Universidade Estadual de Londrina

Texto

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Universidade

Estadual de Londrina

CENTRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE

CURSO DE BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

O EFEITO DO ALONGAMENTO (FNP) EM CORRIDA

DE MÁXIMA VELOCIDADE

Thiago Souza Pereira

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DEDICATÓRIA

A Deus, por sempre acreditar em mim e em minhas realizações.

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AGRADECIMENTOS

Ao Prof. Dr. Orientador, que aceitou me acompanhar nos passos finais.

Aos meu pais, que sempre acreditaram e aceitaram os meu sonhos e desejos. À minha família em geral, que sempre me apoiaram, incentivaram a aconselharam ao melhor.

Aos meu amigos que estavam sempre do meu lado em meio às horas difíceis.

Aos Professores, que me ajudaram a chegar onde cheguei, passando todo seu conhecimento a nós alunos.

Aos colegas de turma que estiveram em todos momentos, sejam eles bons ou ruins. Aos adolescentes que participaram do estudo.

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PEREIRA, THIAGO SOUZA. O EFEITO DO ALONGAMENTO EM CORRIDA DE

MÁXIMA VELOCIDADE. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO. CURSO DE

BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA. CENTRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA, 2012.

RESUMO

Algumas pesquisas têm mostrado que o efeito agudo do aquecimento pode aumentar o desempenho. Apesar de alguns efeitos do aquecimento serem evidentes na literatura, atletas e treinadores também acrescentam o alongamento às atividades prévias. De todos os protocolos de alongamento usados o que mostra maior queda no desempenho é o por FNP (facilitação neuromuscular proprioceptiva). Portanto, o objetivo do projeto foi verificar o efeito do alongamento FNP em sprints máximos repetidos. Foram recrutados 11 atletas adolescentes jogadores de futebol. Os participantes passaram por 2 situações: alongamento por FNP (SI) e a situação controle (SC) (ou ausência de alongamento). Houve uma única aplicação de teste de flexibilidade. Cada situação foi composta por um aquecimento padronizado, em seguida foi aplicada a devida intervenção ou não (controle). Na sequência, foi aplicado o teste de sprint máximo. Para o teste de flexibilidade foi utilizado um fleximetro para flexão de quadril com joelho estendido e extensão de quadril com joelho estendido. No teste de RSA foi utilizado um sistema de fotocélula posicionado em 3 pontos, no 0, 10 e 30 metros. Foi encontrada diferença significativa somente na média do tempo e velocidade total (p<0,05), sendo mais lentos na situação em que realizaram alongamento por FNP. Sendo assim, o alongamento por FNP não é aconselhável para momentos no quais são necessários sprints máximos.

 

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ABSTRACT

Some research has shown that the acute effect of warm up can increase performance. Although some effects of warming is evident in the literature, athletes and coaches also add stretching to previous activities. Of all the stretching protocols used which shows biggest drop in performance is by FNP (proprioceptive neuromuscular facilitation). Therefore, the aim of the project was to investigate the effect of stretching on FNP repeated maximal sprints. We recruited 11 adolescent athletes football players. Participants underwent two situations, lengthening by FNP (SI) and control situation (SC) (or lack of stretching). There was a single application of flexibility test. Each situation was composited by a standardized warm, then the appropriate intervention was applied or not (control). Further, we applied the test maximum sprint. For the flexibility test was used a fleximeter for hip flexion with knee extended and hip extension with knee extended. In the test we used an RSA system photocell positioned at 3 points at 0, 10 and 30 meters. Significant difference was found only in the mean time and full-speed (p <0.05), being slower in the situation in which they performed for PNF stretching. Thus, by stretching FNP is not advisable for times which are necessary in sprint maximum.

