INFORMAÇÕES DAS INSTITUIÇÕES, ÓRGÃOS E ORGANISMOS DA UNIÃO EUROPEIA

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Texto

(1)

I Resoluções, recomendações e pareceres

RESOLUÇÕES

Conselho

2015/C 417/01 Resolução do Conselho e dos Representantes dos Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, sobre um Plano de Trabalho da União Europeia para a Juventude (2016-2018) ... 1 2015/C 417/02 Resolução do Conselho sobre o incentivo à participação política dos jovens na vida democrática da

Europa ... 10

IV Informações

INFORMAÇÕES DAS INSTITUIÇÕES, ÓRGÃOS E ORGANISMOS DA UNIÃO EUROPEIA

Conselho

2015/C 417/03 Relatório conjunto de 2015 do Conselho e da Comissão sobre a execução do quadro renovado para a cooperação europeia no domínio da juventude (2010-2018) ... 17 2015/C 417/04 Relatório conjunto de 2015 do Conselho e da Comissão sobre a aplicação do quadro estratégico para

a cooperação europeia no domínio da educação e da formação (EF 2020) — Novas prioridades para a cooperação europeia no domínio da educação e da formação ... 25 2015/C 417/05 Conclusões do Conselho sobre a redução do abandono escolar precoce e a promoção do sucesso

escolar ... 36 2015/C 417/06 Conclusões do Conselho sobre a cultura no contexto das relações externas da União Europeia, com

especial destaque para o papel da cultura na cooperação para o desenvolvimento ... 41

Jornal Oficial

da União Europeia

PT

(continua no verso da capa)

Índice

Edição em língua portuguesa

58.o ano

C 417

Comunicações e Informações

15 de dezembro de 2015

★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★ ★★ PT

(2)

Conselho, que alteram o Plano de Trabalho para a Cultura (2015-2018) no que diz respeito à prioridade do diálogo intercultural ... 44 2015/C 417/08 Conclusões do Conselho e dos representantes dos governos dos Estados-Membros, reunidos no

Conselho, que reapreciam a Resolução de 2011 sobre a representação dos Estados-Membros da União Europeia no Conselho de Fundadores da Agência Mundial Antidopagem (AMA) e a coordenação das posições da União Europeia e dos Estados-Membros antes das reuniões da AMA ... 45 2015/C 417/09 Conclusões do Conselho sobre a promoção das competências motoras e das atividades físicas e

(3)

I

(Resoluções, recomendações e pareceres)

RESOLUÇÕES

CONSELHO

Resolução do Conselho e dos Representantes dos Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, sobre um Plano de Trabalho da União Europeia para a Juventude (2016-2018)

(2015/C 417/01)

O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA E OS REPRESENTANTES DOS GOVERNOS DOS ESTADOS-MEMBROS, I. INTRODUÇÃO

1. RECONHECEM que, desde a adoção da Resolução sobre um quadro renovado para a cooperação europeia no domínio da juventude (2010-2018) e a adoção do Plano de Trabalho da UE para a Juventude (2014-2015), a crise continuou a ter um impacto profundo e desproporcionado sobre os jovens na Europa e a sua transição para a idade adulta.

2. RECONHECEM que é necessário reforçar a cooperação intersetorial no domínio da juventude a nível da UE, a fim de enfrentar esses desafios adequadamente.

3. TOMAM NOTA da intenção da Comissão Europeia de dar prioridade à luta contra a radicalização e a marginalização da juventude e à promoção da inclusão dos jovens na vida social, cultural e cívica no âmbito do quadro estratégico para a cooperação europeia no domínio da educação e da formação («EF 2020»), do quadro renovado para a cooperação europeia no domínio da juventude (2010-2018), do Plano de Trabalho da UE para o desporto (2014-2017) e do Plano de Trabalho para a cultura (2015-2018) (1).

4. TOMAM NOTA do relatório conjunto do Conselho e da Comissão de 2015 sobre a juventude (2), nomeadamente da sua secção 5, intitulada: «Rumo a seguir na cooperação da UE para a juventude».

ACORDAM, pois, em estabelecer um Plano de Trabalho da UE para a Juventude com a duração de 36 meses para ações a desenvolver pelos Estados-Membros e pela Comissão no período de 1 de janeiro de 2016 a 31 de dezembro de 2018, de forma a apoiar a execução do quadro renovado para a cooperação europeia no domínio da juventude (2010-2018).

II. PRINCÍPIOS

5. CONSIDERAM que o Plano de Trabalho, respeitando o princípio da subsidiariedade, deverá reger-se pelos seguintes princípios orientadores. Deverá:

— desenvolver os resultados alcançados pelo anterior Plano de Trabalho para a Juventude (2014-2015); — conferir a dinâmica e a visibilidade adequadas aos trabalhos a nível da UE no domínio da juventude;

— assegurar, através de uma cooperação transetorial, a sensibilização de outros domínios de ação da UE para os problemas específicos com que os jovens se defrontam;

— contribuir para as grandes prioridades das agendas políticas da UE nos domínios económico, social e da segurança;

— contribuir para uma política de juventude baseada no conhecimento e em dados concretos; (1) COM(2015) 185 final.

(4)

— continuar a ser um instrumento flexível conducente a respostas adequadas, em tempo útil, num ambiente político em evolução;

— promover uma abordagem cooperativa e concertada entre os Estados-Membros e a Comissão que lhes permita gerar valor acrescentado aos temas prioritários enumerados no ponto 6 abaixo;

— desenvolver sinergias com o programa Erasmus+, nomeadamente contribuindo para a identificação de prioridades específicas da juventude para o programa anual de trabalho do Erasmus+;

— envolver jovens através de procedimentos de consulta para garantir que o Plano de Trabalho incida sobre questões do seu interesse.

6. ACORDAM em que, dados os desenvolvimentos atuais, no período abrangido pelo presente Plano de Trabalho até ao final de 2018, os Estados-Membros e a Comissão, na sua cooperação a nível da UE, deverão dar prioridade aos seguintes temas:

A animação juvenil e a cooperação transetorial devem ser reforçadas com os seguintes objetivos, em consonância com as prioridades definidas no relatório conjunto da UE sobre a juventude relativo a 2015:

A. Maior inclusão social de todos os jovens, tendo em conta os valores europeus subjacentes; B. Maior participação de todos os jovens na vida democrática e cívica na Europa;

C. Transição mais fácil dos jovens da juventude para a idade adulta, especialmente no que toca à sua integração no mercado de trabalho;

D. Apoiar a saúde e o bem-estar dos jovens, incluindo a saúde mental;

E. Contribuir para enfrentar os desafios e tirar partido das oportunidades da era digital para as políticas de juventude, a animação juvenil e para os jovens;

F. Contribuir para dar resposta às oportunidades e aos desafios decorrentes do número crescente de jovens migrantes e refugiados na União Europeia.

7. ACORDAM em que, embora as medidas dos Estados-Membros e da Comissão, tal como definidas no anexo I, devam ser dirigidas a todos os jovens, deve ser dado especial destaque aos seguintes grupos:

— jovens em risco de marginalização;

— jovens que não trabalham, não estudam nem seguem qualquer formação (NEET); — jovens oriundos da migração, incluindo migrantes recém-chegados e jovens refugiados.

