10 DIREITOS QUE TODO EMPREGADO DEVE CONHECER

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QUE TODO EMPREGADO

DEVE CONHECER

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ANOTAÇÃO NA CARTEIRA DE TRABALHO - CTPS

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Ao começar um novo emprego, o empregado deverá ter a sua Carteira de Trabalho (CTPS) anotada pelo seu empregador em até 05 (cinco) dias úteis contados do início da prestação de serviços.

É necessário que conste na Carteira de Trabalho (CTPS) as seguintes informações: Data de início do trabalho; Função; Salário; e Condições especiais, se houver.

O empregador não pode fazer anotações que desonre a conduta do empregado, como indicação de faltas injustificadas, demissão por justa causa ou qualquer outra situação que desqualifique o empregado, sob pena de caracterizar dano moral, que poderá ser cobrado na justiça em reclamação trabalhista.

Previsão na Lei: Art. 29 da CLT; Art. 29, § 4º, da CLT.

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TRABALHO SEM

CARTEIRA ASSINADA

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O trabalhador deverá ter a sua Carteira de Trabalho (CTPS) assinada pelo seu empregador, podendo este ser empresa ou pessoa física, quando presentes na relação todas as condições necessárias para se ter, de fato, um VÍNCULO de EMPREGO. Listaremos a seguir os requisitos e seus respectivos conceitos:

- Subordinação: O empregado deve ser submisso e cumprir as ordens do empregador, que determinará as condições do contrato de trabalho. Por exemplo: O patrão determina os dias e horários do trabalho e este aceita a sua ordem.

- Pessoalidade: Exige-se a pessoalidade do empregado no exercício das suas funções. Por exemplo, o empregado não pode indicar outro trabalhador para substituí-lo quando não puder comparecer ao serviço.

- Continuidade: É necessário que o contrato de trabalho seja contínuo e habitual (não eventual), sendo proibida a interrupção das atividades laborais. Por exemplo, é necessário que haja uma previsão de habitualidade a ser cumprida pelo trabalhador, podendo ser semanal, quinzenal ou mensal.

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- Onerosidade: É o recebimento de salário em troca dos serviços prestados pelo empregado. Por exemplo, enquanto o empregado cede sua mão de obra, o empregador paga o empregado por esses serviços prestados em seu favor.

- Alteridade: Este requisito determina que o empregador é responsável por todos os riscos do seu negócio praticado, proibindo que o empregador transfira essa responsabilidade ao seu empregado.

Por exemplo, se o negócio vai bem ou mal, o salário do empregado será garantido.

Dessa forma, caso estejam presentes todas as condições de vínculo de emprego e mesmo assim o empregador não assinou a Carteira de Trabalho, o que é extremamente comum, o empregado deverá ajuizar uma Reclamação Trabalhista contra o seu antigo empregador e pedir o reconhecimento do vínculo empregatício e a anotação da sua CTPS durante todo o período da prestação de serviços.

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Os benefícios mais comuns da anotação da Carteira de Trabalho ao trabalhador são:

Férias + 1/3; 13º Salário; Aviso Prévio; Horas Extras; Adicional de Insalubridade e Periculosidade; FGTS + multa;

Seguro-Desemprego e tempo contabilizado para Aposentadoria.

Previsão na Lei: Art. 2º e 3º da CLT.

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PRAZO DE PAGAMENTO DO SALÁRIO

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O empregado que receber salário de forma mensal, o que acontece na maioria dos casos, deverá receber o seu salário até o 5º dia útil do mês subsequente ao trabalhado.

Por exemplo: o empregado trabalhou no mês de janeiro, então deverá receber o seu salário até o 5º dia útil do mês de fevereiro, e assim por diante.

Previsão na Lei: Art. 459, § 1º da CLT.

