TREINAMENTO RESISTIDO COM PESO NA MELHORIA DA
FUNCIONALIDADE EM IDOSOS
WEIGHT STRENGTH TRAINING IN IMPROVING FUNCTIONALITY
IN ELDERLY
LAYSE ROCHA CHAVES VIEIRA1
LUÍS GUILHERME DA SILVA SANTOS2
PEDRO HENRIQUE ALVES DE ARAUJO3
ORIENTADOR: ADEMAR AZEVEDO SOARES JÚNIOR4
RESUMO
Este artigo de revisão tem como intenção obter conhecimento sobre a relação qualidade de vida e exercício físico com idoso. Portanto, o objetivo é analisar os efeitos da prática do treinamento resistido em idoso por meio de uma revisão bibliográfica. Como recurso metodológico, adotamos a revisão bibliográfica, conduzida por uma busca de manuscritos disponíveis na base de dados Google Acadêmicos. Foram utilizados os descritores das ciências da saúde (DeCS): treinamento resistido com peso, idosos e capacidade funcional, sendo identificados, 46 artigos, sendo destes, 33 excluídos. Onze dos artigos foram excluídos por serem trabalhos de revisão, outros onze por terem sido publicados há mais de dez anos e nove deles por tratarem-se de variáveis não referidas neste estudo, sendo assim, foram selecionados treze, que atenderam aos critérios de inclusão: artigos publicados em língua portuguesa e tendo como amostra pessoas acima dos 60 anos. Como resultados, identificamos que o treinamento resistido gera efeitos positivos no desempenho da capacidade funcional, flexibilidade e mobilidade. Os resultados apresentados foram variados na relação com a qualidade de vida, orientando a uma evolução, que inclui a senescência saudável e afastando a senilidade, promovendo uma independência nas atividades de vida diária (AVDs). Desta forma, concluímos que o treinamento resistido com peso promove uma adaptação na capacidade funcional dos idosos, apesar dos ganhos obtidos durante as pesquisas, algumas ocorrências, não foram como o esperado pelos pesquisadores.
Palavras-chaves: Treinamento resistido com peso. Idosos. Capacidade funcional.
ABSTRACT
This review article aims to gain knowledge about the relationship between quality of life and physical exercise with the elderly. Therefore, the objective is to analyze the effects of resistance training in the elderly through a literature review. As a methodological resource, we adopted the bibliographic review, conducted by a search for manuscripts available in the Google Scholar database. Health sciences descriptors (DeCS) were used: resistance training with weight, elderly and functional capacity, 46 articles were identified, of which 33 were excluded. Eleven of the articles were excluded because they were review works, another eleven because they were published more than ten years ago and nine of them because they were variables not mentioned in this study, therefore, thirteen were selected, which met the inclusion criteria: articles published in Portuguese and with a sample of
1 Acadêmica do curso de Educação Física da Faculdade Unida de Campinas – FacUnicamps. E-mail:
2 Acadêmico do curso de Educação Física da Faculdade Unida de Campinas – FacUnicamps. E-mail:
3 Acadêmico do curso de Educação Física da Faculdade Unida de Campinas – FacUnicamps. E-mail:
people over 60 years old. As a result, we identified that resistance training generates positive effects on the performance of functional capacity, flexibility and mobility. The results presented were varied in relation to the quality of life, guiding an evolution, which includes healthy senescence and removing senility, promoting independence in activities of daily living (ADLs). Thus, we conclude that resistance training with weight promotes an adaptation in the functional capacity of the elderly, despite the gains obtained during the research, some occurrences, were not as expected by the researchers.
Keywords: Resistance training with weight. Seniors. Functional capacity.
1 INTRODUÇÃO
Na modernidade, a expectativa de vida para os idosos é muito maior em virtude das inúmeras formas disponíveis para garantir que as pessoas envelheçam bem. Como é mostrado no Estatuto do Idoso, a Lei No 10.741, de 1º de outubro de 2003, os cuidados com os idosos são muito importantes e, várias entidades colaboram para que eles tenham uma velhice mais digna, sendo desde a área farmacêutica, com a produção de remédios, como também a realização de atividades física para o bem da saúde. De acordo com Carvalho e Soares (2004), a quantidade de força muscular que o indivíduo é capaz de realizar determina a aptidão de realizar vários tipos de atividades de vida diárias (AVDs).
