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Recife—Quinta-feira, 2§ de Abril de 1901 ANNO XXIV N. 93
A8SIAN ATURA CAPITAI
tres mexes .5^52
Seia meses 12f000
PAGAMENTO ADIANTADO
ilamero do dia 100 réis
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A881QNATURA TORA DA~CAPITA1
Seia mszef 14*000
Um anno 27*000
PAGAMENTO ADIANTADO
Numero atrazado 200 réis
Tocando e... rindo
Não. Os srs. senadores intelligentès, os srs.
deputados talentosos, não podem dizer hoje o que disse outr'ora o vencido dePavia : uTout est perdu fox§.VJionneur.y>
Não. So "poderàõdizer
o contrario. Perdeu- se tudo, tudo, principalmente a honra !
Se a honra é esse bom conceito que se tem
•ou que se procura ter, esse bom conceito que se impõe suavemente, que forma em torno de nosso nome e de nossa vida como que uma auréola de respeito, de sympathia ; que nos in- digita como um producto de selecção. como um exemplar de dignidade : se c isto que nos eleva e nos impõe um pouco acima do vul- gar... tudo, tudo está perdido, principalmente
a honra. /"
A sessão do congresso do estado, reansada hontem para approvar s nomeação illegal do sr. Santos Moreira foi a Pavia dos srs. deputa- des e dos srs. senadores intelligentès.
Lá se foram pela água abaixo as minhas queridas excepções catadas com tanto cuidado, tratadas com tanto carinho, defendidas até com tanto sacrifício !... EMu, infehx I
Lá se vão ellas, rolando na enxurrada bar- renta da mediocridade faminta e pulha, de en- volta com os madeiros broncos que sobrena- dam porque são ocos, de mistura com o« de- tritos apodrecidos de arvores que se esbôroa- çam carcomidas pela raiz, estragadas pelo cu- iajm das paixões baixas, roidas até o cerne pe- Us bezouros da falta de brio, pelos vermes da ambição, pelas philoxeras dos interesses pe- oueninos... lá se afundam ellas, as minhas de- cantadas excepções... pharoletes meio acce- sos meio apagados nomeio dos penedos bron- cos\io congresso, pharoletes ahi perdidos por descuido, que todavia poderiam n'um momen- to dad.o apontar o rumo verdadeiro, espancan- do com as suas luzes a caligem da ignorância, o negrunie da estupidez, servindo de guia aos inéxpertcs jangadeiros perdidos no meio d'a- quellas syrtes da política.
Eheu, in.felix! O que eu suppunha pharolê tes n'uma miragem optimista, nao passa de outros tantos pemedos informes. Como eu an- dava illudiilo e, sem querer, illudmdo a toda Sente ! As niinhas excepções não eram excep- cões : são regras.
Se o interesse c um sentimento, em logar de seí-o resultado de um raciocínio egoísta, e se a sua sede immediata é o coração ; o cdra*ão atrophiou o cérebro d'aquelles que eu conside- rava objectos daa minhas queridas exccpç*es, o jruue o interesse obumbrou-lhes a ratelligen- ria e fel-a descer ao nivel das cousas mais ras- teiras e mesquinhas. O que eu suppuafaa con- dor sahiu peru : o que| eu.apregoava de águia não paasa de caracará : em vez. da ave de ra- pina nobre e altiva, a ave de rapina pequenina
»»_ 7*01*5
Que dcsinusSo para mim e para todos.
Affirmam que hario México uma arvore fron- dosa, cuja sombra envenena e mata, hastando aue almiem descuidado'samenta ae abrigue sob ella por instantes, p.va que adormeça e morra. A política do partido unanime parece me é a arvore do Mesíco paraT a intelligencia c vara a honestidade, que a sua sombra ce abri- gam e adormecem descuidadas. Ao somno se-
|uc-se o aniquiUamento. O inteligente torna- se bestificado, o honesto... „mnmfnm.a
E como a morte é apenas uma transforma- cão a intelligencia morta transfonna-se em servilisme vivo, a honestidade cm ganância o indivíduo todo, de gente, passa a cousa.
re homem pensante e livre para renascer para- sita —vegetal sem idéas e sem vontade, preso, .eternamente preso á arvore que lhe da a seiva e... a vida.
Que desillusfio, meu Deus ! que paF£ mim e para todos
Os perigos pullulam como estrellas e se accumulam como nuvens a oceul- tar o sol que por tantos séculos illumi- nou milhares de consciência.
(Dc artigo de fundo do Diário de Pernambuco de hontem).
Salve estreíias scintillantes!
dizia o pdetá outr'ora !...
Salve estrellas pullulantes 1...
o poeta dfz agora.
Gazetilha do Jornal:
« O iílustre dr. Rosa e Silva, eminente vice- presidente da republica resolveu embarcar no dia 2 de maio próximo, a bordo do paquete Allanlique, com destino ao Rio de Janeiro, afim de presidir as sessões do senado federal.
Eminente ?... Eminente porque ?...
Porque vai presidir o senado ?
Noticia que deixou de sahir n'A Pro- vincia de terça-feira ultima por falta de espaço :
« O poder da vontade é uma das maio- res patranhas de Samuel Smiles.
Disse Emile Girardin, o creador da imprensa moderna, que o jornal deve ser posto na rua de manhã cedo e Cie- menceau pensa da mesma forma, apenas abrindo excepções em favor dos jornaes da tarde.
N© sabbado, ao começar a impressão d\á Provincia, a gaveta do motor desar- ranjou-se.
Gaveta desarranjada, na opinião de Crossley, é folha suspensa.
Não desanimamos ao encontro dessa terceira ou quarta difficuldade ou obstá- culo e, redobrando de coragem, decidi- mos tirar A Provincia a braço. »
O espirito galgava por ali acima num babujar de lesma somnolenta maculando as grimpaa convisinhas de um rochedo nú e intaliscado de ares- tas. O rochedo eram aquellas carnes fiacidas e atoucinhadas que deforma- ram-lhe pernas, ventre, pescoço e fa- ces. As arestas podiam chamar-se- lhes as insultuosas roscas, as violen- tas saliências dos músculos apinhoa- dos com duvidosa arte.