 

Key Words: Warm-up, streching, sprint and flexibility

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SUMÁRIO DEDICATÓRIA AGRADECIMENTOS RESUMO i ii iii ABSTRACT iv 1. Introdução... 2 1.1. Problema... 4 1.2. Justificativa... 5 1.3. Objetivo... 5 2. Revisão de literatura... 6 2.1. Aquecimento... 6 2.1.1. Conceitos... 6 2.1.2. Tipos/efeitos... 6 2.3. Flexibilidade... 8 2.2.1. Conceitos... 8 2.2.2. Tipos/efeitos... 8

2.3. Alongamento e desempenho de sprints e saltos verticais... 10

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1. INTRODUÇÃO

Uma das principais tarefas a ser realizada em um evento esportivo é o aquecimento dinâmico. Bishop (2003), relata que o aquecimento depende de alguns fatores como, condicionamento físico do atleta, condições ambientais e algumas restrições impostas pela organização do evento. Além disso, a atividade pode ser manipulada quanto à intensidade, duração, recuperação e, em alguns casos, tarefas específicas. Apesar de haverem diferentes protocolos de aquecimento, Bishop ressalta que seus efeitos são similares, com exceção da tarefa específica que pode ter um efeito benéfico.

Geralmente o aquecimento é um fator inserido pelos atletas à prática de modalidades esportivas. Segundo Bishop (2003), apesar de o aquecimento ser um fator indispensável para muitos treinadores e atletas é difícil resumir todos os estudos que dizem a respeito do assunto, pois as evidências científicas sobre seus benefícios são poucas. Essa prática envolve o ajuste de alguns parâmetros que podem ser de muita importância na realização de uma modalidade esportiva. Para cada modalidade existem parâmetros que podem ajudar, outros podem fazer com que tenham uma queda no desempenho.

Para Bishop(2003), o aquecimento realizado em intensidade alta promove uma melhora no VO2, porém há uma queda maior nas reservas energéticas, podendo influenciar negativamente no desempenho. Em contraposição, Grodjinovsky e Magel (1970), encontraram melhora no desempenho quando realizado um aquecimento de alta intensidade. A especificidade de cada modalidade é o que caracteriza a diversidade de exercícios de aquecimento. Aparentemente, atividades que chegam o mais próximo possível das características da modalidade a ser realizada, deveriam potencializar os resultados. No entanto, é justamente a ampla variação nas formas de aquecimento que acaba, às vezes, cofundindo os praticantes.

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mecanismos relacionados à temperatura como, melhor distribuição de oxigênio para os músculos, aumento na taxa de condução nervosa e potencialização pós-ativação (BISHOP, 2003). Entretanto, o aquecimento geral ou especifico permite a realização de exercícios com características de um esporte específico, e pode proporcionar um melhor desempenho.

De acordo com alguns resultados encontrados em uma meta-analise realizada por Fradkin, Zazryn e Smoliga (2010), diversas atividades de aquecimento mostraram melhoras no desempenho de modalidades esportivas. No entanto, também houve protocolos de aquecimento que não apresentaram mudanças ou promoveram queda no desempenho. Sendo assim, conclui-se que algumas atividades realizadas por atletas e orientadas pelos treinadores nem sempre são as que oferecem melhores resultados. A respeito disso, alguns estudos têm encontrado efeitos significativos entre técnicas de alongamento como forma de aquecimento.

Em geral, o alongamento pode ser frequentemente dividido em três formas , estático (ativo ou passivo), dinâmico e facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), (CARVALHO & BORGES, 2001). O alongamento estático é um movimento lento de determinada articulação até o alcance de sua amplitude máxima, o dinâmico utiliza-se de contrações da musculatura antagonista para alcançar uma maior amplitude da musculatura agonista, e a FNP consiste em contrações e relaxamentos dos músculos agonistas e antagonistas (ACHOUR JR., 1998 citado por CARVALHO & BORGES, 2001).

Apesar de algumas revisões sistemáticas mostrarem uma queda no desempenho de força isométrica, ou produção de força máxima após um alongamento estático, outros têm mostrado não haver influência sobre o salto vertical (CRAMER et al, 2007). Segundo os resultados apresentados pelo estudo de Endrich et al (2009), o alongamento estático com duração maior do que 8 minutos tem efeito negativo na produção de força. Em adição, Shrier (2004) relata em sua revisão que alguns estudos mostram que o alongamento estático é prejudicial para o desempenho de saltos, enquanto o dinâmico não apresenta efeitos. Meroni et al (2010) recomenda o alongamento dinâmico como exercício prévio por ser mais efetivo do que o estático.

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sprints repetidos. Sym et al (2009) verificou em seu estudo que a realização apenas

do aquecimento dinâmico como atividade prévia, não tem diferença no desempenho de sprints máximos repetidos quando comparado com um alongamento estático seguido por um aquecimento dinâmico, e ainda relata que o alongamento estático quando realizado após o aquecimento apresenta maiores índices de queda no desempenho. No entanto, os participantes do estudo relataram se sentir receosos sem a realização de alongamento anteriormente ao teste.

