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IMERSÃO NA BÍBLIA - 1 CORÍNTIOS

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Academic year: 2022

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“IMERSÃO NA BÍBLIA” - 1 CORÍNTIOS

1) UMA SÍNTESE DA CARTA DE 1 CORÍNTIOS ü 1 Coríntios 1.1-9 – Introdução: saudação e ações de graças.

ü 1 Coríntios 1.10-6.20 – respostas às questões dos relatos recebidos acerca das discórdias e divisões na igreja (1.10-4.21) e dos abusos gritantes em três casos de práticas imorais (5-6).

ü 1 Coríntios 7.1-14.15 - respostas às perguntas da comunidade acerca da condição dos crentes no mundo (7-10), da condição dos crentes na comunidade (11-14), e acerca da ressurreição (15), como o fundamento da fé cristã.

ü 1 Coríntios 16 – conclusão: questões pessoais e projetos futuros.

2) UM POUCO DE HISTÓRIA DA IGREJA EM CORINTO!

1. Paulo teria cerca 52 anos de idade quando escreveu 1 Coríntios. Quinze anos antes houvera uma grande mudança em sua vida (conversão a Cristo), dando um sentido absolutamente novo a sua energia e zelo.

2. A cidade de Corinto, capital da província romana da Acaia, onde Paulo chegou no outono do ano de 50 d.C., era uma grande (entre 300 a 500 mil habitantes). Paulo permaneceu nesta cidade 18 meses, no caso dele era um tempo excepcionalmente longo. Corinto era uma famosa cidade portuária, rica comercial e culturalmente, especialmente por ser apropriada para a navegação e para o comércio nas condições da época; uma encruzilhada no comercio mundial: “navios de todos os países do mundo aportavam ali, trazendo as mais diversas práticas culturais e religiosas... No meio daquele caldeirão cultural estava a igreja cristã, composta por cristão judeus e gentios, reunindo-se em varias comunidades nas casas, nas mais diferentes partes da cidade. A igreja de Corinto reflete a multiplicidade cultural e as tensores decorrentes”.

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3. A Bíblia diz que na comunidade havia os ricos proprietários das casas (1 Co 1.11; 11.22), mas também havia escravos (1 Co 7.21). A prosperidade levou sua população a uma vida luxuosa e desregrada que se tornou praticamente proverbial, ao ponto de

“Corintizar”, ou seja, “viver como um coríntio”, significar uma vida de prazeres desenfreados. Em Corinto havia de melhor e pior numa cidade grande e pagã. Com efeito, a vida sexual era amplamente corrompida naquela época, e muito mais ainda em Corinto.

4. Com efeito, em Corinto havia diferenças na socialização religiosa: 1) judeus que se tornaram cristãos e exigiam que todos observassem as leis judaicas. 2) gentios que se tornaram cristãos que não entendiam nada das leis judaicas, e que não viam nenhum problema em comer carne oferecida aos ídolos. 3) prosélitos – gentios convertidos ao judaísmo e que depois se tornaram cristãos – que conheciam os dois lados. Isto causava

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conflitos adicionais. Além disto, em Corinto, havia inúmeros cultos a várias divindades.

Algumas delas são:

A. Zeus - pai dos deuses, senhor do céu e da terra e do raio. Em sua homenagem eram realizados os jogos olímpicos, de quatro em quatro anos.

B. Hermes - mensageiro do Olimpo; deus do comercio, da eloquência e da cultura (At 14.12).

C. Ártemis - deusa virgem da caça, da terra, da fertilidade (At 19.24).

D. Afrodite - deusa do amor, da beleza e da fertilidade.

E. Apolo - deus da guerra, da beleza e das artes, que envia a doença e a cura.

F. Dionísio – deus do vinho.

5. Com efeito, o culto aos deuses era preservado naturalmente como peça indispensável da vida da cidade. Contudo, em ampla medida, deixara de ter um significado realmente religioso.

6. Corinto também hospedava um contingente de judeus que tinham como centro vital uma sinagoga, a qual influenciava seu contexto, transformando numerosos gregos em “prosélitos” (At 18.12-17). Em meio a essa situação, o Apóstolo Paulo escreve uma carta, apresentando aos Coríntios, com princípios cristãos de como deveriam se comportar a luz da Palavra de Deus, e como deveriam exercer a fé cristã, apesar das contrariedades notórias.

7. Como surge a igreja na cidade de Corinto? Atos 18.1-11 relata seu inicio. A princípio Paulo chegou a Corinto e encontrou um casal - Áquila e Priscila - que provavelmente já haviam abraçado a fé em Cristo. A semelhanças dos outros lugares, em Corinto Paulo também começou sua proclamação do evangelho na sinagoga.

8. Mesmo que a igreja em Corinto tenha sido fundada por Paulo (e seus colaboradores Silas e Timóteo), a atuação de Apolo trouxe um novo crescimento à igreja.

3) A REALIDADE DA IGREJA LOCAL EM CORINTO!

1. A primeira carta aos coríntios (escrita por volta da primavera do ano 56/57), quando Paulo se encontrava em Éfeso, em sai terceira viagem missionária, aborda várias questões comuns em uma igreja local, algumas de cunho moral e outras de cunho doutrinários.

2. Esta é, portanto, o tipo de carta escrita para responder uma série de perguntas surgidas dentro da comunidade, que revelam enfrentados pelos primeiros. Assim, 1 Coríntios torna-se uma carta tanto de doutrina cristã quanto de um padrão de ética cristã.

3. Quanto ao aspecto social a igreja local de Corinto era composta, em grande parte, de gregos (1 Co 1.1.26-29; 8.7; 10.14,20), de alguns judeus (1 Co 1.22-24; 10.32; At 18.8) e de uma minoria diversa. A lógica é que essa composição social vai produzir conflitos, especialmente entre gregos e judeus (1 Co 12.13), com relevância para os nossos dias.

Ou seja:

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A. Questões sobre divisões e sabedoria humana (1 Co 1.10-4.21), estão relacionadas a Paulo. Ou seja, divisões em relação a líderes em nome da sabedoria. Erros fatais!

B. Questão relativas a imoralidade: incesto (1 Co 5.1-13), que junto com as duas questões seguintes constituem formas de rupturas dos relacionamentos no contexto comunitário; litígio (1 Co 6.1-11) e ter relações com prostitutas (1 Co 6.12-20).

C. Questão quanto as mulheres cobrirem a cabeça (1 Co 11.2-16). Como orientar o culto publico e o tratamento social.

D. Questões relacionadas à adoração (1 Co 8, 11 e 12-14), incluindo frequentar festas dos ídolos, o abuso da ceia do Senhor e o abuso dom de língua. De modo especial, no capitulo 12, para os coríntios, o falar em línguas – língua dos anjos – seria ter chegado ao estágio Máximo da espiritualidade. Por isso que alguns consideravam a ressurreição corporal não ser de proveito algum (1 Co 6.13-14; 15.12).

4. Então, de todos os onde itens abordados a única que não tem relação com o comportamento dos coríntios é o da “ressurreição dos mortos” (1 Co 15). Ou seja, alguns em Corinto não acreditavam haver ressurreição. Diziam que tido se reduzia essa vida!

4) OS QUESTIONAMENTOS DA IGREJA LOCAL EM CORINTO!

1. De fato, antes de Paulo escrever 1 Coríntios, ele foi informado das tristes noticias acerca da condição espiritual e moral da igreja local em Corinto (1 Co 1.11; 5.1-11). Tudo indica que quando Paulo utiliza a expressão “não sabeis que...” implica que os coríntios já sabiam o que era o certo (3.16; 5.6; 6.2,3,9,15,16,19; 9.13,24). Por isso que Paulo fica horrorizado com a forma dos coríntios pensavam. Às vezes, dar até para perceber onde Paulo está citando os coríntios, muitas vezes em concordância com as afirmações deles, mas discordando da maneira da compreensão deles das coisas (1 Co 6.12,13; 7.1,2;

8.1,4).

2. Nas respostas aos questionamentos dos coríntios, Paulo considerou o pensamento cristão versus pensamento do mundo

Posição dos coríntios Posição de Paulo

1.12 - “Eu sou de Paulo, eu sou de Apolo, eu sou de Cefas e eu sou de Cristo”.

