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A Escola Primaria, 1936, anno 20, n. 5 e 6, ago./set., RJ

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Sul Mineí1~a

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Rlvalisa com os mais

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Rio d

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Apartamentos

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As

diari~s vão de 15 a ~0$000,· conforme os dormitorios .1

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· direção desta rev,~sta, de uma. redµc93,o d~ :0º/0 quandb a.eompanh~d;;s de fallli&.

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Par;t

~adi• i~fo,:,nayôe11

'fl!riJii•-se, ''"

p1•011~·ie.larlo

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ANNO

XX-Nºs. 5

e

6

-

Nº.

avulso 1$200

-

Agosto e Setembro

de1936

- -

REVISTA

1IENS1\.L

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---·

- -

· - - - -

-Director:

r\LFREDO C

.

DE

F

.

ALVIl\I

Snperintenàente de Ensino Particular

REDACÇÃO: RUA sE-rE DE SETE:1IB1t0, 174

RIO DE J.'\NEIRO P a r a o

.\.S

S

lílNAT

R.c\.S

:

r a s 1 . B . 1

i

111n a11no .... 6 meze ... ll 000' 6$000 • '

SUMMARIO

Red . • . ••...• •••••• •••••••••• Jos~ Piragibe ... . Firmino Co&ta ... , ... . Humberto de Campos ... , . .... , .. Red. . . . • . . . . • . Pedro A. Pinto ... ... . • • A Fcst!I da Pri1navera e a Casa do Professor Os Lusiadas Dia do Profes5or A Cas,i do Professor

Liga de Bondade e o desastre

da Rede Sul 1Iineira

Língua ~faterna

1. !:\'f ••••••••••• •• •••••••• •••• A . Sahoin. lii1na, ...•....•...

Yolanda Rovigati, ... . ...•

Secretaria de Edueação ... .

ConhllCer o Bra,il é au1tl.l-~·

.-\ crinnr.a e o cou11nuni',1n o

Xo~ões rudimontru:es tle cienoia,

chamada, naturacs

Instn,cçües par:L pro1no~.iio ,los

a.lnmoos das e~colas ele1nen,ares

O

Departa1lte11to

de Edzlcaçiin,

de

a

re,zda

das ba1·1·aqzzi1zltas

ertt (]Tle·

11iãos dadas

á

prestigiosa A.c;socz·ação ei·a,11, venclidos do

ce

s

e

e

f1

·escos

.

dos Professores

P1·1marios, fez reali-

'I'ão g,·a

·

nde szzcce.r:;so

se

deve,p1·i11-ear

,

a

27

de Setenzb1·0 u!ti,no,

na

Q1zi11- ctpal11ze1zte, an

Jiabit,zal

dest

Je

/o q11e

c/1e-ta 'da

Bôa

Vista a

tradicio11al

Festa ga ás

,·aia,,;

do sac1·1ficio

1io

c

11lto e

.Escolar

da

P1·.'mave1·a.

.

· ·

ab,zegatlo

rna.1zst

e

1·io

ca,·iocn: ao q11a1,

Desde

o

a1zno

de

19,91,

por inz:c,:a

-

não se

podenz

.Ja

.

nta,: . ., tece,·

elogz-os

q11e

/1,va do

illzist,·e Dr.

Ra,zl de

Faria

,

s~;a11i

sulftcient

es

.

então

Directo,·

·

Geral

dà Inst,·ucciJ

.

o

Facil

será,

ago,·a, a fti,·efa dos

Municipal, ve11i se

1·ealizando, pe,·io

~

qzie

se

p1·op1i~·e1·a11t

a

1·er1l1:za,

·

o

,qra11-d1,·ca11zente, tão encantadora

festa

co11z

de

ob1·a_

.

os 1iob1·es e

elevados

o~jectivos

de

a,11-

.

O

donativo da Livra,·ia

}'1·a11cis-pliar

os

beneficios

conceclidos

pelas

co Alves

-se

11tente

lançada

e111

ter1·e110

Oa1:xas Escolares e,

ao 11zes11to te11zpo, fe,·til-o 1·esl1,ltado

das festa.e;, o apoio

consegair

os necessa,·ios

i·eclif'SOs

pa,

·

a

das

altas a1itoridad

e,r;

ad111i1z1strat1:vas;

a con.'3t1·zzcção d(t Oa,r:;a do

P1·ofes~o1·. o a11tpa1·0 da

Oa1na1·a

.J.lf11,11iczpal,

(c

o11-Foi co11tpleto

o

ex,:to

alcançaclo :

'

_

crettsrtdo

.

,ia

pro,je

cto

F,·ederico

'I'1·0-dt·r1,

lindissi,no, che,:o

de sol e de lz1z,

·

ta

e

na dt',c;po.r;içã

o

01·ça,1ie11,taria p1·0

--.

1111-llzares e

111illzare,r:; de

corações

i1z-

po.r;ta

pelo

vereado,·

E

1·1la ,,

i

Úfl.

1·doso ):

fantis.

t,·ansbo,·dantes

de

n.leg,·ias

e asseg111·ti111

pa,·a 11111ito b1

·eve.

o

co11teço

de felicidades. A

111,ais

de cento

e

vi11te

da

const,·11,cção do

,q1·a11dP

ediftc1-o

q1.1e

contos

de réis. atting1·u o p1·odz1cto das ab1·z:qa1·á o ,n

es

t,·e

-

~z

os

dt"rts i11ce1·tos

e

,

e11,fradas,elevando-se

a

·

cerca

de ci1zcoe11tct 111tzitas

vezes,

to1·11z

e11fosos

,lo

f11t1e1·0.

