RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO BB ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS S.A.
C.N.P.J. 06.043.050/0001-32 Exercício encerrado em 31.12.2020
A EMPRESA
A BB ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS S.A - BB Consórcios - é uma subsidiária integral do Banco do Brasil S.A, com sede em Brasília (DF), que tem por objeto principal a organização e administração de grupos de consórcio destinados a facilitar o acesso a bens móveis duráveis, bens imóveis e serviços aos seus clientes.
ATUAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS
A BB Consórcios consolida-se entre as maiores administradoras de consórcios do mercado, registrando no mês de dezembro de 2020, volume de R$ 47,7 bilhões em carteira.
A carteira possui 78,9% de sua composição em volume de negócios nas modalidades de automóveis (60,6%) e imóveis (18,3%). De acordo com o relatório Bacen divulgado em novembro de 2020, o segmento de veículos pesados (trator e caminhão) manteve crescimento de mercado, passando a ocupar a 4ª colocação no ranking Bacen e alcançando 6,78% de market share. Foi comercializado até dezembro/20 R$ 1,48 bilhão em volume e mais de 11,1 mil cotas.
No segmento de motocicletas, a BB Consórcios mantém-se em 2º lugar no ranking Bacen (novembro/20), participação de mercado de 10,83%. No ano de 2020 o volume foi de R$ 1,52 bilhão, 94,6 mil cotas comercializadas no período de janeiro a dezembro. Cabe ressaltar que a BB Consórcios é a única administradora ligada à instituição financeira que oferta todos os segmentos de produtos, abrangendo, além das citadas acima, as modalidades de outros bens móveis (eletroeletrônicos) e serviços, nas quais a BB Consórcios mantém-se em 1º lugar no ranking Bacen (novembro/20), com 65,54% e 55,34% de participação, respectivamente.
Outro destaque da BB Consórcios é apresentar um dos menores índices de inadimplência de cotas contempladas do mercado. A inadimplência da Administradora, medida no mês de novembro de 2020 (5,91%), é 2,27p.p. menor que a média dos concorrentes (8,18%).
AÇÕES ESTRATÉGICAS
No ano de 2020, as iniciativas estratégicas contemplaram ações promocionais e mercadológicas.
Dentre as principais iniciativas adotadas pela empresa, destacam-se estudos de comparativo de mercado, penetração da empresa por Estado, por segmento e de perfil dos servidores públicos e beneficiários do INSS. Os estudos subsidiaram estratégias de comunicação para a força de vendas com foco nas características de cada região do País, elaboração de campanhas e cadastramento de convênios com o setor público, além de novas parcerias comerciais voltadas para o mercado do agronegócio, revendedores e concessionárias.
Neste ano, os esforços também se concentraram em investimentos em tecnologia, visando o aperfeiçoamento da jornada do cliente e a ampliação das funcionalidades disponíveis nos canais digitais. No primeiro semestre, a BB Consórcios entregou o pagamento de bens licenciáveis pelo App BB - tornando a jornada do cliente 100% digital e lançou a contratação do consórcio com débito em conta poupança. Isto reforça o objetivo de melhorar a experiência do cliente e reduzir despesas com foco na eficiência operacional.
Cabe destacar que as estratégias se pautaram no atendimento de práticas de suitability, adequando produtos de acordo com o perfil de clientes e reforçando o papel de planejamento financeiro, que o consórcio oferece.
INICIATIVAS SOCIAIS E SUSTENTÁVEIS
Em continuidade às ações voltadas às iniciativas sociais e sustentáveis, a BB Consórcios mantém grupos destinados a aquisição de bens e serviços sustentáveis para aquisição de bens não poluentes. A iniciativa visa permitir a compra de bicicletas convencionais e elétricas, também possibilita a aquisição de bens e serviços de eficiência energética e reuso de água, tais como placas fotovoltaicas e filtros de água.
Esta linha tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento sustentável do país e permitir que famílias, empresas e propriedades rurais planejem a instalação de equipamentos que preservem os recursos naturais do país e vem ao encontro da política específica de responsabilidade socioambiental, cujo objetivo é orientar o comportamento da administradora e estimular a adoção e disseminação de princípios de atuação em bases social e ambientalmente responsáveis.
SATISFAÇÃO DE CLIENTES
A BB Consórcios mantém a cultura de relacionamento e foco na satisfação dos clientes, envolvendo todos os colaboradores no tratamento e soluções tempestivas das demandas, o que possibilitou a Administradora ocupar o 24º lugar no ranking Bacen das empresas mais reclamadas do mercado.
As ocorrências registradas ao longo do 2S20, nos diversos canais disponíveis, Ouvidoria, Bacen, Procon, Portal do Consumidor e outros apresentaram aumento de 35%
no número de registros, em relação ao 1S20 e de 9% em relação ao 2S19.
A empresa também monitora os índices de satisfação dos clientes por meio da pesquisa NPS - Net Promoter Score, no mês de dezembro de 2020, a BB Consórcios obteve 34,5 pontos, mantendo-se na zona de aperfeiçoamento com 54,6% de clientes promotores.
Reafirmando o foco no cliente, a BB Consórcios apresenta a menor evasão de operações de consórcio dentre as principais empresas do mercado. Essa performance é fruto da qualidade e transparência do processo de comercialização e atendimento das redes de distribuição da Administradora (Rede BB, Parceiros Comerciais e Canais Digitais).
trimestre, carteira de 1,12 milhão de cotas ativas. Conforme o último dado disponibilizado pelo Banco Central (novembro/20), a participação de mercado da Administradora foi de 14,32%, crescimento de 1,8 p.p. em relação ao mesmo período de 2019 (12,52%).
No acumulado de resultados, em 2020, a BB Consórcios registrou a venda de mais de 393 mil novas cotas de consórcio e volume de negócios de R$ 12,77 bilhões. O crescimento em cotas comercializadas foi de 9,1% e o volume de negócios apresentou queda de 1,1% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior, devido ao impacto significativo da pandemia da Covid-19. Nesse período, as vendas nos Canais Digitais (Mobile, Internet e Terminais de Autoatendimento) e Parceiros somaram mais de R$ 3,0 bilhões.
