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DE FEVEREIRO DE 2015

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34567

15 DE FEVEREIRO DE 2015 ARTIGOS DE ESTUDO 6-12 DE ABRIL

Imite a humildade

e a ternura

de Jesus

PAGINA 5´ CANTICOS: 5, 84ˆ 13-19 DE ABRIL

Imite a coragem

e o discernimento

de Jesus

PAGINA 10´ CANTICOS: 99, 108ˆ 20-26 DE ABRIL

As na ¸c

oes s

˜

ao

˜

preparadas para

“o ensino de Jeov

a”

´

PAGINA 19´ CANTICOS: 98, 104ˆ 27 DE ABRIL–3 DE MAIO

Jeov

a orienta

´

nossa obra

mundial de ensino

PAGINA 24´ CANTICOS: 103, 66ˆ

(2)

Esta publica ¸cao n˜ ao˜ e vendida. Ela faz parte de uma obra edu-´ cativa bıblica, mundial, mantida por donativos. A menos que haja´ outra indica ¸cao, os textos b˜ ıblicos citados s´ ao da Tradu ¸c˜ ao do˜ Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referencias.ˆ

A Sentinelae publicada quinzenalmente pela Associa ¸c´ ao Torre de Vigia de B˜ ıblias e Tratados.´ Sede e grafica: Rodovia SP-141, km 43, Ces´ ario Lange, SP, 18285-901. Diretor respons´ avel:´ A. S. Machado Filho. Revista registrada sob o numero de ordem 514.´ 5 2015 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania. Todos os direitos reservados. Impressa no Brasil.

34567

˙ February 15, 2015

Vol. 136, No. 4 Semimonthly PORTUGUESE (Brazilian Edition)

ARTIGOS DE ESTUDO

ˇ Imite a humildade e a ternura de Jesus

ˇ Imite a coragem e o discernimento de Jesus

A Bıblia nos incentiva a seguir de perto os passos de Jesus.´ (1 Ped. 2:21) Mas, como humanos imperfeitos, sera que po-´ demos seguir o exemplo perfeito de Jesus? O primeiro des-ses dois artigos considera como podemos imitar sua humil-dade e ternura. O segundo artigo mostra como podemos imitar sua coragem e discernimento.

ˇ As na ¸c

oes s

˜

ao preparadas para “o ensino

˜

de Jeov

a”

´

ˇ Jeov

a orienta nossa obra mundial de ensino

´

O primeiro desses dois artigos mostra como Jeova habilitou´ os discıpulos de Jesus do primeiro s´ eculo a proclamar as´ boas novas. No segundo artigo, veremos alguns aconteci-mentos recentes que nos possibilitam levar a mensagem do Reino a pessoas sinceras em todo o mundo.

TAMB

EM NESTE N

´

UMERO

´

3 Uma surpresa para o Japao˜

15 Mantenha seu zelo pela prega ¸cao˜

29 Perguntas dos Leitores

31 De Nossos Arquivos

INDON

ESIA

´

CAPA: Irmaos oferecendo a revista˜ Despertai! na prega ¸cao de casa em˜ casa na ilha de Bali, onde sao rece-˜ bidos com a tıpica hospitalidade´ indonesia.´                                     POPULA ¸CAO˜

237.600.000

PUBLICADORES

24.521

PIONEIROS REGULARES

2.472

Atualmente, ha´

369

pioneiros especiais servindo em

28

ilhas

(3)

NUMA reuniao especial realizada em Nagoya, Ja-˜ pao, em 28 de abril de 2013, Anthony Morris,˜ do Corpo Governante, surpreendeu a assisten-ˆ cia com um emocionante anuncio: o lan ¸camento´ de uma publica ¸cao em japon˜ es intitulada A Bˆ ı-´ blia — O Evangelho Segundo Mateus. As mais de

210 mil pessoas que assistiram, pessoalmente ou por transmissao via internet, reagiram com um˜ prolongado aplauso.

Impressa a partir da Tradu ¸cao do Novo Mun-˜

do em japones, essa edi ¸cˆ ao de 128 p˜ aginas´

do Evangelho de Mateus e diferente. O irm´ ao˜ Morris explicou que ela foi elaborada para “aten-der as necessidades do campo japon` es”. Quaisˆ sao suas caracter˜ ısticas? Por que ela foi prepara-´ da? E como ela tem sido recebida pelos leitores?

QUAIS SAO SUAS CARACTER˜ ISTICAS?´

O formato de Mateus foi uma surpresa para a assistencia. Os caracteres japoneses podem serˆ escritos no sentido vertical ou horizontal, e um bom numero de impressos — incluindo nossas pu-´ blica ¸coes recentes — utiliza o sentido horizontal.˜ Mas o texto nessa nova publica ¸cao foi colocado no˜ sentido vertical, usando um layout popular em obras literarias e jornais japoneses. Muitos leito-´ res japoneses consideram esse um estilo facil de´ ler. Alem disso, os cabe ¸calhos das p´ aginas foram´ transformados em subtıtulos para que os leitores´ possam identificar facilmente os pontos princi-pais.

Os irmaos japoneses tiraram proveito imediato˜ das caracterısticas de Mateus. “Eu j´ a tinha lido o´ Evangelho de Mateus muitas vezes”, disse uma irma de 80 e poucos anos, “mas o estilo vertical e˜ os subtıtulos me ajudaram a entender melhor o´ Sermao do Monte”. Uma irm˜ a escreveu: “Eu li Ma-˜

teus inteiro num instante. Estou acostumada com

o estilo horizontal, mas muitos japoneses prefe-rem a composi ¸cao vertical.”˜

ELABORADA PARA O CAMPO JAPONESˆ

Por que umunico livro da B´ ıblia seria especial-´ menteutil para o campo japon´ es? Apesar de mui-ˆ tos japoneses nao estarem familiarizados com a˜ Bıblia, eles est´ ao dispostos a l˜ e-la. Essa versˆ ao do˜ Evangelho de Mateus dara aos que nunca viram´ uma Bıblia a oportunidade de ter em m´ aos e ler˜ uma parte desse livro sagrado.

Por que o livro de Mateus foi escolhido? Para a maioria dos japoneses, a palavra “Bıblia” faz lem-´ brar Jesus Cristo. Entao, o livro de Mateus foi es-˜ colhido porque ele registra a genealogia e o nasci-mento de Jesus, seu famoso Sermao do Monte e˜ sua vıvida profecia sobre os´ ultimos dias — assun-´ tos que vao interessar a muitos japoneses.˜

UMA SURPRESA

(4)

Os publicadores do Reino no Japao zelosamen-˜ te come ¸caram a distribuir essa nova publica ¸cao˜ de casa em casa e ao fazer revisitas. “Agora ficou mais facil deixar a Palavra de Deus com as pes-´ soas em nosso territorio”, escreveu uma irm´ a. “Eu˜ ate consegui deixar um exemplar de Mateus no´ mesmo dia em que ele foi lan ¸cado!”

COMO ELA TEM SIDO RECEBIDA?

Como os publicadores apresentam Mateus? Muitos moradores japoneses conhecem expres-soes como “port˜ ao estreito”, “p˜ erolas diante dos´ porcos” e “nunca estejais ansiosos quanto ao dia seguinte”. (Mat. 6:34; 7:6, 13) Eles ficam surpre-sos ao saber que foi Jesus Cristo quem disse es-sas palavras. Ao ver eses-sas expressoes no Evange-˜ lho de Mateus, muitos dizem: “Eu sempre quis ler a Bıblia pelo menos uma vez na vida.”´

Quando os publicadores revisitam pessoas que aceitaram Mateus, elas muitas vezes dizem que leram imediatamente uma parte do livro ou ele

todo. Um homem de 60 e poucos anos disse a um publicador: “Eu li esse livro varias vezes e me sen-´ ti consolado. Por favor, me ensine mais sobre a Bı-´ blia.”

Mateus esta sendo oferecido no testemunho´

em lugares publicos. Ao participar dessa ativida-´ de, uma irma deu seu endere ¸co de e-mail a uma˜ jovem que aceitou Mateus. Uma hora depois, a jo-vem escreveua irm` a dizendo que tinha lido uma˜ parte do livro e queria saber mais. Na semana se-guinte, a jovem teve seu primeiro estudo bıblico e´ logo come ¸cou a assistiras reuni` oes.˜

Mais de 1.600.000 exemplares de A Bıblia — O´

Evangelho Segundo Mateus foram enviados as`

congrega ¸coes no Jap˜ ao, e todo m˜ es os irmˆ aos dei-˜ xam dezenas de milhares deles com as pessoas. O prefacio dessa edi ¸c´ ao expressa os sentimentos˜ de seus editores ao declarar: “Esperamos since-ramente que a leitura desta publica ¸cao aumente˜ seu interesse pela Bıblia.”´

(5)

NOS costumamos imitar pessoas que admiramos. De todos´ os humanos que ja pisaram na Terra, nenhum´ e mais digno de´ ser imitado do que Jesus Cristo. Por que? O prˆ oprio Jesus dis-´ se certa vez: “Quem me tem visto, tem visto tambem o Pai.”´ ( Joao 14:9) Jesus reflete a personalidade de seu Pai de modo˜ tao perfeito que observar o Filho˜ e como observar o Pai. E,´ a` medida que imitamos Jesus, nos aproximamos mais de Jeova,´ a Pessoa mais importante do Universo. Realmente vale a pena imitar as qualidades e as atitudes de seu Filho!

2Mas como podemos saber comoe a personalidade de Je-´ sus? Felizmente temos acesso a um registro inspirado que o re-trata bem. Jeova providenciou esse registro nas Escrituras Gre-´ gas Cristas porque deseja que conhe ¸camos bem seu Filho para˜ que possamos imita-lo.´ (Leia 1 Pedro 2:21.) Na Bıblia, o exem-´ plo deixado por Jesus e comparado a “passos”, ou pegadas.´

1. Por que voce acha que imitar Jesus nos aproxima mais de Jeovˆ a?´

2, 3. (a) Por que Jeova providenciou um registro detalhado sobre seu´

Filho, e o que Jeova espera de n´ os? (b) O que vamos considerar neste e´

no proximo artigo?´

Imite a humildade e

a ternura de Jesus

“Cristo sofreu por v

os, deixando-vos um modelo

´

para seguirdes de perto os seus passos.”

— 1 PED. 2:21.

COMO RESPONDERIA?

Por que Jesuse digno´ de ser imitado?

Como voce pode imitar aˆ humildade de Jesus?

Como voce pode imitar aˆ ternura de Jesus?

