Comparação de medidas de áreas de desmatamento em imagens MSS do Landsat, através do restituidor

Texto

(1)

Comparação de medidas de áreas de desmatamento em imagens MSS do Landsat, através do restituidor

analítico Planicomp C-100 com outras fontes de informações

D issertação apresentada ao C u rso de Pós-Graduação em C iências Geodésicas para obtenção do Grau de M estre em C iências pela Universidade Federal do Paraná.

C U R I T I B A

1 9 8 4

(2)

IMAGENS MSS DO LANDSAT, A T R A V É S D O R E S T I T U I D O R A N A L Í T I C O P L A N I C O M P C-100 C O M O U T R A S FONTES DE

INFORMAÇÕES

D I S S E R T A Ç Ã O

A p r e s e n t a d a ao C u r s o de P ó s - G r a d u a ç ã o em C i ências Geodésicas p a r a o b t e n ç ã o do G r a u de M e s t r e e m C i ­ ências pela U n i v e r s i d a d e F e d e r a l do Paraná.

Por

M O A C I R O N E U R ROCHA, L i c e n c i a d o e m M a t e m á t i c a

* * * *

U N I V E R S I D A D E F E D E R A L DO P A R A N Á - 1983 -

B A N C A E X A M I N A D O R A

< 2 C c

D r . HANS P E T E R B A H R - O r i e n t a d o r

_________ 7____________________

Drí* F L Ã V I O F E L I P E K I R C H N N E R - C o - o r i e n t a d o r

£2/

D r ./ JOSÉ B I T T E N C O U R T DE A N D R A D E

(3)

O S C A R A N T U N E S R O C H A e

J U L I A V O L P E R O C H A

(4)

A o P r o f e s s o r Dr. Hans P e t e r B&hr, o r i e n t a d o r do p r e ­ sente trabalho, n o s s o ag r a d e c i m e n t o e s p e c i a l pelas con t r i b u i ç õ e s e pe l a dedicação, elementos i m p r e s c i n d í v e i s de i n c e n t i v o ã p e s ­ quisa.

A o P r o f e s s o r Dr. F l a v i o F e lipe Kirchner.^ c o o r i e n t a - dor, p e l a c o l a b o r a ç ã o e sugestões dadas.

A o P r o f e s s o r Dr. P l a c i d i n o M a c h a d o Fagundes, p e l a ces são das fotografias aéreas e apoio na o b t e n ç ã o do m a t e r i a l que p e r m i t i u que este fosse realizado.

A P r o f e s s o r a M a r i a R e g i n a C e n t e n o S i e s e n p e l a r e v i s ã o do texto.

A o INPE e I N C R A p e l a d o a ç ã o de material.

Aos P r o f e s s o r e s do Curso de P ó s - G r a d u a ç ã o que, d i r e t a ou indiretamente, c o n t r i b u i r a m p a r a este trabalho.

A todos os colegas e amigos que de u m a m a n e i r a ou ou­

tra c o l aboraram n a r e a l i z a ç ã o deste trabalho.

A

A m i n h a famí l i a p e l o apoio e compreensão.

(5)

O o b j e t i v o do p resente e s t u d o foi de a n a l i s a r compara tivamente a p r e c i s ã o alcançada e m m e d i d a s de áreas de des m a t a mento, com a u t i l i z a ç ã o de imagens MSS L andsat, m e d i d a s n o res- tituidor e s t e r e o analítico Plani c o m p , e e m áreas c o r r e s p o n d e n tes, medidas e m outras fontes, tais como aerofotos verticais, projetos de colonização, mapas c a r t ográficos.

F o r a m u tilizadas imagens t r a n s p a r e n t e s e m n e g a t i v o pne to e branco, dos canais 5 e 7 do i m a g e a d o r m u l t i e s p e c t r a l MSS Landsat, n a e s c a l a a proximada de 1 : 3 . 7 0 0 . 0 0 0 de u ma área com aprox i m a d a m e n t e 33.987,34 q u i l ô m e t r o s q u a d r a d o s , localizadas na Cidade de R i o B r a n c o - AC e regiões c i r c u n vizinhas.

F o r a m utilizadas ainda ae r o f o t o s v e r t i c a i s b r a n c o e p r e t o de t r e c h o d a Rod o v i a B R 364 s i t u a d a n a área de estudo, na e s cala 1:70.000; cartas de pro j e t o s de c o l o n i z a ç ã o do INCRA, em diversas escalas; e, também, mapas c a r t o g r á f i c o s nas escalas 1:1000000 e 1:250.000.

F i n a l m e n t e , com comparações de áreas c o n s t a n t e s nos ma pas do p r o j e t o de colonização do I N C R A (Instituto N a c i o n a l de Colon i z a ç ã o e R e f o r m a Agrária) com as m e d i d a s nas imagens MSS, através do P l a n i c o m p , foi revelado, c om desvios relativamente pe q u e n o s , a p o s s i b i l i d a d e de m e d i r áreas nos m o d e l o s formados p e ­

las imagens M S S .

iv

(6)

The p u r p o s e of this study w as to analyse co m p a r a t i v e l y the p ossible accuracy to m e a s u r e jungle cle a r i n g areas, u s i n g MSS L a n d s a t Images, m e a s u r e d in the P l a n i c o m p C 100 Analytical S t e r e o p l o t t e r and c o r r e s p o n d i n g surfaces, m e a s u r e d in other sources, like aerial photos, c o l o n i z a t i o n p r ojects and cartographies maps.

N e g a t i v e t r a n s p a r e n t images, in b l a c k and w h i t e , of the bands 5 and 7 of MSS L a n d s a t w e r e u s e d in the scale of 1:3,700,000, co v e r i n g an ar e a of a p p r o x i m a t e l y 33,987,34 square k i l o m e t e r and showing the city of R io B r a n c o in the State of Acre, and n e i g b o u r h o o d areas.

B l a c k and w h i t e t r a n s p a r e n t aerial p h otos of B R 364 road stretch, in scale of 1:70,000; c o l o n i z a t i o n maps of INCRA, in several scales; and, c a r t o g r a p h i c mapá, in 1:1,000,000 and 1:250,000 scales, have b e e n utilized, too.

Finally, co m p a r i n g m e a s u r e m e n t of areas on maps made by INCRA (Instituto N a c i o n a l de C o l o n i z a ç ã o e R e f o r m a Agrária)

for the c o l o n i z a t i o n p r o j e c t w i t h ones made b y the MSS images through the P l a n i c o m p small d i s c r e p a n c e s w e r e d e t t e c t e d ,all o w i n g to conclude th a t the p r e s e n t m e t h o d can be used.

v

(7)

T l T U L O . . . . ... i

D E D I C A T Ó R I A ... ... ii

A G R A D E C I M E N T O S . ... iii

R E S U M O ... ... iv

S U M M A R Y ... ... V S U M A R I O ... ... Vi 1. I N T R O D U Ç Ã O ... ... 01

2. R E V I S Ã O DA L I T E R A T U R A . . . ... 03

2.1 Imagens S a t é l i t e s . . . ... C3 2.1.1 H i s t ó r i c o e G e n e r a l i d a d e s . ... 03

2.1.2 S e nsores do L a n d s a t ... ... 04

2.1.3 Pro d u t o s L a n d s a t ... ... . 05

2.1.4 I n t e r p r e t a ç ã o de d a d o s L a n d s a t ... 09

2.2 O r e s t i t u i d o r a n a l í t i c o Z E I S S - P L A N I C O M P C - 1 0 0 . 13 2.2.1 C o n c e i t o g e r a l ... ... . 13

2.2.2 A u n i d a d e b á s i c a Õ t i c o - M e c â n i c a . ... 15

2.2.3 O pain e l de c o n t r o l e f o t o g r a m ê t r i c o ... 17

2.2.4 O c o m p u t a d o r ... ... 21

2.2.5 A m e s a de d e s e n h o ... 21

2.2.6 P r o g r a m a s de o p e r a ç ã o ... 2 2 2.2.7 P r o g r a m a s de serv i ç o e o u t r o s p r o g r a m a s . . . 23

3. M A T E R I A I S ... 28

3.1 Imagens s a t é l i t e s . . . ... 29

3.2 O P r o j e t o P e d r o P e i x o t o do I N C R A ... 33

3.3 As foto g r a f i a s a é r e a s ... 34

3.4 M a p a s c a r t o g r á f i c o s ... 34

(8)

