ALCALÓIDES TROPÂNICOS

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ALCALÓIDES

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TROPÂNICOS

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ALCALÓIDES TROPÂNICOS

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ALCALÓIDES TROPÂNICOS

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Drogas com Alcalóides Tropânicos Atropa belladona (Beladona) Características, história, descrição.

•É uma planta perene que chega até dois metros de altura.

•Possui flores solitárias de cor púrpura que aparecem no inverno ou até mesmo no outono.

•Folhas amargas e odor desagradável, frutos são negros, adocicados e do tamanho de cerejas.

A droga raízes e folhas (Farmacopéia Alemã)

0,3-0,5% alcalóides totais

Colheita feita no fim do verão, onde se concentra a maior parte dos princípios ativos. Normalmente coletam-se plantas com até 5 anos de vida, uma vez que com o passar do tempo as quantidades de ativos se reduzem.

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Atropa belladona (Beladona)

Inicialmente os alcalóides se

concentram nos talos e galhos que com a

lignificação os mesmos

migram para as folhas (20 anos).

Sempre foi

considerada mágica sendo usada para envenenamento em Roma e Idade média Um dos ingredientes para a pomada de

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Drogas com Alcalóides Tropânicos Atropa belladona (Beladona) Composição química.

Vai variar com a idade da planta, época de colheita e parte utilizada.

folhas 0,14 a 1,32 %, raízes de 0,25 a 0,69 % frutos de 0,48 a 0,88 %.

Entre os principais alcalóides

l-hiosciamina (cuja mistura racêmica é chamada de atropina)

l-hioscina (escopolamina, cuja mistura racêmica se chama atroscina). No processo de secagem a escopolamina se converte a atropina pela presença da enzima racemase.

Algumas plantas possuem concentrações variáveis desses alcalóides entre elas a Datura stramonium, Hyosciamus niger e Scopolia carniolica.

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BIOSSINTESE

Atropa belladona 0,3 – 0,6% 90 - 95% 5 – 10%

Datura stramonium 0,2 – 0,5 % 60% 30%

Hyosciamus niger 0,05 – 0,15% - 25 – 50%

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Vários derivados semi-sintéticos foram desenvolvidos a partir dos alcalóides tropânicos,

VANTAGEM: manter as propriedades terapêuticas, sem atuarem no SNC.

Brometo de

Butilescopolamina

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desenvolvidos a partir dos alcalóides tropânicos,

VANTAGEM: manter as propriedades terapêuticas, sem atuarem no SNC.

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Atropa belladona (Beladona) Propriedades farmacológicas.

Os alcalóides da beladona atuam como inibidores da

Acetilcolina, inibindo os efeitos da acetilcolina nos nervos

colinérgicos pós-ganglionares e sobre a musculatura lisa com inervação colinérgica.

Dessa forma tem ação parasimpatolítica,

antimuscarínica ou bloqueadora colinérgica antimuscarínica ou bloqueadora colinérgica muscarínica.

O mecanismo de ação é pelo antagonismo competitivo

da acetilcolina e de outros agonistas colinérgicos como a muscarina.

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Drogas com Alcalóides Tropânicos Atropa belladona (Beladona)

O extrato de beladona tem atividade superior à atropina pura, evidenciando o sinergismo

entre os alcalóides.

A escopolamina possui ação mais potente sobre a íris, corpo ciliar e potente sobre a íris, corpo ciliar e

glândulas (sudoríparas, salivares e brônquicas),

atropina é mais potente no

coração, intestino e músculo brônquico, possuindo atividade mais prolongada que a primeira.

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Atropa belladona (Beladona)

Sistema Atropina Escopolamina Observações

SNC

+ bulbo e centros respiratórios superiores aumentando o ritmo e a perfusão. Provoca sonolência, amnésia, e fadiga. Sendo mais sedante que a atropina

Escopolamina tem sido usada no tratamento de

Parkinson (associada a L-Dopa).

Olho + Midríase e paralisação da acomodação, devido ao bloqueio das respostas do músculo do esfíncter da íris e músculo ciliar docristalino

Sistema Cardio- Em doses usuais (0,4 – 0,6 mg) diminui freqüência cardíaca Doses baixas (0,1 – 0,2 mg) diminuem a freqüência cardíaca Sistema

Cardio-vascular

Em doses usuais (0,4 – 0,6 mg) diminui freqüência cardíaca transitoriamente. Pressão não se altera. Em altas doses:

taquicardia e arritmia.