1.13 – “está Cristo dividido?”.

6.12a – “Tudo me é permitido...”. 6.12b – “Mas nem tudo convém”

6.12c – “Tudo me é permitido” 6.12d – “Mas não me deixarei escravizar por coisa algum”

7.1b – “É bom ao homem não tocar em mulher” 7.2-6 – “Todavia, para evitar a fornicação, tenha cada homem sua mulher e cada mulher seu marido...”

1. Desta forma, 1 Coríntios consiste num tesouro de instruções acerca de temas práticos,

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5) O PROJETO IGREJA (O mito da igreja perfeita!)

1. Comunidade de Corinto era “igreja de Deus” (1 Co 1.2). Foi gerada pelo anuncio do Evangelho de Cristo. Por isso é preciso moldarmos nossa visão pela visão bíblica da igreja, e aprender SER IGREJA, na dependência do Espírito Santo.

2. Em 1Co 1.10, Paulo começa respondendo acerca dos relatos recebidos sobre as discórdias e divisões dentro da igreja, cuja raiz são as “devoções” à personalidade (Paulo, Apolo, Cefas e Cristo). Estas instruções vão até 1Co 4.21.

3. Desta forma, o projeto igreja saudável implica em um novo modo de ser (1 Co 12.13):

relacionar-se bem com Deus e relacionar-se bem com as pessoas. Pois a “igreja de Deus” é a comunidade divina dentro da comunidade humana.

4. Pela conversão somos chamados a viver a vida nova de liberdade em Cristo, onde a utopia é possível apesar das tensões e conflitos. Portanto a igreja vive sempre a tensão da presença de sombras e luzes. Observe como inicia o capitulo 1, tratando de luzes (vs.

1-9), mas a partir do versículo 10 passa a tratar das sobras. Ou seja:

A. Dois tipos de moradas:

• Terrena: “em Corinto”

• Celeste: “em Cristo”

B. Duas formas de “santidades”:

• A concreta: “santificados em Cristo Jesus”

• A potencial: “chamada para ser santa”

4. Isso nos leva a duas verdades acerca da igreja:

A. A primeira verdade indica que a igreja tanto já é santa, como ainda não o é, por conta das disputas internas, orgulho, permissividade, imoralidade, litígios, desordem nos cultos e vaidade em relação ao uso dos dons espirituais. Contudo, nos versículos 4 e 5, Paulo faz uma avaliação positiva da igreja de Corinto.

B. A segunda verdade indica que a igreja é completa e, contudo, incompleta, à medida que espera a vinda de Cristo (vs. 5 e 7).

5. Por isso, Paulo faz um forte apelo à unidade! Pois os crentes de Corinto haviam conseguido dividir o indivisível!

A. Os versículos 10 e 11 ressaltam o âmago do apelo à unidade.

B. O versículo 12 indica que esta não era uma divisão em função de doutrina, mas relativo à personalismos.

C. O versículo 13 traz três perguntas reveladoras.

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6. Enfim, porque as divisões na igreja são reprováveis?

A. Porque exalta personalidades humanas (1 Co 1.10-17).

B. Porque a salvação pela cruz anula totalmente a sabedoria humana (1 Co 1.18-31). A cruz é o ponto central, uma exposição em duas vertentes paradoxais a mostrar escândalo e a loucura.

• Para o orgulho grego, é loucura! A Verdade do Evangelho ainda parece loucura para as mentes deformadas que seguem os padrões mundanos.

• Para o preconceito judeu, é escândalo! Porque uma cruz é vergonhosa e sinal de fraqueza! Leia o versículo 27 e observe as cinco fileiras do Evangelho:

- As loucas. Os “loucos” estão na primeira filha; e Paulo é um deles (1 Co 2.2; 4.10), - As fracas,

- As humildes, - As desprezadas, - As que não são.

Obs: assim toda vanglória partidária é excluída e toda glória é de Cristo.

C. Porque a verdadeira sabedoria é concedida pelo Espírito Santo, e não pelo homem (1 Co 2.5-13).

D. Porque os mestres humanos (da igreja) não passam de despenseiros, dos “mistérios”

de Deus (1 Co 3.5,6,21; 4.1).

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PRIMEIRO ROTEIRO DE LEITURA 1 Coríntios 1.10-6.20

Os seis primeiros capítulos são uma censura à divisão, abordando os assuntos passados oralmente para Paulo.

PARTE 1

Respostas aos relatos recebidos que tratavam das discórdias e divisões na igreja de Corinto (1 Co 1.10-4.21).

1. Havia grupos definidos, reconhecidos pela vanglória partidária:

A. O grupo de Paulo defendia a liberdade do evangelho e exigia a supremacia do fundador da igreja.

B. Os intelectuais defendiam Apolo, empolgados pela eloquência e aparente superioridade do notável expositor alexandrino. Possivelmente estes eram os mais

“ensoberbecidos”, razão porque Paulo fala mais acerca do grupo de Apolo (não de Apolo!) do que de Pedro.

C. O grupo de Cefas eram os que se inclinavam ao judaísmo.

D. O grupo de Cristo reivindicava para si o Nome, sugerindo a inferioridade dos demais.

2. Observe que são quatro capítulos inteiros dedicados a reprovação dessa vanglória partidária, onde lideres (ou professores) humanos foram colocados no nível “inferior”. Ou seja:

A. São servos do Senhor e de sua Igreja, e não competidores (1 Co 3.5-7);

B. São jardineiros e construtores, cuja obra será provada e finalmente recompensada (1 Co 3.6, 10-17);

• No versículo 13 não é a salvação pessoal que está em foco, mas o teste final do serviço cristão.

• No versículo 16 – “santuário de Deus”, se refere à igreja local.

• No versículo 17 a palavra traduzida como “destruir” é a mesma que “contaminar”.

C. São subordinados ou huperetes (1 Co 4.1);

D. São despenseiros (1 Co 4.1,2).

• Observe que, com base em 1Co 16.12, Paulo não tinha inveja pelo fato de muitos dos convertidos a Cristo por seu intermédio terem passado a admirar grandemente Apolo.

Pelo contrário, diz que ele e Apolo são “um” (1 Co 3.8,9).

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• A síntese da questão em foco está expressa em 1Co 4.7: “Pois quem é que te faz sobressair? E o que tens tu que não tenhas recebido?”

3. Nisso, a cruz é uma linha divisória: “Cristo crucificado” (1 Co 1.21). Ela faz divisão da raça humana (1 Co 1.18-21) “descartando” todas as pretensões humana, com sua sabedoria e arrogância.

A. O foco aqui diz respeito ao conteúdo da mensagem, não o ato de pregar;

B. trata-se da loucura do que é pregado (“Cristo crucificado”), não da forma da pregação.

4. À luz disto, veja as três perguntas chaves de 1Co 1.20:

A. “Onde está o sábio” (filosofia pública/cosmovisões populares gregas). Poderia ser um epicurista, ou um estoico, ou um sofista, ou um platônico.

B. “Onde, o escriba”? (Peritos na lei de Deus/judeus). Podia ser teólogos, eruditos bíblicos moralista.

C. “Onde, o inquiridor” (oradores ou debatedores/retóricos), para quem a forma era mais importante que o conteúdo.

5. Desta forma, o capítulo 2 se torna uma refutação aos versículos 12 a 30 (do capítulo 1), com a pregação e o testemunho de vida, como método (vs. 1-5), a sabedoria de Deus ou Boa Nova, como essência (vs. 6-9), e a revelação por meio do Espírito Santo, como processo (vs.10-16). É assim que, em 1 Co 2.6-16, direta ou indiretamente, o Espírito Santo é citado dez vezes, cujo papel consiste em:

A. Perscrutar: examina e sonda as profundezas (vs. 10-11).

B. Revelar (vs. 10 e 12).

C. Ensinar: inspiração e dar as palavras certas (v. 13).

D. Discernir (vs. 14-16)

6. No capítulo 3, vemos duas questões básicas: a dieta (v. 2) e comportamento infantil (v. 3), daqueles que andam segundo o padrão da sabedoria do mundo. Neste capítulo, Paulo lança mão de três metáforas, para um entendimento perfeito do que é igreja:

A. A metáfora da “lavoura de Deus” (1 Co 3.9), onde os lideres da comunidade são apenas instrumentos da ação divina; são apenas servos ou agentes por meio dos quais Deus trabalha; estão apenas fazendo o trabalho designado por Deus (1 Co 3.5). Na perspectiva da igreja como “lavoura”, as diferentes tarefas desempenhadas não igreja, são (1 Co 3.6-8):

• Semear;

• Irrigar;

• Cultivar.