8. ACORDAM em que o Plano de Trabalho pode ser revisto pelo Conselho em função dos resultados alcançados e da evolução das políticas a nível da UE.

9. ACORDAM numa lista de ações específicas em consonância com esses temas prioritários e num calendário para a sua execução, tal como estabelecido no anexo I.

III. MÉTODOS E ESTRUTURAS DE TRABALHO

10. RECONHECEM que:

É necessário reforçar a integração horizontal e a orientação para os resultados das questões relativas à juventude, assim como a cooperação transetorial no Conselho, de modo a garantir, quando exequível, que a definição das políticas em todas as áreas pertinentes tem em conta as aspirações, as condições e as necessidades dos jovens. 11. ACORDAM em que

— os seguintes métodos de trabalho irão apoiar, sempre que adequado, a execução do presente Plano de Trabalho: o método aberto de coordenação conforme acordado no quadro renovado para a cooperação europeia no domínio da juventude (2010-2018), e, nomeadamente, a definição de políticas baseadas no conhecimento e em dados concretos, os grupos de peritos, as atividades de aprendizagem interpares, as avaliações interpares, estudos, conferências, seminários, a divulgação de resultados, o fórum informal com representantes da juventude, as reuniões de diretores-gerais responsáveis pela Juventude e o diálogo estruturado com os jovens;

(5)

— todos os métodos, incluindo os grupos de peritos, irão concentrar os seus trabalhos nos temas prioritários constantes da secção II, ponto 6, e nas ações e calendarização indicadas no anexo I. As ações enumeradas no anexo I poderão ser revistas pelo Conselho e pelos Representantes dos Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, à luz dos resultados alcançados e da evolução das políticas a nível da UE;

— os princípios relativos à composição e ao funcionamento dos grupos de peritos constam do anexo II;

— relativamente ao direito dos jovens de participarem na elaboração, na implementação e na avaliação de políticas que os afetam, os processos de consulta irão permitir que os jovens sejam associados à reflexão conjunta sobre os temas prioritários do presente Plano de Trabalho;

— nas reuniões informais de diretores-gerais da Juventude serão analisadas as questões estratégicas que venham a surgir no contexto do presente Plano de Trabalho, bem como as questões que, de um modo mais geral, digam respeito à política de juventude da UE.

— no primeiro semestre de 2018, o Conselho e a Comissão procederão à avaliação da execução do presente Plano de Trabalho tendo por base a avaliação conjunta da sua execução, a realizar no contexto do Relatório da UE sobre a Juventude.

12. FACE AO ACIMA EXPOSTO, CONVIDAM

Os Estados-Membros e a Comissão a criarem durante o período de vigência do atual Plano de Trabalho grupos de peritos sobre os seguintes temas:

— Definição do contributo específico da animação juvenil e da aprendizagem não formal e informal para

a) a promoção da cidadania ativa e da participação dos jovens em sociedades plurais e tolerantes, assim como a prevenção da marginalização e da radicalização suscetível de conduzir a comportamentos violentos; b) dar resposta às oportunidades e aos desafios decorrentes do número crescente de jovens migrantes e

refugiados na União Europeia.

— Reflexão sobre os riscos, as oportunidades e as implicações da digitalização para a juventude, a animação juvenil e a política de juventude.

IV. AÇÕES

13. CONVIDAM OS ESTADOS-MEMBROS, NA OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE, A:

— trabalharem em conjunto, com o apoio da Comissão, recorrendo aos métodos de trabalho especificados na presente resolução;

— continuarem a promover a integração ativa dos ministérios responsáveis pela juventude na definição das políticas nacionais relacionadas com a Estratégia Europa 2020 e com o Semestre Europeu, no seguimento das conclusões do Conselho intituladas «Maximização do potencial das políticas de juventude para alcançar os objetivos da Estratégia» Europa 2020«»;

— tomarem em devida consideração o quadro renovado para a cooperação europeia no domínio da juventude (2010-2018) e o presente Plano de Trabalho ao desenvolverem políticas a nível nacional e regional, sempre que adequado;

— informarem as autoridades relevantes, os jovens e as organizações de juventude acerca dos progressos realizados na implementação do Plano de Trabalho da UE para a juventude, a fim de assegurar a pertinência e a visibilidade das atividades levadas a cabo.

14. CONVIDAM AS PRESIDÊNCIAS DO CONSELHO A:

— ponderarem o seguimento adequado, com base nos resultados da avaliação intercalar da Estratégia da UE para a Juventude;

— terem em conta, no âmbito do trio das Presidências, os temas prioritários do Plano de Trabalho da UE aquando da elaboração dos respetivos programas;

— informarem o Grupo da Juventude do Conselho sobre os trabalhos efetuados noutras instâncias preparatórias do Conselho com impacto direto ou indireto nos assuntos e nas políticas da juventude;

— terem em conta, no âmbito do trio das Presidências, os elementos que ficaram pendentes do anterior Plano de Trabalho (2014-2015);

— considerarem a possibilidade de propor um novo Plano de Trabalho no final dos 36 meses abrangidos pela presente resolução, tendo por base a análise e a avaliação mencionadas no ponto 11;

(6)

— darem oportunidade aos Estados-Membros e às partes interessadas no domínio da juventude de debaterem o futuro da cooperação europeia no domínio da juventude após 2018;

— proporem aos diretores-gerais da Juventude, na sua habitual reunião informal, que discutam e utilizem os resultados alcançados com o Plano de Trabalho, organizem reuniões extraordinárias conjuntas transetoriais de diretores-gerais no momento adequado, divulguem amplamente os resultados e contribuam para a avaliação da execução do Plano de Trabalho da UE para a juventude.

15. CONVIDAM A COMISSÃO A:

— apoiar o reforço das capacidades dos animadores juvenis e na animação juvenil, através da implementação do programa Erasmus+, como um dos elementos essenciais para o desenvolvimento da animação juvenil de qualidade na Europa;

— apoiar e colaborar com os Estados-Membros na execução do presente Plano de Trabalho, especialmente no que toca às ações enumeradas no anexo;

— informar os Estados-Membros sobre as iniciativas e estudos, projetados ou em curso, no âmbito da política da juventude da UE e noutros domínios pertinentes com impacto na área da juventude e sobre a sua evolução a nível da Comissão;

— consultar e informar regularmente as partes interessadas a nível europeu, inclusive a sociedade civil e represen­ tantes da juventude, acerca dos progressos realizados no Plano de Trabalho, a fim de assegurar a pertinência e a visibilidade das atividades desenvolvidas.

— encorajar uma melhor sensibilização e incentivar as sinergias no âmbito dos programas da UE, assim como a cooperação com outras organizações internacionais, tais como o Conselho da Europa.

16. CONVIDAM OS ESTADOS-MEMBROS E A COMISSÃO, NO ÂMBITO DAS RESPETIVAS COMPETÊNCIAS E NA OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE, A:

— prosseguirem a estreita cooperação estabelecida a nível de peritos, de acordo com os anexos I e II da presente resolução;

— terem em conta as prioridades do presente Plano de Trabalho na preparação do programa de trabalho anual do Erasmus+ no domínio da juventude, nomeadamente no que respeita aos objetivos gerais do programa de trabalho anual do Erasmus+, ao Acordo de parceria com o Conselho da Europa e ao wiki da juventude;

— encorajarem outros setores a terem em conta a dimensão da juventude ao definirem, implementarem e avaliarem as políticas e medidas adotadas noutros domínios de ação, dando especial atenção à necessidade de assegurar a inclusão rápida e eficaz da dimensão da juventude no processo de elaboração das políticas;

— promoverem um maior reconhecimento do contributo das políticas de juventude para os grandes objetivos das políticas europeias destinadas aos jovens, tendo em conta os efeitos positivos no que respeita à cidadania ativa, ao emprego, à inclusão social, à cultura e à inovação, à educação e à formação, e à saúde e ao bem-estar.