De acordo com Orsano et. al. (2017), com o desenvolvimento do envelhecimento acontece uma perda da função muscular que diminui também a força e a potência que o músculo consegue realizar. O treinamento físico tem a finalidade de restabelecer a potência muscular do idoso tornando-o apto a realizar as atividades cotidianas, com isso, reduz os fatores de risco, contribui com a reabilitação e funciona como forma de prevenção da perda da função muscular. Inúmeros estudos têm referindo-se à efetividade de diferentes tipos de exercício físico na manutenção e/ou melhoria da força e resistência musculares em idosos, conforme a American College Sports Medicine (1998). Para Civinski et. al (2011), realizar exercícios físicos de forma regular é fundamental para evitar a perda das capacidades funcionais que ocorrem com o envelhecimento, fazendo com que os idosos sejam pessoas mais ativas e menos dependentes dos outros, readaptando-os nas práticas das atividades físicas. O autor ainda menciona que a prática deve ser feita com a orientação de um profissional capacitado, promovendo benefícios aos idosos para que eles possam desfrutar de uma vida mais saudável.
Segundo a Revista Portuguesa da Ciência do Desporto (2004), o envelhecimento está associado a inúmeras alterações como a repercussão na funcionalidade, mobilidade, saúde e autonomia da população idosa, enfim, na sua qualidade de vida em geral. Segundo Rodrigues
(2006), a qualidade de vida deve estar relacionada com o aumento da expectativa de vida relacionada com a recuperação da saúde, e com a aptidão de efetuar as atividades diárias.
Assim, tendo por base a configuração de todos os argumentos anteriormente referidos, o desenvolvimento de estratégias de preservação e/ou aumento da massa e força musculares de idosos sedentários constitui-se, segundo Carvalho e Soares (2004), como meio importante de aumentar a independência funcional e diminuir a prevalência de algumas doenças crônicas comuns neste escalão etário.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Idoso
Idoso, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) (2002), é o indivíduo que possui 60 anos ou mais em países em desenvolvimento, para países desenvolvidos, idoso é o indivíduo com 65 anos ou mais. Segundo Dias (2007), as pessoas idosas são consideradas indivíduos não produtivos, por não conseguirem realizar as atividades de forma independente, em muitos casos. De acordo com a Organização Pan-americana de Saúde (2005), o envelhecimento, além de ser uma conquista, é também um problema, porque a população esquece-se de que os idosos possuem grande relevância para a sociedade.
Organização Pan-americana de Saúde (2005) ainda afirma que graças ao modo como o mundo está desenvolvendo-se, as pessoas, para terem uma renda melhor, evadem de suas cidades natal, geralmente no interior, para as cidades mais urbanas com a finalidade de garantir empregos mais rentáveis. As mulheres, em especial, estão conquistando espaço no mercado de trabalho. Em virtude de todas essas mudanças na dinâmica familiar, não há mais pessoas disponíveis em casa para cuidarem dos idosos, sendo assim, é necessário que os idosos consigam se cuidar.
Segundo Mendes et. al. (2005), o envelhecimento é uma parte da vida em que ocorrem diversas mudanças, altera tanto a parte física quanto psicológica e social do ser humano. Dias (2007) prossegue afirmando que no processo de envelhecimento o corpo modifica-se para adaptar-se à nova realidade, assim, os idosos tem uma redução das habilidades motoras e tornam-se mais lentos ao caminhar.
Durante a senescência verifica-se um o declínio tanto físico quanto mental, de forma lenta, porém progressiva, e que pode acontecer com as pessoas que chegaram aos 60 anos, ou mesmo aos 50 anos, dependendo da pessoa, segundo Rosa (1984). De acordo com Santos (2004), o aumento na expectativa de vida causa um aumento na necessidade de serviços relacionados a saúde para os idosos, principalmente com relação a tratamentos de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT).
Assim sendo, o envelhecimento é uma situação que acontecerá com todas as pessoas, pois é inevitável, contudo, envelhecer de forma saudável ou não é uma opção que cada um deve fazer. Praticar exercícios físicos é uma opção saudável de envelhecimento.
2.2 Treinamento de Força
O treinamento de força ou resistido é caracterizado pela contração muscular com a utilização de pesos livres ou máquinas em exercícios contra a resistência exercida por um segmento corporal com o intuito de melhorar a performance e a técnica de um exercício em específico, conforme concordam Chagas e Lima (2008), Navarro (2009) e Costa (2015).
Em relação ao treinamento resistido, geralmente conhecido como musculação, é o modelo de treino que propõe avanços na capacidade física do ser humano e uma melhora na capacidade cardiorrespiratória, geralmente elaborados em séries e intervalos diversificados, segundo Navarro (2009) e Costa (2015).
