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AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL EM UM FRIGORÍFICO DE PEIXE DE SORRISO - MT

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AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE

GINÁSTICA LABORAL EM UM FRIGORÍFICO DE PEIXE DE

SORRISO - MT

JOÃO RICARDO GABRIEL DE OLIVEIRA: Professor Especialista da Faculdade Centro Mato-grossense - FACEM RAMIELLI BOGONI: Graduada em Bacharelado em Educação Física, Faculdade Centro Mato-grossense - FACEM CARLA MAYELLI DIAS AMARAL: Graduada em Licenciatura em Educação Física. Estudante do terceiro semestre do Curso de Bacharelado em Educação Física, Faculdade Centro Mato-grossense - FACEM

RESUMO

No mundo empresarial moderno, é objeto de preocupação o estado físico e emocional dos funcionários, por isso, muitos empresários estão fazendo investimentos em programas de ginástica laboral. O presente estudo teve como objetivo identificar os benefícios da ginástica laboral aplicada ao ambiente de trabalho em colaboradores de um frigorífico de peixes da cidade de Sorriso – MT. A pesquisa é caracterizada com uma pesquisa de campo, de caráter exploratório. Foi realizada mediante a aplicação de um questionário aos colaboradores, após um período de um ano da aplicação de um programa de ginástica laboral orientado por um profissional de Educação Física. Constatou-se que 96% dos entrevistados acreditam que a ginástica laboral é necessária, 90% afirmam que ginástica laboral proporciona benefícios e ressaltam que a ginástica laboral para eles são 22% relaxamento e 21% prevenção. Obtendo-se a identificação dos principais resultados, é possível verificar a importância da ginástica laboral em uma empresa como fator de bem estar do trabalhador e prevenção de doenças ocupacionais.

Palavras-chave: Atividade física, benefícios à saúde e funcionários.

RESUMEN

En el mundo empresarial moderno es objeto de preocupación el estado físico y emocional de los funcionarios, por eso, muchos empresarios están haciendo inversiones en programas de gimnastica laboral. El presente estudio tuvo como objetivo identificar los beneficios de la gimnastica laboral aplicada al ambiente de trabajo con los colaboradores de un frigorífico de pescado de la Ciudad de Sorriso-MT. La investigación fue conducida a campo y tuvo un carácter exploratorio. Fue

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realizada a recogida de datos mediante la aplicación de un cuestionario a los colaboradores de la organización después de un año de aplicación de un programa de gimnastica laboral orientado por un profesional de educación física. Como resultado fue constatado que 96% de los participantes consideran que la gimnastica laboral es necesaria y 90% afirman que esta proporciona beneficios y además resaltan que para ellos la gimnastica laboral es 22% de relajamiento y 21% de prevención. De esta forma fueron identificados los principales resultados, posibles beneficios y la importancia de la gimnastica laboral en una empresa como factor de bienestar para el trabajador y en la prevención de enfermedades ocupacionales. Palabras claves: actividad física, beneficios a la salud, funcionarios.

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INTRODUÇÃO

Diante da competitividade atual no mercado, as organizações tendem a aumentar o empenho na busca pela liderança em seus devidos segmentos. Em decorrência dista, vem a necessidade de obter-se a eficiência e agilidade na realização das tarefas, o que pode resultar no comprometimento da saúde física e mental dos colaboradores, isto porque é evidente e crescente a existência de movimentos repetitivos e posturas inadequadas no ambiente de trabalho.

Entende-se que é de vital importância que haja um investimento em prol da qualidade de vida dos funcionários, o que pode ser alcançado de forma eficaz através da ginástica laboral, um meio simples e eficiente de evitar possíveis problemas que podem comprometer a saúde e consequentemente a produtividade no trabalho.

A preocupação com o bem estar físico dos colaboradores já existe há algum tempo, mesmo que aparentemente seja um assunto emergente, Lima (2007) relata que desde 1920 já havia tal preocupação, tanto que os primeiros relatos foram abordados no livro, Ginástica de Pausa, destinado a operários, editado na Polônia em 1925. Algum tempo depois, o assunto se concretizou na Holanda e na Rússia, dando início assim, ao que hoje chamamos de Ginástica Laboral.

Normalmente, as práticas de Ginástica Laboral dentro das empresas são realizadas com a formação de uma equipe de trabalhadores, que se preparam, por meio de exercícios físicos, para iniciar suas tarefas do trabalho diário.

Consistem em alongamentos, relaxamento muscular e flexibilidade das articulações. Ela é moldada de acordo com a função exercida pelo trabalhador. Classifica-se da seguinte forma:

Preparatória - Realizada no início do expediente, visa ao aquecimento de grupos musculares, preparando-os para o trabalho.

Compensatória - Realizada durante o expediente, visa à compensação de posturas inadequadas e esforços repetitivos, através do distensionamento da musculatura.