(7)

ANEXO I

Ações, instrumentos e prazos baseados nos temas prioritários Ações baseadas nos temas prioritários

Metodologia/Instrumento Resultados e calendário proposto Ref.

Prioridade A:

Maior inclusão social de todos os jovens, tendo em conta os valores europeus subjacentes

Conselho e instâncias preparatórias

O papel do setor da juventude na prevenção da radicalização violenta

Primeiro Semestre de 2016

(event.) Debate no Conselho

A1

Definição de políticas baseadas no conhecimento e em dados concretos

Estudo da Comissão sobre os sistemas de qualidade e o enquadramento da animação juvenil na União Europeia

Segundo semestre de 2016:

Manual de Execução

A2

Diálogo estruturado/Conselho e instâncias preparatórias

«Aptidões e competências essenciais para a vida dos jovens numa Eu­ ropa diversa, interligada e inclusiva para uma participação ativa na vida profissional e da comunidade»

Primeiro Semestre de 2017:

(event.) Resolução do Conse­ lho

A3

Prioridade B:

Maior participação de todos os jovens na vida democrática e cívica na Europa

Grupo de peritos

Definição do contributo específico da animação juvenil e da aprendiza­ gem não formal e informal na promoção da cidadania ativa e da partici­ pação dos jovens em sociedades plurais e tolerantes, assim como na pre­ venção da marginalização e da radicalização suscetível de conduzir a comportamentos violentos. Primeiro Semestre de 2017 — Relatório — (event.) Conclusões do Conselho B1

Definição de políticas baseadas no conhecimento e em dados concretos

Estudo da Comissão sobre o impacto do voluntariado transnacional através do Serviço Voluntário Europeu

Primeiro Semestre de 2017: — Relatório — (event.) Conclusões do Conselho em resposta ao Estudo B2

Seminário para os decisores políticos em matéria da juventude e do desporto:

«Democracia, juventude e desporto — abordagens intersetoriais para a participação ativa e o envolvimento dos jovens na vida cívica e demo­ crática através do desporto»

Segundo Semestre de 2017:

Relatório do seminário relativo às boas práticas e recomenda­ ções sobre a forma como as abordagens intersetoriais da ju­ ventude e do desporto podem promover os valores democrá­ ticos e a participação cívica dos jovens.

(8)

Metodologia/Instrumento Resultados e calendário proposto Ref. Prioridade C:

Transição mais fácil dos jovens da juventude para a idade adulta, especialmente no que toca à sua integração no mercado de trabalho

Aprendizagem interpares entre os Estados-Membros e a Comissão/di­ retores-gerais

«A animação juvenil como um instrumento reconhecido e de valor acrescentado para a cooperação intersetorial no apoio da transição dos jovens para a vida adulta e o mundo do trabalho»

Segundo semestre de 2017:

Relatório relativo às boas prati­ cas e recomendações sobre a animação juvenil como um instrumento reconhecido e de valor acrescentado para a coo­ peração intersetorial no apoio da transição dos jovens para a vida adulta e o mundo do tra­ balho.

C1

Definição de políticas baseadas no conhecimento e em dados concretos

Estudo da Comissão sobre a animação juvenil e o empreendedorismo jovem Segundo Semestre de 2017 — Relatório — (event.) Conclusões do Conselho em resposta ao Estudo C2 Prioridade D:

Apoiar a saúde e o bem-estar dos jovens, incluindo a saúde mental

Conselho e instâncias preparatórias

Cooperação intersetorial sobre a participação para promover a saúde e o bem-estar dos jovens na transição para a idade adulta, em especial os jo­ vens com problemas de saúde mental (1), muitas vezes relacionados com a transição para a vida adulta. Centrando-se no seu possível contributo para a sociedade em detrimento dos seus problemas.

a) Primeiro Semestre de 2016 (event.) Conclusões do Conse­ lho

D1

b) Segundo Semestre de 2017 Aprendizagem intersetorial in­ terpares entre os Estados-Mem­ bros

D2

Prioridade E:

Contribuir para enfrentar os desafios e tirar partido das oportunidades da era digital para as polí­ ticas de juventude, a animação juvenil e para os jovens

Conselho e instâncias preparatórias

Novas abordagens para a animação juvenil de forma a maximizar o de­ senvolvimento do potencial e do talento dos jovens e a sua inclusão na sociedade.

Formas novas, modernas e apelativas de animação juvenil, incluindo a prática de animação juvenil em linha, serão destacadas de forma a refle­ tir as novas tendências nas vidas dos jovens e a maximizar o alcance da animação juvenil, de modo a incluir mais jovens nas suas atividades.

Segundo Semestre de 2016

(event.) Conclusões do Conse­ lho

E1

Aprendizagem interpares

Novas práticas na animação juvenil e tornar a animação juvenil mais apelativa para os jovens.

Primeiro Semestre de 2017

Relatório relativo às práticas atuais, refletindo as tendências e recomendações sobre a exe­ cução na prática diária da ani­ mação juvenil

E2

(1) Inclui problemas psiquiátricos graves e comuns, sofrimento psicológico e disfunção psicológica (temporária) em períodos de desafios ou crises pessoais.

(9)

Metodologia/Instrumento Resultados e calendário proposto Ref.

Grupo de peritos

«Os riscos, as oportunidades e as implicações da digitalização para a ju­ ventude, a animação juvenil e as políticas de juventude»

Segundo Semestre de 2017

Relatório do Grupo de peritos

E3

Definição de políticas baseadas no conhecimento e em dados concretos

Estudo da Comissão sobre o impacto da Internet e das redes sociais na participação do jovens e na animação juvenil

Primeiro Semestre de 2018

Relatório

E4

Conselho e instâncias preparatórias

Desenvolvimento de métodos inovadores na animação juvenil, incluindo ferramentas digitais, para responder melhor às necessidades e aspirações dos jovens de um modo mais eficiente, inteligente e pertinente, e pro­ mover a cooperação intersetorial.

Primeiro Semestre de 2018

(event.) Conclusões do Conse­ lho, em resposta, nomeada­ mente, às ações E3 e E4 acima.

E5

Prioridade F:

Contribuir para dar resposta às oportunidades e aos desafios decorrentes do número crescente de jovens migrantes e refugiados na União Europeia.

