbito das PPP, embora tudo vá depender de vários condicionalismos específicos de cada projecto e de riscos aliados ao mesmo.

Nestes termos, começamos por destacar que, não obstante o regime jurídico da contratação pública ser o concurso público, a Legislação sobre PPP estabeleceu que, no caso de empreendimentos que tenham sido propostos por iniciativa privada, será reservado aos mesmos o direito e margem preferência na ordem de 15% (quinze por cento) na avaliação das suas propostas técnicas e financeiras que sejam resultantes do processo de concurso público.

Pretende-se, pois, que as iniciativas privadas não sejam desmotivadas pelo facto de terem que passar pelo processo do concurso público, em particular nos casos em que o privado concebeu e desenhou toda a ideia de PPP a ser desenvolvida, correndo o risco de outro concorrente vir a desenvolver tal PPP. Procurou-se, desta forma, impulsionar a competitividade da entidade privada em relação aos outros concor-rentes. Questão diversa que se tem levantado é se tal margem seria incentivo suficiente nos projectos de grande complexidade em que o particular tem que investir montantes consideráveis ainda na fase da concepção da proposta do empreendimento.

Importa também ressaltar que a Lei sobre PPP prevê excepções à realização do concurso público, permitindo o recurso à negociação e ajuste directo em situações ponderosas, devidamente fundamentadas e como medida de último recurso, desde que seja precedido de autorização expressa do Governo. O mesmo ajuste directo pode ter lugar caso não existam concorrentes ou o investidor a quem tiver sido inicialmente adjudicado o empreendimento venha a desistir de desenvolver a PPP. A Legislação sobre PPP prevê ainda que o Governo pode também conceder outro tipo de incentivos ou facilidades financeiras, em particular para projectos de interesse estratégico nacional que se mostrem economicamente viáveis, mas financeiramente não exequíveis. Nestes casos, o Estado ou outro ente público pode comparticipar no seu financiamento a título de subsídio ou de participação no capital social ou na prestação de garantia financeira, a qual pode variar entre 5% a 20% do total do valor do investimento.

A Legislação sobre PPP contém disposições legais que visam reconhecer a importância da preservação da natureza dinâmica do empreendimento, o que por outras palavras se traduz na obrigatoriedade imposta ao Estado ou outra entidade pública contratante em praticar actos com vista a maximizar a cooperação e aceleração dos procedimen-tos administrativos, garantindo a boa articulação e coordenação interinstitucional e rapidez na tomada de decisões.

Um outro aspecto a mencionar relaciona-se ao risco do empreendimento, isto é, no contexto dos contratos de PPP serão incluídos critérios de repartição dos riscos entre as partes, visando evitar a quebra do equilíbrio econômico-financeiro da PPP. A legislação sobre PPP lista alguns destes riscos que devem ser previstos nos contratos, como por exemplo os riscos relacionados com a garantia de acesso à terra para o empreendimento, conforme aplicável, de mudanças legislativas ou de conflitos institucionais que afectem o projecto, serão em princípio suportados pelo Estado, entre outros.

A duração do contrato de PPP é determinada considerando a atractividade financeira económica do empreendimento em questão, tempo de implementação e de recuper-ação do capital investido, com períodos entre 10 a 30 anos. O Governo pode estender estes prazos em casos de eventos de força maior, realização de investimentos adicion-ais ou necessidade de tempo maior para a recuperação do investimento devido a tarifas baixas praticadas.

Note-se ainda que, findo o prazo contratual, à entidade privada inicialmente adjudicada será garantida uma margem de preferência de 5% (cinco por cento) em caso de igualdade na avaliação das propostas técnicas e financeiras durante o concurso público para a selecção de um novo contrato, desde que tenha apresentado bons resultados na execução do contrato anterior.

As PPP são uma oportunidade tanto para o sector privado como para o sector público. Para o sector privado, as mesmas constituem oportunidades para o desenvolvimento de empreendimentos que sejam lucrativos. Para o sector público, as mesmas constituem uma oportunidade para prestar o serviço público ou de interesse público de uma forma mais eficiente, com a dinâmica própria das entidades privadas. Isto pode significar não apenas uma oportunidade de crescimento do serviço/em-preendimento em questão, mas também alivia os entes públicos para outras várias funções que devem ser desempenhadas directamente pelo Estado por diversas razões, entre as quais podem-se contar o factor social que implique que certas áreas não possam ter uma vertente lucrativa, questões de segurança, áreas estratégicas para o Estado, entre outros.