Doses baixas (0,1 – 0,2 mg) diminuem a freqüência cardíaca em maior grau que a atropina.

Circulação periférica

Baixas doses inibem vasodilatação, mas com aumento da dose promove vasodilatação em especial no rosto. Pode ser usado para quedas abruptas da pressão arterial.

Aparelho Digestivo

Têm efeito antiespasmódico no estômago e intestino, o qual e aproveitado em casos de cólica e úlcera péptica. Muito usado por diminuir as contrações peristálticas. A escopolamina é empregada na profilaxia de náuseas e vômitos, tanto por interferência no sistema colinérgico como no histaminérgico.

Aparelho Respiratório

Os alcalóides inibem as secreções nasais, orofaríngeas e brônquicas. Podendo a atropina ser usada sob a forma de aerossol. A atropina provoca estimulação respiratória e broncodilatação, de forma mais intensa que a escopolamina, mas menor que a adrenalina. Antigamente cigarros eram preparados a partir de espécies de Solanáceas para tratamento da asma e bronquite.

Outros

Sobre o trato biliar possui efeito antiespasmódico leve. Nas vias urinárias em doses de 1,2 mg IV, provoca dilatação pélvis,

ureter e bexiga, útil em retenção urinária e pedras nos rins. Sobre o útero a atividade foi insignificante. Associados aos barbitúricos e alcalóides do esporão do centeio é útil em enxaquecas. Usada com antídoto para organofosforados e acetilcolinesterásicos.

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Drogas com Alcalóides Tropânicos Atropa belladona (Beladona) Efeitos adversos e

tóxicos.

São descritos vários casos de intoxicação e morte desde tempos remotos. Em 1793 com 14 crianças

e em 1813 com 150 e em 1813 com 150 soldados franceses.

Os principais efeitos são descritos na tabela abaixo intoxicação é tratada provocando o vômito fisostigmina.

Dose Efeito (modifica)

0,5 mg

A freqüência cardíaca, boca seca e diminuição do suor.

1,0 mg

Sede, boca seca, taquicardia (precedida de uma bradcardia) e midríase discreta, vermelhidão

2,0 mg

Taquicardia, palpitações, boca seca, midríase e visão borrada, dificuldade de micção

5,0 mg

Aumento dos efeitos anteriores, mais quietude, fadiga, cefaléia, pele seca e quente com redução do peristaltismo, alucinações, cãibras 10 mg Aumento dos efeitos

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Datura stramonium (Estramônio)

A droga é composta pelas folhas,

flores e sementes

coletados na época de floração, devendo ter não menos que 0,25 %

de alcalóides.

Composição química. Composição química.

Hiosciamina, escopolamina (33% dos alcalóides totais) norescopolamina

escopina

escopolina e apoatropina.

Tem menor proporção de alcalóides se comparado com a beladona

Possui bases voláteis tais como a nicotina e putrescina (que confere o cheiro presente apenas nas folhas), taninos e ácidos cítrico e málico além de óleo essencial (nas sementes 15-20 %).

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Drogas com Alcalóides Tropânicos Datura stramonium (Estramônio)

Propriedades farmacológicas.

As propriedades são semelhantes a da beladona, sendo que é a planta que

possui maior proporção de

escopolamina frente a hiosciamina.

Dessa forma tem uma ação no SNC menor que as outras plantas.

O estramônio pode ser usado em casos de espasmos digestivos, tosse, laringites, asma, como analgésico local, inibidor das secreções e como coadjuvante no

tratamento de Parkinson.

Efeitos adversos e tóxicos.

São os mesmos que da beladona, mas com maior magnitude.

O tratamento por envenenamento também deve ser feitos com o uso de fisostigmina.

É contra-indicado para a hipertensão arterial e glaucoma agudo.

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Drogas com Alcalóides Tropânicos Datura suaveolens(Trombeteira)

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Hyoscyamus niger (Meimendro) Características, história, descrição

É uma planta anual ou bianual, caracterizada por apresentar uma altura entre 30 e 150 cm.

É oriundo da Europa, mas hoje é encontrado no norte da África, Ásia, Austrália, América do norte e Brasil.

Brasil.

