• Nenhum resultado encontrado

h s i t s ór ó i r a

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "h s i t s ór ó i r a"

Copied!
68
0
0

Texto

(1)

Morte encefálica

Morte encefálica

(2)

Morte encefálica

história

história

(3)

Talvez não exista nenhum aspecto na história da humanidade que tenha

Histórico Histórico

história da humanidade que tenha

resistido tanto às transformações da

sociedade quanto o conceito de morte.

(4)

“ testa enrugada, cercado de coloração escura,

têmporas deprimidas, cavas e enrugadas, queixo franzido e endurecido, epiderme seca, lívida e

plúmbea, pêlos das narinas e dos cílios cobertos por

Histórico Histórico

plúmbea, pêlos das narinas e dos cílios cobertos por uma espécie de poeira de branco fosco, fisionomia nitidamente contornada e irreconhecível ”

1

a

definição de morte: Hipócrates (460 – 377 AC)

livro de Morbis

(5)

O anatomista franco-dinamarques Jacques Winslow publicou em 1740

“ A incerteza dos sinais de morte e o perigo do enterro e da dissecção prematuros”.

Histórico Histórico

O único sinal seguro da constatação da morte é o

estado de putrefação

(6)

Enterro prematuro

(7)

Invenção do estetoscópio: permitiu aos

médicos avaliar as funções cardio-respiratórias com precisão

Histórico Histórico

Rene Laennec – 1819

(8)

Século XX

Visão cardio-respiratória da morte

Constatação da morte pela

ausência de batimentos cardíacos

(9)

Nos anos 50 ’ , o desenvolvimento da ventilação artificial e dos cuidados intensivos permitiu

o aparecimento de um

“ novo tipo de coma ” .

Histórico Histórico

“ novo tipo de coma ” .

(10)

Mollaret e Goulon (Paris, 1959)

1

a

descrição do quadro clínico de morte encefálica.

Estabeleceram as características deste quadro, que denominaram :

“ coma depassé ” . Pierre Mollaret

• Coma profundo

• Coma profundo

hipotonia

• arreflexia tendinosa

• pupilas midriáticas e arreativas

• paralisia da motilidade ocular

• perda do reflexo corneal e da deglutição

• Abolição da respiração

• EEG plano

estudo em 23 doentes em coma profundo

(11)

História

• 1959 Coma de’passe’ Mollaret and Goulon

• 1968 Comite ad hoc da Universidade de Harvard – estabeleceu os critérios de coma irreversível

Ausência de reatividade e receptividade, MR, reflexos e EEG plano Ausência de reatividade e receptividade, MR, reflexos e EEG plano

• 1981 Comissão Presidencial para Problemas Éticos em Medicina – Ato uniforme para a declaração de morte

Relação entre tempo de observação e provas complementares

(12)

História

• 1994-1995 Academia Americana de Neurologia – Guideline para determinação de Morte Cerebral

• 1997 Resolução 1480 CFM

Compilação das melhores práticas Compilação das melhores práticas

• 2010 Academia Americana de Neurologia –

Revisão Guideline de 1995

(13)

Morte encefálica

Legislação

Legislação

(14)
(15)

Morte encefálica

Fisiopatologia

Fisiopatologia

(16)

Morte Encefálica – lesão irreversível de estruturas encefálicas necessárias para manter a consciência e vida vegetativa

Cortex cerebral

Tronco cerebral

Sistema Reticular Ativador

Ascendente

(17)

Injúria neuronal Edema cerebral PIC>PAM é

Morte Encefálica – fisiopatologia

Diminuição de Fluxo

Sanguíneo Cerebral Aumento da Pressão Intracraniana

PIC>PAM é

incompatível

com a vida

(18)

Causas de morte encefálica

• Causa vascular (isquêmica ou hemorrágica)

• Traumatismo crânio-encefálico

• Traumatismo crânio-encefálico

• Tumores intracranianos

• Encefalopatia anóxica

(19)

Morte Encefálica – causa definida

AVC-H

(20)

Morte Encefálica – causa definida

HSA

(21)

Morte Encefálica – causa definida

TCE

(22)

Morte Encefálica – causa definida

Encefalopatia

anóxica

(23)

Morte Encefálica – causa definida

Meningite

(24)

Morte encefálica

Epidemiologia

Epidemiologia

(25)
(26)
(27)
(28)

Pais Basco, 1993 Espanha, 1994 Genebra, 1985-1990 Austrália, 1989-1992 Nottingham, 1989 EUA, 1990-1993