Grupo de peritos

Definição do contributo específico da animação juvenil e da aprendiza­ gem não formal e informal para dar resposta às oportunidades e aos de­ safios decorrentes do número crescente de jovens migrantes e refugiados na União Europeia Segundo Semestre de 2018 — Relatório — (event.) Conclusões do Conselho em resposta ao Relatório F1 Outro

Assunto Instrumento/Ação Resultados e calendário proposto

Estratégia da UE para a Juventude

Aprendizagem interpares

a) Proposta da Comissão para um quadro flexível

Primeiro Semestre de 2016

Formalização do Quadro Flexí­ vel para as Atividades de Aprendizagem Interpares

O1

Definição de políticas baseadas no conhecimento e em dados concretos

b) Avaliação intercalar da Estratégia da UE para a Juventude e da Recomendação da Mobilidade de Jovens Voluntários em toda a União Euro­ peia

Segundo Semestre de 2016:

(event.) Conclusões do Conse­ lho em resposta à avaliação, incluindo a avaliação da Reco­ mendação do Conselho sobre a Mobilidade dos Jovens Vo­ luntários em toda a União Eu­ ropeia

O2

c) Relatório da UE sobre a Juventude Primeiro Semestre de 2018:

Relatório Conjunto da UE so­ bre a Juventude

(10)

Assunto Instrumento/Ação Resultados e calendário proposto Erasmus+ Definição de políticas baseadas no conhecimento

e em dados concretos

Avaliação intercalar do programa Erasmus+ e dos seus predecessores

Primeiro Semestre de 2018:

Resposta à avaliação em coo­ peração com os setores rele­ vantes (Educação, Formação, Juventude, Desporto)

(11)

ANEXO II

Princípios aplicáveis à composição e ao funcionamento dos grupos de peritos instituídos pelos Estados-Membros e pela Comissão no âmbito do Plano de Trabalho da UE para a juventude

(1 de janeiro de 2016-31 de dezembro de 2018)

Composição:

— A participação dos Estados-Membros nos trabalhos dos grupos é voluntária e os Estados-Membros podem associar--se aos grupos em qualquer momento.

— Os Estados-Membros interessados em participar nos trabalhos dos grupos designarão peritos para integrar os respetivos grupos. Os Estados-Membros devem velar por que os peritos nomeados disponham, a nível nacional, de experiência pertinente no domínio em questão. Os peritos nomeados devem assegurar uma comunicação efetiva com as autoridades nacionais competentes. A Comissão coordena os processos de designação dos peritos.

— Cada grupo de peritos pode decidir convidar outros participantes: peritos independentes, representantes de organizações de juventude, investigadores no domínio da juventude e outras partes interessadas, bem como represen­ tantes de países terceiros. Cada grupo de peritos pode propor a inclusão de outros participantes por todo o período de trabalho, na condição de que a sua participação seja aprovada por unanimidade pelo grupo.

Mandato

O mandato do Grupo de peritos é proposto pela Comissão, em conformidade com o ponto 12 do Plano de Trabalho, e adaptado à luz das observações feitas no Grupo da Juventude do Conselho.

Metodologia

— Os grupos de peritos concentrar-se-ão na apresentação de um pequeno número de resultados concretos aplicáveis ao domínio em causa.

— Na execução do Plano de Trabalho, cada grupo de peritos é responsável pela nomeação do seu presidente ou copresi­ dentes na primeira reunião do grupo subsequente à adoção do Plano de Trabalho. A eleição dos Presidentes desenrola-se de forma aberta e transparente, e é coordenada pela Comissão, que assegurará o secretariado dos grupos de peritos. Cada grupo de peritos define um calendário de trabalho em conformidade com o presente Plano de Trabalho.

— A Comissão fornece conhecimentos especializados e apoio logístico ao trabalho dos grupos. Na medida do possível, prestar-lhes-á também assistência por outros meios adequados (nomeadamente estudos pertinentes para as respetivas áreas de trabalho).

Relatório e informações

As presidências dos grupos de peritos informam o Grupo da Juventude sobre os progressos realizados e os resultados alcançados. Caso pertinente, o Grupo da Juventude do Conselho fornece orientações complementares ao grupo de peritos a fim de garantir o resultado desejado e o cumprimento do calendário. Os diretores-gerais são mantidos informados sobre os resultados alcançados.

As ordens do dia e os relatórios das reuniões de todos os grupos são facultados a todos os Estados-Membros, indepen­ dentemente do seu nível de participação num dado domínio. Os resultados obtidos pelos grupos são publicados.

(12)

Resolução do Conselho sobre o incentivo à participação política dos jovens na vida democrática da Europa

(2015/C 417/02)

O CONSELHO E OS REPRESENTANTES DOS GOVERNOS DOS ESTADOS-MEMBROS, REUNIDOS NO CONSELHO, RECORDANDO O CONTEXTO POLÍTICO DESTA QUESTÃO, NOMEADAMENTE:

1. A resolução do Conselho sobre um quadro renovado para a cooperação europeia no domínio da juventude (2010-2018) (1), que identifica a participação como um dos domínios de ação e estabelece como objetivo apoiar a participação dos jovens na democracia representativa e na sociedade civil a todos os níveis, bem como na sociedade em geral, e que inclui entre as suas iniciativas genéricas fomentar e apoiar o envolvimento e a participação dos jovens e das organizações juvenis na elaboração, aplicação e acompanhamento das políticas, graças a um diálogo estruturado permanente com os jovens e as organizações de juventude.

2. A resolução do Conselho e dos Representantes dos Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, de 20 de maio de 2014, sobre um Plano de Trabalho da União Europeia para a Juventude (2014-2015) (2).

3. As recomendações conjuntas do quarto ciclo de trabalho sobre o diálogo estruturado, estabelecidas na Conferência da UE sobre a Juventude organizada pela presidência luxemburguesa em 21-24 de setembro de 2015 (3).

SALIENTAM QUE:

4. A democracia, o pluralismo e a cidadania ativa são valores fundamentais da União Europeia, nos quais se incluem os valores da liberdade de expressão e da tolerância (4), bem como o objetivo de integração de todos os cidadãos europeus. A democracia não é um dado adquirido e deve ser preservada e promovida constantemente.

5. Os jovens na Europa apoiam e acreditam, de um modo geral, no sistema democrático e nos seus órgãos represen­ tativos, mas têm uma atitude crítica em relação à forma como o sistema funciona na prática e aos resultados produzidos (5).

6. Os jovens têm muitas vezes dificuldade em se identificar com os canais tradicionais de participação política, como os partidos políticos e os sindicatos, mas participam em formatos alternativos que proporcionam maior escolha individual, como sejam campanhas, petições, manifestações e eventos instantâneos, que visam defender uma causa específica e uma alteração tangível nas suas vidas (6).

7. As tecnologias da informação e da comunicação, em particular os media sociais e a sua utilização móvel, oferecem novas oportunidades de participação e informação sobre os processos políticos, facilitam a difusão de informações e aceleram o desenvolvimento de formas de participação alternativas.

NO QUE DIZ RESPEITO AO PROCESSO DE DIÁLOGO ESTRUTURADO, RECONHECEM QUE:

8. O diálogo estruturado é um instrumento do quadro da cooperação europeia no domínio da juventude que tem por objetivo promover a participação dos jovens no desenvolvimento das políticas da UE. O resultado do quarto ciclo de trabalho de 18 meses sobre a prioridade temática geral «empoderamento da juventude no que respeita ao acesso aos direitos e à importância da participação política dos jovens» (7) tem por base os resultados obtidos nas consultas com os jovens antes e durante as presidências italiana, letã e luxemburguesa, bem como nas conferências da UE sobre a juventude realizadas em Roma, em outubro de 2014, em Riga, em março de 2015, e no Luxemburgo, em setembro de 2015 (8).