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Desta forma, o “plantar” e o “regar” são atividades mecânicas que servem ao mesmo proposito, que visam assegurar uma boa colheita, onde a atividade de Deus é o que mais importa!

B. A metáfora do “edifício de Deus” (1 Co 3.9), revela Jesus Cristo como o fundamento, significando que não se deve mexer no alicerce. Os versículos 9 a 16 apresentam duas opções de “construções”, com dois resultados diferentes:

• Ouro, prata e pedras preciosas (construção no Espírito).

• Madeira, feno e palha (construção na sabedoria o mundo).

C. A metáfora do “santuário de Deus” (1 Co 3.16-20) referindo-se à igreja local e seu aspecto individual (6.19). A violência contra a igreja é um ato de violência contra Deus!

• Note que Paulo finaliza com o clímax (v. 21);

• Enfatizando que os lideres pertencem à igreja (v. 22).

8. Daí estas três metáforas fazem a transição para o ministério-modelo de Paulo e Apolo (4.6), apresentados na figura do “ministro” e do “pai”:

A. A figura do “ministro” (1 Co 4.1, do grego huperetes). Avaliado pela humildade ou figura inferior, expressa nos termos:

• “Despenseiros” (1 Co 4.2, do grego oikonomos). Sua base é a fidelidade ao Senhor.

Por isso as perguntas que enfatizam responsabilidades diante do Senhor.

“Em último lugar” (1 Co 4.9). A metáfora seguinte é de um anfiteatro, “espetáculo ao mundo” e da cozinha: “lixo do mundo, escória de todos” (4.13), tudo isto no contexto de grandes tribulações (4.10-13).

B. A figura do “pai” (1 Co 4.14-17).

• Pai, não guardião!

• Pai é o que gera!

PARTE 2

Respostas aos abusos gritantes em três casos de práticas imorais, no contexto da comunidade (1 Co 5-6).

1. O primeiro caso diz respeito a uma relação de incesto ou imoralidade domestica (1 Co 5.1-13). Trata-se de um membro da igreja convivendo com sua madrasta, e os crentes não reagem.

A. Além dos membros da igreja não reagirem, ainda se vangloriavam dessa prática! Ou seja, estavam se vangloriando de seu liberalismo, ou de uma liberdade espúria, ao ponto de fazerem vistas grossas a tipo de práticas que até os pagãos condenavam.

De tal maneira que Paulo afirma que a “vanglória” deles constituía numa espécie de

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zombaria (vs. 2,6), por conta dos males flagrantes que estavam sendo desculpados, como incesto, processos judiciais e impureza.

B. O versículo 5, aborda uma imoralidade culpável, cujo tratamento está relacionado ao versículo 3, “haveremos de julgar”. Ou seja, este versículo precisa ser ligado ao seu contexto, que começa com “geralmente se ouve”.

• Observe que era o “corpo” que deveria ser “entregue” (disciplina);

• A finalidade era corretiva: “a fim de que o espírito seja salvo”.

2. O segundo caso, diz respeito a alguns membros da igreja que comentem injustiças contra outros (1 Co 6.1-11), os quais buscam resolver as questões nos tribunais, junto às pessoas comprometidas com um sistema injusto.

3. O terceiro caso diz respeito a questão da santidade do corpo (1 Co 6.13-20), o qual não convém submetê-lo a paixões escravizantes.

4. Enfim, em 1Co 6.12-13, Paulo corrigir as afirmações dos coríntios, elaborando uma

teologia da vida cristã, como ideal divino para educar e fazer crescer, em meio às

realidades dos conflitos:

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SEGUNDO ROTEIRO DE LEITURA 1 Coríntios 7-15

Respostas às perguntas que os coríntios escreveram a Paulo acerca de seus problemas (um documento escrito).

“Quanto ao que me escrevestes...”. (1Co 7.1) PARTE 1

As respostas dos capítulos 7 a 10 são acerca da condição dos crentes no mundo. As exposições de Paulo revelam convicções fundamentais da fé.

1. O casamento e outras questões (1Co 7).

A. Quanto aos casados (vs. 1-7). Na relação homem-mulher ninguém é dono do outro.

Outra questão é o “dom” particular de Deus, uns para o celibato outro para o casamento.

B. Quanto aos separados, solteiros e viúvos (vs. 8-9). Duas opções, permanecer sozinhos ou casar-se.

C. Quanto a separação/divórcio (vs. 10-11). A orientação é no sentido de que o casamento é indissolúvel.

D. Quanto aos casamentos mistos (vs. 12-16). Ao se converter, um dos dois, a união é santificada.

E. Quanto a circuncisão e incircuncisão (vs. 17-20). Tanto uma quanto a outra é sem importância! O importante é observar os mandamentos do Senhor.

F. Quanto aos escravos na comunidade (vs. 21-24). Em última instancia, devem lutar por sua liberdade.

G. Quanto aos noivos (vs. 25-38). O conflito - casar ou não casar? Eis a questão!

H. Quanto as viúvas (vs. 38-40). Bom é ficar como estar. Mas, se quiser, casa-se.

Porém, no Senhor.

2. Desordem social: liberdades irrefletidas em questões de práticas duvidosas (1Co

8). Assim, essa liberdade é proibida, para que não se tornar pedra de tropeço aos mais

fracos. Por cinco vezes, nos capítulos 8 a 10. A consideração pelos mais fracos é

expresso (1 Co 8.9,13; 9.19-23; 10.24,29).

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A. Os ídolos, de si mesmo, nada são; e a “carne”

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em nada é afetada por suas associações cerimoniais (vs. 4-6).

B. Por terem sido idolatras ate a conversão ainda não havia conseguido se livrar de sua ligação mental das carnes com os ídolos (vs. 7-9).

C. Os limites para frequência às festas nos templos idolatras (vs. 9-12).

D. Ou seja, ao “ferir” assim as consciências cristãs mais fracas, cometeriam “pecado”

contra Cristo (v. 12). Por isso o principio básico do versículo 13.

3. Indagações e queixas sobre Paulo (1co 9). Daí ele dar seu próprio exemplo de consideração pelos mais fracos.

A. Pela sua autonegação (vs. 1-18).

B. Pela sua autoanulação (vs. 19-23).

C. Pela sua autodisciplina (vs. 24-27)

Considere os seguintes versículos para ver que as atitudes de Paulo estão movidas pelo amor aos outros (vs. 18, 22,27).

4. A fundamentação bíblica quanto a idolatria (1 Co 10). A idolatria é outra causa da desordem social na igreja (1Co 10).

A. Começando com a lição da história como forma de advertência (vs. 1-13).

• Questão da cobiça (v.6)

• Questão da idolatria em si (v. 7)

• Questão da imoralidade (v. 8)

• Questão de tentar ao Senhor (v. 9)

• Questão da murmuração (v. 10)

B. Nos versículos 14 a 22, as orientações contra a idolatria giram em torno da proibição na participação dos crentes nos cultos das divindades pagãs.

C. Depois, Paulo estabelece as diretrizes práticas acerca da carne oferecida aos ídolos (vs. 10.23-11.1), onde o não comer carnes sacrificadas aos ídolos era mais por respeito aos fracos na fé, para não escandalizá-los. Não era, portanto, uma questão doutrinaria!

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Quase todas as carnes em Corinto, antes de chegar aos açougues, eram oferecidas aos ídolos. Isto criou um problema de

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PARTE 2

Respostas às perguntas nos capítulos 11 a 15, são acerca da condição dos crentes na comunidade.