Com essa performance, a BB Consórcios apresentou uma Receita de Prestação de Serviços, na visão acumulada até o quarto trimestre de 2020, R$ 1,4 bilhão, frente aos R$ 1,2 bilhão do mesmo período de 2019, o que representa um crescimento de 14,6%.
No ano de 2020, a partir da revisão dos processos da BB Consórcios, houve a necessidade do reconhecimento de provisões, que impactaram o resultado da Companhia em aproximadamente R$ 142 milhões, destes, R$ 129,7 milhões não são recorrentes.
Retirados os efeitos extraordinários citados acima, o lucro recorrente da BB Consórcios seria na ordem de R$ 675 milhões em 2020.
Registre-se que em agosto de 2020 houve a alteração do diretor presidente e do diretor executivo de negócios por decisão do Conselho de Administração.
CENÁRIO ECONÔMICO - MERCADO CONSÓRCIOS
De acordo com os últimos dados de Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o mercado de consórcios apresentou R$ 163,6 bilhões em volume de negócios, 21,5% a mais que o mesmo período de 2019. O número de participantes também apresentou aumento de 6,7%, atingindo 7,8 milhões, ante os 7,3 milhões de consorciados ativos no mesmo período do ano passado.
Entre janeiro e dezembro de 2020, foram comercializados 3,02 milhões de cotas. Até dezembro de 2020, foram disponibilizados R$ 52,6 bilhões em créditos, o que representa elevação de 24,9% quando comparado ao mesmo período do ano passado.
De acordo com informação divulgada pelo Banco Central, a BB Consórcios mantém a 3ª posição no ranking geral das administradoras de consórcio e a 2ª posição entre as administradoras vinculadas a instituições financeiras (posição dezembro de 2020 -
último dado disponível).
Na economia, a BB Consórcios, até dezembro de 2020, disponibilizou valor superior a R$ 6,08 bilhões, decorrente do pagamento de mais de 176,5 mil bens e serviços, gerando cada vez mais negócios para os diversos elos da cadeia produtiva.
GOVERNANÇA CORPORATIVA
A BB Consórcios possui uma estrutura de governança corporativa formada pelo Conselho de Administração, composto por sete membros e assessorado pelo Comitê de Auditoria, pelo Comitê de Riscos e de Capital e pela Diretoria Executiva, composta por três diretores estatutários. Possui ainda, um Conselho Fiscal com três membros titulares e dois suplentes.
Em agosto de 2020, houve a destituição do Diretor-Presidente e do Diretor Executivo de Negócios, por decisão do Conselho de Administração, substituídos por novos administradores, eleitos respectivamente em agosto e outubro de 2020.
Em busca da qualidade da gestão, a BB Consórcios adota boas práticas em governança corporativa e compromete-se com os princípios básicos de Transparência, Prestação de Contas, Equidade e Responsabilidade Socioambiental.
Em todos os níveis da BB Consórcios, as decisões são tomadas de forma colegiada, em fóruns qualificados, conforme o escalão ao qual foi formalmente atribuída a respectiva competência e alçada, com o apoio de comitês que garantem agilidade, qualidade e segurança ao processo. Dessa forma, também compartilhamos nossa visão administrativa, disseminamos conhecimentos, agregamos valor e qualidade ao nosso posicionamento e mitigamos riscos.
CAPITAL HUMANO
O quadro de colaboradores, no encerramento do ano de 2020, era composto por 59 funcionários ativos e 3 diretores estatutários, todos cedidos pelo Banco do Brasil S.A .
A política de valorização dos profissionais adotada pela BB Consórcios contempla a oferta de oportunidades de desenvolvimento e ascensão, além da implementação de melhoria nas condições do ambiente e no clima organizacional.
No ano de 2020, dentro do processo de capacitação e do Programa Sucessório, a BB Consórcios investiu na gestão do conhecimento e na capacitação de seus colaboradores. Ademais, continuou o processo de identificação de novos talentos e de formação de substitutos prontos e iniciou processo de mentoria para favorecer o compartilhamento de conhecimentos e experiências entre funcionários, visando à gestão do conhecimento corporativo e ao desenvolvimento de competências, assim buscando o equilíbrio corporativo e a perenidade da empresa.
Durante o ano, foram desenvolvidas ações de reconhecimento, com valorização ao desempenho, mérito e comprometimento e promoção da qualidade de vida no trabalho, buscando significado e sentido à atividade de cada funcionário e satisfação em fazer parte da BB Consórcios.
A BB Consórcios, buscando a prevenção contra o coronavírus (Covid-19) e a proteção de seus funcionários, colaboradores e da sociedade, adotou diversas medidas preventivas recomendadas por especialistas, Ministério da Saúde e autoridades, como por exemplo reorganização das atividades internas e jornada de trabalho, de forma a evitar a aglomeração de pessoas, comunicação interna periódica sobre o tema, dentre outras, reafirmando o compromisso com a saúde e segurança das pessoas.
A BB Consórcios permanece atenta à evolução da pandemia, avaliando impactos para a empresa e adotando medidas para a gestão do risco, visando a continuidade das operações de consórcios e a sustentabilidade da empresa. Apesar do impacto com a propagação da doença respiratória, a BB Consórcios, em alinhamento ao seu controlador, tem trabalhado para garantir serviços de qualidade, estando preparada para continuar atendendo às suas demandas.
GESTÃO DE RISCOS
GERENCIAMENTO DE RISCO E CAPITAL
A BB Consórcios adota política conservadora, alinhada à política de gerenciamento de riscos e de capital adotada pelo Conglomerado Banco do Brasil.
Utiliza-se, na BB Consórcios, o processo alinhado ao modelo utilizado pelo Banco do Brasil para identificação dos riscos da empresa, realizado a partir da análise dos segmentos de negócios explorados, direta ou indiretamente.
A partir do inventário de riscos é realizada a avaliação da relevância, considerando critérios quantitativos e qualitativos especificados em metodologia interna.
Os riscos considerados como relevantes são de crédito, operacional e de estratégia.
Na BB Consórcios, no que concerne às atividades de gestão de riscos e de capital, a Diretoria de Gestão de Riscos (Diris) do Banco do Brasil S.A. considera a empresa no processo de supervisão de riscos do conglomerado prudencial.