(6)

6 A SENTINELA

´

E como se Jeova estivesse nos dizendo´ para andar atras de Jesus e tentar pisar´ exatamente nas pegadas dele.E verdade´ que Jesus deixou um exemplo perfeito, e nos estamos bem longe de ser perfeitos.´ Mas Jeova n´ ao espera que sigamos os˜ passos de Jesus com perfei ¸cao. O que ele˜ esperae que imitemos seu Filho at´ e onde´ nossa condi ¸cao imperfeita permite.˜

3Vejamos entao algumas das atraen-˜ tes qualidades de Jesus. Neste artigo, va-mos considerar sua humildade e ternura; no proximo, sua coragem e discernimen-´ to. Ao considerar cada qualidade, res-ponderemos a tres perguntas: O que elaˆ significa? Como Jesus a demonstrou? Como podemos imita-lo?´

JESUS E HUMILDE´

4O que e humildade? Certa obra de´ referencia descreve a humildade comoˆ “a atitude oposta ao orgulho ea arrog` an-ˆ cia”. Neste mundo cheio de orgulho, al-guns acham que a humildadee sinal de´ fraqueza ou inseguran ¸ca. Mas na maio-ria das vezese bem o contr´ ario. Ser hu-´ milde exige for ¸ca e coragem. Nas Escritu-ras Gregas Cristas, essa palavra tamb˜ em´ pode ser traduzida como “humildade mental”. (Fil. 2:3) Para ser humildes, pre-cisamos primeiro ter o conceito correto sobre nos mesmos. “Ser humilde´ e reco-´ nhecer o quanto somos pequenos em re-la ¸cao a Deus”, comenta um dicion˜ ario´ bıblico. Al´ em disso, se formos realmen-´ te humildes, evitaremos nos conside-rar superiores a outras pessoas. (Rom. 12:3) Nao˜ e f´ acil para humanos imperfei-´ tos cultivar humildade. Mas podemos aprender a ser humildes se meditarmos no que somos em compara ¸cao com Deus˜ e seguirmos os passos de seu Filho.

4. Como voce definiria humildade?ˆ

5Como Jesus mostrou humildade? O Filho de Deus tem um longo historico de´ humildade. Ele demonstrou essa quali-dade como poderosa criatura espiritual no ceu e como homem perfeito na Terra.´ Veja alguns exemplos.

6Seu modo de pensar. Um exemplo da humildade de Jesus durante sua existen-ˆ cia pre-humana foi registrado pelo escri-´ tor bıblico Judas.´ (Leia Judas 9.) Em seu papel celestial como Miguel, o arcanjo, Jesus “teve uma controversia com o Dia-´ bo”. Eles ‘disputaram acerca do corpo de Moises’. Voc´ e talvez se lembre de que,ˆ apos a morte de Mois´ es, Jeov´ a o enterrou´ num local desconhecido. (Deut. 34:5, 6) Pode ser que o Diabo quisesse usar o cor-po de Moises para promover a adora ¸c´ ao˜ falsa. Qualquer que fosse a inten ¸cao do˜ Diabo, Miguel mostrou coragem por se opor a ele. De acordo com certa obra de referencia, os termos gregos traduzidosˆ “teve uma controversia” e “disputava”´ sao “tamb˜ em usados em rela ¸c´ ao a uma˜ disputa legal” e talvez indiquem “que Miguel ‘contestou o direito do Diabo’ de se apoderar do corpo de Moises”. Mes-´ mo assim, o Anjo Principal, Miguel, re-conheceu que nao cabia a ele julgar˜ essa criatura perversa. Ele encaminhou o caso ao Juiz Supremo, Jeova. Por agir as-´ sim, Miguel nao ultrapassou os limites˜ de sua autoridade, mesmo quando pro-vocado. Que humildade!

7Durante o ministerio terrestre de Je-´ sus, sua humildade era evidente nas coi-sas que ele falava e fazia.Suas palavras. Em vez de chamar aten ¸cao para si mes-˜ mo, ele direcionava toda a gloria ao seu´ Pai. (Mar. 10:17, 18; Joao 7:16) Ele nunca˜

5, 6. (a) Queme Miguel, o arcanjo? (b) Como´

Miguel mostrou humildade?

7. Como Jesus mostrava humildade no seu

(7)

falava ou fazia nada que fizesse seus dis-cıpulos se sentirem inferiores. Pelo con-´ trario, ele os dignificava por elogiar as´ coisas boas que via neles e por dizer que confiava neles. (Luc. 22:31, 32; Joao 1:47)˜ Suas a ¸coes. Jesus decidiu levar uma vida˜ simples, livre de preocupa ¸cao com bens˜ materiais. (Mat. 8:20) Ele estava dispos-to a realizar tarefas muidispos-to servis. ( Joao˜ 13:3-15) Tambem mostrou excepcional´ humildade por sua obediencia.ˆ (Leia Fili-penses 2:5-8.) Jesus era bem diferente de pessoas arrogantes que se recusam a obedecer outros; ele humildemente se sujeitou ao que Deus tinha em mente para ele, sendo “obediente ate´ a morte”.` Nao h˜ a d´ uvida de que Jesus, o Filho´ do homem, era “humilde de cora ¸cao”.˜ — Mat. 11:29.

IMITE A HUMILDADE DE JESUS

8Como podemos imitar a humildade de Jesus? Nosso modo de pensar. A hu-mildade nos impede de ultrapassar os li-mites de nossa autoridade. Se reconhe-cemos que nao temos autoridade para˜ julgar outros, nao os criticamos por cau-˜ sa de seus defeitos nem questionamos sua motiva ¸cao. (Luc. 6:37; Tia. 4:12) A˜ humildade nos ajuda a nao ser ‘justos de-˜ mais’, encarando como inferiores aque-les que nao t˜ em as habilidades ou privilˆ e-´ gios que nos temos. (Ecl. 7:16) Anci´ aos˜ humildes nao se consideram superiores˜ aos seus irmaos. Em vez disso, esses˜ pastores amorosos ‘consideram os ou-tros superiores’ e ‘se comportam como menores’. — Fil. 2:3; Luc. 9:48.

9Veja o exemplo de Walter Thorn, que serviu como peregrino, ou superinten-dente viajante, a partir de 1894. Depois de muitos anos nesse servi ¸co, ele foi

cha-8, 9. Como podemos mostrar humildade em

nosso modo de pensar?

mado para a Fazenda do Reino, no norte do Estado de Nova York, e trabalhou na granja. Ele disse: “Quando percebo que estou come ¸cando a ficar orgulhoso, eu puxo minha orelha, por assim dizer, e digo: ‘Voce, sua diminuta partˆ ıcula de´ po. Que motivo tem para tanto se orgu-´ lhar?’ ”(Leia Isaıas 40:12-15.) Que modo´ de pensar humilde!

10Nossas palavras. Se realmente ti-vermos um cora ¸cao humilde, nossas pa-˜ lavras refletirao isso. (Luc. 6:45) Em nos-˜ sas conversas, nao vamos ficar falando˜ das coisas que fizemos ou dos privilegios´ que temos. (Pro. 27:2) Em vez disso, va-mos prestar aten ¸cao ao que h˜ a de bom´ em nossos irmaos e elogiar suas quali-˜ dades, habilidades e realiza ¸coes. (Pro.˜ 15:23) Nossas a ¸coes. Crist˜ aos humildes˜ nao est˜ ao interessados em buscar desta-˜ que neste sistema. Eles preferem levar uma vida simples a fim de dar o seu me-lhor no servi ¸co de Jeova, mesmo que´ tenham de fazer algum trabalho que o mundo encare como servil. (1 Tim. 6:6, 8) Acima de tudo, podemos mostrar humildade por meio de nossa obedien-ˆ cia. Exige humildade mental ‘ser obe-dientes aos que tomam a dianteira’ na congrega ¸cao e seguir as orienta ¸c˜ oes vin-˜ das da organiza ¸cao de Jeov˜ a. — Heb.´ 13:17.

JESUS E TERNO´

11O quee ternura? A palavra “ternu-´ ra” pode ser definida como “qualidade do que e meigo, afetuoso”. A ternura´ e´ uma faceta do amor e esta relacionada a´ sentimentos ‘afetuosos’, como a compai-xao e a miseric˜ ordia. As Escrituras fazem´ referencia a “terna compaixˆ ao”, “ternas˜

10. Como podemos mostrar humildade em

pa-lavras e a ¸coes?˜

(8)

8 A SENTINELA

misericordias” e “terna afei ¸c´ ao”. (Luc.˜ 1:78; 2 Cor. 1:3; Fil. 1:8) A respeito do in-centivo que a Bıblia nos d´ a para mostrar´ compaixao, uma obra de refer˜ encia diz:ˆ “E mais do que um apelo para ter d´ o dos´ necessitados.E um incentivo para se im-´ portar com a pessoa a ponto de se envol-ver e fazer algo que de um novo rumoˆ a` vida dela.” A ternura nos motiva a agir, a fazer algo para melhorar a vida da outra pessoa.

12Como Jesus mostrou ternura?Seus sentimentos e a ¸coes. Jesus sentia terna˜ compaixao por outros. Quando viu sua˜ amiga Maria e outras pessoas chorando por causa da morte do irmao dela, L˜ aza-´ ro, Jesus ‘entregou-se ao choro’. (Leia Joao 11:32-35.) Da˜ ı, ele ressuscitou L´ aza-´ ro. O que o motivou a fazer isso? Sem du-´ vida, foi um profundo sentimento de pena — o mesmo que o tinha levado a ressuscitar o filho de uma viuva. (Luc.´ 7:11-15; Joao 11:38-44) Por agir dessa ma-˜ neira terna, Jesus deu a Lazaro a perspec-´ tiva de receber vida no ceu. Outro exem-´ plo e de uma ocasi´ ao anterior, quando˜ Jesus “sentiu terna afei ¸cao” por uma˜ multidao que foi at˜ e ele. Motivado por´ compaixao, ele “principiou a ensinar-˜ lhes muitas coisas”. (Mar. 6:34, Kingdom Interlinear [Interlinear do Reino]) Isso com certeza mudou a vida daqueles que aceitaram os ensinamentos dele. Note que a ternura de Jesus era mais do que um simples sentimento; ela o levava a to-mar a iniciativa em ajudar outros. — Mat. 15:32-38; 20:29-34; Mar. 1:40-42.

13Suas palavras. A compaixao de Je-˜

12. O que mostra que Jesus sentia terna

com-paixao por outros, e o que a ternura o levava a˜

fazer?

13. Como Jesus mostrava ternura ao falar com

outros? (Veja a gravura no inıcio do artigo.)´

sus o motivava a falar de modo terno, es-pecialmente ao conversar com pessoas oprimidas. O apostolo Mateus aplicou a´ Jesus estas palavras de Isaıas: “N´ ao que-˜ brara nenhuma cana esmagada; e quanto´

`

a fraca mecha de linho, nao a apagar˜ a.”´ (Isa. 42:3; Mat. 12:20) As palavras de Je-sus animavam os que eram como uma cana esmagada ou como o pavio de uma lamparina prestes a se apagar. Ele pre-gava uma mensagem de esperan ¸ca “para pensar os quebrantados de cora ¸cao”, ou˜ seja, para aliviar seu sofrimento. (Isa. 61:1) Ele convidou aqueles que estavam “labutando” e “sobrecarregados” a recor-rer a ele, garantindo-lhes que ‘achariam revigoramento’. (Mat. 11:28-30) Ele asse-gurou seus seguidores de que Deus se preocupava ternamente com cada um de Seus adoradores, incluindo os “peque-nos” — pessoas que nao s˜ ao encaradas˜ como importantes pelo mundo. — Mat. 18:12-14; Luc. 12:6, 7.