T uda a correspondenciá deve ser dirigida á redacçãc : Rua Sete 7 de Sete111b ro 17 4

(3)

62

A ESCOLA PRIMARIA

''OS

LUSIADAS''

si,,i e

. '

o 11zes11zo qtie p1·ete1ide1·

cltega,·

ao

ce1zt1·0 do f1·11to

·

se,11 passar pela casca.

A,

a,zalise 11zal feita :ião to,·na i1zsz1po1·tavel ape:

A visitei do s,·. João de B

.

11·,·os,

a1eto1· ,ias a leitu,·a dos «Lz,1,siarlas»

1

,,,as a d~

de ta,etas ob1·as

sob,·e edtzcação,

de1,e1·ia des- qzttilqt1e1· ob,·a de q1talqzee1· auto,·; a,itigo or,1,

pertar· zi111 gra,zel

e

i1zte1·es::;e ,ias associações 11toele1·1zo.

de p1·ofesso1·es.

Hoje te11z o

estttda11te á sita

disposição

Fica,·cí par·a a p1·oxi11za

visita.

os

«Lztsiadas»

de Epifa,iio Dias; os

«Lzi-At

é

lá fi'J.tletti

p2r·

IZ'J

t

ti ,zestczs ,·apidas siaias, de Go111es Montei,·o : o p1·i111eiro,

li-li,zlta

.

,; as lt 111ze1za_qe1zs de 1t111 p1·ofesso1· aJ att ·

v

·

,·o 1·ep_leto ele notas

e1·1tditas; o se,rjzttzdo co,11

to,·

tl:3

ta,etos liv,·os, 11t!1S p1·i1tcipalnze1ete de a

e

.

L·pltcação

e111

p,·osa de todas as

estan-lllll

que vale po,· todos :

«

Os Lttsiadas

co,z- cias.

HojP-

ttão cot11p1·ee1tde1·á os

«Lusia-ftidos ás

c1·ia1eças e

le

1

11b1:aelos ao povo~.

E

'

clas

11

qtie111 fize,· ,,,zeita qttestão de ,ião os

z111za adaptação q11asi lite,·al do.r; L

·tsiadas.

co11zp1·ee1tde1·.

No

liv1·i1z!to

(co111

ilztst,·ações de Ma,·ti,zs Ba-

«

Os Lusíadas» 110 liv,·o do

sr.

João de

,·ata) ,·ecl

:

i~io o a1ito1·

a

11

n h as es sen-

B

i

i,·ros

esteio

ao alca,tce

,te

q1,alqz1e1· lto11ie111

ciaes, a linhas acessíveis

á

mais in-

do

povo, de qrtalqzter

c,·ea,zça.

Pode11t se,·

genua visão, a opulencia de arquite·

lielos /Jelo ,·adio po,· Tia Litcia, a ilzistre

ctura, a prodigiosa riqueza de emo-

p,·ofesso,·a q1,e posstte o seq,·edo de

co,zve,·-ções, de sentim-antos, de imagens e

sa,· co11z as

c1·ea1tças, e co11z

o povo.

de ideas, que, pagina a pagina. cati-

Dir

-

se-á q1ze a leittera dos •Lresiadas.,.

vam e deslumbram o leitor dos Lu

·

1z

t

io 110s i,zte,·e;;sa po,·qzte 1ztio

se

t,·ata

de

siadas.

asszi,eto 11acio1tal. Esq1eece11z-se de q11e a

l1is-«O;

L·tsiada.c;»,

e:cata11ze1zte

po,· se,· to1·ia do B,·a.,il

é

o 11zais belo capitttlo

da

zt11z.1,

/,Jit,i,·a fo1·te,

é

qtte

se

deve co11side1·ar leisto,·ia de Po,·ttegal, co,110 a ltisto,·ítz

.

de

absol1tta11iente i1tdi::;pe1tsaoel ,zas

cla.gses.

O

I~o1·

_

t1tqal

é

o ,,,ais belo capitttlo da Jzfsto,·ia

g,·a,zdtJ p1·age1·

dfJ

esttida,zte

é

o

da

diftc1tl-

da

lI1t11z1,1zidade.

]ti

ficotz, po1·ve11,tz11·a,

esqz,e-dade oe1zcida

;

é

a co1zq1,ista

qiz

/to,· das

ltl-

cida.

a beltz co1zfe1·encia d" Nab11co 1za

U,zi

taras; o pr·az

e

1· 11i1io1· do 11zest1·e

é

leva,· o ve1·sidade de Yale,

e

,za qtzal o g1·a11de b,·a·

dicipulo a a_qrt,rla,·-se do qtze a /J1·i11cipio ,ião silei,·o ,zos fala cta sttper·i"o,·idade dos

«Lu-llze ag,·ad

,

1ua.

siadas»

?

A

ob,·a pri11ta de C1i11zões estií se,zdo.

e,z.

A

p1·i11zei1·a i11zp1·essâo dos L,isiadas,

e11-t1·eta,zt'J. 11,11z tio,·o ,·epeli

{

lo ,,as escolas. Aos si,za J1Jaq:1,i.111 Nabaco,

é

o ot1,lto da Patr·ia;

fJ

«L·isi

.

z,j:1,3.

