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COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

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Academic year: 2021

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COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

Expectativas

Fonte: BCB

Inflação

Fonte: Focus BC

Informativo Assessoria Econômica 14 a 21 de julho de 2017 | www.abbc.org.br

Arrecadação fraca e aumento de imposto

Os dados do Caged apontaram a criação líquida de apenas 9,8 mil empregos em junho. Observa-se a deterioração no sentimento de confiança do empresário industrial medido pela CNI, fechando muito próximo do patamar que indica falta de confiança (50,6 pts.). A demanda por crédito, calculada pela Serasa Experian, manteve no mês o mesmo comportamento recente, com alta para os consumidores e retração para as empresas. Esta última também a ser constatada nos números relativos aos desembolsos e consultas do BNDES, os quais apresentam volumes significativamente menores do que em anos anteriores. Diante da debilidade da atividade econômica, o IPCA-15 de julho apresentou uma deflação de 0,18%, totalizando uma alta de 2,8% em 12 meses– abaixo do limite inferior da meta de inflação (3,0%). Esse resultado influenciou na queda de 0,16 p.p. da taxa real de juros ex-ante, que encerrou em 3,73% a.a.. Outro reflexo do comportamento da economia é sentido na arrecadação federal. O fraco desempenho das receitas do governo vem reduzindo a probabilidade de que a meta de R$ 139,0 bilhões para o déficit primário em 2017 seja cumprida, o que fez com que o Governo Federal anunciasse o contingenciamento adicional de R$ 5,9 bilhões no Orçamento e a elevação da alíquota de PIS/Cofins sobre os combustíveis.

Sem refletir de forma integral o efeito do aumento do PIS/Cofins no preço dos combustíveis, as expectativas inflacionárias para 2017 foram elevadas em 0,04 p.p. para 3,33%, enquanto que as de 2018 permaneceram em 4,20%. O Boletim Focus projeta para julho uma variação de 0,15%. Com aumento de 0,02 p.p. na semana, essa projeção para agosto é de 0,25%. A inflação esperada para os próximos 12 meses apresentou uma alta de 0,03 p.p., terminando em 4,40% a.a.. Em movimento mais intenso, a inflação implícita medida na negociação de títulos públicos encerrou em 4,23% a.a. – um forte avanço de 0,43 p.p. 4,40% 4,2% 4,4% 4,6% 4,8% 5,0% jan /17 fev/17 mar/17 abr/ 17 mai/17 jun /17 ju l/17

IPCA

Próximos 12 meses Fonte: Anbima 4,23% 3% 4% 5% 6% 7% jul /16 ag o /16 se t/16 o u t/16 n o v/16 de z/ 16 jan /17 fev/17 mar/17 abr/ 17 mai /17 ju n /17 jul /17

Inflação Implícita

Em 12 meses 21/07/17 Há 1 semana Há 4 semanas Jul 0,15 0,17 0,18 Ago 0,25 0,23 0,25 2017 3,33 3,29 3,48 2018 4,20 4,20 4,30 IPCA (%) Mediana - agregado

(2)

Taxa de Juros

Fonte: BM&FBovespa Fonte: BM&FBovespa

Fonte: BM&FBovespa 3,73% 3,5% 4,0% 4,5% 5,0% 5,5% 6,0% 6,5% jan /17 fev/17 mar/17 abr/ 17 mai /17 ju n /17 ju l/17 a.a.

Taxa Real de Juros

Ex- ante 8,2% 8,6% 9,0% 9,4% 9,8% 10,2% hoje 3 6 12 18 24 30 36 42 48 Meses

Estrutura a Termo das Taxas de Juros

21/07/17 14/07/17 23/06/17

a.a.

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

A semana apresentou novas quedas nas cotações indicadas pelo mercado futuro de juros. A taxa do

swap DI pré fixado em 360 dias recuou 0,14 p.p., terminando em 8,29% a.a.. Com isso, e diante do

aumento da inflação esperada para os próximos 12 meses, a taxa de juros real ex-ante teve uma queda de 0,16 p.p., encerrando em 3,73% a.a.. Em linha com essa movimentação, a estrutura a termo das taxas de juros sofreu na semana um novo deslocamento para baixo, com os vértices de dois e três anos recuando 0,22 p.p. e 0,19 p.p., respectivamente.