Para conhecer mais sobre o processo de gestão de riscos e de capital no Conglomerado Prudencial Banco do Brasil, acesse as informações disponíveis no Relatório de Gerenciamento de Riscos no website bb.com.br/ri.
CONTROLES INTERNOS
O processo de gerenciamento dos controles internos na Administradora é periodicamente avaliado por áreas gestoras de riscos, controles e auditoria interna do Conglomerado BB.
A BB Consórcios, subsidiária integral do Banco do Brasil, submete-se à sua estrutura de controle e risco e alinha-se às exigências do órgão regulador e às melhores práticas de governança corporativa.
A Administradora, como gestora de produto, possui responsabilidade primária de identificar e avaliar os riscos associados aos seus processos, produtos e serviços, bem como implementar e executar controles que mitiguem os riscos, possui conselho de administração e fiscal próprios, comitês, subcomitês e diretoria executiva detentora de autonomia administrativa formada por 1 (um) diretor-presidente e dois diretores executivos. A dinâmica de atuação do conselho de administração, da diretoria executiva, dos comitês e subcomitês encontra-se disciplinada nos respectivos regimentos internos.
O Comitê de Auditoria é responsável por avaliar a efetividade do sistema de controles internos da Instituição e das auditorias interna e independente, revisar, previamente à publicação, as demonstrações contábeis, exercer suas responsabilidades junto às sociedades controladas pelo Banco do Brasil que aderiram ao Comitê de Auditoria único.
O Comitê de Riscos e de Capital tem por finalidade assessorar o Conselho de Administração no que concerne ao exercício das suas funções relativas à gestão de riscos e de capital, de forma unificada, para as instituições integrantes do Conglomerado Prudencial do Banco do Brasil.
A Gerência de Riscos e Controles realiza, periodicamente, testes de conformidade visando à mitigação do risco de compliance. Também utiliza metodologia estruturada para avaliar a eficácia dos controles nos processos-chave da Administradora, com o objetivo de identificar oportunidades de melhorias.
AUDITORIA INDEPENDENTE
A BB Consórcios utiliza-se do serviço técnico profissional especializado prestado, atualmente, pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes, que tem por objetivo obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo sua opinião.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Agradecemos aos nossos clientes, fornecedores e parceiros pela confiança e credibilidade dispensada e aos nossos colaboradores pelo apoio, dedicação e profissionalismo que contribuíram para os resultados obtidos.
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Em milhares de Reais
BALANÇO PATRIMONIAL
AT I V O 31.12.2020 31.12.2019
Disponibilidades (Nota 5) 420 222
Ativos Financeiros 1.206.998 876.994
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (Nota 6.a) 1.148.754 818.296
Títulos e valores mobiliários (Nota 7.a) 50.513 52.822
Outros ativos financeiros (Nota 8) 7.731 5.876
Ativos fiscais 67.418 12.554
Correntes (Nota 13.d) 5.081 7.820
Diferidos (Nota 13.f) 62.337 4.734
Imobilizado de uso 97 54
Imobilizado de uso 142 77
(Depreciação acumulada) (45) (23)
Intangível 2 3
Ativos Intangíveis 6 6
(-) Amortização acumulada de ativos intangíveis (4) (3)
Outros ativos (Nota 8) 1.014 587
TOTAL DO ATIVO 1.275.949 890.414
PASSIVO/PATRIMÔNIO LÍQUIDO 31.12.2020 31.12.2019
Provisões (Nota 16.a) 218.609 13.923
Fiscais, cíveis e trabalhistas 12.393 13.923
Outras provisões (Nota 19.b) 206.216 --
Passivos fiscais 221.788 207.046
Correntes (Nota 13.e) 221.788 207.046
Outros passivos (Nota 9) 153.482 388.862
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 682.070 280.583
Capital 280.583 167.522
De domiciliados no país (Nota 12.a) 280.583 167.522
Reservas de Lucros (Nota 12.b) 401.487 113.061
TOTAL DO PASSIVO 1.275.949 890.414
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
2º Sem/2020 Exerc/2020 Exerc/2019
RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 9.721 21.830 37.282
Resultado de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 6.b) 9.236 20.454 34.781
Resultado de operações com títulos e valores mobiliários (Nota 7.b) 485 1.376 2.501
RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 9.721 21.830 37.282
OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS 555.187 999.863 894.233
Receitas de prestação de serviços (Nota 10.a) 775.491 1.402.743 1.224.313
Despesas de pessoal (Nota 10.b) (10.893) (21.754) (18.854)
Outras despesas administrativas (Nota 10.c) (8.461) (17.609) (19.393)
Despesas tributárias (Nota 13.c) (102.487) (185.824) (164.568)
Outras receitas/despesas (Nota (10.d) (98.463) (177.693) (127.265)
DESPESAS/REVERSÕES DE PROVISÕES (74.104) (168.844) (226)
Cíveis, fiscais e trabalhistas 721 1.529 (226)
Provisão para perdas nos grupos de consórcios (Nota 16.a e 19.b) (24.917) (120.465) --
Outras (Nota 16.a) (49.908) (49.908) --
RESULTADO OPERACIONAL 490.804 852.849 931.289
R ES U LT A D O N ÃO O P E R AC I O N A L (Nota 11) (17.226) (17.226) --
RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS E PARTICIPAÇÕES 473.578 835.623 931.289
IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 13.a) (166.167) (289.278) (315.364)
PARTICIPAÇÃO DE ADMINISTRADORES NO LUCRO (337) (675) (675)
LUCRO LÍQUIDO 307.074 545.670 615.250
Número de ações 14.100 14.100 14.100
Lucro por ação (R$) 21.778,30 38.700,00 43.634,75
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
2º Sem/2020 Exerc/2020 Exerc/2019
LUCRO LÍQUIDO DO PERÍODO 307.074 545.670 615.250