p1·e/e1·e-se a leittz1·a de a,·t(qos segu,zela

é

se,·

o poe111a elo Ocea,10; a tercei1·a

de .fornaes, de t,·eclt?S de antologia, de corttos

é

a da fo1·1.1zação de tt111 i11zpe1·io e de ,,,,,a

po-i,zfa,ztls, fto,·es de

.fa,·di11z

qize 1·apid1ime1zte te,zcia 111a,·iti111a; a qua,·ta

é

a capacidade

se colhe111, 11ztirclzan1 dep1·essa,

·

e

e11t b,·eue c,·eado,·a, a i111a_qi11ação; a qzti1tta

é

a Re,zas·

são aba,zdonadas, senz deixar· vestígio. P,·e- ce,,zça,· a sexta

é

a de uni

esti11zulo

aos ,,,ais

fer·e-se a agtia da bica

á

da fonte c,·istali,za, altos

co,,,etin1e1ztos

da

viria;

a seti,,ea

é

a

po,·que ttão se qtter fazer o peque,zo esfo,·çc relação

131it1·e

o alto e1zge1zlto poetico e

(Z

ad-de sribi,· a 11zo1zta1eha. Alai,i ,zo

«Propos ve,·sidade.

d'édtzcatioz-1» c}zega a 1·eco11ze1zda1· a si,11ples

Faloli Nabuco.

leitt11·a e111 voz alta da ob,·a p,·inza, se11z

Na 111es11ia co1ifere1zc

,

ia ele obse,·va que

quaesquer explicações, para que a c1·eá1zça o titztlo

.

ad11iitia tatztos ca,ztos nzais, q1,aretos

ftqrie presa pela l1a1

·

,1101zia so,nente.

«

E.r;czitar fosse,11 o.~ cometi111e1etos fte1·oiços dos

portz:t-eflt si 111es11to belas

c

oztsas,

diz ele,

é

a p1·i-

,

grtezes. Ou dos brasilei,·os, dizenzos nós. Dos

,,,eira ,11editação . .,,

1

po,·tuguese.s pa,·a leste, dos b,·asilei,·os pa,·a

Mas a obra p1·i111a de Ca11zões

é

lzo.ie oeste pelas p1·oprias ter,·as do B,·asil.

n,,, livro exclztido das classes. A

czzlpada,

Abe11çoado

seja

o esc,·ito,· po,·titgltês que

dizenz, é a a,za/i.,;e. Foi a analise q11e11t tor- ,ios l101t1·oa co111 a

sua

visita. Abençoado

note otliosa a leitttra dos «Lusíadas».

.R,·ro pelo lio,·i,zlzo q,ze ele esc,·evett pa,·a to,·nar

de visão,

JVão

foi a a,zalise. Foi o 11zatt, o co11hecidos e a111ados os «Lztsiadas».

pessi,110 e1isi110 da a11alise. Foi a analise de

Leia,1zos a g,·a,zde ob,·a de Ca11zões,

e1z-u11z

t,·ec!zo qtie 11ào

se

ti,zlta co11z1Jree1zdido,

1

qua,zto 1tão szz,·f;e do ,qe1tio de 1i11t poeta nossa

qzia,zdo

a a,zali se

é

ape,zas a i1tte1·pretação

,

o

{1zco111

pa,·avel poe ,,,a das

«Ba,tdei,·as»,

ó

profu,zda do t,·eclzo

r

le qzte a,,tes se ftze,·a

.

novo

ca,zto

-

dos «Lt1szadas.

·

· ·

llltla

i1zte1'f)1·eta

çâ

o supe,ficial.

Não agi1· as..

.

·

J

OSE'

·

J:>J

Rr1

GIBE •

• ' • • • • "

A

ESCOL

:

\

PRINl.lRIA

63

- - - -

- - - - · - - - -

-·--''DIH DO

Ho'CESSOH'

11 ça e o respeit:; dos alun·os ,por !lleio do

J

,

setr v ... lor pesso;il, eis o qi1e a11tes de tudo

' cumpre ao. professor.

O a1nor !Í classe e a competencia n~

Se eu so.ubesse desenhar (o desenho materia de ensino tornarão agrada,·el e

fe-ainda hc,je é novidade, quanto mais no · cunda a ~arreir;1 profes~oral. De outra

meu tempo de estudante!), se eu tal sou- ,1 t,cruia ser a, ?iell~or qu_e o professor

aban-besse, faria dois quadros para conlemorar c.?ne o n1,1g1ster10, pois este se

t:anforma-o ;, Dia do Professor''

o

,,rii,1eir O repre- ra p;1ra ele em pesad;t crt1z. Nao !'Ucede

t'

f' .

.

'?

s

sentaria um deµosito de materiais de cons- o mesmo_ con1

º:

outros pro 1c1ona1s . _ e

trução e alguem tirando de uma "arro- o cowerc1a11te nao ag_rada ao freguez e nao

cinha n0vos materiais para as criança~ conlJece a mercad;>r1:1, co:110 ~a d~ ~le

colocarem na <levid:i ordem.

O

segundo p~osperar o seu neg<>c10 ? Se o Jard1:ie1ro

qu-idro representaria uma construção qtie 11ao ct11da t>em_ ~as flores qne cultiva,

cer-as crianças iarn levantando com a colabo- tamentt:: e1,1s v1r,10 a estiolar-se ou n1orrer

ração àe algu e m, seinpre pronto a forne" e11trt> o n1at1

i e a sectira da terra.

cer-lhes novos m;,.teriais para elas etnpre- Pqde ol1s" rvar, ha bas!ante temi10,

garem devidamente. dttas classes do mesmo ano, que nãc1

se-clifercnçavam pelo nt1111erc1 1 idad(: e iute-1 i g· e 11 e i a d os ,11 u n os . J\ o ' passo que 11 ru a

prog·redj,l a oll1os vistos, entusiasma da

se111pre peia professora, a outra

mauti-nh;1 -se ,1tra7.ada e <lesc•J11tente. Para a

pri 1neira rirofessoi a a regeu eia da attla era

vero,1deiro encanto; r•ara a segunda

tor-nou-se i11tolera\·el es~a regencia. , São dois quadros ,tlegoricos, bem

~r.