4.1 No P L A N I C O M P C - 1 0 0 ... 35

4.1.1 Nas imagens s a t é l i t e s ... 35

4.1.2 Nas a e r o f o t o g r a f i a s ... 49

4.2 As áreas de c o n t r o l e do P r o j e t o P e d r o Peixoto. 53 5. RESULTADOS, D I S C U S S Õ E S E C O N C L U S Õ E S ... 55

6. R E C O M E N D A Ç Õ E S ... ... 70

R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S ... 71

J U S T I F I C A T I V A ... 73

A P Ê N D I C E ... 74

R E P R O D U Ç Ã O DE DADOS DOS P R O G R A M A S DO P L A N I C O M P 74 A N E X O ... 113

M A P A E L A B O R A D O DAS IMAGENS M S S A T R A V É S DO

P L A N I C O M P ... 113

(9)

E x i s t e m regiões b r a s i l e i r a s , como é o c a s o d a A m a z ô - nia, de p o u c a de n s i d a d e p o p u l a c i o n a l que n e c e s s i t a m de i n v e n t á ­ rios p eriódicos dos seus mais comuns recursos n a t u r a i s que são a c o b e r t u r a v e g e t a l e o solo. Exis t e , também, g r ande i n t eresse no m a p e a m e n t o através de mét o d o s p r á t i c o s , rápi d o s e econô m i c o s p a r a futuros p l a n e j a m e n t o s de e x p l o r a ç ã o de r e cursos n a t u r a i s . C o m essa finalidade, atualmente, tem-se e n f a t i z a d o a u t i l i z a ç ã o de imagens de sensores i nstalados e m p l a t a f o r m a s orbitais.

T e m sido m u i t o u t i l i z a d a s as imagens fornecidas pelos sensores instalados nos satélites a r t i f i c i a i s Landsat, e m virtu de das v a n t a g e n s que apresentam, tais como: v i s ã o s i n ó t i c a r e ­ gional, face ã grande área c o b e r t a p o r cena; p r e c i s ã o g e o m é t r i ­ ca c ompatível com o n í v e l de a b s t r a ç ã o n e c e s s á r i o e m m a p e a m e n t o ou estudos regionais; b a i x o custo p o r área mapeada; e p e l a o b ­ tenção de imagens, p e r i o d i c a m e n t e , de 18 e m 18 dias, (12)^®

As imagens orbitais, d e n t r o do c a m p o das ciências fio restais, ultimamente, t êm s e r v i d o n a e l a b o r a ç ã o de m apas e i n ­ ventários florestais, b e m como u m p r i m e i r o e s t á g i o de a m o s t r a ­ gem . (3) ^

O uso i n a d e q u a d o dos recursos n a t u r a i s r e n o v á v e i s e suas c o nseqüências ne g a t i v a s t e m se v e r i f i c a d o no B r a s i l e m q u a se todos os E s t a d o s .

A crescente n e c e s s i d a d e de p r o d u ç ã o de p r o d u t o s agro-

pastoris, o qu e tem c o n d u z i d o ao d e v a s t a m e n t o e u s o p r e d a t ó r i o

das florestas brasileiras.

(10)

O E s t a d o do Acre, s i t u a d o n a A m a z ô n i a Ocide n t a l , pojs sui a m a i o r parte de seu t e r r i t ó r i o c o b e r t o p o r d e nsas flores^

tas. Contudo, o I n s t i t u t o N a c i o n a l de C o l o n i z a ç ã o e R e f o r m a A g r á r i a ( I N C R A ) , tem e m i m p l a n t a ç ã o d iversos p r o j e t o s de a s s e n ­

tamentos de colonos que a b r a n g e r ã o g r a n d e s áreas do t e r r i t ó r i o acreano e, t a m b é m p e l a e x i s t ê n c i a de d e s m a t a m e n t o d e s o r d e n a d o causado p o r m i g r a n t e s de outras p a r t e s do pais.

Se p o r u m lado, e s s a c o l o n i z a ç ã o p o d e t r a z e r desenvojL vime n t o e p r o g r e s s o ao Estado, p o r o u t r o lado, p o d e r á t r a z e r graves c o n s eqüências, tais como: d e s e q u i l í b r i o e c o l ó g i c o , aumen to da t e m p e r a t u r a ambiental, seca, i n u n d a ç õ e s , e r o s ã o do solo, ext i n ç ã o de e spécies da f l o r a e fauna, e outros fenômenos e v e n ­ tuais .

T e n d o c o m o e m b a s a m e n t o as imagens M SS do L a n d s a t nas bandas 5 e 7, nas datas 25 de j u n h o de 1976, 09 de s e t e m b r o de 1977, 03 de julho de 1978, 01 de j u n h o de 1979 e 14 de julho de 1981, a t r a v é s de u m p r o g r a m a e s p e c i a l f o r a m e x e c u t a d a s n o Plani^

comp C 100 as operações de m e d i d a s de áreas, tra ç a d o s de mapas c o ntendo rios, est r a d a s e linhas de c o n t o r n o s de áreas de d e s m a tamento.

Os r esultados das áreas d e s m a t a d a s o b t i d o s n o P l a n i - comp C 100 f o r a m c omparados c om os p r o v e n i e n t e s de outras f on­

tes, obtendo-se, d e s s a forma, i n f o r m a ç õ e s c o n c e r n e n t e s aos usos

do con j u n t o MSS L a n d s a t e o P l a n i c o m p C 100, e c o n c l u s õ e s sobre

as suas vantagens e d e s v a n t a g e n s de uso, e m c o m p a r a ç ã o aos d a ­

dos de outras fontes.

(11)

2. REVI S Ã O DA L I T E R A T U R A

C o m o este t r a b a l h o fundam e n t a - s e , p r i n c i p a l m e n t e , n o es tudo de áreas de d e s m a t a m e n t o medi d a s nas imagens MSS dos s a ­ télites Landsat, através do P l a n i c o m p , e n t ã o t o d a a r e v i s ã o da literatura fica r á r e l a c i o n a d a c om esses assuntos.

Carlos L O C H a p r e s e n t a e x p l a n a ç õ e s e i l u s t r a ç õ e s sobre o sistema Landsat, b e m como a c o m p o s i ç ã o e p r o d u t o s de seus sen

7 sores remotos. (4-19)

Sony Cortese C A N E P A R O 3 a p r e s e n t a i l u s t r a ç õ e s e comple ta d e s c r i ç ã o da c o m p o s i ç ã o do r e s t i t u i d o r e s t é r e o a n a l í t i c o P i a nicomp C 100.

2.1 Imagens S a t é lites

2.1.1 H i s t é r i c o e G e n e r a l i d a d e s

A 23 de julho de 1972 foi l a n ç a d o o p r i m e i r o p r o d u t o da série Landsat. E m 06 de j a n e i r o de 1978 foi o f i c i a l m e n t e d e ­ sativado. O L a n d s a t 2, s e g u n d o s a t é l i t e da série, foi lançado no dia 22 de j a n e i r o de 1975. F i n a l m e n t e e m 05 de m a r ç o de 1978 foi lançado o L a n d s a t 3.

Os L andsats têm o r b i t a a p r o x i m a d a m e n t e polar, c o m a l ­

titude a p r o x i m a d a de 915 a 920 km. C o m p l e t a n d o a cada 103 m i n u ­

tos u ma r e v o l u ç ã o cir c u l a r e m t o r n o d a Terra, s e n d o o s e n t i d o

norte-sul, o seu s e n t i d o de r e v o l u ç ã o , n a p a r t e iluminada.

(12)

Ca d a satélite v o l t a a i m a g e a r u ma m e s m a s u p e r f í c i e da Terra, â m e s m a h o r a local, de 18 e m 18 dias. Isto é, a cada 18 dias é e f e t u a d a u m a c o b e r t u r a c o m p l e t a de t o d a s u p e r f í c i e ter r e s t r e .

Cabe ac e n t u a r qu e o nome L a n d s a t foi a p l i c a d o a p a r tir de janeiro de 1975 e que a n t e r i o r m e n t e o p r o g r a m a e r a cha mado ERTS (Earth Re s o u r c e s T e c h n o l o g y S a t e l l i t e ) .

