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Texto

(1)

TEJirO — bom, nevoeiro pela manhã.

¦TEMPERATURA — em li- geira elevação.

VENTOS — de nordeste, fracos. Visibilidade boa.

MÁXIMA — 2S.4 (Rangu)

MÍNIMA — 12.4 (Bangu)

JORNAL DO BRASIL

Rio de Janeiro — Quarta-feira, 4 de julho de 1962 Ano LXXII — N.o 153

GOULART REPELE MINISTÉRIO IMPOPULAR

JORNAL DO BRASIL — At. Rio Branco, 110/112 — Tel. 22-1818 — End. Tel.:

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ENCONTRADO dia 30 de Ju nho em Ipanema cão box marrou claro. Darão da Torre n." 652. Sr. Ari.

PERDERAM-SE documentos do carro 2-05-01 e carteira de habilitação de Gllda Mor- ques de Cerqueira. Favor to- lefone 42-1284.

PERDEU-SE uma licença de vendedor ambulante 0159 895, de Antônio Rodri- gues de Sousa. Pede-se a quem achou, entregar na R.

Cap. Macieira 64. Madureira.

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3 758, na portaria deste Jornal.

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O Presidente João Goulart recusou-se ontem a assinar os atos de nomeação dos componentes do novo Conselho de Ministros, declarando ao Sr. Auro de Moura Andrade a disposição de repelir qual- quer Gabinete que lhe seja indicado contra as as- pirações populares, entre as quais o Presidente in- elui a manutenção da política externa indepen- dente.

Prevendo a hipótese de um conflito entre a sua e a vontade da maioria partidária, com a verifica- ção da impossibilidade de manter-se o Governo, o Presidente da República determinou ao Procurador- Geral que examinasse o Ato Adicional para lhe in- dicar os limites a que poderia ser levada a sua re- sistência: — Quero solucionar esta crise — disse

— dentro da ordem legal, cuja manutenção é um ' dos meus deveres principais.

Retirando-se à tarde de Brasília para a fazen- da de Uruaçu, em Goiás, o Sr. João Goulart afir- mou que os grupos antipopulares não. o levarão a

"uma terceira transigência", no sentido, de aceitar um Gabinete em que as.Pastas militares sejam con- fiadas aos mesmos elementos que pretenderam gol- pear em setembro a Constituição para impedir a sua posse.

Em Brasília, apontavam-se os seguintes mem- bros para o Gabinete, escolhidos jpelo Primeiro-Mi- nistro: Guerra, General Nelson de Melo; Aeronáuti- ca. Brigadeiro Reis de Carvalho; Marinha, Almiran- te Teles Bardi; Fazenda, Sr. Miguel Calmon; Ex- terior, Sr. Vasco Leitão da Cunha; Justiça, Sr. Bro- ca Filho; Trabalho, Srs. Nelson Omegna ou Hugo de Faria; Indústria e Comércio, Sr. Olavo Fontou- ra; Minas e Energia, Sr. Monteiro de Castro; Via- cão, Virgílio Távora; Educação, Sr. Paulo Pinheiro Chagas; Saúde, Sr. Clóvis Salgado ou Geraldo Car- valho; Agricultura, Sr. Barros de Carvalho.

Homenageado, à noite, pelo Senado, o Sr. Mou- ra Andrade anunciou que pretende pedir poderes especiais ao Congresso para enfrentar os graves pro- blemas do País_ A UDN, em reunião, condicionou seu apoio ao Governo: 1) a que seja formado um Gabinete de alto gabarito moral; 2) a que se arme um esquema militar capaz "de

garantir a tranqüi- lidade pública".

No Rio, a CNTI convocou reunião de presiden- tes de todas as confederações, federações e sindica- tos para apreciar o novo Ministério e decidir sobre a deflagração de greve geral. (Páginas 3 e 6, Coisas da Política) .

LIVRES PARÁ ANDAR DE LAMBRETÁ M

CAP1BARIBE INVADE O RECIFE

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MCE reduz tarifa sobre

café e cacau

Bruxela; (AP-JB) — Os seis paises membros do Mercado Comum Europeu decidiram, ontem, reduzir em 40 por cen- to a tarifa comum para ns lm- portações de café e cacau.

A decisão foi tomada numa reunlüo preparatória, antes do encontro com os representantes de 16 paises africanos, associa- dos à, Comunidade Econômica Européia, e o Surlnü (Guiana.

Holandesa), que brevemente a ela se associará. O encontro se- rá, hoje e amanhã.

O MCE investirá 781 milhões de dólares nos 16 paises africa- nos e no Surlnã, assim como em áreas de domínio francês e holandês (Nova Guiné Ociden- tal).

