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Orçamento de Estado 2018: Segurança social

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Orçamento de Estado 2018:

Segurança social

Conferência organizada pela Ordem dos Economistas e pela Cidadania Social

Fundação Calouste Gulbenkian, 13.11.2017 Armindo Silva

(2)

Plano de exposição

1. Orçamento 2018 da Segurança social : aspetos

principais do lado da receita e da despesa

2. Atualização de pensões – impacto orçamental e sobre

rendimentos

3. Reforço do Fundo de Estabilização Financeira

4. As medidas do OE 2018 e a execução do programa do

Governo na área da segurança social

5. A sustentabilidade financeira da segurança social no

(3)

1.1. Orçamento 2018 da segurança social :

Aspetos principais – Receita (M €)

2017 P 2018 O VAR % TOTAL 27097 28069 972 3,6% Contribuições 15629 16512 883 5,6% Receitas jogos 206 217 11 5,4% IVA social 797 824 27 3,4% AIMI 50 50 0 0,0% IRC 0 70 70 Transf. ordinárias OE 7669 7557 -112 -1,5% Transf. FSE 1534 1994 461 30,0% Transf. extraordinária 430 0 -430 -100,0% Outras receitas 783 845 63 8,0%

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1.2. Orçamento 2018 da Segurança social :

Aspetos principais – Despesa (M€)

2017 2018 VAR % TOTAL 25559 27095 1537 6,0% Pensões 16350 17168 818 5,0% Desemprego 1363 1304 -59 -4,3% Doença 561 565 4 0,7% Abono família 695 732 37 5,3% Parentalidade 514 536 22 4,2% RSI 347 357 11 3,0% CSI 207 218 10 5,0%

Prest. Social inclusão 230 314 85 36,9%

Outras despesas 1817 1911 95 5,2%

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2.1. Atualização das pensões em 2018

Pensões - Atualização ordinária com inflação=1,2%

P < 2*IAS = 856.96 → regra IAS : aumentam 1,7 %

2*IAS < P < 6*IAS = 2570.88 → IPC : aumentam 1,2%

6*IAS < P → IPC – 0.25 pp. : aumentam 0,95 %

Pensões - Atualização extraordinária:

P< 1.5 * IAS=643 € : aumento até perfazer 10 € em

agosto, exceto pensões mínimas 1º escalão, rurais e

sociais, cujo aumento é 6 €

(6)

2.2. Despesa com pensões : variação 2017/2018

PREVISÕES OE 2018 2017 2018 VAR tvh Velhice 12447 13193 747 6,0% Invalidez 1118 1090 -28 -2,5% Sobrevivência 2278 2365 87 3,8% Regimes especiais 507 520 13 2,5% Segurança social 16350 17168 818 5,0% Transf. OE para CGA 5037 5225 188 3,7%

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2.3. Imputação do aumento da despesa com pensões às

diversas medidas

(8)

2.4. Taxas de variação homóloga da despesa

com pensões e dos pensionistas 2007-2018

(9)

2.5. Ganhos e perdas de poder aquisitivo das pensões

PENSÕES 2010 ago-18 P hipot Difer. %

Pensão mínima RG 1E 246,4 275,0 271,9 3,1 1,2% Pensão mínima RG 2E 274,8 295,9 303,3 -7,4 -2,7%

Pensão mínima RG 3E 303,2 324,4 334,7 -10,2 -3,4%

Pensão mínima RG 4E 379,0 400,6 418,4 -17,8 -4,7%

Pensão mínima Rural 227,4 254,8 251,0 3,7 1,6% Pensão mínima RNCE 189,5 214,3 209,2 5,1 2,7% Pensão = 1* IAS 419,2 440,9 462,7 -21,9 -5,2%

Pensão 1,6*IAS 670,0 684,8 739,6 -54,8 -8,2%

Pensão 2,1*IAS 880,0 890,6 971,4 -80,8 -9,2%

(10)

3.1. Medidas de reforço do FEFSS no OE2018

 Consignação de 0,5 % da receita do IRC ao Fundo, em 2018,

aumentando de forma gradual até atingir 2 % em 2021: reforço de 70 M€ em 2018,

 Consignação do Adicional ao IMI: reforço de 50 M€ (inferior à previsão

de 130 M€)

 No final de 2016, o valor da carteira do Fundo era de 14 200 M€ : 7,7 %

do PIB e 116 % do valor das pensões do sistema previdencial.

