DIREITO
DIREITO
CONSTITUCIONAL
CONSTITUCIONAL
Aula Inaugural
Aula Inaugural
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Teoria Geral da Constitui
Teoria Geral da Constitui
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Prof
OBJETIVOS
OBJETIVOS
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1.
Conhecer
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a
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Teoria
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Geral
Geral
da
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Constitui
Constitui
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2.
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Aplicar os conhecimentos aprendidos na
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resolu
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ão de questões de concursos
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1.INTRODU
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ÃO
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1.1
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Direito Constitucional
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a)
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É
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um ramo do Direito P
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blico;
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b)
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Regula e interpreta normas fundamentais
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do Estado;
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c)
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Marcado pela historicidade.
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Defini
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ção de Jos
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é
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Afonso da Silva:
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Direito Constitucional
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o ramo do Direito P
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blico que
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expõe, interpreta e sistematiza os princ
expõe, interpreta e sistematiza os princ
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pios e normas
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fundamentais do Estado
1.2 Constituição (regras)
PIRÂMIDE DE KELSEN a) São positivas e supremas;
b) Possuem supra legalidade; c) São escalonadas.
CF Demais Normas Relação de
compatibilidade Devem buscar seu fundamento de validade no texto constitucional
1.2
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Sentido material e formal
Sentido material e formal
1.2.1 SENTIDO MATERIAL
O que importa é o conteúdo (dispensada a forma);
Será, portanto, constitucional, a norma que definir e tratar das regras estruturais da sociedade, de seus alicerces fundamentais ( formas de Estado, governo, seus órgãos, etc.). Exemplos de regras materialmente constitucionais: a forma de Estado (Federal); a forma de governo (república) e o regime de governo (presidencialista).
1.2.2 SENTIDO FORMAL
Terá natureza constitucional qualquer norma que tenha sido introduzida através de um procedimento legislativo mais dificultoso, diferenciado e solene do que o processo legislativo de formação das demais normas do ordenamento jurídico. Exemplos de regras formalmente constitucionais: os artigos 182 (que trata da política de desenvolvimento urbano) e 242, § 2.º (estabelece que o Colégio Pedro II será mantido na órbita federal), ambos da Constituição Federal de 1988. Essas regras, sob o ponto de vista material, não são regras que tratam de matéria constitucional. No entanto, devido ao fato de estarem dispostas na Constituição, são regras formalmente constitucionais.
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Sentido sociol
Sentido sociol
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gico e pol
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tico
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1.2.3 SENTIDO SOCIOLÓGICO
Para Ferdinand Lassalle, a Constituição é a “soma dos fatores reais do poder que regem um país”, sendo a Constituição escrita apenas uma “folha de papel”. Para Lassalle, Constituição legítima é a que representa o efetivo poder social, refletindo as forças sociais que constituem o poder.
1.2.4 SENTIDO POLÍTICO
Carl Schmitt concebe a Constituição no sentido político, pois para ele Constituição é fruto da “decisão política fundamental” tomada em certo momento
1.4
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Sentido jur
Sentido jur
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dico
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1.2.5 SENTIDO JURÍDICO
Corresponde ao conjunto de normas fundamentais que exterioriza os elementos essenciais de um Estado, regulando a participação do povo no exercício do poder, a existência ou não de uma divisão interna do Estado, o grau de autonomia das unidades porventura existentes, as funções tipicamente estatais, os órgãos que as exercem, os limites das ações do estado e os direitos e garantias fundamentais das pessoas a eles submetidas.
É, portanto, o conjunto de normas essenciais que disciplina a organização do estado e dá fundamento de validade às suas leis
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ão das Constitui
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2.1 QUANTO AO CONTEÚDO
Constituição material ou substancial: é o conjunto de regras materialmente constitucionais, que regula a estrutura do Estado, a organização de seus órgãos e os direitos fundamentais.
2.2 QUANTO À FORMA
Constituição não-escrita, costumeira ou consuetudinária: é a Constituição em que as normas não constam de um documento único e solene. Suas fontes são: os usos e costumes, os precedentes jurisprudenciais e os textos escritos esparsos (atos do Parlamento). Na Constituição costumeira, os textos escritos não são as únicas fontes constitucionais, mas sim apenas uma parte delas.
2.3 QUANTO Á EXTENSÃO OU MODELO
Constituição sintética: é a Constituição concisa. A matéria constitucional vem predisposta de modo resumido. Exemplo: a Constituição dos Estados Unidos da América, que tem 7 artigos e 26 emendas.
Constituição analítica: caracteriza-se por ser extensa, minuciosa. A Constituição brasileira é o melhor exemplo.