9. Os resultados do diálogo entre os jovens e os representantes políticos constituem um importante contributo para a presente resolução, na medida em que incluem as perspetivas dos jovens, dos animadores de juventude e de outros peritos no domínio da juventude, e facilitam o desenvolvimento de políticas da UE eficazes e baseadas em dados concretos.

(1) JO C 311 de 19.12.2009, p. 1. (2) JO C 183 de 14.6.2014, p. 5. (3) 12651/15

(4) «A União funda-se nos valores do respeito pela dignidade humana, da liberdade, da democracia, da igualdade, do Estado de direito e do respeito

pelos direitos do Homem, incluindo os direitos das pessoas pertencentes a minorias. Estes valores são comuns aos Estados-Membros, numa sociedade caracterizada pelo pluralismo, a não discriminação, a tolerância, a justiça, a solidariedade e a igualdade entre homens e mulheres.»

Tratado da União Europeia, artigo 2.o

(5) Youth participation in democratic life — Final Report [A participação dos jovens na vida democrática — relatório final], London School of

Economics, EACEA 2010/03, fevereiro de 2013.

(6) Political participation and EU Citizenship: Perceptions and behaviours of young people [Participação política e cidadania da UE: perceções e comportamentos dos jovens], EACEA, Comissão Europeia, 2013.

(7) JO C 183 de 14.6.2014, p. 1.

(13)

CONSIDERAM QUE:

10. A União Europeia conta com jovens empenhados nos princípios da democracia e nos valores europeus.

11. A política europeia e a atividade política em geral devem ser capazes de dar resposta às necessidades e aspirações dos jovens. Por conseguinte, as questões políticas têm de ser transparentes e comunicadas a todos os cidadãos, incluindo os jovens. Para gerar interesse e facilitar a participação política, os jovens precisam de compreender as questões que estão em jogo. Os decisores políticos dos vários domínios de atividade e níveis de intervenção devem proporcionar aos jovens a possibilidade de participarem em processos decisórios de forma capaz de gerar verdadeiro impacto.

12. O conceito de participação política inclui, em primeiro lugar, a representação dos jovens nas estruturas da democracia representativa, ou seja, a sua participação nas eleições enquanto eleitores e enquanto candidatos, bem como a sua participação nos partidos políticos. A participação política também se pode concretizar na adesão a organizações (de jovens) que defendam os seus interesses, na participação em debates políticos presenciais ou em linha e noutras formas de formação e expressão cultural e de opinião. A participação política dos jovens pode igualmente ser exercida em atividades educativas sobre cidadania e direitos humanos e em ações destinadas a promover uma mudança positiva na sociedade.

13. Através da participação nos processos políticos, os jovens podem melhorar a sua compreensão dos processos de formação de opinião e dos diferentes interesses em jogo. A nível pessoal, desenvolvem competências sociais, sentido de responsabilidade, autoconfiança, espírito de iniciativa e atitude crítica, bem como competências de comunicação e negociação, espírito de compromisso, empatia e respeito pelas opiniões dos outros.

14. A eficácia e a autenticidade da participação política dos jovens dependem de fatores como os seguintes: — relevância do tema e impacto real na vida dos jovens;

— práticas e experiências de participação na vida quotidiana em contextos diferentes, como a família, a comunidade, a escola, o local de trabalho, a animação de jovens e a vida local (socialização política);

— reações compreensíveis e acompanhamento por parte dos decisores;

— inclusão e igualdade de acesso para todos os jovens, independentemente do seu género, origem étnica, contexto cultural, educativo e social, orientação sexual, idade e necessidades específicas.

15. A política de juventude, a animação de jovens e as organizações de juventude têm neste contexto um papel importante a desempenhar através da promoção da cidadania ativa, das oportunidades de participação política e da prevenção da marginalização e da radicalização violenta, especialmente em zonas locais, onde o trabalho socioedu­ cativo e o trabalho de proximidade se dirigem aos jovens.

16. O bem-estar físico e mental e a salvaguarda das necessidades básicas, incluindo as componentes do ensino e formação, saúde, emprego, segurança financeira e integração social, são necessários para que os jovens participem de forma plena e efetiva.

CONVIDAM OS ESTADOS-MEMBROS E A COMISSÃO, NO ÂMBITO DAS RESPETIVAS COMPETÊNCIAS E NA OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE, A:

17. Estabelecerem, aplicarem e desenvolverem, a nível nacional, regional e/ou local, estratégias, programas, estruturas ou outros mecanismos relevantes para reforçar a participação política de todos os jovens, especialmente dos jovens com menos oportunidades. Tais mecanismos devem basear-se em conhecimentos e dados concretos, assentar na cooperação transetorial e envolver todas as partes interessadas. A conceção de estratégias de participação eficazes deve passar pelo envolvimento do grupo-alvo durante as fases de planeamento, execução, acompanhamento e avaliação. As estratégias poderão incluir as prioridades seguidamente enunciadas.

Educação formal e aprendizagem não formal

18. Incentivarem e promoverem a cooperação transetorial e parcerias entre os prestadores de educação formal, as organizações de juventude e os animadores juvenis, a fim de desenvolver abordagens integradas para os programas de educação cívica, envolvendo jovens, professores, animadores, pais e outros intervenientes relevantes.

19. Reforçarem a sustentabilidade das estruturas participativas na educação formal e nos contextos de aprendizagem não formal, a fim de promover o desenvolvimento das capacidades e competências sociais relacionadas com os valores democráticos e os direitos humanos, como a liberdade de expressão e o respeito pela diversidade, através da prática dos princípios democráticos no dia-a-dia.

20. Promoverem a criação e o desenvolvimento, a nível nacional, regional e local, de organizações e/ou estruturas que representem os interesses dos estudantes junto dos estabelecimentos de ensino formal.

(14)

21. Promoverem o desenvolvimento de programas sobre literacia mediática que incentivem a capacidade de análise crítica da informação na sociedade do conhecimento de hoje em dia, bem como programas em matéria de literacia em TIC destinados ao desenvolvimento de competências na utilização das tecnologias que permitam gerir, avaliar e criar informação útil em linha e a ela ter acesso.

Oportunidades de participação local e regional

22. Possibilitarem e facilitarem o desenvolvimento de processos de participação, como os conselhos de juventude, em estreita colaboração com as entidades públicas locais e regionais, para dar aos jovens a oportunidade de fazerem ouvir a sua voz nos processos de tomada de decisão a nível local e regional.

23. Desenvolverem e fornecerem aos decisores políticos informações e oportunidades de formação em métodos e ferramentas de comunicação e participação adequados e adaptados aos jovens de molde a facilitar a abertura e a recetividade dos jovens.

24. Avaliarem a adequação de reduzir a maioridade eleitoral para 16 anos no caso das eleições locais e regionais, em função das circunstâncias e dos quadros jurídicos nacionais.

Formas alternativas de participação e participação eletrónica

25. Reconhecerem e apoiarem os jovens, os animadores e as organizações de juventude no desenvolvimento de diferentes formas de participação política, incluindo petições, manifestações e campanhas e na utilização da cultura, das artes e do desporto, na medida em que estes instrumentos possibilitam diversas formas de expressão de opiniões e de acesso à participação política, especialmente no que diz respeito aos jovens com menos oportu­ nidades.

