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Nº.
avulso 1$200
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Agosto e Setembro
de1936
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-Director:
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Snperintenàente de Ensino Particular
REDACÇÃO: RUA sE-rE DE SETE:1IB1t0, 174
RIO DE J.'\NEIRO P a r a o
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R.c\.S
:
r a s 1 . B . 1i
111n a11no .... 6 meze ... ll 000' 6$000 • 'SUMMARIO
Red . • . ••...• •••••• • •••••••••• Jos~ Piragibe ... . Firmino Co&ta ... , ... . Humberto de Campos ... , . .... , .. Red. . . . • . . . . • . Pedro A. Pinto ... ... . • • A Fcst!I da Pri1navera e a Casa do Professor Os Lusiadas Dia do Profes5or A Cas,i do ProfessorLiga de Bondade e o desastre
da Rede Sul 1Iineira
Língua ~faterna
1. !:\'f ••••••••••• •• •••••••• •••• A . Sahoin. lii1na, ...•....•...
Yolanda Rovigati, ... . ...•
Secretaria de Edueação ... .
•
ConhllCer o Bra,il é au1tl.l-~·
.-\ crinnr.a e o cou11nuni',1n o
Xo~ões rudimontru:es tle cienoia,
chamada, naturacs
Instn,cçües par:L pro1no~.iio ,los
a.lnmoos das e~colas ele1nen,ares
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das festa.e;, o apoio
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os necessa,·ios
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e11fosos
,lo
f11t1e1·0.
T uda a correspondenciá deve ser dirigida á redacçãc : Rua Sete 7 de Sete111b ro 17 4
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•A ESCOLA PRIMARIA
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''OS
LUSIADAS''
si,,i e
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cltega,·
ao
ce1zt1·0 do f1·11to
·
se,11 passar pela casca.
A,
a,zalise 11zal feita :ião to,·na i1zsz1po1·tavel ape:
A visitei do s,·. João de B
.
11·,·os,
a1eto1· ,ias a leitu,·a dos «Lz,1,siarlas»
1,,,as a d~
de ta,etas ob1·as
sob,·e edtzcação,
de1,e1·ia des- qzttilqt1e1· ob,·a de q1talqzee1· auto,·; a,itigo or,1,
pertar· zi111 gra,zel
e
i1zte1·es::;e ,ias associações 11toele1·1zo.
de p1·ofesso1·es.
Hoje te11z o
estttda11te á sita
disposição
Fica,·cí par·a a p1·oxi11za
visita.
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«Lztsiadas»
de Epifa,iio Dias; os
«Lzi-At
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,; as lt 111ze1za_qe1zs de 1t111 p1·ofesso1· aJ att ·
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,·o 1·ep_leto ele notas
e1·1tditas; o se,rjzttzdo co,11
to,·
tl:3ta,etos liv,·os, 11t!1S p1·i1tcipalnze1ete de a
e
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L·pltcação
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p,·osa de todas as
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que vale po,· todos :
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«Lusia-ftidos ás
c1·ia1eças e
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z111za adaptação q11asi lite,·al do.r; L
·tsiadas.
co11zp1·ee1tde1·.
No
liv1·i1z!to
(co111
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«Os Lusíadas» 110 liv,·o do
sr.
João de
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ciaes, a linhas acessíveis
á
mais in-
do
povo, de qrtalqzter
c,·ea,zça.
Pode11t se,·
genua visão, a opulencia de arquite·
lielos /Jelo ,·adio po,· Tia Litcia, a ilzistre
ctura, a prodigiosa riqueza de emo-
p,·ofesso,·a q1,e posstte o seq,·edo de
co,zve,·-ções, de sentim-antos, de imagens e
sa,· co11z as
c1·ea1tças, e co11z
o povo.
de ideas, que, pagina a pagina. cati-
Dir
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se-á q1ze a leittera dos •Lresiadas.,.
vam e deslumbram o leitor dos Lu
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io 110s i,zte,·e;;sa po,·qzte 1ztio
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asszi,eto 11acio1tal. Esq1eece11z-se de q11e a
l1is-«O;
L·tsiada.c;»,
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po,· se,· to1·ia do B,·a.,il
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o 11zais belo capitttlo
da
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se
deve co11side1·ar leisto,·ia de Po,·ttegal, co,110 a ltisto,·ítz
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cla.gses.