Outros resultados abrangentes -- -- --
Efeito dos impostos -- -- --
TOTAL DO RESULTADO ABRANGENTE 307.074 545.670 615.250
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
EVENTOS Capital Aumento de
Capital
Reservas de Lucros Lucros ou Prejuízos Acumulados
Total
Reserva Legal
Reservas Estatutárias
Saldos em 31.12.2018 167.522 -- 33.505 29.556 -- 230.583
Lucro líquido do período -- -- -- -- 615.250 615.250
Destinações: - Reservas (Nota 12.c) -- -- -- 50.000 (50.000) --
- Dividendos (R$ 40.088,65 por ação) (Nota 12.c)
-- -- -- -- (565.250) (565.250)
Saldos em 31.12.2019 167.522 -- 33.505 79.556 -- 280.583
Mutações do período -- -- -- 50.000 -- 50.000
Saldos em 30.06.2020 167.522 113.061 11.930 169.999 -- 462.512
Aumento de Capital - capitalização de reservas (Nota 12.a)
113.061 (113.061) -- -- -- --
Lucro líquido do período -- -- -- -- 307.074 307.074
Destinações: - Reservas (Nota 12.c) -- -- 15.353 204.205 (219.558) --
- Dividendos (R$ 6.206,81 por ação) (Nota 12.c) -- -- -- -- (87.516) (87.516)
Saldos em 31.12.2020 280.583 -- 27.283 374.204 -- 682.070
Mutações do período 113.061 (113.061) 15.353 204.205 -- 219.558
Saldos em 31.12.2019 167.522 -- 33.505 79.556 -- 280.583
Aumento de Capital - capitalização de reservas (Nota 12.a)
113.061 -- (33.505) (79.556) -- --
Lucro líquido do período -- -- -- -- 545.670 545.670
Destinações: - Reservas (Nota 12.c) -- -- 27.283 374.204 (401.487) --
- Dividendos (R$ 10.225,74 por ação) (Nota 12.c)
-- -- -- -- (114.183) (114.183)
Saldos em 31.12.2020 280.583 -- 27.283 374.204 -- 682.070
Mutações do período 113.061 -- (6.222) 294.648 -- 401.487
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA-MÉTODO INDIRETO
2º Sem/2020 Exerc/2020 Exerc/2019
FLUXOS DE CAIXA PROVENIENTES DAS OPERAÇÕES
Lucro antes dos Tributos e Participações 473.578 835.623 931.289
Ajustes ao Lucro antes dos Tributos e Participações 74.117 168.866 237
Reforço (Reversão) de provisões para passivos contingentes (721) (1.530) 226
Provisão para perdas nos grupos de consórcios 24.917 120.465 --
Provisão para ressarcimento de tarifas aos grupos 49.908 49.908 --
Despesas de depreciação e amortização 13 23 11
Lucro Ajustado antes dos Tributos e Participações 547.695 1.004.489 931.526
Variações Patrimoniais (490.855) (623.340) (433.561)
(Aumento) Redução em aplicações interfinanceiras de liquidez (445.180) (330.458) (170.174)
(Aumento) Redução em títulos e valores mobiliários 5.625 2.309 (9.806)
(Aumento) Redução em outros créditos 55.227 458 (2.148)
Imposto de renda e contribuição social pagos (83.387) (324.204) (264.203)
Aumento (Redução) em outros passivos (23.140) 28.555 12.770
CAIXA GERADO PELAS OPERAÇÕES 56.840 381.149 497.965
FLUXOS DE CAIXA PROVENIENTES DAS ATIVIDADES DE I N V ES T I M E N T O
Aquisição de imobilizado de uso (15) (65) (31)
CAIXA UTILIZADO PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (15) (65) (31)
FLUXOS DE CAIXA PROVENIENTES DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Dividendos pagos (57.204) (380.886) (497.888)
CAIXA UTILIZADO PELAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (57.204) (380.886) (497.888)
Variação Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa (379) 198 46
Início do período 799 222 176
Fim do período 420 420 222
Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa (379) 198 46
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
2º Sem/2020 Exerc/2020 Exerc/2019
R EC E I T A S 703.048 1.250.420 1.267.406
Receitas de intermediação financeira 9.721 21.830 37.282
Receitas de prestação de serviços (Nota 10.a)
775.491 1.402.743 1.224.313
Outras receitas/(despesas) (82.164) (174.153) 5.811
INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (115.442) (205.928) (151.452)
Ressarcimento de encargos e despesas ao Banco do Brasil S.A. (Nota 10.d)
(46.880) (87.512) (76.937)
Remuneração aos parceiros comerciais (Nota 10.d)
(45.828) (71.107) (47.872)
Taxas e tarifas e bancárias (Nota 10.d) (12.505) (24.754) (1.618)
Processamento de dados (Nota 10.c) (4.354) (10.150) (11.116)
Banco do Brasil - suporte operacional (Nota 10.d)
(2.307) (4.142) (3.226)
Comunicações (Nota 10.c) (462) (1.013) (2.010)
Outras (3.106) (7.250) (8.673)
VALOR ADICIONADO BRUTO 587.606 1.044.492 1.115.954
Despesas de depreciação/amortização (13) (23) (11)
VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE
587.593 1.044.492 1.115.943
VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR 587.593 100,00% 1.044.492 100,00% 1.115.943 100,00%
DISTRUIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO 587.593 100,00% 1.044.492 100,00% 1.115.943 100,00%
Pessoal 11.230 1,91% 22.429 2,15% 19.529 1,75%
Proventos e honorários 6.683 13.267 11.897
Participação de administradores no lucro 337 675 675
Benefícios e treinamentos 1.230 2.459 1.706
FGT S 428 865 774
Encargos sociais 2.552 5.163 4.477
Impostos, taxas e contribuições 268.654 45,72% 475.102 45.49% 479.932 43,01%
Fe d e r a i s 230.242 405.589 418.928
Municipais 38.412 69.513 61.004
Remuneração de capitais de terceiros 635 0,11% 1.268 0,12% 1.232 0,11%
Aluguéis (Nota 10.c) 635 1.268 1.232
Remuneração de capitais próprios 307.074 52,26% 545.670 52,24% 615.250 55,13%
Dividendos (Nota 12.c) 87.516 144.183 565.250
Lucros retidos (Nota 12.c) 219.558 401.487 50.000
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DOS RECURSOS DE CONSÓRCIO CONSOLIDADA
AT I V O 31.12.2019 31.12.2019
AT I V O 9.878.451 8.249.476
Caixas e equivalentes de caixa 4.929 --
Aplicações financeiras 3.485.352 2.991.472
Direitos junto a consorciados contemplados 6.388.170 5.258.004