Em contraposição, Wong et al (2011) não encontrou diferenças significativas no desempenho de sprints em um protocolo de aquecimento seguido por alongamento quando comparado somente ao aquecimento. Em adição, o autor relata que um dos motivos que pode ter influenciado esse achado é o tempo de alongamento realizado após o aquecimento. Em geral, os estudos realizados têm aplicado alongamentos com duração de 10 a 30 segundos, porém é uma tarefa difícil para os treinadores e atletas controlarem, pois são atividades que envolvem não somente aspectos físicos ou técnicos, mas também psicológicos. Sendo assim, se torna um enorme desafio para os pesquisadores esclarecerem os verdadeiros efeitos do alongamento sobre modalidades esportivas.

Determinadas modalidades esportivas que não exigem elevados índices de flexibilidade para um melhor desempenho, pode de alguma forma, resultar no efeito inverso, ou seja, promover encurtamento muscular como, por exemplo, o futebol, (FARENATTI et al, 2000). Sendo assim, treinadores e atletas inserem o alongamento no protocolo de aquecimento acreditando ser possível melhorar os índices de flexibilidade. No entanto, o efeito do alongamento agudo previamente a uma atividade, pode ser prejudicial para o desempenho (Shrier et al,2004), afetando negativamente a execução de atividades de força (FOWLES et al, 2000).

1.1 Problema

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necessários mais estudos que utilizem o alongamento por FNP, pois apresenta ser eficaz no ganho de flexibilidade.

1.2 Justificativa

De acordo com o que a literatura apresenta sobre o alongamento no programa de aquecimento, o presente estudo poderá contribuir para os treinadores no processo de estruturação do programa de treinamento de seus atletas. Além disso, pode servir de base para os praticantes de modalidades esportivas, ou qualquer atividade competitiva, das quais contenham as características envolvidas no estudo. Apesar de ainda necessitar mais estudos dos quais envolvam movimentos específicos de determinadas modalidades em um só teste, esta investigação poderá fornecer algumas informações sobre a prática.

1.3 Objetivos

Diante dos resultados apresentados na literatura e das necessidades de mais esclarecimento sobre o assunto, o objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito agudo do alongamento prévio sobre sprints máximos. Ainda, foi avaliado o padrão de flexibilidade em atletas jovens da modalidade de futebol. Foi levantada a hipótese de que o alongamento influenciaria negativamente o tempo dos

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2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Aquecimento

2.1.1. conceitos

Aquecer é uma atividade previamente realizada a um evento específico por haver indícios de influência positiva tanto para o corpo quanto no desempenho. De acordo com Alencar e Matias (2010), existem diferentes tipos de aquecimento com variações nos efeitos sobre o desempenho e em algumas variáveis fisiológicas, porém, todos com o mesmo objetivo de elevar a temperatura muscular e do corpo em geral, e diminuir os riscos de lesão. Para alguns treinadores e atletas, esta prática é indispensável no momento que antecede uma competição.

Muitas das evidências, possivelmente consideradas como não científicas, que mostram que o aquecimento pode ser uma atividade favorável ou prejudicial vêm da própria percepção do atleta e do treinador. Segundo Bishop (2003), os procedimentos de aquecimento são normalmente baseados em tentativas e erros. Portanto, apesar de existirem pesquisas que mostram resultados benéficos para o aquecimento, esta é uma atividade que pode ser considerada opcional da parte do atleta ou de seu treinador. Em adição, o aquecimento pode ser realizado de diversas formas, umas utilizam atividades físicas e outras não, possibilitando variações aos praticantes.

2.1.2. tipos/efeitos do aquecimento

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posteriormente. Portanto, é necessário atentar-se a algumas variáveis do aquecimento como, intensidade e duração, pois podem ter efeito na atividade.