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FÉRIAS E 13º SALÁRIO

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4.1 FÉRIAS:

Todo empregado terá direito, todo ano, a gozar de tirar 30 dias corridos de férias. O empregado adquire o direito de tirar férias após completados 12 meses de vigência do seu contrato de trabalho, que poderão ser usadas em até 3 períodos diferentes, porém com um desses períodos com, no mínimo, 14 dias.

No período de férias, o empregado deve receber o seu salário acrescido de um terço da sua remuneração.

Por exemplo: o empregado cujo salário é de R$ 1.200,00 receberá, no período das suas férias, o valor de R$ 1.200,00 + R$ 400,00 = R$

1.600,00.

O empregado, caso queira, poderá vender ao empregador até 10 dias de suas férias.

Previsão na Lei: Art. 129 e 130 da CLT; e Art. 7º, XVII, da CF/1988.

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4.2 13 º SALÁRIO:

Todo empregado terá direito a receber o 13º salário no valor de sua remuneração, de acordo com a quantidade de meses trabalhados no ano.

Exemplo 1: empregado, com salário de R$ 1.200,00, trabalhou para o seu empregador durante todo o ano corrente, desde janeiro até dezembro. Deverá receber o valor cheio do salário = R$ 1.200,00.

Exemplo 2: empregado trabalhou para o seu empregador apenas metade de um ano corrente, desde julho até dezembro.

Deverá receber o valor do salário dividido por 2 = R$ 1.200,00/2 = R$

600,00.

O 13º salário poderá ser pago em 2 vezes pelo empregador, sendo a primeira metade até novembro e a segunda metade até 20 de dezembro.

Previsão na Lei: Art. 7º, VIII, da CF/1988.

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5.1 HORAS EXTRAS:

A duração da jornada de trabalho normal é de 08:00 horas diárias e 44:00 horas semanais, ressalvado os contratos atípicos que determinam jornadas diferenciadas.

Caso o empregado faça horas extras, estas deverão ser pagas com o acréscimo de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) superior à hora normal, podendo, em caso de instrumentos coletivos (convenção coletiva e acordo coletivo), o valor da hora extra ser em percentual superior.

A empresa poderá adotar o regime de banco de horas e, se assim o fizer, o trabalhador que prestar horas extras não receberá o valor em dinheiro, mas sim compensará com alguma redução na sua jornada, de acordo com a quantidade de horas extras tiver prestado.

Previsão na Lei: Art. 58 da CLT; Art. 59, § 1 da CLT; e Art. 7º, XIII, da CF/1988.

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5.2 ADICIONAL NOTURNO:

O empregado que trabalhar em horário noturno, ou seja, entre 22:00 horas e 05:00 horas do dia seguinte, deverá receber um adicional de, no mínimo, 20% (vinte por cento) do seu salário.

Previsão na Lei: Art. 73, § 1º da CLT.

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INTERVALOS: INTRAJORNADA (ALMOÇO) E INTERJORNADA (ENTRE DUAS

JORNADAS DE TRABALHO)

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O empregado tem direito ao intervalo de descanso durante a sua jornada de trabalho e entre as suas jornadas de trabalho, de modo que, caso o empregado não cumpra os intervalos da maneira disposta pela Lei, terá direito ao recebimento do intervalo suprimido com acréscimo de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho.

6.1 INTERVALO INTRAJORNADA:

• Se o empregado trabalhar por mais de 06 (seis) horas, terá direito à, no mínimo, 01 (uma) hora de descanso durante a sua jornada de trabalho diária;

• Se o empregado trabalhar por menos de 06 (seis) horas e por mais de 04 (quatro) horas, terá direito à, no mínimo, 15 (quinze) minutos de descanso durante a sua jornada de trabalho diária;

• Se o empregado trabalhar por até 04 (quatro) horas, o empregado não terá direito ao descanso durante a sua jornada de trabalho diária.

Previsão na Lei: Art. 71 da CLT.

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6.2 INTERVALO INTERJORNADA:

Entre 02 (duas) jornadas de trabalho, o empregado tem direito a, no mínimo, 11 (onze) horas de descanso consecutivas.