CO M P E N S AÇ ÃO 45.113.202 39.614.380
Previsão mensal de recursos a receber de consorciados 536.685 453.641
Contribuições devidas ao grupo 23.225.234 20.443.355
Valor dos bens ou serviços a contemplar 21.351.283 18.717.384
TOTAL DO ATIVO 54.991.653 47.863.856
PASSIVO 31.12.2019 31.12.2019
PASSIVO 9.878.451 8.249.476
Obrigações com consorciados 5.024.763 4.002.150
Valores a repassar 81.040 75.292
Obrigações por contemplações a entregar 2.703.392 2.477.702
Recursos a devolver a consorciados 1.280.661 1.017.656
Recursos do grupo 788.595 676.676
CO M P E N S AÇ ÃO 45.113.202 39.614.380
Recursos mensais a receber de consorciados 536.685 453.641
Obrigações do grupo por contribuições 23.225.234 20.443.355
Bens ou serviços a contemplar 21.351.283 18.717.384
TOTAL DO PASSIVO 54.991.653 47.863.856
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES NAS DISPONIBILIDADES DE GRUPOS CO N S O L I DA DA
2º Sem/2020 Exerc/2020 Exerc/2019
DISPONIBILIDADES (início do período) 3.487.540 2.991.472 2.698.152
Caixa e equivalentes de caixa -- -- 63
Aplicações financeiras dos grupos 766.585 513.770 510.910
Aplicações financeiras vinculadas a contemplação 2.720.955 2.477.702 2.187.179
(+) RECURSOS COLETADOS 5.443.292 9.764.110 8.172.828
Contribuições para aquisição de bens 4.457.663 7.962.979 6.531.407
Taxa de administração 753.416 1.360.788 1.181.018
Contribuições ao fundo de reserva 150.232 268.857 221.309
Rendimentos de aplicações financeiras 24.710 68.725 135.892
Multas e juros moratórios 12.570 22.517 16.159
Prêmios de seguro 11.215 23.180 30.126
Custas judiciais -- -- 4
Reembolso de despesas de registro -- -- 10.631
Outros 33.486 57.064 46.282
(-) RECURSOS UTILIZADOS 5.440.551 9.265.301 7.879.508
Aquisição de bens 4.423.788 7.434.796 6.241.017
Taxa de administração 761.827 1.378.441 1.199.259
Multas e juros moratórios 6.222 11.171 6.694
Prêmios de seguro 14.702 32.319 30.731
Custas judiciais -- -- 93
Devolução a consorciados desligados 76.832 145.726 151.298
Despesas de registro de contrato -- -- 22.323
Outros 157.180 262.848 228.093
DISPONIBILIDADES (final do período) 3.490.281 3.490.281 2.991.472
Depósitos bancários 4.929 4.929 --
Aplicações financeiras dos grupos 781.960 781.960 513.770
Aplicações financeiras vinculadas a contemplação 2.703.392 2.703.392 2.477.702
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
NOTAS EXPLICATIVAS
Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado I - ADMINISTRADORA
1 - A BB CONSÓRCIOS E SUAS OPERAÇÕES
A BB Administradora de Consórcios S.A. (BB Consórcios) é uma sociedade anônima de capital fechado, controlada pelo Banco do Brasil S.A. (subsidiária integral), constituída em 12 de dezembro de 2003, com sede localizada no Setor de Autarquias Norte, Quadra 5, Lote B, Edifício Banco do Brasil, Torre Sul, 1º Andar, Asa Norte, Brasília- DF, com atuação em todo território nacional. A BB Consórcios atua no mercado de administração de grupos de consórcios destinados a facilitar o acesso a bens ou conjunto
de bens móveis duráveis, bens imóveis e serviços aos seus clientes - incluindo pessoas físicas de baixa renda e microempresários - e a prática de todas as operações permitidas pelas disposições legais e regulamentares às administradoras de consórcios.
Como parte integrante do Conglomerado Banco do Brasil, suas operações são conduzidas em um contexto que envolve um conjunto de empresas que atuam no mercado utilizando-se, de forma compartilhada, da infraestrutura tecnológica e administrativa dessas empresas. Suas demonstrações contábeis devem ser entendidas nesse contexto.
2 - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS a) Declaração de conformidade
As demonstrações contábeis individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil (Bacen), incluindo diretrizes contábeis emanadas da Lei das Sociedades por Ações com observância às normas e instruções da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quando aplicável. Todas as informações relevantes próprias das demonstrações contábeis estão evidenciadas e correspondem às utilizadas pela Administração em sua gestão.
Estas demonstrações contábeis individuais foram aprovadas e autorizadas para emissão pelo Conselho de Administração em 25.02.2021.
b) Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações contábeis individuais são apresentadas em Reais, que é a moeda funcional e de apresentação da BB Consórcios. Exceto quando indicado de outra forma, as informações financeiras quantitativas são apresentadas em milhares de Reais (R$
mil).
c) Continuidade
A Administração avaliou a capacidade de a BB Consórcios continuar operando normalmente e está convencida de que ela possui recursos para dar continuidade a seus negócios no futuro. Adicionalmente, a Administração não tem conhecimento sobre incerteza material que possa gerar dúvidas significativas a respeito de sua capacidade de continuar operando. Dessa forma, estas demonstrações contábeis individuais foram preparadas com base no pressuposto de continuidade operacional.
Embora o desaquecimento econômico decorrente da adoção de medidas de isolamento social para conter a pandemia da Covid-19 tenha atingido diversas empresas no Brasil e no mundo, a BB Consórcios possui capital e liquidez suficientes para suportar eventuais perdas projetadas para os negócios nesse período e nos que seguem. Entre outros motivos, isso está fundamentado no fato de que grande parte de suas operações negociais continua a ser conduzida nos diversos canais de atendimento que se somam a assessoria de qualidade.