50 - 60 pmp

Epidemiologia da morte encefálica

0 10 20 30 40 50 60 70 80

Kentucky, 1988 Minnesota, 1991-1992 Pennsylvania, 1987

0,75 – 1% das mortes

1 – 4% das mortes em hospital

10 – 15% das mortes em UTI

(29)

encontrado: 81 - 105 pmp

Abreu Santos ALG. J Bras Nefrol 2006, 28:25-30

Pestana JOM. Transplant Proc 2001

Pestana JOM. Lancet 1993, 341:118

Registro Brasileiro de Transplante 2008 , 13 (2):28-30

Maior incidência de morte encefálica que a observada nos países desenvolvidos:

50-60 pmp

associada a violência e acidentes de trânsito ?

(30)

possíveis doadores : 13.000 (70 pmp)

não identificação: 47%

notificação: 53%

2010

óbitos no ano: 1.300.000

potenciais doadores : 6.979 (38 pmp)

doadores efetivos : 1.898 (9,9 pmp )

10% dos possíveis doadores 22% dos potenciais doadores parada cardíaca: 24%

não autorização familiar: 22%

contra-indicação médica: 14%

outras causas: 18%

(31)

Dificuldades no diagnóstico Dificuldades no diagnóstico

115 estudantes de medicina da Bahia:

47% de acerto em 14 questões sobre ME;

87% identificaram corretamente candidatos ao protocolo de ME;

16% acertaram exames complementares;

5% acertaram testes clínicos.

(32)

Dificuldades no diagnóstico Dificuldades no diagnóstico

246 médicos intensivistas de Porto Alegre;

17% de desinformação sobre o conceito de ME;

20% desconheciam necessidade de exames complementares;

29% desconheciam a hora do óbito legal.

(33)

Morte encefálica

Definições e pré-requisitos da Definições e pré-requisitos da

exploração clínica

(34)

Definições:

Definições:

•• Perda irreversível de todas as funções do Perda irreversível de todas as funções do cérebro e tronco encefálico

cérebro e tronco encefálico AAN AAN--1995 1995

•• “ “ a parada total e irreversível das funções a parada total e irreversível das funções

encefálicas equivale à morte, conforme critérios encefálicas equivale à morte, conforme critérios já bem estabelecidos pela comunidade científica já bem estabelecidos pela comunidade científica mundial

mundial ” ” Resolução do CFM 1.480/97 Resolução do CFM 1.480/97

(35)

Morte Encefálica

Parada total e irreversível das funções encefálicas de causa conhecida e constatada de modo indiscutível

Caracterizada por coma aperceptivo, com ausência de resposta motora supra-espinhal e apnéia

CFM 1997: Resolução 1480

(36)

Morte Encefálica – causa definida

Lesão encefálica irreversível causada por processo estrutural ou metabólico

Diagnóstico estabelecido por avaliação clínica,

exames de imagem e outros métodos

(37)

Morte Encefálica – pré-requisitos

Excluir

Distúrbio hidroeletrolítico, ácido básico ou

- Distúrbio hidroeletrolítico, ácido básico ou endócrino

- Hipotermia

- Intoxicação Exógena

- Uso de depressores do Sistema Nervoso Central

- Uso de bloqueadores neuromusculares

(38)

Morte Encefálica – diagnóstico

Coma profundo irresponsível

Ausência de reflexos de tronco

Apnéia

(39)

Morte encefálica

Exploração clínica

Exploração clínica

(40)

Morte Encefálica – coma profundo irresponsível

Ausência de Resposta à Dor

Ausência de resposta aos estímulos dolorosos no côndilo da ATM, na região supra-orbitária ou

no leito ungueal .

Ausência de resposta aos estímulos dolorosos no côndilo da ATM, na região supra-orbitária ou

no leito ungueal . no leito ungueal . no leito ungueal .

Glasgow 3

(41)

Morte Encefálica – ausência de reflexos de tronco cerebral

1. Reflexo Óculo-motor 2. Reflexo Córneo-palpebral

3. Reflexo Óculo-cefálico 3. Reflexo Óculo-cefálico 4. Reflexo Vestíbulo-ocular

5.Reflexo da Tosse

(42)

Morte Encefálica – ausência de reflexos de tronco cerebral

1. Reflexo Óculo- motor

Mesencéfalo II – Aferente III – Eferente

- Pupilas médias ou midriáticas e fixas - Ausência de

contração pupilar

(43)

