• Nenhum resultado encontrado

# a TRANSCRIÇÃO DAS

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "# a TRANSCRIÇÃO DAS"

Copied!
8
0
0

Texto

(1)
(2)

2

#131 | 01 a 05.11 | 2021

TRANSCRIÇÃO DAS LIVES @italomarsili

(3)

ENTENDA O SEU MATERIAL

1. O Caderno de Ativação ajudará você a incorporar e a colocar em prática o conteúdo de uma das

fabulosas lives. É um material para FAZER.

2. No LIVES você encontrará transcrições, resumos e uma visão geral das lives selecionadas para a

semana. É um material para se CONSULTAR.

3. Se quiser imprimir, utilize a versão PB, mais econômica.

4. Imprima e pendure o seu PENDURE ISTO.

(4)

4

AUDÁCIA E CONSISTÊNCIA VENCEM TALENTO!

Pouquíssimas pessoas podem ser verdadeiramente chamadas de talentosas. E se você não descobriu o seu talento até os 12 anos, é porque você não tem talento natural para nada. Se, com 12 anos, quando lhe jogam uma bola, você a domina, faz embaixadinhas e sai dri- blando todo mundo, você tem talento para o futebol. Se, com 12 anos, você pega um lápis giz de cera e consegue deixar o teto todo bonito com os seus desenhos, você tem talento para a pintura. Mas, se até os 12 anos, você não descobriu o seu talento, é porque, repito, você não tem talento para merda nenhuma — e saber disso é li- bertador.

No entanto vocês preferem escutar os coaches que dizem: “Todos têm seus talentos”, “Você apenas não descobriu ainda o seu talento”, “Você tem talento inte- rior, sim”. O próprio coach que fala isso não tem talen- to nenhum, nunca ganhou nada na vida, não ficou em primeiro lugar em nada. Ele fala isso para fazer você acreditar que é especial, mas você não é. A única coisa que você pode ter na vida é trabalhar bem e com con- sistência. E isso não é talento, é obrigação. Esqueça o que esse tipo de coach diz, isso vai arruinar a sua vida, atrasar seus projetos, deprimi-lo e fazer com que gaste dinheiro com terapeuta.

Lembro-me de eu mostrar à minha mãe um 9,5 na prova e ela dizer: “Não faz mais do que a sua obriga- ção”. Outra vez, mostrei-lhe um 10, e ela novamente:

“Você não trabalha, não precisa trabalhar para botar comida em casa, não faz mais que sua obrigação”. E sou muito grato à minha mãe por ter me educado na fivela do cinto.

(5)

Com 18 anos, por volta de 2003, parando um pouco de prestar atenção na minha cabeça cheia de sonhos imbecis e olhando em torno, eu entendi: “Eu não sei fa- zer nada de modo diferente dos outros, tudo o que eu faço é igual ou pior do que os outros sabem fazer”. Eu havia aprendido a programar, mas não era um progra- mador excepcional; fui para o design, mas não era ex- celente; eu tirava as melhores notas, mas estudava num colégio japonês chamado Meimei, quatro alunos por turma. Era uma escola montessoriana, uma casa muito confortável do ponto de vista afetivo.

Passei para Medicina aos 16 anos e ainda consegui antecipar um ano do ensino médio, só aí que eu fui re- ceber alguma moral na vida. Aconteceu o seguinte. No primeiro ano do ensino médio, por algum motivo, no primeiro dia, eu pensei comigo mesmo: “Este colégio é fraco”. Em casa falei com minha mãe, porém não pedi para me transferir, apenas que comprasse todo o ma- terial de estudo dos três anos do colegial. Ela comprou os livros que os alunos do São Bento e de Santo Inácio usavam, e comecei a estudar aquele material com con- sistência.

À medida que fui estudando, pedi aos professores para eu dar aulas aos meus colegas de turma. A minha proposta foi bem recebida e celebrada (os métodos de

(6)

6

tricular num cursinho pré-vestibular. No colégio, minha sala não passava de seis alunos por turma, quando che- guei ao cursinho, porém, as aulas aconteciam num au- ditório para 300 alunos. Na primeira aula de Física, não entendi nada. Na aula de Química, também não conse- gui acompanhar um raciocínio do professor. Perguntei para um colega sentado ao lado, o Rato, que era um tipo muito limitado intelectualmente, se ele estava entendo a aula. Não só ele entendia como conseguiu me expli- car com toda a boa vontade do mundo. Nesse momento eu percebi que o problema era comigo: até o Rato en- tendia, e eu não.