IMITE A TERNURA DE JESUS

14Como podemos imitar a ternura de Jesus? Nossos sentimentos. Talvez nao˜ sejamos ternos por natureza, mas a Bı-´ blia diz que devemos nos esfor ¸car em cultivar essa qualidade. As “ternas afei-¸coes de compaix˜ ao” fazem parte da nova˜ personalidade, da qual todo cristao deve˜ se revestir. (Leia Colossenses 3:9, 10, 12.) Como voce pode cultivar esse senti-ˆ mento por outros? Alargue seu cora ¸cao.˜ (2 Cor. 6:11-13) Ou ¸ca com aten ¸cao quan-˜ do alguem se abre com voc´ e. (Tia. 1:19)ˆ Use a imagina ¸cao e pergunte-se: ‘Se eu˜ estivesse no lugar dessa pessoa, como me sentiria? O que eu gostaria que fizes-sem por mim?’ — 1 Ped. 3:8.

(9)

15Nossas a ¸coes. A ternura nos motiva˜ a querer fazer algo para melhorar a vida de outros, em especial aqueles que sao˜ como uma cana esmagada ou um pavio quase apagado. Como podemos ajuda-´ los? “Chorai com os que choram”, diz Romanos 12:15. Pessoas aflitas talvez precisem mais de empatia do que de conselhos. Certa irma que foi consolada˜ pelos irmaos ap˜ os a morte de sua filha´ diz: “Meus amigos me visitavam e sim-plesmente choravam comigo. Isso me ajudou muito.” Tambem podemos mos-´ trar terna afei ¸cao por meio de atos bon-˜ dosos. Voce conhece alguma viˆ uva que´ precisa de ajuda na manuten ¸cao da casa?˜ Ou entao um irm˜ ao idoso que precisa de˜ transporte para as reunioes, o campo ou˜ o medico? At´ e mesmo um pequeno favor´ pode fazer uma grande diferen ¸ca na vida de um irmao que est˜ a precisando de aju-´ da. (1 Joao 3:17, 18) Acima de tudo, mos-˜ tramos preocupa ¸cao amorosa por outros˜ quando participamos plenamente no mi-nisterio. Essa´ e a principal coisa que po-´ demos fazer para melhorar a vida de pes-soas sinceras.

15. Como podemos ajudar aqueles que sao˜

como uma cana esmagada ou um pavio quase apagado?

16Nossas palavras. Nossa terna afei-¸cao por outros nos motiva a ‘falar con-˜ soladoramente as almas deprimidas’.` (1 Tes. 5:14) O que podemos dizer para encorajar essas pessoas? Podemos ani-ma-las por mostrar o quanto nos preocu-´ pamos com elas. Podemos fazer elogios sinceros para ajuda-las a ver suas quali-´ dades e habilidades. Podemos lembra-´ las de que Jeova as atraiu ao Seu Filho;´ entao, elas s˜ ao preciosas para ele. ( Jo˜ ao˜ 6:44) Podemos garantir-lhes que Jeova se´ importa muito com seus servos que temˆ “cora ¸cao quebrantado” ou “esp˜ ırito es-´ magado”. (Sal. 34:18) Nossas palavras ternas podem ter um efeito curativo na-queles que precisam de consolo. — Pro. 16:24.

17Anciaos, Jeov˜ a espera que voc´ es tra-ˆ tem as ovelhas dele com ternura. (Atos 20:28, 29) Lembrem-se:e sua responsa-´ bilidade alimenta-las, encoraj´ a-las e revi-´ gora-las. (Isa. 32:1, 2; 1 Ped. 5:2-4) Assim,´ um anciao que˜ e terno e compassivo n´ ao˜ tenta controlar as ovelhas, criando re-gras ou usando o sentimento de culpa para pressiona-las a fazer mais do que´ podem. Em vez disso, ele se esfor ¸ca para que elas se sintam felizes e confia que o amor delas por Jeova as motivar´ a a dar o´ seu melhor. — Mat. 22:37.

18A medida que refletimos na humil-` dade e na ternura de Jesus, com certeza nos sentimos motivados a continuar se-guindo os seus passos. No proximo arti-´ go, vamos considerar outros dois aspec-tos da atraente personalidade de Jesus: sua coragem e seu discernimento.

16. O que podemos dizer para encorajar os que

estao deprimidos?˜

17, 18. (a) Como Jeova espera que os anci´ aos˜

tratem Suas ovelhas? (b) O que vamos

conside-rar no proximo artigo?´

Voce se preocupa com seus irmˆ aos?˜

(10)

QUANDO nos tornamos discıpulos de Cristo,´ e como se ini-´ ciassemos uma viagem. Essa viagem pode nos levar´ a vida` eterna, quer no ceu, quer na Terra. Jesus disse: “Quem tiver´ perseverado ate o fim [o fim de sua vida atual ou o fim deste´ mundo perverso]e o que ser´ a salvo.” (Mat. 24:13) Se n´ ao nos˜ desviarmos do caminho da fidelidade, teremos a perspectiva de salva ¸cao. Mas, ao longo dessa viagem, precisamos tomar˜ cuidado para nao nos distrair nem nos perder. (1 Jo˜ ao 2:15-17)˜ O que pode nos ajudar a nao nos desviar?˜

2Nosso Exemplo, Jesus, mostrou o caminho. Sua viagem, ou historia de vida, est´ a registrada na B´ ıblia. Por estud´ a-la, po-´ demos aprender sobre sua personalidade. Com isso, passa-mos a ama-lo e a exercer f´ e nele.´ (Leia 1 Pedro 1:8, 9.) Lembre-se de que o apostolo Pedro disse que Jesus nos deixou um´ modelo para seguirmos de perto seus passos. (1 Ped. 2:21) Se seguirmos cuidadosamente seus passos, alcan ¸caremos “o

ob-1, 2. (a) Como podemos ter a perspectiva de salva ¸cao? (b) O que pode˜

nos ajudar a continuar no caminho que levaa salva ¸c` ao?˜

Imite a coragem e o

discernimento de Jesus

“Embora nunca o tenhais visto, v

os o amais.

´

Embora atualmente n

ao estejais olhando para ele, . . .

˜

exerceis f

e nele.”

´

— 1 PED. 1:8.

COMO RESPONDERIA?

O que pode ajudar voce aˆ continuar no caminho que levaa salva ¸c` ao?˜

Como voce pode imitar aˆ coragem de Jesus?

Como voce pode imitar oˆ discernimento de Jesus?

(11)

jetivo” de nossa fe: a salva ¸c´ ao.1 No artigo˜ anterior, vimos como podemos imitar a humildade e a ternura de Jesus. Vamos considerar agora como podemos seguir os passos dele em mostrar coragem e dis-cernimento.

JESUS E CORAJOSO´

3A coragem e um tipo de confian ¸ca´ que pode nos fortalecer e sustentar. Ser corajoso pode ser definido como “perse-verar diante de adversidade”, “defender o que e certo” e “suportar sofrimento´ com dignidade ou fe”. A coragem anda´ de maos dadas com o temor, a esperan ¸ca˜ e o amor. Como assim? O temor a Deus nos da coragem para superar o medo do´ homem. (1 Sam. 11:7; Pro. 29:25) Ter uma esperan ¸ca solida nos ajuda a ver´ alem das prova ¸c´ oes atuais e a encarar o˜ futuro com confian ¸ca. (Sal. 27:14) O amor abnegado nos motiva a mostrar coragem mesmo quando isso e muito arriscado.´ ( Joao 15:13) Podemos nos tornar corajo-˜ sos por confiar em Deus e por seguir os passos de seu Filho. — Sal. 28:7.

4Mesmo quando tinha apenas 12 anos de idade, Jesus defendeu com coragem o que era certo. Veja o que aconteceu quan-do ele estava “no templo, sentaquan-do no meio dos instrutores”. (Leia Lucas 2:41-47.) Esses instrutores eram peritos nao˜ apenas na Lei mosaica, mas tambem nas´ tradi ¸coes humanas que a enfraqueciam.˜ Mas Jesus nao se intimidou nem ficou˜

1 Em 1 Pedro 1:8, 9, o ap ´ostolo se dirige aos

cris-taos que t˜ em esperan ¸ca celestial. Mas, de maneiraˆ

geral, essas palavras tambem se aplicam aos que t´ emˆ

esperan ¸ca terrestre.

3. O quee coragem, e como podemos nos tor-´

nar corajosos?

4. Como Jesus mostrou coragem quando

esta-va entre os instrutores no templo? (Veja a gra-vura no inıcio do artigo.)´

quieto; em vez disso, ele lhes fez varias´ perguntas. Essas com certeza nao eram˜ perguntas tıpicas de um menino curio-´ so. Podemos imaginar Jesus levantan-do questoes profundas que surpreende-˜ ram aqueles instrutores experientes. E, se eles tentaram confundir Jesus com perguntas polemicas, nˆ ao conseguiram.˜ Ora, todos que estavam ali ouvindo — in-cluindo os instrutores — ficaram “pasma-dos com o seu entendimento e suas res-postas”, que sem duvida defenderam a´ verdade da Palavra de Deus.