 Objetivo do Governo: elevar o valor de carteira do Fundo para 130% do

valor das pensões até inícios da década de 2020, quando se espera que o sistema previdencial comece a registar défices permanentes.

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(12)

3.3. Projeção da variação anual da carteira do Fundo

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4. As medidas do OE 2018 e a execução do programa do

Governo

 Objetivo prioritário: a reposição de rendimentos dos pensionistas dos

escalões mais baixos e das prestações sociais (AF, CSI, RSI), já patente nos OE anteriores. O programa do Governo tem sido cumprido e até excedido (ex: atualizações extraordinárias das pensões).

 Existem importantes pontos do programa de Governo que ficaram até

agora por executar, em particular nas áreas de governança, regime de pensões e financiamento.

 Na área da governança, estão por concretizar a avaliação da evolução do

sistema, os estudos de avaliação de impacto, a produção de informação estatística rigorosa e de qualidade, e a consolidação da legislação sobre prestações sociais.

 Na área dos regimes de pensões, estão por cumprir os objetivos de reforço

dos instrumentos de poupança individual e a reavaliação do fator de

(14)

4. As medidas do OE 2018 e a execução do programa

do Governo

 Na área do financiamento, estão por implementar a reavaliação das

isenções e reduções da TSU, a revisão das contribuições dos

trabalhadores independentes, e das entidades contratantes dos trabalhadores economicamente dependentes. A diversificação das fontes de financiamento foi limitada ao AIMI e à consignação de uma parcela do IRC.

 Duas medidas relevantes foram deixadas para autorização

legislativa: a diferenciação da TSU patronal segundo o tipo de contrato e a uniformização da condição de recursos para várias prestações sociais

(15)

5.1. A sustentabilidade financeira da segurança social no

médio e longo prazo- O cenário demográfico

(16)

5.2. A sustentabilidade financeira da segurança social no médio e longo prazo – Conclusões do relatório anexo ao OE2018

 Apesar do agravamento do cenário demográfico, as conclusões retiradas do relatório de sustentabilidade financeira são

moderadamente otimistas.

 Prevê-se que as despesas correntes comecem a aumentar a um ritmo mais acelerado a partir de inícios da década de 20, por força do

aumento das pensões, de que resultarão os primeiros saldos negativos do sistema previdencial a partir de meados da década de 20.

 Não se prevê porém que os saldos negativos do sistema previdencial ultrapassem 1% do PIB, sendo possível ao FEFSS compensá-los até à segunda metade da década de 40.

(17)

5.3. A sustentabilidade financeira no médio e longo prazo

(18)

5.4. Aspetos críticos das projeções incluídas no

relatório de sustentabilidade do OE2018

1.

Resultados não são confirmados por outros estudos

prospetivos (GEP-MTSSS 2015, Ageing Report 2015, Jorge

Bravo 2012)

2.

As projeções limitam-se ao sistema previdencial e não levam

em conta os desenvolvimentos do sistema convergente

gerido pela CGA

3.

As projeções baseiam-se na hipótese de aumento dos salários

reais idêntico ao da produtividade.

4.

Não são explicitadas as hipóteses de base do modelo nem são

(19)

5.5. Comparação das projeções dos saldos do sistema

(20)

Conclusões

 Proposta de orçamento muito na linha dos Orçamentos dos dois anos

anteriores, dando prioridade à reposição de rendimentos.

 Poucas medidas inovadoras e com impacto estrutural.

 Grande parte das medidas reformistas previstas no programa do

Governo ainda por executar, reduzindo-se a sua probabilidade à medida que se aproxima o fim da legislatura.

 Ausência de uma avaliação rigorosa da situação e perspetivas do

sistema como condição prévia à implementação de medidas com impacto orçamental.

 Período favorável ao equilíbrio financeiro da segurança social deveria

Referências

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