2.1.2 Sensores do L a n d s a t

S ão de dois tipos os sensores b á s i c o s do p r o j e t o L a n d sat: u m i m a g e a d o r m u l t i e s p e c t r a l M S S ( M u l t i e s p e c t r a l S c a n n e r S y s t e m ) , con t e n d o q u a t r o canais do e s p e c t r o e l e t r o m a g n é t i c o de captação de dados; e o R B V (Return B e a m Vidicon) qu e é u m siste ma de 3 câmaras de televisão. V e r Q u a d r o 1.

P o r e s t a r se u t i l i z a n d o n a p r e s e n t e p e s q u i s a de i m a ­ gens M S S , d a q u i p a r a frente s e r ã o t ratados s o m e n t e estas imagens.

Q u a d r o 1 - Faixas e s p e c t r a i s de c a p t a ç ã o de dados dos sensores dos s a t é l i t e s L a n d s a t

Sensor Canal C o m p r i m e n t o de o n d a T i p o de ra d i a ç ã o RBV 1 0,475 - 0 , 5 7 5 ym visível, a m a r e l o - v e rde R BV 2 0,580 - 0 , 6 8 0 ym visível, v e r d e - a m a r e l o

R BV 3 0,690-0,830 ym visível, v e r m e l h o e

i n v i s í v e l ,i n f r a - v e r m e l h o

MSS 4 p

.

S

O 1 L O

O

visível, verde

MSS 5 0,6-0,7 ym visível, v e r m e l h o

MSS 6 0 ,7-0,8 ym i n f r a - v e r m e lho

MSS 7 0,8 - 1 , 1 ym i n f r a- ve rme lh o

(13)

C a d a i m a g e m da s u p e r f í c i e da Terra, c o r r e s p o n d e a u m p a r a l e l o g r a m o de 185 k m p o r 185 k m ou a a p r o x i m a d a m e n t e 34.000 km^ de área.

O sa t é l i t e e n v i a sinais e l e t r o m a g n é t i c o s qu e são rece bidos d i r etamente p o r u m a das est a ç õ e s recep t o r a s da Terra. En tretanto, se o s a télite e s t i v e r f o r a do alcance de u m a dessas es_

tações, ele a r m a z e n a os dados até um p e r í o d o de 30 m i n u t o s e os transmite p a r a a p r ó x i m a e s t a ç ã o de "rastr e a m e n t o " ( r e c e p ç ã o ) .

A p r i m e i r a e s t a ç ã o r e c e p t o r a fora dos E s t a d o s Unidos ê a do INPE (Instituto N a c i o n a l de P e s q u i s a s E s p a c i a i s ) , s i t u a ­ da e m Cuiabá, M a t o Grosso, com u m raio de r e c e p ç ã o de c e r c a de 2.800 km; a q u a l capta dados sobre m a i o r p a r t e da A m é r i c a do Sul.

Esses dados são gravados e m fitas m a g n é t i c a s HDDT(High Density D i g i t a l T a p e ) , que p o s t e r i o r m e n t e são r e m etidos p a r a Ca choeira Paulista, E s t a d o de Sã o Paulo, p a r a p r o c e s s a m e n t o e l e ­ trônico e fotográfico.

2.1.3 P r odutos L a n d s a t

O p r i m e i r o p r o d u t o q ue ê o b t i d o s ão as fitas c o m p a t í ­ veis C C T ( C o m p u t e r Compa t i b l e T a p e ) . C a d a c o n j u n t o de 2 fitas compõem u ma i m a g e m nos q u a t r o c a n a i s . (5)"^

Das fitas c o m p a t í v e i s (CCT)são extraídos todos os demais produtos. S e n d o o p r i m e i r o p r o d u t o f o t o g r á f i c o n e g a t i v o de 70mm de cada canal, na e s c a l a a p r o x i m a d a de 1: 3.704.000. A partirdes^

se, é que são obtidas as cópias ampliadas p a r a 1:1. 0 0 0 . 0 0 0 (pa-

(14)
(15)
(16)

01. Data de aquisiçao de imagem.

02. Tipo de projeção: PEF=" Perspectiva Espacial por Faixas (Space Strip Perspective).

03. NTvel de correção geomêtrica:_

1 = Apenas remoção de distorçoes do sistema de geração do filme;

2 = Correções levando em conta as características orbj[

tais da passagem dosatélite.

3 = Inclusão das correçoes relacionadas aos movimentos próprios do satélite (atitude) durante a passagem.

04. CÕdigo de base/ponto (path/row) no sistema universal de referência (Worldwide Reference System).

05. CÓdigos de base/ponto no sistema de referência brasilei ra (SRB).

05. Coordenadas do centro da imagem.

07. Coordenadas do nadir do satelite.

08. Dispositivo sensor.

09. Banda espectral da imagem MSS ou subcena RBV.

10. Elevaçao do sol.

11. Azimute do so l.

12. Tipo de fita de dados orbitais utilizada.

B = ajustada (Best Fit) P = prevista

13. Direção azimutal do deslocamento do satélite.

14. Ganho (L ou H = baixo ou alto) e codificação (L ou C = linear ou comprimido) d^ sensor.

15. Tipo de calibraçao radiometrica N = normal

U = unitária - = não calibrado

16. Identificador da Estacao de terra.

17. Identificador da imagem.

18. Número de série do satélite.

19. Número da Órbita correspondente a esta passagem do S£

têl i te.

20. Número do processamento que gerou esta cena.

21. Data do processamento.

22. Número da cena.

(Ref. 05 p á g i n a 1.23)

(17)

2.1.4 I n t e r p r e t a ç ã o de dadõs L a n d s a t

P a r a e f i c i e n t e i n t e r p r e t a ç ã o das imagens M SS é i m p o r ­ tante que as c a r a c t e r í s t i c a s e s p a c i a i s , e s p e c t r a i s e temporais de seu con t e ú d o s e j a m b e m compreendidas.

Nas faixas e s p e c t r a i s dos canais MSS os d iversos t i ­ pos de alvos n a t u r a i s e x i b e m c o m p o r t a m e n t o e s p e c t r a l diferente, como pode ser v i s t o n a f i g u r a 3. N o t a - s e que a d i f e r e n c i a ç ã o en tre os alvos, c onstantes da figura, é e m certos canais favoreci da p e l o m a i o r gr a u de c o n t r a s t e q ue a p r e s e n t a m e n t r e estes a l ­ vos .

F i g u r a 3 - R e f l e c t â n c i a e s p e c t r a l de alvos n a t u r a i s e

canais M S S - L A N D S A T . (1.15)12

(18)

Contudo, te m de se l evar e m c o n t a q u e os radiô m e t r o s r e g i s t r a m a r a d i â n c i a dos alvos i n c l u í d o s no s eu c a m p o de v i s a da i n s t a n t â n e o e n ão a refletância.

S e n d o que a r a d i â n c i a N de uma s u p e r f í c i e ideal é dada por:

N = — TT

onde p é a r e f l e t â n c i a e E a i r r a d i â n c i a sobre o alvo,on de se obs e r v a que d e vido âs a lterações t a n t o n a r e f l e t â n c i a c o ­ mo n a i r r a d i â n c i a sobre o alvo, o c a s i o n a m v a r i a ç õ e s sob a f o r m a de níveis cinza n a r a d i â n c i a o b s e r v a d a n a i m a g e m MSS. D e p e n d e n ­ do o v a l o r da irradiância, dentre outros fatores, da a l t u r a so lar, que p a r a o caso do Landsat, p o s s u i d o r de o r b i t a h e l i o s s i n - crona, tem e n c o n t r a d o nas diversas p a s s a g e n s do s a t é l i t e sobre uma m e s m a região, durante o ano, v a l o r e s de a l t u r a s o l a r d e p e n ­ dentes da é p o c a e latitude do lugar.