Apesar da gravidade e ineditismo da atual conjuntura na história recente, considerando a experiência da BB Consórcios no gerenciamento e monitoramento de riscos, do capital e da liquidez, bem como as informações existentes no momento dessa avaliação, não foram identificados indícios de quaisquer eventos que possam interromper suas operações em um futuro previsível. Cabe acrescentar que as políticas econômicas anticíclicas adotadas por praticamente todos países ao redor do globo estão contribuindo para reduzir a incerteza, bem como os efeitos adversos sobre as empresas e as famílias.
d) Alterações nas políticas contábeis
As políticas e os métodos contábeis utilizados na preparação destas demonstrações contábeis individuais equivalem-se àqueles aplicados às demonstrações contábeis individuais referentes ao exercício encerrado em 31.12.2019.
e) Alterações na apresentação das demonstrações contábeis
Com base na Resolução BCB n.º 2/2020, a BB Consórcios realizou mudanças na apresentação das Demonstrações Contábeis, dentre as quais destacamos:
Balanço Patrimonial
Apresentação das contas do ativo e do passivo exclusivamente por ordem de liquidez e exigibilidade. A abertura de segregação entre circulante e não circulante está sendo divulgada nas respectivas notas explicativas;
Adoção de novas nomenclaturas e grupamentos de itens patrimoniais, tais como: caixa e equivalentes de caixa, ativos financeiros, provisão para perdas em outros créditos de liquidação duvidosa, ativos e passivos fiscais e provisões.
Demonstração do Resultado
Utilização de novas nomenclaturas de receitas e despesas de intermediação financeira em linha com os grupamentos apresentados no balanço patrimonial;
Apresentação em destaque das provisões para perdas em outros créditos de liquidação duvidosa e das provisões para riscos fiscais, cíveis e trabalhistas.
Notas Explicativas
Readequação da estrutura de apresentação das notas explicativas em função da adoção de novas nomenclaturas e grupamentos de itens patrimoniais e de resultado.
Inclusão da nota explicativa n.º 04 - Principais julgamentos e estimativas contábeis.
Outras informações
A BB Consórcios apresenta como demonstração financeira obrigatória a Demonstração do Resultado Abrangente (DRA).
Em cumprimento à Resolução BCB n.º 2/2020, a BB Consórcios observou o requerido pelo CPC 41 - Resultado por Ação para o cálculo do lucro por ação.
f) Convergência às normas internacionais de contabilidade
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emite pronunciamentos e interpretações contábeis alinhadas às normas internacionais de contabilidade e aprovadas pela CVM. O Bacen aprovou os seguintes pronunciamentos, observados integralmente pela BB Consórcios, quando aplicável:
Pronunciamento CPC Norma:
CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro Resolução CMN n.º 4.144/2012
CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos Circular Bacen n.º 3.387/2008
CPC 03 (R2) - Demonstração dos Fluxos de Caixa Circular Bacen n.º 3.950/2019
CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes Relacionadas Circular Bacen n.º 3.901/2018
CPC 10 (R1) - Pagamento Baseado em Ações Resolução CMN n.º 3.989/2011
CPC 23 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro Circular Bacen n.º 3579/2012
CPC 24 - Evento Subsequente Circular Bacen n.º 3.578/2012
CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes Circular Bacen n.º 3.484/2010
CPC 33 (R1) - Benefícios a Empregados Resolução CMN n.º 4.424/2015
CPC 41 - Resultado por ação Resolução BCB n.º 2/2020
CPC 46 - Mensuração do Valor Justo Circular Bacen n.º 3.966/2019
O Bacen também editou normas proprietárias que incorporam parcialmente os pronunciamentos emitidos pelo CPC e são aplicáveis às demonstrações contábeis individuais:
Norma Bacen Pronunciamento CPC
Eq u i v a l e n t e Circular Bacen n.º 3.818/2016 - reconhecimento contábil e mensuração dos componentes do ativo intangível.
CPC 04 (R1) Circular Bacen n.º 3.817/2016 - reconhecimento e registro contábil dos componentes do ativo imobilizado de uso.
CPC 27
Além disso, foi editada a Resolução CMN n.º 3.533/2008, cuja adoção iniciou- se em janeiro de 2012, a qual estabeleceu procedimentos para classificação, registro contábil e divulgação de operações de venda ou de transferência de ativos financeiros.
A BB Consórcios aplicou, ainda, os seguintes pronunciamentos que não são conflitantes com as normas do Bacen, conforme determina o artigo 22, § 2º, da Lei n.º 6.385/1976:
Pronunciamento CPC
CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
Pronunciamento CPC
CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
g) Normas recentemente emitidas a serem aplicadas em períodos futuros
Apresentamos abaixo um resumo sobre as novas normas que foram recentemente emitidas pelos órgãos reguladores, a serem adotadas pela BB Consórcios em data posterior à 31.12.2020.
Resolução BCB n.º 6, de 12 de agosto de 2020. A norma estabelece os critérios e os procedimentos para reconhecimento contábil e mensuração dos componentes do imobilizado de uso pelas administradoras de consórcio e pelas instituições de pagamento que devem registrar no ativo imobilizado de uso os bens tangíveis próprios e as benfeitorias realizadas em imóveis de terceiros, destinados à manutenção das suas atividades ou que tenham essa finalidade por período superior a um exercício social.
A Resolução BCB n.º 6/2020 entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2021.
Resolução BCB n.º 7, de 12 de agosto de 2020. A norma estabelece os critérios e os procedimentos para reconhecimento contábil e mensuração dos componentes do ativo intangível e veda o registro de ativo diferido pelas administradoras de consórcio e pelas instituições de pagamento que devem registrar no ativo intangível ativos não monetários identificáveis sem substância física, adquiridos ou desenvolvidos pela instituição, destinados à manutenção da instituição ou exercidos com essa finalidade.
A Resolução BCB n.º 7/2020 entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2021.
Resolução BCB n.º 9, de 12 de agosto de 2020. A norma estabelece que as instituições de pagamento e as administradoras de consórcio devem observar o Pronunciamento Técnico CPC 25, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), em 26 de junho de 2009, no reconhecimento, mensuração e divulgação de provisões, de contingências passivas e de contingências ativas.