8,29% 8,0% 8,5% 9,0% 9,5% 10,0% 10,5% 11,0% 11,5% jan /17

fev/17 mar/17 abr

/17 mai /17 ju n /17 ju l/17 a.a.

Swap DI pré - 360

(3)

Fonte: Bloomberg 3,14 3,0 3,1 3,2 3,3 3,4 3,5 jan /17 fev/17 mar/17 abr/ 17 m ai/1 7 ju n /17 ju l/17

Real/US$

Câmbio

Fonte: Bloomberg

Na semana, a moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 3,14, uma queda de 1,14% frente ao real, retornando ao patamar observado antes do agravamento da crise política no Brasil. Em linha, o índice que mede o comportamento das moedas de países emergentes em relação ao dólar apresentou uma alta de 0,4%, terminando aos 69,84 pts.. Já o Dollar Index, que mede a variação da moeda norte-americana em relação às principais divisas globais, terminou com um recuo de 1,4% na semana, aos 93,86 pts..

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

Fonte: J.P. Morgan 69,84 65 67 69 71 jan /17 fev/17 mar/17 abr/ 17 mai/17 jun /17 ju l/17

Índice Emergentes*

*Cesta de Moedas:

Lira turca, Rublo russo, Rand sul-africano, Florim húngaro, Real, Peso mexicano, Peso chileno, Reminbi chinês, Rupia indiana e Dólar de Singapura.

93,86 93 95 97 99 101 103 jan /17 fev/17 mar/17 abr/ 17 mai/17 jun /17 ju l/17

Dollar Index

(4)

Fonte: Bloomberg Fonte: J.P. Morgan Fonte: Bloomberg 48,06 44 49 54 59 jan /17 fev/17 mar /17 ab r/ 17 mai/17 jun /17 ju l/17

Petróleo

Brent - última cotação US$

Aversão ao Risco

Repetindo o movimento da semana anterior, houve uma nova e expressiva redução da percepção de risco para a economia brasileira. O prêmio do CDS de cinco anos apresentou uma queda de 13 pts. na semana, encerrando em 211 pts.– o menor patamar desde janeiro e 2015. Em um mês, observa-se uma retração de 29 pts.. Esse movimento de menor aversão ao risco foi observado globalmente uma vez que as mesmas métricas para os demais países também apresentaram baixas. Entretanto, o EMBI, índice que mede o spread do retorno dos títulos soberanos de países emergentes, terminou sem variação na semana aos 332 pts..

Já o preço do petróleo interrompeu a sequência de altas que vinha acumulando. O barril do tipo Brent encerrou cotado a US$ 48,06 com um recuo de 1,7% na semana. Pesou a divulgação de dados por uma consultoria internacional que apontaram um aumento da produção diária da

commodity nos países membros da OPEP.

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

-13 -2 -3 -5 -8 -1 -4 -4 -29 -3 -6 -3 -4 -1 -6 -9 Bras il R ei n o Un id o Fr an ça Es p an h a Á fri ca d o S u l Ch ile Mé xi co R ú ss ia

Credit Default Swap (CDS)

Variação em pontos base

Na semana No mês 332 310 320 330 340 350 360 jan /17 fev/ 17 mar/17 ab r/ 17 mai/17 jun /17 ju l/17

EMBI

Pontos-base

(5)