Morte Encefálica – ausência de reflexos de tronco cerebral

2. Reflexo Córneo- palpebral

- Ausência do reflexo

Ponte V – Aferente VII – Eferente

- Ausência do reflexo de piscar ao estímulo da córnea

- Instrumento

delicado

(44)

Morte Encefálica – ausência de reflexos de tronco cerebral

3. Reflexo Óculo- cefálico - Ausência

movimentos

Mesencéfalo e Ponte Mesencéfalo e Ponte

VIII – Aferente III/IV/VI – Eferente

movimentos oculares - Movimentação

rápida da cabeça no sentido horizontal e

vertical

(45)

3. Reflexo Óculo-cefálico

Olhos de boneca

(46)

Morte Encefálica – ausência de reflexos de tronco cerebral

3. Reflexo Vestíbulo- ocular

- Ausência

Mesencéfalo e Ponte VIII – Aferente III/VI – Eferente

- Ausência movimentos

oculares

- Infusão de líquido

gelado

(47)

50 mL de SF0,9%

gelado em cada lado CAE;

Cabeceira elevada a 30º;

Ausência do Reflexo Óculo

Ausência do Reflexo Óculo--vestibular vestibular Prova calórica

Prova calórica

Positivo

1 minuto de observação e 5 minutos de intervalo:

Ausência de movimentos oculares.

OTOSCOPIA: Certificar-se que não há obstrução CAE

Negativo

(48)

Morte Encefálica – ausência de reflexos de tronco cerebral

3. Reflexo da Tosse - Ausência tosse ou

movimentos torácicos à

Bulbo IX – Aferente

X – Eferente

torácicos à aspiração traqueal - Ausência de náuseas ou vômitos

ao estímulo da

faringe posterior

(49)

Nenhuma reação de tosse, náusea, sucção, movimentos faciais ou deglutição ao aspirar a traquéia com

Ausência do reflexo de tosse Ausência do reflexo de tosse

deglutição ao aspirar a traquéia com

a sonda ou estimular a faringe e

laringe com uma sonda.

(50)

Pré-oxigenar por 10 minutos com fiO

2

=100%; PCO

2 ±

40mmHg (ideal: gasometria pré);

Desconectar o ventilador por 10 minutos;

Instalar O

2

por cateter traqueal a 6 /min;

Observar movimentos respiratórios;

TESTE DE APNÉIA

Observar movimentos respiratórios;

Teste positivo se atingir PCO

2

> 55mmHg e não apresentar movimentos respiratórios;

Interromper se: queda da SPO

2

<90% ou PAs<90mmHg ou arritmias cardíacas.

(51)

TESTE DE APNÉIA

P.Sistólica >90mmHg.

P.Sistólica >90mmHg.

Ajustar o respirador: PCO

Ajustar o respirador: PCO 2 2 > 40mmHg. > 40mmHg.

Colher gasometria Colher gasometria Colher gasometria Colher gasometria

Instalar cateter traqueal O

Instalar cateter traqueal O 2 2 a 6 l/min. ? a 6 l/min. ? Observar movimentos respiratórios.

Observar movimentos respiratórios.

Aguardar de 8 a 10 mim?

Aguardar de 8 a 10 mim?

PaCO2 eleva

PaCO2 eleva--se 3mmHg/minuto se 3mmHg/minuto

(52)

ERROS COMUNS – FATORES CONFUNSÃO

Reflexos osteotendinosos Reflexos osteotendinosos Reflexos cutâneo

Reflexos cutâneo--abdominais abdominais Reflexo cutâneo

Reflexo cutâneo--plantar plantar

Reatividade Infra-espinhal - medular

Reflexo cutâneo

Reflexo cutâneo--plantar plantar Reflexo cremastérico

Reflexo cremastérico Reflexo Lázaro

Reflexo Lázaro Ereção peniana Ereção peniana Arrepios

Arrepios

Reflexos de retirada dos MMII ou MMSS Reflexos de retirada dos MMII ou MMSS Reflexo tônico cervical

Reflexo tônico cervical

Sudorese, rubor facial, taquicardia

Sudorese, rubor facial, taquicardia

(53)

Morte encefálica

Exames complementares

Exames complementares

(54)

Exames complementares

1) Avaliam a atividade elétrica cerebral

Eletroencefalograma

Potencial Evocado Auditivo de Tronco encefálico

2)

2) Avaliam o fluxo sanguíneo cerebral Avaliam o fluxo sanguíneo cerebral

Angiografia Cerebral Angiografia Cerebral Angiografia Cerebral Angiografia Cerebral