Por exemplo, o empregado que termina o seu trabalho às 18:00 horas de um dia, somente poderá entrar no trabalho novamente a partir das 06:00 horas do outro dia.

Previsão na Lei: Art. 66 da CLT.

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Quando o empregador estiver cometendo faltas graves, o empregado poderá requerer, junto à Justiça do Trabalho, o reconhecimento da rescisão indireta do seu contrato de trabalho, também conhecida como “justa causa do empregador”, e, assim, receberá as verbas rescisórias devidas na modalidade de demissão sem justa causa.

São hipóteses de justa causa do empregador, por exemplo:

atraso no pagamento de salário; ausência de recolhimento do FGTS e INSS; o empregador exigir serviços superiores a força do trabalhador; o empregador determinar condutas contrárias a lei; o empregador expor o trabalhador a situação de risco; o empregador não efetuar o pagamento de horas extras ou adicional de periculosidade; dentre outros.

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8.1 DEMISSÃO SEM JUSTA CAUSA:

No caso de demissão sem justa causa, o empregado deverá receber as seguintes verbas rescisórias:

• Saldo de salário;

• 40% de multa do saldo FGTS (com possibilidade de movimentar conta);

• Férias vencidas em dobro, se houver;

• Férias simples (adquiridas mas não vencidas), se houver;

• Férias proporcionais acrescidas do terço constitucional;

• 13º salário proporcional;

• Aviso prévio, podendo ser trabalhados ou pagos (a quantidade de dias depende do período trabalhado pelo empregado na mesma empresa);

• O trabalhador também adquire o direito de solicitar o Seguro-Desemprego, a depender do tempo de serviço.

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8.2 DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA:

No caso de demissão por justa causa, o empregado deverá receber as seguintes verbas rescisórias:

• Saldo de salário;

• Férias vencidas em dobro, se houver;

• Depósito do FGTS referente ao mês da rescisão (sem poder movimentar conta);

• O empregado perde o direito às demais verbas rescisórias como férias e 13º salário proporcionais, multa do FGTS e aviso prévio, além de perder o direito de solicitar o Seguro-Desemprego.

8.3 DEMISSÃO POR ACORDO:

No caso de demissão por acordo entre empregado e empregador, o empregado deverá receber as seguintes verbas rescisórias:

• Saldo de salário;

• 20% de multa do saldo FGTS (com possibilidade de movimentar conta);

• Férias vencidas, se houver;

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• Férias proporcionais;

• 13º salário proporcional;

• Metade do aviso prévio (se for indenizado).

8.4 PEDIDO DE DEMISSÃO:

No caso de pedido de demissão, o empregado deverá receber as seguintes verbas rescisórias:

• Saldo de salário;

• 13º salário proporcional;

• Férias vencidas, se houver, e proporcionais, acrescidas de 1/3 constitucional.

• Nesse caso o FGTS não será acrescido da multa de 40% e ficará retido, ou seja, o funcionário não poderá sacá-lo, exceto em casos excepcionais.

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O empregador deverá pagar ao empregado as verbas rescisórias até 10 (dez) dias contados após o término do contrato.

Se o empregador não pagar as verbas rescisórias dentro do prazo correto, este será penalizado por uma multa, que determina que o empregador deverá fazer o pagamento no valor de 01 (hum) salário ao empregado.

Previsão na Lei: Art. 477, § 6º da CLT.

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O seguro-desemprego será devido apenas nos casos em que o trabalhador for demitido sem justa causa, pois o benefício foi criado para situações nas quais o empregado perde seu trabalho de forma abrupta, sem qualquer planejamento.

Portanto, quem pede demissão está renunciando ao seu emprego e, portanto, não terá direito a receber as parcelas do seguro-desemprego.

Previsão na Lei: Art. 3º da Lei nº 7.998/1990.

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