De acordo com Costa (2015), para obter-se resultados, deve-se manipular as variáveis do treinamento tornando assim o formato ideal da periodização para cada praticante individualizada, sendo elas: volume, intensidade, intervalo e tipos de exercícios variados. Conforme Navarro (2009), estas variáveis são capazes de beneficiar alterações a curto e longo prazo no organismo. A reposta a curto prazo (aguda) do treinamento resistido no organismo tem relação com a interferência instantânea na frequência cardíaca, pressão sanguínea, débito cardíaco, dentre outros.
Este método de treino é recomendado para indivíduos de todas as faixas etárias, tendo diversos objetivos, dentre eles, a atenuação de parâmetros antropométricos prevenindo síndromes metabólicas e recuperando as atividades de vida diária dos idosos, reduzindo os riscos de quedas melhorando o equilíbrio e, consequentemente, sua marcha (ACSM, 1998; EL HABER et.al., 2008).
Conforme Aguiar et.al. (2014), pode-se evidenciar que o treinamento resistido, em específico a musculação, traz resultados benéficos e relevantes aos idosos, tais como no tratamento e prevenção de lesões e patologias crônicas e degenerativas, no sistema muscular, articulações e tendões.
2.3 Capacidades funcionais em idosos
As capacidades funcionais são as funções que o nosso corpo consegue realizar no nosso dia a dia. Segundo Camara et. al. (2008), a definição de capacidade funcional é como o idoso pode realizar as atividades do cotidiano, que está ligado a qualquer ação básica do dia a dia, a ações que são consideradas mais complexas nas atividades diárias.
Nesse âmbito, a característica de capacidade funcional é o quanto somos capazes de realizar qualquer ação relacionada ao nosso cotidiano, como levantar uma cadeira, conseguir pegar algo que está em um lugar muito alto, abaixar-se para pegar algo no chão, entre outras situações. Assim sendo, Nogueira et. al. (2010) relatam que a capacidade funcional está nos indicando a competência do indivíduo para realizar tarefas, sem ter que depender de outros.
De acordo com Nogueira et al. (2010) A dependência funcional está relacionada diretamente com o aumento da idade, assim sendo, quanto mais velhos, mais perde-se a capacidade funcional, tornando-nos cada vez mais dependentes de outros e/ou de objetos, para a realização de ações que antes eram desempenhadas de forma independente e, facilmente, e ainda pode acarretar diversas doenças, principalmente aquelas que ocorrem devido ao sedentarismo.
Segundo Rosa et. al. (2003), os fatores que estão mais ligados com a perda das capacidades funcionais são as doenças, deficiências ou problemas médicos, mas também existem outros fatores influenciadores como os fatos que estão ligados a geografia de onde moram, fatores culturais e sociais.
Outro fator que pode incorrer na perda da capacidade funcional é a prevalência de quedas do idoso, fator pouco estudado, mas que tem relação com a capacidade funcional, já que, pela prevalência de quedas, podemos perceber se o idoso pode estar vivendo sozinho ou não, consoante Fhon et. al. (2012).
Dessa forma, a idade não é o único fator relacionado à perda das capacidades funcionais, as quais diminuem com o tempo, vários outros fatores podem contribuir para isto, como se verá nos artigos apresentados nestas pesquisas. É importante salientar que a forma mais eficaz de
manter as capacidades funcionais das pessoas idosas em melhor estado de conservação é por meio da realização de atividades físicas.
3 METODOLOGIA
3.1 Tipologia do Estudo e Amostra
O presente estudo científico consistiu em uma revisão bibliográfica descritiva. Após a definição do tema foi conduzida uma busca por manuscritos disponíveis na base de dados Google Acadêmicos. Foram utilizados os descritores de ciências da saúde (DeCS):treinamento resistido com peso, idosos e capacidade funcional. Posteriormente, foi realizada uma leitura exploratória das publicações detectadas e, mediante as observações, foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: artigos publicados na língua portuguesa, tendo a amostra pessoas acima dos 60 anos. Foram excluídas publicações que não incluíram ambos os sexos nas amostras, artigos de revisão e artigos datados de mais de 10 (dez) anos. O fluxograma abaixo ilustra o procedimento para seleção e exclusão dos trabalhos selecionados neste estudo.
Figura 1 - Fluxograma de seleção dos trabalhos de acordo com os critérios de inclusão e de exclusão Fonte: dados da pesquisa.