A enchente do Rio Ca- piharibe ameaça as po- pulações ribeirinhas vas proximidades do Recife (foto). No interior, na Zona da Mata, os rios transbordam, derruhan.

do casas e deixando cen- tenas de famílias desa- brigadas. A cheia causa grandes prejuízos tam- bém em Alagoas, onde uma faixa dc cem quilo- metros de extensão está praticamente sob as

águas. (Página 4)

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PROCLAMADA A ARGÉLIA

INDEPENDENTE

Jovens muçulmanos comejmorattf, dc lambrela, a independência da Argélia. (Radiofoto AP)

Exército

ocupa Tinguá ao meio-dia

O Exército ocupará jao meio- dia de hoje a árèayèó Tinguá, em poder de lavradores, numa operação que será dirigida pelo Comandante da I Divi- são de Infantaria, General Au- gusto Magessi.,' e terá como objetivo proteger as reservas florestais e /os mananciais dc água da r^egião, responsável pelo abastecimento da Guana- bara. ../..

O líder dos posseiros, Sr.

Simplicio da Rosa. responsabi- llza o.^INIC pela situação cria- da, ijaòfc- sua única função na kejfSfà^i cobrar as prestações ..,jdoí terrenos vendidos — a"mjt<prlh a médicos, militares u aMistàS do rádio e da tele- ,^«*_»...'.'(Pág. 10)

27-9797

ervrço..

Jnsélisait

Maria Ester cotada para semifinais

A tenista brasileira Maria Ester Bueno cias- sificou-se ontem para as semifinais de Wimbledon, ao vencer, numa partida repleta de lances emocio- n a n t e s, a australiana Lesley Turner, por 2 a 6, 6 a 4 e 6 a 2.

Sua principal rival, a norte-americana Darlene Hard, íoi eliminada por 6 a 4 e 6 a 3 pela tcheca Vera Sukova, uma senho- ra de 30 anos, com quem a brasileira se defronta- rá sexta-feira próxima na semifinal.

SARAMPO ATRASOU GARRINCHA

*' ____%_ffiʧL\ WÉtomY ví:-^— *

*'^/^HB _fl^_H8BTO^*^^wW^™WBfflBBr

O Presidente De Gaulle, após uma reunião com o Conselho de Ministros, em Paris, proclamou a inde- pendência da Argélia, pas- sando. o Poder Executivo Provisório da nova nação a Abderrahman Fares.

Env Argel o Primeiro- Ministro Ben Youssef Ben Khedda concitou europeus e muçulmano^ à união para impedir que "ambi- ciosos e demagogos" im- p 1 a i\,t e m uma ditadura militar.

Tão logo íoi divulgado o pronunciamento do Ge- neral De Gaulle os Esta- dos Unidos reconheceram a Argélia como Estado so- berano. Atitude idêntica foi tomada pelo Brasil, que, através de telegra- ma do Presidente J o ã o G o u 1 art, congratulou-se com o Governo Provisório argelino. (Página 2)

Garrincha não viajou on- tem com o Botafogo para Belo Horizonte porque teve de levar ao vièdico quatro filhas, que estão com sarafnpo.' Isso, pelo menos, foi o que èle disse a Nilton Santos, que foi ouscá-lo às pressas em Pau Grande, para viajar, encontrando-o tranqüila- mente em conversa com seu amigo Swing (tam- bém na foto). Garrincha não brigou com o clube e . já hoje viajará com NU- ton Santos. (Página 12)

San Tiago Dantas a líderes sindicais: política externa independente é intocável

Max acusa Lacerda

e Peçanha

O Presidente da Cofap, Sn Max do Kêgo Monteiro, res- pondendo a críticas dos Go- vernadores da Guanabara e do Estado do Rio, a propósi- to da falta de gêneros, disse, ontem, que essas autorida- des são "locutores dos tuba- rões", acrescentando que ca- be aos seus governos manter

"polícias especializadas na repressão ao crime contra a economia popular, ao invés de transferir suas responsa- bilidades para órgãos fe- derais".

Durante o dia de ontem, guarnições da Radiopatru- lha foram deslocadas para policiar armazéns de cereais e mercados populares, a fim de prevenir depredações se- melhantes às de Niterói. O policiamento ostensivo foi reforçado à tarde. (Pág. 5).

Agradecendo a homena- gem que lhe íoi prestada no Itamarati, ontem, pelos lide- res sindicais, o ex-Chanceler San Tiago Dantas propôs aos trabalhadores a adoção do slogan A Politica Exter- na Independente é Intocá- vei, como a Petrobrás, por- que o Itamarati consolidou uma linha de frente "que jamais abandonará e que é o ponto de detonação de um grande processo em cadeia, que se estenderá a todos os setores da vida nacional".