O aquecimento pode, muitas vezes, melhorar algumas capacidades fisiológicas ou o desempenho (Bishop, 2003). Aquecer é uma pratica realizada por atletas previamente a uma competição e que está amplamente envolvida com todo evento esportivo na crença de que pode ser eficaz na prevenção de lesões musculares, articulares, tendíneas e até mesmo ósseas. Essa atividade tem sido também o alvo de algumas pesquisas atuais com o objetivo de avaliar sua influência sobre o desempenho esportivo, e a maioria dos resultados apontam melhoras significativas. Apesar de haver pequenas evidências sobre os efeitos fisiológicos do aquecimento, pesquisas têm mostrado que aquecer pode resultar em um aumento na ativação neuromuscular.

O aquecimento de alta intensidade pode promover um melhor desempenho muscular contrátil. No entanto, um aquecimento intenso pode influenciar negativamente no desempenho (Bishop, 2003). Esta atividade é tipicamente um exercício aeróbio de curto período e baixa intensidade, seguido por uma atividade de alongamento (Safran et. al., 1989). Normalmente, em situação de treino ou de competição, o tempo e intensidade do aquecimento são definidos pelo treinador ou pelo próprio atleta. Sim et al (2009), realizaram em seu estudo um aquecimento de 1000m, seguido por uma série de exercícios específicos da atividade e também por corridas progressivas. Em outra pesquisa realizada por Beckett et al. (2011) o aquecimento foi composto por 5 minutos de trote com velocidade de 9,6km/h, seguido por movimentos específicos da modalidade e também por corridas progressivas intensas.

Embora existam diversos protocolos de aquecimento, os achados em pesquisas realizadas são muitos, o que torna difícil resumir a todos. De acordo com os dados apresentados a cima, o tempo de aquecimento utilizado pelos autores para

sprints varia de 5 a 15 minutos de trote leve ou baixa intensidade, podendo haver

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2.2. Flexibilidade 2.2.1. conceitos

Para entender o conceito de flexibilidade é preciso esclarecer seu significado quando relacionado com alongamento. Flexibilidade é o conceito de uma aptidão física, enquanto que alongamento é o nome da técnica utilizada com finalidade de LQIOXHQFLDU QD IOH[LELOLGDGH (VVD DSWLGmR ³IDvorece uma maior mobilidade nas atividades diárias e esportivas, diminui o risco de lesões, favorece o aumento da qualidade e quantidade de movimentos e uma melhora da postura corporal´ %DGDUR Huber e Beche, 2007). Relatam ainda que flexibilidade possui especificidade em modalidades esportivas e contribuem na eficiência do movimento de articulações distintas, aumentando também sua segurança.

Enfim, flexibilidade é uma aptidão que é caracterizada pela amplitude máxima de uma ou mais articulações, dentro dos limites morfológicos, sem que resulte em lesões. De acordo com estas características, pode-se afirmar que a flexibilidade influencia positivamente no desempenho de atividades esportivas. Apesar de haver uma pequena diferença entre os termos alongamento e flexibilidade, os dois se correlacionam, portanto, neste trabalho não será necessário tratar do assunto separando os termos.

2.2.2. tipos/efeitos do alongamento

Em geral existem diversos termos que caracterizam técnicas de alongamento. No entanto, os mais utilizados como finalidade de melhora na flexibilidade, são o alongamento passivo, ativo e facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), (ALMEIDA et al. 2009). Basicamente, todos são utilizados por treinadores e atletas. Por mais que haja evidências na literatura de que o alongamento prévio influencia na queda do desempenho, independente da sequência, ainda é uma atividade indispensável no âmbito esportivo. De acordo com Sim et al. (2009), a queda no desempenho é menor quando se realiza alongamento seguido por um aquecimento dinâmico.

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protocolos utilizados por autores, referente ao número de sessões realizadas. Gama

et. al. (2007) ainda concluem que utilizar FNP no alongamento aumenta

significativamente os índices de flexibilidade. Vale ressaltar que pelo fato de ser uma atividade atenuante, a técnica de FNP pode não ser tão segura quanto às outras técnicas. Alem do mais, de acordo com Church et al. (2001) o alongamento por FNP pode ser prejudicial no desempenho de salto vertical quando realizado previamente a esta atividade.

