RESPONSABIDADE DA ENFERMEIRA NA PRESTAÇAO DE SERVIÇOS A COMUNDADE
Maria de Lourdes Rodrigues *
. . . "É a comunidade que interessa considerar e proteger, à qual se devem oferecer serviços de alta qualidade, isto é, assistência de en fermagem integral ao indivíduo e grupos da comunidade, como força impulsora do desen volvimento" . . .
INTRODUÇÃO
Acreditamos seja do consenso geral que a responsabilidade máxima do enfermeiro é oferecer assistência de enfermagem de alto padrão aos indivíduos e à comunidade aos quais serve e, exercendo, assim, cidadania consciente, possa contribuir para o incremento da saúde e desenvolvimento do País .
Analisando os fatos que constituíram os marcos do progresso alcançado no decênio 1 9 6 1 - 1 9 7 1 , no setor saúde, na América Latina ( 1 ) , a OPS/OMS sugere o aproveitamento da sua avaliação como base para reorientação dos p rogramas de saúde futuros .
Façamos algumas considerações sobre o tema - progresso
no setor saúde - com um esclarecimento prévio necessário : Não
temos a pretensão de avaliar, mas somente a de fazer algumas
incursões no assunto .
Há mais de um decênio se vem apontando como variáveis eminentes influindo na qualidade deficiente da assistência de saúde às populações da América Latina, a estrutura inadequada dos serviços sanitários e a insuficiência de pessoal de nível superior e auxiliar para a realização dos objetivos do setor; esta escassez
( * ) Enfermeira da "Fundação Serviço Especial de Saúde Pública" - FSESP . ( * * ) Carv:lho, A . C . & Ribeiro, C . M . - Declaração de Principlos, Rev . Bras
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é mais aguda em se tratando de pessoal de enfermagem e existe tanto em quantidade como em qualidade ( 3 ) ; em c,nseqüência, há
deficiência do serviço prestado, uma vez que a qualidade das ações depende da qualidade do agente e, conforme levantamentos reali zados, a maioria dos agentes das ações de saú de no setor da enfer magem no Brasil, ainda n ão tem o preparo adequado para executá las ( 4 ) .
Relativamente aos demais países da América, estamos ainda colocados nos primeiros degraus do desenvolvimento, se conside rarmos um dos seus indicadores que é a quantidade de recursos humanos disponíveis no setor saúde-enfermagem : somos dos países em que a força de trabalho nesta área é das mais pobres ; contamos apenas com 1,0 enfermeira e 9,2 auxiliares de enfermagem para
1 0 . 000 habitantes ( 1 ) , quando o padrão considerado aceitável indica as p roporções de 3 enfermeiras e 13 auxiliares de enfermagem para aquele número d e habitantes ; nos países americanos desenvolvidos, as proporções atingem até 42 enfermeiras ( Canadá) e 50 auxiliares de enfermagem ( Zona do Canal ) por 1 0 . 000 habitantes ( 1 ) .
NATUREZA DOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM PRESTADOS A
COMUNIDADE
Em termos gerais, bons serviços de enfermagem prestados à comunidade constam de assistência integral, em que todos os aspectos estejam previstos : recupe ração da saúde, p revenção das doenças e reabilitações ; em termos específicos, a assistência está condicionada às necessidades d a comunidade e aos recursos dispo níveis p ara seu atendimento .
Como nos temos comportado frente a esta responsabilidade ? Sabemos qual é a situação real da comunidade ? Conhecemos os re cursos disponíveis para satisfazer suas necessidades ? Estamos pre parados p ara a prestação da assistência requerida ? O que temos feito no sentido de progredir, de melhorar nossa qualidad e ?
Em termos globais, poderiamos responder que muito j á foi feito, mas resta ainda muitíssimo a fazer para que se possa considerar boa a qualidade dos serviços de enfermagem prestados à comunidade .