Fonte: IBGE Fonte: IBGE

Fonte: IBGE

IPCA-15 – jul/17

Em julho, o IPCA-15 apresentou deflação de 0,18% ante uma alta de 0,16% no mês anterior. Essa é a maior queda mensal desde jul/03. A última vez que o indicador apontou retração no mês foi em ago/10 (-0,05%). Em 12 meses, acumulou uma alta de 2,8% contra 3,5% em junho, sendo o menor patamar desde mar/99. Em julho de 2016 a alta era de 8,9%. No mês, os destaques ficam para as retrações de 0,55% nos grupos de Alimentação e bebidas e Artigos de residência, além da contração de 0,64% em transporte. Contribuiu para essas quedas as deflações de alimentação no domicílio (-0,95%) e energia elétrica residencial (-0,62%). Vale destacar, na comparação em 12 meses, o grupo de alimentos fechou com uma modesta alta de 0,1%. Na mesma base comparativa, os preços administrados seguem trajetória cadente menos intensa do que os livres, encerrando em 3,7% contra 3,8% no mês anterior e em 2,5% ante 3,4% em junho, respectivamente.

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

0,16% -0,47% 0,93% 0,15% 0,69% -0,10% 0,64% 0,26% 0,03% 0,12% -0,18% -0,55% 0,24% -0,55% 0,04% -0,64% 0,14% 0,31% 0,08% 0,00% Geral Alimentação e Bebidas Habitação Artigos de Residência Vestuário Transporte Saúde e Cuidados Pessoais Despesas Pessoais Educação Comunicação

Variação mensal

Por grupo jul/17 jun/17 0,54% 0,45% 0,23% 0,19% 0,26% 0,19% 0,31% 0,54% 0,15% 0,21%0,24% 0,16% -0,18% ju l/16 ag o /16 se t/16 o u t/16 n o v/16 de z/ 16 jan /17 fev/17 mar/17 abr/ 17 mai/17 jun /17 ju l/17

Variação mensal

2,8% 2,5% 3,7% 0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14% 16% 18% jan /16 mar/16 mai/16 ju l/16 se t/16 n o v/16 jan /17 mar/17 mai/17 ju l/17

IPCA-15

Evolução Anual

IPCA-15 Livres Administrados

(6)

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

Em junho, o Caged apontou uma criação líquida de 9,8 mil empregos formais, fruto de 1,18 mil contratações e 1,72 mil demissões. Considerando a série livre de influências sazonais, o mês teve um fechamento de 13,7 mil empregos. Pelo segundo mês seguido, o setor agropecuário foi o que mais gerou vagas (36,8 mil). Já o setor de serviços encerrou 7,3 mil postos de trabalho. Em 12 meses, acumula uma perda de 786,8 mil vagas. No mesmo período de 2016, o mesmo setor registrava uma perda acumulada de 1.785,6 mil postos de trabalho. Na abertura do acumulado em 12 meses, observa-se uma geração de empregos somente para o setor agropecuário (4,7 mil),

sendo que todos os demais apresentam

contrações. Destaque para os setores de construção civil e de serviços, com fechamentos de 281,8 mil e 240,8 mil vagas de trabalho, respectivamente. Por último, as evoluções dos salários reais de admissão e de demissão seguem apresentando altas na margem, de 0,6% e 2,9%, e no ano de 3,4% e 5,3%, respectivamente.

Fonte: Caged

Fonte: Caged Fonte: Caged

Caged – jun/17

-124 -126 -79 -107 -99 -96 -72 -65 -22 -66 -16 -9 -14 -91 -95 -34 -39 -75 -117 -462 -41 36 -64 60 34 10 ju n /16 ju l/16 ag o /16 se t/16 o u t/16 n o v/16 d e z/16 ja n/1 7

fev/17 mar/17 abr

/17

mai/17 jun

/17

Evolução do emprego

Em milhares

com ajuste sem ajuste

-8,5 -160,5 -7,2 -281,8 -82,8 -240,8 -9,8 4,7 Extrativa Mineral Ind de Transformação Utilidade Pública Construção Civil Comércio Serviços Adm Pública Agropecuária

Por setor

Acumulado em 12 meses - Em milhares

1,5 1,7 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 jun /12 n o v/12 ab r/ 13 se t/ 13 fev/14 jul/14 dez/14 mai/15 ou t/15 mar/16 ago /16 jan /17 jun /17