Na avaliação do efeito do alongamento estático passivo e FNP sobre o salto vertical, feita por Nogueira et al., (2009), mostrou queda no desempenho quando comparado o grupo FNP com o grupo alongamento e o grupo controle. Para Marek

et al.,(2005) isso é possível pelo efeito do alongamento a curto prazo causar efeitos

em vários exercícios de produção de força muscular e afetar, adversamente, resultados de força obtidos por avaliações. A autora destaca que isso pode ocorrer por meio de dois motivos, fatores mecânicos como a mudança na rigidez muscular, e fatores neuromusculares como a alteração da estratégia de controle motor.

Fowles et al. (2000), verificou em seu estudo que o alongamento passivo em humanos e ratos reduz a capacidade de contração máxima após o alongamento e em até 1 hora depois. Endlich et al. (2009) realizou em seu estudo um teste de força muscular de 10 repetições máximas nos exercícios, supino e leg-press 45º, após diferentes tempos de alongamento (8-16 minutos), além do grupo controle que realizou apenas um aquecimento dinâmico no próprio exercício. Como resultado, foi observada redução significativa na força para os dois grupos que realizaram alongamento. Em adição, o autor relata que o alongamento estático prolongado realizado anteriormente à produção de força muscular pode estar envolvido com mecanismos neurais quando ocorre queda no desempenho.

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2.3. Alongamento e desempenho de sprints e saltos verticais

Dentre as diversas pesquisas sobre o efeito do alongamento na queda de produção de força máxima, velocidade ou desempenho em geral, existem pesquisas que apresentam os resultados contraditórios. Por exemplo, Little e Willians (2006) verificaram que o alongamento dinâmico como atividade prévia apresentou melhores resultados em aceleração, velocidade máxima e agilidade quando comparados com alongamento estático ou a sua ausência no protocolo de aquecimento, porém não teve efeito algum sobre o teste de salto vertical. Bem como Fletcher e Jones (2004), que verificaram que o efeito do alongamento dinâmico ativo tem melhor influência do que o alongamento estático e passivo no tempo de sprint de 20 metros.

Além da utilização do alongamento como forma de aquecimento, ainda existem pesquisas realizadas com a finalidade de avaliar o efeito do alongamento aplicado em diferentes momentos no protocolo de aquecimento previamente a competições ou testes compostos por sprints ou saltos. Gelen (2010) conclui em seu estudo que o menor tempo de sprint realizado, foi significativamente o do grupo que utilizou apenas a atividade dinâmica após o aquecimento padronizado quando comparado com a utilização apenas do alongamento. O grupo que combinou os dois protocolos, alongamento seguido por atividade dinâmica, a média do tempo dos

sprints foi maior do que apenas a atividade dinâmica, porém não foi estatisticamente

significativa essa diferença.

Em contraposição, Wong et al. (2011) não encontrou diferença significativa nos testes de sprints repetidos (RSA) quando comparou duas situações diferentes, aquecimento com ausência do alongamento e alongamento após o aquecimento. Nas duas situações os participantes realizaram dois testes, um antes da intervenção e outro após três dias de treinamento de acordo com o protocolo das situações. A média de tempo dos sprints não teve diferença entre as situações, houve apenas diferença significativa entre a fase média dos sprints e a fase inicial nas duas situações, onde a média de tempo foi menor na fase inicial, e também na situação do alongamento houve diferença na fase inicial, após os três dias de treinamento, quando comparada com os valores de antes do treinamento.

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geral e posicionam o protocolo de alongamento entre uma atividade aeróbia e exercícios dinâmicos ou específicos. Alguns fatores devem ser levados em consideração no momento da análise dos resultados como, duração do alongamento, o protocolo de teste do RSA utilizado e o aquecimento aeróbio (Wong

et. al. 2011). Estudos em geral apontam que o alongamento que tem duração maior

do que 8 minutos podem ser prejudicial no desempenho de uma modalidade esportiva.

No estudo de Endlich et al. (2009) mostra que houve diferença no desempenho tanto para o alongamento de 8 minutos quanto para o de 16, sendo a produção de força de membros inferiores menor em ambos. Fletcher e Jones (2004) utilizaram um protocolo de alongamento estático que teve duração de aproximadamente 6 minutos, e apresentou resultado negativo. Beckett et al. (2009) aplicaram um protocolo de aproximadamente 4 minutos, e verificaram menor desempenho. Porém, Wong et al. (2004) com um protocolo de alongamento de 3 minutos não encontraram diferença significativa entre alongar e não alongar antes de uma atividade de sprint máximo.