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Coletivamente, o trabalho realizado pela Associação da Classe, foi inegavelmente enorme e proveitoso, no sentido de : consolidar a situa ção do enfermeiro entre os profissionais liberais ; influir na regula mentação do ensino e do exercício profissional ; tomar consciência da existência dos problemas nacionais relacionados à escassez quali tativa e quantitativa de recursos humanos n a área da saúde-enferma gem e estimular sua avaliação em extensão e profundidade, nela cola borando ; promover a minimização desses problemas através do estu do de soluções imediatas e mediatas, quais sejam : proposição e
execução de campanhas para incrementar o recrutamento de candi datos à profissão, proposição de medidas para o desenvolvimento do pessoal deficientemente qualificado para o serviço, proposição e apoio a medidas para apressar a formação de pessoal auxiliar de en fermagem ; atuar na estruturação da carreira em nível nacional e regional ; promover a inclusão e aceitação do enfermeiro n a equipe multiprofissional nas altas esferas administrativas do setor saúde ; promover o desenvolvimento profissional dos associados, p romover o progresso científico da enfermagem, através do encoraj amento e
divulgação de pesquisas operacionais na área profissional ; manter seus sócios informados sobre um sem número d e questões d e in teresse da classe tais como : necessidades e problemas profissionais, tendências no ensino e no trabalho, vantagens profissionais conquis tadas ou a serem conseguidas etc . , para citar apenas algumas das realizações da ABEn.
Quanto ao aspecto individual, não se pode falar com a mesma ênfase c generalização ; existem atuações individuais marcantes e
eficazes, mas, sabe-se que as realizações dos enfermeiros, indivi dualmente, nas sua maioria, estão aquém do que deveriam ser tanto em quantidade como em qualidade ; há, porém, indicações de que se tornam mais conscientes de sua responsabilidade individual como profissionais a serviço do desenvolvimento nacional .
FATORES QUE TÊM INFLUíDO NO PADRÃO DA ASSISTÊNCIA PRESTADA
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A fim de minimizar as conseqüências da insuficiência de pessoal, houve um movimento da ABEn no sentido de intensificar a formação do pessoal onde foi possível fazê-lo, pela realização de cursos intensivos de auxiliares de enfermagem, com duração de 1 1 meses . O longo trabalho que vinha sendo acumulado em favor da criação do Técnico de Enfermagem foi outro esforço realizado por elementos da enfermagem . Isto porque considera-se ponto pací fico a utilização de p essoal auxiliar na enfermagem, tendo este, há muito, passado do caráter transitório para uma situação de existên cia permanente na equipe de enfermagem . Se suas atribuições ainda, por vezes, vão além do que devem ser, isto corre por conta da falta de definição de funções e da má distribuição de recursos .
A problemática da utilização do p essoal de enfermagem é outro ponto já imensamente debatido . O "Técnico de Enfermagem" ( que nomearemos apenos de Técnico ) , não foi objeto de tantas dis cussões, pois é uma categoria nova, principalmente para a enferma gem de saúde pública, e pode vir a ser um recurso de valor, do qual se poderá lançar mão . Em virtude disto, interessa-nos sobremaneira trazer aqui alguns aspectos ligados à sua utilização na prestação de serviços à comunidade .
A existência do Técnico não é mais objeto de cogitações, é uma realidade, pois é um imperativo legal ( 5 ) . O que acontece é que, existindo em pequena quantidade - um pouco mais de 200
-sua atuação não se fez sentir ainda e é uma categoria praticamente desconhecida entre os enfermeiros, mormente no setor da saúde pública .
Sobre as justificativas da sua criação, creio j á ter sido dito o
suficiente nos informes existentes na Revista B rasileira de Enfer magem desde 1 9 65 .
Embora sua utilização estej a ainda na fase probatória, po der-se-ia dizer que a prova se refere aos ajustamentos que se farão necessários quanto à sua formação e de se consolidar sua existência e posição na equip e .
Pelas razões ligadas à sua quantidade, pouco se sabe sobre o que poderia ser o seu p otencial de trabalho na área da saúde pública, ou mesmo se teria propriedade a sua utilização neste setor .
Gostaríamos de poder apresentar aqui um inquérito de valor sobre o assunto, mas nossas limitações, sobretudo de tempo, nos contiveram nos limites de simples indagações preliminares .
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dade da assistência prestada ; se, apesar das medidas adotadas, como a intensificação do preparo de pessoal, esta quantidade será presu mivelmente deficiente ainda por uma década ou mais, em se considerando os recursos existentes até aqui ; se aparece mais um elemento na profissão que poderá ser incorporado à equipe sem problemas de criação ; se é uma das responsabilidades da enfermeira garantir a boa qualidade do serviço de enfermagem e, se para isto, deve conhecer bem os recursos disponíveis para usá-los bem, então é aconselhável que se coloquem algumas questões relacionadas à
nova categoria, tais como :
a ) será o Técnico u m elemento utilizável em saúde pública? b) que fatores influiriam na sua utilização ?
c ) em que nível da ol'ganização estrutural dos serviços de saúde pública deverá ser localizado ?
d ) o que fará ele na equipe de enfermagem de saúde pública ?