26. Desenvolverem ferramentas digitais para a participação política dos jovens que incluam elementos presenciais e criarem formações adequadas para os professores, animadores de jovens, formadores e multiplicadores que trabalham com diferentes grupos-alvo em contextos de educação formal e aprendizagem não formal para chegar aos jovens a todos os níveis; reconhecerem e envolverem os canais existentes de informação para os jovens e os prestadores de informação destinada à juventude a nível europeu, nacional, regional e local.

27. Envolverem o domínio da juventude na implementação da estratégia para o mercado único digital na Europa, abordando temas como as competências digitais e os conhecimentos especializados, uma maior segurança na utilização em linha e a luta contra conteúdos ilegais, como o racismo, a xenofobia e os apelos à violência.

Diálogo com os decisores políticos

28. Promoverem, sempre que adequado, processos e ferramentas de informação e comunicação que permitam a compreensão e a apropriação pelos jovens das políticas públicas, realçando os aspetos pertinentes para os jovens e utilizando eficazmente os diferentes meios de comunicação e as TIC.

29. Explorarem e expandirem as oportunidades de diálogo a nível local, regional e nacional entre jovens e responsáveis políticos de todos os domínios de intervenção que afetam os jovens.

30. Fomentarem a participação dos jovens nas eleições e nas estruturas formais das democracias representativas, como os partidos políticos, de modo a reforçar o interesse dos partidos políticos em desenvolver propostas políticas que respondam às necessidades dos jovens.

31. Apoiarem campanhas de informação e eventos dedicados aos jovens por ocasião das eleições locais, regionais, nacionais e europeias, através da utilização das ferramentas interativas de transmissão em linha e de programas de sensibilização específicos dirigidos aos novos eleitores e aos jovens com menos oportunidades.

32. Desenvolverem, a todos os níveis da governação, uma cultura de tomada de decisões que não só apoie processos de participação orientados da base para o topo conduzidos por jovens como reaja às iniciativas informais dos jovens. 33. Promoverem programas da UE a favor dos jovens, como o Erasmus+, e garantirem que estes apoiam:

— a divulgação de informações adaptadas aos jovens sobre os atuais desenvolvimentos políticos que os afetam a nível local, regional e nacional;

(15)

— a criação e o desenvolvimento de plataformas de defesa dos jovens e das organizações de juventude que representem e defendam ativamente os interesses dos jovens;

— a participação de prestadores de informação operacional, como as estruturas nacionais de informação para jovens e as plataformas europeias, designadamente a Agência Europeia para a Informação e o Aconselhamento dos Jovens (Eryica), a Aliança para o Ano Europeu dos Cidadãos (EYCA), a Eurodesk e o Portal Europeu da Juventude;

— iniciativas transnacionais destinadas aos jovens e o diálogo estruturado. Animação juvenil e organizações de juventude

34. Apoiarem e desenvolverem iniciativas de animação adaptadas aos jovens que se concentrem na educação sobre cidadania, direitos humanos e diálogo intercultural e interconfessional, através de métodos de aprendizagem não formal e entre pares, no intuito de fomentar a integração dos jovens na sociedade e de combater tendências extremistas, a radicalização violenta e o incitamento ao ódio; explorarem as boas práticas seguidas pelas redes de cooperação existentes no domínio da juventude, como o Centro Europeu do Conhecimento para a Política de Juventude (EKCYP) e a rede SALTO de centros para a participação da juventude.

35. Reforçarem a capacidade dos prestadores de informação para os jovens com vista a permitir a divulgação de informações sobre as oportunidades de participação política, especialmente dos jovens que não pertencem a movimentos juvenis organizados ou a organizações de juventude.

CONVIDAM A COMISSÃO A:

36. Facultar informações sobre boas práticas e histórias de sucesso relativamente aos projetos lançados pelos vários Estados-Membros no contexto do programa Erasmus+ com vista à realização de iniciativas de participação política dos jovens; ter em conta outros estudos e iniciativas de investigação neste domínio e divulgar os seus resultados. 37. Elaborar um relatório de síntese dos estudos de investigação disponíveis, incluindo os estudos realizados pela Rede

de Investigadores Europeus da Juventude (Pool of European Youth Researchers), sobre a participação eletrónica e o leque dos diferentes media digitais e instrumentos em linha, bem como uma análise sobre a forma como estes instrumentos são utilizados pelos jovens, a fim de se obter uma panorâmica geral das metodologias eficazes disponíveis.

38. Definir o contributo específico da animação de jovens e da aprendizagem não formal e informal na promoção da cidadania ativa e na participação dos jovens em sociedades diversificadas e tolerantes, bem como na prevenção da marginalização e da radicalização, que potencia comportamentos violentos.

39. Publicar, através de ferramentas de comunicação de fácil acesso, informações adaptadas aos jovens que clarifiquem e/ou expliquem a evolução das diferentes políticas e decisões da UE que afetam particularmente os jovens, a fim de as tornar transparentes e compreensíveis.

(16)

ANEXO I

CONTEXTO POLÍTICO

1. O Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, que estabelece, no artigo 165.o, que a ação da União tem por objetivo «estimular a participação dos jovens na vida democrática da Europa».

2. A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, que estabelece o direito de as crianças e os jovens exprimirem livremente as suas opiniões sobre todas as matérias que lhes digam respeito.

3. A Comunicação da Comissão, de 28 de abril de 2015, sobre a Agenda Europeia para a Segurança, na qual se afirma que a participação dos jovens tem uma importância crucial para a prevenção da radicalização, promovendo valores europeus comuns, fomentando a inclusão social e reforçando a compreensão mútua e a tolerância.

4. A Declaração de Paris dos Ministros da Educação da União Europeia, de 17 de março de 2015, sobre a promoção da cidadania e dos valores comuns da liberdade, tolerância e não discriminação através da educação.

5. A Resolução do Conselho e dos Representantes dos Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, de 20 de maio de 2014, relativa à panorâmica do processo do diálogo estruturado e, nomeadamente, à inclusão social dos jovens, que define como prioridade geral para o ciclo de 18 meses (de 1 de julho de 2014 a 31 de dezembro de 2015) o empoderamento da juventude; no âmbito desse tema abordar-se-á o acesso aos direitos e a importância da participação política dos jovens.

6. A Declaração da Segunda Convenção Europeia sobre Animação Juvenil (Bruxelas, 27-30 de abril de 2015), em que se afirma que a participação constitui um dos princípios fundamentais da animação juvenil, no pressuposto de que o desenvolvimento do trabalho de animação de jovens só poderá ser desenvolvido se os jovens nele participarem ativamente desde o início e a todos os níveis — europeu, nacional, regional e local.

(17)

ANEXO II

PRIORIDADE DO DIÁLOGO ESTRUTURADO EUROPEU NO DOMÍNIO DA JUVENTUDE DURANTE O PERÍODO DE 1 DE JANEIRO DE 2016 A 30 DE JUNHO DE 2017

A cooperação entre as presidências é uma prática corrente no domínio da juventude, no contexto do diálogo estruturado entre as autoridades públicas e os jovens. Durante o período compreendido entre 1 de janeiro de 2016 e 30 de junho de 2017, a prioridade temática geral da cooperação europeia no quadro do diálogo estruturado no domínio da juventude consistirá em fazer com que «todos os jovens participem numa Europa diversificada, conectada e inclusiva — preparados para a vida, prontos para a sociedade». Este tema, que reflete o Relatório da UE sobre a Juventude e tem em conta as reações à consulta prévia conduzida pelo próximo Trio de Presidências, será o fio condutor que garantirá a continuidade e a coerência dos trabalhos das três Presidências, em sintonia com o Plano de Trabalho da UE para a Juventude 2016-2018.