Apesar dos aspectos acima referenciados, o sector privado tem se queixado que a Lei sobre PPP ainda não representa um incentivo efectivo a uma maior participação privada e protecções adicionais ainda devem ser garantidas ao privado. Pela oportuni-dade que esta área representa, julgamos que o Governo já tem condições para fazer uma avaliação sobre a implementação da Legislação sobre PPP, principais constrangi-mentos sentidos e/ou levantados pelos empreendedores e, eventualmente, repensar em medidas que possam garantir um maior uso desta oportunidade.

empresarial, Assembleia

Nuno Miguel Victorino Advogado

Consultor Sénior [email protected]

(6)

UM OLHAR ÀS ALTERAÇÕES E REPUBLICAÇÃO DO CÓDIGO DO

IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO

O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) é um imposto indirecto que recai sobre a despesa e incide sobre as transmissões de bens e/ou prestações de serviços realizados no território nacional (incluindo as impor-tações) em todas as fases do circuito económico, desde a produção/impor-tação ou aquisição até à venda pelo retalhista. A taxa do IVA é de 17%, conforme estabelecido no artigo 17 do Código do IVA.

Foi recentemente aprovada a Lei n.º 13/2016, de 30 de Dezembro de 2016, que republica o Código do Imposto Sobre o Valor Acrescentado, (a “Repub-licação do CIVA”), que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 2017. A Republicação do CIVA altera os artigos 1, 3, 6, 7, 9, 11, 12, 13, 14, 15, 19, 21, 23, 25, 27, 30, 31, 32 e 40; o Anexo I, da alínea h) do número 12, do artigo 9 e o Anexo II, da alínea e), do número 13, do artigo 9, e revoga a alínea c), do número 2, do artigo 14.

De entre as alterações efectuadas pela Republicação do CIVA, importa destacar a revogação da alínea c) do número 2 do artigo 14, que se refere à isenção do imposto na aquisição de serviços relativos à perfuração, pesqui-sa e construção de infra-estruturas no âmbito da actividade mineira e petrolífera na fase de prospecção e pesquisa, introduzida pela Lei n.º 3/2012, de 23 de Janeiro. Relativamente a esta alteração, constatamos uma divergên-cia: a Republicação do CIVA revoga a alínea c) do n.º 2 do artigo 14, mas no corpo do texto da lei já actualizada, a aquisição dos serviços relativos à perfuração, pesquisa e construção de infra-estruturas ainda se encontra plasmada como isenta. Esta referência parece não passar de uma gralha, pelo que entendemos que de facto a isenção ora referida fora de facto revogada. Uma outra alteração que consideramos relevante destacar é a alteração ao artigo 27 referente à emissão de facturas ou documentos equivalentes. Assim, no que concerne à facturação, para além dos requisitos obrigatórios para validação de facturas anteriormente previstos, a Republicação do CIVA introduz a obrigatoriedade de indicação do Número de Identificação Bancária (“NIB”) da conta para a qual é efectuado o pagamento do imposto ao Estado. De referir que o NIB que o legislador se refere é o da entidade que emite a factura (neste caso o fornecedor) e o da conta pela qual o sujeito passivo canaliza o imposto ao Estado. Assim, a partir da data de entrada em vigor da Republicação do CIVA, as facturas emitidas deverão conter o NIB, conforme disposto no referido artigo.

Outras alterações que se julgam pertinentes para destacar são as seguintes: • Artigo 1 (Âmbito de aplicação)

A Republicação do CIVA alarga a aplicação do IVA com vista a incluir zonas onde a República de Moçambique tenha direitos soberanos relativamente à prospecção e pesquisa e exploração dos recursos naturais do leito do mar do seu subsolo e das águas sobrejacentes.

• Artigo 6 (Localização das operações)

O número 7 do artigo 6, que se refere às prestações de serviço cujo presta-dor não tenha sede em território nacional, estabelecimento estável ou domicílio a partir do qual o serviço seja prestado, sofreu uma adição. A Republicação do CIVA veio adicionar os serviços efectuados por via electrónica como sendo tributáveis.