Os efeitos de a b s o r ç ã o e e s p a l h a m e n t o d a a t m o s f e r a en

tre o satélite e a s u p e r f í c i e m o d i f i c a m os níve i s de r a d i â n c i a

registrados nas imagens MSS. Os q u a t r o canais s ão afetados de

forma d i f e r e n c i a d a d e v i d o ao c a r á t e r e s p e c t r a l m e n t e s e l e t i v o des

ses fenômenos. Assim, os r e g i stros dos canais b a i x o s (4 e 5 ) ten

dem a aumentar os valores de radiância, e m v i r t u d e do r e t r o-es-

pa l h a m e n t o da ra d i a ç ã o solar: e n q u a n t o q ue os r e g i stros dos c a ­

nais altos (6 e 7) tende a d i m i n u i r os n í veis de r a d i â n c i a e m

razão da a b sorção atmosférica. V e r f i g u r a 4.

(19)

R A D I A N C I A R A D I A N C I A R A D I A N C I A

(ym) VALORES AUMENTADOS POR

RETROESPALHAMENTO

r JL

VALORES REDUZIDOS POR ABSORÇAO

______ i _______ _

i.i (ym)

60

.

5 0

-]

40 '

30

'

2 0-

3 0-

C

.

5

.

6 .7 1 . 1 (ym)

F i g u r a 4 - I n f l u ê n c i a a t m o s f é r i c a n a a q u i s i ç ã o dos da

dos MSS - L A N D S A T . (1.18)12

(20)

0 P R O C E S S O DE I N T E R P R E T A Ç Ã O V I S U A L

Este p r o c e s s o u t i l i z a os s e g u i n t e s critérios: t o n a l i ­ dade, text u r a fotográfica, côr, f o r m a e t a m a n h o dos- objetos, s om bras e padrões do m e i o - a m b i e n t e , p a r a d e l i m i t a r u n i d a d e t e m á t i c a de interesse.

P o d e n d o o p r o c e s s o de i n t e r p r e t a ç ã o v i s u a l s er r e a l i ­ zado em imagens de cada canal, s e p a r a d a m e n t e , ou e m c o m posições com outros canais, r e s u l t a n d o s u p e r p o s i ç ã o de dois ou mais ca - n a i s .

P a r a fins de i n t e r p r e t a ç ã o v i s u a l nas imagens L A N D S A T já foi v e r i f i c a d o na prática, q ue a m a i o r a m p l i a ç ã o a se r efe tuada é até a e s c a l a a p r o x i m a d a de 1:200.000. As e s c a l a s s u p e r i o res a esse limite, n ã o o f e r e c e m v a n t a g e m n e nhuma, c om rela ç ã o ao poder de interpretação, p odendo, inclusive, p e r d e r - s e muit o s d e ­ talhes face o d e s l i g a m e n t o das faixas de v a r r e d u r a s do MSS que se tornam m u i t o visíveis. (8)"^

P a r a o e s t d o da c o b e r t u r a v e g e t a l , a e s c o l h a da i m a g e m que c o ntém a área de i n t e r e s s e deve b a s e a r - s e e m três p o n t o s de

seleção: é p o c a d a t o m a d a d a imagem, canais e e s c a l a de trabalho.

A é p o c a d a t o m a d a d a i m a g e m é i m p o r t a n t e e d i r e t a m e n te ligada â v a r i a ç ã o saz o n a l que ocorre co m as e s p é c i e s vegetais, pois este aspecto po d e r e f l e t i r no c o m p o r t a m e n t o e s p e c t r a l d a ve

~ -

12

~

getaçao. Ã p á g i n a V I . 3 do INPE sao citados vari o s t r a balhos que

recomenda p a r a o e s t u d o da v egetação, a s e l e ç ã o da é p o c a sêca.

(21)

N os canais 5(0,6 a 0,7 ym) e 7(0,8 a 1,1 ym) do MSS tem se obtido os m e l h o r e s resultados n o e s t u d o da vegetação. Os alvos florestais, n a r e g i ã o do v i s í v e l (banda 5), p o s s u e m a p r i o ridade de a b sorver m a i o r q u a n t i d a d e de e n e r g i a e l e t r o m a g n é t i c a em relação d i r e t a ao aume n t o de d e n s i d a d e da c o b e r t u r a vegetal. En q uan t o que n a r e gião do i n f r a - v e r m e l h o p r ó x i m o (banda 7), e m g e ­ ral, q u a n t o m a i o r o grau de c o b e r t u r a da v e g e t a ç ã o , m a i o r será

- 1 2

a r e flexão da radiaçao. (VI.4)

2.2 O R E S T I T U I D O R A N A L Í T I C O Z E I S S - P L A N I C O M P C-100

2.2.1 C o n c e i t o geral

O c o n c e i t o b á s i c o do P L A N I C O M P C-100 é de u m s i s t e m a de r e s t i t u i ç ã o f o t o g r a m é t r i c a de alta p r e c i s ã o , segurança, flexi bilidade e economia, q ue é capaz de r e a l i z a r q u a s e que q u a l q u e r

tipo de tra b a l h o de m a p e a m e n t o , n o r m a l m e n t e e n c o n t r a d o n a p r o d u ­ ção fotogramétrica. E m suma, simples m o d i f i c a ç ã o p o d e m p e r m i t i r a r e a l i z a ç ã o de trabalho, de tipo n ã o convenc i o n a l , de m a n e i r a a p e r m i t i r que o s i s t e m a se j a u s a d o e m campos de p e s q u i s a , t r e i n a ­ m ento e p a r a outros pr o j e t o s e s p e c i a i s , como ê o caso n o p r e s e n ­ te trabalho.

A r e v i s ã o da l i t e r a t u r a a r e s p e i t o do P L A N I C O M P foi b a s e a d a e m H O B B I E . (1377-90)9

E m resumo, o p r o p ó s i t o d o P L A N I C O M P C-100 foi determi nado p e l o seguinte:

- D i s p o s i t i v o geral de s i m p l i f i c a ç ã o de r o t i n a de t r a ­

(22)

balho, p o r exemplo, d u r a n t e as fases de orientação.

-Suporte c o m p u t a c i o n a l p a r a t r a ç a d o de g r á f i c o s .

- A l t a comod i d a d e de o p e r a ç ã o e m r e l a ç ã o à o p e r a ç ã o si m i l a r e m outros instrum e n t o s .

- D i s p o s i t i v o c o m p u t a c i o n a l de m o s t r a d o r d i g i t a l de mode l o s de terreno.

- D i s p o s i t i v o c o m p u t a c i o n a l p e r m i t i n d o a e n t r a d a de da dos p a r a a e r o t r iangulação.

- R e q u i s i ç ã o de t r e i n a m e n t o mínimo. E m outras p a l a v r a s operadores n ã o aptos e m m a n e j o de i n s t r u m e n t o s mecâni_

cos analógicos p o d e m e s t a r aptos p a r a o u s o de resti- t u i d o r a n a l í t i c o d e n t r o de p o u c a s h o r a s , e capazes da u t i l i z a ç ã o total e m po u c o s dias, is t o é, a p r e n d e m mais r á p i d o do que c o m i n s t r u m e n t o s conven c i o n a i s .

- C o m p u t a d o r e s p e c í f i c o p a r a t r e i n a m e n t o e c o m p u t a d o r p a r a operações d u r a n t e a r e s t i t u i ç ã o p o d e r á s e r res- t ing i d o a u m n ú m e r o m í n i m o absoluto; e m outras p a l a ­ vras, a e l i m i n a ç ã o da r o t i n a de t r a b a l h o n ão p r e c i s a ser compe n s a d o p o r m a n i p u l a ç õ e s a d i c i o n a i s de c o m p u t a dor.

- A l t a s e g u r a n ç a e m c o n j u n ç ã o c om m e n s a g e n s de erros c o m p r e e n s í v e i s em t e x t o c l a r o n o caso de erros de ope r a ç ã o e i r r e g u l a r i d a d e s de p l a n e j a m e n t o , a s s i m co m o a d e q u a d a p r o t e ç ã o c o n t r a f a l h a de potência.

- P o s s i b i l i t a o uso d o c o m p u t a d o r p a r a c o m p u t a ç ã o g e ­

ral.

(23)

- P o s s i b i l i t a a e x p a n s a o d e v i d o ao p r o j e t o m o d u l a r de h a r d w a r e e software; no caso do software , p o r p e r m u t a ­ ção com outro, u s a n d o FORTRAN.

N a f i gura 5 s e r ã a p r e s e n t a d o um e s q u e m a d o s i s t e m a computacional que compõe o P L A N I C O M P C-100.