(Da secção Ciuamas do Diário de Pernambuc* de hontem.
O CULTO DOS GRANDES HOMENS NAS ESCOLAS
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seus deveres, na qualidade de presiden- { te, não só pelos seus companheiros de / directoria, como também pelos associa- / dos em geral.
Dada a palavra ao intelligente c crite- rioso sr. Júlio C. Cavalcante de Albu- ãuerque, foi desenvolvido ura magnífico iscurso de congratulações á marcha se- gura da sociedade.
Fallaram em seguida os talentosos ei- dadãos Cândido Feijó de Mello, que ma- ravilhou o auditório com sua phrnse cor- recta, Pedro de Parros Wanderley, qae revelou grande somma de aptidão^Euno Guimarães, mostrando-se possui der de vastos conhecimentos, Adolpho Meira de Vasconcellos, Antônio Cabral e Joaquim Pinto de Campos, que proferiram boni- ias allocuções. Encerrada a sessão, foi servido um modesto e agradável lunch, durante o qual trocaram-se vario.s brin- des, reinando a mais perfeita ordem e satisfação e terminando o festini pelas 12 horas da noite.»
BANALIDADES
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^V^gi^^g
Já de volta o Esmeraldino !.'•;
Quando chegou o c proieiro », a gloria do estylo fino ? Já de volta o Esmeraldino I Onde se oceulta o ladino disfarçado em cigarreiro ? Já de volta o Esmeraldino 1...
Quando chegou o «c proseiro » ?
Profnssor — Vamos, sr. Freitinhas, me responda: quem é o maior dos pernambucanos vivos ? Alumno — O sr. Rodrigão, da Lingueta,
Professor — Está enganado. Veja bem e não me faça vergonha ; eu ja lhe ensinei isto.
Alumno — Ah ! E' o conselheiro Rosa e Silva.
Professor — Perfeitamente. Brilhante futuro te aguarda, meu menino.
Mor-
desillusão Carnbiro Vüjslla.
Tíercales, assim se denominam as ex- plendfdas camisas incandescentes, as mais fortes alé hoje conhecidas e se acham á venda nas seguintes casas: LI- VRARIA FRANCEZA, Primeiro de Mar- ço, 9, A JVrtJRITIBA, Bom Jesus n. 41, A CUBANA, Marquez de Olinda n. 27, Manoel de BaiTQ* Cavalcante, Nova n. 18,
FORMIGAS DE 47AS
- O Jornal do Recife commenta no dia seguinte os despachos dá véspera e apre- cia os factos de moiio interessante :
«Segundo as notici8^s telegraphicas mais uma vez procura-se faz er uma entente entre a ÍKtewae oTransvaalr mas, não duvidamos affirmlr?ue ainda desta'vez as cousas conti- nuarão no mesmo pe.»
Não ha duvida : ainda desta vez as cousas continuarão no mesmo pé!. .•»
«O sr. d. Carlos não deixa de ser muito bom calholico por oppor-se ás explorações do fa- natismo, explosões que apenas provocam a desmoralisação da sublime doutrina do mar- tvr do Golgotha, indo até o ponto de semear a sizania num la;\ onde ató então pelo menos as- sim se suppunha, habitava a felicidade.»
S m. é rei e portanto deve agir como tal.
muito embora sangre o seu coração de esposo.
Não ha a menor duvida: s. m. el-rei d. Carlos agirá como tal, muito embora sangre o seu coração de esposo.
«Pensamos que, de um momento para outro, os negócios do Oriente tomarão uma feição muito seria.» ... . -j j
Não ha a mais ligeira duvida: de um momento para outro os negócios toma- rão etc, etc.
ViENNA. 33. Dúzentas damas da mais alta sociedade resolveram acompa- nhar a esposa do archí-duque Fer- (Telegramma do Diorto áe Pernam- buco de hontem.)
Em tão bôa companhia p'ra onde vae a archiduqueza
d'esse archiduque Fernando ? Eu fico aqui todo o dia,
nos vexames da iacerteza, pela resposta esperando...
Declaram»* a pedido do iílustre ,dr.
Celso de Souza, que, por deplorável en- gano da paginação do seu importante jor- nal, sahfu nas solicitadas de hontem um artigo do sr. major Fortunato Pinheiro .Coelho, distinetissimo correligionário de SS*
O artigo era de fundo e pelo tom nos pat-ece inútil a emendado dr. Ceieo.
y Fasemol-a, entretanto, porque «a ím- prensa é uma pátria inteUectual, onde não ha vencido* nem vencedores.» Pax
victis êt victoribus. „„„?„
—Mademoi-:elle tem aqui um assento
ao seu dispor!»• ,
A franceza com o natural desemba- raço das francezas retrucou-lhe prom- Ptamp«rdo«, mr.l 1} vj<f *%§£?*
Telegramma do Diário de Pernambuco:
« O Dia em artigo publicado hoje recorda as tradições e os serviços prestados pelo Diário.
Afürma que elle manterá as normas conser- vadoras, e que passou por grandes melhora- mentos.
Diz que o redactor chefe dr. Arthur Orlando e dr. Albuquerque são jornalistas de mérito.»
Telegramma sobre o mesmo assumpto n'A Provincia:
« Em artigo hoje publicado sobre a appari- ção do Diário de Pernambuco, O Dia mostra- se admirado por fazerem parte da redacção d'aquella folha os drs. Arthur Orlando e Arthur de Albuquerque.!)
Telegramma ainda sobre o mesmo as- sumpto no Jornal Pequeno:
« O Dia publicou hontem um artigo sobre a nova phase do Diário da Pernambuco.
N'esse escripte se oecupa dos drs. Arthur Orlando e Arthur de Albuquerque, extranhan- do que elles. íntimos amigos e ecropanheiros do dr. José Maria, até 4 de março de 1895, es- tejam redigindo agora o Diário, folha do con- selheiro Rosa e Silva.»
Rio, 23. — O subdito portuguez José Vieira Pinto assassinou em Copacaba- na ao preto Cypriano Costa por uma questão futií.
(Telegramma do Diário de Pernam- buco, de hontem).
Que facto grave e de importância não passageira!...
Quem tal diria e em tal distancia que o Zé Vieira
matasse gente e com jactancia, jactancia inteira!...