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3. MÉTODOS 3.1. Amostra

O estudo foi composto por 11 atletas, sendo 10 meninos e 1 menina, de idade entre 15 e 17 anos, no entanto, apenas 8 participaram do estudo, os outros 3 faltaram um dos dias. Esses atletas eram saudáveis, IMC normal, sem histórico de lesão nos últimos seis meses. Os atletas foram recrutados em modalidades esportivas que envolvem em sua prática de competição, sprints repetitivos de curtas distâncias, no caso, time de futebol. Os participantes não apresentaram quadro de patologia cardiovascular, respiratória, articular, óssea ou muscular.

Os atletas não utilizaram nenhum tipo de medicamento durante o período da intervenção que venha a influenciar nos resultados. Eles participaram do estudo voluntariamente e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). A pesquisa foi aprovada pelo Comitê e Ética em Pesquisa envolvendo seres humanos da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

3.2. Delineamento do estudo

Os atletas passaram por duas situações, com o objetivo de criar uma situação controle e outra de intervenção, no caso, o alongamento. Nas duas situações todos os participantes realizaram um aquecimento padronizado, com movimentos equivalentes ao de jogo e corridas de curta distância. Na sequência foi utilizado o método aleatório no primeiro momento com intuito de randomizar os participantes que realizariam as devidas atividades. Foram randomizados 4 nomes na primeira situação, esses nomes sofreram a intervenção do alongamento já no primeiro dia após o aquecimento, enquanto que os outros passaram por uma situação controle, já no segundo momento, com intervalo de 48 horas, essa situação se inverteu e ainda foi aplicado um teste de flexibilidade para ter um padrão dos atletas.

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tempo total de todos os sprints, o tempo do melhor sprint e os índices de fadiga, que é a relação entre o melhor e o pior tempo (Spencer et al, 2006).

Os testes foram realizados na mesma hora do dia. Foram utilizados roupas e tênis específicos da situação de jogo, para que os participantes se sintam realmente envolvidos na atividade e se sintam confortáveis para que façam os testes da melhor maneira possível, recebendo também estímulos verbais a fim de aumentar ainda mais a validade do estudo. Foi requisitado aos participantes que não realizem exercício físico há pelo menos 24 horas e que se alimentassem em torno de 3 horas antes do estudo.

3.3. Protocolo de aquecimento

Esta fase foi composta primeiramente por um trote de intensidade submáxima com tempo de 5-7 minutos, de 50-75% fa FC max. (TAYLOR, J.; WESTON, M.; PORTAS M). A distância percorrida era de 30 metros com mudança de direção de 180 graus ao final da distância. Os atletas utilizaram movimentos específicos de situação de jogo. Para finalizar, os participantes realizaram ainda 2 séries de um

sprint de 20m com intensidade de 80-90%. Toda essa parte também foi realizado em

ambiente de situação de jogo, que por sua vez é o mesmo ambiente onde foram realizadas as coletas do estudo.

3.4. Protocolo de alongamento

  O protocolo seguido teve características do protocolo usado por Merek et.al.

(2005), utilizando o método contrair-relaxar, onde diz que os exercícios são flexão e extensão de quadril, compostos por 4 séries, sendo 2 séries de cada exercício para cada membro. Em cada série era solicitado para que a participante fizesse o máximo de força contrária possível, desde que não tirasse o quadril do chão, por cinco segundos, e na sequência era segurado por 30 segundos em uma posição na qual sentisse leve desconforto. Houve um intervalo de 20 segundos entre as séries. Foram utilizados apenas dois exercícios de alongamento. A duração ta intervenção foi de 7-8 minutos por atleta.

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manter o quadril apoiado ao chão, enquanto o outro membro sofre flexão de quadril sendo conduzido pelo avaliador até o ponto de leve desconforto. A outra posição é extensão do quadril, agora o atleta posiciona-se em decúbito ventral com as mãos afastadas à lateral do tronco e os dois membros estendidos. Um do membros é fixado ao chão de forma a evitar a elevação do mesmo, então no membro oposto realiza-se a flexão do joelho até um ponto de sensação de leve desconforto.