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ão das Constitui
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2.4 QUANTO AO MODO DE ELABORAÇÃO
Constituição dogmática: reflete a aceitação de certos dogmas, ideais vigentes no momento de sua elaboração, reputados verdadeiros pela ciência política.
Constituição histórica: é a Constituição não-escrita, resultante de lenta formação histórica. Não reflete um trabalho materializado em um único momento.
2.5 QUANTO À IDEOLOGIA
Eclética, pluralista, complexa ou compromissória: possui uma linha política indefinida, equilibrando diversos princípios ideológicos. Conforme entende Manoel Gonçalves Ferreira Filho, no fato de a Constituição Federal ser dogmática na sua acepção eclética consiste o caráter compósito de nosso dogmatismo (heterogêneo).
Ortodoxa ou simples : possui linha política bem definida, traduzindo apenas uma ideologia.
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ão das Constitui
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2.6 QUANTO À ORIGEM OU AO PROCESSO DE POSITIVAÇÃO
Constituição promulgada, democrática ou popular (votada ou convencional): tem um processo de positivação proveniente de acordo ou votação. É delineada por representantes eleitos pelo povo para exercer o Poder Constituinte (exemplo: a Constituição de 1988).
Constituição outorgada: é imposta por um grupo ou por uma pessoa, sem um processo regular de escolha dos constituintes, ou seja, sem a participação popular (exemplo: a Constituição brasileira de 1937).
Observação: há uma tendência na doutrina de se restringir o uso da expressão Carta
Constitucional somente para a Constituição outorgada (exemplo: a Carta de 1969) e Constituição apenas para os textos provenientes de convenção (exemplo: a Constituição de 1988).
Constituição Cesarista ou Bonapartista: assim chamada pela doutrina, nada mais é do que uma Constituição outorgada que passa por uma encenação de um processo de consulta ao eleitorado, para revesti-la de aparente legitimidade.
Constituição “dualista” ou “pactuada”: citada pela doutrina, essa Constituição caracteriza-se por ser fruto de um acordo entre o soberano e a representação nacional.
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ão das Constitui
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2.7 QUANTO À ESTABILIDADE, Á MUTABILIDADE OU Á ALTERABILIDADE Constituição rígida: para ser modificada necessita de um processo especial,
mais complexo do que o exigido para alteração da legislação infraconstitucional. A Constituição Federal do Brasil é um exemplo.
Constituição flexível ou não-rígida: pode ser modificada por procedimento comum, o mesmo utilizado para as leis ordinárias.
Constituição semi-rígida: contém uma parte rígida e outra flexível. Exemplo: a Constituição do Império de 1824, que previa, em seu artigo 178, a modificação das regras materialmente constitucionais por procedimento especial e a modificação das regras formalmente constitucionais por procedimento comum.
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ão das Constitui
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2.8 QUANTO À FUNÇÃO
Constituição garantia, quadro ou negativa: é a clássica, enunciando os direitos das pessoas, limitando o exercício abusivo do poder e dando uma garantia aos indivíduos. Originou-se a partir da reação popular ao absolutismo monárquico. É denominada quadro porque há um quadro de direitos definidos e negativa porque se limita a declarar os direitos e, por conseguinte, o que não pode ser feito.
Constituição balanço: é um reflexo da realidade. É a “Constituição do ser”. Um exemplo é a Constituição da extinta URSS, de 1917.
Constituição dirigente: não se limita a organizar o poder, mas também
preordena a sua forma de atuação por meio de “programas” vinculantes. É a
“Constituição do dever-ser”. A nossa Constituição Federal inspirou-se no modelo da Constituição portuguesa.
3.
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Hist
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ó
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rico das Constitui
rico das Constitui
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Brasileiras
Brasileiras
1824: positivada por outorga. Constituição do Império do Brasil. Havia um quarto poder: o Poder Moderador.
1891: positivada por promulgação. Primeira Constituição da República. 1934: positivada por promulgação.
1937: positivada por outorga (Getúlio Vargas). Apelidada de Constituição “Polaca”.
1946: positivada por promulgação. Restabeleceu o Estado Democrático.
1967: positivada por outorga. (há quem sustente ter sido positivada por convenção, pois o texto elaborado pelo Governo Militar foi submetido ao referendo do Congresso Nacional antes de entrar em vigor).
1988: positivada por promulgação (Constituição Cidadã).
Observação: em 1969 foram efetivadas várias alterações por meio da Emenda Constitucional n. 1/69, que para alguns autores caracteriza uma Constituição outorgada.