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Ó TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

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TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

EMBARGOS DE DECLARACÃO CIVELN"1.0024.95.107357-6/002

EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REQUISITOS LEGAIS. Os embargos de declaração são cablvels quando houver na sentença ou no acórdão obscuridade, contradição ou omissão.

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO c1VEL N" 1.0024.95.107357-6/002 NA APELAÇÃO - COMARCA DE BELO HORIZONTE - EMBARGANTE(S): CIA MINEIRA PARTlCIPACOES IND COM - EMBARGADO(A)(S): BANCO BRASIL S/A - LITISCONSORTE: BMP SIDERURGIA S/A - RELATOR: EXMO. SR. DES. JOSÉ FLÁVIO DE ALMEIDA

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Vistos etc., acorda, em Turma, a 128 CÂMARA CIVEL do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, incorporando neste o relatório de fls., na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas, à unanimidade de votos, EM ACOLHER OS EMBARGOS, SEM ALTERAÇÃO DO RESULTADO.

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TRIBUNAL DE JUSTiÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMBARGOS DE DECLARACÃO CIVEL N° 1.0024.95.107357-6/002

O SR. DES. JOSÉ FLÁVIO DE ALMEIDA:

Vala

CIA MINEIRA DE PARTICIPAÇÕES INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDAopõe embargos de declaração contra o acórdão de f. 2533/2541, sustentando omissão em razão do não julgamento do agravo retido como preliminar do recurso de apelação interposto por BANCO DO BRASILS/A.

A embargante alega que o acórdão que reconheceu a nulidade da sentença em razão de conter julgamento cltra petíta é contraditório, ao argumento de que o mérito foi decidido pela decisão Interlocutória.

Sustenta que a decisão interlocutória deve subsistir se o agravo retido não for julgado, permanecendo o entendimento nela esposado de que "o V. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça resolveu a questão relativa à existência de crédito da Mendes Júnior contra o Banco do Brasil S/A" (sic, f. 2550).

Pede o acolhimento e provimento dos embargos, para que seja suprida a omissão, com o julgamento e não provimento do agravo retido, bem como para que seja atribuído efeito infringente aos embargos, negando-se provimento à apelação manejada por Banco do Brasil S/A.

Prequestiona o art. 5°, XXXVI da Constituição da República e arts. 468, 471, 473 e 474 do Código de Processo Civil.

Conheço dos embargos de declaração opostos, porque tempestivos.

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EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CIVEL N° 1.0024.95.107357-6/002

Examinando o acórdão embargado, não identifico, todavia, os vicios apontados pela embargante para efeito de atribuir efeitos infringentes aos embargos declaratórios.

Extrai-se do acórdão embargado:

"Registro que a decisão que determinou o prosseguimento dos embargos foi objeto de agravo retido interposto pelo Banco do Brasil às f.

1170/1178, apenso.

Assim, verifica-se que a decisão de f.

1069/1070, apenso, atacada pelo agravo retido, rejeitou embargos declaratórios opostos em face da decisão de f. 1050/1051, apenso, que, por sua vez, decidiu pelo prosseguimento do julgamento dos embargosàexecução, consoante decisão do STJ, nos seguintes termos:

"Com efeito, apesar das divergências instauradas nas instâncias superiores em torno da

"vexata quaestio", tenho que o V. Acórdão oriundo do Colendo Superior Tribunal de Justiça - considerando o voto médio proferido pelo Ministro Menezes Direito - resolveu a questão relativa à existência de crédito da Mendes Júnior contra o Banco do Brasil S/A, crédito esse a ser considerado no julgamento dos embargos.

Aliás, outra não foi a conclusão que se chegou a eminente e conceituada Professora ALDA PELLEGRINI GRINOVER, através de seu abalizado parecer de fls. 1.019/1.040, ao responder a consulta que lhe foi formulada em nome do Grupo Mendes Júnior, ao qual me reporto.