3.5. Teste de sprint

Os testes foram realizados em um campo de grama sintética do Clube de Futebol Vila 10. Foi necessário o uso de camiseta e shorts leves, de preferência curtos, específicos da atividade, para que o teste tivesse maiores características das situações reais de jogo. Foi requisitado também que as participantes utilizassem um tênis próprio para a atividade, e também que utilizassem o mesmo tênis em todos os dias de teste. Em geral, todos os atletas deveriam usar roupas semelhantes para que não houvesse limitações no estudo.

Para a marcação da distância foi utilizado a própria fotocélula, colocada nos pontos 0m, 10m e 30m. O teste de sprint foi composto por uma série de 2 sprints de 30m. O intervalo entre cada um foi de 2 minutos ativo (ficavam caminhando ou parados em pé). Cada sprint foi dado a partir de um sinal realizado por um dos avaliadores. Ao dar o sinal os jogadores tinham de realizar a corrida o mais rápido possível até passar pelo último ponto onde estava fixado o aparelho de contagem de tempo.

3.6. Teste de flexibilidade

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mantendo-se os dois joelhos estendidos. O flexímetro é colocado na região lateral superior da coxa, com o centro da escala de medida aliando-se ao trocânter maior do fêmur. Em seguida no movimento de flexão a perna estendida irá se mover descrevendo um arco para cima e para frente o máximo possível.

3.7. Tratamento estatístico

Os dados foram analisados por métodos descritivos, expressos em média e desvio padrão (dados paramétricos). A normalidade das variáveis foi testada pelo teste de Shapiro-Wilk. Foi utilizado o teste T para a comparação do efeito do alongamento no desempenho nos sprints, sendo as diferenças entre os grupos consideradas significantes quando p<0,05.

4. Cronograma

Atividade

Meses para realização das atividades

Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

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5. RESULTADOS

A partir do teste de flexibilidade aplicado foram gerados os gráficos 1 e 2 apresentando a média e o desvio padrão de cada membro de cada musculatura de cada atleta. Lembrando que foram realizadas 3 medidas, considerando a melhor delas. Foram avaliadas a média e o desvio padrão da musculatura ísquiotibiais da perna direita (85,2 e 12,4) e da perna esquerda (85,7 e 12,4). E também da musculatura quadríceps a média e desvio padrão da perna direita (43,5 e 6,9) e da perna esquerda (41,62 e 5). A unidade de medida apresentada em ambos os gráficos é em graus.

Gráfico 1. Melhores resultados de flexibilidade e média das pernas direita e

esquerda da musculatura isquitibiais de cada atleta.

Gráfico 2. Melhores resultados de flexibilidade e média das pernas direita e

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Os valores foram descritos como normais de acordo com o teste de Shapiro-Wilk, e foram analisadas as seguintes variáveis dos sprints: tempo nos primeiros 10 metros, tempo total, velocidade nos 10 metros iniciais e velocidade total. Foi encontrada diferença significativa na comparação do tempo total (p=0,024) e da velocidade total (p=0,025) dos sprints, mostrando queda no desempenho dos atletas após a aplicação do alongamento. Porém, em relação aos valores do melhor sprint, não houve diferença significativa entre as duas situações (controle e alongamento)em nenhuma das variáveis (p>0,05).

Tabela 1. Grau de significância para a média dos sprints e para o melhor sprint em

todas as situações avaliadas.

Variáveis

dependentes/Medidas

Média dos sprints (p) Melhor sprint (p)

Sprint de 10m sem FNP comparado com FNP

P=0,522 P=0,742

Sprint total sem FNP comparado com FNP

P=0,024* P=0,052

Velocidade dos 10m sem FNP comparada com FNP

P=0,570 P=0,784

Velocidade total sem FNP comparada com FNP

P=0,025* P=0,61

*Valores estatisticamente significativos (p<0,05).

Quando foram comparados os primeiros 10m do sprint das duas situações, com e sem alongamento, não foi encontrada significância no tempo (p=0,522). Até então, também não houve diferença na velocidade durante os primeiros 10m (p=0,570). No entanto, dos 10m para frente, a velocidade sofreu uma queda (p=0,25), gerando uma redução significativa no tempo total dos sprints (p=0,24).

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Tabela 2. Média e desvio padrão dos sprints e da velocidade realizados nas duas

situações.