Que facto grave e de importância não passageira!...
E mais, diz elle, se observava o uao de casti- gar as creanças, para que ellas se lembrassem de um dia de tanta angustia e tristeza.
Todas essas cousas passaram e nio ha es- tomasro de rei ou de subdito que agüente hoje a cinza como um tempero de sacrifício...
Este anno as paschoas chegaram cedo : 17 de abril:
A 24 de março chegaram e chegarão de 1582 a 22#0 apenas duas veies : em 1799 e 1940 ; a SS de março chegaram em 1636,1704,1788,1845 e 1856 e chegarão em 1913, 2008 e 2160 e a 21 chegaram em 1*98,1093, 1761 e 1818 e o facto não se repreduzirá antes do século XXIII.
Houve ha poucos dias um leilão de livros an.
tigos, preciosidades e relíquias do espolio do sr. Guyot de Villeneuve, presidente da Socieda- de dos bibliophilos francezes.
Foi vendido um D. Juan de Moliére por 13.200 francos, ura Sganarelio por 3.000, as Pncieuses ridicules por 5.100 francos. O volu- me dos sentiments de Vacmdemie française sur la tragi-comedie de Cid, impresso em 1638 e que pertenceu ao cardeal do Richelieu, at- tingiu o preço de 9.420 francos e a Esther de Racine, com a dedicatória manuscripta do au- torámadame de Maintenon, chegou a 7.500 francos,
A bibliomania é uma paixão de ricos como todas as manias.
Os pobres não sofirem dessas moléstias ex- cessivamente caras...
Maceió, SS.— O governador do esta do dr. Euclides Malta offereceu ao se- nador Barão de Traipú um sumptuoso banquete, no qual foram trocados di- versos brindes políticos.
Se não é, parece logro,
um logro raso ou profundo...
Jantar o genro com o sogro é cousa que espante o mundo?
Crianças com convulsões — Rápida- mente curam-se com a «Chymaphylla Alba » do dr. Assis. 200 Médicos recei- tam este preparado em sua clinica, dia- riamente.—Vende-se em todas as phar- macias e drogarias.—Agentes: Guima- rães & C—Preço 30000
aue i'ai perdu mes deux l l. (Pen
que jm~ *>_ „-,Hi ns meus
sr. Ha muito que perdi os meus Cigarras do Diário de eles.)
(Da secção Jiontem).
Que desa/oro de arrancar pelles !...
Com o a fivnceza, Ze Marcellino perdtm ia tampos os seus dois eles, deixando cpe^as um interino...
E no Diário .do soberano
sahiu a phras e ne&7a _ maldita 1...
Caim da Rosa, mano do mano, o que fizeste de- Abel da dita .
Hontem ás õ horas da tardt? na esqui- na da rua Primeilro de Março um indi- viduo ao se enfrentar com outro cha- mou-o «official de gabinete.»
— Official de g.aJbiíaete e você 1 Nao seja insolente. Eu so.u um homem serio e me dou a respeito...- _
E se não fosse a intervenção de algu- mas pessoas a affronta receberia alli mes- mo o merecedissimo cas.tigo.
Não extranhamos essas cousas...
O dr Democrito Cavalcante quasi nos
•ngole.porque nós «^«o^ «dacmde
«redactor do Diário chamal-o
nambuco.
— Redactor do Diário 1 ainda maior ultrage!...
NâiD soffri
dos editoriaes do
De um dos editoriaes uo Jornal de hontem:
«...osr. dr. Rosa e Silva tern glorias e res- ponsabilidades próprias, bastantes aquellas para satistazerem a sua consciência, e sum- cientes estas para desafiarem os seus talentos e patriotismo, e augmentarem aquellas.»
As aquellas de s. exc. valem, pelo me- xios, o dobro das estas...
E o Jornal transcreveu umas ironias da Gazeta de Noticias:
« O nome do estadista pernambucano é alta- mente considerado em taes publicações^ con- sideração que é apenas o echo da opinião ge- ral sebre s. exc.»
nós hu- Opinião parcial,
anildemente.
corrigimos
DE PARIS
7 DB ABRIL.
(Conclusão)
Duas mortes enlutaram a semana : o padre Herzog, cura da Madeleine e uma das glorias do clero francez e a marqueza de Gallifet, uma das mais encantadoras mulheres da corte de Napoleão III, a mais admirada, talvez, pelas graças do seu espirito e pelas seducções da sua mocidade triumphante.
< Elle etait comme ura parure pour les fêtes au milieu desquelles on là rencontrait» disse um chronista que a apreciava no esplendor da rida.
A sua rara belleza possuia uma expressão verdadeiramente angélica e os que a conhece- ram antes da guerra evocam saudosos a lem- branca do ouro pallido dos seus cabellos ou da caricia dos seus olhos celestiaes.
Charles Cazin, o celebre pintor ultimamente fallecido, contava a inexplicável historia que lhe acontecera ha poucos annos :
« Pintei certo dia uma paysagem nocturna, sem preoccupaçSo de epocha e sem figura al- guma, paysagem simples e natural.
Ao pintal-a, porém, lembrei-me casualmente do terraço de Elseneur e de Hamleto em pre- sença do espectro do seu pae.
Yendi esse quadro a um amador norte-ame- rieaüo, que, tempo depois, me disse haver a sua mulher, senhora muito nervosa, exclama- do ao encarar o m£u trabalho :
— There is a ghost in this picture! (Ha um fantasma n'esse quadro!)
3Era semare com tristeza, affírma Arsène Alexandre, que Cazin se referia a tão extraní>o guecesso..
JL eesinba, para os fieis observadores da lei catlitíMca» ee restringe na semana santa aos legumes e ao.e peixes ; mas um cosinbeiro ha- bil transforma ess? iejum em banquete sem o risco de cahir nas proh.^iÇÕes da igreja.