5Durante seu ministerio, Jesus mos-´ trou coragem de varias maneiras. De´ modo destemido, ele expos os lˆ ıderes re-´ ligiosos que enganavam as pessoas com ensinamentos falsos. (Mat. 23:13-36) Ele tomou uma posi ¸cao firme contra a in-˜ fluencia contaminadora do mundo. ( Joˆ ao˜ 16:33) Ele continuou pregando, apesar da pressao de opositores. ( Jo˜ ao 5:15-18;˜ 7:14) Em duas ocasioes, ele corajosamen-˜ te purificou o templo por expulsar pes-soas que contaminavam a adora ¸cao pres-˜ tada ali. — Mat. 21:12, 13; Joao 2:14-17.˜

6Fortalece nossa fe relembrar os pas-´ sos corajosos que Jesus deu diante do so-frimento. Pense na coragem que ele mos-trou noultimo dia de sua vida terrestre.´ Ele sabia tudo o que aconteceria depois que Judas o traısse. Mesmo assim, du-´ rante a refei ¸cao da P˜ ascoa, Jesus disse a´ ele: “O que fazes, faze-o mais depressa.” ( Joao 13:21-27) No jardim de Gets˜ emani,ˆ Jesus destemidamente se identificou aos soldados que foram prende-lo. Emboraˆ sua propria vida estivesse em perigo, ele´ procurou proteger seus discıpulos. ( Jo´ ao˜

5. De que maneiras Jesus mostrou coragem

du-rante seu ministerio?´

6. Como Jesus mostrou coragem noultimo dia´

(12)

12 A SENTINELA

18:1-8) Quando foi interrogado no Sine-´ drio, ele corajosamente afirmou ser o Cristo e o Filho de Deus, mesmo saben-do que o sumo sacersaben-dote estava procu-rando um motivo para mata-lo. (Mar.´ 14:60-65) Jesus continuouıntegro at´ e sua´ morte numa estaca de execu ¸cao. Quan-˜ do estava prestes a dar seuultimo suspi-´ ro agonizante, ele clamou em triunfo: “Esta consumado!” — Jo´ ao 19:28-30.˜

IMITE A CORAGEM DE JESUS

7Como podemos imitar a coragem de Jesus?Na escola. Jovens, voces mostramˆ coragem quando se identificam como Testemunhas de Jeova mesmo sabendo´ que seus colegas de classe e outros pode-rao zombar de voc˜ es. Por fazer isso, vo-ˆ ces provam que tˆ em orgulho em levarˆ o nome de Jeova.´ (Leia Salmo 86:12.) Alem disso, voc´ es talvez sejam pressio-ˆ nados a aceitar a evolu ¸cao como um fato.˜ Mas a sua cren ¸ca na cria ¸cao se baseia em˜ evidencias sˆ olidas. Voc´ es podem usar aˆ brochura A Origem da Vida — Cinco Per-guntas Que Merecem Resposta para dar uma explica ¸cao convincente˜ aqueles que` querem “uma razao para a esperan ¸ca”˜ que voces tˆ em. (1 Ped. 3:15) Assim, vocˆ esˆ se sentirao felizes por saber que defen-˜ deram a verdade da Palavra de Deus.

8Em nosso ministerio. Como crist´ aos˜ verdadeiros, precisamos continuar “fa-lando com denodo pela autoridade de Jeova”. (Atos 14:3) Que motivos temos´ para pregar com denodo, ou coragem? Sabemos que a mensagem que prega-mose a verdade porque ela se baseia na´ Bıblia. ( Jo´ ao 17:17) Reconhecemos que˜

7. Jovens, como voces se sentem por levar oˆ

nome de Deus, e como podem mostrar cora-gem?

8. Que motivos temos para pregar com

cora-gem?

“somos colaboradores de Deus” e que te-mos o apoio do espırito santo. (1 Cor.´ 3:9; Atos 4:31) Entendemos que, por pre-gar com zelo, demonstramos nosso amor a Jeova e ao pr´ oximo. (Mat. 22:37-39)´ Jeova nos d´ a coragem, e por isso n´ ao se-˜ remos silenciados. Estamos decididos a expor mentiras religiosas que cegam as pessoas, impedindo-as de ver a verdade. (2 Cor. 4:4) Assim, vamos perseverar na prega ¸cao das boas novas apesar de apa-˜ tia, zombaria ou oposi ¸cao. — 1 Tes. 2:1, 2.˜ 9Diante de sofrimento. A confian ¸ca em Deus nos da a f´ e e a coragem neces-´ sarias para enfrentar adversidades. Se´ perdermos uma pessoa querida na mor-te, nos sofreremos, mas n´ ao ficaremos˜ sem esperan ¸ca. Recorreremos ao “Deus de todo o consolo” em busca de for ¸cas. (2 Cor. 1:3, 4; 1 Tes. 4:13) Se viermos a ter uma doen ¸ca grave ou sofrer um acidente serio, n´ ao cederemos˜ a press` ao de acei-˜ tar algum tratamento que viola princı-´ pios bıblicos. (Atos 15:28, 29) Se ficar-´ mos deprimidos, ‘o nosso cora ¸cao talvez˜ nos condene’, mas confiaremos no Deus que ‘esta perto dos que t´ em cora ¸cˆ ao que-˜ brantado’ e nao desistiremos.1 — 1 Jo ˜ao˜ 3:19, 20; Sal. 34:18.

JESUS TEM DISCERNIMENTO

10Ter discernimentoe ter bom crit´ erio´ — a habilidade de distinguir o certo do er-rado e daı tomar uma decis´ ao s˜ abia.´ (Heb. 5:14) Um dicionario define essa´ qualidade como “a habilidade de tomar

1 Para exemplos de coragem diante de sofrimento,

veja A Sentinela de 1.° de dezembro de 2000, pagi-´

nas 24-28; Despertai! de 22 de abril de 2003, pagi-´

nas 18-21, e de 22 de janeiro de 1995, paginas 11-15.´

9. Como podemos mostrar coragem diante de

sofrimento?

10. O quee discernimento, e como um crist´ ao˜

(13)

boas decisoes em quest˜ oes espirituais”.˜ Um cristao que tem discernimento fala e˜ age de uma maneira que agrada a Deus. Ele escolhe palavras que encorajam ou-tros, nao que os magoam. (Pro. 11:12, 13)˜ Elee “vagaroso em irar-se”. (Pro. 14:29)´ Ele “vai diretamente para a frente”, ou seja, toma boas decisoes ao longo de sua˜ vida. (Pro. 15:21) Como podemos desen-volver discernimento? Devemos estudar a Palavra de Deus e colocar em pratica o´ que aprendemos. (Pro. 2:1-5, 10, 11) Nes-se Nes-sentido,e de muita ajuda considerar o´ exemplo de Jesus, o homem que mais mostrou discernimento na Terra.

11Jesus mostrava discernimento em tudo o que dizia e fazia.No seu modo de falar. Ao pregar as boas novas, ele falava de modo bondoso, usando “palavras ca-tivantes”, o que deixava seus ouvintes maravilhados. (Luc. 4:22; Mat. 7:28) Ele costumava deixar que a Palavra de Deus falasse por ele. Ele lia, citava ou men-cionava os textos mais adequados para apoiar seu argumento. (Mat. 4:4, 7, 10; 12:1-5; Luc. 4:16-21) Jesus tambem expli-´ cava as Escrituras, e fazia isso de uma maneira que tocava o cora ¸cao de seus ou-˜ vintes. Apos sua ressurrei ¸c´ ao, enquanto˜ falava com dois discıpulos que estavam a´ caminho de Emaus, ele “interpretou-lhes´ em todas as Escrituras as coisas referen-tes a si mesmo”. Quando Jesus ‘lhes abriu plenamente as Escrituras’, isso to-cou o cora ¸cao deles. — Luc. 24:27, 32.˜

12No seu temperamento e modo de pen-sar. O discernimento ajudava Jesus a ter autocontrole, a ser “vagaroso em irar-se”. (Pro. 16:32) Ele era “de temperamento brando”. (Mat. 11:29) Ele sempre tinha

11. Como Jesus mostrou discernimento em

seu modo de falar?

12, 13. Que exemplos mostram que Jesus era

vagaroso em irar-se e razoavel?´

paciencia com seus discˆ ıpulos, apesar´ das falhas deles. (Mar. 14:34-38; Luc. 22:24-27) Ele mantinha a calma mesmo quando era tratado de modo injusto. — 1 Ped. 2:23.

13O discernimento tambem tornava´ Jesus uma pessoa razoavel. Ele via al´ em´ das palavras da Lei mosaica; ele percebia o espırito por tr´ as da Lei e agia de acor-´ do. Por exemplo, considere o relato de Marcos 5:25-34. (Leia.) Uma mulher que sofria de um fluxo de sangue passou pelo meio de uma multidao, tocou na˜ roupa de Jesus e foi curada. Ela era impu-ra do ponto de vista da Lei; entao, n˜ ao˜ podia tocar em ninguem. (Lev. 15:25-27)´ Mas Jesus nao a repreendeu por ter toca-˜ do em sua roupa. Ele discernia que entre “os assuntos mais importantes da Lei” estavam “a misericordia e a fidelidade”.´ (Mat. 23:23) Ele disse de modo bondoso: “Filha, a tua fe te fez ficar boa. Vai em paz´ e fica curada da tua doen ¸ca penosa.” E´ muito bom saber que o discernimento de Jesus o motivou a agir com tanta bonda-de, nao acha?˜

14No seu modo de viver. Jesus mostrou discernimento por escolher o rumo certo na vida e por nao se desviar dele. Ele fez˜ da prega ¸cao das boas novas sua carreira.˜ (Luc. 4:43) Jesus tambem tomou deci-´ soes que lhe possibilitaram continuar˜ concentrado em seu ministerio at´ e ter-´ mina-lo. Ele sabiamente decidiu manter´ a vida simples para dedicar seu tempo e energias a essa obra. (Luc. 9:58) Ele dis-cerniu que precisava treinar outros para que eles continuassem a prega ¸cao ap˜ os´ sua morte. (Luc. 10:1-12; Joao 14:12) Ele˜ prometeu a seus seguidores que estaria envolvido nessa obra “ate´ a termina ¸c` ao˜ do sistema de coisas”. — Mat. 28:19, 20.

14. O que Jesus decidiu fazer, e como ele se

(14)

14 A SENTINELA

IMITE O DISCERNIMENTO DE JESUS

15Vejamos outra maneira de imitar-mos Jesus. Em nosso modo de falar. Ao conversar com nossos irmaos, procura-˜ mos edifica-los, n´ ao derrub˜ a-los. (Ef´ e.´ 4:29) Quando falamos com outros sobre o Reino de Deus, nos esfor ¸camos para que nossas palavras sejam ‘temperadas com sal’. (Col. 4:6) Tentamos discernir quais sao as necessidades e interesses˜ dos moradores e levamos isso em conta ao escolher nossas palavras. Sabemos que falar de modo bondoso pode abrir portas — e cora ¸coes. Al˜ em disso, ao ex-´ plicar nossas cren ¸cas, procuramos dei-xar que a Bıblia fale por n´ os. Por isso, n´ os´ a usamos como autoridade e lemos dire-tamente dela sempre que possıvel. Reco-´ nhecemos que a mensagem da Bıblia´ e´ muito mais poderosa do que qualquer coisa que poderıamos dizer por conta´ propria. — Heb. 4:12.´

15. Como podemos mostrar discernimento em

nosso modo de falar?

16Em nosso temperamento e modo de pensar. O discernimento nos ajuda a ter autocontrole, a ser ‘vagarosos no furor’. (Tia. 1:19) Quando outros nos ofendem, tentamos discernir o que esta por tr´ as de´ suas palavras e a ¸coes. Essa perspic˜ acia´ pode eliminar a raiva e nos ajudar a “pas-sar por alto a transgressao”. (Pro. 19:11)˜ O discernimento tambem nos ajuda a´ ser razoaveis. Dessa forma, tentamos ser´ realistas no que esperamos de nossos ir-maos, lembrando-nos de que talvez n˜ ao˜ compreendamos plenamente o que eles estao passando. Estamos dispostos a ou-˜ vir a opiniao deles e a ceder quando˜ apropriado. — Fil. 4:5.