• Artigo 7 (Facto gerador)

Relativamente ao facto gerador do imposto, nas importações o IVA passa a ser devido e exigível no momento em que ocorre o desembaraço aduanei-ro, ou se realize a arrematação ou venda . Esta alteração despertou alguma preocupação, uma vez que o desembaraço aduaneiro é um processo que pode levar vários dias, o que pode tornar difícil determinar o momento em que o imposto é devido e exigível.

• Artigo 9 (Transmissões de bens e prestações de serviços isentas) Relativamente à introdução de isenções nas transmissões de bens e serviços feitas pela Republicação do CIVA, importa referir que os operadores agríco-las passam a gozar de isenção completa, podendo agora deduzir o IVA suportado no âmbito das suas actividades e a isenção temporária concedida às indústrias do açúcar e dos óleos e sabões foi prorrogada até 31 de Dezembro de 2019.

• Artigo 21 (Nascimento e exercício do direito à dedução)

A Republicação do CIVA veio reduzir o período em que o sujeito passivo pode solicitar o reembolso e aumentar o limite de crédito a favor deste. Nos termos da Republicação do CIVA, se passados 4 meses relativamente ao período de início de excesso e persistir um crédito superior a 100.000,00 MT a favor do sujeito passivo, este pode solicitar o reembolso. Por outro lado, independentemente do prazo de 4 meses, o sujeito passivo pode solicitar o reembolso quando tenha registado num determinado mês crédito a seu favor superior a 500.000,00 MT.

• Artigo 32 (Declaração periódica)

A Republicação do CIVA vem estabelecer um novo prazo para a submissão da declaração periódica com crédito, passando esta assim a ser submetida junto da área fiscal competente até ao décimo quinto dia do mês seguinte àquele a que respeite.

Por fim, gostaríamos de referir que embora o Boletim da Republica (BR) se refira à data de entrada em vigor como 01 de Janeiro de 2017, o mesmo só ficou disponível ao público, isto é, foi efectivamente publicado no dia 01 de Fevereiro de 2017, o que pode levantar alguma controvérsia relativamente à efectiva data da sua entrada em vigor.

Estes serviços abrangem: (i) fornecimento de sítios informáticos, domiciliação de página Web, manutenção à distância de programas e equipamento; (ii) fornecimento de programas e respectiva actualização; (iii) fornecimento de imagens, textos e informações e disponibilização de bases de dados; (iv) fornecimento de música, filmes e jogos, incluindo jogos de azar e a dinheiro, e de emissões ou manifestações políticas, culturais, artísticas, desportivas, científicas ou de lazer; (v) prestação de serviços de ensino à distância; e (vi) outros serviços análogos.

Anteriormente o facto gerador era no momento da numeração do Documento Único. Anteriormente consideravam-se 12 meses.

Anteriormente o valor era 50.000,00 MT.

1 2 3 4 4 3 2 1

empresarial, Assembleia

Jeniffer Jenice Bizarro Consultora Júnior

Jurista

(7)

NOVA LEGISLAÇÃO PUBLICADA

OBRIGAÇŌES DECLARATIVAS E CONTRIBUTIVAS

10 20 31 30 31 INSS IRPS IPP ICE 20 IRPC 20

Decreto nº 76/2016 de 6 de Dezembro de 2016

-

Aprova os termos e condições do

Contrato de GNL do Governo para o Projecto Inicial de GNL da Área 1, no Bloco de

Rovuma.

Decreto nº 77/2016 de 30 de Dezembro de 2016

-

Determina que sem prejuízo do

disposto no n.º 2 do presente decreto o Governo, opta em não receber em espécie o

GNL correspondente ao Imposto sobre a Produção do Petróleo (IPP),

comprometen-do-o para venda conjunta pela Concessionária.

Decreto nº 78/2016 de 30 de Dezembro de 2016

-

Aprova os termos e condições de

venda conjunta de GNL do Projecto Inicial de GNL do Contrato de Comprimento de

GNL entre as partes que constituem a Concessionária da Área 1, no Bloco de Rovuma

e a entidade de objecto específico criada, com a aprovação do Governo, para efeitos

de vendas de GNL.

Anotações:

Ficam sem efeitos os Decretos nº 76/2016, 77/2016 e 78/2016, Publicados

no Boletim da Republica nº 156 de 30 de Dezembro de 2016, 14º Suplemento, I Série.