Eis uma lista organisada pára um dia de quaresma de madame Recamier poi" Bnllat Savarin, o iílustre autor da P/íysiologie du
gout: ,
Potage au lait d'amandes
Canapés de Caviar.—Olives farcies á la mar- seillaise
Caisses d'ceufs gratinés aux morilles et au pat- mesan
Caneloni italiens á la morue truffée, aveccoulisde tomates
Vol-avi-vent de laitance de carpes au vin blanc Sorbet au marasquin
Saumon á la broche Truftes soas la serviette Salade d'émincés defocds darticbauts
Mou.ase á la pisíacb.e
EromagedeHollandeCâte grasse~POí?.eí> fceur- rées
^ Clergeaux.—Confitures de rõSÊS _ Hauí-Saíiternes, Clos-Vougeot, cbampagnefillC'
Café, vieil Aroiagnac, liqueur des iles.quot Antigamente os reis .de França davam aos vassallos exemplos de abstinência.
S.Luiz nfio comia alimentos gordos durante a quaresma e na sexta-feira santa jejuava a pão e água ; a alimentação de Luiz XI nesse dia era misturada em cinzas e a de Luiz XIV, famoso pelo seu appetite, um prato de sopa de raises ou de hervas.
O velho chronista Jehan Merlin narra que no século XIV as famílias piedosas comiam so- mente ervilhas, feijão branco, favas, raizes e pão ordinário.
A propósito do diade Paschoa, ^natole Fran- ce escreveu um artigo curioso e interessante.
São desse trabalho os períodos seguintes :
« Na antigüidade, ao approximar-se o solsti- cio do outomno, todas as mulheres do Oriente, do Nilo até Oronte, choravam durante sete dias, com atroadoras lamentações, o doce Ado- nic, que um deus cruel matara, condemnan- do-o a passar cada anno seis mezes em cima da terra e seis mezes enterrado.
Nessa epocha de lagrimas, as chorosas dis- punham pequenos vasos de argila no balcão de suas casas e semeavam grãos de luncho e de alfaee.
Debaixo da tepidez do sol as sementes ger- minavam depressa e quando os vasos se co- briam de verdura e de flores era o signal de que a vida animava o corpo do bello Adonis e o grito «Elle resuscitou !» corria de casa em casa e o delírio de um prazer frenético substi- tuia ás manifestações de dôr.
Atravez dos séculos, a alleluia dos hymnos christãos parece repetir o echo da alegria das syrias.
O uso de enviar ovos no dia de Paschoas é também uma tradição de antigüidade. O ovo tinha nas cosmogonias primitivas um myste- riosc symbolismo : na maior parte das theo- gonias ó um ovo fluetuando sobre as águas que dá nascimento ao mundo e a todos os se- res. A idéa de associar o ovo aos júbilos que celebiam a festa da primavera, é uso que se perde nas idades. O ovo, prisSo que o pássaro despedaça um dia para sabirvivo, forneceu aos christãos um emblema daresurreição de Jesus, sahindo vivo e triumphante da tumba que o encerrava.
Na Rússia os transeuntes se abraçam e di- aem:Christo resuscitou:
F, o outro responde :
Resuscitou verdadeiramente.
Contam que o czar Nicolau, tendo feito a saudação paschoal ao soldado, que montava guarda á porta do seu palácio, o soldado lhe retorquiu :
Não, pae 1 Elle não resuscitou...
O czar disse-lhe mais uma vez : Elle resuscitou...
Não, pae ! Elle nlo está vivo.:.
O soldado era judeu... »
Anatole France declara que dá a essa ane- cdota o valor merecido e se oecupa depois das Pasekoas do povo franoez, um povo «incre- dule e rieur.»
E. B.
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Na fraqueza muscular ou nervos,a causada pelas fadigas, pelos trabalhos intellectuaes, etc, o medicamento mais efficaz é o Vinho Caramurú, do dr. Assis.
—Vende-se em todas as drogarias e pharmacias.—Agentes: Guimarães Braga
& C—Preço 5^000.
Uma camisa ie baile de Dumas Pae
Quando entrei em casa de Dumas, elle estava deitado, muito doente, no seu gran- de leito, que enfrentava com o bello re- trato de seu filho tirado por Horacio Ver- net. Que sejas bemvinda, disse-me elle.
Estou doente ; tenho necessidade de tisa- na e chamo em vão Nathalia ; creio que me deixaram só. Quem te abriu apo.ta?
Ninguém, disse-lhe eu, ella nao estava fechada.
Conversámos um pouco e depois elle me pediu que lhe fizesse uma chicara de íilia. A cosinha estava deserta e o fogão apagado, Achei, todavia, com que fazer iogó, e lpgo lfte leyei essa bebida.
El)e bebeu cora gran.de prazer e me agradeceu. Seu semblante estava num triste estado, devido a uraa erupção da pelle que a tornava empolada, vermelha e luzente. « E dizer que é preciso que eu vá a um baile!» Pensei que elle caçoava, mas era serio. Fora convidado e insis- tido para a recepção de um embaixador em Paris. «Não posso deixar de compa- r£cer,»8Pprescentou, «tanto mais quando alíi' fteWpie er*ppntrar com uma mulher soeantadprà, mzü.é. $•, espaça de um di-
<d©*»ate líjaliapo.» '
* _ ^Q #§Í»ÍÍ9 #!b flue V°$ aChaes, pao deverieis -r«0flBWfcVÒ5 ,poip pesspa al- guma esta noite- *&!&«* Plí^ - guma esta uoite—. Voadnde Ue ver
Basta, basta ; tem a . *ilzer- as gavetas da minha commoda e <~
me se encontras ahi um pouco de rou- pa e uma gravata branca.
Então ?—interrogou elle, do leito.
Eu meucionei-lhe tudo quanto encer- ravam as gavetas.
« E' espantoso como se esquecera de mim, quando estou doente ! Que fazer l para vestir-me ?»
Ficou um instante pensativo e depois acerescentou:—Minha filha, examina a se- cretaria, alli» disse-me designando com a mão a gaveta onde guardava algumas moedas de ouro, quando as tinha.
« Não é possível 1 vê outra vez.»
Colloquei a gaveta sobre seu leito. «Ah!
recordei-me,» disse com tristeza.
Lembrei-ine também que, pouco tempo antes, tinha visto duas mãos muito déíi- cadas remecherem sem embaraço a poT bre reserva e não tinha deixado de dizer o que pensava deante da mulher que commettia esta acção vil. Ao que Dumas rindo, me respondera: «Não te afllijas, menina. Se não tenho mais dinheiro, ha macarrão na cosinha e eu vou preparar um de que te lembrarás sempre.