O Sr. San Tiago Dantas recebeu os trabalhadores às 17 h, no Salão Nobre do Ita- marati, momentos após des- pedir-se dos funcionários do Ministério do Exterior, aos quais declarou que "a ação deste Ministério pertence à opinião pública, começa no povo ou nele se acaba".

Disse também o ex-Chan- celer que a política externa independente, cujo iniclador foi o Senador Afonso Arinos de Melo Franco, desempe- nhou, nos últimos tempos,

"papel pioneiro na luta pela reafirmação dos destinos do Brasil, com uma visão uni- versallsta, e não paroquial".

(Página 4)

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Alcindo Guanabara, 17 sl 1609

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(2)

2—1.° Cad., Jornal do Brasil, 4,»-felra, 4-7-62

Líderes argelinos chegam em De Gaulle proclamxra indepen

triunfo déncia

a Argel da Argélia

¦ Argel (AP-UPI-FP-JB) — CHEGADA t — Ao chegar ontem a esta Ca-

"-pitai, horas após ser procla- -mada a Independência da Ar- . gélia, o Chefe do Governo pro- visório argelino, Primeiro-Mi- nistro Ben Youssef Beu Khed- da, concitou europeus e mu- çulmanos à união pára impe- ' dir que "ambiciosos e demago- gos" implantem uma ditadura militar.

Enquanto Ben Khedda era recebido carinhosamente em . Argel, o Exército de Libertação Nacional entrava, triunfalmen- te,:em Orã, onde um grupo de europeus destruiu o monumen- t,o erigido em memória aos franceses mortos na segunda guerra mundial, em sinal de protesto contra a independeu- cia da Argélia.

Todo o mundo saúda a nova

nação

Washington (AP-UPI-FP-JB) — Os Estados Unidos reconheceram ontem it Argélia como Estado bu- btrano e anunciaram o estabe- lccimcnto dc relações tllplumútl- cas com o nõvo pai.0, "tão logo ucjíim completadas as Xormalida- des". O Presidente Kennedy nílr- mou que a Independência arge- lma. "é um passo impor tanto para a maior compreensão da dlvnidade do homem".

O Primeiro-Ministro soviético Nlkita Kruschev, por sua vez, íe- licitou ontem o Premier argelino Youssef Ben K.eclda, pela osma- gíidoia votação em íavor da ln- dependência. O Governo soviéti- co, aílrmou Kruschev, tem a ln- tenção de reforçai- ainda mais os laços do amizade entre a União Soviética e uma Argélia oiiora ln- dependente.

OCIDENTE E ORIENTE

As mensagens de congratulações e reconhecimento íorriiat" <Xo Es- tado, argelino chegaram ontem, do Oriente e do Ocidente, à novn nação independente do norto dft África, apesar dus nuvens amea- çadoras de guerra civil.

A Grã-Bretanhn, reconheceu o p. is 6 se declarou pronta a en- - cetar relações diplomáticas, anun*

ciando "cordiais boas-vindas da, Grã-Bretanha ao Estado da Ai- géllt".

A Noruega, a Itália, a Dlna- marca, o Canada, a Holanda, a Bélgica, a Jordânia, o Kuwait, o Senegal, a Turquia c a Suécia re- conheceram também, cm caráter oficial, o Estado Independente. A China vermelha fêz o mesmo,.

stm procurar aproveitar a situa- (;fto para propaganda.

O telegrama tle Kruschev, re- transmitido pela Radio de Moscou üiz que o povo e o Governo so- viéticos acolheram a noticia do resultado do referendo realizado domingo "com

grande alegria a satisfação", acrescentando que o fato "íoi um nôvo e íorte golps contra o colonialismo", "um exem- pio Inspirador para outros povos que ainda definham na escravi- dão colonial" e aplaudindo o po- vo argelino por sua "vitória no referendo a respeito da auto- determinação".

O Presidente Kennedy, em de- claraçfl.0 feita, ontem, pela ma- nhã, pediu uma maior coopera- ção entre o novo pais o o povo c o Governo norte-americanos.

Posteriormente, um porta-voz do Departamento dc Estado íéz ns seguintes declarações:

"O Departamento dc Estado considera a declaração emitida esta manhã pela Casa Branca co- mo uni reconhecimento da Argé- lia como Estado soberano e ln- dependente

¦ Tão logo sejam completados as formalidades, os Estados Unidos estabelecerão relações com o Go- vèrno argelino."

O Consulado-Gcral norte-amerl- cano em Argel será elevado à ca- tegorla de Embaixada c o Cônsul- Geral William J. Porter será de- slgnado representante Interino dos Estados Unidos, até que seja no- .meado tim Embaixador.

runclonárlos do Departamentu dc Estado, no entanto, afirmaram que o Governo náo tinha motivos para acelerar o estabelecimento da relações. O adiamento dará tem- po aos Estados Unidos de verlíl- car que regime terá a Argélia.