A droga é composta pelas folhas secas, podendo

conter as flores. As farmacopéias em geral recomendam as flores do segundo ano.

O Meimendro é usado há muitos anos possuindo registro já no Papiro de Ebers. Na escócia

existem registros do uso já em 2800 a.C. Na idade

média era usado em rituais mágicos e poções

para o amor.

Seu uso como medicamento começou já no

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Drogas com Alcalóides Tropânicos Hyoscyamus niger (Meimendro) Composição química.

Folhas e sementes: 0,05 a 0,10% de alcalóides totais como a (-) escopolamina (mais de 50 %), (-)-hiosciamina, apoatropina, escopina, entre

outros.

Propriedades farmacológicas. Semelhante às outras drogas. Semelhante às outras drogas. Efeitos adversos e tóxicos.

Alguns casos de intoxicação ocorrem devido à

confusão com as folhas de dente de leão

(Taraxacum officinalis).

Outros podem ocorrer com o consumo de carne e leite, sendo que os animais não manifestam qualquer reação ao comer à planta. Mas devido ao odor, os mesmos raramente a consomem. .

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Hyoscyamus niger (Meimendro)

Na intoxicação atropínica pode-se perceber quatro sintomas iniciais, são eles: rubidez do rosto, boca seca, taquicardia midríase

seguido de confusão mental, desordens de acomodação

ocular, enxaqueca, alucinações, delírio, sudorese, retenção hídrica e em casos sérios convulsão

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Drogas com Alcalóides Tropânicos Hyoscyamus niger (Meimendro)

As alucinações podem ser táteis, auditivas, gustativas, visuais e olfativas.

Podem ocorrer desperto ou dormindo.

Além de sensação de corpo desintegrando com pressão forte na cabeça, macroscopia, desejo constante de movimento e sensação de vôo e caminhar nas nuvens.

Os alcalóides não se degradam com a secagem,

armazenamento ou ebulição.

Em caso de intoxicação, deve-se fazer lavagem gástrica

com ácido tânico 4% ou produzir vômito.

Como antídotos: cafeína, sais de fisostigmina ou morfina com precaução. Em casos de febre, nunca dar analgésicos, somente pano úmido. Em casos de muita excitação usar clorpromazida e se existirem espasmos diazepam

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COCA

Características, história, descrição.

A palavra Erythroxylum vem do grego que significa vermelho. Indícios mostram que a coca já Indícios mostram que a coca já era usada de 2000 a 4000 anos

a.C, pela nobreza Inca

assim como por mensageiros

que tinham que caminhar entre as cidades.

Inicialmente a Igreja Católica tenta a proibição, mas como não teve sucesso, monopoliza a comercialização.

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COCA

Características, história, descrição.

Era muito comum entre os indígenas da América Central e Norte da América do Sul, sendo

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na Colômbia.

Na primeira foto, temos o traficante jogando cal e cimento nas folhas de coca para decompô-las mais rápido,

na segunda foto, temos o traficante

misturando gasolina nas folhas de coca, já decompostas, estes são apenas os processos iniciais para se chegar a cocaína.

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COCA

Até o século XIX era desconhecida na Europa e EUA, até que o francês Angelo Mariani comercializar um vinho.

Algumas indústrias farmacêuticas elaboram então uma bebida estimulante com extrato de coca e estimulante com extrato de coca e

cola (Cola nitida), sendo esta última rica em cafeína.

O Papa Leão XIII carregava um frasco de Vinho Mariani consigo

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ALCALÓIDES TROPÂNICOS

COCA

.

“Drops de Cocaína para Dor de Dente – Cura instantânea”- (1885)

eram populares para crianças. Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o “humor” dos usuários

Estes tabletes de cocaína eram “indispensáveis para cantores, professores e oradores”. Eles

também aquietavam dor de garganta e

davam um efeito “animador” para que estes profissionais atingissem o máximo de sua performance

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A cocaína, alcalóide, foi isolada em

1859 por Albert Niemann, que percebia na substância um sabor amargo e uma sensação de dormência na língua

década de 60, há um reinício no consumo que cresce até hoje, sendo comercializada ilegalmente como sal, comercializada ilegalmente como sal,

cloridrato de cocaína, usado na

forma inalatória.

Já na década de 90, surge o crack, que é a cocaína na forma de base livre.