Mas, nesse momento, o grande homem não tinha nem uma, nem ontra cousa 1
Trazes algum dinheiro, íque m'o possa emprestar^—perguntou-me.
—Sim, disse eu -r quanto quereis ?
—O necessário para comprar uma ca- misa de baile. E se queres, far-me-ás o favor de ir-m'a comprar, tomando de- pressa um carro. Sobretudo, não voltes com as mãos vasias.
Era perto de oito horas da noite e cer- tamente não havia tempo a perder. Mui- to depressa, em carro de cocheira, fui suecessivamente ás grandes lojas, que ainda estavam abertas. Camisas de toda a espécie não faltavam, mais a medida é que não me servia. « Podemos fazer- vos estas camisas oor encommenda ; tel-as-éis ém* quatro óVciifeo 'dias», dis- se-meum caixeiro. Eu estava desolada visto querer ser agradável ao meu velho amigo.
De repente lembrei-me de uma lojaex- centricano alto das Batignolles pela qual tinha passado um dia em omnibus e cu- ja taboletabizarra havia attrahido minha attenção. Ella tinha este dístico : A' Ca- misa de Hercules. A loja ia a fechar-se no momento em que cheguei. Quando per- guntei se alli encontraria o numero que eu procurava duas empregadas me res- ponderam, com um não unanime. Mas uma dellas observou :—«Creio que nos resta ainda uma camisa desta medida ; mas é de côr.»
De côr para ir a um baile ! Que fazer !
—Vejamos, disse eu.
Fiquei espantada.
Solire mm fundo branco diabos verme- Ihos espetavam condemnados envolvidos em chammas amarellas. O plastrão dia- bolico muito engommado scintillava todo luzente.
Luiz recusal-a-á por causa dessa côr extraordinária, mas lembrei-me da phra- se de Dumas : «Sobretudo não voltes com as mãos vasias.» E tomei-a.
Demoraste muito, minha bôa menina.
Emfim, achaste? perguntou-me Dumas Sie, durante minha ausência, se levan- ra.Sim e não, isto é, não exactamente o que quereis. E' uma camisa de côr que tos trago. Elle ergueu-se brusca- mente e exclamou : — Uma camisa de côr para ir a um baile ! Estás louca, minha filha!
Expliquei-lhe então todas as minhas buscas inúteis.
Emfim, mostre-Me esta camisa.
Prudentemente receando a explosão das suas coleras africanas, pousei o pe- queno embrulho junto delle, e encami- nhei-me para a porta. Elle o abrio e en tão... cum a calma profunda que nos trópicos precede as tempestades, ficou imraovel a contemplar os desenhos phan- tasticos. Depois, ue repente, a tempes- tade estalou e, com a camisa a seus pés, fez ouvir verdadeiros rugidos. Essas co- leras são terríveis, mas não duram.
Todavia achei preferível ir-me embora.
Elle veio a mim e, mais calmo dis- se-me.
Irei assim mesmo. Espera-me ura mo- mento, ea te supplico.
Apanhou a camisa e passou para seu gabinete de toilette. Quando voltou, es- tava assim vestido: umas calças, uraa casaca e um colete preto, o qual era tão aberto que mostrava era todo o seu es- plendor o plastrão da camisa! Tinha sem duvida eaquecido a côr vermelha da única gravata que havia na commoda, pois seu furor recomeçou quando se vio obrigado a collocal-a. A carraagem, que eu tinha contractado, o esperava. En- fcrou pella sem me dizer uma palavra, evidentemente cheio de cólera, e eu o deixei triste e anciosa.
Ao fim de alguns dias elle me enviava um bilhete, dizendo-me : — Vem ligeiro, rainha bòa Menina. Tenho muitas coi- sas a te dizer. Achei-o radiante, e nâo comprehendendo o motivo, elle expli- cou-me:
E' quasi incrível, mas alcancei um verdadeiro suecesso! Tomou-se por uma innovaçâo original o aue não era abso- lutaraente isso, tu o sabe's. Fui cercado, acariciado, e creio que pegará d'ora era diante a moda de ir-se a bailes com ca- misa de côr.
Evitei lhe recordar qs desenhos da ca- misa.
E a gravata vermelha? perguntei-lhe.
Um outro suecesso! Tomou-se essa excentricidade como uma lembiança da minha amisade por Garibaldi; em sum- ma, estou encantado com o meu baile...
Mathilde Shaw.
que espalhou era vida não foram ainda esquecidos e, por essa razão, se achavam ainda hontem naquelle |templo os que delia se lembraram e correram a ofFere- cer-lhe as suas piedosas orações.
Entre as pessoas presentes notámos, alem dos parentes da finada e muitas se- nhoras. os srs. dr. Lourenço de Sá, coro- uel Francisco Torres, dr. Antônio J. de Albuquerque Mello, Cândido Alcoforado, dr. Francisco de Lima e Sá, dr. Feliciano André Gomes, coronel João Duarte, co- ronel Luiz Rocha, coronel Galhardo, co- ronel José Avelino R da Silva, Maximia- no Santiago, Alfredo Velloso da Silveira, Manoel. José Affonso. major Maximiano Lopes Machado, dr. Ayres Bello, Luiz Melanio França, dr. Breves, dr. Ascenço Mascaivnhas, Adolpho Cezar da Silva, José de Sá e Souza, dr. Francisco Cam- pello, liuricò Witruvio, da Gazela da Tar- de, m:jor Joaquim Gouveia Cordeiro, Antoniü Dias da Silva Cardeal, capitão F. Mag ilhães, Oliveira e Silva, José Tei- xeira Bastos, Graciliano Martins, da Ga- zela da Tmrde, capitão Monteiro Pessoa, João M. Rodrigues França, major Paula Mafra, Emílio Oliveira, dr. Antônio de Sá, Biüiior de Oliveira, dr. Rodolpho Go- mes da Silva, Carlos Lavra e os nossos collegas Balthazar Pereira e Gonçalves Maia.
A parodia.—Caricaturas de Raphael Eordallo Pinheiro e M. Gustavo Bordallo Pinheirp.