Poderíamos ter tentado responder a estas questões isolada mente, mas achamos que o valor das considerações sobre elas seria muito maior e mais real se tais considerações se baseassem em
opiniões de outras enfermeiras, cuj as funções tivessem também características de destaque e representatividade ligadas ao Técnico, nomeadamente no que diz respeito à sua formação, regulamentação do seu exercício profissional e seu aproveitamento no mercado de trabalho .
Como o tempo de que dispúnhamos era limitadíssimo, pro
curamos reduzir ao mínimo possível o universo para as nossas en trevistas .
Apresentamos a seguir, comentários sobre o pequeno inquérito realizado .
A finalidade da nossa pesquisa foi levantar dados que pudes sem contribuir para maiores esclarecimentos quanto a :
a ) propriedade da utilização do Técnico no setor da saúde pública ;
b ) tendências e perspectivas dessa utilização ; c) fatores que influiriam nessa utilização .
Procuramos entrevistar 27 enfermeiras, cujas tornam representativas em assuntos ligados ao Técnico . onde exercem estas funções são :
funções as Os órgãos
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b ) Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo, nus seus setores de : Conselho de Saúde, Coordenadoria de Saúde da Comunidade e Coordenadoria de Assistência Hospitalar ;
c ) Associação Brasileira de Enfermagem, nos seus setores de Presidência, em nível nacional e estadual ( São Paulo ) e de Comissão
de Documentação e Estudos ;
d ) Faculdade de Saúde Pública da USP, no seu setor de Prática de Saúde Pública - Curso de Enfermagem de Saúde Pública e Chefia da Seção Técnica de Enfermagem do Centro de Saúde Geraldo de Paula Souza .
e ) Escolas d e Enfermagem, n o seu setor de Diretoria :
da Universidade de São Paulo ; Faculdade Paulista de Enfermagem ; Faculdade Adventista de Enfermagem ;
Faculdade de Enfermagem São José - Santa Casa .
O INPS - no seu setor de Assessoria Técnica de Enfermagem . g) Hospitais de Ensino - no seu setor de Chefia de Enfer magem :
Hospital das Clínicas ; Hospital São Paulo ;
Hospital dos Servidores Públicos de São Paulo ; Hospital Matarazzo ;
Hospital da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo .
As justificativas da seleção feita são : tempo disponível, alta representatividade das entrevistadas e alcance dos resultados esperados .
Os obj etivos da nossa pesquisa foram : procurar subsídios que nos esclarecessem quanto a :
in dicação do aproveitamento do Técnico, em saúde pú-blica ;
fatores que influiriam neste aproveitamento .
Para conseguirmos estes objetivos, levantamos 3 hipóteses que procuramos testar :
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b ) os conhecimentos das entrevistadas sobre o Técnico podem influir na sua conduta, favorável ou desfavorável à utilização da categoria em saúde pública ;
c ) a experiência profissional das entrevistadas em relação ao Técnico pode influir na sua opinião, favorável ou desfavoravelmente
à utilização da categoria em saúde pública .
Elaboramos um plano de p esquisa em cujos detalhes n ão nos deteremos, por não apresentarem interesse imed iato - ( estão contidos no Relatório da Pesquisa) .
Quanto à execução, faremos apenas alguns comentários críticos, pois o que mais importa são as conclusões :
1 - houve uma limitação muito grand e no tamanho d a p o
pulação da pesquisa, em virtude do pouco tempo disponível ; contudo, a sua representatividade qualitativa supriu, a nosso ver, a quantidade ;
2 - houve, igualmente, limitação lamentável, pela mesma razão, nas áreas da pesquisa, que se limitaram às seguintes :
a ) conhecimenlos específicos das entrevistadas quanto ao Técnico e relacionados :
das a :
sua existência ; sua formação ; suas atribuições ;
regulamentação do seu exercício profissional ;
b ) opiniões das entrevistadas quanto ao Técnico,
relaciona--justificativas para a sua utilizaçio em saúde pública ; - prioridade atribuída ao seu trabalho, em relação ao dos auxiliares de enfermagem ;
- barreiras existentes quanto à utilização do Técnico na saúde Pública ;
conveniência de se discutir esta utilização no momento ;
c ) experiência profissional prévia ou atual das entrevistadas em relação ao Técnico ;
d ) classe das entrevistadas ( função e setor de trabalho ) .
3 - O formulário usado nas entrevistas apresentou inúmeras
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CONCLUSÃO DA PESQUISA
0 - Das 27 enfermeiras entrevistadas, 14 possuíam expenencia
profissional de ensino ou de trabalho com o Técnico e 13 n ão tinham tido nenhuma experiência .