3.2 Procedimento da Pesquisa
Artigos encontrados:
46
Excluídos pelo método de pesquisa: 13 Artigos de revisão
Excluídos pelo ano da pesquisa: 11 Artigos com mais de 10 anos
Excluídos porque no estudo ter na amostra apenas um sexo: 9 Artigos selecionados: 13
Prática de exercício resistido com idosos
Artigos excluídos: 33
Após a seleção dos manuscritos que respondiam aos objetivos deste estudo, foi realizada uma leitura interpretativa com posterior detalhamento dos dados observados pelos autores das pesquisas. Os apontamentos mais importantes que referiram-se aos resultados dos estudos foram inseridos em uma tabela sinóptica, que consistiu na desconstrução dos estudos, dividido em seis (6) colunas: 1. título do artigo, 2. autores, 3. ano de publicação, 4. objetivo do artigo, 5. metodologia, 6. resultados das pesquisas.
3.3 Análise dos Dados
A leitura repetida dos resultados possibilitou a elaboração de uma discussão relativa aos pontos comuns e/ou divergentes entre os estudos em que foram descritos, em especial, algumas características das metodologias utilizadas nos artigos sobre o treinamento resistidos com peso em idosos, as quais puderem interferir sob os resultados detectados pelos estudos. Para a análise dos dados, foi utilizado do recurso de análise de categoria, como ferramenta para obtenção da essência e sentido proposto por cada estudo ou artigo.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A tabela a seguir, apresenta as informações retiradas dos artigos lidos de forma resumida, levando em consideração os fatores de maior relevância para o estudo.
Tabela 1 - Sínteses dos dados obtidos dos artigos selecionados para a pesquisa.
TITULO AUTORES ANO OBJETIVO METODOLOGIA RESULTADOS / CONCLUSÃO Influência da prática de exercícios físicos sobre a flexibilidade, força muscular manual e mobilidade funcional em idosos. FIDELIS, L.T.; PATRIZZI, L.J.; WALSH, I.A.P. 2013 Avaliar os resultados da prática de exercícios físicos, sobre a força muscular manual, flexibilidade e mobilidade funcional em idosos.
Amostra: 74 idosos, sendo divididos em 2 grupos, grupo
de praticantes (GP) e grupo de não praticantes (GNP), ambos com 37 participantes. A força muscular manual foi avaliada através do teste
descrito por Bechtol. A flexibilidade foi avaliada pelo
método do teste de sentar e alcançar, usando o banco de
Wells e do teste do alcance Funcional Anterior. A mobilidade foi avaliada pelo
teste de Timed Up and Go (TUG).
O GP apresentou melhores pontuações
em relação ao GNP, porém algumas das
pontuações não tiveram grandes diferenças. Apesar das poucas
diferenças em algumas pontuações, o treinamento ainda se
O exercício resistido na mobilidade, flexibilidade, força muscular e equilíbrio de idosos WIECHMAN. N. M.T.; RUZENE, J.R.S.; NAVEGA, M.T. 2013 Analisar os efeitos do treinamento resistido na flexibilidade, mobilidade, força muscular e equilíbrio de idosos.
Amostra: 20 idosos, sendo divididos em 2 grupos, grupo
atividade (GA) e grupo controle (GC), tendo 10 indivíduos em cada grupo.
Avaliações: ficha de avaliação, contendo dados
sobre a saúde, queixas, doenças entre outros; avaliação física, os dados coletados foram da massa corporal, frequência cardíaca
e pressão arterial; teste de mobilidade, o teste usado foi
o Timed Up and Go (TUG); teste de força muscular, foi usado o teste de 10 repetições máximas, sendo analisados os
músculos extensores e flexores do joelho e adutores
e abdutores dos membros inferiores; teste de flexibilidade, tendo o teste de
sentar e alcançar usando o banco de Wells; teste de equilíbrio, foi usado a Escala
de Equilíbrio de Berg. O programa de treinamento foi realizado durante 13 semanas,
sendo feito 2 vezes por semana, e tendo 60 minutos
de duração. O GA apresentou grandes melhoras na mobilidade, equilíbrio e força muscular. A realização durante 13 semanas já obteve resultados satisfatórios. Exercícios físicos generalizados, capacidade funcional e sintomas depressivos em idosos brasileiros. NASCIMENT O, C. M.C.; AYAN, C.; CANCELA, J. M.; PEREIRA, J. R.; ANDRADE, L. P. D.; GARUFFI, M.; GOBBI, S.; STELLA, F. 2013 Verificar os efeitos de 16 semanas de exercícios físicos generalizados sobre componentes da capacidade funcional, aptidão funcional geral e sintomas depressivos em idosos. Amostra: 55 idosos, separados em grupo treinado (GT), contendo 27 indivíduos,
e os outros participantes foram para o grupo controle
(GC). Os testes realizados foram: Escala de Depressão em Geriatria para quantificar sintomas depressivos; para a
análise das capacidades funcionais utilizou-se os Testes Motores da American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance (AAHPERD), sendo separada em 5 componentes,
flexibilidade, coordenação motora, agilidade/equilíbrio dinâmico, resistência de força
e capacidade aeróbia geral, o Índice de Aptidão Física Geral (IAFG) foi calculado
usando a tabela de valores referentes aos 5 componentes. O programa de treino foi feito durante 16 semanas, sendo
feito o treino 3 vezes na semana, e durando 60
minutos.