1. Respostas e instruções acerca da participação nos cultos das divindades gregas (1Co 10.14-11.1).

A. A orientação quanto a não comer das carnes sacrificadas a ídolos, era por respeito aos fracos na fé para não escandalizados, e não como uma imposição doutrinária.

Parece que Paulo não segue aqui o decreto do Concilio de Jerusalém (At 15).

B. Paulo se apresenta como exemplo de renuncia e de agente pastoral (1 Co 9)

C. Em 10.1-13, lembra exemplos da historia de Israel, como advertência à comunidade.

2. Respostas e instruções acerca do culto cristão (1Co 11.2-14.40).

A. O primeiro destaque é acerca do costume referente ao tamanho do cabelo homem/mulher (1 Co 11.2-16). A Bíblia defende a “libertação” da mulher! A Bíblia não ensina que o homem é o cabeça da mulher, mas que o marido é o cabeça da esposa; esse é o sentido da palavra “homem” e “mulher”, do versículo 3! A liderança do homem, portanto, é conjugal e doméstica, não por natureza. O versículo 11 explica: “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher”.

• “Profetiza” (v. 5), não se refere ao ato de pregar ou ensinar.

• “Autoridade” (v. 10), se refere ao direto da mulher falar.

B. O segundo ponto são as instruções acerca da celebração da ceia (1 Co 11.17-34), evidenciando a desigualdade social e a necessidade de partilha e fraternidade.

C. Em terceiro lugar vem as instruções acerca dos dons espirituais (1 Co 12-14). Para os coríntios a pessoa que fala em “línguas” é um tipo de cristão superior! O interesse deles pelos dons, especialmente o dom de línguas, é porque consideravam isso uma espiritualidade superior. Com isso, percebe-se que os vícios gregos (mundanos) não tinham sido ainda erradicados: a vaidade, sensualidade, intelecto, etc.

• É o Espírito Santo que distribui os dons como lhe apraz (1 Co 12):

- Há diversidade de dons, mas um só Espírito (vs. 4-11) - Há diversidade de membros, mas um só corpo (vs. 12-27) - Há diversidade de serviços, mas uma só igreja (vs. 28-31)

• Nas três listas de dons (1 Co 12.8-10, 27-28, 29-30), o dom de língua e o dom de

interpretação de língua, são colocados em último lugar, para salientar sua menor

importância entre os demais dons.

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• Outro ponto a ressaltar é que quando a Bíblia diz “a um é dada... a outro... a outro...”, mostra que o dom de “línguas” não é dado a todos. No capítulo 14, o tratado sobre o dom de “línguas” é notável, e em cada menção ele é comparado desfavoravelmente com o dom de “profecia”, ou seja: o falar na própria língua para edificação.

- O dom de profecia edifica mais a igreja (vs. 1-22)

- O dom de profecia convence mais os de fora (vs. 23-28) - O dom de profecia deve ser feito com ordem (vs. 29-40)

• Com efeito, o dom de língua é de pouco ou nenhum beneficio na comunidade (1Co 14.2,4,5,6,9,16,19,22,23,28).

• Desta forma, o critério para o exercício dos dons espirituais é que “falem aos homens, edificando, exortando, consolando” (1 Co 14.2-5,12,17,26), de tal maneira que promovam a unidade na diversidade (1 Co 12.12-26).

• Por esta razão, no centro da orientação acerca dos dons está o belo hino de amor (13). Pois, os dons são inúteis sem o amor:

- A absoluta necessidade do amor (vs. 1-3) - A excelência moral do amor (vs. 4-7)

- A supremacia permanente do amor (vs. 8-13)

3. Respostas e instruções acerca da ressurreição (1Co 15). Observe as seguintes abordagens:

A. Questão da associação da ressurreição cristã com a ressurreição de Jesus (vs. 1-19) B. A questão da perspectiva futura (vs. 20-34)

C. A questão da nossa ressurreição e o corpo (vs. 35-49) D. A questão do “mistério” (vs. 50-58)

4. Vale a pena ressaltar também os sete aspectos de transição dessa ressurreição futura:

A transição

Semeia-se em “corrupção” Ressuscita em “incorrupção”

Semeia-se em “desonra” Ressuscita em “gloria”

Semeia-se em “fraqueza” Ressuscita em “poder”

Semeia-se em “corpo natural” Ressuscita em “corpo espiritual”

Semeia-se em corpo “terreno” Ressuscita em corpo “celestial”

Semeia-se em corpo de “carne e sangue” Ressuscita em corpo “transformado”

Semeia-se em corpo “mortal” Ressuscita em corpo “imortal”

5. A arte de transformar a doutrina num desafio espiritual cotidiano (1 Co 15.58)

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TERCEIRO ROTEIRO DE LEITURA

Outra forma de ler 1 Coríntios é pelo viés das “questões problemáticas” presentes na igreja. Paulo escreveu esta Carta confrontando uma série de problemas, que nos dá uma chave de leitura do livro. Neste sentido, o primeiro passo é identificar o problema, o segundo é identificar o princípio (ou a ética cristã que se aplica ao problema), e o terceiro é identificar o conselho para a vivência na resolução do problema.

Texto bíblico O PROBLEMA (Situação na igreja)

O PRINCÍPIO (Verdade supracultural)

A VIVÊNCIA (Aplicação prática)

1Co 1-4 As divisões na igreja (em

quatro partidos) A sabedoria de Deus Cooperação mútua e parar de julgar uns aos outros

1Co 5-6 O mundanismo (liberdade perigosa)

Consagração (ou separação do mundo)

Disciplina (para correção pessoal e proteção da igreja)

1Co 7 O casamento (casados,

solteiros, separados, etc.) Pureza sexual Várias aplicações (segundo cada aspectos

abordados)

1Co 8-10 Carne sacrificada a ídolos Amor (que controla o

conhecimento) Fora do templo pagão, amoral, no templo imoral ou

pecado

1Co 11.1-16 As mulheres no culto Igualdade Usar o véu

1Co 11.17-33 A ceia do Senhor

desvirtuada Cristo como centro Retornar ao básico no amor:

comunhão

1Co 12 Os dons espirituais como símbolo de “status”

A igreja é um corpo O funcionamento do corpo (os membros exercitando

seus dons)

1Co 13-14 Línguas como símbolo de

“status”

A natureza das línguas e da profecia

O uso correto das línguas

1Co 15 A ressurreição (o erro dos

coríntios) A ressurreição como uma

realidade A morte será destruída

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Lição 1

UNIDADE NA IGREJA (1,1-17) Texto: 1 Coríntios 1,1-17 “Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Jesus Cristo, e o irmão Sóstenes, à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Sempre dou graças à [meu] Deus a vosso respeito, a propósito da sua graça, que vos foi dada em Cristo Jesus; porque, em tudo, fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento; assim como o testemunho de Cristo tem sido confirmado em vós, de maneira que não vos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer. Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo? Dou graças [a Deus] porque a nenhum de vós batizei, exceto Crispo e Gaio; para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome. Batizei também a casa de Estéfanas; além destes, não me lembro se batizei algum outro. Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo.” 2 FIG.: UNIDADE; em http://pastoresdesantarita.blogspot.com.

br/2012/03/culto-da-unidade; em 12 dez. 2012. 2 - NOTA: A versão bíblica utilizada para este caderno de estudos é: BÍBLIA. Português. Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. São Paulo: Sociedade Bíbli 8 DEBQ 1 Lição Palavra-chave: Unidade Objetivo de Ensino-aplicação: Ensinar para os alunos a respeito da importância da unidade na igreja.

Conceito principal: Os seguidores de Jesus devem viver em unidade. Glossário (Dicionário):

LIBERDADE – Faculdade de cada pessoa pensar, decidir e agir por si, sem coerção ou constrangimento, dentro do limite das leis estabelecidas. A liberdade tem três aspectos: 1) Físico: Os israelitas que se tornassem escravos de outros israelitas (Lv 25,39) deviam ser libertados no Ano do Jubileu (Lv 25,8-17). 2) Espiritual: Esta foi profetizada no 1AT (Is 61,1) e cumprida em Cristo (Lc 4,18). Através da obra de Cristo aquele que crê é libertado do poder de Satanás (At 26,18), do pecado (Jo 1,29; Rm 6 e 7), da morte, da condenação, do medo (Rm 8) e da Lei (Gl 3). 3) Moral: Libertado de todos os poderes opressores, o cristão vive a liberdade no serviço ao próximo, em amor (Rm 14; 1 Co 8-10).3 Devocional: 2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira Sábado Rm 14.9 2 Co 5,14-15 Tt 2,14 Mt 28,19 At 10,48 At 19,5 1.