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a beltz co1zfe1·encia d" Nab11co 1za
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1· 11i1io1· do 11zest1·e
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leva,· o ve1·sidade de Yale,
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,za qtzal o g1·a11de b,·a·
dicipulo a a_qrt,rla,·-se do qtze a /J1·i11cipio ,ião silei,·o ,zos fala cta sttper·i"o,·idade dos
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ob,·a pri11ta de C1i11zões estií se,zdo.
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A
p1·i11zei1·a i11zp1·essâo dos L,isiadas,
e11-t1·eta,zt'J. 11,11z tio,·o ,·epeli
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lo ,,as escolas. Aos si,za J1Jaq:1,i.111 Nabaco,
é
o ot1,lto da Patr·ia;
fJ«L·isi
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z,j:1,3.
p1·e/e1·e-se a leittz1·a de a,·t(qos segu,zela
é
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o poe111a elo Ocea,10; a tercei1·a
de .fornaes, de t,·eclt?S de antologia, de corttos
é
a da fo1·1.1zação de tt111 i11zpe1·io e de ,,,,,a
po-i,zfa,ztls, fto,·es de
.fa,·di11z
qize 1·apid1ime1zte te,zcia 111a,·iti111a; a qua,·ta
é
a capacidade
se colhe111, 11ztirclzan1 dep1·essa,
·
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e11t b,·eue c,·eado,·a, a i111a_qi11ação; a qzti1tta
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a Re,zas·
são aba,zdonadas, senz deixar· vestígio. P,·e- ce,,zça,· a sexta
é
a de uni
esti11zulo
aos ,,,ais
fer·e-se a agtia da bica
á
da fonte c,·istali,za, altos
co,,,etin1e1ztos
da
viria;
a seti,,ea
é
a
po,·que ttão se qtter fazer o peque,zo esfo,·çc relação
131it1·e
o alto e1zge1zlto poetico e
(Zad-de sribi,· a 11zo1zta1eha. Alai,i ,zo
«Propos ve,·sidade.
d'édtzcatioz-1» c}zega a 1·eco11ze1zda1· a si,11ples
Faloli Nabuco.
leitt11·a e111 voz alta da ob,·a p,·inza, se11z
Na 111es11ia co1ifere1zc
,
ia ele obse,·va que
quaesquer explicações, para que a c1·eá1zça o titztlo
.
ad11iitia tatztos ca,ztos nzais, q1,aretos
ftqrie presa pela l1a1
·
,1101zia so,nente.
«E.r;czitar fosse,11 o.~ cometi111e1etos fte1·oiços dos
portz:t-eflt si 111es11to belas
c
oztsas,
diz ele,
é
a p1·i-
,
grtezes. Ou dos brasilei,·os, dizenzos nós. Dos
,,,eira ,11editação . .,,
1po,·tuguese.s pa,·a leste, dos b,·asilei,·os pa,·a
Mas a obra p1·i111a de Ca11zões
é
lzo.ie oeste pelas p1·oprias ter,·as do B,·asil.
n,,, livro exclztido das classes. A
czzlpada,
Abe11çoado
seja
o esc,·ito,· po,·titgltês que
dizenz, é a a,za/i.,;e. Foi a analise q11e11t tor- ,ios l101t1·oa co111 a
sua
visita. Abençoado
note otliosa a leitttra dos «Lusíadas».