O estudo provou que o exercício generalizado durante 16 semanas, melhora os níveis de aptidão
física, mas não conseguiu demonstrar melhora na mobilidade e nos sintomas depressivos. Efeitos de um programa de treino de força na capacidade funcional de MOREIRA, M.G. 2014 Averiguar os efeitos de um programa de 9 meses de treino de força sobre os componentes
Amostra: 29 idosos, não possui grupo controle, assim
só um grupo foi formado. Treino realizado durante 9 meses, sendo que foi feito apenas uma sessão na
Nos testes de Arm Curl, 6 – Minute Walk
e 30s Chair Stand foram percebidas
melhoras significativas, porém
um grupo de idosos
da capacidade funcional num grupo de idosos
semana. Os exercícios foram feitos de forma alternada entre membros superiores e inferiores, com um intervalo de repouso de 2 a 3 minutos, dependendo do indivíduo. Foram feitas 3 séries de 10 a
15 repetições. Os exercícios usaram de 60% de 1 RM inicialmente, passando para
70% de 1RM até o final da pesquisa.
em testes como o Chair-and-Reach,
8-Foot Up-and-Go e Back Scratch não foram percebidas
melhoras significativas. O estudo provou que o treinamento de força feito apenas 1 vez na semana, durante 9 meses, pode trazer benefícios em alguns
componentes da capacidade funcional, mas não conseguindo melhorar, de forma significativa, todos os
componentes, isso podendo ser, devido ao fato do treino ser feito apenas 1 vez na
semana Idosos praticantes de treinamento resistido apresentam melhor mobilidade do que idosos fisicamente ativos não praticantes. ALLENDOR F, D. B.; SCHOPF, P. P.; GONÇALVE S, B. C.; CLOSS, V. E.; GOTTLIEB, M. G. V. 2015 Comparar variáveis de força muscular, mobilidade e independência entre idosos que
praticam TR e idosos considerados fisicamente ativos pelo Questionário de Atividade Física Internacional (IPAQ). Amostra: 114 idosos, separados em dois grupos, o
grupo de praticantes de treinamento resistido (GTR) composto por 43 idosos, e o grupo de idosos fisicamente ativos (GFA) composto por 71 participantes. O GTR realizava o treino 2 vezes na
semana, com 90 minutos de duração, realizando 3 séries de 8 a 12 RM, e tendo 1 minuto de intervalo entre séries. O GFA é formado por
idosos considerados muito ativos, ativos e irregularmente
ativos pelo IPAQ. As avaliações foram separadas em 5 partes: o primeiro é um
questionário relacionado a situação sócio demográfica; o
segundo é um questionário sobre o estilo de vida; o
terceiro é um teste de independência usando dos métodos de Katz e Lawton; o
quarto é um teste de força muscular; e o quinto e último
é o teste de mobilidade.