Então, eu não tinha talento nenhum, o que eu tinha era consistência. Voltei para casa, peguei todo aquele material do pré-vestibular e comecei a estudar sozinho, 14 ou 16 horas por dia. Fiz a prova da primeira fase da UERJ e, quase que por um milagre, tirei A, a nota máxi- ma. Falei para a diretora do colégio: “Seu aluno do se- gundo ano tirou A no vestibular. Acho que vou passar para Medicina de primeira. Se eu passar, a senhora me pula de ano?”. Mais uma vez, tive apoio do colégio e consegui, nas férias de julho, fazer todas as provas do segundo ano e as provas iniciais do terceiro. Isso não foi talento, foi consistência. Passei em todas as disci- plinas, fui remanejado e passei para Medicina com 16 anos de idade. Tudo por consistência e audácia.

Talento é para poucos. Uma ou outra pessoa terá, mas audácia e consistência qualquer um pode ter. Fui audaz quando fui falar com a diretora para me pular de ano, e ela bancou a minha idéia. Se hoje sou rico, é por- que tive alguma audácia e consistência. Depois de for- mado, eu trabalhava 120 horas por semana. Casei com

(7)

23 anos e logo tive filhos. Não tinha sono, não tinha tempo ruim. Plantões aos sábados e domingos. Às vezes, minha semana começava num domingo e terminava apenas três domingos depois. Consistência.

Pare com essa merda de ficar buscando o seu talen- to. Se está procurando é porque não tem. Se você passou dos 12 anos e não é excepcional em nada, você não tem talento, não adianta agora aos 30 querer descobrir um. O que você pode ter é audácia e consistência. E digo mais:

Audácia e consistência vencem o talento. Uma pessoa que tenha talento, audácia e consistência será um Steve Jobs, um Cristiano Ronaldo. Mas você precisa admitir que não é o Cristiano Ronaldo. Está bem, e daí? O que você pode ser é um baita profissional, um bom pai de família, alguém que leve a religião a sério, alguém que sirva aos outros.

Trabalhar com audácia e constância é algo que pode ser feito todo dia. Isso faz parte da parcela de coisas que podemos desenvolver e controlar, e consiste em fazer e ter atenção. E nada de vir com aquela história de “amar o pro- cesso”. Você ama a mulher e os filhos, o processo você não ama. Pare de inventar jargões, esqueça tanto o processo quanto o resultado. Por esses dias, uma mulher me escre- veu perguntando o que fazer, pois estava gorda e só sabia se masturbar o dia inteiro. Dei-lhe o conselho de entrar no crossfit, desde que ela se comprometesse a esquecer

(8)

8

das pessoas são tão moles que, se fizerem algo de cer- to modo, consistentemente, por quatro dias, mudam de vida, porque tocam nessa coisa chamada liberdade, que é a força estranha capaz de reestruturar tudo, inclusive o seu passado.

Referências

Documentos relacionados

Isso, se “no meio do caminho”, o Governo não mudar a regra do jogo e subir a expectativa da vida, para um número maior, elevando de cara a idade mínima para 70 e 72 anos

Deus sabia que esses dois indivíduos possuíam a constituição genética específica para criar você em especial, exatamente como ele tinha em mente.. Eles tinham

Mais de 200 atendimentos foram feitos este ano pelo Linha Rara, serviço telefônico criado pelo Instituto Vidas Raras para ajudar pessoas com doenças raras, assim como seus

MAS A DONA BARATINHA SE ASSUSTOU MUITO COM O BARULHÃO DELE E DISSE: – NÃO, NÃO, NÃO, NÃO QUERO VOCÊ, NÃO, VOCÊ FAZ MUITO BARULHÃO!. E O CACHORRO

Apenas você Amor de minha vida Minha razão de viver Meu mais doce amor. 30 - Como eu amo você

E. Ou seja, quanto mais próximo de zero for o resultado do teste mais expressiva é a diferença entre o uso das estratégias. Nesse caso, não houve nenhuma

3 Muitos povos virão e dirão: “Venham, subamos ao monte do Senhor e ao templo do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas.” Porque de

a) determina quem deve executar cada tarefa e escolhe os companheiros de trabalho. c) exerce papel consultivo (só participa quando o grupo solicita). Questão 45 - As alternativas