Salário real

Em R$ mil Admissão Demissão

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COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

Em junho, pelo quarto mês consecutivo, o resultado das transações correntes foi superavitário em US$ 1,3 bilhão. Dessa forma, o processo de ajuste externo permanece, com o saldo acumulado em 12 meses alcançando um déficit de US$ 14,3 bilhões contra um déficit de US$ 18,1 bilhões no mês anterior. No mesmo período de 2016, o resultado acumulado era deficitário em US$ 29,5 bilhões. Favoreceu para isso a evolução da balança comercial de bens e serviços, com um superávit de US$ 3,8 bilhões no mês, totalizando US$ 26,4 bilhões em 12 meses. Este último é o maior patamar desde nov/07. Apesar do bom resultado na balança comercial, o índice dos termos de troca, elaborado pela FUNCEX, segue em trajetória cadente, encerrando em 107,7 pts – o que representa quedas de 1,1% no mês e de 4,3% no ano. Contudo, segue acima do observado em junho de 2016, quando estava em 106,9 pts. Fonte: FUNCEX

Fonte: BCB Fonte: BCB

Setor Externo – jun/17

Informativo Assessoria Econômica 14 a 21 de julho de 2017 | www.abbc.org.br

-14,3 -100 -90 -80 -70 -60 -50 -40 -30 -20 -10 0 ju n /15 se t/15 d e z/15 mar/16 ju n /16 se t/16 d e z/16 mar/17 ju n /17

Saldo em transações correntes

Acumulado em 12 meses - US$ bi

26,4 - 60 - 50 - 40 - 30 - 20 - 10 10 20 30 ju n /15 se t/15 d e z/15 mar/16 jun /16 se t/16 d e z/16 mar/17 jun /17

Balança comercial

Bens e serviços - US$ bilhões

107,7 95 100 105 110 115 120 ju n /15 se t/15 d e z/15 mar/16 ju n /16 se t/16 d e z/16 mar/17 ju n /17

Termos de troca

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COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

Em junho, a arrecadação federal proveniente dos impostos mais as contribuições da previdência foi de R$ 104,1 bilhões, contra R$ 99,0 bilhões no mês anterior. Dessa forma, o total acumulado em

12 meses encerrou em R$ 1,3 trilhão.

Considerando a evolução real do acumulado, nota-se uma relativa estabilidade desde novembro de 2016. Em 2017, a arrecadação acumulada em 12 meses teve uma alta real de apenas 0,4%. No mês, as principais elevações ficaram com o imposto de renda (24,8%) e IOF (10,1%). O fraco desempenho das receitas do governo vem reduzindo a probabilidade de que a meta de R$ 139,0 bilhões para o déficit primário em 2017 seja cumprida, o que fez com que o Governo Federal anunciasse o contingenciamento adicional de R$ 5,9 bilhões no Orçamento e a elevação da alíquota de PIS/Cofins sobre os combustíveis. O aumento de impostos deve elevar em aproximadamente R$ 10,4 bilhões a arrecadação fiscal em 2017.

Fonte: Receita Federal

Fonte: Receita Federal Fonte: Receita Federal

Arrecadação – jun/17

1,25 1,30 1,35 1,40 1,45 ju n /15 ag o /15 o u t/15 d e z/15 fev/16 abr/ 16 ju n /16 ag o /16 o u t/16 d e z/16 fe v/17 ab r/ 17 ju n /17

Acumulado em 12 meses

Valores reais - em RS tri

1,8% 24,8% 1,5% 10,1% CSLL IR PIS/Cofins IOF

Variação no mês

98,1 107,4 91,894,8 148,7 102,2 127,6 137,4 92,4 99,0 118,0 97,7 104,1 ju n /16 jul /16 ag o /16 se t/1 6 o u t/16 n o v/16 de z/ 16 jan /17 fev/17 mar/17 abr/ 17 mai/17 jun /17

Impostos + Previdência

Em R$ bi

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COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

