PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS Curso de Engenharia de Produção
SISTEMA DE GESTÃO DA SEGURANÇA DO
TRABALHO
Autor(a): Carolina Camilo e Silva
Orientador da Empresa: Paulo Sérgio Guimarães
Orientadora da Universidade: Profa. MSc Juliana Schmidt
Galera
Área de Atuação
De acordo com a ABEPRO (Associação Brasileira de
Engenharia de Produção) a área e subárea em que meu trabalho de estágio se enquadra é:
- Área: Ergonomia e Segurança do Trabalho
Empresa e Estágio
-Empresa:
A TMK é uma indústria especializada em desenvolver projetos de marcenaria e cortes de madeira para fabricar móveis planejados. Na indústria o trabalho é feito de diferentes maneiras de acordo com a necessidade de cada projeto e de cada móvel. Ou seja, trabalham com uma produção puxada.
Algumas das atividades lá realizadas são: cortes gerais, cortes especiais, aplicação de fita de borda, furos para montagem, acabamentos, industrialização de chapas, combinação de acabamentos e racional solução construtiva.
-Estágio:
Desenvolvo planilhas no Excel para analisar o gasto de combustível da viatura e dos dois caminhões que fazem entrega para os clientes. Faço planilhas relacionadas ao uso e consumo e EPIS dos colaboradores que trabalham com a produção. Levanto os gastos com lanches e alimentação dos colaboradores. Ajudo no calculo da folha de pagamento dos colaboradores.
Objetivos
-
Analisar a frequência do uso de EPIS (equipamento de proteção individua) pelos colaboradores da empresa.- Levantar os riscos de saúde que a falta ou uso incorreto dos EPIS pode causar nos colaboradores.
- Conscientizar os colaboradores da importância do uso das EPIS.
Revisão Bibliográfica
Segurança do Trabalho pode ser definida como a ciência que, através de metodologias e técnicas apropriadas, estuda as possíveis causas de acidentes do trabalho, objetivando a prevenção de sua ocorrência, cujo papel é assessorar o empregador, buscando a preservação da integridade física e mental dos trabalhadores e a continuidade do processo produtivo. (VOTORANTIM METAIS, 2005).
EPI significa Equipamento de Proteção Individual e é definido pela Norma Regulamentadora nº 06 (NR-06) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) como sendo: “todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”.
Metodologia
Foram computadas as frequências anuais (ano de 2016) de quantidade de EPIS utilizadas pelos colaboradores por meio da analise do termo de responsabilidade e controle de E.P.I.
Colaboradores Botina Máscara de kevlar Luvas (algodão) Protetor Auricular Valdivino (motorista de empilhadeira) 1 10 3 2 Victor Ricardo 1 1 2 1 Walison Pereira 1 1 2 1 Jefferson Paiva 1 8 1 Marcos Luiz 13 1 1 Romyldo 32 1 1 Frequência total 0,66 10,83 1,5 1,16
Botina Máscara de kevlar Luvas (algodão) Protetor Auricular Óculos de proteção 1,2 300 4 4 1,2 Frequência Ideal 1,2 300 4 4 1,2
Quantidade Ideal anual de equipamentos de proteção individual requerida pelos colaboradores baseada na quantidade média de tempo que dura uma EPI usada corretamente ( informações fornecidas pela 3ª
consultoria):
- Botina: duração de 10 meses
- Máscara: duração de 1 dia (mês com 25 dias uteis) - Luvas: duração de 3 meses
- p. auricular: duração de 3 meses
Resultados e Discussão
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 220 240 260 280 300Botina Máscara de kevlar Luvas (algodão) Protetor Auricular Óculos de proteção Frequência Ideal x Frequência Real
Grande diferença entre a quantidade de EPIS que deveriam ser utilizadas pelos colaboradores e da quantidade que realmente está sendo utilizada, principalmente o item Máscara.
Ao conversar com os colaboradores e gestores fica evidente que a falta de uso dos EPIS está relacionada a falta de comprometimento dos próprios colaboradores, que não dão a devida importância a utilização de equipamentos de proteção individual. E a falta de cobrança e fiscalização por parte dos gestores
Conclusão
O uso dos EPIs é obrigatório em qualquer empresa que desenvolva trabalho que possa expor o trabalhador a algum tipo de risco.
O empregador que não se previne e deixa de fornecer corretamente os EPIs necessários para os trabalhadores, estará sujeito a receber penalidades aplicadas pelo Ministério do
Trabalho e do Emprego, decorrentes da NR 28 — fiscalização e penalidades.
Se, de alguma forma, o empregado venha a se machucar ele pode recorrer ao amparo judicial solicitando indenizações, buscando compensação de danos físicos, morais, materiais, etc.
Existem muitas desvantagens para o colaborador que não utiliza corretamente as EPIS, como perda auditiva,
problemas respiratórios e acidentes como corte os esmagamento de membros.