·

ve, um da escola tradicional e outro da

es-c?lª. ativa.

O

pr(ifessor, que e11t;io

forne-cia instrução sem atender á classe, sinão

ao pr grama, pass,Ju hoje .i. colaborar com

a classe notrabalho educativo. · ,

_Para caciét proféssor, a comer11oração

ào

~1a que lhe é dedicado, oferece

opor-tunidade especial para um relance de vista

por essas idéas. A transformação, que se

operou e se vae operando no e11sino sob

o non1e de escola ativa, cortou a rotina pela raiz e exige de todos os professores

pronto reajustamento de idéas e atívida- ,

à.es, sob pena de fracassarem. '

A

edu cação dos edt1cadores, no seriti'

-do integral desta exoressão, impõe-se a

todos aqueles que &eguem a carreira do

ensino, Está visto qt1e qualquer não pÓ·

-de:á ser _hoje edt1cador ainda 1nesn10 pos."

su1ndo diploma de 11ormalista. Não lhe

ba:,ta, ~;i. melhor hipntese, conl1ecer · o q e

vat lecionar, nem :1inda a metodolocria e

. o

ot1tras n..,1ter1as que _lhe servern de base.

Educar algL1em é construi-lo

interna-mente, no di:;:er de .n.me. Necke~ de

Saus-sure. 'l'r;tb:tll10 de tanta respo11sabilirlade

re ..: Jama do edt1cador, além d,,s

conheci-mento; .i ,lquiridos nos livro;;, déterminadas

qu,tlidade~ soc:iais.

E'

necessario que a

classe veJa no seu professor certa elevação moral, mantida no raodà de trata-la.

Conserve ele sem d11vida a

cordiali-dade, mas subordinada

á

jt1stiça· cultive

.

'

a po lidez, tornando-a entretanto

depen-dente da eu(;rgia; não se julgue jamais um

. ,. .

.

vencido, porem, faça de s1 e da classe uns

vencedores.Conquistar a amizade,a

confian-•

N:10

é

isto inevitavel, felizn,ente, Qu-e

ct1sta ao pr..Jfessor ser amigo àe sua classe,

<lar-lhe l>oas atil;is, ler e corrig·ir as pro·

va~, co11 ceder-l l1es not,1s justas?

A

disci-plina deriva du profes':>t•r, p • S3o dizê- lo

com experiencia prt>pría.

A

disciplina pro~

,em

do traba.1110 ben1 organizado e bem

dirig-i ,iri,

O

traball10

é

o discipli11ador por

excP,lenci,1. Diz Ferriére em sett livro ''

A

Escola Ati·>'a'': 11

0

professt1r qt1t. se

quei-xa

de seu aluno acusa a si mef'mo''.

Por q11e não l1a de o professor

aprimo-rar-se mais e mais en1 seus co11 h eci m en tos,

se isso lhe tra:;: prazer intimo.

co~sidera-ção dos alunos e fdcilídade no ensino?

Cada professor bem ;.ioderia élS~iirar a ser

O mell1or rle todós, estudando contint1a e

'

metodican1ente, distioguinda-se no seu

trabalho, fazendo-se qu~rido e admirado·

dos alunos, realizando palestras

pedagogi-cas, co),1borando na ÍnJprensa escoiar ..•

A

uni cieles. disse eu 11a poucos di"ls, as

alunas

()

elegeran,; falta-lhe agora ser

nomeado. Esta · noticia, que ll1e deve t"r

sido suma mente agradavel, constitue ~

me-lhor das homenagens · ao seu ipcontestavel

valor. · ' ·

o

·

professorado déseja com :oda razão·

elevar,se.bem alto t;i<? conceito social e

po-lítico. Talvez algue~ pense que essa dis-tinta classe possa ser elevada por causa

(4)

'

64

A ESC

O

I,A PRI~1ARIA

--·

-

. . . .

do

valor inerente

á

sua nobilíssima mis- pu?lico

é

!ão pobre quasi como dô

magis-são. Tal

modo

de pensar parece-me in- ter10 particular. No banquete da Vida

fundado.

l\il

ediante seus proprios esforços, aquelle é brindado com uma das miga~

fortalecidos

pela cooperação e solidarieda- lhas da casca da maçã; mas este ultimo

de é

que essa classe, como qualquer outr:i, não tem nem isso. Inutilizado para o

tra-se

elevará, impondo-se cada vez mais á ~alho, ~ela idade

úU

pela doença, tomba,

consideração

da

sociedade

e dos poderes 1rremed1avelmente, na miseria. O

profes-publicos.

sor particular, de primeiras letras

é

em

Os

esforços do professorado

devem summa, o pária entre os párias. ' '

conver

gi

r

para

o desemper;.ho cabal de seus

Volva, cada um de nós, os olhos,

pa-deveres

e

para

a

cultura

continua de seu es- ra o caminho que percorreu e encontrará

p:rito, consegui!ldo, desse modo,

cada pro- pelo menos um documento dessa

verda-fessor

pensar

e agir

por si

mesmo, sem ne- de. Quando de passagem pela Bahia,

visi-nhuma idéa preconcebida, sem

segundas tei o Asylo de Mendicidade e me

mostra-intensõe$,

s

em intoierancia de

qualquer ram

,

ali, un1 homem de boa origem,

re-especie.

O

alvo supremo

du professor ou coll1ido cor.no

indigente;

que

.

era esse

ho-p

ro

fess

o

ra,

ainda

qu

e

lhe

pareça inatin- mem

?

Um antigo professor.