2.2.2 A u n i d a d e b á s i c a Õ t i c o - M e c â n i c a

E s t a unid a d e serve p a r a v e r e m e d i r fo t o g r a m a s . A p a ­ r entando u ma escrivanxnha, c o n t é m e m se u interior, dois siste - mas, independentes, de t r a n s p o r t e do c arro p o r t a - f o t o s , p o d e n d o mover-se em x e y, e, p o s s u i n d o t a m b é m u m s i s t e m a õ t i c o de o b s e r vação fixo. Contém, também, u m p a i n e l de c o n t r o l e de o p e r ações , com m o s t r a d o r de coord e n a d a s e e l e m e n t o s de d i r e ç ã o tais c o m o : m a nivelas, d i s c o pedal, a l a v a n c a de c o m a n d o e c o n t r o l e de v e l o c i d a d e .

Os p o r t a - f o t o s são p r o j e t a d o s p a r a d i a p o s i t i v o s trans parentes e são movi d o s p o r p a r a f u s o s de p r e c i s ã o de 1 ym, p o r c a e c i lindro de multimalha. O s i s t e m a de t r a n s p o r t e p e r m i t e p o s i ­ c ionamento do p o r t a - f o t o s c om u m a r e s o l u ç ã o de 1 ym. 0 m o v i m e n t o em q u a l q u e r das duas coor d e n a d a s é de 240 mm.

Os p o r t a - f o t o s e s t ã o r i g o r o s a m e n t e c o n e c t a d o s ao s i s ­

tema de t ransporte e n ã o são g i r a t ó r i o s . P a r a f a c i l i t a r o p o s i c i o

name n t o nos fotogramas e x i s t e m marc a s flutuantes. F i n a l i z a n d o , p a

ra a calibração, e x iste u m a g rade de 9 pont o s de i n t e r v a l o de in

terseções de 90 mm.

(24)

F i g u r a 5 - C o n f i g u r a ç ã o d o E L A N I C O M P C-100. 9

(25)

0 s i s t e m a de o b s e r v a ç ã o c o n s i s t e de i l u m i n a d o r de fo­

tografias e de m a r c a c e ntralizada, de d i â m e t r o 40ym, q ue p o r u m a fonte de luz v a r i á v e l pode s er t o r n a d a e m e s c u r a ou clara. D o t a do de um sistema de pris m a s retos que p o d e m e f e t u a r r o t a ç ã o de + 90° sobre cada imagem, e, que p e r m i t e m u d a n ç a de o b s e r v a ç ã o entre orto s c o p i c o e p s e u d o s c o p i c o , ou de o b s e r v a ç ã o b i n o c u l a r en tre foto e s q u e r d a ou direita. P o s s u i ocu l a r e s p e r m u t á v e i s com 8x ou 16x de magnitude. Contém, também, u m d i s p o s i t i v o que p e r m i t e v a r i a r a d i s t â n c i a i n t e r p u p i l a r e n t r e 52 m m a 82 mm.

2.2.3 O p a i n e l de c o ntrole f o t o g r a m é t r i c o

O p a i n e l p e r m i t e o con t r o l e e o e x a m e de p r a t i c a m e n t e todas operações e n v o l v i d a s n a o r i e n t a ç ã o e n o p l a n o numéi‘i c o do gráfico.

U m p r i m e i r o t e c l a d o com a p a r a t o l u m i n o s o i n d i c a as ope rações e m e x e c u ç ã o n a máquina. Es t e c o n j u n t o de "estado do ir.s - trumento" inclui u m "viewer on" (visor ligado) co m sinal de lâ m ­ pada in d i c a n d o a p o s i ç ã o do m o n i t o r - m e s t r e das uni d a d e s de con trole e básicas, assim como os b o t õ e s " c o m p u t e r - o n - l i n e " (compu­

tador ligado) e " table-on-line" (mesa ligada) e s t i v e r e m i l u m i n a ­ dos p a r a a c o p l a r o c o m p u t a d o r e a m e s a de desenho, r e s p e c t i v a m e n t e .

Duas ma n i v e l a s e u m d i s c o p e d a l s e r v e m p a r a d e s l o c a r

a m a r c a flutuante n o m o d e l o ou e m f o t o g r a m a s i n d i v i d u a i s (acopla

do p e l o m o v i m e n t o do p o r t a - f o t o s ) . E m suma, n o a j u s t a m e n t o fino

usual, a c o m p r e s s ã o de u m co n t r o l e p o r p e d a l p e r m i t e m o v e r a apro

ximadamente q u a t r o vezes a v e l o c i d a d e normal. A l é m d i s s o , u m a ala

(26)

vanca de comando ê d e s t i n a d a a g u i a r e m x e y . S e n d o esta ação não linear, a a l a v a n c a de comando, de m o d o s e m elhante, p e r m i t e ajustamento fino exato. A o p e r a ç ã o de co n t r o l e de dados de e n t r a da ê d e f i n i d a p o r um t e c l a d o i luminado, i n d i c a n d o o e s t a d o de mo vimento, tais como; "model normal", "model t e r r e s t r i a l " , "model profiling", "photo left" e "photo right".

O p a i n e l p o s s u i t a m b é m u m m o s t r a d o r de c o o r d e n a d a s ccm q u atro indicadores de oito dígitos cada. Es s e m o s t r a d o r , p o r i n ­ termédio de três po s i ç õ e s de uma a l a v a n c a p o d e s e r m u d a d o a l t e r ­ nativamente p a r a coordenadas do modelo, do t e r r e n o ou f o t o g r á f i ­ cas. N o caso de coordenadas do t e r r e n o ou do modelo, o q u a r t o in dicador po d e s er d e s l i g a d o p o r m e i o de u m a alavanca.

De grande i m p o r t â n c i a é o t e c l a d o de " e s t a d o do p r o - grama" c o ntendo lâmpadas indicando; c o m "busy" ou "stang by" se os programas u tilizados e s t ã o e m operação; c o m "wait" m o s t r a n d o que o p r o g r a m a e m a n d a m e n t o e s t á e s p e r a n d o p o r u ma d e c i s ã o ou en trada de dados; com "limit" p a r a u l t r a p a s s a g e m de limite c o n t r o ­ lado p o r c o m p u t a d o r n o m o v i m e n t o do p o r t a - f o t o s . Os b o t õ e s " c o n ­ tinue / yes / start" e "repeat / no / s t o p " , const a n t e s desse teclado são usados p a r a d ar ao p r o g r a m a c o n t i n u a ç ã o ou r e p e t i ç ã o decisão a f i r m a t i v a ou n e g a t i v a e p r o s s e g u i m e n t o ou parada. Os sji nais "wait" e "limite" s ão dados, também, acusti c a m e n t e . De gran díssima i m p o r t â n c i a é ainda, o b o t ã o "execute", q ue inicia, qu a n do calcado, um p r o g r a m a p r e v i a m e n t e s e l e c ionado. P o r isso, erros na ativação de u m b o t ã o n ã o te r á n e n h u m e f e i t o e pode até ser cor rigido, antes que o b o t ã o "execute" s e j a comprimido.

0 c o n j u n t o de b o t õ e s s e l e t o r de p r o g r a m a s são sub-di-

(27)

vididos e m blocos de " o p e r a ç ã o de p r o g r a m a " e de " o p e r a ç ã o de ponto". 0 p r i m e i r o destes inclue b o t õ e s p e r m a n e n t e m e n t e d e f i n i ­ dos de p r o g r a m a s : " P a r a m e t e r C o n t r o l " , " I n t e r i o r O r i e n t a t i o n " ,

"Relative O r i e n t a t i o n " , "Absolute O r i e n t a t i o n " , "Table O r i e n t a ­ tion", "Call A Progr.no" e "Call B P rogr.no". N os casos de "Call A Progr.no" e "Call B Progr . n o " , que e m c o n j u n ç ã o com u m código n umérico de r e g i s t r o de p r o g r a m a i n t r o d u z i d o no t e c l a d o d e c i m a l define outros p r o g r a m a s adicionais. A o lado d e s t e b l o c o de b o - tões e x i s t e m três alavancas de m u d a n ç a s que p e r m i t e m a s e l e ç ã o de procedi m e n t o s i n d e p e n d e n t e s nos p r o g r a m a s e s c o l h i d o s ; p o r e x e m pio, os seis p r i m e i r o s p o ntos de p a r a l a x e s p o d e m s er atingidos au tomãticamente ou m a n u a l m e n t e dura n t e a o r i e n t a ç ã o relativa.