CALENDÁRIO FISCAL 2017 MAIO

Sérgio Ussene Arnaldo     Assessor Fiscal e Financeiro [email protected] Rute Nhatave    Arquivista / Bibliotecaria [email protected] 31 IVA Imposto de Selo 31 IPM 31 ISPC

Entrega das contribuições para segurança social referente ao mês

de Abril de 2017.

Entrega do imposto retido na fonte de rendimentos de 1ª, 2ª, 3ª,

4 ª e 5ª categoria bem como as importâncias retidas por aplicação

de taxas liberatórias durante o mês de Abril 2017.

Entregar as importâncias devidas pela emissão de letras e

livranças, pela utilização de créditos em operações financeiras

referentes ao mês de Abril de 2017.

Entrega do imposto retido durante o mês de Abril de 2017.

Até 31 de Maio, apresentação da Declaração Periódica de

Rendi-mentos (Modelo 22).

Até 30 de Junho, apresentação da Declaração Anual de

Informação Contabilística e Fiscal (Modelo 20 H e seus anexos).

Entrega do imposto pela produção de petroleo referente ao mês

de Abril.

Entrega do imposto pela extracção mineira referente ao mês de

Abril.

Até 30 de Abril, efectuar entrega do imposto referente ao 1º

trimestre do ano de 2017.

Entrega da Declaração, pelas entidades sujeitas a ICE, relativa a

bens produzidos no País fora de armazém de regime aduaneiro,

conjuntamente com a entrega do imposto liquidado (nº 2 do

artigo 4 do Regulamento do ICE).

Entrega da Declaração periódica referente ao mês de Abril

acom-panhada do respectivo meio de pagamento (caso aplicável).

(8)

INFORMAÇÃO SOBRE O GUIÃO DE IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA DE

RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL PARA A INDUSTRIA

EXTRACTIVA DE RECURSOS MINERAIS

O Diploma Ministerial nº 8/2017 de16 de Janeiro surge para facilitar a implementação da

Política de Responsabilidade Social para a Indústria Extractiva de Recursos Minerais.

Nas acções e responsabilidade social empresarial, o titular ou concessionário estabelece os

planos de investimento social, com participação as partes interessadas, e em particular as

Comunidades abrangidas, sem prejuízo de outras comunidades do País em geral.

Os planos de investimento são negociados entre a empresa e a comunidade abrangida, sendo

os governos provincial ou distrital responsáveis pela aprovação do acordo e por assegurar que

as negociações são justas e observam os procedimentos definidos no guião.

Os planos são estabelecidos por escrito, tomam a forma de Memorando de Entendimento ou

acordo de Desenvolvimento local e são assinados pelas principais partes interessadas,

desig-nadamente, o Governo provincial ou distrital, o titular ou concessionário e o (s) representante

(s) da Comunidade (s) abrangida (s).

O (s) representante (s) da Comunidade (s) abrangida (s) é (são) eleito (s) em reunião

comu-nitária e reconhecido (s) pelo administrador do distrito.

O Ministério que tutela a área dos recursos minerais, em coordenação com o Ministério que

tutela a área do ambiente, é quem sanciona a proposta de designação das comunidades

abrangidas. A identificação das comunidades abrangidas é actualizada em intervalos de 5 ano,

ou antes de terminado este período, se a situação o justificar.

Os Acordos de desenvolvimento local e Memorandos de entendimento só são negociados e

subscritos após as Comunidades Abrangidas estarem devidamente identificadas e aprovadas.

O valor do investimento social é estabelecido através do contrato, concessão ou memorando

de entendimento celebrado entre o Ministério que superintende a área dos recursos minerais

e os titulares ou concessionários, conforme o preconizado na Lei de Minas e na Lei dos

Petróleos, ou através de acordos de desenvolvimento local e dos memorandos de

entendi-mento celebrados entre o Governo da Província ou do Distrito e as empresas de extracção.

Todos os investimentos sociais, independentemente da sua origem ou data da contratação,

devem ser incluídos no relatório anual sobre o investimento social e responsabilidade social

empresarial.

As contribuições feitas pelos titulares ou concessionários em espécie e que beneficiem as

comunidades abrangidas são consideradas investimento social e devem constar dos

Memoran-dos de Entendimento e Memoran-dos AcorMemoran-dos de Desenvolvimento Local.

O presente Diploma Ministerial entrou em vigor no dia 16 de Janeiro de 2017, data da sua

publicação no Boletim da República.

Sheila Tamyris da Silva     Assistente

(9)

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