N

,

a

visita

vigel, consiste

em

se

r

um

espírito univer- que fiz ao Asylo São Luiz para a

Velhice

sal, acolhedor de

todo

s, s

ejam eles adver- Desamparada, apresentaram-me uma

se-sarios e respeitados

de

todas

,ts idéas ecren- nh

o

ra septuage11aria, portadora de

·

um t

·

i-ças

sinceras. Uina

irradiação constante de

tulo

nobiliarchi

c

o no seu paiz. fina

cul-simpatia,

tal

deve ser o

professor.

ta, intellige11te, com os vestígios, ainda,

-

Não

so

a aul

,

l

é

colaboração de pro- de

.

uma excepcional formosur

.

a. Viera para

fe:::so

r

e alunos,

mas tambem o corpo do- o Brasil, com o esposo,

.

um conde

j

cujo

cente

é

colaboração de professores

entre si. nome não quero

.

enunciar.

fizera-~ê

pro-Vivendo

d

esàrticulados

·

o

s

membros desse fessora. Leccionara idiomas e prendas. O

corpo,

sem

troe are~ ídéas sobre

o ensino marido entregara-

3

e tambem, ao ensino.

e

sobre

os

alunos,

fic

arão eles

figurando Um

dia, elle cegou.

A

esposa adoeceu. E

no

quadro

da

escola

tradicional. Se

a esco- foram comtr, jurytos, o pão da caridade.

la

ativa

firma-se

no interesse dos alunos,

A

·

·

igualmente

ela

se firma

no

interesse

dos

os seis annos, pouco após a morte

prof~ssores pelo

trabalho

educativo.

·

Um

de rrieu pae; fui posto em minha villa

na-E

outro

interesse, para

ser eficiente, pre- tal, e~ ui:na ~scola primaria, de que fugi

cisa dl!

desenvolver-se

em um ambiente de no pr11ne1ro dia de aula. Dirigia-a um

ho-perfeita solidariedade.

,

rnem severo, de negros e vastos bigodes

e de oculos pretos.

Era

o unico professor

FIR1IINO COSTA

Casa do Professor

.

'

·

da localidade, chamáva-se Agostinho

Si-mões. Mudam9s de terra.

Separamo-nos-' todos

,

sahimos cada um pelo mundo,

co-mo

na

l1istoria, con1 muita benção e

pou-co dinheiro. Já homem, enpou-contro-me pou-com

minl1a mãe, que I1avia passado alguns

·

an·

nos na capital maranhense. Pergur1tei

pe-. · pe-. - pe-. pe-. pe-. pe-. , pe-.pe-.pe-.pe-.pe-.pe-.pe-.pe-.

,

.

. . .

·

los conhecidos . E ella:

•...•...•...•....•...•... 1

-Sabes quem me appareceu no

Ma-,

ranhão? O teu primeiro professor, teu

Lendo agora, a noticia de que se tra-

;

mestre

Agostinho.

Foi visitar-me, cego,

balha para levantar no Rio de Janeiro a

,

pela mão de tlm menino. Morreu pouco

Casa

do

Professor,

eu ignoro se st tra- depois.

.

ta de um estabelecimento para abrigar to-

E com tristeza:

dos os j)rofissionaes do ensirio, que en-

1

--Vivia de esmolas, coitado! .. ,

velhecem ou se invalidam sem recursos,

!

E' essa, mais ou menos, pelo Br.asil

ou desti?ado, unic_ame11te,. aos p~ofesso-

!

t?do, a sitt1ação dos professores e, em p

'

ar-res publ1cos, ou ainda mais ar-restr1ctan1en.

'

t1cular, pos professor~s primarios. Na

fe-te

,

co pr~fessorado municipal da Capita

1

bre da

'.

,

1

ida, ningoem comprehende a

fun-da Rep_ubl1~a.

cção, e santa, e patriotic

.

a, e

fundamental-Ev1denten:iente, mesmo contando com

I

mente util que elles desempenham. São

~

aposenta~or1a, o membro do magister~o

I

elles os semeadores; os que arroteam a

ter-• • • •

• • • , • • • • • • • • •

A

ESCOLA PRI~1ARIA

65

ra, e a fecundam, para a colheita fntura.

No

a

~

tigo 2

°

: Os membros da

«Liga

Vendo a seára ninguem se lemb1 a daquel- de Bondade» são convidados a não deixar

le que lançou a semente no sólo virgem. passar e a procurar, na escola e fóra da

·

Elles são, em summa, no destino,

·

irmãos escola, todas as ocasiões de intervirem em

daquelle acce

·

ndedor de lampeões de que favor de tudo quanto vive ou

sofre

ou

nos falava

Bilac,

os quaes

,

illuminad

·

os to· possa ter necessidade de auxilio.

dos os combustores da cidade, que, toda

Art. 9

°

: O membro da

Liga

coinprc-faiscava, gloriosa e feliz, subiam

á

ladeira mete-se a não mentir e a proceder

sem-escura de um morro

,

e iam dormir, na hu- pre com a maxima lesldade e correção em

midade de uma pobre cabana sem luz... suas ,nu tuas relações.

Movam-se, pois, os professores de to-

Art. 10º

:

Uma caixa colo:ada na

sa-das as categorias

,

trabalhem

pela constru-

·

la de aula recebe as cartas ou

comunica-cção da sua

Casa.Appellem

com esse ebje-

.

ções, em que,° da maneira mais simples e

ctivo,para todas as classes sociaes, porque sem assinatura, são referidos os actos de

ellas lhes devem esse auxilio. As socieda- bondade praticados por seus membros.

des que se manifestam ingratas com os

Paragrafo unico. Esses atos,

classifi-seus benfeitores, com os artifices iniciaes cados pela proftssora, segundo o interes

-da sua prosperi-dade e digna cult11ra, são se que apresentam, são con1entados á

indignas de s

o

breviver.

hora da lição de moral.»