0 b l o c o de "operações de pont o s " co n s i s t e de b o t õ e s pa r a programas tais como: "Move to", "Renumber", "Display", "Sto re" , "Delete" e "Clear P o i n t Memory", a s s i m co m o os b o t õ e s que, q u a n d o calcados, d e t e r m i n a m se estes p r o g r a m a s r e f e r e m - s e â m e m ó ria de coordenadas de t e r r e n o ou de f o t ografia, do m e s m o m o d o se aplicam a somente u m a d i r e ç ã o de c o o r d e n a d a s de t e r r e n o ou somen te a uma foto.

0 tecl a d o decimal, a n t e r i o r m e n t e m e n c i o n a d o , e m c o n ­ junção com o r e g i s t r o de e n t r a d a p e r m i t e aos c a r a c t e r e s "-.01234 56789" ser introduzido, a p a g a d o e corri g i d o , s e r v i n d o d e s t a m a ­ neira, p a r a código de progr a m a s , núme r o s de p o n t o s , coordenadas, e outras f i g u r a s-cõdigos (por modelo, p o r s í m b o l o ) .

V e r n a f i g u r a 6 os comp o n e n t e s do p a i n e l de controle

do PLANICOMP.

(28)
(29)

2.2.4 0 C o m p u t a d o r

N u m r e s t i t u i d o r e s t e r e o s c ó p i c o v á r i o s r e q u i s i t o s são exigidos do computador, que, p o r exemplo, n o m o v i m e n t o de p o r t a - fotos ê ef e t u a d o p e l a t r a n s m i s s ã o e c o n v e r s ã o do m o v i m e n t o de ma nivela, q ue em ins t r u m e n t o s a nalógicos é dado p o r rodas guias me c â n i c a s . E m outras p a l a vras, o c o m p u t a d o r l e r i a os puls o s conta dos nas m a n ivelas e d i s c o pedal, r a p i d a m e n t e , t r a n s m i t i n d o os da dos em l i n g u a g e m de p r o g r a m a ç ã o ao computador, q ue os p r o c e s s a e transmite n a forma de valo r e s de m u d a n ç a s p a r a o p o r t a - f o t o s e a m e s a de desenho.

P a r a o P L A N I C O M P C-100 foi e s c o l h i d o o C o m p u t a d o r H e w lett P a c k a r d HP 1000/45, que t em u m a c a p a c i d a d e de a r m a z e n a g e m de 128 k-pal a v r a s e u m d i s c o m a g n é t i c o c om 4,9 M byte s , distri - buído sobre um d i s c o fixo e p e r m u t á v e l . Possui, também, u m a i m ­ p ressora ou um t e rminal m o s t r a d o r de v i d e o c o n e c t a d o a um termi nal (console) de computador.

2.2.5 A m e s a de dese n h o

P a r a operações gráficas o P L A N I C O M P C-100 é p r o v i d o

de m e s a de d e s e n h o digital, m o d e l o DZ 7. Poss u i u ma s u p e r f í c i e

iluminada p a r a operações de 1.100 mm p o r 1.200 mm, com u ma v e l o ­

cidade m á x i m a do carro p o r t a - l a p i s de 100 mm/seg,uma r e s o l u ç ã o de

p o s i c i o n a m e n t o de 0,01 mm, e u m a p r e c i s ã o p a r a c o o r d e n a d a s de

0,03 mm, a s s i m como i n s t r umentos p a r a t r açados variados; e s t a me

sa satisfaz p l e n a m e n t e os requis i t o s dos dias atuais c om r e s p e i ­

to a operações gráficas ligadas ao computador. A DZ 7 p o s s u i p a

ra unidade de controle, opções adicionais, c o m u t á v e i s e ntre con

(30)

trole interno e externo, p o d e n d o ser d i r i g i d o p o r u m a a l a v a n c a de m ud a n ç a de traço; b o t ã o s e l e t o r de r e b a i x a m e n t o de lápis, p e r ­

mitindo o seu co n t r o l e atr a v é s de pedal. jsia u n i d a de de controle da DZ 7 e s t á u m s i s t e m a de i n d i c a d o r e s de limite, botões guias, sin a l i z a d o r e s luminosos; contudo, n ão p o s s u i as fun ções de traçado d i r e t o de linhas e p o s i c i o n a m e n t o p o r c o o r d e n a - das. Estas últimas funções citadas, são e x e c u t a d a s no sof t w a r e do PLANICOMP, desde o m o d o e x t e r n o de p o s i c i o n a m e n t o até o rebai_

xamento do lápis são cont r o l a d o s p o r c o m p u t a d o r ou p o r programa.

2.2.6 P r o g ramas de o p e r a ç ã o

Os pr o g r a m a s de o p e r a ç ã o c o n t r o l a m as d i f e r e n t e s fun ções de operação, tais como a d m i n i s t r a ç ã o de c o n t e ú d o a r m a z e n a - do, o controle de ciclo de p r o g r a m a s e apoio ao e q u i p a m e n t o per_i fêrico. 0 am p l i ã v e l s i s t e m a RTE IVB (Real Time E x e c u t i v e IVB) da HP foi s e l e c i o n a d o p a r a o P L A N I C O M P C-100. C a r a c t e r í s t i c a s tais como m u l t i p r o g r a m a ç ã o , 99 n í veis de p r i o r i d a d e s , rotinas de comu nic a ç ã o e de carga, serv i ç o manual, c o m p i l a d o r p a r a F O RTRAN, A L ­ GOL, ASSEMBLER, d i r e t o r de c l a s s i f i c a ç ã o , etc., c a r a c t e r i z a m a e f i c i ê n c i a e os comp o n e n t e s do RTE IVB.

Os p r o g r a m a s de op e r a ç õ e s são LOOP e P A N E L ,

b e m como n u m e rosas rotinas de operação. 0 p r o g r a m a LOOP t em f u n ­

ção cíclica (período de 20 m s ), lê os puls o s gera d o s p e l a mani

ve l a e o d i s c o - p e d a l ou a a l a v a n c a de c o mandos do P L A N I C O M P ,ju n ­

ta-os as c o o rdenadas de m o d e l o e e m p a s s o s de t r a n s f o r m a ç ã o c a l ­

cula as novas c o ordenadas de t e r r e n o c o r r e s p o n d e n t e a ca d a no v a

p o s i ç ã o n o modelo, a s s i m c o m o as novas p o s i ç õ e s do p o r t a - f o t o s e

(31)

porta-lâpis da m e s a e final m e n t e m o s t r a os valores m u d a d o s p a r a os carros de p o r t a - f o t o s e de p o r t a - l á p i s . E m outras p a l a v r a s , o pro g r a m a LOOP substitui a f u nção de h a s t e s e s p a c i a i s dos i n s t r u ­ mentos a n a l o g i c o s .

0 p r o g r a m a P A N E L t ê m a f u n ç ã o de 1er e a n a l i s a r a p o ­ sição das teclas e dos c o m u t a d o r e s do p a i n e l e d ar i n i c i o ao p r o grama e s c o l h i d o p e l o operador. (23) 19

V e r a f i g u r a 7, onde é a p r e s e n t a d o u m d i a g r a m a que m o s t r a as transf o r m a ç õ e s de c o o r d e n a d a s p e l o p r o g r a m a de o p e r a ­ ção LOOP do PLANICOMP.

2.2.7 P r o g r a m a s de s e r v i ç o e outros p r o g r a m a s

E n q uanto, q ue alguns dos p r o g r a m a s de o p e r a ç õ e s e sub rotinas são e s critos e m A S S E M B L E R , todos os p r o g r a m a s de s e r v i ç o são em FOR T R A N p a r a f a c i l i t a r s u b s e q ü e n t e s m o d i f i c a ç õ e s , obtidas p o r e x p e r i ê n c i a p r á t i c a p a r a usos especiais.