Em junho, o indicador medido pela Serasa Experian sinalizou uma expressiva queda da demanda das empresas por crédito**. O recuo na margem foi de 6,6%, na comparação anual a queda é mais intensa (-10,7%). No mesmo sentindo, o indicador apontou uma retração de -4,5% na comparação com o acumulado dos seis primeiros meses do anterior, significando o pior resultado para um primeiro semestre desde 2013. Com isso, a variação

acumulada em 12 meses fechou em -3,4%,

configurando uma retração de 1,8 p.p. na margem. Vale ressaltar que este comportamento reflete os efeitos das incertezas sobre o cenário econômico,

que impactam diretamente as decisões de

investimento das empresas. Por fim, a demanda do consumidor por crédito* teve uma alta de 2,2% na margem, após um avanço de 18,6% em maio. Com isso, a variação acumulada em 12 meses manteve-se em 3,1%.

Fonte: Serasa Experian

Fonte: Serasa Experian Fonte: Serasa Experian

Demanda por Crédito – jun/17

Informativo Assessoria Econômica 14 a 21 de julho de 2017 | www.abbc.org.br

-6,6% 2,2% -17% -12% -7% -2% 3% 8% 13% 18% 23% ju n -16 ju l-16 ago -16 se t-16 o u t-16 n o v-16 d e z-16 jan -17 fev-17 mar-17 ab r-17 mai-17 jun -17

Variação mensal

Empresa Consumidor 3,1% -7% -5% -3% -1% 1% 3% 5% 7% ju n -14 se t-14 d e z-14 mar-15 ju n -15 se t-15 d e z-15 mar-16 ju n -16 se t-16 d e z-16 mar -17 ju n -17

IDC - Consumidor

Variação acumulada em 12 meses

-3,4% -9% -7% -5% -3% -1% 1% 3% 5% 7% ju n -14 se t-14 d e z-14 mar-15 jun -15 se t-15 d e z-15 mar-16 jun -16 se t-16 d e z-16 mar-17 jun -17

IDC - Empresas

Variação acumulada em 12 meses

* O Índice é calculado com base numa amostra de cerca de 14,0 milhões de CPFs, consultados mensalmente na base da Serasa Experian, e transformado em número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região e renda.

** Construído a parti da análise de cerca de 2,3 milhão de CNPJs da base da Serasa Experian (média de 2008 = 100).

(10)

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

Em junho, os desembolsos do BNDES totalizaram R$ 5,8 bilhões, com quedas de 9,1% em relação

ao observado em maio e de 30,3% em

comparação com o mesmo mês de 2016. Com isso, o primeiro semestre do ano terminou com um total de R$ 33,5 bilhões em liberações – 16,6% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado e menos da metade do observado em igual período de 2015. Analisando os desembolsos por setor, o Agropecuário é o único que apresenta uma taxa de crescimento anual positiva (9,1% a.a.), enquanto que Comércio e Serviços e Infraestrutura ainda indicam taxas negativas (-28,7% a.a. e -40,0% a.a., respectivamente). A Indústria também segue em trajetória decrescente, encerrando em -11,4% a.a.. Assim, o total de desembolsos fechou com uma queda de 23,9% a.a.. Esses números são o reflexo do baixo dinamismo das consultas prévias submetidas ao banco, que encerraram o semestre com uma retração de 14,6% em relação ao mesmo período de 2016, totalizando R$ 48,2 bi. Fonte: BNDES

Fonte: BNDES Fonte: BNDES

BNDES – jun/17

57,2 56,4 48,2 2015 2016 2017

Consultas Prévias

Acumulado no primeiro semestre - Em R$ Bilhões correntes

68,8

40,1

33,5

2015 2016 2017

Desembolsos

Acumulados no primeiro semestre - Em R$ bilhões correntes

9,1% -11,4% -40,0% -28,7% -60% -50% -40% -30% -20% -10% 0% 10% jan /16 fev/16 mar/16 abr/ 16 mai/16 jun /16 ju l/16 ag o /16 se t/16 o u t/16 n o v/16 d e z/16 jan /17 fev/17 mar/17 abr/ 17 mai/17 jun /17