.R,·ro pelo lio,·i,zlzo q,ze ele esc,·evett pa,·a to,·nar
de visão,
JVão
foi a a,zalise. Foi o 11zatt, o co11hecidos e a111ados os «Lztsiadas».
pessi,110 e1isi110 da a11alise. Foi a analise de
Leia,1zos a g,·a,zde ob,·a de Ca11zões,
e1z-u11z
t,·ec!zo qtie 11ào
se
ti,zlta co11z1Jree1zdido,
1qua,zto 1tão szz,·f;e do ,qe1tio de 1i11t poeta nossa
qzia,zdo
a a,zali se
é
ape,zas a i1tte1·pretação
,
o
{1zco111
pa,·avel poe ,,,a das
«Ba,tdei,·as»,
óprofu,zda do t,·eclzo
r
le qzte a,,tes se ftze,·a
.
novo
ca,zto
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dos «Lt1szadas.
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Ho'CESSOH'
11 ça e o respeit:; dos alun·os ,por !lleio doJ
,
setr v ... lor pesso;il, eis o qi1e a11tes de tudo' cumpre ao. professor.
O a1nor !Í classe e a competencia n~
Se eu so.ubesse desenhar (o desenho materia de ensino tornarão agrada,·el e
fe-ainda hc,je é novidade, quanto mais no · cunda a ~arreir;1 profes~oral. De outra
meu tempo de estudante!), se eu tal sou- ,1 t,cruia ser a, ?iell~or qu_e o professor
aban-besse, faria dois quadros para conlemorar c.?ne o n1,1g1ster10, pois este se
t:anforma-o ;, Dia do Professor''
o
,,rii,1eir O repre- ra p;1ra ele em pesad;t crt1z. Nao !'Ucede• t'
f' .
.
'?s
sentaria um deµosito de materiais de cons- o mesmo_ con1
º:
outros pro 1c1ona1s . _ etrução e alguem tirando de uma "arro- o cowerc1a11te nao ag_rada ao freguez e nao
cinha n0vos materiais para as criança~ conlJece a mercad;>r1:1, co:110 ~a d~ ~le
colocarem na <levid:i ordem.
O
segundo p~osperar o seu neg<>c10 ? Se o Jard1:ie1roqu-idro representaria uma construção qtie 11ao ct11da t>em_ ~as flores qne cultiva,
cer-as crianças iarn levantando com a colabo- tamentt:: e1,1s v1r,10 a estiolar-se ou n1orrer
ração àe algu e m, seinpre pronto a forne" e11trt> o n1at1
i e a sectira da terra.
cer-lhes novos m;,.teriais para elas etnpre- Pqde ol1s" rvar, ha bas!ante temi10,
garem devidamente. dttas classes do mesmo ano, que nãc1
se-clifercnçavam pelo nt1111erc1 1 idad(: e iute-1 i g· e 11 e i a d os ,11 u n os . J\ o ' passo que 11 ru a
prog·redj,l a oll1os vistos, entusiasma da
se111pre peia professora, a outra
mauti-nh;1 -se ,1tra7.ada e <lesc•J11tente. Para a
pri 1neira rirofessoi a a regeu eia da attla era
vero,1deiro encanto; r•ara a segunda
tor-nou-se i11tolera\·el es~a regencia. , São dois quadros ,tlegoricos, bem
~r.
·
ve, um da escola tradicional e outro da
es-c?lª. ativa.
O
pr(ifessor, que e11t;ioforne-cia instrução sem atender á classe, sinão
ao pr grama, pass,Ju hoje .i. colaborar com
a classe notrabalho educativo. · ,
_Para caciét proféssor, a comer11oração
ào
~1a que lhe é dedicado, ofereceopor-tunidade especial para um relance de vista
por essas idéas. A transformação, que se
operou e se vae operando no e11sino sob
o non1e de escola ativa, cortou a rotina pela raiz e exige de todos os professores
pronto reajustamento de idéas e atívida- ,
à.es, sob pena de fracassarem. '
A
edu cação dos edt1cadores, no seriti'-do integral desta exoressão, impõe-se a
todos aqueles que &eguem a carreira do
ensino, Está visto qt1e qualquer não pÓ·
-de:á ser _hoje edt1cador ainda 1nesn10 pos."
su1ndo diploma de 11ormalista. Não lhe
ba:,ta, ~;i. melhor hipntese, conl1ecer · o q e
vat lecionar, nem :1inda a metodolocria e
. o
ot1tras n..,1ter1as que _lhe servern de base.