BOM SENSO

O Governo dc Roma anunciou o reconhecimento e o Chanceler Attlllo Plcclonl disse que seu Go- vêrno se sentia feliz de observar

"com sincera satisfação que a ra- zão e o bom senso prevaleceram nu Argélia" e prometeu colabora- çáo. no Interesse dos dois povos e da causa da paz.

¦ O Governo alemào ocidental, por sua vez, Informou à Argélia, que reconhece sua Independência e bobcranla e que deseja estabele- cer relações diplomáticas com o nôvo pais.

O Primeiro-Ministro norueguês Hlnar Gcrhardscn telcgrafou do Oslo oo Presidente Executivo Pro- visório da Argélia, reconhecendo a independência do pais, enquan- to do Madri, u Chanceler Fernan- do Maria Castclla enviava um te- legrama expressando seus melho- res votos para a Argélia, por oca- filão da sua independência.

O Presidente Nasser enviou um cabograma de felicitações ao Pri- meiro-Mlnlstro YoÜBéef Ben Khed- da pela independência da Argé- lla, afirmando que "vossa Inde- pendência, Justamente conseguida, não é de modo aljum o fim da ':-,$_ gloriosa

luta que foi coroada com a declaraçfio da Independência da ..ftjlfe Argélia, mas sim, abre a porta a outra luta, para afirmar a dtgnl- dade da Argélia".

Meio milhão de muçulmanos sairam às ruas para receber Ben Khedda, que chegou pro- cedente de Tunes, acompanha- do de dez dos doze ministros que formam o Governo Provi- sórlo da República Argelina.

Os dois ausentes são Moham- med Ben Bella e Mohammed Khlder, ambos acusados de pretenderem dar um golpe pa- ra conduzir a Argélia para a esquerda.

Após breve discurso no aero- porto, no qual reafirmou que os acordos de '

Évian com a Trança seriam cumpridos fi- elmente, Ben Khedda dirigiu- se ao centro da cidade, em pé num jipe, tendo a seu lado o Vice-Primelro-Mlnistro Belka- cem Krim, um dos principais arquitetos dos acordos de Évi- an, que abriram o caminho pa- ra a independência da Argélia.

Numa alusão inequívoca a Ben Bella, líder da facção na- cionalista mais radical, contra- ria à cooperação com a França, Ben Khedda conclamou os ar-

A FESTA

gelinos à, "união contra o po- der pessoal, os homens ambl- ciosos, as aventuras militares, os demagogos e os fascistas de iodos os tipos".

PROCLAMAÇAO

Enquanto em Paris o Prcsi- dente De Gaulle proclamava ao término de uma reunião do Conselho de Ministros, a inde- pendência da Argélia, o alto comissário francês, Christian Pouche, transmitia o poder ao Presidente do Executivo Provi- sórlo, Abderrahman Fares. que anunciou, logo em seguida, os resultados oficiais do plebiscito sóbre a autodeterminação.

No momento da cerimônia, Fares procedeu à leitura de uma carta do General De Gaul- lc, na qual êste apresentava

" seus votos, profundar, ente sinceros, e os de toda a França, por um feliz futuro da Argé- lia". Ao ser içada a bandeira argelina, os milhares de mu- çulmanos presentes em Rocher

Nolr irromperam numa ruiiosa ovação. Muitos chegaram a chorar de emoção.

UNIDADE

Enquanto os argelinos come- moravam em todo o pais a in- dependência, o comando do CNRA (Conselho Nacional da Revolução Argelina) de Orca, lançava um k apelo no sentido de ser realizada uma reunião do organismo supremo da re- volução para examinar a crise criada com a cisão no seio dos nacionalistas.

O comando diz que a reunião do CNRA visa a salvar o pais de crise '*desencadeada pela mórbida ambição de alguns", impedir uma luta fratrlcida e preservar a unidade do povo argelino.

Circulos autorizados ligados a Ben Bella, dizem que a união dos dois grupos nacionalistas dissidentes, só poderá ser con- seguida depois das eleições para a escolha dos futuros dirigentes da Argélia.

¦ Paris (UPI-JB) — Cumprln- do a proijiessa que fizera ao retornar ao poder, hà quatro nnos, o Presidente Charles De Gaulle proclamou, ontem, .sole- nemente, a independência da Argélia, onde a França serA representada, agora, pelo Em- baixador Jenn-Marcel Jeanner ney, ex-ministro c professor de Economia e Ciência Politica. ná Universidade de Pari.s.