Cintilografia Radioisotópico Cintilografia Radioisotópico Doppler Transcraniano

Doppler Transcraniano

Tomografia Computadorizada com Xenônio Tomografia Computadorizada com Xenônio Monitorização de Pressão iItracraniana

Monitorização de Pressão iItracraniana

3)

3) Avaliam o metabolismo cerebral Avaliam o metabolismo cerebral

PET PET

Extração Cerebral de O

Extração Cerebral de O

22

(55)

Eletroencefalograma

EEG normal

Silêncio

Eletrocerebral

(56)

Arteriografia cerebral Arteriografia cerebral

Com fluxo sanguíneo Sem fluxo sanguíneo

(57)

DTC Normal Picos Sistólicos Breves

Com fluxo sanguíneo

Fluxo Sanguíneo Diastólico Reverso

(58)

Cintilografia cerebral Cintilografia cerebral

Ausência de perfusão cerebral

cerebral

(59)

Morte encefálica

Registro das informações

Registro das informações

(60)

Termo de declaração de morte encefálica

Identificação

Nome:

pai:

mãe:

idade: data de nascimento:

sexo: raça: registro:

sexo: raça: registro:

A.1 Causa do coma:

A.2 Causas do coma que devem ser excluídas durante o exame:

a) Hipotermia

b) Uso de drogas depressoras do SNC

A. Causa do coma

Resolução CFM n

o

1.480 de 08/08/97

(61)

Ao efetuar o exame, assinalar uma das duas opções SIM/NÃO, obrigatoriamente, para todos os itens abaixo

Elementos do Exame Neurológico 1º Resultado 2º Resultado

Coma aperceptivo ( ) sim ( ) não ( ) sim ( ) não Pupilas fixas e arreativas ( ) sim ( ) não ( ) sim ( ) não Ausência de reflexo córneo - palpebral ( ) sim ( ) não ( ) sim ( ) não Ausência de reflexo oculocefálico ( ) sim ( ) não ( ) sim ( ) não Ausência de resposta as provas calóricas ( ) sim ( ) não ( ) sim ( ) não Ausência de reflexo de tosse ( ) sim ( ) não ( ) sim ( ) não

Apnéia ( ) sim ( ) não ( ) sim ( ) não

C. ASSINATURAS DOS EXAMES CLÍNICOS - Os exames clínicos devem ser realizados por profissionais diferentes, que não poderão ser integrantes das equipes de remoção e transplantes )

1- PRIMEIRO EXAME

DATA___/___/___ HORA________

NOME DO MEDICO:______ CRM:_____

FONE:______END:

________ASS:______

2- SEGUNDO EXAME

DATA___/___/___ HORA________

NOME DO MEDICO:______ CRM:_____

FONE:______END:

________ASS:______

D . EXAMES COMPLEMENTARES

- I

ndicar o exame realizado e anexar laudo com identificação do médico responsável

Angiografia Cintilografia Doppler Monitorização da Tomografia Cerebral Radioistópica transcraniano pressão intracraniana computadorizada

com Xenônio Tomografia Tomografia por Extração Cerebral

por emissão de EEG emissão de de oxigênio Outros foton único positróns ( citar )

(62)

Morte encefálica

Comunicação a família e Comunicação a família e

retirada do suporte

(63)

R

E Respeito;

Comunicação a família

E L A Ç Ã

O DE AJUDA

Respeito;

Autenticidade;

Empatia.

ESCUTA

ATIVA

(64)

ESCUTA ATIVA

(65)

Explicação da morte

Apoio/relação de ajuda Opção da doação

A intensidade e o tempo são determinados por cada família conforme sua compreensão

Tempo In te n s id a d e cada família conforme sua compreensão

TEMPO

(66)

O ambiente:

(67)

Resolução CFM

1.826 de 06 de dezembro de 2007

Art. 1º É legal e ética a suspensão dos procedimentos de suportes

terapêuticos quando determinada a morte encefálica em não-doador de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante, nos termos do disposto na Resolução CFM nº 1.480, de 21 de agosto de 1997, na termos do disposto na Resolução CFM nº 1.480, de 21 de agosto de 1997, na forma da Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997.

§

1º O cumprimento da decisão mencionada no caput deve ser precedida de comunicação e esclarecimento sobre a morte encefálica aos familiares do paciente ou seu representante legal, fundamentada e registrada no prontuário.

Art. 2º A data e hora registradas na Declaração de Óbito serão as

mesmas da determinação de morte encefálica.

(68)

OBRIGADO!

Referências

Documentos relacionados