O melhor jornal dp caricaturas porj:u- guezás. AGENCIA JORNALÍSTICA, rua Q»!n3G de Novembro^ 31—Recife.
Çjvj"am hontem logar ua matria de Santo Antoníò 2S «j»8»? mandadas ceie- brar por alma de d. Olegárla da Gama Carneiro da Cunha, virtuosíssima esposa do dr. José Marianno Carneiro da Cunha, no segundo anniversario de seu infausto
passamento.. . „ .
As virtudes preclaras £ oç pgnefiqqs
Realisou domingo ultimo a sociedade litteraria Castro Alves a sua 5.» confe- rencia mensal, de que fora encarregado o hábil acadêmico de direito sr. Joa- quim Alerano Bandeira de Barros, que vantajosamente dissertou, por espaço de uraa hora, sobre a these : A historia, sua importância e utilidude em face de outras sciencias.
A concurrencia foi muito regular.
Para effectuar a 6.» conferência, que terá logar no dia 13 de maio próximo, foi designado o acadêmico Nj'lo Ca- mara.
Remetteram-nos:
«Pel;t coneeituadae feliz Casa do Ouro do sr. 15. Oliveira á rua Nova n. 53 foi pago hontem o bilhete n. 6574 da loteria federai extrahida segunda feira ultima, premi uio com a sorte grande de 15 con- tos de réis.
Os bilhetes pagos por esta feliz agen- cia, na importância de 235 contos de rs.
acham-se expostos na mesma.»
Communicam-nos que pela casa Rei da Fortuna, á praça da Independência n. 3 e 5, pertencente ao sr. Francisco de As- sis Fernandes Vianna, foi vendido o bi- lhete n. 38910, premiado com a sorte de 1:000£8ÜO, as approximações e toda dese- na da referida sorte, da loteria de Sergi- pe extrahida hontem.
jSBHKNiis longas viagens minhas, Lttvo no meu escarcello ¦ *.
G u-raíões e garratinhas
De champagne de Montibellc.
Uni peregrino.
No Gvmnasio Pernambucano, hoje ás 10 hor-s, terão lugar as provas escriptas de geometria e trigonometria e amanhã as mesmas horas as de physica e chimi- ca.
Na Faculdade de Direito termina hoje o praso improrogavel de 5 dias concedi- do aos alumnos que prestaram exames na 2». epocha, para fazerem suas novas matrículas nos annos superiores.
Reune-se hoje ás horas e no logar do costume a loja maçonica Philotimia,
O Grêmio Caixeiral Portuguez Benefi- cente Thomaz Ribeiro reune-se hoje em ássembíéa geral, ás 9 horas da noite, na rua do Livramento n. 25.
A irmandade de S. José de Riba-mar celebra a festa de seu padroeiro no do- iningo próximo, havendo triduo que co- ineçará hoje ás 6 e meia horas da tarde, Temos a satisfação de noticiar o res- tabelecimento do sr. Joaquim do Carmo Almeida, que victima de um lamentável accidente, achava-se de cama ha cerca de 15 dias.
O estimavel moço deu-nos hontem o prazer de sua visita.
A minha musa se inspira.
Briiica e salta, canta e ri, Se na mesa ha Cambuquira Ao lado de Lamuary.
Poeta das águas.
Secretaria da justiça. Despachos de ante- hontem, do sr. dr. governador do estado:
Herculano Júlio de Albuquerque, pedindo autorisação para matricular-se no Gymnasio Pernambucano. — Informe o dr. director do Gymnasio Pernambucano.
João_ Marques de Souza Cavalcante, ex-pro- fessor interino da cadeira de ensino primário de Santo Antônio, do municipio da Pedra, pe- dindo para que seja escripturado o sw»u orde- nado do mez de junho do anno próximo pas- sado, que deixou de receber por ter cabido em exercicio findo.—Informe o dr. director geral da secretaria da fazenda.
João do Nascimento Lopes de Barros, por seu procurador Tertuliano Cabral de Vascon- cellos, pedindo pagamento da importância do fornecimento d'agua e luz ã cadeia de Flores, durante o período de 1 de fevereiro a 30 de ju- nho do anno passado na importância de 270JJ, e não a de 2z7# como por engano foi requeri- d* em sua anterior petição de 10 de julho do anno findo. — Informe o sr. coronel comman- dante da brigada policial.
Recebedoria do estado. Despachos de hon- tem:
Severino José de SanfAnna.—Informe a 1.»
secção.
Maria José Valois, Manoel Cardoso Junior, José Luiz Netto, Bellarmina Maria do Nasci- mento, Bernardino da Costa Campos, Rosa Maria de Jesus, Narcisa Maria da Conceição, Francisca Amancia das Neves, Antônio de Pau- lo Botelho, Gregorio Antônio dos Santos Luiza de França Soares, Joanna Maria da Conceição.
—A' 1.» secção.
Manoel Franco Sc Irmão, Amorim Fernandes
& C—Informe a 3 * secção.
Gomes Fernandes.—A' 1." secção para fazer as devidas notas, restituindo-se o documento mediante recibo.
Francisca Emilia de Gusmão Ferreira —Não tem logar o que requer, em vista do disposto no art. 16 do reg. de 6 de julho de 1899.
Deolinda Maria da Conceição—Deferido, com relação ao exercicio de 1900 a 1901, em vista da informação.
José Antunes Ferreira, Rodrigues Lopes &
C.—Deferido, em vista da informação e por ser difTerente o ramo de negocio. O porteiro, Se-
bastião Cavalcante. *'
Champagne Montebello.
Depositários : Abrantes & C.
Escrevem-nos de Palmares:
«Illustres srs. redactores d'A Provin- cia.—Palmares, 22 de abril de 1901.—
Curaprimento-vos. Communico-vos que teve logar hontem, 21, nesta cidade, a posse da nova directoria do Monte-pio dos Operários da Estrada de Ferro Sul de Pernambuco, eleita em 5 do corrente e assim constituída: pres;denle, Evaristo Nunes; vice-presidente, Manoel Eusta- quio de Mello; 1-.* secretario, Manoel Luiz Ferreira; 2.° secretario, José Eugênio Lemoine; thesoureiro, Jos£ Antônio Ca- valcante; orado.r, Manoel Joaquim de Castro; procuradores, Ânanias Henri- quês e João de Barros Cavalcante.