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ALCALÓIDES TROPÂNICOS

COCA

A partir deste histórico, Von Arep em 1880, introduz a

cocaína em forma subcutânea, provando que a

mesma deixa a pele insensível a espetada de um alfinete, surgindo o uso como anestésico.

Em 1905 com base na molécula da cocaína vários anestésicos locais foram sintetizados como a

anestésicos locais foram sintetizados como a

benzocaína, lidocaína e procaína, respectivamente e cocaína começa a ser proibida

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COCA

.

Composição química.

A folha possui entre 0,5 e 1,5 % de alcalóides

cocaína (30 e 50%)-mais importante

Cinamilcocaína Truxilinas

Truxilinas

Tropacocaína, entre outros.

Além dos alcalóides estão presentes proteínas, minerais, flavonóides (rutina e isoquercitina),

taninos, ácido clorogênico, óleo essencial

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COCA

.

Propriedades farmacológicas.

O uso na Bolívia pela população, que masca a coca fez o Instituto Boliviano

de Biologia da Altura (IBBA) fazer

um amplo estudo ? do consumo da coca tão amplamente na população. coca tão amplamente na população. A coca mastigada teria uma série de benefícios na altitude do país, superior aos 4000 metros. Favorecendo a

melhoria da respiração e oxigenação pulmonar, regula o consumo de

glicose no sangue, diminui a agregação plaquetária e reduz a sensação de fome.

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COCA

.

SNC

Atua na esfera cognitivo-afetiva melhorando o ânimo dando sensação de bem estar e euforia.

cocaína se fixa a locais específicos como as

terminações serotoninérgicas e dopaminérgicas do núcleo estriado.

do núcleo estriado.

Essa “falha” na recaptação de dopamina ativaria as vias dopaminérgicas mesolímbicas e mesocorticais, responsáveis pela euforia.

Brotam-se os pensamentos e palavras taquipsiquismo, nem sempre com coerência, fazendo com que o usuário queira repetir a experiência.

Com o uso contínuo, esgotam-se as reservas

principalmente da dopamina o que leva o indivíduo a uma sensação de angústia e pânico.

O mecanismo de ação se deve principalmente a inibição da recaptação de catecolaminas (noradrenalina, dopamina e serotonina).

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COCA

. ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ Aparelho Respiratório – Adaptação à altura

Muitos estudos foram feitos com grupos de mastigadores de coca comparado aos não mastigadores e a conclusão dos mesmos foi que os alcalóides mastigados têm

O uso de coca aumenta os níveis de hematócritos e hemoglobina em usuários. Já a mastigação não possui tal efeito, mas é capaz de

reduzir a agregação

plaquetária, explicando a baixa incidência de doença

que os alcalóides mastigados têm efeito no centro respiratório

que respondem aos sinais de hipóxia e hiperóxia.

baixa incidência de doença trombótica nessa

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ALCALÓIDES TROPÂNICOS

COCA

.

Aparelho Cardiovascular.

O aumento da noradrenalina nas zonas sinápticas promove a vasoconstricção,

hipertensão arterial taquicardia e midríase.

Os mastigadores de 50 g/ dia de folhas apresentam aumento no número de

batimentos por minuto além de aumento de noradrenalina no plasma.

Em usuários de drogas pode promover o

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COCA

.

Atividade Anestésica.

Atividade ocorre devido ao bloqueio, reversível, dos canais de sódio da

membrana axonal, impedindo assim o impulso nervoso e transmissão da dor.

Os derivados semi-sintéticos não

apresentam efeitos psicoestimulantes e apresentam efeitos psicoestimulantes e reduzida ação vasoconstrictora.

Seu uso é restrito a intervenções no trato respiratório superior (broncoscopia e

intubação naso-traqueal).

A aplicação tópica é usada antes de

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COCA

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Efeitos adversos e tóxicos.

Após o uso ocasional, vem uma sensação de cansaço.

Com o uso crônico, surgem

sensações de inquietude, vômito sensações de inquietude, vômito

e tremores, que podem chegar a convulsões.

Gera tolerância rapidamente além da dependência física.

Promove alteração no estado de vigília, insuficiência circulatória e cerebral, com perda de memória, concentração e raciocínio lógico.

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ALCALÓIDES TROPÂNICOS –COCAÍNA AO CRACK

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Referências

temas relacionados :