Pouco depois da proclama- ção, o alto comissário francês na Argélia, Christian Fouchet, entregou ao Presidente do e>:e- cutivo provisório argelino, Ab- derrahmane Fares, c o m u n i- cando a decisão do Governo francês enquanto cm Paris era publicado um decreto termi- nando com o mandato dos par- lamentares representantes da Argélia.

PROCLAMAÇAO

Em sua carta a Fares, de- clara De Gaulle que a partii daquele momento a autoridade e a soberania sobre o território dos antigos departamentos franceses na Argélia passam às

mãos do governo provisório do Estado argelino.

— Nesta solene ocasião, de- sejo expressar a V. Ex.*, Se- nhor Presidente, os profundos e sinceros votos que eu e toda a França formulamos pelo fu- turo da Argélia, diz a procla- mação do Presidente De Gaul- le aprovada em reunião espe- ciai de 15 minutos, realizada pelo Gabinete, às 9 li 30 m (hora local) e dada a conhecer uma hora depois.

Acredita-se que Fouchet, que exerceu até a proclamação da independência as funções, de Alto Comissário francês na Ar- gélia, regressará em breve ò, França, onde deverá ser deslg- nado Ministro Encarregado de Assuntos Norte-Aíricanos. em substituição a Louis Joxe, ACORDOS

Em virtude do Acordo de Évian, que suspendeiras hostl- lidades íranco-argelinas e pre- parou o caminho para a inde- pendência, a França continua- rá mantendo tropas na Argélia durante um período de três anos. Os franceses manterão,

ainda, a grande base aerona- vai de Mers-El-Kebir por quln- ze anos e outras bases menores por cinco anos. i

Ainda em decorrência do acordo, a França perceberá cinqüenta por ednto dns rendas provenientes da exploração pe- trolifera .do Deserto do Saara.

Os argelinos prometeram as mais amplas garantias para a minoria européia no nôvd Es- tado predominantemente mu- çulmano.

AJUDA

Por sua vez, a França pro- meteu manter substancial aju- da econômica c financeira à Argélia, a qual não consegui- ria sobreviver sem ela. "Essa é a garantia das garantias", dis- se De Gaulle, referindo-se á futura cooperação entre os dois paises.

Entre outras coisas que o fim da luta na Argélia perml- tira está a completa reorgani- zação do Exército francês, que chegou a empregar no grande território norte-afrlcano 550 000 homens, tendo hoje 280 000 sol- dados ali. Sabe-se que até o

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Jovens nrge .nns festejam, em Argel, a independência dn Argélia. (Ixiidiofoto da IPI) , 1

Fala ao homem

JBo da

FLN no Brasil

festeja ndependencia

Ben Bella e os coronéis

A vinte db abril, liam- mam Mellegue, o mais im- portante campo militar do Exército de Libertação Na- cional (ELN) argelino, re- cebeu entusiàsticamente Ben Bella e mais quatro Ministros (Boudiaf, Ait Ahmed, Bitat Rabah e Ma- hovied Khider) do Govêr- no revolucionário, liberta- dos pelos franceses em conseqüência do acordo de Évian. Era cabeça áa ho- menagem o Coronel Bou- meâianne, Chefe áo Esta- áo-Maior do ELN. Ben Bel- la, pregou, em termos can- dentes, a necessiáade de

uma imediata reforma

agrária na Argélia livre, enquanto Boumeáianne ae-

¦jinià as tarefas futuras do Exército revolucionário.

Sóbre o campo militar, fai- a>_ gigantesca, advertia:

"A independência é ape- nas uma etapa, a revolu- ção continua."

Desde que deixou a pri- são, procura Ben Bella em- polgàr os quadros áa revo- lução argelina, testando sua popularidade especial-

mente junto aos coniin- gentes do ELN. Estes, en- durecidos e politizados na luta de sete anos contra os franceses, e com alguns de seus comandantes tomados por tendências cesaristas, seriam um campo ãe aces- so fácil à politica áe culto à personalidade, de Ben Bella, apoiada em lingúa- gem extremada.

A luta pelo poder, Ben Beila á frente de uma fac- ção, Ben Khedda, Chefe do Governo revolucionário, a frente áe outra, chegou ao seu ponto mais crítico du- rante a última reunião do Conselho Nacional da Re- volução Argelina (CNRA), Parlamento revolucionário, j convocaâo para deciáir sô- bre o futuro da Frente de Libertação Nacional (FLN) no processo político que se iria abrir na Argélia, depois áe 1 de julho. O acordo entre a FLN e a OES, feito para evitar que a Argélia começasse, com- pletamente arrasaáa, sua existência como nação li- vre, deu a Ben Bella o ele- mento que lhe faltava para

deflagrar, às vésperas áa indepenáència, a rebelião no selo do movimento re- volucionário. Segundo êle a seus companheiros, entre os quais se inclui o Coro- nel Boumeáianne e outros dirigentes militares, êsse acordo compromete o futu- ro da revolução.