(18)

ANEXO III

PRINCÍPIOS DO DIÁLOGO ESTRUTURADO EUROPEU NO DOMÍNIO DA JUVENTUDE DURANTE O PERÍODO DE 1 DE JANEIRO DE 2016 A 30 DE JUNHO DE 2017

1. A arquitetura simplificada de 18 meses, no quadro da cooperação entre o trio de presidências sob a forma de diálogo estruturado, deve ser mantida e desenvolvida, a fim de garantir a continuidade da prioridade temática geral e permitir uma melhor gestão do tempo pelos grupos de trabalho nacionais nas consultas com os jovens.

2. A fim de aumentar a representatividade e a diversidade de jovens no processo, há que continuar a envidar esforços para sensibilizar os diferentes grupos-alvo afetados pela prioridade geral, utilizando inclusive as consultas em linha e reuniões presenciais, métodos que combinem diferentes formas de expressão e eventos de consulta local, envolvendo ONG locais, organizações (de informação) de jovens, autoridades locais e grupos de trabalho nacionais.

3. Para elevar a qualidade dos resultados do diálogo estruturado, as consultas e, sempre que adequado, as conferências da UE sobre juventude deverão contar com a participação de animadores juvenis, peritos em matéria de juventude, especialistas académicos, prestadores profissionais de serviços à juventude e organizações relevantes de jovens afetados pela prioridade geral.

4. No intuito de facilitar o seguimento dos resultados do diálogo estruturado, o trio de presidências deverá informar os jovens que tenham participado nos processos de consulta e nas conferências da UE sobre juventude, através de uma nota explicativa ou de outro meio de comunicação, sobre a forma como os resultados finais do diálogo estruturado foram tidos em conta pelo Conselho e pela Comissão na terceira fase do ciclo.

5. A fim de garantir que o diálogo estruturado produza verdadeiro impacto, o trio de presidências deverá procurar envolver, quando pertinente, outros intervenientes da UE, como o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão. 6. A prioridade geral do próximo trio de presidências (1 de julho de 2017 a 31 de dezembro de 2018) deverá ser

definida antes do início do seu mandato, sendo, na altura própria, antes de ser adotada, objeto de consulta aos jovens e aos grupos de trabalho nacionais.

(19)

IV

(Informações)

INFORMAÇÕES DAS INSTITUIÇÕES, ÓRGÃOS E ORGANISMOS DA UNIÃO

EUROPEIA

CONSELHO

Relatório conjunto de 2015 do Conselho e da Comissão sobre a execução do quadro renovado para a cooperação europeia no domínio da juventude (2010-2018)

(2015/C 417/03)

O capital humano e social dos jovens constitui um dos maiores trunfos da Europa para o futuro. A União Europeia e os seus Estados-Membros precisam de investir no potencial representado por 90 milhões de jovens europeus, em termos de competências, de criatividade e de diversidade.

A crise económica atingiu os jovens de forma particularmente severa. Acentuou o fosso entre os jovens que beneficiam de mais oportunidades e os jovens mais carenciados. Alguns jovens encontram-se cada vez mais excluídos da vida social e cívica. Pior ainda, alguns estão em risco de alheamento, de marginalização, ou mesmo de radicalização violenta. Por essa razão, a Comissão e os Estados-Membros prosseguiram o seu trabalho conjunto durante o período de 2013-2015, com o objetivo de melhorar a empregabilidade dos jovens, a sua integração no mercado de trabalho e a sua inclusão e participação social. Face a uma crescente fratura socioeconómica, é imperioso que as políticas adotadas continuem a enfrentar os profundos problemas sociais com que muitos jovens se confrontam. É preciso encontrar soluções sustentáveis para combater o desemprego dos jovens, reforçar a inclusão social e evitar uma radicalização violenta. Tal exige uma cooperação mais sistemática entre diferentes domínios políticos a nível da UE e dos Estados-Membros, como o emprego, a educação, a formação, a não discriminação, a política social, a cidadania (inclusive da União) e a juventude, mas também a cultura, o desporto e a saúde.

Em 2016-2018, é essencial que o quadro de cooperação no domínio da juventude (1) procure capacitar um número cada vez maior e mais diversificado de jovens, em especial aqueles que se encontram em risco de exclusão. Deverá ajudá-los a encontrar empregos de qualidade e a participar na vida social. Os fundos da UE disponibilizados no âmbito do programa Erasmus+ complementarão a cooperação política desenvolvida nos setores da animação de jovens, das atividades de voluntariado e da participação na vida democrática. Outros instrumentos, o Fundo Social Europeu (FSE) e a Iniciativa para o Emprego dos Jovens (IEJ), garantirão um financiamento orientado para a inclusão dos jovens no mercado de trabalho e para o desenvolvimento do seu capital humano.

1. Introdução

A UE apoia o emprego dos jovens, a empregabilidade e a inclusão social, em especial no âmbito da agenda definida para o emprego, o crescimento e o investimento, da Estratégia «Europa 2020» e de determinados fundos da UE, como o Erasmus +, o FSE e a IEJ.

Além disso, a UE apoia, coordena e completa as ações dos Estados-Membros através da aplicação de um quadro de cooperação no domínio da juventude, em conformidade com os artigos 6.o e 165.o do TFUE. O quadro de cooperação exorta a UE e os Estados-Membros a:

— criarem mais oportunidades para todos os jovens em pé de igualdade, tanto na educação como no mercado de trabalho; e

(1) Resolução do Conselho, de 27 de novembro de 2009, sobre um quadro renovado para a cooperação europeia no domínio da juventude (2010-2018) (JO C 311 de 19.12.2009, p. 1).

(20)

— promoverem a cidadania ativa, a inclusão social e o espírito de solidariedade de todos os jovens.

Através de um conjunto de ações, incluindo a recolha de dados factuais, a aprendizagem mútua e o diálogo com os jovens, o referido quadro apoia projetos em oito domínios: educação e formação, emprego e empreendedorismo, saúde e bem-estar, participação, atividades voluntárias, inclusão social, a juventude e o mundo, criatividade e cultura.

O presente relatório avalia os progressos alcançados na realização dos objetivos e prioridades do quadro de cooperação definido para o período de 2013-2015, analisando a situação dos jovens e as medidas políticas adotadas pela UE e pelos Estados-Membros.

2. Situação atual dos jovens europeus (2)

Desde 2013 que os efeitos da crise se têm repercutido fortemente nos jovens. As transições da infância para a vida adulta tornaram-se mais complexas e individualizadas, uma tendência que cresceu significativamente desde 2008. Essas transições são marcadas por mudanças essenciais — do ensino para o mercado de trabalho, da dependência financeira para a gestão pessoal do próprio orçamento —, bem como por uma necessidade de autonomia que expõe os jovens a condições económicas, sociais e ambientais instáveis. As políticas devem acompanhar os jovens nesta «viagem» e ajudá--los a explorar todo o seu potencial.