A IGREJA DEVE SER LIDERADA POR PESSOAS CHAMADAS POR DEUS Paulo é um

“apóstolo do Cristo Jesus”. Paulo é “emissário autorizado do Rei Jesus”. Por meio dessa

autorização, a palavra de Jesus vale também com plena seriedade para Paulo: “Quem vos

der ouvidos ouve-me a mim; e quem vos rejeitar a mim me rejeita” (Lc 10.16). Paulo destaca

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sua autoridade por meio de dois fatores. Ele não podia nomear-se pessoalmente emissário do Rei, mas precisava ser “chamado” para isso. Esse chamado, porém, aconteceu de modo bem diferente do que quando um rei terreno chama alguém para um cargo elevado e de grande responsabilidade. O soberano terreno escolhe para isso a pessoa mais apta, competente e proeminente. Paulo, no entanto, ao olhar em retrospecto para sua conversão e 3 - KASCHEL, Werner; ZIMMER, Rudi. Dicionário Da Bíblia De Almeida. 2. ed. São Paulo:

Sociedade Bíblica do Brasil, 2005. 9 DEBQ Lição 1 seu envio, apenas conseguia constatar uma misericórdia incompreensível no fato de que justamente ele, “blasfemador, perseguidor e violento” fora convocado para apóstolo (1 Co 15,8; 2 Co 4,1; 1 Tm 1,13). O motivo da vocação não reside nele pessoalmente, não em suas qualidades, mas unicamente na soberana decisão da “vontade de Deus”. A legitimidade de um líder na igreja e fundamentada a partir do seu chamado. 2. A MENSAGEM PRINCIPAL NA IGREJA DEVE SER SOBRE JESUS CRISTO. “Mas eu vos exorto, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Paulo precisa tocar em feridas abertas da vida da igreja e sabe quanta sensibilidade estará ferindo. Por essa razão ele declara à igreja que ele não o faz a partir de si mesmo, não a partir de pensamentos e sentimentos pessoais. O próprio Jesus o incentiva a agir assim. Pois o “Senhor Jesus Cristo”, mencionado em cada frase no contexto da carta, é o fundamento inabalável da unidade da igreja. Qualquer cisão numa igreja “esfacelaria” este fundamento e ao mesmo tempo refutaria o seu “nome”. Uma igreja em que as opiniões mais diversas se destacam da maneira mais confusa, na qual predomina uma mentalidade inteiramente diferente, não está “na devida condição”, e por essa razão tampouco está em condições de cumprir sua incumbência de ser igreja de Cristo. Nessas questões concretas da vida da igreja é decisivo que todos os membros da igreja “falem a mesma coisa”, assumam a mesma atitude, tomem a mesma decisão e por isso também ajam do mesmo modo. Todos deveriam rejeitar os processos perante juízes seculares (1 Co 6.1-11), viver uma vida pura (1 Co 6.12- 20), concordar nas questões matrimoniais (1 Co 7), permanecer longe das refeições do templo (1 Co 8 e 10), avaliar os dons espirituais sob o aspecto da edificação da igreja (1 Co 12 e 14), reconhecer no amor o caminho mais sublime (1 Co 13) e ter plena clareza e certeza na questão da ressurreição (1 Co 15).4 3. NA IGREJA OS IRMÃOS DEVEM SER UNIDOS EM TORNO DE JESUS. A igreja em Corinto foi fundada por Paulo (e seus colaboradores Silas e Timóteo), a atuação de Apolo trouxe um novo crescimento em Corinto. Era plenamente compreensível que as pessoas se apegassem com gratidão especial àquele por meio de quem haviam recebido o melhor de sua vida. Da mesma forma, outros membros da igreja consideram Pedro como a pessoa que lhes trouxe o 4 - Boor, Werner de. Comentário Esperança, Primeira Carta De Paulo Aos Coríntios; Comentário Esperança, 1 Coríntios.

Curitiba: Editora Evangélica, 2004, 2008. S. 41. 10 DEBQ 1 Lição acesso a Jesus. “Cada um”

em Corinto “diz” a que mensageiro de Jesus está especialmente apegado. “Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas.” Uma declaração desse tipo pode ser feita com gratidão alegre e satisfeita. O perigo começou apenas quando essa gratidão passou a ter um pe 11 DEBQ A MENSAGEM Lição 2 DA CRUZ (1,26; 2,1-5) Texto: 1 Coríntios 1,18-25

“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos

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salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.”

Palavra-chave: Cruz Objetivo de Ensino-aplicação: Ensinar para os alunos a respeito da importância da mensagem da cruz. Conceito principal: A obra de Cristo na Cruz foi a consumação do plano de Deus para salvação do ser humano. FIG.: CROSS; em http://beautifulwallpapers.blogspot.com. br/2011/12/download-cross-wallpaper.html; em 12 dez. 2012. 12 DEBQ 2 Lição Glossário (Dicionário): CRUZ, 1) Antigo instrumento de tortura e morte, formado por duas vigas, uma atravessada na outra, em que eram pregados ou amarrados os condenados. As cruzes eram de três feitios: em forma de xis, ou de tê maiúsculo, ou de sinal de somar, sendo mais longa a viga que ficava enterrada (Mc 15,30);

2) A morte de Cristo na cruz (1 Co 1,17; Gl 6,14); 3) Disposição de sofrer por Cristo até a morte (Mt 16,24).3 Devocional: 2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira Sábado Gl 6.12-14 At 17.18,32 At 13.41 2 Co 4.3 Rm 1.16 2 Co 10.4 1. A MENSAGEM DA CRUZ Mais uma vez Paulo afirma: a palavra proclamada por ele é “a mensagem da cruz”. Sua mensagem encontra seu verdadeiro conteúdo na “cruz”, ou seja, no fato de que o Messias, o Filho de Deus, acabou no “madeiro”, no lugar de maldição. Paulo se “decidiu nada saber senão a Jesus Cristo, e a esse como crucificado” (1 Co 2.2).6 A mensagem da cruz é o cerne da mensagem Cristã, sem Jesus não existe salvação e sem a Cruz não existe expiação pelo pecado. Todo o problema do pecado foi resolvido na cruz. Apesar de ser um emblema de maldição e sofrimento, se transformou no símbolo maior do cristianismo. Através da cruz, Jesus cumpriu todo o propósito de Deus a respeito da salvação da humanidade. Essa mensagem da cruz derruba toda a “sabedoria”, todo o pensamento das pessoas sobre si mesmas, sobre o mundo e sobre Deus. O ser humano não precisa da sabedoria, nem de

“filosofia da religião”, nem de pensamentos profundos sobre Deus, nem da solução para seus problemas lógicos, mas da redenção. Tudo isso só pode acontecer através da cruz. “A mensagem da cruz” representa para o ser humano o desafio extremo, porque o torna um pecador perdido que precisa de salvação. Por isso, não é de admirar que para a pessoa segura de si essa palavra seja ao mesmo tempo “loucura”, incompreensível, desprezível e revoltante. “A palavra da cruz obviamente é loucura para os que se perdem” 7. O 5 - KASCHEL, Werner; ZIMMER, Rudi. Dicionário Da Bíblia De Almeida. 2. ed. São Paulo:

Sociedade Bíblica do Brasil, 2005. 6 - Boor, Werner de. Comentário Esperança, Primeira

Carta De Paulo Aos Coríntios; Comentário Esperança, 1 Coríntios. Curitiba: Editora

Evangélica, 2004, 2008. S. 47. 7 - Boor, Werner de. Comentário Esperança, Primeira Carta