Os idosos do GTR obtiveram melhores resultados no teste de
Lawton, maior força de preensão manual e
de membros inferiores, assim
como melhor desempenho no TUG
test. Assim, esse estudo demonstra que
os praticantes de TR possuem melhor
mobilidade em comparação a idosos
fisicamente ativos. Assim sendo, o treino resistido é uma ótima opção para ter um envelhecimento mais saudável. Análise comparativa da qualidade de vida, equilíbrio e força muscular em idosos praticantes de exercício físico e sedentários. COSTA, L. S. V.; SOUSA, N. M.; ALVES, A. G.; ALVES, F. A. V. B.; ARAÚJO, R. F.; NOGUEIRA, M. S. 2016 Comparar a qualidade de vida, equilíbrio e força muscular em idosos praticantes e não praticantes de atividade física. Amostra: 40 indivíduos, sendo 20 praticantes de exercícios físicos e 20 não praticantes. Método: Sendo
usado para realizar a pesquisas os questionários de
Qualidade de vida Short-Form 36 (SF-36), Escala de Equilíbrio de Berg e Teste de
Força Muscular segundo Kendall (2007), sendo realizados 3 vezes na semana
durante 3 meses. Através do uso de uma escala de 0 a 100, onde 0 representa o pior e 100 o melhor, o artigo identificou que os idosos praticantes de atividade física possuíram uma média
de pontos acima dos 41 pontos exigidos, mas metade dos
idosos que não praticam atividades físicas ficaram com
pontuações entre 21 e 40 pontos. Assim
sendo, pode ser percebido o quão é
importante os exercícios físicos para os idosos, percebendo que todos os dados, os obtiveram melhores pontuações. A função muscular e a composição corporal na qualidade de vida do idoso: efeitos de um programa de 8 semanas de treinamento combinado ALMEIDA, D. K. S.; SILVA, F. O. C. 2016 Avaliar a função muscular e a composição corporal na qualidade de vida de 15 idosos fisicamente ativos, no qual foram realizados testes para investigar as capacidades de força, flexibilidade, equilíbrio e resistência aeróbia. Amostra: inicialmente 20 idosos, mas no fim do estudo
ficaram 15 idosos. Os testes realizados foram realizados dobras cutâneas, testes de flexibilidade, força, equilíbrio
e resistência aeróbia (Cooper). Treinamento realizado 2 vezes por semana,
com 4 tipos de treinos, sendo eles: treino de força; treino de equilíbrio; treinamento de
resistência aeróbica; treinamento de flexibilidade.
Houve uma melhora nas capacidades
físicas, como flexibilidade, equilíbrio e força, além de uma melhora
no VO2 Max e uma diminuição no percentual de gordura. Podendo proporcionar
uma melhora nas capacidades funcionais de uma pessoa idosa. Comparação dos efeitos do treinamento resistido e da hidroginástica na autonomia de indivíduos idosos BÊTA, F. C. O.; DIAS, I. B. F.; BROWN, A. F.; ARAUJO, C. O.; JÚNIOR, R. F. S. 2016 Comparar o efeito do treinamento resistido e a hidroginástica na funcionalidade nas atividades de vida diária de indivíduos idosos. Amostra: 20 indivíduos de idosos, sendo separados em dois grupos, o de treinamento
de força e de hidroginástica. O grupo da hidroginástica realizava o treino 3 vezes na
semana, em dias não consecutivos, e tinha duração de 60 minutos, contendo entre 10 a 15 exercícios, sendo feito 2 a 3 séries de 20 repetições.
O grupo do treinamento de força realizava o treino com
duração de 60 minutos, iniciando o treinando com uma caminhada e atividades
dentro da água, depois era realizado o treino de força separada por seguimentos e,
por fim, era feito um alongamento passivo para todos os membros do corpo. Foi utilizado o protocolo do Grupo de Desenvolvimento Latino Americano para a Maturidade (GDLAM), sendo
dividido em 5 testes: caminhar 10 metros,
levantar-se da posição de decúbito ventral, levantar da cadeira e
locomover-se pela casa, levantar da posição sentada,
vestir e tirar a camisa.
Não foi encontrado diferenças entre os grupos, revelando que tanto o treinamento de força quanto a hidroginástica melhoram as capacidades funcionais. Tanto o treinamento resistido e a hidroginástica gera autonomia e independência nas atividades de vida diárias. Efeitos da prática de exercício físico sobre o desempenho da marcha e FERNANDES , A. M. B. L.; FERREIRA, J. J. A.; STOLT, L. R. O. G.; 2017 Verificar os efeitos de um programa de exercícios físicos na marcha e na Amostra: 12 idosos inicialmente, mas o estudo foi
finalizado com 8. Foram avaliados a massa corporal
usando uma balança antropométrica, o O treinamento demonstrou melhora na macha e na mobilidade funcional deles, assim melhorando também o
da mobilidade funcional em idosos. BRITO, G. E. G. mobilidade funcional de idosos.
comprimento dos membros inferiores, usando uma fita métrica. Foi usado o teste Timed Up and Go (TUG) para
avaliar a mobilidade funcional. O treino foi feito
durante 6 meses, sendo realizados 2 treinos por semana com duração de 90
minutos. equilíbrio dos indivíduos. Os exercícios correlacionados com treinamento de força melhoram as capacidades funcionais e o desempenho físico dos idosos. Efeito de um programa de treinamento de força na aptidão física funcional e composição corporal de idosos praticantes de musculação FONSECA, A. I. S.; BARBOSA, T. C.; SILVA, B. K. R.; QUARESMA, H. S. R. F. R. P.; MACIEL, E. S. 2018 Avaliar os efeitos de um programa de treinamento de força nos indicadores de composição corporal e aptidão física funcional de idosos ativos praticantes de musculação. Amostra: 9 idosos. Foram avaliados: a Aptidão
Física Funcional (ApFF), usando dos testes de levantar
da cadeira, levantar e caminhar, sentar e alcançar usando o Banco de Wells; a Composição Corporal (CC), usando o Índice de Massa Corporal (IMC), a Relação
Cintura/Quadril (RCQ), perímetro abdominal e percentual de gordura. Foi
realizado o teste de 10 repetições máximas (10RM), 24 sessões de treino, sendo 3 por semana, tendo a duração de 50 minutos cada sessão,
cada exercício foi feito 3 séries de 15 repetições, com
90 segundos de intervalo.