N o p r e s ente, o s i s t e m a P L A N I C O M P inclui mais de 60 pro gramas. T e n d o e m v i s t a q ue muit o s destes p e r m i t e m v á r i o s u s o s , d e v i d o ao controle de a l a v ancas do p a i n e l do P L A N I C O M P , o a tual nu m e r o de empregos a ser e x e c u t a d o é altíssimo.

A m o d i f i c a ç ã o ou e x ames de p a r â m e t r o s i n d i v i d u a i s de dado o r d i n á r i o ê e f e t u a d a através do p r o g r a m a " P a r a m e t e r Control".

Este p r o g r a m a serve p a r a e x i b i r o v a l o r i n s t a n t â n e o ou p o s i ç ã o

de parâme t r o s importantes, n o v í d e o d o t e r m i n a l do c o m p u t a d o r ,de

(32)

't 1 ' t 1 C A R R O

E S Q U E R D O

/ / /

C A R R O DIREITO

/ j

/

/ F O T O F O T O

/ /

E S Q U E R D A D 1R E 1 TO /

M O S T R A D O R DE C O O R D E N A D A S I 2 3 4 5 . 6

I 2 3 4 5 . 6 123 4 5.6 123 4 5 . 6

M E S A D E D E S E N H O

T E R R E N O M O D E L O M E S A

i

M A O

sr /

/ \

F i g u r a 7 - D i a g r a m a m o s t r a n d o a t r a n s f o r m a ç ã o de coor

d e n a d a p e l o p r o g r a m a de o p e r a ç ã o LOOP do

P L A N I C O M P

(33)

man e i r a que eles p o s s a m s er c o r r i g i d o s , se for n e c e s s á r i o . P a r a fazer isso, o p a r â m e t r o a s er e x a m i n a d o ê i n t r o d u z i d o n a f orma de um código a l f a - n u m ê r i c o de dois a q u a t r o caracteres.

- As o r i entações

Os q u a t r o programas: " I n t e r i o r O r i e n t a t i o n " , "Relati- ve O r i e n t a t i o n " , "Absolute O r i e n t a t i o n " e "Table O r i e n t a t i o n " , são empregados p a r a ori e n t a r o p a r e s t e r o a s er r e s t i t u í d o no PLANICOMP, b e m como p a r a c o n f r o n t a ç ã o ou c o n f e c ç ã o de m a p a n a me s a DZ 7.

0 p r o g r a m a " I n t e r i o r O r i e n t a t i o n " e x a m i n a a o r i e n t a ção i n t e r i o r p o r c o l o c a ç ã o a p r o x i m a d a de q u a t r o m a rcas fiduciais a serem medidas, e, após a j u s t a m e n t o fino de todas as m a rcas (po de ser em duas ou q u a t r o m a r c a s p o r f o t o ) , c o m p u t a as p o s i ç õ e s das fotografias nos p o r t a - f o t o s e p r o c e d e a t r a n s f o r m a ç ã o de p a ­ râmetros. Esse p r o g rama, n o f inal de s ua ex e c u ç ã o , a p r e s e n t a os resíduos que u l t r a p a s s a m o limite de t o l e r â n c i a p r ê - e s t a b e l e c i d o .

0 p r o g r a m a "Relative O r i e n t a t i o n " r e q u e r u m m í n i m o de 6 e aceita um rtéximo de 24 medidas de paralaxes , c o m p u t a os p a r â m e t r o s de o r i e n t a ç ã o r e l a t i v a p o r c o n d i ç ã o de c o l i n e a r i d a d e p e l o n e c e s ­ sário n ú m e r o de iterações. F i n a l m e n t e , s ão m o s t r a d o s os resíduos de p a r alaxes de cada p o n t o e valo r e s de alguns p a r â m e t r o s ( O m e g a , FÍ, K a p a de cada foto) n o t e r m i n a l do computador. Os result a d o s de o r i e n t a ç ã o tornam-se efetivos, s o m e n t e após a p r o v a d o p e l o ope rador, n a forma de c o m p r e s s ã o do b o t ã o "yes" n o p a i n e l de c o n t r o le do PLANICOMP.

0 p r o g r a m a "Absolute O r i e n t a t i o n " p o d e s e r u s a d o t a n ­

to p o r o r i e n t a ç ã o i n d e p e n d e n t e q u a n t o p a r a o r i e n t a ç ã o conjunta.

(34)

Permite-se até 24 medidas de pontos de controle, e m q u a l q u e r o r ­ dem desejada. N o caso de o r i e n t a ç ã o i n d e p e n d e n t e , d e v e m ser medjL dos, no mínimo, dois pontos de controle h o r i z o n t a i s e três vertjL cais. U ma c o m p a r a ç ã o com os dados de con t r o l e é f o r m a d a n o compu tador, e, apés o n ú m e r o n e c e s s á r i o de it e r a ç õ e s são p r o d u z i d a s correções de orientações, que, p o r s u a vez, t o r n a m - s e e fetivas , somente q u a n d o o o p e r a d o r a c e i t a os r e síduos de c o n t r o l e de e r ­ ros mostrados. Q u a n d o o o p e r a d o r r e j e i t a os resul t a d o s de o r i e n ­ tação, n a forma d a c o m p r e s s ã o do b o t ã o "No", ele p o d e r á fazer uma reorientação, que p e l a s a í d a de resíduos de c o o r d e n a d a s pode tornar-se e f e t i v a ("Yes") ou n ã o ("No").

O p r o g r a m a "Table O r i e n t a t i o n " e s t a b e l e c e c o r r e l a ç ã o entre os p a r â m e t r o s do m o d e l o e os de mesa, q u a n d o medi d a s de dois pontos, p r e v i a m e n t e i d e n t i f i c a d o s no m o d e l o e s t e r o e na fo­

lha de desenho. Se pontos adici o n a i s (até um m á x i m o de 2 4 pontos) são medidos, um a j u s t a m e n t o é feito, e, p e l a s a í d a de erros res_i duais, o o p e r a d o r po d e d e c i d i r p e l a e f e t i v a ç ã o ou n ã o da o r i e n t a ção computada.

- O p e r a ç õ e s com p o n t o s

As o p e rações com pont o s c o m p r e e n d e 6 p r o g r a m a s s e p a r a dos p e r m i t i n d o simples e n t r a d a / s a í d a e o u s o de c o o r d e n a d a s nas correspondentes memórias.

0 p r o g r a m a "Move to Point" c o n t r o l a o a c e s s o automãti^

co de pontos armazenados ou p o r e n t r a d a de c o o r d e n a d a s de t e r r e ­ no. "Display Point" exibe n o t e r m i n a l c o o r d e n a d a s a r mazenadas

"Delete Point" a p a g a pontos i n d i v i d u a i s n a m e m ó r i a de pontos,quer

(35)

completamente ou somente coord e n a d a s individuais. " C lear P o i n t Memory" apaga todos os pontos n a m e m ó r i a de pontos, q u e r c o m p l e ­ tamente ou e m c o ordenadas i n d i v i d u a i s somente, p o r exemplo; to das as coordenadas Z do terreno. "Store Point" a r m a z e n a as c o o r ­ denadas de foto da p o s i ç ã o i n s t a n t â n e a ou c o o r d e n a d a s de t e r r e n o a ser i n t r o d u z i d a p e l o p a i n e l de c o n t r o l e n a m e m ó r i a de ponto.

Os pontos são s e l e c i o n a d o s p o r i n t r o d u ç ã o do n ú m e r o do p o n t o no r e g i s t r o de e n t r a d a do p a i n e l de co n t r o l e e p o r sele ção da m e m ó r i a c o r r e s p o n d e n t e (de foto ou de terreno) e c o o r d e n a das (X, Y, Z e / o u foto e s q u e r d a e / o u d a direita) p e l o c o r r e s p o n ­ dente b o t ã o sinalizado.

Todos os p r o g r a m a s de op e r a ç õ e s de p o n t o s m e n c i o n a d o s

p o d e m ser chamados do p a i n e l de co n t r o l e ao se c o m p r i m i r os cor

respondentes b o t õ e s luminosos.