Educar algL1em é construi-lo
interna-mente, no di:;:er de .n.me. Necke~ de
Saus-sure. 'l'r;tb:tll10 de tanta respo11sabilirlade
re ..: Jama do edt1cador, além d,,s
conheci-mento; .i ,lquiridos nos livro;;, déterminadas
qu,tlidade~ soc:iais.
E'
necessario que aclasse veJa no seu professor certa elevação moral, mantida no raodà de trata-la.
Conserve ele sem d11vida a
cordiali-dade, mas subordinada
á
jt1stiça· cultive.
'
a po lidez, tornando-a entretanto
depen-dente da eu(;rgia; não se julgue jamais um
. ,. .
.
vencido, porem, faça de s1 e da classe uns
vencedores.Conquistar a amizade,a
confian-•
N:10
é
isto inevitavel, felizn,ente, Qu-ect1sta ao pr..Jfessor ser amigo àe sua classe,
<lar-lhe l>oas atil;is, ler e corrig·ir as pro·
va~, co11 ceder-l l1es not,1s justas?
A
disci-plina deriva du profes':>t•r, p • S3o dizê- lo
com experiencia prt>pría.
A
disciplina pro~,em
do traba.1110 ben1 organizado e bemdirig-i ,iri,
O
traball10é
o discipli11ador porexcP,lenci,1. Diz Ferriére em sett livro ''
A
Escola Ati·>'a'': 11
0
professt1r qt1t. sequei-xa
de seu aluno acusa a si mef'mo''.Por q11e não l1a de o professor
aprimo-rar-se mais e mais en1 seus co11 h eci m en tos,
se isso lhe tra:;: prazer intimo.
co~sidera-ção dos alunos e fdcilídade no ensino?
Cada professor bem ;.ioderia élS~iirar a ser
O mell1or rle todós, estudando contint1a e
'
metodican1ente, distioguinda-se no seu
trabalho, fazendo-se qu~rido e admirado·
dos alunos, realizando palestras
pedagogi-cas, co),1borando na ÍnJprensa escoiar ..•
A
uni cieles. disse eu 11a poucos di"ls, asalunas
já
()
elegeran,; falta-lhe agora sernomeado. Esta · noticia, que ll1e deve t"r
sido suma mente agradavel, constitue ~
me-lhor das homenagens · ao seu ipcontestavel
valor. · ' ·
o
·
professorado déseja com :oda razão·elevar,se.bem alto t;i<? conceito social e
po-lítico. Talvez algue~ pense que essa dis-tinta classe possa ser elevada por causa
•
• • •
• •
•
'
64
A ESC
O
I,A PRI~1ARIA
•
--·
-
. . . .•
do
valor inerente
ásua nobilíssima mis- pu?lico
é
!ão pobre quasi como dô
magis-são. Tal
modo
de pensar parece-me in- ter10 particular. No banquete da Vida
fundado.
l\il
ediante seus proprios esforços, aquelle é brindado com uma das miga~
fortalecidos
pela cooperação e solidarieda- lhas da casca da maçã; mas este ultimo
de é
que essa classe, como qualquer outr:i, não tem nem isso. Inutilizado para o
tra-se
elevará, impondo-se cada vez mais á ~alho, ~ela idade
úUpela doença, tomba,
consideração
da
sociedade
e dos poderes 1rremed1avelmente, na miseria. O
profes-publicos.
sor particular, de primeiras letras
é
em
Os
esforços do professorado
devem summa, o pária entre os párias. ' '
conver
gi
r
para
o desemper;.ho cabal de seus
Volva, cada um de nós, os olhos,
pa-deveres
e
para
a
cultura
continua de seu es- ra o caminho que percorreu e encontrará
p:rito, consegui!ldo, desse modo,
cada pro- pelo menos um documento dessa
verda-fessor
pensar
e agir
por si
mesmo, sem ne- de. Quando de passagem pela Bahia,
visi-nhuma idéa preconcebida, sem
segundas tei o Asylo de Mendicidade e me
mostra-intensõe$,
s
em intoierancia de
qualquer ram
,
ali, un1 homem de boa origem,
re-especie.