Aberta a sessão solemne ás 6 e meia da tarde, presentes todos os associados e diversos cavalheiros distinetos, foi pelo presidente lido um bem elaborado rela- torio das oceurrencias havidas durante o anno social,
Feito o histórico da sociedade pelo orador, que apresentou, em nome do gre- ralo, os seus protestos de alto reconhe- cimento pelos relevantes serviços pres- tados pela exoi£\, era. d. Olympia Amélia de IQeÜo.. digna sócia bemfeitora e vir- tuosá esposado soçio Manoel Eustaquio dé Mello, e bem assim concluio verten- do uma lagrima de saudade qo tuniqlo do eminente e oonspiouo cidadão dr.
Luiz Machado Bittencourt, ficou empos- sada a nova directoria, lendo o presi- dente o seu programma de administra- ção.Tendo a palavra na ordem da inscrip- ção, o sócio José Pedro César agradeceu o cjijcurso presto _o dç^mpenho de
PARTE POLICIAL
Repartição Central, da Policia, 24 de abril de 1901. 2.» secção. N. 92. Ao cidadão con- selheiro dr. Antônio Gonçalves Ferreira, mui digno governador do estado.
Participo-vos^que foram hontem recolhidos á casa de detenção os seguintes indivíduos :
A'ordem do dr. delegado do 1.» districto da capital Adelaide Pereira de Lucena, .loaquma Maria da Conceição, Maria Joaquina Ge Albu- querque, Firmino Luiz de Souza. João Janua- rio Alves e João Francisco da Luz, por em- briaguez, Francisco Telles de Menezes, por crime de roubo.
A' ordem do subdelegado do RecilW João Marianno da Silva, como desordeiro.
A' ordem do subdelegado de Santo Antônio, Antônio Izidoro de SanfAnna, como gatuno.
Communicou-me o subdelegado do districto de S. Vicente do municipio de Timbaúba que, no dia 26 de março próximo passado em o lo- gar Meirim d'aquelle districto, o indivíduo de nome Joaquim Vicente de tal. armado de faca de ponta ferio mortalmente a João Francisco de Maria.
Contra o delinqüente que logrou evndir-se logo após a perpetração do crime, procede a mesma autoridade ás diligencias de cunformi- dade com a lei.
. O subdelegado do districto de Catende do municipio de Palmares participou-me que, em data de 19 do corrente, falieceu repentinamen- te na oceasião em que passava pelo engenho Bella Aurora d'aquella localidade, o carreiro de nome Juvencio Marques Barbosa.
Das diligencias a que procedeu a referida autoridade, ficou verificado que o infeliz sue- cumbira em conseqüência de congestão cere- bral, procedendo-se a tal respeito ás diligen- cias legaes.
Por telegramma datado de hontem, scienti- ficou-me o delegado de policia de Jatobá do municipio de Tacaratú que, o coronel Coriola- no Araujo Lima e seu filho Oscar, assassina»
ram n'aquella localidade, com um tiro de ba- camarte, o carregador José Braga,
Os criminosos foram presos em flagrante delicto e contra os mesmos procede-se ás di- ligencias de accordo com a lei,
Na madrugada de 21 do corrente em o sitio Brejinho do municipio de Quipapá, o indivi- duo de nome José Soares, ferio gravemente a Manoel Alexandre, conhecido por Manoel da Loca.
O delegado respectivo procede ás diligencias da lei, contra o delinqüente que logrou eva- dir-se.
Em data de 19 deste mez o commandante da força volante estacionada em Vioracia do mu- nicipio de Nazareth, capturou e recolheu á cadeia respectiva, o indivíduo Felippe Neves da Rocha, vulgo íelippe Can-han, por se achar pronunciado por crime de ferimentos graves em Lagoa Nova e de roubo de cavallos, em Lagoa Grande, do estado da Parahyba.
N'esta data foram remettidas ao dr. 1.» pro- motor publico da capital, por intermédio do dr. juiz municipal do 3.» districto criminal, ás diligencias policiaes procedidas contra Maria Honorina do Espirito-Santo, autora dos feri- mentos praticados em Maria Alexandrina da Conceição,
O cidadão Silvino José Ferreira de Barros entrou em data de 16 do corrente, no exercicio do cargo de subdelegado do districto da Bôa- Vista do Tipy, do municipio de Canhotinho, na qualidade de l.° supplente.
Saúde e frat^-nidade. — O chefe de policia, José Antônio Go.tçalves Mello.
I Houve um lamentável engano na trans- cripção que o nosso iílustre collega do Jornal tez do artigo da Gazela de Noti- cias do Rio sobre o brinde do vice-pre- sidente no banquete ulamamente offe- recido.
Sob a fôrma delicada e finamente iro- nica do jornalista fluminense, se con- demna n*aquelle artigo acrílica por ne- gação e a censura vaga e incolor qne, sobre a política federal deixou apenas entrever o vice-presidente no seu mimo- so discurso.
O jornalista fluminense faz até um pa- rallelo entre a mensagem do não menos cauteloso presidente de S. Paulo, que, referindo-se á questão financeira, acha- va que « não só o que estava feito era mesmo o que cumpria fosse feito, mas ainda que havia necessidade de perse- verar no plano adi ptado, cujos effeitos serão lentos mas segures», e o discurso do sr. vice-presidente, feito aliás n*um banquete de significação política, c em que esse chefe de partido, presidente de uma corporação legislativa, com accen- tuada influencia em todas as delibera- ções dos seus amigos políticos, apenas evita aproximar-se da questão financei- ra, que oecupa o paiz, para declarar que nenhuma responsahilidadelhecabe nella.
O jornalista fluminense cujo artigo o Jornal correu a offerecer ao iílustre vice- presidente como uma bandeja de pasteis, pensa que e na situação actual tem-se o direito de exigir mais : o direito de exi- gir que os que não querem a continua- ção da política financeira do sr. minis- tro da fazenda digam com precisão o que fariam ou o que farão no seu logar, para que, quando menos, se guardem as apparencias e pareça que a nação resol- ve sobre os seus destinos com perfeito conhecimento de causa.»