·

E

o mestre, o professor primario,

é

·

um bemfeitor.

Liga

H

UMBER

TO DE CAMPOS

(Maio

ds 1932)

de Bondade e o

da Rêde Sul

recente desastre

Mineira

Ha dezenove anos, Afranio Peixoto,

quando exercia o cargo de diretor geral

do Ensino

Municipal,

recebeu ,:le Belo

Ho-rizonte, do Grupo Escolar

Rio Branco

,

trazido pelo saudoso Gustavo Pena, o

regulamento da Liga de Bondade.

,

Essa instituição era aqui

desconheci-da, mas o entusiasmo que despertou no

brilhante espírito do diretor de

Instrução

foi tão grande e tão contagioso

,

que em

pouco tempo as ligas de bondade esta

,

vam fundada

·

s e produzindo frutos magni·

ficos,

em

quasi todas as escolas do

nos-so belo

Rio

de Janeiro.

,

O objetivo da formosa à

s

sociação erl

despertar e cultivar no coração infantil

todos os sentimentos nobres e elevados.

No artigo

dos seus estatutos : •o

fim

é

desenvolver no espírito da criança

o amor da bondade para tudo que vive;

en

s

inar-lhe o horror da violencia e da

me11tira, a beleza da misericordia e, ao

mesmo tempo, todas as v;rtudes que for

,

mam o carater, tendo por lema : bondade,

justiça, piedade-para com toda a

criatu-ra viva, inofensiva

,

humana ou animal-. .

Os anos correram, 11ovas instituições

escolare

.

s foram criadas, aqt1i, como em

Minas e outros

Estados

.

A Liga de

Bon-dade continuou a viver; parece, porém,

que, se hoje

·

não desapareceu inteirarilen·

te

,

caminha para tal.

E'

veemente indicio,

o recente desastre da

-

R

ê

de S11l

Mineira

em Itanhandú, que sacrificou vidas

pre-ciosas. Segundo está apurado, foi

ê

le

oca-sionado pelas pedras que duas crianças,

a ca

·

minho da escola, colocaram sobre

os trilhos, na imprevisão de suas horríveis

conseqt1encias.

·

A Liga de Bondade deve reviver e se

espalhar por toda a parte para que os

pe-quenos alunos possam deitar

·

nas caixas

de correspondencia de suas respectivas

escolas, para o devido comentaria da

mes-tra, nas horas das lições de moral e de

'

linguagem, comunicações como e~tas:«Fi

z

lioje

u111.a

boa acçiio, o

co1zdnto1· do bonde

esqr1,ecezi-se

de

cob,·a1·-11ie

a passagenz,

elt o

clza11zei, e,ztregando-llze

a in1porta11

c

ia»

(Un:

aluno do 3~ ano).

"Quando e

·

u

ia

pa,·a a

escol

a ,·etirei da cal

çada

1:z111a casca de ba·

1za,1a

»

(aluno

do

ano).

«Dei

a unt

pob1

·e

os

400

réis que

e

1i ti1zJ1a pa,·a

co11zp1·a1· bri·

las»;

...

aj,zclei

i111z

ce,qo a

at,·avessar a riza.,,

(aluno

do 3° ano

)

.

«

Cedi,

lzoje. 1neu togar

110

tre111 de sublt1·bio,

a

u111

se1zlio1· ido.

'3o

qtte

estav

a

·

de

p

é»

(aluno do

ano).

Haverá lições 1nais belas qt1e as que

encerram essas pequeninas frazes ?

Infelizmente,

os meninos de

ltanhan-dú, causadores involuntarios do des

astre

da Rêde Sul Mineira

,

não eram, por

cer-to, socios da Liga de

Bondade;

qu

e

nos

'

(5)

• • • ' • •

66

A ESCOLA

.

PRIMARIA:

' ' \

'---·---veiu d.!

Minas

quasi tudo

·

na

morreu

.

' ··~ " •

e aqui floresceu

1

m~s: como tugueses ref~rir-se ao caudaloso rio

cha-vida

~

-

-

nasceu, cresceu e

:

mav~qi-lhe o rio-

·

das

'

-velhas.

· l

I_l,iverá

algo de verdade nessa

len-.

.

·

'

'

da?

E'

próvável, quase certo, seja o

no-NO 'rA-0 caso do se·n11or i.ioso, qL1e viaj,iva de pá no

'

me ante

·

rior muito ante

'

rior á via<>"em

·

de

t.rem cio •sq bui·bio • , passou-se_com um _m-~nino d:i. escola

Albuquerqu~. Talve

'

z se tenha dad; o

ápa-do i1~yar, o granie P,d'.l~andar10 que hoJe tem o no1ne .de . . ,, _ , . ,, ..

sua antirra diretor.i-lsab.el M~ndes.-Dias depois dele

recimento das

velhas espinafradas

mas

o·corriclo,"aprésento11-se á escolJJ. um senl1or respeitavel,

:"

em outra ocasião. Ch

1

ruavaní os índigenas

queren~o falar~ dire•,ora: er& o _passagdiro do trem de [

·

á

região

Uair1zi-z",

palavra que, leio em

suhurb10, que _ ta fazer um l(onativo

ª

Liga de_ Bo nd ade

DiOO'O de Vast:or1celo

'

s

·

si&nifica riod::i.sv

-e congratular-se com os professores.pelo s valiosos _ser- · th "' _ . ' "' . , _e

viços que estavam prestandó á educação. ,

as·

,

.

-

.

.

.

·

·

.

~a

·

••H1stoi:ia antig-a das Minas''

,

do

}(XXXX XXXXXX XXXXXX XXXXXX

érudito

e

.

saud,Jso oútopretense

,

leio:

''

..•

preferia a morte na

·

solidão do

,

U

aimii ...