Relaxante - Realizada após o expediente, visa a recuperar o trabalhador do desgaste através do relaxamento da musculatura.

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Os objetivos de um programa de Ginástica Laboral são colaborar com o aumento da satisfação de seus funcionários, melhorando a qualidade de vida no trabalho, verificando as mudanças obtidas no decorrer do programa, proporcionando assim vários benefícios tanto à empresa quanto ao trabalhador apto e com um melhor bem-estar, para que possa desenvolver as atividades empresariais com maior eficácia. Assim, o seu desenvolvimento na organização será bem mais produtivo, podendo produzir cada vez mais e consequentemente satisfazer a própria empresa com a sua produtividade.

Os benefícios sociais são evidentes: a melhoria das relações interpessoais, o favorecimento do relacionamento social e o trabalho em equipe, pois na execução do programa será um momento de descontração, onde todos estarão se relacionando para alcançar os objetivos esperados.

Dentre outros benefícios para trabalhadores estão a diminuição de dores corporais; prevenção de doenças ocupacionais como LER/DORT, redução do cansaço e da fadiga muscular; melhora da atenção e concentração para as atividades diárias; além da prevenção de acidentes de trabalho (GONÇALVES e VILARTA, 2004).

Desta forma, o presente estudo busca diagnosticar, refletir e discutir sobre a qualidade de vida dos trabalhadores, com o objetivo de analisar um Programa de Ginástica Laboral e verificar os benefícios que possam contribuir positivamente para a saúde do trabalhador, prevenindo as lesões por esforços repetitivos e proporcionando a promoção de saúde dos trabalhadores.

GINÁSTICA LABORAL

Tendo em vista o considerável número de disfunções posturais, dores nas costas, lesões por esforços repetitivos que acometem os trabalhadores em seu período ativo e ainda o alto índice de doenças psíquicas, como as dores de cabeça, mal-estar e problemas gástricos entre outros, este programa vem para orientar, prevenir e amenizar esses males, contribuindo para uma melhor qualidade de vida a cada um deles (LIMA, 2005).

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Para Polito (2002), a Ginástica Laboral (GL) constitui-se de uma série de exercícios diários, realizados no local de trabalho e durante a sua jornada, prevenindo lesões ocasionadas pelo trabalho, normalizando as funções corporais, proporcionando momentos de descontração e socialização entre os funcionários das empresas.

Cañete (1996), entende a Ginástica Laboral (GL) também como um espaço onde as pessoas podem exercer exercícios físicos, por livre e espontânea vontade, que vai além do movimento mecânico, mas promove o autoconhecimento, a autoestima e um melhor relacionamento consigo mesmo e com as outras pessoas.

Em seu contexto geral, a GL visa à promoção da saúde e melhoria nas condições dos trabalhadores frente à tarefa ocupacional a ser exercida, contribuindo na prevenção e redução de patologias ocupacionais. Promove, também, um melhor relacionamento interpessoal, tem ação positiva na redução dos acidentes de trabalho, na diminuição do absenteísmo e, consequentemente, no aumento da produtividade gerando, dessa forma, maior retorno financeiro para a empresa. Os interessados por esse tema, empresários, profissionais e governo precisam procurar soluções que alterem, para melhor, a situação atual, pois certamente haverá um controle das doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho (OLIVEIRA, 2002). Histórico da Ginástica Laboral

No histórico da Ginástica Laboral, pode-se verificar que essa atividade não é recente. Apresenta-se também como foi seu surgimento no Brasil.

Segundo Bergamaschi & Polito (2003), “a Ginástica Laboral não é uma atividade física recente. Há relatos deste tipo de atividade desde 1925, na Polônia, onde é chamada de Ginástica de Pausa e destinada a operários”.

Conforme Bergamaschi & Polito (2003), “a Ginástica Laboral, realmente se desenvolveu no Japão, onde, desde 1928, os funcionários dos correios frequentam sessões de ginástica diariamente, visando à descontração e o cultivo da saúde".

A Ginástica Laboral (GL) é um programa de qualidade de vida e de promoção do lazer, mesmo sendo realizada pelos trabalhadores durante o expediente de trabalho. No Brasil, a Ginástica Laboral, que precedia a ida dos funcionários aos postos de trabalho, foi introduzida em 1969 pelos executivos

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nipônicos da Ishikavajima Estaleiros, uma indústria de construção naval no Rio de Janeiro (LEITE e MENDES, 2004).

Para Gonçalves e Vilarta (2004), “a conscientização sobre a importância da promoção da saúde em nosso país teve início na década de 1980, com ações isoladas de setores ligados à medicina ocupacional para cumprir legislação normatizadora”.

Segundo Deliberato (2002), “encontra-se a incorporação de programas de exercícios junto aos trabalhadores na década de 1960 no Japão, adotada como ferramenta de diminuição e prevenção de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho”.