Durante a reunião áo CNRA, defendeu Ben Bella a tese áe que na Argélia li- vre deveria existir um só grupamento político, i m - . pondo-se- a FLN como par- tido único. Contra éle se colocou a maioria du cúpu- la revolucionária, que acei-

¦ iou disputar pelo voto a hegemonia do pais. Mas os apelos mais fortes do liáer dissidente se fazem em tôr- no de reformas radicais, es- pecialmente da reforma agrária. Foi o próprio Pre- miei* Ben Khedda. que em 1954 comandou dentro de Argel a resistência à re- pressão âos pára-queáistas do General Massu, quem catalogou, diante das exi- tjências dos colonos euro- peus para uma revisão dos acordos de Évian, a refor-

fSewlon Carlos

ma agrária como primeira tarefa do Governo argelia- no. O acôrâo com a OES, prevendo vagamente u m a anistia para os membros áa seita terrorista, teve, se- gunáo jornalistas em 7tiis- são na Argélia, a aprovação áe chefes áa FLN reputados como duros. Tudo isto pa- rece determinar, por ante- cipação, a inconsistência do movimento de Ben Bel- la e de alguns militares.

Ben Khedda, embora pro- curasse conduzir com mo- áeração a última fase da luta pela indepenáència, já áeu garantias suficientes áe que esta é apenas uma etapa áa revolução ar- qeliana. Justificando a dis- 'solução

do Estado-Maior áa FLN, disse êle, em dois itens, o que pensa dos re- volucionários dissidentes. O Estado-Maior foi dissolvi- do (li "a fim áe impeáirxo caminho áos que procuram frustrar a vitória do povo"

e (2) "a fim de impedir que se utilizem as unida- des do Exército áe Liberta- ção Nacional em empresas vãs e loucas".

Sementes da dissidência

Àndrew Bórotviec

Servira especial tia AP para JB Argel — O lider rebelde

c Vice - Premier argeliano Ahmed Ben Bella prome- teu levar imediatamente à Argélia a semente da re- volução socialista assi m que nascesse o nôvo Esta- do. De acordo com o plano cuidadosamente elaborado durante os seis anos que passou' prisioneiro, na França, a mola de qual- quer transformação violen- ia seria os 45 mil homens áo exército rebelde no exi- lio, atualmente aquartela- dos em solo tunisino e mar- roquíno.

O. Vice-Primeiro-Ministro do Governo argeliano, no entanto, prometeu ao seu companheiro de cargo Bel- kacen Krim "nada fazer"

contra o Governo áo Pri- meiro-Ministro Youssef Ben Khedda, segundo foi revelado em fontes bem in- formadas de Tunes. Ben - Bella, que desapareceu ?ia semana passada, após uma divergência com o Govêr- no Provisório, reuniu-se a Krim na Líbia, segunda- feira à noite.

O atual Vice-Presidente do regime rebelde foi líber- tado pelos franceses áepois áo acordo de Évian e ime- diatamente anunciou seus desígnios de formar um sis- tema ác tipo socialista na Argélia, advoganáo uma guinada total para a es- querda, após a independeu- cia.

Ben Bella encontrou um aliado no Coronel rebelde Houari Boumedienne què, da aldeia de Gharáimaou, na fronteira tunisina, che- fiava o Estaâo-Maior áo Exército rebeláe no exílio.

— A ináepenáência é ape- nas uma etapa da revolu- ção — repetiu Boumedien- ne às suas tropas, prepa- rando-se para entrar na Argélia. O Exército do Co- ronel estava teoricamente submetiáo ao regime rebel- de no exílio, seáiado em .Tunes, mas o Coronel agia por conta própria e nin- guém tentou interferir.

Quando os sinais áo gol- pe militar preparado por ' Ben Bella e Boutnedienne se tornaram, evidentes, na

semana passada, o regime rebelde demitiu o Coronel e dissolveu o seu Estado- Maior.

O Premier Youssef Ben Khedáa e seu Governo queriam evitar a todo custo o caos e uma tenta- Uva socialista improvisa- da, na nova nação. Pre- feriram, em lugar áisso, cooperar com a França.

É ainda muito cedo 2)a- ra predizer quem obterá sucesso. Tropas naciona- listas argelianas, calculadas em perto de quatro mil homens, que se áiz serem simpatizantes áa causa de Ben Bella, estavam à bei- ra do motim, no sul áa Ar- gélia.