Houve uma melhora nos testes para ApFF e na CC, com um aumento mais significativo nos testes de flexibilidade e de levantar da cadeira. O treinamento de
força gera uma adaptação nas capacidades funcionais, dando mais independência para os idosos. Percepção dos benefícios do treinamento resistido em idosos GRAPEGGIA , H. E. V. M. 2019 Analisar os benefícios que o treino resistido pode trazer para
o público da terceira idade.
Amostra: 30 idosos praticantes de treinamento resistido. Foi realizado um questionário contendo 10 questões, contendo 2 escolhas
(sim e não). O questionário obteve resultados positivos, em relação ao treino resistido. O treinamento resistido traz vários benefícios,
como afirmam as respostas. Capacidade funcional de idosos submetidos a diferentes treinamentos: resistido e aeróbio BATISTA, D.S.; SANTANA, F. 2020 Identificar as variáveis de caracterização dos grupos e comparar a capacidade funcional de idosos pré e pós-intervenção através do treinamento resistido e treinamento aeróbio.
Amostra: 42 idosos, divididos nos grupos: G1 – Grupo Experimental, possuindo 20 praticantes de Treinamento Resistido e G2 – Grupo Experimental possuindo 22 praticantes de Treinamento Aeróbio. A interversão ocorreu por 3 vezes na semana, durante 20 semanas.
No treinamento resistido: foram feitas 3 séries de 12 a 15 repetições usando de 50% a 65% de 1RM estimado, com
1 minuto de descanso entre séries. Treinamento aeróbico:
foi realizado no modelo de um circuito, com ênfase no treino aeróbico, onde a intensidade foi cerca de 50% a 65% da FCMax. Com o FC de treino foi obtido através do
cálculo: FC Treino = % x (FCMáx – FCRepouso) +
FCrepouso. Os testes usados foram, PAR-q – Questionário da Prontidão Nos testes de Levantar e Sentar em 30 segundos e Flexão de Braço, o grupo G1 obteve melhor resultado, por conta do tipo de treino, mas no teste de capacidade aeróbica o grupo G2
obteve o melhor resultado, também por
conta do treino. Tanto o treino aeróbico como o treino resistido melhoram as capacidades funcionais dos idosos.
para Atividade Física; IPAQ – Nível de Atividade Física.
Treinamento de força com pré-ativação muscular antagonista em idosos: um ensaio clínico controlado e randomizado CALIMAN FILHO, F. R. 2020 Verificar e comparar os efeitos do treinamento de força (TF) controlado com pré-ativação muscular antagonista (TF1) e sem pré-ativação antagonista (TF2), durante 16 sessões, sobre a força muscular de membros inferiores e no desempenho funcional em idosos sedentários. Amostra: 56 idosos, separados em 3 grupos: grupo
de treinamento de força com pré-ativação (TF1) com 17 idosos; grupo de treinamento
de força sem pré-ativação (TF2) com 18 idosos; grupo controle (GC) com 21 idosos.
As avaliações foram feitas através de vários testes: teste
de 1 RM no leg press 45°, para obter a força muscular dos membros inferiores; teste
de levantar e sentar, Timed Up and Go (TUG) e Teste de
caminhada seis minutos (TC6) para avaliar o desempenho funcional. O
grupo TF1 realizaram atividades com a pré-ativação
antagonista, com duração de 30 a 50 minutos. Foram realizados de forma alternada
entre o musculo agonista e o antagonista, sendo feito 3 séries de 10 repetições com 1
minuto de descanso entre as séries. O grupo TF2 realizaram atividades sem a
pré-ativação antagonista, seguindo o mesmo exemplo
do TF1, mas realizando os exercícios de forma não
intercalada, fazendo os exercícios com os músculos agonistas e depois mudando para os antagonistas desses músculos. O GC não realizou
nenhuma atividade relacionada ao treinamento.