Média (m/s) Desvio padrão

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6. DISCUSSÃO

Diversos estudos tem analisado o efeito do alongamento sobre atividades que exigem corridas de máxima velocidade. Cada um desses estudos adotam diferentes formas de tratamento, sejam no protocolo de aquecimento, alongamento ou de sprint máximo. Por meio desses diferentes delineamentos surgem também diversos resultados obtidos, aceitando ou recusando a hipótese nula, que na maioria dos artigos ressaltam que o alongamento é um fator negativo para a realização de corridas de máxima velocidade. Dentre os variados resultados alguns até entram em contradição, destacando melhoras ou quedas no desempenho.

Em um estudo realizado por Sim, et al. (2009) evidencia uma queda no desempenho de sprints repetidos realizados na sequência de um protocolo de aquecimento seguido por alongamento estático quando comparado com a sessão em que apenas realizaram o aquecimento padronizado ou quando o aquecimento foi aplicado após o alongamento. Esta queda houve em todos os protocolos, no decorrer das séries de sprints, no entanto houve significância apenas na ocasião de sequencia aquecimento-alongamento. Portanto, o autor coloca que o desempenho pode cair quando o alongamento for última atividade a ser realizada antes da principal.

Já a pesquisa de Wong et al (2011) não revela diferença entre um aquecimento dinâmico padronizado e um aquecimento dinâmico seguido por alongamento passivo. No entanto, o seu estudo teve uma intervenção de característica longitudinal, onde os atletas passaram por 3 dias de treinamento de cada protocolo de intervenção. O autor ressalta que o fato de os atletas passarem por 5 dias consecutivos de realização de cada atividade tenha influenciado para que não houvesse diferença entre os sprints.

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Dentre a maioria dos artigos que apresentam quedas no desempenho influenciadas pelo alongamento, o que aparece como maior influência é a técnica de FNP. Alguns autores colocam que quando o alongamento tem duração acima de 30 e 60 segundos podem ocasionar redução de até 8.5% e 16% no pico de torque muscular. Dentro do protocolo de alongamento utilizado neste estudo os atletas atingiram esse tempo de duração. No entanto, Gama et al. (2007) chega a conclusão de que o FNP é efetivo no ganho de flexibilidade.

Shrier (2004) ressalta que apesar do efeito agudo do alongamento poder resultar negativamente no desempenho, seu efeito crônico pode resultar no ganho de flexibilidade e consequentemente trazer melhoras. Sendo assim, a prática do FNP parece ser eficaz quando associada à longo prazo. No estudo de Marek et.al (2005) foi encontrada redução no pico de torque e na potência média de saída na situação de alongamento FNP, no entanto a autora ressalta que este resultado pode ter sido encontrado pelas técnicas de alongamento estático e FNP se somarem em seu estudo.

Assim como na maioria dos estudos, este não foi diferente, realmente houve uma queda no desempenho quando os atletas passaram pela situação de alongamento FNP. Alguns autores ressaltam que o alongamento causa sensação de conforto, alívio ou relaxamento, o que não são fatores benéficos quando se está prestes a realizar uma atividade vigorosa, principalmente que exigirá corridas de alta velocidade. Em função disto, o alongamento deveria ser realizado após a atividade, justamente por promover esse período de volta à calma.

Não foi realizado um teste de flexibilidade após a intervenção do alongamento, portanto, esta pesquisa não pode destacar a influência da técnica do FNP sobre os níveis de flexibilidade. Existem controvérsias também quanto à necessidade de alongar anteriormente a uma atividade com objetivo de prevenção de lesões, não entanto, algumas atividades exigem movimentos que atingem amplitudes articulares elevadas para sua realização, sendo assim faz-se necessário o treino de flexibilidade, bem como o alongamento prévio.

(29)

poderia ter adotada com o objetivo de aumento na flexibilidade, já que a maioria dos atletas que sofrem lesão muscular apresentam baixos níveis de flexibilidade.

7. CONCLUSÃO

O presente estudo evidenciou que o alongamento por FNP influencia negativamente em corridas máximas de 30m. Considerando que a amostra do estudo foi um time de futebol no qual o campo utilizado para a prática tem de extensão em torno de 35 a 40m, não é aconselhável a utilização desta atividade previamente a jogos ou competições. No entanto, o alongamento FNP à longo prazo pode promover um ganho de flexibilidade, sendo assim pode ser adicionado aos treinamentos.

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8. REFERÊNCIAS

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