As simpatias áas tropas rebeldes na Tunísia e no Marrocos eram ainda um mistério. Boumedienne já as chefiou, mas não é pro- vàvel que os soldados, de- pois de obtida a indepen- déncia, quisessem mergu- lhar a Argélia em novos conflitos.

As zonas do interior — Wilayas — dividiram-se segundo a influência cios seus comanáantes. Até o momento, apenas a Vfí- laya 4, ha Argélia Central, e a Wilaya 1, ao sudeste, se mostraram prontas a acompanhar Ben Bella, se- gunáo as informações.

O Estado-Maior do Ge- neral Boumedienne tentou, nos dois últimos meses, do- minar as tropas do inte- rior, mandando seus ho- mens da Tunísia. Alguns obtiveram sucesso, outros não. Dois deles foram fu- zilados em Argel, hà duas semanas.

As tropas no interior do.

território e as unidades no estrangeiro formaram duas entidades separadas, e uma séria rivaliãaâe surgiu en- tre os dois exércitos, se- gundo as informações.

O movimento das tropas argelianas da Tunísia e do Marrocos provocará, pro- vávelmente, sérias tensões.

Ninguém pode dizer, no momento, até que ponto irá a revolta.

Para o Sr. Fatih AghaBoua- yed, representante da Frente de Libertação Nacional Arg=- lina para a.. América Latina,

"não há dissenções no Govèr- no Provisório Argelino mas di- vergència pessoais, que serão vencidas pelo espírito da revo- lução e pela dinâmica da paz".

Os que esperam ver na, Argélia um nôvo Congo "mais una vez serão derrotados".

Representante da FLN para toda a América Latina e cor- resnondente permanente do EI MoUdjahid, órgão central da FLN, o Sr..Fatih Bouaysd que mora há cinco anos no Brasil, demonstra sua satisfação por- que fomos o segundo pais das Américas a reconhecer a nova República (o primeiro foi Cuba no ano passado) e afirma que o Brasil, "tem um. importante 'papei

a Üesempenliár na cons- tituição da nova República".

.ARGÉLIA,. , „:

'• Embora náo conheça fem, de- ' talhes a divergência de o_ue fa- Iam os jornais entre o Primei- iro-Ministro Ben Khedda e o IVice-Primeiro-Ministro nacio- Vnlista Ben Bella, sobre a Wistltuição do nôvo Governo t\e regerá os destinos da Ar- gaia, acredita Fatih Bouayed quç "um povo que lutou sete

" anos numa das mais sangren- tas guerras de independência que conhece a história não en- traria, agora, numa guerra ci- vil, numa luta fraticida. Quais- quer q\ie sejam as divergências que surjam agora, vencerá o povo argeliano, que estava e continua' íjnido em torno da independêrícia. O povo argelia- no é árabe o, muçulmano e não adianta querer transformar- nos em ocidentais ou orientais. . E a Argélia será uma Repúblí- c*a laica e social, Via qual os eu- ropeus terão toda, a seguran- ça ".

Para o representante da FLN no Brasil, os 132 anos de domínio colonial francês fo- ram "uma noite de trevas". O resultado é ter agora a Argélia

"96.í de analfabetos, uma renda per capita de 20 mil francos (antigos), uma das mais baixas do mundo, e todas as terras boas nas mãos dos1 colonos". Foi essa a razão, cx- plica, por que o camponês foi o primeiro a aderir à revol-.*;ãô.

Essa é também a razão por que um dos principais pontos do programa do Governo provisó- rio (e do próprio Acordo de Évian) é uma Reforma Agrária para mais justa distribuição das terras.

GOVERNO

Informou o Sr. Fatih Bou- yaed que o atual Governo Pro- visório, que a partir:de hoje estará administrando todo o território argeliano, vai convo- car, dentro de quatro meses, eleições gerais para a forma- ção de uma Assembléia Cons- tituinte. Essa Assembléia deve-

Ben Bella ainda

resiste

Cairo (AP-FP-JB) — As me- didas adotadas por um setor do GPRA contra membros do Es- tado-Maior do Exército de Li- bertação Nacional contrariam um dos objetivos principais da revolução e poderão acarretar graves conseqüências ao futuro da Argélia, declarou, ao chegar ontem, a esta capital, proce- dente "de Tripol, o líder Ben Bella.

Ben Bella, Vice-Presidcnta do Governo Provisório da Repú- blica Argelina, após conferèn- ciar com o Presidente Gamai Abdel Nasser, declarou que de- sujaria seguir, imediatamente, para a Argélia com outros membros do GPRA. Entretanto, não o fêz, a íim de não dc- monstrar claramente sua opo- sição à mediação proposta pe- lo Presidente Nasser.

fim do ano a França reduzirá seus efetivos a 80 000 homens, quo ainda permanecerão na Argélia por tres anos.