(36)

3. MA T E R I A I S

N o p r e s e n t e t r a b a l h o foram u t i l i z a d o s p a r a e s t u d o s de des m a t a m e n t o n a r e g i ã o de R i o Branco, E s t a d o do Acre, e em suas vizinhanças os seguintes materiais:

1) Imagens de s atélite nas b a n d a s 5 e 7 do MSS dos sa têlites (1, 2 e 3) , n a e s c a l a a p r o x i m a d a de 1:3 . 7 0 0 . 0 0 0 , nas da­

tas de 25 de junho de 1976, 09 de s e t e m b r o de 1977, 03 de julho de 1978, 01 de junho de 1979 e 14 de j u l h o de 1981, como fonte

- 1 7 b a s i c a de todas as operaçoes.

2) Mapas do p r o j e t o P e d r o P e i x o t o do I N C R A (Instituto Na c i o n a l de C o l o n i z a ç ã o e R e f o r m a A g r á r i a ) , três nas esc a l a s de 1:20.000 e u m n a e s c a l a de 1:100.000, u t i l i z a d o s n o e s t u d o de controle de p r e c i s ã o de m e d i d a s de áreas nas imagens e m se c ompa rando com as de le v a n t a m e n t o s t o p o g r á f i c o s c o n s t a n t e s dos refe

. - 18

ridos mapas.

3) D i a p o s i t i v o s de f o t o g r a f i a s aéreas n a e s c a l a de 1:70.000, de t r echo d a BR-364, q u e li g a R i o Bran c o , C a p i t a l do E s t a d o do Ac r e a P o r t o Velho, C a p i t a l do E s t a d o de Rondonia. 13

4) M a p a c a r t o g r á f i c o d a D.S.G. (Diretoria do S e r v i ç o Geográfico), n a e s c a l a de 1 :250.000, c o n t e n d o t r e c h o da r o d o v i a BR-364, q ue liga R io B r a n c o a S e r r a M a d u r e i r a , cidades situadas n o E s t a d o do Acre . ^

M a p a c a r t o g r á f i c o do I.B.G.E. (Instituto B r a s i l e i r o

(37)

de G e o g r a f i a e E s t a t í s t i c a ) , n a e s c a l a de 1:1 . 0 0 0 . 0 0 0 , c o n t e n d o o E s t a d o do Acre. 11

3.1 Imagens satélites

As imagens MSS dos s a t é lites L A N D S A T (1,2,3) p o r apre sentarem c a r a c t erísticas como, r e s o l u ç ã o de 80 m, c o n s t a n t e atua lização de aspectos da s u p e r f í c i e terrestre, pois r a s t r e i a um a me s m a área de terreno de 18 en 18 dias, b a i x o p r e ç o de a q u i s i ç ã o em relação â igual área de e s t u d o p a r a outras fontes (aerofoto- grafias, p o r exemplo), f o r a m e s c o l h i d a s como fonte b á s i c a de i n ­ formação p a r a o p r e s e n t e trabalho. ( 1 1 - 1 2 ) ^

Os canais das imagens MSS u t i l i z a d o s n a p r e s e n t e d i s ­ sertação, foram 5 (0,6 a 0,7 um), p o r p o s s u í r e m p r i o r i d a d e de ab sorver m a i o r q u a n t i d a d e de e n e r g i a e l e t r o m a g n é t i c a e m r e l a ç ã o di.

reta ao aume n t o de de n s i d a d e de c o b e r t u r a v e getal, e 7 (0,8 a 1,1 ym) , p o r e m geral, q u a n d o m a i o r o g r a u de c o b e r t u r a de v e g e t a ç ã o

_ 12

maior sera a r e f l e x ã o da radiaçao. (VI.4)

N o q u a d r o 2 são a p r e s e n t a d o s dados r e f e r e n t e s aos cin co pares de imagens (bandas 5 e 7 do MSS) que s e r v i r a m de e m b a s a mento da p r e s e n t e dissertação.

V e r a s e g u i r e x emplos f o t o g r á f i c o s de imagens MSS usa

das neste trabalho.

(38)

Q u adro 2 — Dados c a r a c t e r í s t i c o s das imagens da p r e s e n te dissertação.

Da t a de aquisição das imagens

N ú m e r o do L a n d s a t

c o o r d e n a d a s do cent r o das imagens

D a t a de p r o c e s s a m e n t o

25/06/76 1 1 0 ° 0 6 ‘S / 68°00'W 24/04/76

09/09/77 2 1 0 ° 0 5 1S / 67°49'W 09/12/77

03/07/78 3 1 0 ° 0 3 1S / 6 7 ° 4 6 ,W 05/10/78

01/06/79 2 10°03'S / 67°55'W 07/02/80

14/07/81 2 1 0 ° 0 7 'S / 6 7 0 4 7 'W 25/05/82

(39)
(40)
(41)

3.2 0 P r o j e t o P e d r o P e i x o t o do INCRA

A final i d a d e do p r o j e t o P e d r o P e i x o t o do I N C R A é a de assentamento de colonos e m terras a c r e a n a s , p r i n c i p a l m e n t e de mi­

grantes de outros E s t a d o s b r a s i l e i r o s , e, s e n d o a área de coloni^

zação do p r o j e t o a t r a v e s s a d a p e l a B R - 364, q ue l i g a Ri o B r a n c o , C a pitai do Esta d o do Acre, ao E s t a d o de Rondônia.

Ê nesse p r o j e t o q ue se s i t u a m as áreas de controle , cujas medidas de áreas f o r a m c o m p a r a d a s àquelas das imagens L a n d sat datadas de 14 de julho de 1981, m e d i d a s através do P L A N I C O M P C-100.

0 p r o j e t o c o n s t a dos mapas e f e t u a d o s a p a r t i r de le - vantamentos topográficos, que se seguem:

a) c o n t e n d o to d a a r e g i ã o de c o l o n i z a ç ã o , n a e s c a l a de 1:100.000, d i s t r i b u í d a e m 19 glebas de d e n o m i n a ç ã o a l f a b é t i c a , sendo que cada g l e b a e s t á d i v i d i d a e m lotes, e a b r a n g e n d o toda área de c o l o n i z a ç ã o do p r o j e t o u m a s u p e r f í c i e de 3 4 7 . 1 5 5 , 0 0 ha;

b) contendo a g l e b a "J", n a e s c a l a 1 : 2 0 . 0 0 0 , d i s t r i b u í da em 240 lotes com m e d i d a s de áreas i n d i v i d u a i s , e a b r a n g e n d o o terreno loteado u m a área de 17.317,60 ha;

c) contendo a g l e b a "L", n a e s c a l a 1 : 2 0 . 0 0 0 , d i s t ribuí da em 249 lotes com m e d i d a s de áreas i n d i v i d u a i s , e a b r a n g e n d o o loteamento u ma área de 18.025,60 ha;

d) c ontendo a g l e b a " M " , n a e s c a l a 1 : 2 0 . 0 0 0 , d i s t ribuí

(42)

da em 195 lotes com medidas de areas i n d i v i d u a i s , e a b r a n g e n d o uma área de 13.014,20 h a . ^

3.3 As fotografias aéreas

F o r a m u t i l i z a d o s no p r e s e n t e t r a b a l h o c i n c o diapositi.

vos de fotografias aéreas e m p r e t o e branco, n a e s c a l a 1:70.000, e parte c o n s tituinte do l e v a n t a m e n t o a e r o f o t o g r a m é t r i c o r e a l i z a ­ do p e l a A e r o f oto C r u z e i r o SA, n o t r e c h o da B R - 364 de aprox i m a d a - mente 50 km, que vai de Rio B r a n c o ao E s t a d o de Rondonia. 13

3.4 Mapas cartogr á f i c o s

C o n s t i t u i r a m fontes de inf o r m a ç õ e s , n o p r e s e n t e t raba lho, os seguintes mapas:

a) d o t e r r i t ó r i o do Acre, c o n f e c c i o n a d o p e l o I B G E ^ , e m 1961, na e s c a l a de 1:1.000.000, s i t u a d o e n t r e os m e r i d i a n o s 66°

e 74° e os pa r a l e l o s -7 ° e -12°;

2 6

b) de R io Branco, c o n f e c c i o n a d o p e l a D.S.G. , em 1981, na e s c a l a de 1:250.000, s i t u a d o entre os m e r i d i a n o s 67°30' e 69°

e os p a r alelos - 9 o e -10°, e c o n s t i t u i n d o a f o l h a SC.19-X-C.

Imagem

Referências

temas relacionados :