O
alvo supremo
du professor ou coll1ido cor.no
indigente;
que
.
era esse
ho-p
ro
fess
o
ra,
ainda
qu
e
lhe
pareça inatin- mem
?
Um antigo professor.
N
,
a
visita
vigel, consiste
em
se
r
um
espírito univer- que fiz ao Asylo São Luiz para a
Velhice
sal, acolhedor de
todo
s, s
ejam eles adver- Desamparada, apresentaram-me uma
se-sarios e respeitados
de
todas
,ts idéas ecren- nh
o
ra septuage11aria, portadora de
·
um t
·
i-ças
sinceras. Uina
irradiação constante de
tulo
nobiliarchi
c
o no seu paiz. fina
cul-simpatia,
tal
deve ser o
professor.
ta, intellige11te, com os vestígios, ainda,
-
Não
so
a aul
,
l
é
colaboração de pro- de
.
uma excepcional formosur
.
a. Viera para
fe:::so
r
e alunos,
mas tambem o corpo do- o Brasil, com o esposo,
.
um conde
j
cujo
cente
écolaboração de professores
entre si. nome não quero
.
enunciar.
fizera-~ê
pro-Vivendo
d
esàrticulados
·
o
s
membros desse fessora. Leccionara idiomas e prendas. O
corpo,
sem
troe are~ ídéas sobre
o ensino marido entregara-
3e tambem, ao ensino.
e
sobre
os
alunos,
fic
arão eles
figurando Um
dia, elle cegou.
A
esposa adoeceu. E
no
quadro
da
escola
tradicional. Se
a esco- foram comtr, jurytos, o pão da caridade.
la
ativa
firma-se
no interesse dos alunos,
A
·
·
igualmente
ela
se firma
no
interesse
dos
os seis annos, pouco após a morte
prof~ssores pelo
trabalho
educativo.
·
Um
de rrieu pae; fui posto em minha villa
na-E
outro
interesse, para
ser eficiente, pre- tal, e~ ui:na ~scola primaria, de que fugi
cisa dl!
desenvolver-se
em um ambiente de no pr11ne1ro dia de aula. Dirigia-a um
ho-perfeita solidariedade.
,
rnem severo, de negros e vastos bigodes
e de oculos pretos.
Era
o unico professor
FIR1IINO COSTA
Casa do Professor
.
'
·
da localidade, chamáva-se Agostinho
Si-mões. Mudam9s de terra.
Separamo-nos-' todos
,
sahimos cada um pelo mundo,
co-mo
nal1istoria, con1 muita benção e
pou-co dinheiro. Já homem, enpou-contro-me pou-com
minl1a mãe, que I1avia passado alguns
·
an·
nos na capital maranhense. Pergur1tei
pe-. · pe-. - pe-. pe-. pe-. pe-. , pe-.pe-.pe-.pe-.pe-.pe-.pe-.pe-.
,
.
. . .
·
los conhecidos . E ella:
•...•...•...•....•...•... 1
-Sabes quem me appareceu no
Ma-,
ranhão? O teu primeiro professor, teu
Lendo agora, a noticia de que se tra-
;
mestre
Agostinho.
Foi visitar-me, cego,
balha para levantar no Rio de Janeiro a
,
pela mão de tlm menino. Morreu pouco
Casa
do
Professor,
eu ignoro se st tra- depois.
.
ta de um estabelecimento para abrigar to-
E com tristeza:
dos os j)rofissionaes do ensirio, que en-
1
--Vivia de esmolas, coitado! .. ,
velhecem ou se invalidam sem recursos,
!