Sem lágrimas, nem júbilo, b povo francês recebeu a Inde- pendência da Argélia, com o conseqüente fim da luta, pols'o fato Já era longamente espera- do. De qualquer forma muitos elementos não conseguiram evitar uma sensação de angú^- tia, pois a Argélia constituía a parte mais valiosa do outrork enorme império colonial fran- cês, hoje reduzido a poucas e esparsas ilhas e a algumas áreas de desertos c selva.

lõ BILHÕES

Depois, entretanto, dos sete anos e meio de luta coroada .pela Inaudita onda de violência desencadeada há um ano peln OES, os franceses não podem esconder certa sensação de all_- vio. O saldo de mortes subiu, na Argélia, a 200 000, incluindo muçulmanos e franceses e obri- gnndo a França a despender ali o equivalente .a quinze bit lhões de dólares, levando-a por três vezes á beira da revolução..

Agora os frariesees encaram o fato consumado e olham paru, o futuro, ante o compromisso da Argélia de cooperar com a França.

Com o retorno da grande massa de soldados franceses ã pátria, De Gaulle poderá transT formar em clara realidade seu acalentado plano de criar uma iôrça nuclear independente pai- ra seu país, mediante o rec- quipamento e instrução dessas tropas para a guerra nuclear, Existe ainda um problema augustioso, referente ao futu- ro da minoria européia da Ar- gélia, a qual lutou desespera;

damente, até o lim, por meio da sanguinária OES, para eM- tar a independência do grande território. Hoje o número de europeus ali existente deve che- gar a apenas 650 000 pois cerca de 350 000 fugiram para a França nas semanas anteriores à independência.

Brasil

reconhece

rá, então, eleger o Governo de- íinltivo para a República Ar- gelina, que deverá ser um Go- vêrno parlamentar, com um Primeiro-Ministro, Chefe do Governo e um Presidente, Che- fe de Estado.

Sete partidos já estão inseri- tos para disputar as preferên- cias do eleitorado argeliano da- qui a quatro meses, além da própria Frente de Libertação Nacional. Para provar o cará- ter democrático dessas eleições, informa o Sr. Fatih que tam- bém o Partido Comunista irá disputá-las. Dos sete partidos, dois são de europeus, entre os

quais o Partido Socialista Uni- p .

tário, do ex-Premier Pierre atriCailOS

Mendés-France.

Sobre o programa do futuro Governo argelino, disse o Sr.

Fatih Bouyaed' que seus prin- cipais itens são: a reforma agrária, a reconstrução do .pais.

devastado por. sete anos de guerra, a alfàbetlzáçáò dopoyo e o incentivo à Industrialização, principalmente ' a média indu- tria. Informa O Sr. Fatih que dos dez milhões de argelino.*., cinco milhões são de jovens de menos de vinte anos c é nesses jovens que repousa o'futuro do seu povo e de seu pais qüe con- ta com imensos recursos em pe- ti-óleo, ferro, manganês e íos- fato para recuperar-se. Na po- lítica externa, a Argélia fará parte do grupo de Casablanca e será, portanto, uma nação "não alinhada". Pais nôvo, "deseja- mos soluções socialistas para os nossos problemas, mas soluções também, autenticamente arge- Unas".

Quanto à França, as relações entre ela e a nova República deverão ser "amistosas". "A Argélia cooperará com a Fran- ça em todos os domínios, com

¦ exceção do terreno militar".

Como ex-residente em. nosso Pais (está esperando um chn- mado do Governo Provisório para retornar à Argélia imedla- tamente), acredita o Sr. Fatih Bouyaed que o Brasil pode aju dar multo a nova República Argelina, principalmente com medicamentos' e viveres de que tanto precisam. Já entrou, in- clusive, em contato com o Ita- marati e ficou acertado um em- barque de gêneros de primeira necessidade e remédios nos pró ximos dias.

O- Presidente João Goulart enviou ontem ao Chefe do Go- vêrno Provisório da Argélia te- legrama reconhecendo e regor zijando-se com criação daquele

;nòvo.„ Estado, fazendo vo.tos :pai*a_ que "prospere coma •.) prometem a firmeza e a com- preensão de que fizeram pro- va os homens'que o criaram".

. Através de outros telegramas o Presidente da República re- conheceu, também, os novos Es- tados da República de Ruanda, e do Reino de Burundi, que obtiveram _uâ independência no dia 1 de julho. As mensagens íoram enviadas ao. Presidente Grégoire Kaylbanda e ao Rei Mwambutsa IV. respectivamén- te Chefes de Estado de Ruaii- da e de Burundi.

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