Logo, tem-se como certo que não há mais nada a suprir nos presentes autos, senão a apuraçãe dos valores aritméticos, de sorte a possibilitar a regular compensação d

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respectivos créditos, bem como vislumbrar eventual excesso de execução" (sic).

Nestes termos, portanto, restou expressado o entendimento do i. Juiz de Direito quanto ao cumprimento do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça.

Em relação ao limite da coisa julgada estabelecida pelo acórdão do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do REsp. 203.357-MG, merece transcrição trecho da decisão proferida nos embargos de declaração opostos ao acórdão, em que o Ministro Relator esclarece:

"Com efeito, cassados a sentença e o Acórdão do TrIbunal a quo, o juiz de direito deverá prosseguir com os embargos, julgando-os de plano ou determinando a realização das diligências preparatórias e indispensáveis à apreciação de outras questões contidas nos autos. No voto médio, portanto, de minha lavra, não acolhi a procedência ou improcedência dos embargos.

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...

)

Finalmente, com relação aos artigos 118, 120 e 1.073 do Código Civil, à inoponibilidade do fato do prrncipe, ao enfrentamento das contas e à Iiquidez da cessão de crédito, não revelam qualquer omissão, já que no voto médio prevalecente não foram desafiados, o que enseja o prosseguimento do feito, nos termos da lei" (sic, f. 929/930).

Nesse sentido, entendo que o voto condutor do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça não decidiu acerca da vinculação da cessão de crédito ao empréstimo consubstanciado no trtulo, ficando tal matéria reservada para decisão no âmbito do julgamento dos embargos do devedor.

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A partir dessa interpretação, faz-se necessário decidir a respeito das questões que precedem ao acerto aritmético das contas entre exeqüente e executados, notadamente quanto à vinculação da cessão de crédito à cédula de crédito comercial exeqüenda, quantoàeficácia da cessão de crédito diante do não implemento da cláusula suspensiva nela contida e quanto à sujeição do Banco do Brasil aos efeitos do fato do príncipe.

Como se vê, não foram decididas questões relevantes que antecedem o pedido final dos embargos que, no contexto dos autos, não encerra simples confronto aritmético" (sic, f.

12535/25.37).

Nota-se que a preliminar de nulidade da sentença pela falta de exame das questões meritórias devolveu para exame desta Turma Julgadora a mesma matéria objeto do agravo retido e consequentemente seu exame ficou prejudicado.

Assim, devem ser acolhidos os embargos de declaração para suprir a omissão apontada.

Ante o exposto, ACOLHO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO para modificar o dispositivo do acórdão, que passa a contar com a seguinte redação:

"DIANTE DO EXPOSTO, com base no art. 93, inciso IX da Constituição Federal e art. 131 do Código de Processo Civil, ACOLHO A PRELIMINAR DE NULIDADE, para desconstituir a sentença recorrida e determinar o retorno dos autos ao juizo de origem para que outra seja proferida, com observância das formalid das legais. JULGO PREJUDICADO O AGRAVO RETIDO".

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Permanece inalterado o resultado do julgamento do recurso de apelação.

Votaram de acordo com oCa) Relator(a) os Desembargador(es):

NILO LACERDA

e

ALVIMAR DE ÁVILA.

ACOLHERAM OS EMBARGOS, SEM

ALTERAÇÃO DO RESULTADO.

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CARTORIO DA 128 CAMARA CIVEL· UNIDADE RAJA GABAGLlA

CERTIDÃO

CERTIFICO que, para ciêllcia das partes interessadas, foi disponibilizado no "Diário Judiciário Eletrônico" de 03/11/2009 e publicado em 04/11/2009, o dispositivo do acórdão retro. O referido é verdade e dou fé. Belo Horizonte, 04 de novembro de 2009. Eu, Grazziane Vargas L. de Carvalho, EscrivãoC artório da 12

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Documento emitido pelo SIAP:

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