De Paulo Aos Coríntios; Comentário Esperança, 1 Coríntios. Curitiba: Editora Evangélica,

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2004, 2008. S. 47. 13 DEBQ Lição 2 Cristão deve ser porta voz dessa mensagem, essa palavra conduz para a salvação, essa mensagem tem o poder para transformar o indivíduo que vive na prática do pecado, em um servo e filho de Deus autêntico. 2. ATRAVÉS DA CRUZ TEMOS A POSSIBILIDADE DA SALVAÇÃO Paulo abordou o assunto a respeito daqueles “que se perdem” e daqueles “que estão sendo salvos”, pensando que ainda não se concluiu a história de nenhuma pessoa. Como ainda leremos mais particularmente em 1 Co 14.24, Paulo conta decididamente com a possibilidade de que também o “incrédulo”, o que rejeita a fé, possa ser atingido e vencido pela palavra. Contudo, também nós, “que estamos sendo salvos”, “somos” definitivamente salvos somente quando comparecermos irrepreensíveis diante do Juiz no dia do Senhor Jesus Cristo (1 Co 1.8) 5 Toda a “sabedoria”, todo o pensamento e opinião humanas sobre Deus fecham o coração e os olhos para o fato julgador e redentor da cruz. Por essa razão, Deus está dedicado em despedaçar esse empecilho para a mensagem da cruz. Com vistas ao anseio por “sabedoria” na igreja de Corinto, é importante para Paulo encontrar esta determinação de Deus expressa na

“Escritura”, ou seja, no Antigo Testamento: “Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos.” A Bíblia registra várias vezes (Is 29,14; Sl 33,10; Is 19,11ss; 33,18; 44,25; Jó 12,17) que toda a sabedoria humana se coloca entre a pessoa e Deus, tanto no caso dos povos quanto de Israel. Toda a sabedoria humana, todos os planos e projetos humanos, nunca foram e nunca serão suficientes para oferecer a salvação eterna para os seres humanos. Vida eterna só acontece a partir do perdão de Deus e a possibilidade para que isso aconteça, começa na cruz, na cruz Jesus deu início ao grande plano da redenção dos seres humanos. 3. A MENSAGEM DA CRUZ É LOUCURA PARA AQUELES QUE NÃO CREEM A sabedoria humana não conduz o ser humano a Deus. Por isso o Senhor abre um caminho completamente diferente e “decidiu salvar pela loucura da proclamação os que crêem”. Essa é a inversão total de toda a compreensão humana. Até aqui era o ser humano que agia pela religião e filosofia, que “procurava por Deus”, que tentava alcançar “Deus”. Agora, porém, toda a atividade acontece da parte de Deus: Deus age e busca o ser humano perdido. Até aqui os humanos se consideravam basicamente em ordem, apenas Deus era algo muito questionável e duvidoso; Deus tinha de se justificar perante o tribunal do ser humano. 14 DEBQ 2 Lição E o ser humano que está perdido e condenado perante o juízo de Deus, que carece de somente uma coisa: salvação!

Até aqui, nas religiões, nos mitos, nas filosofias estava em jogo a “sabedoria”, que deveria ser plausível ao ser humano, parecer-lhe profunda e bela. Deus emite uma mensagem, que para redimir as pessoas perdidas precisa ser tão desafiadora e arrasadora que ela a princípio não pode ser outra coisa que somente “loucura”. Uma mensagem assim somente pode ser rejeitada com indignação ou “crida”. Quem “crê” no chamado de Deus, quem, consciente desse chamado, percebe sua perdição e se lança nos braços do Cristo crucificado por ele, desse momento em diante faz parte do “nós”, dos “salvos”. Deus não se interessa por

“sábios” que o “compreendem” em pensamentos profundos, Deus se interessa por aqueles

“que crêem”, que dão razão ao juízo e à graça em contraposição a todo pensamento e

opinião próprios.8 Com os coríntios Paulo fala sobre a “sabedoria”. O “israelita” busca “a

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justiça que vale perante Deus”, acreditando que a alcançará em seu próprio agir pelo cumprimento da lei. O “grego” busca a “sabedoria” que abrange a Deus com o conhecimento, esperando encontrá-la em sua própria sabedoria. Porém ambos se enganam radicalmente.

Ambos desconhecem a verdadeira condição do ser humano perante Deus, sua perdição total. Ambos carecem do “poder de Deus para a salvação” (Rm 1,16 e 1 Co 1,18). O “judeu”

precisa crer na “justiça de Cristo” para que de fato se torne justo perante Deus. O “grego”

precisa crer na “loucura da proclamação” para que alcance o verdadeiro conhecimento de Deus. PRINCÍPIOS ENSINADOS 1) A mensagem da cruz precisa ser proclamada para todos; 2) O plano de redenção de Deus confunde a sabedoria humana; 3) A mensagem da cruz apresenta o caminho para salvação; 4) A sabedoria humana não tem todas as respostas para o sobrenatural. APLICAÇÕES PRÁTICAS 1) Quais são os impactos da mensagem da cruz na sua vida? 2) Você esta vivendo a mensagem da cruz no dia a dia? Explique como. 3) Sua fé em Jesus tem sido transmitida para outras pessoas? Explique como. 4) Quais áreas na sua vida que demonstram que você anda de acordo com a mensagem da cruz? 8 - Boor, Werner de. Comentário Esperança, Primeira Carta De Paulo Aos Coríntios; Comentário Esperança, 1 Coríntios. Curitiba: Editora Evangélica, 2004, 2008. S. 51. DICAS PARA O PROFESSOR 1) Converse com seus alunos a respeito da mensagem da cruz. 2) Faça uma pesquisa sobre a morte na cruz, como era comum na época de Jesus. 3) Pesquise e explique para seus alunos a respeito da expiação de pecados. 4) Compartilhe com seus alunos a respeito das confusas mensagens atuais, pois pouco se prega sobre a mensagem da cruz. 15 DEBQ A MENSAGEM DO Lição 3 ESPIRITO SANTO (2,6-16) Texto: 1 Coríntios 2,6-16 Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu;

porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória; mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus.

Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus.

Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém.

Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente

de Cristo. Palavra-chave: Mistério Objetivo de Ensino-aplicação: Ensinar para os alunos a

respeito da atuação do Espírito Santo na vida do cristão. Conceito principal: Os mistérios de

Deus são revelados pelo Espírito Santo. FIG.: HOLY SPIRIT; em http://uckg.org/upperroom/

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site/?cat=4; em 12 dez. 2012. 16 DEBQ 3 Lição Glossário (Dicionário): ESPÍRITO SANTO, Terceira pessoa da Trindade. Ele aplica na vida das pessoas as bênçãos da salvação (Jo 7,38-39). Como Auxiliador (Jo 16,7), Consolador, ele dá nova vida (Gl 6,8), convence (Jo 16,8-11), dá força (Rm 8,26-27), distribui dons (1 Co 12,1-11), produz virtudes (Gl 5,22-26).9 Devocional: 2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira Sábado Jo 14.26 Jo 15.26 Jo 16.8-15 Jo 8.51,52 Jo 10.20 At 17.18,32 1. A MENSAGEM DO ESPÍRITO É MISTÉRIO DE DEUS Deus tem no seu coração um mistério precioso. É um maravilhoso plano de amor, que ele

“preordenou para a nossa glória” antes da criação do mundo. Ninguém sabia algo desse plano. “Deus no-lo revelou pelo Espírito.” Agora temos o privilégio de conhecer o mistério. É assim que Paulo fala do “mistério” de Israel (Rm 11,25), do “mistério” da igreja (Ef 3,3; 5,32;

Cl 1,26), do “mistério” da iniquidade (2 Ts 2,7) e depois também dos “mistérios” de Deus, sobre os quais os apóstolos foram colocados como administradores (1 Co 4,1). Da mesma forma, também o grande plano de Deus com a criação e, sobretudo com o ser humano, constitui um desses “mistérios”, não reconhecível de maneira simples, mas tão grande e maravilhoso que não se pode perscrutar e dominá-lo intelectualmente com os “sábios, doutores da lei” como queriam os coríntios. A orgulhosa superioridade do ser humano, por meio da qual ele visa controlar até Deus e seu plano de criação, precisa ceder àquela adoração cheia de admiração, com a qual Paulo encerra o cap. 11 da epístola aos Romanos:

“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!” (v. 33).10 Todo o mistério de Deus é revelado para o ser humano através da atuação do Espírito Santo, cabe ao Espírito nos ensinar todas as coisas, a sabedoria Divina é revelada através da ação Espírito Santo na vida do cristão. Os seres humanos não tem competência ou capacidade natural para entender o sublime plano da redenção. 9 - KASCHEL, Werner; ZIMMER, Rudi.