Foi o que o vice-presidente não fez.
Ora, transcrever tudo isso como con- sa muito amável e mandar ao vice-pre- sidente, só faz lembrar, aquelle?casou do barão que, tendo recebido umfpresente muito bonito e querendo presentear com elle a nm amigo que fazia annos no mesmo dia, nem se lembrou de levantar a toalha p*ra ver o que era e o enviou assim mesmo.
Tinha sido uma pilhéria o tal presente.
Serviço militar para hoje :
Superior do dia á guarniç5a o sr. tenente do 40.° Miguel Archanjo Baptista.
O 34.° de infantaria dará a guarnição da ei- dade.
Dia ao quartel general o amanuense Pedro Pessoa.
Uniforme n. 5,
—** < i»
Serviço da brigada policial para hoje : Superior do dia á guarnição o sr. capitão-fis- cal do 1.° batalhão Jeronvmo Odon Ferreira Ca- bral.
O 1.° batalhão dará a guarnição da cidade, com excepção da guarda da recebedoria que será dada pelo 2.°, que dará mais um subal- terno para a guarda de palácio e da do quartel que será dada pelo 3-° e o 1.° dará ainda a mu- sica cia parada.
Uniforme n. 5- Diversas ordens:
Determinou-se que o 8> batalhão de infan- taria fiz-sse apresentar por um official ama- nhã, ás 11 horas do dia. ao dr. juiz do 2.» dis- tricto criminal do Recite, na sala das audien- cias do Superior Tribunal de Justiça, o de- nunciado alferes da guarda nacional Paulo Pe- reira Simões, que se acha recolhido preso no estado-maior do mesmo, afim ue assistir a for- mação da culpa.
Serviço da companhia de bombeiros do Recife, para hoje 5
Qffiçiui 00 estado maior o sr. tenente coadjuvante João Taypto Lugam.
Inferior do dia, o 2" sargento eílectivo n. 2.
Cornraandantc da guarda, o cabo ar- vorado n. 5.
Corneteiro de piquete ao quartel a praça n. 16.
Uniforme n. 4.
Um telegramma de sensação, n*outro collega iílustre, nos annuncia, em pon- cas e concisas palavras que co sub- dito portuguez José Vieira Pinto as- sassinou em Copacabana ao preto Cv- priano por uma questão íntil »
A cousa é de tal natureza que eu não creio.
E* impossível que o portuguez José Vieira tenha assassinado o preto Cy- priano e muito menos por uraa questão futii.
Facto tão extraordinário nos teria sido também commuuicado e ao Jornal e en não me oecuparia u"eile nas minhas ba- nalidades, mas n'um artigo de fundo pn- xado a Prevost Paradol.
___________ G. M.
.METEOROLOGIA
Boletim da capitania do nono do Recife—Es- tado do tempo de 23: 24 dê abril ao meio dia:
Estado do céo—meio encoberto.
Estado atmospherico—variável.
Meteoros—chuviscos.
Vento—E S E fraco.
Estado do mar—chão.
Estado almosoherica. <nas ?-í horas üntmo- res—bom.
R Carlton, capitão do porto.
Capitania de AJagoas—Estado do tempo na mesma data:
Estado da teo—encoberto.
Estada atmospherico—variável.
Meteoros—chuva.
Vento—E aragem.
Estado do mar—pequenas vagas.
Estado atmospherico im* z-Z noras anierio-
••«—incerto.
Lemos Lessa, capitão do porto.
Leilões hoje.
Pelo agente Pestana—de varias mer- cadorias. ao meio-dia, em frente á por- ta da alfândega.
Pelo agente Gusmão—de moveis etc, ás 11 horas, na rua Joaquim Nabucp n.
59, Capunga.
Pelo agente Pinto—de moveis, fazen- das etc, ás 11, no sobrado n. 50 á rua do Bom Jesus.
Pelo agente Martins—dè^moreis etc , ás 11, no 2». andar n. 50 á rna das Trin- cheiras.
Missas fúnebres.
Hoje—ás 7 e ás 8 horas, no convento do Carmo, por alma de Joviniano Irineu Paes Barretto Filho.
Amanhã—ás 8, na Sé de Olinda, pôp al- ma do saudoso bispo desta diocese d.
Manoel dos Santos Pereira; ás 7 na ca- pella de Apipucos e às S e meia na ma- triz de Santo Antônio, por alma de d.
Maria Benevides Barbosa Vianna; ás 8 na Ordem Terceira do Carmo, pòr alma de d. Francélina Ferreira dos Santos Paiva.
Movimento dos presos da Casa de De- tenção do Recife, em 23 de abril de 1901:
Existiam ».... '635
Entraram 13
Sahiram 14
Existem » 634
A saber:
Nacionaes 593
Mulheres.
Estrangeiros Total.
Arraçoados bons Arraçoados doentes...
Arraçoados loucos. ..
Alimentados á cusla própria.
Correccionaes...
13 28 634 537 26 2 8 61
Total 634
MOVIMENTO OA ENFERMARIA
Existiam Entraram Sahiram Existem
262 2 26
PÜBLluâÇOfiS SÕLÍCf npAmç
Francisco braga & c, avisam aos seus freguezes que já receberam o especial vinho de COLLARES e vendep^ çm deci- mos e em gKrrafa§ qor preço sem com- petençia.
Rna ué Pedro Affonso n. 43.
ScTa.-rasponsabiiidacío cn
rsrtacção 3úliâ&riedade da Bello Jardim
Por preço módico vende-se a padaria denominada Nova, bem montada e muito afreguezada; quem pretender dirija-se á mesma ou aò hotel e bilhar na mesma lo- calidade, que encontrará com quem tra- tar. O motivo da venda se dirá ao com- prador.
m_ ———c»->^e
Henrique Dornellas, professor Utu>ado pela instrucção publica e ex-professor estadoal e municipal da cidade tíeVrium- pho nssie estado, lecciona nas residen- sias, a instrucção primaria^ p'ortuguez e francez com todo esmero ¦?. «»>~ÜTo5to.
mento.
Pôde ser procur»<Stt v#
dro n. 10.
¦e aproveita- pateo de S. Pe-
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