Objetivos da Ginástica Laboral

Os exercícios realizados durante a jornada de trabalho trazem como benefícios: diminuição dos níveis de ansiedade e estresse; ganho da flexibilidade; diminuição das tensões musculares; ativa a circulação; conscientização postural; queda do risco de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, melhor desempenho do trabalho (NASCIMENTO; MORAES, 2000).

Uma atribuição feita à GL, além dos efeitos físicos, é relacionada aos aspectos psíquico e social, justificada por favorecer a descontração, estimular o autoconhecimento e autoestima, proporcionar um possível melhora no relacionamento interpessoal e do homem com o meio que o cerca (BASSO, 1989; CAÑETE, 1996). Portanto, além das atribuições de benefícios fisiológicos à GL, existe a defesa também de ganhos relativos à satisfação de quem a executa no ambiente de trabalho.

Para alguns autores como BARRETO (1999), a GL tem papel também no funcionamento da cognição. A explicação para isso reside na melhor oxigenação de todo o organismo e principalmente do cérebro. Outros efeitos fisiológicos são atribuídos à GL como o aquecimento, flexibilidade resistência muscular localizada, coordenação e mobilidade (CAÑETE, 1996).

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Segundo Pellegrinotti(1999), “as atividades físicas, destinadas a manter o bom estado funcional do organismo, contribuem também para revalorizar e socializar as pessoas, valores estes desprezados pelo atual ritmo de vida”.

Para Polito & Bergamaschi (2002), os objetivos da GL são: promover a saúde, corrigir os vícios posturais, diminuir o absenteísmo e a procura ambulatorial, melhorar a condição física geral, aumentar o ânimo e disposição para o trabalho, promover o autocondicionamento orgânico, promover a consciência corporal, melhorar o relacionamento interpessoal, prevenir a fadiga muscular; prevenir Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) e Lesões por Esforços Repetitivos (LER).

Para Barros Neto (1997), de forma bastante discutível, os programas de exercícios orientados entre trabalhadores, são comprovadamente a única forma de prevenção, tanto do problema do isolamento social, quanto de LER/DORT.

Segundo o Sesi (2002), a GL atua na qualidade de vida, no bom relacionamento entre as pessoas, controle do estresse, diminuição de acidentes de trabalho e aumento de rendimento em milhares de empresas brasileiras.

Modelos de Implantação

Os problemas principais encontrados para a implantação de um programa de ginástica laboral, segundo Polito (2002) são:

- Convencer a direção da empresa que a pausa de 10 a 15 minutos para a ginástica não prejudica a produtividade;

- Desconhecimento dos participantes quanto à importância da ginástica interferindo em sua adesão ao programa;

- O descrédito quanto aos resultados da ginástica, considerando que são aulas de apenas 10 minutos (pausa-ativa);

- Dificuldade em encontrar um local adequado para as aulas, considerando que a empresa não é uma academia e que os recursos existentes no local de trabalho devem ser explorados.

Segundo Costa Filho (2001), algumas avaliações devem ser realizadas antes da prática das atividades de Ginástica Laboral, desta maneira pode-se levantar o perfil dos funcionários. Nesta modalidade são avaliados peso, altura,

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pressão arterial, flexibilidade, postura e percentual de gordura e, a cada três meses, deve ser realizada uma avaliação para verificar os resultados.

DORT / LER

Oliveira (2003) traz as seguintes definições:

L.E.R. - Lesões por Esforços Repetitivos é o nome dado por especialistas a sintomas dolorosos que acometem tendões, músculos, nervos, ligamentos e outras estruturas responsáveis pelos movimentos de membros superiores e inferiores.

D.O.R.T – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, que se constituem em doenças ocupacionais que estão relacionadas a lesões por traumas cumulativos. É o resultado de uma descompensação entre capacidade de movimentação da musculatura e a execução de esforços rápidos e constantes.

De acordo com Oliveira & Sampaio (2009), LER ou DORT são as designações que podem levar a ocorrência de afecções de músculos, tendões, sinoviais, nervos, faciais e ligamentos, isolados ou combinados, com ou sem degeneração de tecidos. Elas atingem principalmente membros superiores, região escapular e região cervical. Têm origem ocupacional, e decorrem, de forma combinada ou não, do uso repetido ou forçado de grupos musculares e da manutenção de postura inadequada.

Histórico e Reconhecimento

Vários são os registros históricos mencionando lesões ou queixas osteomusculares relacionadas com a atividade ocupacional, como as citações de Ellenborg em 1473, fazendo alusão à alterações em trabalhadores de ourivesaria, bem como de Paracelsusem mineiros, em 1567 (RIO et al, 1998).

As conhecidas referências do século XVII, do considerado pai da medicina do trabalho, o italiano Bernardino Ramazzini, exprimem não tratar-se de um mal dos tempos modernos (RAMAZZINI, 1988).