E' essa, mais ou menos, pelo Br.asil
ou desti?ado, unic_ame11te,. aos p~ofesso-
!
t?do, a sitt1ação dos professores e, em p
'
ar-res publ1cos, ou ainda mais ar-restr1ctan1en.
'
t1cular, pos professor~s primarios. Na
fe-te
,
co pr~fessorado municipal da Capita
1
bre da
'.
,
1ida, ningoem comprehende a
fun-da Rep_ubl1~a.
cção, e santa, e patriotic
.
a, e
fundamental-Ev1denten:iente, mesmo contando com
Imente util que elles desempenham. São
~
aposenta~or1a, o membro do magister~o
I
elles os semeadores; os que arroteam a
ter-• • • •
•
• • • , • • • • • • • • •A
ESCOLA PRI~1ARIA
65
•ra, e a fecundam, para a colheita fntura.
No
a
~
tigo 2
°
: Os membros da
«Liga
Vendo a seára ninguem se lemb1 a daquel- de Bondade» são convidados a não deixar
le que lançou a semente no sólo virgem. passar e a procurar, na escola e fóra da
·
Elles são, em summa, no destino,
·
irmãos escola, todas as ocasiões de intervirem em
daquelle acce
·
ndedor de lampeões de que favor de tudo quanto vive ou
sofre
ou
nos falava
Bilac,
os quaes
,
illuminad
·
os to· possa ter necessidade de auxilio.
dos os combustores da cidade, que, toda
Art. 9
°
: O membro da
Liga
coinprc-faiscava, gloriosa e feliz, subiam
á
ladeira mete-se a não mentir e a proceder
sem-escura de um morro
,
e iam dormir, na hu- pre com a maxima lesldade e correção em
midade de uma pobre cabana sem luz... suas ,nu tuas relações.
Movam-se, pois, os professores de to-
Art. 10º
:
Uma caixa colo:ada na
sa-das as categorias
,
trabalhem
pela constru-
·
la de aula recebe as cartas ou
comunica-cção da sua
Casa.Appellem
com esse ebje-
.
ções, em que,° da maneira mais simples e
ctivo,para todas as classes sociaes, porque sem assinatura, são referidos os actos de
ellas lhes devem esse auxilio. As socieda- bondade praticados por seus membros.
des que se manifestam ingratas com os
Paragrafo unico. Esses atos,
classifi-seus benfeitores, com os artifices iniciaes cados pela proftssora, segundo o interes
-da sua prosperi-dade e digna cult11ra, são se que apresentam, são con1entados á
indignas de s
o
breviver.
hora da lição de moral.»
·
E
o mestre, o professor primario,
é
·
um bemfeitor.
•Liga
•H
UMBER
TO DE CAMPOS
(Maio
ds 1932)
de Bondade e o
da Rêde Sul
recente desastre
Mineira
Ha dezenove anos, Afranio Peixoto,
quando exercia o cargo de diretor geral
do Ensino
Municipal,
recebeu ,:le Belo
Ho-rizonte, do Grupo Escolar
Rio Branco
,
trazido pelo saudoso Gustavo Pena, o
regulamento da Liga de Bondade.
,
Essa instituição era aqui
desconheci-da, mas o entusiasmo que despertou no
brilhante espírito do diretor de
Instrução
foi tão grande e tão contagioso
,
que em
pouco tempo as ligas de bondade esta
,
vam fundada
·
s e produzindo frutos magni·
ficos,
em
quasi todas as escolas do
nos-so belo
Rio
de Janeiro.
,
O objetivo da formosa à
s
sociação erl
despertar e cultivar no coração infantil
todos os sentimentos nobres e elevados.