Pô3

·

úa chamada e esta nota :

Uai

mi-rio

das velhas,

A

pronúncia indígena dó

i

'

Língua Materna

'

Alguns nomes geográficos

,'

deu

uaimi e

·

a pí'rtuguesa

Guainicui,

de

que nasceu

Guàinicui.'' (Pag.

n.

42) .

Ainda l1oje o rio é assim chamado

:

Pergunta-me, alguém que se oculta

,

1

·O rio-d as-vel b as, •

'G

uaicui'

'

, o

gê-so b o p.,eudônimo dt:

1ior11zalista,

a razão meo do S. Francisco, nasce na região

de algun, nomes geo~ráficos: rio-das- ve- mineira, em Q.telur.

..

,

'

'

(

R!clus. E,tado$

lhas,

rio-das-mortes e arraial do lnficio-

Unidos

do Brasil, tradução de l{amiz

Gal-nado.

, vão. P. n.

196).

Guaiacui

é

nome de

ar-Teria andado melh

r

Jr

a

rto1·,11alista

en- raia! uu vila,

.

á

margem do rio, na região

caminhando sua consulta a outro .:olabo-

,

onde

êle

vai juntar.se ao

S.

Francisco.

rador da ''EJcola pritJt

á

ria'', a um que

é

A designação do caudal por palavra

dado a estudos da língua materna e

é

pro- que corresponde a

1·io-das-velltas

aparece

f.essor

de Geografia,

em documentos de

'

1602 e 1603, segundo

Digo aq11i o qttase naia que sei do J.O que vejo em Ttodoro

Sampaio.

Escreve

assunto, ad

,

re_ferendum. .

·

1

o sá~io ~ng~nhe.iro compat~icio:

P.1ra explicar-se a origem d<> nome de

I

Oua1am1hy, e. gua1ami-y, o rio das

ambos os rio3, há mais de uma hipótese.

1

velhas.

·

E:n 1703 foi nornead

.

> Antô;iio de AI-

Em documentos de 1602 e 1603,

o

buquerque Coelho de Cirvalho governado

,

r gr.inde afluente do S. Francisco é chamado

do Rio-de-Janeiro, para substituir D. Fer- ~uaibihi, que

é

o mesino que Guaimiy''

(Q

riando

1l-Iclrtins Mascarenl1as

de L1.ncastro.

1

,

'l'i.tpi na geografia n~

.

cion

'

al. Pág, n. 218

Qllando tomou posse do cargo, a 11 de

I

Ed.

2ª.)

junh<.> de

1709,

já tinha notí,;ia das discór-

No

livro

d<! Antonil, escrito antes da

dias que lavravam em ~iinas, entre brasi- ida do governador a 1i-Iínas, livro do qual

leiros e p:>

r

~ug1.1eses, entre paulistas e em-

a

licença do Santo Oficio

·

para imprimir-se

boabas, pelo que resolve-u ví .. itar

a.

região

é

'

de

1710,

vêcn,se, em m1.1itos passos,

refe-c1nflagrada.

P4rtiu p

_

~ra Minas

co:n o

ncias ao rio das-velhas, ex. g. nos

ca-int1.1ito de promover a pacificação dos pítulos

3º, 10•

e 13

°,

da

3ª parte, o que,

ánimos, de estabelecer

a

ordem.

mesmo

sem se

ter conta. com

a

de

_

nomina-E

t11

cert

-

a

hora, j

á

e::u a terra do ouro,

ção

índig-ena, invalida a hipótese de ter

nas vizinhanças do arraial da barra d<:!

sido

o ttome pôsto pela comitiva

de

Al1Ju-S1bará,

d~pois

vila

de

Nlssa

Senhora da

querque, Se

não

fôsse

êle corrente

Anto-Cltt-:eição

e hoje

cid<tde de

Sabará,

des· nil teria dado a seu respeito alguma

ex-cansava

a

co1nitiva

á

sombra de árvores

plicaçã(),

próximas de um rio àinda an

ôni

mo ou,

'

Na ''História

média das Minas'', de

pelo menos, do qual

os portugLieses

igao

- Diogo

de

Vasconceloc,,

dou com ot1tra

hi-ravam o nome

,

quando

se

ouviram

gritos p6tese

para explicar-se o

non1e

do rio.

que vinham

da

outra margem do rio.

Sur-

·

H

ouve,

en1

Minas

o

''arraial

das

abe-gem então

sertanistas e mamelucos

com

lhas'

' ,que

não sei

ex

ac

tamente onde

ficava

trê, ind

ia'i

velha3

,

es?ia

af:-

ad

as

e

trôpegas.

e

-

ao qLial vejo referências

em vária!'! obras,

Dai

por

dia

i:tt

e

1

qu

a

nd

o

queriam

os por-

ex.

gr,

na

que

cl1eio

'

de nomear: ''Estando

' 1 I • • • •

A

_____

ESCOLA PRil\'IARIA

67

__;.•

~

-' .

em

dire>tão ao arraial das

Abelhas

guarda·

Autonil,

.

criptônimo do jesuíta

João

mos.,.''

(P.

n.

166)

11

,,desceu

para o Antônio Andreoni,

autor

da cCult11rae

arraial

do Senhor B:>m Jesus

do rio-das abe- opulência do

Brasil»,

obra

,

escrita

antes

da

lh

as

,

fundado

no

ano de

·

1760,

pelo sar. guerra e publicada em

1711

,

eµi maia de

genlo

mor

M1noel

Al

ves

G~ndin

••

_

.''