17Em nosso modo de viver. Como se-guidores de Jesus, discernimos que nao˜ existe privilegio maior do que participar´ na prega ¸cao das boas novas. Tomamos˜ decisoes que nos possibilitam continuar˜ focados em nosso ministerio. Decidimos´ dar prioridade as coisas espirituais e` manter a vida simples a fim de nos dedi-cara important` ıssima obra de prega ¸c´ ao˜ antes que chegue o fim. — Mat. 6:33; 24:14.

18Foi muito bom considerar algumas das atraentes qualidades de Jesus, nao˜ e´ verdade? O que acha de fazer um estudo de suas outras qualidades e aprender como imita-las? Ent´ ao, estejamos deter-˜ minados a seguir de perto os passos dele. Por fazer isso, nao nos desviaremos do˜ caminho que levaa vida e nos achegare-` mos mais a Jeova, a Pessoa a quem Jesus´ imitou com perfei ¸cao.˜

16, 17. (a) Na pratica, como podemos ser ‘va-´

garosos no furor’ e razoaveis? (b) Como pode-´

mos nos manter focados em nosso ministerio?´

18. Como podemos continuar no caminho que

levaa vida, e o que voc` e estˆ a determinado a fa-´ zer?

Procure discernir o que interessaas pessoas e escolha`

suas palavras de acordo com as necessidades delas (Veja o paragrafo 15.)´

(15)

PREGAR as boas novas do Reinoe o trabalho´ mais importante realizado na Terra em nossos dias. Como servo de Jeova, voc´ e com certezaˆ considera um privilegio participar na obra de fa-´ zer discıpulos. Mesmo assim, voc´ e hˆ a de concor-´ dar que os pioneiros e os publicadores vez por outra acham um desafio manter seu zelo pela prega ¸cao.˜

Alguns publicadores acham muito difıcil en-´ contrar alguem na prega ¸c´ ao de casa em casa. De˜ fato, a maioria dos moradores talvez nao esteja˜ em casa. E, mesmo quando os moradores sao˜ contatados, pode ser que sejam indiferentes ou ate mesmo hostis´ a mensagem do Reino. J` a ou-´ tros publicadores pregam num territorio enorme´ e produtivo, mas temem nao conseguir dar con-˜ ta do trabalho. E alguns irmaos j˜ a est´ ao pregan-˜ do ha muitos anos — por muito mais tempo do´ que esperavam — e por isso acabam ficando de-sanimados.

Nao˜ e de surpreender que os servos de Jeov´ a´ enfrentem desafios que podem diminuir seu zelo pela prega ¸cao. Afinal, n˜ os pregamos a ver-´ dade num mundo dominado pelo “inıquo”, Sata-´ nas, o Diabo. — 1 Jo´ ao 5:19.˜

Nao importa que desafios voc˜ e enfrenta naˆ prega ¸cao das boas novas, tenha certeza de que˜ Jeova pode ajud´ a-lo a super´ a-los. Mas o que voc´ eˆ pode fazer para aumentar seu zelo pelo ministe-´ rio? Vejamos algumas sugestoes.˜

A JUDE OS MENOS EXPERIENTES

Todo ano, milhares de pessoas se dedicam a Deus e sao batizados como Testemunhas de˜ Jeova. Se voc´ e foi batizado hˆ a pouco tempo, sem´ duvida gostaria de receber ajuda daqueles que´ estao pregando h˜ a mais tempo que voc´ e. E, seˆ voceˆ e um publicador do Reino h´ a muitos anos,´ nao acha que˜ e importante e recompensador aju-´ dar a treinar publicadores novos?

Mantenha seu zelo

(16)

Jesus sabia que seus discıpulos precisavam de´ orienta ¸cao para se tornar evangelizadores efica-˜ zes e demonstrou como o trabalho devia ser fei-to. (Luc. 8:1) Hoje tambem´ e preciso treinar ou-´ tros para serem ministros habilidosos.

Nao devemos supor que um publicador novo˜ se tornara um bom instrutor s´ o porque participa´ no ministerio. Ele precisa que algu´ em bondoso e´ amoroso lhe de orienta ¸cˆ ao e acompanhe seu pro-˜ gresso de perto. Esse treinamento inclui mostrar como (1) preparar e ensaiar uma apresenta ¸cao,˜ (2) iniciar uma conversa com um morador ou al-guem que est´ a passando na rua, (3) oferecer pu-´ blica ¸coes, (4) cultivar o interesse e (5) iniciar um˜ estudo bıblico.´ E bem prov´ avel que esse treina-´ mento seja bem-sucedido se o publicador novo observar e imitar os metodos usados pelo irm´ ao˜ que o esta ajudando. (Luc. 6:40) Sem d´ uvida, o´ novo publicador ficara feliz por estar acompa-´ nhado de alguem atento e pronto a ajudar caso´ surja a necessidade. Ele tambem se beneficiar´ a´ de elogios e sugestoes pr˜ aticas. — Ecl. 4:9, 10.´ CONVERSE COM SEU

COMPANHEIRO DE PREGA ¸CAO˜

Apesar de todos os seus esfor ¸cos, as vezes a` melhor conversa que voce terˆ a no servi ¸co de´

campo sera com seu companheiro de prega ¸c´ ao.˜ Lembre-se de que Jesus enviou seus discıpulos´ “aos dois” para pregar. (Luc. 10:1)A medida que` trabalhassem juntos, eles poderiam animar um ao outro. Assim, passar tempo no campo com um irmao˜ e uma excelente oportunidade para´ “um intercambio de encorajamento”. — Rom.ˆ 1:12.

Quais sao alguns assuntos sobre os quais vo-˜ ces poderiam conversar? Algum de vocˆ es teveˆ recentemente uma experiencia animadora noˆ servi ¸co de campo? Encontrou algo interessante em seu estudo pessoal ou em famılia? Foi enco-´ rajado por algo que ouviu numa reuniao? Pode˜ ser que voce esteja trabalhando com um publica-ˆ dor a quem nao conhece bem. Talvez possa lhe˜ fazer algumas perguntas. Por exemplo, como ele conheceu a verdade? O que o convenceu de que essae a organiza ¸c´ ao de Jeov˜ a? Que privil´ egios´ e experiencias ele jˆ a teve? Voc´ e tambˆ em pode´ contar algumas de suas experiencias no servi ¸coˆ de Jeova. Qualquer que seja a rea ¸c´ ao das pes-˜ soas a prega ¸c` ao naquele dia, trabalhar com al-˜ guem no minist´ erio´ e uma excelente oportunida-´ de para ‘persistir em edificar um ao outro’. — 1 Tes. 5:11.

ˇ A obra de prega ¸cao contri-˜ bui para o cumprimento de profecias bıblicas. — Mar.´ 13:10.

ˇ Mostramos nossa obedien-ˆ cia por participar na obra de fazer discıpulos. — Mat.´ 28:19, 20.

ˇ Jeova quer que os per-´ versos sejam avisados das consequencias de suasˆ a ¸coes. — Eze. 3:19.˜

ˇ Se nao fal˜ assemos´ as pes-` soas sobre as boas novas, estarıamos em d´ ıvida com´ elas. — Atos 20:26, 27; Rom. 1:14, 15.

ˇ Quando participamos na prega ¸cao, evitamos culpa˜ de sangue. — Eze. 3:18.

ˇ Ensinar a verdade bıblica´ e´ um requisito para a nossa propria salva ¸c´ ao, al˜ em de´ salvar outros. — 1 Tim. 4:16.

ˇ Falar sobre Jeova e louv´ a-lo´ publicamente sao aspectos˜ importantes de nossa ado-ra ¸cao. — Heb. 13:15.˜

ˇ Obedecera ordem de pre-` gar mostra nosso amor por Jeova e Jesus. — Jo´ ao˜ 14:15; 1 Joao 5:3.˜

ˇ Nosso ministerio ajuda a re-´ futar as mentiras que Sata-nas espalha sobre Jeov´ a.´ — Isa. 43:10-12; 2 Cor. 4:4.

(17)

MANTENHA BONS HABITOS DE ESTUDO´

Algo essencial para nao perdermos o zelo pelo˜ ministerio´ e criar e manter bons h´ abitos de estu-´ do. “O escravo fiel e discreto” publica informa-¸coes sobre v˜ arios assuntos. (Mat. 24:45) Ent´ ao,˜ voce temˆ a sua disposi ¸c` ao uma grande variedade˜ de alimento espiritual. Vejamos um exemplo de um bom assunto para o estudo pessoal: por que a obra de pregar o Reino e t´ ao importante? O˜ quadro “Por que manter seu zelo pela prega ¸cao?”˜ alista alguns motivos.

Considerar os pontos alistados nesse quadro pode motivar voce a continuar pregando comˆ zelo. Como projeto de estudo, que tal enumerar outros motivos? Daı, medite nesses motivos e´ em textos que os apoiam. Isso com certeza forta-lecera seu zelo pelo minist´ erio.´

ESTE JA ABERTO A SUGESTOES˜

A organiza ¸cao de Jeov˜ a sempre d´ a sugest´ oes˜ para nos ajudar a melhorar nosso ministerio. Por´ exemplo, alem da prega ¸c´ ao de casa em casa, po-˜ demos dar testemunho por carta, por telefone, informalmente, em territorios comerciais e nas´ ruas ou em outros lugares publicos. Al´ em disso,´ talvez possamos nos programar para pregar em territorios pouco trabalhados.´

Voce estˆ a aberto a essas sugest´ oes? J˜ a tentou´ colocar em pratica algumas delas? Muitos que fi-´ zeram isso ficaram impressionados com os re-sultados. Veja tres exemplos.ˆ

O primeiro exemplo se refere a uma sugestao˜ apresentada num dos artigos de Nosso Ministerio´ do Reino sobre como iniciar estudos bıblicos.´ Essa sugestao motivou uma irm˜ a chamada April˜ a oferecer estudo a tres colegas de trabalho. Elaˆ

Converse com seu companheiro de prega ¸cao˜ Esteja aberto a sugestoes˜ Mantenha bons habitos de estudo´ Ajude alguem´ menos experiente

(18)

ficou surpresa e extremamente feliz quando as tres colegas aceitaram o estudo e come ¸caram aˆ assistiras reuni` oes congregacionais.˜

O segundo exemplo envolve o trabalho com nossas revistas. Temos sido incentivados a pro-curar pessoas que provavelmente se interessarao˜ por artigos especıficos das revistas. Um superin-´ tendente de circuito nos Estados Unidos disse que ofereceu um artigo de Despertai! sobre pneus aos gerentes de todas as lojas de pneus em certa

´

area. Ele e sua esposa tambem visitaram mais de´ cem consultorios m´ edicos no circuito para ofere-´ cer a revista com o artigo de capa “Os desafios de ser medico”. Ele conta que visitas desse tipo´ tem ajudado a divulgar nossa obra e nossas pu-ˆ blica ¸coes. Ele acrescenta: “Depois de um primei-˜ ro contato amigavel com as pessoas nesses luga-´ res, ficou mais facil visit´ a-las outras vezes.”´

O terceiro exemplo tem a ver com o testemu-nho por telefone. Uma irma chamada Judy escre-˜ veu a sede mundial agradecendo o incentivo`

para dar testemunho por telefone. Ela disse que sua mae, que tinha 86 anos e sofria de v˜ arios´ problemas de saude, passou a participar com´ frequencia nessa modalidade de prega ¸cˆ ao e se˜ sentia muito feliz por dirigir um estudo bıblico´ por telefone com uma senhora de 92 anos!