Na Itália, em 1902, uma comissão especial definiu como doença ocupacional aquela causada diretamente por atividades desenvolvidas exclusivamente no campo de determinada profissão ou decorrente da tarefa executada (TAGLIAVINI; POI, 1998).

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Existem registros de que em 1908 a “câimbra do telegrafista” foi incluída na lista de doenças cobertas pela previdência social britânica (British Workman’sCompensationact), que levou à criação de um comitê pelo Departamento dos Correios da Inglaterra e Irlanda (IRELAND, 1995).

O Ministério do Trabalho do Japão, em 1964, estabeleceu recomendações normativas relacionadas a limites para repetitividade e ritmo de trabalho, período de exposição diária, período de tempo máximo de atividade ininterrupta e período mínimo de tempo para recuperação (NAKASEKO, et al 1982).

Mais recentemente, em 1974, a Japan Associationof Industrial Health, fixou a denominação de Occupacional Cervicobrachial Disorder (O.C.D.), para as patologias relacionadas com movimentos repetitivos dos membros superiores (ROCHA et al, 1986).

Na Austrália, nos anos 80, ocorreu um fenômeno por muitos chamado de “febre epidêmica”, com relação às LER/DORT, lá então denominada “neurose ocupacional”, o que levou a um determinado esforço para não se discutir a questão. Foi estabelecida uma moratória, em 1987, que por muitos anos impediu a publicação de artigos sobre LER/DORT no Medical Journal of Australia, e no mesmo ano, o Australian Public Service interrompeu a publicação dos registros de incidência de lesões (BAMMER apud RANNEY, 2000).

No Brasil, em 06 de agosto de 1987, através da portaria 4062, em especial das tenossinovites, levou a um grande aumento sazonal do registro de casos no final da década de 80 (COUTO, 1994). Esse reconhecimento ocorreu para atender a reivindicação dos sindicatos e embora utilizasse a expressão “tenossinovite do digitador”, estendia a possibilidade do reconhecimento das outras categorias profissionais que “exercitam os movimentos repetidos dos punhos” (SETTIMI, 2001).

Segundo Martins (1995), entre os anos de 1986 e 1990, houve um processo de análise e discussão sobre o trabalho de processamento de dados, envolvendo o Sindicato de Empregados de Empresas de Processamentos de Dados (SINDPD), Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo (DRT/SP), entre outra s entidades.

Em 1991, o Ministério do Trabalho e da Previdência Social publicou a Norma Técnica de LER, que incorporava conhecimentos de literatura e da prática dos

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profissionais de saúde do país, incluindo várias entidades neuro-ortopédicas e ampliando as categorias profissionais passíveis de acometimento (SETTIMI, 2001). Prevenção de LER / DORT

Para Dejours (1987), Miranda (1998), Assunção (2000), os princípios da prevenção de LER/DORT são as reestruturações do processo produtivo que resultem em melhoria da qualidade de vida no trabalho, proporcionando maior identidade com a tarefa, maior autoridade sobre o processo, ciclos completos e a eliminação de posturas extremamente rígidas normalmente existentes nas relações de trabalho.

Alves (2000), discutindo a questão da associação da GL como medida preventiva, afirma que a GL é uma das ferramentas preventivas mais utilizadas nos grupos em que a atuação coletiva é possível, não sendo única solução para os problemas das empresas. Sua utilização sem critérios não gera efeitos duradouros, podendo até levar ao agravamento e surgimento de novos casos de LER/DORT.

Alves (2000) afirma também, ainda, que deve haver uma avaliação ergonômica anterior à implantação de programas de GL, como uma forma de identificar situações comprometedoras da integridade musculoesquelética.

Doenças ocupacionais x trabalhadores do frigorífico

A busca cega do aumento de produtividade tem sido traduzida em aumento da jornada de trabalho, com horas extras excessivas transformadas em rotina, ritmos exageradamente intenso, pressão e controle sobre o trabalhador são extremamente rigorosos (CAÑETE, 1996). Aspectos relacionados à ergonomia e a própria atividade que exigem do trabalhador empenho de força e repetição de movimentos (DEFANI & XAVIER,2006).

As empresas estão se dando conta de que não adianta mais tratar as pessoas depois do problema, pois existem várias consequências de ordem financeira e questões de âmbito pessoal e de que devem estar cientes de que as máquinas e o ambiente de trabalho é que devem ser adaptados às pessoas

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(CAÑETE, 1996). Uma das causas desta verdadeira epidemia de doenças osteomusculares é a falta de conscientização das empresas no sentido de realmente cumprirem as micropausas para a ginástica laboral (GODOY, 2005). Portanto, a ergonomia associada à ginástica laboral contribui para melhorar a qualidade de vida do trabalhador, o que comprovadamente gera ganho em produtividade.