A Resolução BCB n.º 9/2020 entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2021.
Resolução BCB n.º 15, de 17 de setembro de 2020. A norma consolida os critérios gerais para mensuração e reconhecimento de ativos e passivos fiscais, correntes e diferidos, aplicáveis às administradoras de consórcio e às instituições de pagamento e os procedimentos a serem observados pelas instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil na apresentação de pedido para dispensa de critério para constituição do ativo fiscal diferido ou para sua baixa e na divulgação de informações em notas explicativas.
A Resolução BCB n.º 15/2020 entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2021.
A BB Consórcios iniciou a avaliação dos impactos da adoção dos novos normativos. Eventuais impactos decorrentes da conclusão da avaliação serão considerados até a data de vigência de cada normativo..
3 - RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
As práticas adotadas pela BB Consórcios são aplicadas de forma consistente em todos os períodos apresentados nestas demonstrações contábeis.
a) Apuração do Resultado
Em conformidade com o regime de competência, as receitas e as despesas são reconhecidas na apuração do resultado do período a que pertencem e, quando se correlacionam, de forma simultânea, independentemente de recebimento ou pagamento.
As operações formalizadas com encargos financeiros pós-fixados são atualizadas pelo critério pro rata die, com base na variação dos respectivos indexadores pactuados, e as operações com encargos financeiros pré-fixados estão registradas pelo valor de resgate, retificado por conta de rendas a apropriar ou despesas a apropriar correspondentes ao período futuro.
As taxas de administração dos grupos de consórcios são escrituradas na administradora por ocasião de seu efetivo recebimento, quando é apropriada como receita (conforme Circular Bacen n.° 2.381/1993).
b) Mensuração a Valor Presente
Os ativos e passivos financeiros estão apresentados a valor presente em função da aplicação do regime de competência no reconhecimento das respectivas receitas e despesas de juros.
Os passivos não contratuais, representados essencialmente por provisões para demandas judiciais e obrigações legais, cuja data de desembolso é incerta e não está sob controle da BB Consórcios, estão mensurados a valor presente uma vez que são reconhecidos inicialmente pelo valor de desembolso estimado na data da avaliação e são atualizados mensalmente.
c) Caixa e Equivalentes de Caixa
Caixa e equivalentes de caixa estão representados por disponibilidades em moeda nacional, com alta liquidez, risco insignificante de mudança de valor justo (Nota 5). d) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez
As aplicações interfinanceiras de liquidez correspondem às operações compromissadas efetuadas junto ao Banco do Brasil S.A. e são registradas pelo valor de aplicação ou aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data de balanço e ajustadas por provisão para perdas, quando aplicável (Nota 6).
e) Títulos e Valores Mobiliários - TVM
Os títulos e valores mobiliários adquiridos para formação de carteira própria são registrados pelo valor efetivamente pago, inclusive corretagens e emolumentos, e se classificam em função da intenção da Administração da BB Consórcios, conforme Circular Bacen nº 3.068/2001 (Nota 7):
Títulos para Negociação: títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem negociados ativa e frequentemente, ajustados mensalmente pelo valor de mercado. Suas valorizações e desvalorizações são registradas, respectivamente, em contas de receitas e despesas do período.
A metodologia de ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários foi estabelecida com observância a critérios consistentes e verificáveis, que levam em consideração o preço médio de negociação na data da apuração ou, na falta desse, a divulgação de preço indicativo pela Anbima, ou a relação entre o PU e o valor de negócio mais recente nos últimos 30 dias, ou ainda o valor líquido provável de realização obtido por meio de modelos de precificação, utilizando curvas de risco de crédito, perspectiva interna de perda esperada, valores futuros de taxas de juros, taxas de câmbio, índice de preços e moedas e instrumentos financeiros semelhantes.
Os rendimentos obtidos pelos títulos e valores mobiliários, independente de como estão classificados, são apropriados pro rata die, observando o regime de competência até a data do vencimento ou da venda definitiva, pelo método exponencial ou linear, com base nas suas cláusulas de remuneração e na taxa de aquisição distribuída no prazo de fluência, reconhecidos diretamente no resultado do período.
Quando da alienação, a diferença apurada entre o valor da venda e o custo de aquisição atualizado pelos rendimentos é considerada como resultado da transação, sendo contabilizada na data da operação como lucro ou prejuízo com títulos e valores mobiliários.
f) Tributos
Os tributos são apurados com base nas alíquotas demonstradas no quadro a seguir:
Tributo Alíquota
Imposto de Renda (15% + adicional de 10%) 25%
Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL 9%
PIS/Pasep 1,65%
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins 7,6%
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN 5%
Os ativos fiscais diferidos (créditos tributários - Nota 13.f) e os passivos fiscais diferidos são constituídos pela aplicação das alíquotas vigentes dos tributos sobre suas respectivas bases. Para constituição, manutenção e baixa dos ativos fiscais diferidos são observados os critérios estabelecidos pela Circular Bacen nº 3.174/2003, e estão suportados por estudo de capacidade de realização.
g) Ativo Permanente
Imobilizado de Uso: o ativo imobilizado é avaliado pelo custo de aquisição, deduzido das perdas decorrentes de redução ao valor recuperável de ativos e da respectiva conta de depreciação, cujo valor é calculado pelo método linear pelo prazo de vida útil do ativo. A depreciação do imobilizado de uso é contabilizada em Outras Despesas Administrativas.
Intangível: o ativo intangível corresponde aos ativos não monetários identificáveis sem substância física, adquiridos ou desenvolvidos pela BB Consórcios, destinados à manutenção ou exercidos com essa finalidade.
Um ativo satisfaz o critério de identificação de um ativo intangível quando: for separável, ou seja, puder ser separado da empresa e vendido, transferido ou licenciado, alugado ou trocado individualmente ou junto a um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais, independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da empresa ou de outros direitos e obrigações.
Os ativos intangíveis possuem vida útil definida e referem-se basicamente aos desembolsos para aquisição de softwares, amortizados pelo método linear pelo prazo de vida útil a partir da data da sua disponibilidade para uso. Os ativos intangíveis são ajustados por perda por desvalorização (impairment), quando aplicável. A amortização dos ativos intangíveis é contabilizada em Outras Despesas Administrativas.
h) Redução ao Valor Recuperável de Ativos não Financeiros
Os ativos não financeiros são revisados para verificar se há alguma indicação de que possam ter sofrido desvalorização, sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável.