As sugestoes em nossas publica ¸c˜ oes realmen-˜ te funcionam. Use-as! Elas podem ajudar voce aˆ manter sua alegria e seu zelo pelo ministerio.´ ESTABELE ¸CA ALVOS RAZOAVEIS´

Nao devemos medir o sucesso de nosso minis-˜ terio apenas com base no n´ umero de publica-´ ¸coes que distribu˜ ımos, de estudos b´ ıblicos que´ dirigimos ou de pessoas que ajudamos a se tor-nar servas de Jeova. Pense em No´ e. Quantos fora´ de sua famılia imediata ele ajudou a se tornar´ adoradores de Jeova? Mesmo assim, ele sem d´ u-´ vida foi um pregador bem-sucedido. O impor-tantee servir a Jeov´ a fielmente. — 1 Cor. 4:2.´

Muitos publicadores do Reino perceberam que estabelecer alvos razoaveis ajuda a aumentar´ seu entusiasmo pela prega ¸cao. Quais seriam al-˜ guns desses alvos? Algumas ideias sao apresen-˜ tadas no quadro “Exemplos de alvos razoaveis”.´ Com a ajuda de Jeova, procure maneiras´ de tornar seu servi ¸co gratificante e produtivo. Quando alcan ¸car seus alvos, voce se sentirˆ a rea-´ lizado e feliz por saber que esta fazendo tudo ao´ seu alcance para pregar as boas novas.

´

E verdade que a prega ¸cao tem os seus desa-˜ fios. Mas ha coisas que voc´ e pode fazer para serˆ um zeloso proclamador do Reino. Tenha conver-sas encorajadoras com o seu companheiro de prega ¸cao, crie e mantenha bons h˜ abitos de estu-´ do, coloque em pratica as sugest´ oes do escravo˜ fiel e estabele ¸ca alvos razoaveis. Acima de tudo,´ lembre-se de que Deus concedeu a voce o privi-ˆ legio inestim´ avel de declarar as boas novas como´ uma de Suas Testemunhas. (Isa. 43:10) Mante-nha seu zelo pela prega ¸cao e com certeza sentir˜ a´ grande alegria!

18 A SENTINELA

ˇ Fazer uma programa ¸cao semanal de˜ prega ¸cao e se apegar a ela.˜

ˇ Oferecer um estudo bıblico em toda´ oportunidade.

ˇ Tentar ler pelo menos um texto bıblico´ ao conversar com cada morador.

ˇ Aumentar a distribui ¸cao de revistas.˜

ˇ Revisitar todos os que dao aten ¸c˜ ao˜ a` mensagem do Reino.

ˇ Participar em varias modalidades de´ prega ¸cao.˜

ˇ Criar mais oportunidades para dar testemunho informal.

(19)

JESUS CRISTO comissionou seus seguidores a realizar uma obra de enormes propor ¸coes. Ele lhes ordenou: “Ide . . . e fa-˜ zei discıpulos de pessoas de todas as na ¸c´ oes.” Em resultado˜ dessa obra, as “boas novas [seriam] pregadas em toda a ter-ra habitada, em testemunho a todas as na ¸coes”. — Mat. 24:14;˜ 28:19.

2Os discıpulos amavam Jesus e as boas novas. Ainda as-´ sim, eles talvez se perguntassem como poderiam cumprir essa tarefa diante de tantos desafios. Em primeiro lugar, os discıpulos eram poucos. Al´ em disso, Jesus, a quem eles pro-´ clamavam como o Filho de Deus, tinha sido assassinado. E, embora fossem encarados como “indoutos e comuns”, eles teriam de declarar uma mensagem contraria aos ensinos dos´ renomados lıderes religiosos, que eram peritos em tradi ¸c´ oes˜ antigas. (Atos 4:13) Tambem, visto que os disc´ ıpulos n´ ao˜ eram respeitados em Israel, pode ser que eles tenham

1-3. Que obstaculos os disc´ ıpulos de Jesus enfrentaram para pregar as´

boas novas em “todas as na ¸coes”?˜

As na ¸c

oes s

˜

ao preparadas

˜

para “o ensino de Jeov

a”

´

“O proc

onsul . . . tornou-se crente, pois ficou assombrado

ˆ

com o ensino de Jeov

a.”

´

— ATOS 13:12.

SABE RESPONDER?

Como a Pax Romana ajudou os discıpulos de Jesus?´

Como a relativa facilidade de viajar e a lıngua grega contri-´ buıram para a expans´ ao do˜ cristianismo?

Como a obra dos discıpulos´ de Cristo foi beneficiada pela lei romana e pela dispersao˜ dos judeus?

(20)

20 A SENTINELA

imaginado se alguem no poderoso Im-´ perio Romano os escutaria.´

3Alem disso, Jesus tinha avisado´ seus discıpulos que eles seriam odiados´ e perseguidos e que alguns deles seriam mortos. (Luc. 21:16, 17) Eles teriam de li-dar com trai ¸cao, falsos profetas e o au-˜ mento da criminalidade e da violencia.ˆ (Mat. 24:10-12) Mesmo que sua mensa-gem sempre fosse bem recebida, como eles conseguiriam leva-la “at´ e´ a parte` mais distante da terra”? (Atos 1:8) Esses desafios devem ter parecido muito inti-midadores!

4Quaisquer que fossem suas preocu-pa ¸coes, os disc˜ ıpulos se esfor ¸caram em´ pregar as boas novas nao apenas em Je-˜ rusalem e Samaria, mas em todo o mun-´ do conhecido naquelaepoca. Apesar de´ os discıpulos enfrentarem dificuldades,´ em 30 anos as boas novas haviam sido “pregadas em toda a cria ¸cao debaixo do˜ ceu” e estavam “dando fruto” e “aumen-´ tando em todo o mundo”. (Col. 1:6, 23) Por exemplo, por causa do que o apos-´ tolo Paulo disse e fez na ilha de Chipre, o proconsul romano Sˆ ergio Paulo “tor-´ nou-se crente, pois ficou assombrado com o ensino de Jeova”. —´ Leia Atos 13:6-12.

5Os discıpulos de Jesus sabiam que´ nao conseguiriam realizar a obra de pre-˜ ga ¸cao em suas pr˜ oprias for ¸cas. Jesus ti-´ nha dito que estaria com eles e que o es-pırito santo os ajudaria. (Mat. 28:20) Em´ certo sentido, as circunstancias do mun-ˆ do naquela epoca foram favor´ aveis´ a`

4. Ate que ponto as boas novas foram pregadas´

pelos discıpulos no primeiro s´ eculo?´

5. (a) Que garantia Jesus deu a seus discıpu-´

los? (b) Depois de analisar as circunstancias doˆ

primeiro seculo, o que alguns concluem?´

prega ¸cao do Reino. O livro Evangelism in˜ the Early Church (Evangeliza ¸cao na Igre-˜ ja Primitiva) declara: “Provavelmente, nenhum perıodo na Hist´ oria foi mais´ adequado para receber a recem-forma-´ da Igreja do que o primeiro seculo a.D.´ . . . No segundo seculo, os crist´ aos . . .˜ come ¸caram a afirmar que foi a divi-na providencia que havia preparado oˆ mundo para o advento [ou chegada] do cristianismo.”

6A Bıblia n´ ao diz at˜ e que ponto Deus´ manobrou os acontecimentos no pri-meiro seculo para que as boas novas fos-´ sem amplamente pregadas. No entanto, uma coisa e certa: Jeov´ a queria que as´ boas novas fossem pregadas, mas Sata-nas n´ ao. Neste artigo, vamos considerar˜ alguns fatores que talvez tenham torna-do a obra de prega ¸cao mais f˜ acil no pri-´ meiro seculo do que em outros per´ ıodos´ da Historia. No pr´ oximo artigo, analisa-´ remos acontecimentos dos tempos mo-dernos que nos ajudam a proclamar as boas novas ate os confins da Terra.´

APAX ROMANA

7De certa forma, o mundo romano do primeiro seculo beneficiou os cris-´ taos. Por exemplo, havia a Pax Romana,˜ ou Paz Romana. O vasto Imperio Roma-´ no impos estabilidade aos povos sob seuˆ domınio.´ As vezes houve “guerras e re-` latos de guerras”, conforme Jesus havia predito. (Mat. 24:6) Os exercitos roma-´ nos destruıram Jerusal´ em em 70 EC, e´ ocorreram pequenas batalhas nas fron-teiras do imperio. No entanto, por cerca´

6. O que vamos considerar (a) neste artigo?

(b) no proximo artigo?´

7. O que era a Pax Romana, e por que ela foi tao˜

(21)

de 200 anos a partir daepoca de Jesus,´ o mundo mediterraneo esteve relativa-ˆ mente livre de conflitos. Uma obra de referencia diz: “Nunca na histˆ oria hu-´ mana houve um perıodo t´ ao longo de˜ tranquilidade geral, e nunca mais se manteve uma paz tao constante entre˜ tantas pessoas.”

8O teologo Or´ ıgenes, do terceiro s´ e-´ culo, expressou sua opiniao ao escrever:˜ “Se houvesse muitos reinos, os ensinos de Jesus dificilmente teriam se espalha-do por toespalha-do o munespalha-do, . . . pois homens em toda a parte teriam sido obrigados a prestar servi ¸co militar e a lutar para de-fender seu proprio pa´ ıs. . . . Por isso,´ como poderia esse ensino, que prega a paz e nem mesmo permite que os ho-mens se vinguem de seus inimigos, ter sido bem-sucedido se a situa ¸cao inter-˜ nacional nao tivesse mudado e um esp˜ ı-´ rito mais pacıfico n´ ao prevalecesse na˜

´

epoca do advento de Jesus?” Embora os pacıficos proclamadores do Reino´ fossem perseguidos no mundo roma-no, eles pelo visto se beneficiaram do ambiente relativamente calmo daquela

´

epoca. —Leia Romanos 12:18-21.