Os abatedouros e frigoríficos de carnes são ambientes propícios a agravos diferentes da saúde do trabalhador (PROTEÇÃO, 1995), este fato ocorre em detrimento de uma realidade observada dentro destes ambientes, onde na maioria das vezes as atividades são realizadas com equipamentos de proteção individual (EPI) para buscar uma forma de proteção contra os riscos advindos das tarefas realizadas. Obviamente que tarefas onde há uma necessidade de utilização de EPI há riscos físicos à saúde dos funcionários. Contudo, hoje as empresas buscam um tipo de proteção para outro mal que atinge ao setor de frigoríficos e abatedouros, as lesões por esforços repetitivos (LER).

As lesões por esforços repetitivos são provenientes de diversos fatores influenciadores que podem acometer as mais distintas classes sociais. Os diversos sintomas são verificados no setor de frigoríficos e abatedouros em que a propensão ao surgimento da LER aumenta, são muitos os lesionados que, quase de forma invisível, apresentam queixas nas regiões dos tendões, braços, antebraços e mãos, sendo que na maioria dos casos estes trabalhadores já apresentam sequelas psicológicas destas lesões.

As L.E.R. ocorrem como, Oliveira (1998), “resultado do uso abusivo dos músculos e tendões, por rápidos movimentos repetitivos e de força, em ações estáticas e posturas inadequadas”. Portanto a L.E.R. pode acometer as pessoas que realizam movimentos repetitivos, independente da classe de trabalho, sendo esta caracterizada pelos agentes força e repetição.

As tendinites e tenossinovites são na experiência da NUSAT/INSS-MG, “as formas mais incidentes na população de risco, notadamente nas situações em que grande repetitividade se associa a exigência de força”, e são hoje responsáveis por 60% das doenças ocupacionais, conforme dados do INSS e afirmações do professor Couto (1994).

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Porém a L.E.R não é considerada como uma doença e sim como uma lesão que às vezes adquire características de uma doença e não costuma ser grave, quase sempre é curável e diminui com o tratamento, sendo que apenas alguns casos não evoluem bem (COUTO, 1998).

ERGONOMIA

A ergonomia é a ciência que estuda dentre as suas possibilidades, a adaptação do posto de trabalho em relação ao trabalhador, reduz de maneira eficiente os problemas relacionados com a saúde e a segurança do trabalhador, permitindo que execute com eficiência, sensação de conforto e segurança o seu trabalho, fazendo com que aumente a sua produtividade e diminuindo os riscos de acidentes no trabalho. O ambiente de trabalho é uma fonte de estudo da ergonomia onde muitas variáveis se fazem presentes, desde a disposição espacial até o conforto ambiental, onde vários problemas são encontrados (ANTONALIA, 2008).

Autores como Monteiro e Bertagni (2009), destacam que o principal objetivo da ergonomia é dar condições de trabalho para que haja maior conforto e bem-estar do trabalhador no exercício de sua função. As melhorias ergonômicas estão relacionadas a vários aspectos do trabalho sendo eles: cadeiras, mesas e bancadas; planejamento e localização dos móveis diante do trabalhador; quantidade, qualidade e localização das luminárias; indicações sobre melhorias na organização da atividade profissional.

Pesquisas, realizadas por Wiczick (2008), comprovaram que pouco se investe em melhoria dos postos de trabalho no Brasil, o que se considera uma falha grave, pois se deve analisar todas as possibilidades de geração de tensão, fadiga precoce e aparecimento de LER/DORT – Lesão por Esforço Repetitivo/Doença Osteomuscular Relacionado ao Trabalho.

Análise Ergonômica do Trabalho

A realização da Análise Ergonômica do Trabalho (AET) pela empresa é uma etapa fundamental no diagnóstico das condições laborais. Esta análise é elaborada

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e aplicada seguindo as orientações da Norma Regulamentadora 17 (NR 17), que inicialmente teve seu texto construído com foco nas atividades desenvolvidas na área de informática, mas que, segundo Oliveira (1998), “contém parâmetros que podem ser utilizados, de uma forma muito mais ampla e abrangente, em todas as formas e em todos os ramos de trabalho”.

As Normas que regem a Ergonomia estão descritas dentro da NR 17, contudo, esta Norma não traz, de maneira clara e objetiva, um roteiro de análise ergonômica para ser seguido. Entretanto, a NR 17 apresenta tópicos que devem ser levados em consideração quando da formulação e da aplicação da AET. Questões como levantamento, transporte e descarga individual de materiais, mobiliário dos postos de trabalho, equipamentos dos postos de trabalho e as condições ambientais de trabalho são requisitos básicos a serem estudados na formulação e no desenvolvimento de uma AET.