Havendo indicação de desvalorização, a BB Consórcios estima o valor recuperável do ativo, que é o maior entre o seu valor justo, menos os custos para vendê- lo, e o seu valor em uso.
Se o valor contábil do ativo for maior que o seu valor recuperável, o valor contábil é reduzido ao seu valor recuperável pelo registro de perda por desvalorização, reconhecida na Demonstração do Resultado.
As perdas registradas no resultado para ajuste ao valor recuperável desses ativos, quando houver, são demonstradas nas respectivas notas explicativas.
i) Provisões, Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais A BB Consórcios constitui provisões quando as condições mostram que:
(i) a BB Consórcios possui uma obrigação presente (legal ou construtiva) como resultado de eventos passados;
(ii) for provável que uma saída de benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação; e
(iii) o valor da obrigação pode ser apurado com segurança.
As provisões são constituídas com base na melhor estimativa de perdas prováveis.
A BB Consórcios monitora de forma contínua os processos judiciais em curso para avaliar, entre outras coisas:
(i) sua natureza e complexidade;
(ii) o andamento dos processos;
(iii) a opinião dos advogados; e
(iv) a experiência com processos similares.
Ao determinar se uma perda é provável, a BB Consórcios considera:
(i) a probabilidade de perda decorrente de reclamações que ocorram antes ou na data do balanço, mas que foram identificadas após aquela data, porém antes da divulgação das demonstrações contábeis; e
(ii) a necessidade de divulgar as reclamações ou eventos que ocorrem após a data do balanço, porém antes da divulgação das demonstrações contábeis.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações contábeis.
Quando há evidências que propiciem a garantia de sua realização, usualmente representado pelo trânsito em julgado da ação e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação por outro exigível, são reconhecidos como ativo.
j) Outros Ativos e Passivos
Os demais ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidas em base pro rata die e provisão para perda, quando julgada necessária. Os demais passivos estão demonstrados pelos valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos, quando aplicável, dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridos em base pro rata die.
k) Gerenciamento de Riscos e Capital
A BB Consórcios adota política conservadora, alinhada à política de gerenciamento de riscos e de capital adotada pelo Conglomerado Banco do Brasil.
Utiliza-se, na BB Consórcios, o processo alinhado ao modelo utilizado pelo Banco do Brasil para identificação dos riscos da empresa, realizado a partir da análise dos segmentos de negócios explorados, direta ou indiretamente.
A partir do inventário de riscos é realizada a avaliação da relevância, considerando critérios quantitativos e qualitativos especificados em metodologia interna.
Os riscos considerados como relevantes são de crédito, operacional e de estratégia.
Na BB Consórcios, no que concerne às atividades de gestão de riscos e de capital, a Diretoria de Gestão de Riscos (Diris) do Banco do Brasil S.A. considera a empresa nas atividades de gerenciamento de risco do conglomerado prudencial.
Para conhecer mais sobre o processo de gestão de riscos e de capital no Conglomerado Prudencial Banco do Brasil, acesse as informações disponíveis no Relatório de Gerenciamento de Riscos no website bb.com.br/ri.
l) Resultados Não Recorrentes
Conforme definido pela Resolução BCB n.º 2/2020, resultados não recorrentes são aqueles que não estão relacionados ou estão relacionados apenas de forma incidental com as atividades típicas da instituição, e não estão previstos para que ocorram com frequência em exercícios futuros. As informações do resultado recorrente e não recorrente constam da Nota 18.
4 - PRINCIPAIS JULGAMENTOS E ESTIMATIVAS CONTÁBEIS
A elaboração de demonstrações contábeis exige a aplicação de certas premissas e julgamentos relevantes que envolvem alto grau de incerteza e que podem produzir impacto material sobre essas demonstrações. Desse modo, requer que a Administração faça julgamentos e estimativas que afetam os valores reconhecidos de ativos, passivos, receitas e despesas. As estimativas e pressupostos adotados são analisados em uma base contínua, sendo as revisões realizadas reconhecidas no período em que a estimativa é reavaliada, com efeitos prospectivos. Ressalta-se que os resultados realizados podem ser diferentes das estimativas.
Considerando que existem alternativas ao tratamento contábil, os resultados divulgados pela BB Consórcios poderiam ser distintos, caso um tratamento diferente fosse escolhido. A Administração considera que as escolhas são apropriadas e que as demonstrações contábeis individuais apresentam, de forma adequada, a posição financeira da BB Consórcios e o resultado das suas operações em todos os aspectos materialmente relevantes.
Os ativos e os passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas abrangem itens, principalmente, para os quais é necessária uma avaliação a valor justo. As aplicações mais relevantes do exercício de julgamento e utilização de estimativas ocorrem em: a) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros
Ao final de cada período de reporte, a BB Consórcios avalia, com base em fontes internas e externas de informação, se há alguma indicação de que um ativo não financeiro possa ter sofrido desvalorização. Se houver indicação de desvalorização, a BB Consórcios estima o valor recuperável do ativo, que é o maior entre: i) seu valor justo menos os custos para vendê-lo; e ii) o seu valor em uso.
Se o valor recuperável do ativo for menor que o seu valor contábil, o valor contábil é reduzido ao seu valor recuperável pelo registro de perda por desvalorização.
A determinação do valor recuperável na avaliação de redução ao valor recuperável de ativos não financeiros requer que a Administração exerça julgamento e adote premissas. Essas estimativas são baseadas em preços cotados no mercado, cálculos de valor presente de outras técnicas de precificação, ou uma combinação de várias técnicas.
b) Impostos sobre os lucros
A determinação do montante global de impostos sobre os lucros requer interpretações e estimativas. Existem diversas transações e cálculos para os quais a determinação do valor final de imposto a pagar é incerta durante o ciclo normal de negócios. Outras interpretações e estimativas podem resultar num valor diferente de impostos sobre os lucros reconhecidos no período.