- O fator experiência das entrevistadas não apresentou rela ção direta de sentido com os seus conhecimentos nem com as suas opiniões e sim, relação indireta .
- O fator conhecimento das entrevistadas apresentou uma re lação direta de sentido com suas opiniões, sendo que o resultado geral dos conhecimentos incidiu no grau "RS" ( regularmente satisfatório) e o das opiniões, no grau "RF" ( regularmente favorável ) .
Podemos concluir que :
1 - a tendência geral entre as enfermeiras entrevistadas é
de restrições quanto à utilização do Técnico na saúde pública, uma vez que a este respeito sua conduta manifesta não foi plenamente favorável ;
2 - em virtude da alta categoria e representatividade das
enfermeiras entrevistadas, pode-se inferir, pelos resultados da pes quisa, que os conhecimentos das demais enfermeiras em relação ao Técnico, de um modo geral, são insuficientes, principalmente nas áreas correspondentes à percepção da sua existência, da sua formação e das suas atribuições atuais e futuras . '
3 - Os fatores apontados como barreiras à utilização do
Técnico, na saúde pública, foram os seguintes :
- desconhecimento do seu p reparo em saúde pública ; - insuficiência de conhecimentos sobre a categoria, no meio profissional ;
falta de definição das funções do Técnico na saúde pública ; falta de regulamentação do seu exercício profissional ; aceitação duvidosa da categoria no meio p rofissional ; efetivação prévia d a utilização do enfermeiro nos serviços de saúde do Estado .
Em conclusão : a responsabilidade do enfermeiro n a presta ção de serviços à comunidade, prende-se grandemente à garantia da
boa qualidade destes serviços, o que pode ser relacionado a aguns aspectos importantes :
a ) qualidade do seu próprio trabalho ;
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Quanto ao seu trabalho, cabe-lhe promover seu próprio de senvolvimento através da educação continuada, visando levá-la a :
a) aperfeiçoar cada vez mais seus conhecimentos profissio nais, principalmente nas áreas da administração ( com ênfase no
planejamento e na supervisão ) , ensino e pesquisa em enfermagem, e tarefas a ele delegadas ;
b ) manter atualizados seus conhecimentos sobre as neces
sidades e recursos da comunidade a que serve ;
fissão ;
c) interessar-se ativamente pelos assuntos relacionados à
pro-d) participar efetivamente das atividades da sua associação de classe etc . .
No que diz respeito à qualidade do trabalho dos demais
componentes da sua equipe, cabe-lhe :
a ) exercer eficiente liderança profissional, compreendendo isto todos os aspectos administrativos e de relacionamento ;
b ) pesquisar suas necessidades de serviço :
em quantidade : seu dimensionamento e distribuição ; em qualidade : seu preparo, atribuições e atuação .
RECOMENDAÇõES
Valendo-nos grandemente da pesquisa efetuada sobre a utili zação do Técnico na saúde pública, achamos oportuno deixar aqui,
à nossa Associação, algumas sugestões, umas conseqüentes dos re
sultados verificados e outras colhidas das próprias enfermeiras entre vistadas :
a ) que seja promovida melhor divulgação do Técnico de
Enfermagem entre os enfermeiros, quanto à razão da sua existência,
seus valores e atribuições na equipe de enfermagem .
b ) que sejam promovidas pesquisas de atribuições, de ne cessidade da mão de obra e do mercado de trabalho em saúde pública, relativamente ao Técnico ;
c) que sejam estudadas as causas da desistência dos cursos técnicos de enfermagem ;
d ) que sejam promovidos estudos sobre a sua taxa de cres cimento, como base para o planejamento da sua utilização ;
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Técnico, a fim de que se possa estudar a conveniência da sua utili zação e o tempo e movimento ligados à sua atuação com a finalidade de se conseguir uma basc para o seu dimensionamento .
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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OPS/OMS, 1 9 6 1 .
1 0 - - RAMOS, U . - Considerações relativas à Lei n ." 5 . 692, de 1 1
d e agosto d e 1 9 7 1 , Secretaria dos Negócios d a Educação, Coordenadoria do Ensino Técnico - São Paulo, 1 9 7 1 .
( mimeografado) .
1 1 - REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM. - - vols . 2/3, 4 e 5,
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12 - Ibid. - 2/3, 4 e 5/6, 1 9 6 6 .
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15 -- Ibid . - 4, 5 e 6, 1 9 69 .
1 6 - REVISTA DA ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP, São Paulo
vols. 1 /2, 1 9 7 0 .