Os resultados obtidos demonstram que o treino realizado pelo
grupo TF2 conseguiram melhores resultados no geral em
comparação TF1. Provou-se a eficiência
dos treinos para melhorar tanto a força
muscular quanto a capacidade funcional. Porém as melhoras obtidas do treino de força sem a pré-ativação muscular antagonista são maiores.
Fonte: dados da pesquisa.
De acordo com o intuito desta revisão, foi analisado, mediante a tabela, diversos dados com relação aos artigos apresentados na pesquisa, por meio da observação dos períodos, os artigos foram publicados, em sua maioria, entre 2013 e 2016. Os objetivos dos artigos lidos correlacionam o desempenho da capacidade funcional, flexibilidade e mobilidade ao treinamento resistido.
De acordo com Fidelis et. al. (2013), uma das capacidades físicas mais importantes que perdidas, devido à idade, é a flexibilidade, que é importante para manutenção da saúde, e para a execução de movimento básicos. Borges et. al. (2009) ressaltam que ser capaz de realizar suas atividades de forma independente é um dos atributos da saúde. Colaborando com essa ideia, Fidelis et. al. (2013) e Allendorf (2015) evidenciam que um dos recursos para reduzir a atrofia muscular, obter volume muscular e capacidade funcional para o grupo da terceira idade seria a
prática de exercícios constante, que proporciona progresso na independência e até sua inclusão social.
Foi notado que o maior número de testes realizados, seguiam o modelo de trabalho dos autores Rikli e Jones (1999, 2005) e utilizaram os testes: Timed Up and Go (TUG), sentar e alcançar usando o banco de Wells, sentar e levantar e a escala de equilíbrio de Berg, que foram utilizados para mensurar a qualidade de vida dos idosos. A amostra foi bastante rica em variedades, tanto em idade quanto em quantidade, em que alguns artigos tinham poucos indivíduos e outros tinham muitos.
Os resultados apresentados foram variados no quesito a qualidade de vida, orientando a uma evolução, que inclui a senescência saudável e afastando a senilidade, promovendo uma independência na AVDs. Silva et. al. (2018) afirmam que para conseguir a manutenção da saúde, o treinamento de força é um fator de grande ajuda. Dias et. al. (2006) concluíram que o treinamento com peso traz os benefícios com maior importância para idosos, dando um maior índice de saúde para eles, e trabalhando habilidades motoras que estavam perdendo por conta da idade. Como é mostrado no artigo de Bêta (2016) o treinamento resistido mantem ou melhora a autonomia dos indivíduos idosos.
De acordo com os textos lidos a capacidade funcional veio a obter melhora, porém, em outros fatores apresentados pelos mesmos, não houve melhora nessas condições, levando-nos a entender a necessidade de novos estudos.
5 CONCLUSÃO
Ao analisar os resultados, percebemos que o treinamento resistido com peso promove uma adaptação na capacidade funcional dos idosos que, com o tempo, vai perdendo a praticidade, tornando mais difícil fazer movimentos simples, como sentar e levantar ou praticar atividades sociais por conta da debilidade na mobilidade. Assim, o treinamento resistido promove benefícios para as capacidades funcionais também podendo trazer até a diminuição no percentual de gordura, um aumento na resposta cardiorrespiratória e também em aspectos sociais, o que melhora sua qualidade de vida, sua independência e autonomia. Sendo que, como mostra nos artigos lidos, a pratica do exercício físico feita apenas uma vez na semana, já traz algum beneficio para os idosos, e com um treino realizado pelo menos três (3) vezes na semana, esses benefícios são muito maiores.
Apesar dos ganhos obtidos durante as pesquisas, algumas ocorrências, não foram como o esperado pelos pesquisadores, incitar uma nova gama de pesquisas relacionadas a essas eventualidades. O treinamento resistido com pesos só é eficaz se feito de forma ininterrupta como diz os resultados. Pois, de acordo com o princípio da continuidade, as atividades físicas para promoverem resultados devem ser feitas sem interrupções.
Ao contrário disso, temos o princípio da reversibilidade, todos resultados obtidos, com o destreino podem ser perdidos, fazendo com que os idosos vão perdendo a praticidade tornando mais difícil realizar movimentos simples como, sentar, levantar ou praticar atividades sociais por conta da debilidade na mobilidade. Por conta da pouca quantidade de artigos correlacionarem o treinamento resistido com peso e a melhora da capacidade funcional em indivíduos idosos foi um fator restritivo para a nossa pesquisa. Assim indicamos a necessidade de novas pesquisas tendo em mente os benefícios que o treinamento resistido promove para o grupo de pessoas da terceira idade.
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