Dicionário Da Bíblia De Almeida. 2. ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2005. 10 - Boor, Werner de. Comentário Esperança Primeira Carta De Paulo Aos Coríntios. Curitiba:

Editora Evangélica, 2004. 17 DEBQ Lição 3 2. O ESPÍRITO SANTO REVELA O QUE DEUS TEM PREPARADO PARA AQUELES QUE O AMAM “Porém como está escrito: O que nenhum olho viu e nenhum ouvido ouviu e o que não coube no coração de uma pessoa, tudo o que Deus preparou para aqueles que o amam” Talvez Paulo esteja pensando na palavra de Jz 5,31, muito citada em Israel. Mas mesmo assim Paulo com razão está convicto de que

“está escrito”, a Escritura já diz isto. A “glória” que Deus nos está preparando transcende a tudo o que nós mesmos vimos e ouvimos ou o que brotou como pensamento e esperança em nossos corações. Esse presente maior que todas as possibilidades de imaginação, Deus dá “para aqueles que o amam”. Os orgulhosos sábios, que tentam dominar tudo intelectualmente, não “amam”. No entanto, somente os que amam serão herdeiros da glória.

Ao longo da carta Paulo sempre retornará para essa verdade decisiva, dando-lhe um

magnífico destaque pela posição do cap. 13 entre 1 Co 12 e 14. “O que nenhum olho viu” é o

Messias na cruz. “O que nenhum ouvido ouviu” é a notícia do Rei que sofreu pessoalmente o

castigo pelos rebeldes. “O que não coube no coração de uma pessoa”, o que um coração

humano jamais podia imaginar, é o amor de Deus que entregou o Filho amado por um

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mundo de pecado e incredulidade. “Tudo” isso “Deus preparou para aqueles que o amam”. E essas pessoas que o amam são justificadas por Deus justamente, apenas por meio da cruz, de sua “fraqueza e loucura”. Naturalmente, para que surgissem essas pessoas que amam a Deus e compreendem sua sabedoria na cruz, havia necessidade de outra ação e presente da parte de Deus, que Paulo passa a abordar agora. Por que somos capazes de compreender o que nem mesmo os maiores gênios deste mundo. “Pois Deus no-lo revelou pelo Espírito”.11 3. SOMENTE O ESPÍRITO DE DEUS REVELA AS COISAS DE DEUS Que

“profundezas” inimagináveis e misteriosas estarão na essência de Deus!12 Porém o próprio Deus sabe das imensas profundezas de Deus e em seu Espírito contempla o fundo de seu próprio coração. Contudo, será que o conhecimento de Deus de fato existe para nós humanos? Aparece aqui a questão de conhecer a Deus. “Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” Nenhuma observação meticulosa do comportamento de uma 11 - Boor, Werner de. Comentário Esperança, Primeira Carta De Paulo Aos Coríntios; Comentário Esperança, 1 Coríntios. Curitiba: Editora Evangélica, 2004, 2008. S. 65. 12 - Como nosso pensamento sobre Deus em geral é miseravelmente pequeno e pobre! Com que facilidade acreditamos poder conhecer o “bom Deus”! Com que naturalidade tomamos a iniciativa de “entendê-lo”. A palavra acerca das “profundezas de Deus” é muito necessária para nós, e deveríamos permanecer longas horas diante dela. 18 DEBQ 3 Lição pessoa, nenhum convívio com ela, nenhum diálogo nos permite verdadeiramente enxergar dentro de seu coração. De forma muito mais evidente os indícios de Deus na natureza e na história apenas nos levam até Deus. O Espírito de Deus é imprescindível para nós e somente assim fazemos uma ideia de toda a grandeza e glória daquilo que Deus nos concedeu pela dádiva de seu Espírito. Mas Deus fez exatamente isso, deitando seu próprio Espírito – pois o “Espírito Santo” é isso – no coração de pessoas, de modo que ele apenas “habita” em corações humanos. A graça de Deus que planejou isso é inimaginável, preparando e possibilitando-o pela entrega do próprio Filho e cumprindo-o então no dia de Pentecostes. Também isso faz parte da “sabedoria de Deus em mistério, a oculta, que Deus preordenou antes da fundação do mundo para a nossa glória”. Pois é o Espírito que perscruta também as profundezas de Deus. Agora existe o conhecimento verdadeiro de Deus, não apenas inferências da existência e natureza de Deus a partir de suas “obras”, mas conhecimento de Deus a partir de dentro, de olhar para dentro das profundezas do coração de Deus.13 PRINCÍPIOS ENSINADOS 1) O Espírito de Deus é quem revela os mistérios de Deus; 2) O plano de Deus essencialmente visa resgatar ao perdido; 3) O espírito humano deve estar receptível ao Espírito de Deus; 4) Deus tem um plano salvífico desde a fundação do mundo. APLICAÇÕES PRÁTICAS 1) Existe na sua vida evidências da atuação do Espírito Santo? Quais são? 2) Como você reage às atuações do Espírito Santo na sua vida? Explique. 3) Como você entende o mistério de Deus na sua vida, e quais as implicações para o dia a dia? 4) Você faz parte do plano salvífico de Deus?

Explique como você entende isso. 13 - Boor, Werner de. Comentário Esperança, Primeira

Carta De Paulo Aos Coríntios; Comentário Esperança, 1 Coríntios. Curitiba: Editora

Evangélica, 2004, 2008. S. 66. DICAS PARA O PROFESSOR 1) Converse com seus alunos

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a respeito da atuação do Espírito Santo na vida do cristão. 2) Faça uma pesquisa sobre os atributos do Espírito Santo. 3) Pesquise e explique para seus alunos como o Espírito nos ensina todas as coisas. 4) Abra o assunto com o aluno a respeito dos mistérios de Deus e suas implicações. 19 DEBQ A VIDA DE UM Lição 4 SERVO DE DEUS (4,6-13) Texto: 1 Coríntios 4,6-13 Estas coisas, irmãos, apliquei-as figuradamente a mim mesmo e a Apolo, por vossa causa, para que por nosso exemplo aprendais isto: Não ultrapasseis o que está escrito; a fim de que ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento de outro. Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido? Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco.

Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. Nós (somos) loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos. Palavra-chave: Apóstolo Objetivo de Ensino-aplicação: Ensinar para os alunos a respeito da vida ministerial dos lideres da igreja. Conceito principal: O povo de Deus precisa obedecer e seguir a seus líderes. Glossário (Dicionário): APÓSTOLO, Cada um dos 12 homens que Jesus escolheu para serem seus seguidores e para lançarem as bases da Igreja (Mt 10,2-4; Ef 2,20).

Apóstolo quer dizer “mensageiro”, isto é, aquele que é enviado para anunciar a mensagem de Deus. Por anunciarem o evangelho, Paulo e alguns outros também foram chamados de

apóstolos (1 Co 15,9; At 14,14).14 FIG.: SERVIR; em

http://blogdamulhersabia.wordpress.com/2011/07/12/em-tua-presenca/; em 12 dez. 2012. 14 - KASCHEL, Werner; ZIMMER, Rudi. Dicionário Da Bíblia De Almeida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. 2005. 20 DEBQ 4 Lição Devocional: 2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira Sábado 2 Co 1.8-10 2 Co 4.8-12 2 Co 6.9 Fp 1.29,30 1 Ts 3.3 At 19.29,31 1.