A RELATIVA FACILIDADE DE VIAJAR

9Para obter e manter o controle sobre seus suditos, Roma tinha um ex´ ercito´ forte e eficiente. A fim de movimentar suas tropas rapidamente, eram necessa-´ rias boas estradas, e os romanos eram peritos em construı-las. Engenheiros ro-´ manos construıram mais de 80 mil qui-´ lometros de estradas que ligavam quaseˆ todas as provıncias. As estradas corta-´

8. Como o ambiente pacıfico beneficiou os pri-´

meiros cristaos?˜

9, 10. Por que era relativamente facil para os´

discıpulos viajarem pelo Imp´ erio Romano?´

vam florestas, cruzavam desertos e atra-vessavam montanhas, e foram bem usa-das pelos cristaos.˜

10Alem das estradas, os romanos´ usavam uns 27 mil quilometros de riosˆ e canais navegaveis. Os navios romanos´ viajavam por cerca de 900 rotas marıti-´ mas que ligavam centenas de portos. Por isso, os cristaos conseguiam viajar˜ por todo o mundo romano. Havia difi-culdades, mas o apostolo Paulo e outros´ podiam viajar pelo imperio sem passa-´ portes e vistos. Nao havia controle de˜ imigra ¸cao nem alf˜ andegas dentro doˆ imperio. Os criminosos temiam a puni-´ ¸cao romana; por isso, as estradas eram˜ relativamente seguras. Viajar por mar tambem era seguro porque navios ro-´ manos patrulhavam as rotas marıtimas´ para combater a pirataria. Apesar de Paulo ter sofrido naufragio algumas ve-´ zes, e dos outros perigos de viagens no mar, as Escrituras nao dizem que suas˜ viagens tenham sido amea ¸cadas por pi-ratas. — 2 Cor. 11:25, 26.

A LINGUA GREGA´

11O grego comum, ou coine, aju-´ dou a promover a boa comunica ¸cao e a˜ uniao entre as congrega ¸c˜ oes crist˜ as. Por˜ causa das conquistas de Alexandre, o Grande, o grego se tornou amplamen-te falado e compreendido. Assim, os servos de Deus podiam se comunicar com todo tipo de pessoas, e isso contri-buiu para a divulga ¸cao das boas novas.˜ Alem disso, judeus que viviam no Egi-´ to haviam traduzido as Escrituras He-braicas para o grego. As pessoas esta-vam familiarizadas com essa versao, a˜ Septuaginta, e os primeiros seguidores

(22)

22 A SENTINELA

de Cristo a citavam com frequencia. Osˆ cristaos tamb˜ em consideravam o grego´ ideal para seus escritos. Ele tinha um vocabulario extenso, incluindo muitos´ termosuteis para explicar assuntos es-´ pirituais.

12Como os cristaos usavam as Escri-˜ turas em seu ministerio? A princ´ ıpio,´ eles usavam rolos. Mas os rolos eram desajeitados, pois tinham de ser enrola-dos e desenrolaenrola-dos e geralmente conti-nham escrita apenas de um lado do

per-12. (a) O quee um c´ odice, e que vantagens ele´

tinha sobre o rolo? (b) Quando o codice passou´

a ser muito usado pelos cristaos?˜

gaminho. So o Evangelho de Mateus en-´ chia um rolo inteiro. Mas daı veio o c´ o-´ dice — um modelo preliminar do livro, em que varias p´ aginas eram costuradas´ juntas. Um leitor podia abrir um codice´ e facilmente encontrar uma passagem das Escrituras. Nao se sabe ao certo˜ quando os cristaos come ¸caram a us˜ a-lo,´ mas uma obra de referencia diz: “O usoˆ do codice pelos crist´ aos no segundo s˜ e-´ culoe t´ ao universal que sua introdu ¸c˜ ao˜ deve datar de bem antes de 100 a.D.”

A LEI ROMANA

13A lei romana vigorava em todo o imperio, e a cidadania romana conferia´ imunidades e direitos valiosos. Paulo fez uso de sua cidadania romana em al-gumas ocasioes. Quando estava prestes˜ a ser chicoteado em Jerusalem, o ap´ os-´ tolo perguntou a um oficial do exercito´ romano: “E l´ ıcito que a ¸coiteis um ho-´ mem quee romano e que n´ ao est˜ a con-´ denado?” Nao era. Quando Paulo disse˜ que era um cidadao romano de nasci-˜ mento, “os homens que estavam prestes a [interroga-lo] com tortura retiraram-se´ dele imediatamente; e o comandante militar ficou com medo ao averiguar que [Paulo] era romano e que o havia amarrado”. — Atos 22:25-29.

14O fato de Paulo ser um cidadao ro-˜ mano afetou o modo como ele foi trata-do em Filipos. (Atos 16:35-40) EmEfeso,´ o escrivao da cidade citou o sistema le-˜ gal romano depois de acalmar uma mul-tidao enfurecida. (Atos 19:35-41) Em˜ Cesareia, o apelo legal de Paulo abriu caminho para que ele defendesse sua fe´ perante Cesar. (Atos 25:8-12) Assim, a´

13, 14. (a) Como Paulo fez uso de sua

cidada-nia romana? (b) Como a lei romana beneficiou os cristaos?˜

Era muito mais facil´ encontrar um texto num codice´

(23)

lei romana tornou possıvel “defender e´ estabelecer legalmente as boas novas”. — Fil. 1:7.

O EFEITO DA DISPERSAO DOS JUDEUS˜

15Em alguns aspectos, a obra de evangeliza ¸cao foi mais f˜ acil para os cris-´ taos do primeiro s˜ eculo porque comuni-´ dades judaicas estavam espalhadas por todo o Imperio Romano. S´ eculos antes,´ os assırios, e mais tarde os babil´ onios,ˆ tinham levado os judeus para o exılio´ longe de sua terra natal. No quinto secu-´ lo AEC, ja havia comunidades judaicas´ nas 127 provıncias do Imp´ erio Persa.´ (Ester 9:30) Quando Jesus estava na Ter-ra, havia comunidades de judeus no Egito e em outras partes do Norte da´ Africa, bem como na Grecia, na´ Asia´ Menor e na Mesopotamia. Estima-seˆ que, dos 60 milhoes de s˜ uditos do Imp´ e-´ rio Romano, cerca de 1 em cada 14 era judeu. Aonde quer que fossem, os ju-deus levavam sua religiao. — Mat. 23:15.˜ 16Visto que os judeus estavam tao es-˜ palhados, muitos nao judeus se familia-˜ rizaram com as Escrituras Hebraicas. Eles aprenderam que existe apenas um Deus verdadeiro e que seus adoradores tem altos padrˆ oes morais e˜ eticos. Al´ em´ disso, as Escrituras Hebraicas estavam cheias de profecias a respeito do Mes-sias. (Luc. 24:44) Tanto judeus como cristaos entendiam que as Escrituras˜ Hebraicas eram a inspirada Palavra de Deus, o que possibilitou a Paulo estabe-lecer uma base comum com aqueles que tinham o cora ¸cao receptivo˜ as boas no-`

15. Onde havia comunidades judaicas no

pri-meiro seculo?´

16, 17. (a) De que maneiras a dispersao dos˜

judeus beneficiou muitos nao judeus? (b) Que˜

padrao dos judeus os disc˜ ıpulos seguiram?´

vas. Por isso, o apostolo tinha o costume´ de ir as sinagogas dos judeus e racio-` cinar com eles usando as Escrituras. —Leia Atos 17:1, 2.

17Os judeus tinham estabelecido um padrao de adora ¸c˜ ao. Eles se reuniam re-˜ gularmente em sinagogas ou em locais de adora ¸cao ao ar livre. Eles entoavam˜ canticos, oravam e consideravam as Es-ˆ crituras. Hoje, os cristaos seguem esse˜ mesmo padrao em suas congrega ¸c˜ oes.˜

POSSIVEL COM A AJUDA DE JEOV´ A´

18E foi assim que um notavel conjun-´ to de circunstancias contribuiu para oˆ sucesso da obra de prega ¸cao no in˜ ıcio´ do cristianismo. A Pax Romana, a facili-dade de viajar, um idioma universal, a lei romana e a dispersao dos judeus aju-˜ daram os discıpulos de Jesus a cumprir´ sua comissao divina de pregar as boas˜ novas.

19Quatro seculos antes de Jesus, um´ personagem de uma obra do filosofo´ grego Platao disse: “Seria muito dif˜ ıcil´ encontrar o criador e pai deste Universo e, mesmo se o encontrassemos, seria´ impossıvel falar sobre ele a todos.” No´ entanto, Jesus disse: “As coisas impossı-´ veis aos homens sao poss˜ ıveis a Deus.”´ (Luc. 18:27) O Criador do Universo quer que as pessoas o encontrem e o conhe-¸cam. Alem disso, Jesus disse a seus se-´ guidores: “Fazei discıpulos de pessoas´ de todas as na ¸coes.” (Mat. 28:19) Com a˜ ajuda de Jeova Deus,´ e poss´ ıvel cumprir´ essa comissao. O pr˜ oximo artigo mos-´ trara como essa obra est´ a sendo realiza-´ da em nossos dias.

18, 19. (a) O que as circunstancias do primei-ˆ

ro seculo tornaram poss´ ıvel? (b) Depois de con-´

siderar essas informa ¸coes, como voc˜ e se senteˆ

(24)

OS ESTUDANTES DA BIBLIA1 do final do s ´eculo 19 e in ´ıcio´ do seculo 20 enfrentaram muitos obst´ aculos. Assim como os´ cristaos do primeiro s˜ eculo, eles proclamavam uma mensa-´ gem que nao era aceita pela maioria das pessoas. Eles eram˜ poucos, e o mundo em geral nao os considerava bem instru˜ ı-´ dos. Alem disso, eles com o tempo enfrentariam a “grande´ ira” de Satanas, o Diabo. (Rev. 12:12) E sua obra de prega ¸c´ ao˜ ocorreria durante os “ultimos dias”, uma´ epoca caracterizada´ por “tempos crıticos, dif´ ıceis de manejar”. — 2 Tim. 3:1.´

2Ainda assim, o proposito de Jeov´ a´ e que seu povo procla-´ me as boas novas numa escala sem precedentes em nossa

´

epoca, e nada pode impedi-lo de cumprir esse proposito. As-´ sim como libertou de Babilonia a antiga na ¸cˆ ao de Israel, nos˜ tempos modernos Jeova resgatou seus servos de “Babil´ onia, aˆ

1 Os Estudantes da B ´ıblia adotaram o nome de Testemunhas de Jeov ´a em 1931. — Isa. 43:10.

1. Que obstaculos´ a obra de prega ¸c` ao os crist˜ aos enfrentaram em tem-˜ pos modernos?

2. O que Jeova tem feito para apoiar a obra de prega ¸c´ ao nos dias atuais?˜

Jeov

a orienta nossa obra

´

mundial de ensino

“Eu, Jeov

a, sou teu Deus, Aquele que te ensina

´

a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho

em que deves andar.”

— ISA. 48:17.

SABE EXPLICAR?