Os dados que se seguem resumem a situação atual dos jovens com 15-29 anos de idade (3).

Esta geração de jovens é mais instruída do que qualquer outra …

Os indicadores da educação revelam tendências positivas. Embora persistam divergências consideráveis em toda a UE, a saída precoce está agora em declínio (4).

As taxas de conclusão do ensino superior subiram de 33,8 % em 2010 para 37,9 % em 2014 (5). Embora a taxa de desemprego na UE tenha subido em relação aos diplomados do ensino superior, continua a ser muito inferior à taxa de desemprego das pessoas com habilitações mais baixas. No entanto, esses diplomados também podem ser confrontados com situações de falta de emprego ou de sobre qualificação face às oportunidades existentes no mercado de trabalho. Muitos jovens criam redes sociais que permitem conciliar a conectividade à escala mundial com as raízes locais: 82 % utilizaram redes sociais em 2014. Os jovens envolvem-se em novas formas de participação política, muitas vezes através das redes sociais, mas tendem a votar menos do que as gerações mais velhas. Contudo, muitos são membros ativos da sua comunidade local: cerca de um em cada dois jovens pertenceu a, pelo menos, uma organização em 2014, e um em cada quatro é voluntário (6). Esta imagem diferenciada do empenhamento dos jovens põe em causa a forma como o conceito de cidadania é atualmente entendido.

… mas a crise criou novas fraturas

Muitos jovens têm dificuldade em encontrar um emprego de qualidade, o que dificulta seriamente a sua emancipação. Apesar de ter diminuído na maior parte dos Estados-Membros após o pico de 2013, o desemprego juvenil continua a ser uma preocupação grave: 8,7 milhões de jovens europeus não conseguem encontrar trabalho (7) e a percentagem de jovens em desemprego de longa duração ou a tempo parcial involuntário permanece elevada.

No total, 13,7 milhões de jovens não trabalham, não estudam, nem seguem qualquer formação (NEET) (7). Quase 27 milhões estão em risco de pobreza ou de exclusão social. As taxas de pobreza são mais elevadas nos jovens do que na população em geral e o trabalho a tempo parcial involuntário ou a sucessão prolongada de contratos temporários expõem esta geração a um risco de pobreza a longo prazo (8).

(2) Para obter uma informação mais pormenorizada e conhecer as fontes da presente análise, ver documento de trabalho dos serviços da Comissão SWD(2015) 169 sobre a situação dos jovens na UE.

(3) Salvo indicação em contrário.

(4) O indicador Eurostat «jovens que saíram precocemente do sistema de educação e formação» baixou de 13,9 % em 2010 para 11,1 % em 2014 no grupo etário 18-24 (registam-se ainda percentagens elevadas, nomeadamente em Espanha, Itália, Malta, Portugal e Roménia). (5) Eurostat, população entre os 30-34 anos de idade que concluiu o ensino superior.

(6) Flash Eurobarometer 408, 2014. (7) Eurostat, 2014.

(21)

A inatividade, a pobreza e a exclusão não atacam uniformemente. Quem começa a vida com menos oportunidades tende a acumular desvantagens. Os jovens oriundos de um contexto de migração, com menos habilitações ou com problemas de saúde têm maior probabilidade de vir a integrar o grupo dos NEET (9). O desemprego na população jovem nativa descendente de pais imigrantes é quase 50 % mais elevado do que nos outros jovens da UE (10).

O fosso entre os jovens que estudam, têm confiança numa oportunidade de emprego e participam na vida social, cívica e cultural, por um lado, e aqueles que têm pouca esperança de plena realização e que se encontram em risco de exclusão ou de marginalização, por outro, está a aumentar.

Esta divisão pode deteriorar o tecido social e o crescimento económico sustentável a longo prazo (11). O envelhecimento da população europeia acentua mais ainda a necessidade e urgência de integrar todos os jovens (respeitando a sua diversidade).

Para os jovens do lado errado do fosso, é difícil ter voz política. Quanto menos instruídos ou envolvidos nas atividades sociais, menos participam nas eleições, nas ações de voluntariado ou nas atividades culturais (12). Por exemplo, os NEET têm menos confiança nas instituições públicas e participam menos nas atividades cívicas e sociais do que os seus pares.

Nenhuma política tem a solução, mas todas as políticas podem ajudar

Todos os jovens merecem oportunidades justas e iguais, o que exige, porém, um investimento a longo prazo. Nos respetivos domínios de competência, a UE e os seus Estados-Membros terão de mobilizar todas as políticas que sejam suscetíveis de melhorar as perspetivas dos jovens.

Para que os recentes sinais de recuperação se possam traduzir num crescimento sustentável e duradouro, a UE tomou medidas para impulsionar o emprego, o crescimento e o investimento, especialmente procurando oferecer de novo aos jovens empregos de qualidade. A UE e os Estados-Membros podem desenvolver esforços com base na Garantia para a Juventude (13), no Fundo Social Europeu e no Plano de Investimento para a Europa.

O emprego é crucial, mas nem sempre é suficiente para assegurar a inclusão plena. A educação e a formação podem dotar os jovens das competências necessárias no mercado de trabalho e ajudar a superar as desigualdades e a promover uma mobilidade social ascendente. O desafio urgente da educação e da formação na UE é garantir um investimento e uma modernização suficientemente rápidos para poder explorar todo esse potencial (14). As políticas de juventude implementadas fora da sala de aula também podem ajudar os jovens a adquirir a combinação certa de competências, preparando-os para a vida e para o trabalho.

Deve ser dada aos jovens a possibilidade de crescerem em comunidades inclusivas e pluralistas, alicerçadas nos valores democráticos, no Estado de direito e nos direitos fundamentais. Para preservar a tolerância, a diversidade e o respeito mútuo, a agenda da UE no domínio da segurança prevê várias ações destinadas a combater as causas profundas da violência extremista e a prevenir a radicalização, nomeadamente através de uma maior inclusão e participação dos jovens (15). Este ano, os ataques terroristas iniciados em Paris e Copenhaga reclamaram uma nova urgência para estes complexos desafios. Numa declaração adotada em Paris, em março de 2015, os Ministros da educação da UE e a Comissão comprometeram-se a aplicar novas medidas para preservar os valores europeus.

3. A ação da UE e dos Estados-Membros em 2013-2015 (16) 3.1. Ação da UE: empregabilidade, inclusão e participação

Ações em vários domínios políticos da UE

O emprego dos jovens e a empregabilidade continuaram a ser prioritários no período de 2013-2015. (9) «NEETs», Eurofound, 2012 e OCDE, 2015.

(10) Indicators of immigrant integration — Settling in 2015, estudo conjunto da OCDE e da Comissão Europeia. (11) In it together: why less inequality benefits all, OCDE, maio de 2015.

(12) Flash Eurobarometer 408, 2014.

(13) Recomendação do Conselho relativa ao estabelecimento de uma Garantia para a Juventude, JO C 120 de 26.4.2013, p. 1. (14) Relatório conjunto sobre o quadro estratégico para a educação e formação (EF 2020), COM(2015) 408.

(15) COM(2015) 185.

(16) Para mais informações, consultar o documento de trabalho dos serviços da Comissão [SWD(2015) 168] sobre os resultados do método aberto de coordenação no domínio da juventude; http://ec.europa.eu/youth/policy/implementation/report_en.htm

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