Desembolsos por Setor

Variação acumulada em 12 meses

Agropecuária Indústria

Infraestrutura Comércio e Serviços

(11)

COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

O monitor do PIB, elaborado pela FGV, apontou um uma queda de 0,9% em maio ante uma alta de 0,5% no mês anterior, na série com ajustes sazonais. Dessa forma, a série com a variação trimestral saiu de 0,8% em abril para 0,5%. Já a série com a variação acumulada em 12 meses segue apresentando uma perda de intensidade no ritmo de queda, encerrando em 1,7% contra -2,1% em abril. Em maio passado, a retração era de 4,8%. Na abertura do mês, observa-se crescimento somente para a indústria (0,23%) e para a FBKF (0,27%). Já os demais grupos tiveram retrações, com destaque para as exportações com uma baixa de 19,4%, governo

com queda de 6,3% e agropecuária com

contração de 4,2%.

Fonte: FGV

Fonte: FGV Fonte: FGV

Monitor do PIB FGV – mai/17

0,23% -1,14% -4,22% -0,90% -1,73% -6,27% 0,27% -19,42% In d ú str ia Se rvi ço s A gro p ec u ári a PI B Co n su mo G o ve rn o FBKF Ex p o rt aç õ es

Variação mensal

Série com ajuste sazonal

0,5% -3,0% -2,5% -2,0% -1,5% -1,0% -0,5% 0,0% 0,5% 1,0% mai/15 ju l/15 se t/1 5 n o v/15 jan /16 mar/16 mai/16 ju l/16 se t/16 n o v/16 jan /17 mar/17 mai/17

Variação trimestral

Série com ajuste sazonal

-1,7% -6% -4% -2% 0% 2% 4% 6% 8% mai/10 dez/10 ju l/11 fev/12 set/12 abr/ 13 n o v/13 ju n /14 jan /15 ag o /15 mar /16 o u t/16 mai/17

Acumulado em 12 meses

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COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO

Em julho, o índice de confiança do empresário industrial (ICEI), calculado pela CNI, apresentou a terceira retração mensal seguida (1,7%), fechando em 50,6 pts.. Vale sublinhar que resultados acima de 50 pts. indicam uma melhora na percepção do empresariado. No mês, pesaram as quedas de 2,0% no sentimento com relação às condições atuais e de 1,5% na expectativa futura, que terminaram em 44,2 pts. e 53,8 pts., respectivamente. Vale ressaltar que a percepção quanto às condições atuais permanece em patamar que indica falta de confiança desde dez/12. Na abertura por porte da empresa, somente as grandes figuram-se acima dos 50 pontos (52,3%), mesmo com a contração de 3,3% na margem. Já as pequenas e médias tiveram retrações de 1,8% no mês, encerrando em 47,9 pts. e 49,6 pts., respectivamente.

Fonte: CNI

Fonte: CNI Fonte: CNI

ICEI – jul/17

Informativo Assessoria Econômica 14 a 21 de julho de 2017 | www.abbc.org.br

50,6 35 37 39 41 43 45 47 49 51 53 55 ju l/15 o u t/15 jan /16 ab r/ 16 ju l/16 o u t/16 jan /17 ab r/ 17 ju l/17

ICEI

44,2 53,8 20 30 40 50 60 ju l/15 o u t/15 jan /16 ab r/ 16 ju l/16 o u t/16 jan /17 ab r/ 17 ju l/17

Abertura

Por componente

Condições Atuais Expectativa Futura

47,9 49,6 52,3 30 35 40 45 50 55 60 ju l/15 o u t/15 jan /16 ab r/ 16 ju l/16 o u t/16 jan /17 ab r/ 17 ju l/17

Abertura

Por porte de empresa

(13)

Av. Paulista, 949 – 6º andar – Bela Vista

CEP: 01311-100 – São Paulo – SP

Telefone: +55 11 3288-1688 | Fax: +55 11 3288-3390

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