(lb.

um 1,aRso, faz referências ao

rio-(jas-111or-184).

tes,

sob

ês'le

nome: «Também há uma

pa-Para alguns autores

ê.,se

rio-das-abe· ragem no caminho para as ditas. minas

ge-lh

as,

dito

por p()rtugueses rio-das-avelhas

,

rais, onze ou doze dias

"

distantes dos

pri-foi

mlldcldo em rio-das-velhas. Ponho aqui meiri)s, andando bem até às três hora,& da

palavras de Diogo

de

Vaiconcelos: '

1

De-

tarde: a qual paragem chamam

a

do

rio-parando

e

ste

s e

xplo

rad

o

re! magníficos

fais-

das-Mortes, por m\)rrerem nelas uns

h

.

quei

ros no rio

das Abelhas (que

os

no,-atos mens que o

_

passavam nadando, •

.

outros

,

converteram

em rio

da~ velhas).ai

por que

se

mataram

à.s

peleuradas, brigando

tduito tempo se achara

.

m occupados •..

''

entre si

sôbre

a repartição dos

índios

gen-(

Pág. n.

165)

.

.

tios que traziam do SP.rtão ...

» ,

(Pág

.

n.

Confinava o arraial do rio·das-abelhas

20

8

.

Ed. de

19:?3,

ed. de Afonso de

Tau-c<,m

P

aracat11, mas essa informação

não

é

na

_

i.)

.

precisa visto que, sob o

nome

Paracat1í,

O

capão-d

.

a-traição, que

às

vezes

apa-a indapa-a hoje se designapa-a

a

cidade

e seu

gran-

re

ce sob o nome de

11,ata-da-traição,

foi

de

muni

cípi

o.

Naquele

té:npo, Paracatú assim chamado a conta de uma perfídia de

era

zona

ex:tensí.,sima. Leio

na

''Hist

ória Bento do Amaral

Coutinho,

aos paulistas,

média

ãas

Min.1.s :''

''

Por uma divisão num lugar que dista umas 5 léguas de S.

dos ''Julgados de

Santa Cruz

''

e

Rio

das

João

de

Elrei,

São estas palavras de um li•

Abelhas, feita

pelo conde de

Mossamede

1

vro contempor

â

neo da luta, livro

.

publicado

governador

de

Goiás,

vemos que os das em

~

712 :

.

Abelhas,

a leste, vinha absorvendo terri-

.

«No

dia seg~1nte mandaram os

cerca-torios

de Paracatu ...

'

'(

187).

,

dos (os paulistas) um bolatim com

basadei-Também existe mais de um suporiendo

;

ra branca, pedindo bom quartel,

e

prome•

para

explicar-se o nome do rio-das-mortes. tendo entregar as armas. Conce

·

deu-lhes

J .J. Machado de OliYeira, em seu

,

Bento do Amaral o que pediam

mas

fal·

prestimoso

liYro intitulado ''Quadro histó tando como pérfido,

e

cruel, tanto que os

rico da

ProYincia

de

S. Paulo''

publicado vio sem arm!l~, deu ordem em altas vozes,

em

1864,

filia o uome do rio a mortes que para que os matassem;

e

sem mais con,

em

suas margens se deram, por ocasião da selhos, acompanhado

dos es<:ravos,

e

áni-l

uta civil de

1710,

chamada guerra dos

,

mos mais vis daquele excército, ainda que

emboabas. Escreve o ilustre brigadeiro:

,

com pena,

·

e

_

repreensão das pessoas de

''Houve

~rande matança, sendo a maior

1

maior suposiçã'.>, e qualida4es, que nele se

a dos paulista, porque os emboabas não achavam, fêz um tal estrago naqueles

mi-poupavam

a vida riem mesmo a aqueles será veis, que deixando o campo cuberto de

que

caíram em seu poder.

mortos e feridos, foi causa de que ainda

A

corrente de água, perto da

qual

se hoje se c-0pserve a memória de tanta

tira•

deu

ê~se conflito, aind~ hoje

é

conhecida nia, impondo

àqltele

lugar o infame titulo

com o sinistro no•ae de Rto·das-Mortes''· de Capão-da·traição,:. (Vida do venerável

(Pág.

n.

120.

)

Padre Belchior de Pontes, de Manoel da

Também João Ribeiro,

na «História Fonseca, Pág. n. 210. Ed. da Cia. de Me•

do Brasil~,

relaciona o nome do rio-das- lhoramentos).

.

mortes com

a

guerra

dos emboabas : «Os

I

Infelizmente, para nós, Bento do

Ama-luga

res

dessas

hecatombe~ trazem ainda ral Coutinho, a

fera

que pldnizou e exe•

nos

nomes a

lügubre

memória dos suces-

cutou

o morticínio do

capão,

era filho do

sos: o

rio-das-mortes

..• ,

a mata da trai-

Brasil,

nasGido no Rio de Janeiro.

ção ...

,,, (Pág

.

n.

289.

Ed. de

1

,28

).

«

Era Bento de Amaral natural do Rio

Não

sei se

alguém, antes de Machado de Janeiro,

alentado

,

por

é

m tirano.,,,.

de

O

liveira,

havia aventado

a

conjectura,

(Roc

ha Pita.

História

da América

portugue-que

não se transformará

em

verdade,

a

de sa.

Pág-.

n.

271.

Ed.

2

ª

.)

provir o nome

do rio

de matanças

no

tem.

-

Todos os

portugueses

de qualidade no

po dos emo0ab1s.

O

nome

de r

ío

·das-mor-

dizer

do

Pe. Manoel da Fonseca,

repriva-tes.é

anterior

à

essa luta.

ram

o acto

cruel

e

covarqe

,

: J

.úl~o Ribeiro

,

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