Que participa ¸cao os servos˜ de Jeova t´ em tido na tradu-ˆ

¸cao da B˜ ıblia?´

Comoepocas de paz e os´ meios de transporte tem nosˆ ajudado na prega ¸cao?˜

Que inven ¸coes temos usado˜ na prega ¸cao das boas novas?˜

(25)

Grande”, o imperio mundial da religi´ ao˜ falsa. (Rev. 18:1-4) Ele tem nos ensinado para o nosso proprio bem, nos aben ¸coa-´ do com paz e nos ajudado a cumprir nos-sa comissao de ensinar outros.˜ (Leia Isaıas 48:16-18.) Isso n´ ao significa que˜ ele usa sua capacidade de prever o futu-ro para interferir em todos os aconteci-mentos na Terra a fim de apoiar a obra de prega ¸cao.˜ As vezes surgem condi ¸c` oes˜ que favorecem nossa obra. Mesmo as-sim,e apenas com a ajuda de Jeov´ a que´ conseguimos enfrentar persegui ¸coes e˜ outros problemas que nos dificultam pregar neste mundo governado por Sata-nas. — Isa. 41:13; 1 Jo´ ao 5:19.˜

3Jeova inspirou o profeta Daniel a´ predizer que o ‘verdadeiro conhecimen-to se conhecimen-tornaria abundante’ no tempo do fim.(Leia Daniel 12:4.) Jeova ajudou os´ Estudantes da Bıblia a entender verda-´ des bıblicas fundamentais que por mui-´ to tempo haviam sido obscurecidas pelas doutrinas da cristandade. Agora ele esta´ usando seu povo para divulgar o verda-deiro conhecimento em toda a Terra. Dessa forma, vemos o cumprimento da profecia de Daniel. Quase 8 milhoes de˜ pessoas aceitaram a verdade da Bıblia e´ a estao declarando em todo o mundo.˜ Quais sao alguns dos fatores que torna-˜ ram essa proclama ¸cao global poss˜ ıvel?´

A TRADU ¸CAO DA B˜ IBLIA´

4Um fator que tem favorecido a pro-clama ¸cao das boas novas˜ e a ampla´ disponibilidade da Bıblia. Por s´ eculos,´ o clero da cristandade desencorajou e combateu a leitura da Bıblia, e at´ e foi res-´ ponsavel pela morte de algumas pessoas´

3. Como o ‘verdadeiro conhecimento se tornou

abundante’?

4. No seculo 19, a B´ ıblia estava dispon´ ıvel em´ quantos idiomas?

que a traduziram. Mas, durante o secu-´ lo 19, sociedades bıblicas tornaram a B´ ı-´ blia disponıvel, inteira ou em parte, em´ uns 400 idiomas. No fim desse mesmo seculo, muitas pessoas j´ a possu´ ıam uma´ Bıblia, mas n´ ao tinham conhecimento˜ exato de ensinos bıblicos.´

5Os Estudantes da Bıblia sabiam que´ tinham de pregar e incansavelmente ex-plicaram o que a Bıblia ensina. Al´ em dis-´ so, ao longo dos anos o povo de Jeova´ tem usado e distribuıdo v´ arias vers´ oes˜ da Bıblia. Desde 1950, eles publicam a´ Tradu ¸cao do Novo Mundo das Escrituras˜ Sagradas, inteira ou em parte, em mais de 120 idiomas. A edi ¸cao de 2013 em ingl˜ esˆ da Tradu ¸cao do Novo Mundo tornar˜ a me-´ nos desafiadora a tradu ¸cao dessa B˜ ıblia´ para outros idiomas. E usar uma tradu-¸cao clara e f˜ acil de ler, por sua vez, nos´ ajuda em nossa obra de prega ¸cao.˜

PERIODOS DE PAZ´

6Voce talvez pense: ‘Mas o mundoˆ nao parece estar em paz.’ Por exemplo,˜ no seculo 20, milh´ oes de pessoas morre-˜ ram por causa de guerras, principalmen-te duranprincipalmen-te as duas guerras mundiais. Mesmo assim, num congresso em 1942, enquanto a Segunda Guerra Mundial de-vastava o mundo, Nathan Knorr, que es-tava na dianteira da obra mundial, profe-riu o discurso “Paz — pode durar?”. Com base no capıtulo 17 de Revela ¸c´ ao, esse˜ discurso apresentou evidencias de que aˆ guerra que estava em andamento nao le-˜ varia ao Armagedom, mas a um perıodo´ de paz. — Rev. 17:3, 11.

5. O que as Testemunhas de Jeova t´ em feito noˆ

campo da tradu ¸cao da B˜ ıblia?´

6, 7. (a) Ate que ponto as guerras t´ em sido co-ˆ

muns nos tempos modernos? (b) Como a relati-va paz em alguns lugares tem beneficiado nos-sa obra de prega ¸cao?˜

(26)

26 A SENTINELA

7O fim da Segunda Guerra Mundial nao trouxe paz total. De acordo com uma˜ estimativa, houve 331 episodios de con-´ flitos armados entre 1946 e 2013. Mi-lhoes de pessoas morreram. Mas, duran-˜ te esses anos, houve relativa paz em muitos paıses, e o povo de Jeov´ a aprovei-´ tou essa situa ¸cao para proclamar as boas˜ novas. Qual foi o resultado? Em 1944, havia menos de 110 mil publicadores do Reino em todo o mundo. Hoje, ha cerca´ de 8 milhoes!˜ (Leia Isaıas 60:22.) N´ ao fi-˜ camos gratos quando podemos pregar as boas novas em condi ¸coes pac˜ ıficas?´

OS MEIOS DE TRANSPORTE

8Avan ¸cos no campo dos transportes facilitaram a obra de prega ¸cao. Em 1900˜ — uns 21 anos apos a impress´ ao da pri-˜ meira revista A Sentinela, em ingles, — ha-ˆ via apenas 8 mil automoveis registrados´ em todos os Estados Unidos, e pou-cas centenas de quilometros de estradasˆ eram trafegaveis. Hoje, em todo o mun-´ do, ha mais de 1 bilh´ ao e meio de ve˜ ıcu-´ los motorizados registrados e milhoes de˜ quilometros de boas estradas. Carros eˆ

8, 9. Que avan ¸cos ocorreram no campo dos

transportes, e como eles nos ajudaram em nos-sa obra?

estradas permitem que levemos as boas novas a pessoas que vivem emareas re-´ motas. Mas, mesmo que nao tenhamos˜ acesso facil a meios de transporte e pre-´ cisemos andar grandes distancias, nosˆ esfor ¸camos ao maximo para fazer disc´ ı-´ pulos. — Mat. 28:19, 20.

9Varios outros meios de transporte´ tambem t´ em sidoˆ uteis em nossa obra.´ Caminhoes, navios e trens tornam poss˜ ı-´ vel transportar publica ¸coes b˜ ıblicas para´ regioes muito remotas em poucas se-˜ manas. Avioes permitem que superin-˜ tendentes de circuito, membros de co-missoes de filial, mission˜ arios e outros´ viajem rapidamente para fazer discursos em congressos ou cuidar de outras desig-na ¸coes teocr˜ aticas. Al´ em disso, mem-´ bros do Corpo Governante e outros ir-maos da sede mundial viajam de avi˜ ao˜ para muitos paıses a fim de encorajar e´ instruir os irmaos. Dessa forma, avan-˜ ¸cos nos transportes ajudaram o povo de Jeova a se manter unido. — Sal. 133:1-3.´

UM IDIOMA INTERNACIONAL

10No primeiro seculo, o grego co-´ mum, ou coine, era muito usado no Im-´

10. Por que se pode dizer que o inglesˆ e um´

idioma internacional?

Distribu

ımos publica ¸c

´

oes

˜

b

ıblicas em todo

´

o mundo

A Harpa de Deus 5.800.000 EXEMPLARES [36 idiomas] “Seja Deus Verdadeiro” 18.400.000 EXEMPLARES [56 idiomas]

(27)

perio Romano. Ser´ a que existe hoje um´ idioma que seja tao usado assim? Muitos˜ diriam que o inglesˆ e esse idioma. O livro´ English as a Global Language (Ingles comoˆ Idioma Universal) diz: “Cerca de um quarto da popula ¸cao do mundo j˜ a´ e´ fluente ou tem um bom nıvel no ingl´ es.”ˆ A lıngua estrangeira mais ensinada´ e o´ ingles, queˆ e usado na comunica ¸c´ ao in-˜ ternacional para objetivos comerciais, polıticos, cient´ ıficos e tecnol´ ogicos.´

11O amplo uso do ingles tem ajudadoˆ a expandir a adora ¸cao pura. Por anos,˜ A Sentinela e outras publica ¸coes basea-˜ das na Bıblia foram impressas primeiro´ em ingles. Esseˆ e o idioma falado na sede´ mundial das Testemunhas de Jeova. E ele´

´

e usado ao ensinar estudantes no Cen-tro Educacional da Torre de Vigia, em Patterson, Nova York, EUA.

12Visto que temos a responsabilida-de responsabilida-de pregar as boas novas do Reino a pessoas de todas as na ¸coes, traduzi-˜ mos nossas publica ¸coes para cerca de˜ 700 idiomas. Avan ¸cos na tecnologia de

11. Que impacto o ingles tem tido na expansˆ ao˜

da adora ¸cao pura?˜

12. Para quantos idiomas os servos de Jeova´

tem traduzido publica ¸cˆ oes b˜ ıblicas, e como a´

tecnologia tornou isso possıvel?´

computadores tem nos ajudado nesseˆ grande desafio. Por exemplo, o MEPS (Sistema de Editora ¸cao Eletr˜ onica Multi-ˆ lıngue) possibilita formatar textos em´ centenas de idiomas. Esse trabalho de tradu ¸cao nos ajuda a divulgar a mensa-˜ gem do Reino e promove a uniao entre˜ nos mundialmente. Mas estamos unidos´ principalmente porque falamos o idioma mais importante: a “lıngua pura” da ver-´ dade bıblica. —´ Leia Sofonias 3:9.

LEIS E DECISOES JUR˜ IDICAS´

13Como vimos no artigo anterior, os cristaos do primeiro s˜ eculo se beneficia-´ vam da lei romana, que vigorava em todo o imperio. Do mesmo modo hoje, os cris-´ taos se beneficiam de provis˜ oes legais.˜ Por exemplo, nos Estados Unidos — local de nossa sede mundial — a Constitui ¸cao˜ garante liberdade de religiao, de expres-˜ sao e de reuni˜ ao. Isso tem dado aos ir-˜ maos naquele pa˜ ıs liberdade de se reunir´ abertamente para considerar a Bıblia e´ de compartilhar com outros o que apren-dem. Mas a liberdade de exercer certos direitos teve de ser estabelecida legal-mente nos tribunais. (Fil. 1:7) Quando

13, 14. Como os cristaos t˜ em se beneficiadoˆ

de leis e decisoes jur˜ ıdicas?´ A Verdade Que Conduz`

a Vida Eterna 107.300.000 EXEMPLARES [120 idiomas] O Que a Bıblia´ Realmente Ensina? 237.600.000 EXEMPLARES [272 idiomas]

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