Uma apresentação do ministério pastoral “Adaptei essas coisas a mim mesmo e Apolo.” O próprio Paulo informa que nas exposições precedentes ele partiu não apenas em 1 Co 3,4 do grupo de Paulo e do grupo de Apolo. Alguns de vocês elogiam Paulo, os outros exaltam Apolo, deixem disso! Somente Deus, no seu dia, concederá a Apolo e a mim o verdadeiro louvor. Paulo falou de si e de Apolo, não por vaidade ou insinuação pessoal. Os coríntios, portanto, deviam aprender algo muito importante com seu mensageiro. Como deve ter sido bom e fraterno o relacionamento entre os dois, Paulo e Apolo, para que Paulo pudesse colocá-lo como exemplo para a igreja, “a fim de que aprendais de nós”! O que os coríntios deviam aprender dos dois mensageiros? 1) Os coríntios deviam aprender o que significa:

“não além do que está escrito”. O que “está escrito” apareceu diversas vezes (1 Co 1.19;

1.31; 2.9; 2.16; 3.19s). Para Paulo a palavra da Escritura, a palavra do AT nunca deveria ser

ultrapassada. Essa observação de Paulo que em Corinto “circulava” o mote: “Para além da

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Escritura!” Ele combina com o lema “sabedoria!” ou: “Tudo me é lícito!” ou: “Não há ressurreição dos mortos!” Combina com todo o ciumento gloriar-se e digladiar-se em Corinto.

2) Para Paulo (e evidentemente também para Apolo) a “cruz do Cristo” estava no centro da Escritura. Quem, porém, deixar essa cruz para trás, a fim de se alçar para novos ápices de

“sabedoria” própria, com facilidade também considerará tolice ater-se às antigas Escrituras.

Será que o “Espírito” não proporcionava novos e melhores conhecimentos? No entanto, esse desprender-se da mensagem originária, fundamentada na Escritura, resultou naquela deterioração prática da igreja, flagrante a todos: que alguém “se ensoberbece a favor de um em detrimento do outro”. Quando ultrapassamos os limites das Escrituras temos a tendência a confiar em seres humanos e nos esquecermos do Poder de Deus. 3) O limite para o cristão deve ir até onde as Escrituras orientam. O pecado ultrapassa as orientações de Deus, e se transforma em conceitos puramente humanos.15 2. Cabe aos pastores orientarem o povo de Deus 15 - Boor, Werner de. Comentário Esperança: Primeira Carta De Paulo Aos Coríntios.

Curitiba: Editora Evangélica, 2004. 21 DEBQ Lição 4 Paulo se dirige também a todos os membros da igreja com a pergunta: “Quem é que te faz sobressair?” Será que tua suposta superioridade sobre os demais não existe apenas em tua imaginação? Afinal “que tens tu que não tenhas recebido?” Pois na verdade não o adquiriste por ti mesmo, e tampouco teu mestre o tem de si mesmo. “E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se não o tiveras recebido?” Nesse ponto se mostra novamente o ser humano que já não levanta mais o olhar para Deus e que exalta unicamente a ele. Pelo contrário, aqui são bem-aventurados os famintos, porque então ficarão verdadeiramente saciados no reino de Deus (Lc 6.21,25). Os

“pobres”, não os “ricos”, são bem-aventurados (Lc 6.20,24). Paulo insere uma segunda observação crítica: vocês se tornaram pessoas muito grandiosas e gloriosas “sem nós”.

Novamente ele se une completamente a Apolo. Será que a condição de uma igreja pode ser sadia se foi alcançada sem seus mestres e dirigentes autorizados? Será que o rebanho pode estar no lugar certo se estiver sem seu pastor? O povo de Deus que é representado através da Igreja precisa de orientação, Deus tem levantado pastores para guiar o seu povo de acordo com as orientações das escrituras. O caminho do Senhor é perfeito e sua palavra é serve de guia para o caminho certo. O povo de Deus deve ter humildade para serem guiados por seus líderes. Nessa relação entre igreja e pastores o plano de Deus se consolida:

“Pregação do Evangelho para todos os povos”. 3. Os servos de Deus reconhecem seu lugar A vida de um apóstolo é completamente diferente. Apóstolos são emissários do grande Rei.

“A mim me parece que nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar.” Eles são “condenados

à morte”, marcados para morrer. Esse é o profundo contraste com a existência saciada, rica

e não atribulada dos coríntios, que lhes proporciona tempo e ócio para suas facções com

ciúme e contendas. Ao usar a expressão: “condenados à morte”, Paulo tem diante dos olhos

os “gladiadores”, que, ao entrarem na arena para a luta mortal, saúdam o camarote imperial

do teatro: “Os condenados à morte te saúdam”. É assim que os apóstolos, na luta pela

salvação de pessoas, se encontram como “condenados à morte” na arena do mundo.O

contraste entre o apóstolo e a igreja: “Nós (somos) loucos por causa de Cristo, e vós, sábios

em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres (famosos), e nós, desprezíveis

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(difamados).” Como era diferente a vida de Paulo e de seus colaboradores: “Até a presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos.” Paulo conhecia necessidades exteriores muito rudes: fome, sede, vestimenta precária, maus tra- 22 DEBQ 4 Lição tos, migrações inconstantes, serviço desgastante no evangelho, além do trabalho artesanal para aquisição do necessário sustento pessoal. “Saciado, rico, régio”, não havia nada disso. Surge a pergunta: onde nós mesmos nos encontramos? Com os coríntios ou com Paulo? Será que temos de estremecer ao recordar que sabedoria, vida e glória no mundo de Deus aqui e agora somente poderão manifestar-se como loucura, morte e infâmia? Por que se podem encontrar tão poucas marcas “da vida e do serviço apostólicos” entre nós? Será que não reside aqui (e de forma alguma onde a teologia moderna o tenta localizar) o motivo pelo qual nossa pregação não possui poder nem eficácia? Mas também vice-versa: Será que faltam entre nós os traços do sofrimento apostólico porque de fato não proclamamos mais com seriedade extrema a palavra da cruz, a palavra desafiadora da perdição e da redenção? Será que as perseguições e os sofrimentos se apresentarão imediatamente quando a antiga mensagem tornar a ser proclamada com conteúdo pleno?16 Princípios ensinados 1) O povo de Deus precisa respeitar os limites das escrituras; 2) O pecado acontece quando os limites de Deus não são respeitados; 3) A vida e testemunho dos lideres cristãos servem de referencia para o povo de Deus; 4) Os emissários de Deus reconhecem seu verdadeiro lugar;

5) Quanto mais obedecemos a Deus, mais dependentes dele nos tornamos. Aplicações práticas 1) Como povo de Deus você tem sido guiado e orientado por seus lideres? Cite as áreas. 2) Você segue a Deus ou segue pessoas? Como este ensino se aplica à sua vida pessoal? 3) Você tem um comportamento partidário na vida da igreja? A quem você serve?

4) Como sua vida evidência o senhorio de Cristo? 16 - Boor, Werner de. Comentário Esperança, Primeira Carta De Paulo Aos Coríntios; Comentário Esperança, 1 Coríntios.

Curitiba: Editora Evangélica, 2004, 2008. S. 90. DICAS PARA O PROFESSOR 1) Faça uma

pesquisa sobre o ministério de Apolo e apresente para seus alunos. 2) Explique para seus

alunos a respeito do ministério apostólico, a pergunta vai surgir. 3) Faça uma apresentação

para seus alunos a respeito dos ministérios da igreja, apostolo, pastores, evangelistas,

profetas e mestre. Os dons de Efésios 5. 4) Faça uma pesquisa e apresente para seus

alunos a respeito dos sofrimentos que o apóstolo Paulo passou em seu ministério. 23 DEBQ

Lição 5 17 - KASCHEL, Werner; ZIMMER, Rudi. Dicionário da Bíblia De Almeida. 2. ed. São

Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2005. A IGREJA PRECISA SER PURA (5,6-13) Texto: 1

Coríntios 5,6-13 “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda

a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato,

sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso, celebremos

a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com

os asmos da sinceridade e da verdade. Já em carta vos escrevi que não vos associásseis

com os impuros; refiro-me, com isto, não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos

avarentos, ou roubadores, ou idólatras; pois, neste caso, teríeis de sair do mundo. Mas,

agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou

Referências

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