Portanto, a análise ergonômica do trabalho tem como objetivo, segundo Franco (2000):

“... produzir dados que permitam reduzir a distância nas concepções formuladas no trabalho (as prescrições, as regras, os procedimentos oficiais e explícitos) e atividade oficial do operador (os aspectos informais, implícitos, imprevistos das condutas de trabalho)”.

A AET, assim como qualquer outra área de conhecimento, deve estabelecer sob o modelo de um projeto, o que, dentro do universo do trabalho, deverá ser pesquisado. Para efetiva realização de uma AET, faz-se necessário estudar três etapas: a análise da demanda, a análise da tarefa e a análise das atividades (SANTOS e FIALHO, 1997). Cada uma destas etapas do estudo é segmentada, visando buscar respostas para sugerir melhorias das condições do trabalho.

A Intervenção da Ergonomia nas Atividades de Trabalho: A Inserção da Ginástica Laboral

No Brasil, a síndrome de origem ocupacional, composta de afecções que atingem os membros superiores, região escapular e pescoço, foi reconhecida pelo Ministério da Previdência Social como Lesões por Esforços Repetitivos (LER), por meio da Norma Técnica de Avaliação de Incapacidade (1991). Em 1997, com a

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revisão dessa norma, foi introduzida a expressão Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) (RODRIGO, 2008).

A instrução normativa do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) usa a expressão LER/DORT para estabelecer o conceito da síndrome e declara que estas lesões não são fruto exclusivo de movimentos repetitivos, mas podem ocorrer pela permanência de segmentos do corpo em determinadas posições, por tempo prolongado. A necessidade de concentração e atenção do trabalhador para realizar suas atividades, e a pressão imposta pela organização do trabalho, são fatores que interferem significativamente para a ocorrência da síndrome (AUGUSTO et al., 2008).

Além disso, fatores como o aumento do ritmo de trabalho, alta velocidade de produção, movimentos repetitivos, estresse, pressão de chefias, entre outros, faz com que o trabalhador, a cada jornada de trabalho, padeça de algias em diversos segmentos corporais (MOREIRA, et al. 2005).

A Ginástica Laboral (GL) tem sido entendida, de maneira geral, como a realização de exercícios no local de trabalho com enfoque preventivo e terapêutico. É recomendada, na maioria dos casos, nos processos de enfrentamento das LERs e dos DORT. Configura-se também, como um valoroso recurso de socialização, mecanismo de enfrentamento das pressões profissionais, como também, atua no resgate da autoestima e da qualidade de vida do trabalhador (FERNANDES, 2010). Pode-se dizer também que, a Ginástica Laboral vem sendo considerada uma das medidas para o enfrentamento de distúrbios físicos e emocionais na saúde do trabalhador (FREITAS, et al.2009; e PAIVA, et al.2008).

A saúde do trabalhador vem recebendo atenção principalmente pelos estabelecimentos das Normas Regulamentadoras. Atualmente, no Brasil, as indicações para as práticas ergonômicas nas empresas, vêm sendo enfocadas pelo Ministério do Trabalho, por meio da Norma Regulamentadora – NR 17 (Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978; DOU: 06/07/78, com última atualização pela Portaria SIT n.º 13, de 21 de junho de 2007; DOU: 26/06/07).

As consequências de não serem cumpridas as normas ergonômicas no trabalho, representam problemas judiciais, de qualidade e de produtividade para as empresas e também para os trabalhadores que sofrem com as inadequadas

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condições de trabalho. Neste sentido, um dos problemas mais citados na literatura é associado ao absenteísmo por dores musculares, que causam a ausência do trabalhador no trabalho, interferindo na produtividade e levando à diminuição dos lucros da empresa (RODRIGO, 2008).

Barbosa (1998) ressalta que a percepção dos trabalhares acerca de sua saúde pode ser mais importante que os muitos, assim chamados, “índices objetivos de doença”.

A mesma opinião é compartilhada por Smith, Weiss e Lehmkuhl (1997), em trabalho através do qual avalia os méritos relativos da aplicação de questionários e outros métodos de coleta de dados: um levantamento realizado por questionários, ainda que menos objetivo que os registros de saúde e segurança ou um estudo médico, é uma maneira eficiente e rápida de levantar uma quantidade grande e detalhada coleção de dados, acerca das consequências psicológicas, sociais e de saúde do trabalho. Estes dados geralmente não constam em registros mantidos nas empresas indo de encontro à legislação vigente.

Miller e Myers (1996) comentam que, em numerosas aplicações da psicologia industrial e organizacional, o conhecimento de como o trabalhador percebe os problemas, pode ser tão importante quanto a análise de fatos objetivos. Em trabalho conjunto publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o reconhecimento e controle de fatores psicossociais adversos no trabalho, foram discutidas as formas de coletas de dados: objetivas, por análises do trabalho por meio de técnicas de observação, de medidas dos agravos à saúde utilizando instrumentos e estatísticas, e, o conhecimento da percepção dos trabalhadores sobre as suas condições de trabalho, por meio de entrevistas e questionários. Após considerarem os aspectos positivos de ambos os métodos, ambas as organizações concluem que a avaliação objetiva é necessária, mas “os aspectos percebidos pelo trabalhador, de seu ambiente, deveriam receber primeira atenção” (ILO/WHO, 1994).

CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

Conforme Cervo, Bervian e Silva (2007), a pesquisa é “uma atividade voltada para a investigação de problemas teóricos ou práticos por meio do emprego

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de processos científicos”. Através da pesquisa pode-se conhecer e resolver determinados processos.

Este estudo propõe uma abordagem sobre a prática de um programa de ginástica laboral, será utilizada a pesquisa exploratória com a finalidade de aprofundar o conhecimento do pesquisador sobre o assunto estudado. Pode ser usada, para facilitar a elaboração de um questionário ou para servir de base a uma futura pesquisa, ajudando a formular hipóteses, ou na formulação mais precisa dos problemas de pesquisa (MATTAR, 1996).

Após a condução de uma pesquisa de campo vem a fase que é realizada depois do estudo bibliográfico, para que o pesquisador tenha um bom conhecimento sobre o assunto, pois é nesta etapa que ele vai definir os objetivos da pesquisa, as hipóteses, definir qual é o meio de coleta de dados, tamanho da amostra e como os dados serão tabulados e analisados (MARCONI & LAKATOS, 1996).

POPULAÇÃO E AMOSTRA

Até a presente data do estudo, a Indústria de peixes possui 140 colaboradores, dessa forma, para a realização dessa pesquisa foi selecionada uma amostra de 67 colaboradores, constituindo-se desde o ponto de vista estatístico como uma pesquisa não probabilística com amostragem intencional que segundo Neto (1977), é a amostragem onde se enquadram os diversos casos em que o amostrador deliberadamente escolhe certos elementos para pertencer à amostra, por julgar tais elementos bem representativos da população; a amostra foi tanto do sexo feminino como masculino entre 18 a 46 anos, todos eles funcionários de um frigorífico de peixes do município de Sorriso – MT.

Este frigorífico de peixes já executa o programa de ginástica laboral implantado na empresa, que consiste em um processo de melhoramento contínuo de seus funcionários.

O programa de ginástica laboral foi avaliado após um ano de prática, sendo realizado três vezes por semana, no período matutino, com duração de 15 minutos cada sessão, proporcionando mais disposição no dia a dia.

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TRATAMENTO ESTATÍSTICO

As informações coletadas através de questionários foram tratadas de forma eletrônica, através do programa Microsoft Excel e apresentadas em forma de gráficos.

Os dados obtidos foram analisados, estudados e explicados de forma que possam ser compreendido pelo leitor, visando assim, atender aos objetivos deste estudo. As informações, após analisado questionário de avaliação do programa ginástica na empresa (SOARES et al, 2006) serviram de base para o desenvolvimento da conclusão.

MÉTODOS E INSTRUMENTOS

Para colocar em prática a pesquisa, foi redigida uma carta de aceite à direção da empresa objeto de estudo, uma vez respondida de forma positiva, se apresentou aos funcionários a pesquisa, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido aqueles que aceitaram participar. Os dados foram coletados por meio de um questionário direcionado a todos os funcionários que assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido, instrumento de pesquisa que possibilitou o alcance dos resultados.

O questionário aplicado Avaliação do Programa Ginástica na Empresa, contém 5 (cinco) questões: a 1ª questão busca esclarecer se o funcionário já participava ou não do programa de ginástica laboral; a 2ª questão busca saber se a ginástica laboral para ele é necessária ou desnecessária; a 3ª questão pergunta se o funcionário pratica alguma atividade física fora da empresa; a 4ª questão analisa se ele acredita que o programa pode proporcionar benefícios e por fim a 5ª questão quer avaliar o que a ginástica laboral significa para ele. Nessa última questão, ele poderia marcar mais de uma alternativa, escolhendo: lazer, relaxamento, prazer, tarefa, união dos colegas, obrigação, estímulo, prevenção e se melhoraram as dores no corpo. Foi deixado um campo destinado às críticas e sugestões, que foram essenciais na análise dos dados, cujos resultados serão descritos abaixo.

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RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para apresentação dos resultados da pesquisa, a qual se propôs a avaliar um programa de ginástica laboral, por meio de questionário individual, os dados foram apresentados em gráficos que contém os dados obtidos.

Para a análise dos dados obtidos no presente estudo, utilizou-se a estatística descritiva, o valor absoluto e porcentagem como forma de verificar os dados da pesquisa.

O programa estatístico utilizado foi o Excel, realizando análise relativa e absoluta.

Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012

Figura 1- Idade dos participantes

No gráfico acima está representada que a idade dos funcionários do frigorífico de peixes do município de Sorriso – MT possui uma amplitude de 18 a 46 anos. Percebe-se que o maior índice de sujeitos se deu na faixa etária de 28 – 41 anos com 37%. 21% 28% 37% 3% 11% 18 - 22 23 - 27 28 - 41 42 - 46 Nulo

(19)

Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012.

Figura 2-Divisão por gênero

A amostra de 67 funcionários praticantes do programa ginástica laboral, constou com um maior número de 37 sujeitos do gênero feminino, o que corresponde a 55% e 30 sujeitos do gênero masculino que representam 45%.

Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012

Figura 3-Participa da Ginástica Laboral?

55% 45% Feminino Masculino 90% 9% 1% Sim Não Nulo

(20)

Com base nos resultados da figura 3, foi possível constatar que 90% dos funcionários responderam que participam do programa de ginástica laboral. 9% respondem que não participam da ginástica.

Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012

Figura 4- A ginástica para você é?

Conforme apresentado na figura 4, é possível observar que 96% responderam respectivamente que a ginástica é necessária, 9% responderam que é desnecessária.

Através desses valores é possível constatar um perfil positivo do programa de ginástica laboral na empresa.

96% 1% 3%

Necessário Desnecessário Nulo

(21)

Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012

Figura5-Você pratica alguma atividade física regularmente fora da empresa? Questionados a respeito da prática da atividade física regular fora da empresa, percebemos que a maioria dos funcionários não pratica atividades fora do expediente, totalizando 54%, 45% dos entrevistados afirmaram realizar uma atividade física regularmente.

Em estudo similar, Costa (2006), realizou pesquisa em três empresas diferente. Este estudo teve 52 colaboradores, destes 63,4% pratica atividade física fora do horário de trabalho e 50% dos respondentes acredita que a prática regular e orientada da ginástica laboral influenciou positivamente a decisão de realizar atividade física fora do trabalho.

Segundo Mendes e Leite (2004), a pessoa que pratica atividade física regular, melhora a qualidade de vida dentro e fora do mundo do trabalho.

45% 54% 1% Sim Não Nulo

(22)

Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012

Figura 6- Você acredita que o programa pode proporcionar benefícios? Com relação a se a ginástica pode proporcionar benefícios, conforme apresentado na figura 6, pode-se perceber que 90% acreditam que a ginástica pode trazer benefícios, 9% respondem não acreditarem que ela pode proporcionar benefícios.

Resende (TEDESCHI, et al, 2007), ao realizarem uma investigação com funcionários de teleatendimento, verificaram que o programa de Ginástica Laboral por eles frequentado foi visto como uma ferramenta para o benefício da saúde e bem-estar dos trabalhadores, atuando em nível de prevenção primária.

Entretanto, Oliveira (2007) relata outros estudos realizados no Brasil que mostram efeitos positivos da implantação da Ginástica Laboral em empresas. Dentre estes efeitos, cita-se o aumento na produtividade, queda no número de casos confirmados de LER, além de maior disposição para as atividades, conforme relatado pelos trabalhadores.

90% 9% 1% Sim Não Nulo

(23)

Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012

Figura7-A ginástica significa para você?

Na pergunta representada na figura 7, os entrevistados poderiam marcar mais de uma alternativa.

A maioria dos funcionários evocou o relaxamento com 22%, 21% disseram que a ginástica é prevenção, 18% dos funcionários afirmaram que melhorou dores no corpo, 11% evocam estímulos, apenas 1% disse que significa tarefa.

Baseado no estudo de Bueno e Pardim (2009), o significado da ginástica laboral para os praticantes indica que 94,25% dos trabalhadores a veem como prevenção e 93,10% como relaxamento.

No estudo de Lima (2003), o autor acredita que a ginástica laboral proporciona aos colaboradores o aumento da disposição para as atividades pessoais e do trabalho.

CONCLUSÃO

Conclui-se, através da análise dos resultados da pesquisa, que a aplicação de um programa de ginástica laboral traz benefícios para os funcionários, sendo que os mais significativos são o relaxamento e a prevenção.

4% 22% 5% 1% 12% 6% 11% 21% 18% Lazer Relaxamento Prazer Tarefa

União dos colegas Obrigação Estimulos Prevenção

(24)

Importante ressaltar que a grande maioria dos funcionários da empresa objeto de estudo participou do programa de ginástica laboral, não sendo caso de outras práticas esportivas fora da empresa, pois menos da metade dos funcionários participa de atividades assim.

Baseado nas evidências do presente estudo, é possível verificar a importância da ginástica laboral como fator de melhora do bem estar do trabalhador e prevenção de doenças ocupacionais, bem como, que o programa de ginástica laboral poderá ser um agente positivo para o desenvolvimento de ações para que os colaboradores mantenham um estilo de vida ativo.

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