No artigo
1°
dos seus estatutos : •o
fim
é
desenvolver no espírito da criança
o amor da bondade para tudo que vive;
en
s
inar-lhe o horror da violencia e da
me11tira, a beleza da misericordia e, ao
mesmo tempo, todas as v;rtudes que for
,
mam o carater, tendo por lema : bondade,
justiça, piedade-para com toda a
criatu-ra viva, inofensiva
,
humana ou animal-. .
Os anos correram, 11ovas instituições
escolare
.
s foram criadas, aqt1i, como em
Minas e outros
Estados
•
.
A Liga de
Bon-dade continuou a viver; parece, porém,
que, se hoje
·
não desapareceu inteirarilen·
te
,
caminha para tal.
E'
veemente indicio,
o recente desastre da
-
R
ê
de S11l
Mineira
em Itanhandú, que sacrificou vidas
pre-ciosas. Segundo está apurado, foi
ê
le
oca-sionado pelas pedras que duas crianças,
a ca
·
minho da escola, colocaram sobre
os trilhos, na imprevisão de suas horríveis
conseqt1encias.
·
A Liga de Bondade deve reviver e se
espalhar por toda a parte para que os
pe-quenos alunos possam deitar
·
nas caixas
de correspondencia de suas respectivas
escolas, para o devido comentaria da
mes-tra, nas horas das lições de moral e de
'
linguagem, comunicações como e~tas:«Fi
z
lioje
u111.a
boa acçiio, o
co1zdnto1· do bonde
esqr1,ecezi-se
de
cob,·a1·-11ie
a passagenz,
elt o
clza11zei, e,ztregando-llze
a in1porta11
c
ia»
(Un:
aluno do 3~ ano).
"Quando e
·
u
ia
pa,·a a
escol
a ,·etirei da cal
çada
1:z111a casca de ba·
1za,1a
»
(aluno
do
2°
ano).
«Dei
a unt
pob1
·e
os
400
réis que
e
1i ti1zJ1a pa,·a
co11zp1·a1· bri·
las»;
...
aj,zclei
i111zce,qo a
at,·avessar a riza.,,
(aluno
do 3° ano
)
.
«Cedi,
lzoje. 1neu togar
110
tre111 de sublt1·bio,
a
u111
se1zlio1· ido.
'3o
qtte
estav
a
·
de
p
é»
(aluno do
4°
ano).
Haverá lições 1nais belas qt1e as que
encerram essas pequeninas frazes ?
Infelizmente,
os meninos de
ltanhan-dú, causadores involuntarios do des
astre
da Rêde Sul Mineira
,
não eram, por
cer-to, socios da Liga de
Bondade;
qu
e
nos
'
• • • ' • • •
66
A ESCOLA
.
PRIMARIA:
' ' \'---·---veiu d.!
Minas
quasi tudo
·
na
morreu
.
' ··~ " •e aqui floresceu
1m~s: como tugueses ref~rir-se ao caudaloso rio
cha-vida
~
-
-
nasceu, cresceu e
:
mav~qi-lhe o rio-
·
das
'
-velhas.
· l
I_l,iverá
algo de verdade nessa
len-.
.
·
'
'
da?
E'
próvável, quase certo, seja o
no-NO 'rA-0 caso do se·n11or i.ioso, qL1e viaj,iva de pá no
'
me ante
·
rior muito ante
'
rior á via<>"em
·
de
t.rem cio •sq bui·bio • , passou-se_com um _m-~nino d:i. escola
Albuquerqu~. Talve
'
z se tenha dad; o
ápa-do i1~yar, o granie P,d'.l~andar10 que hoJe tem o no1ne .de . . ,, _ , . ,, ..sua antirra diretor.i-lsab.el M~ndes.-Dias depois dele
recimento das
velhas espinafradas
mas
o·corriclo,"aprésento11-se á escolJJ. um senl1or respeitavel,
:"
em outra ocasião. Ch
1
ruavaní os índigenas
queren~o falar~ dire•,ora: er& o _passagdiro do trem de [·
á
região
Uair1zi-z",
palavra que, leio em
suhurb10, que _ ta fazer um l(onativoª
Liga de_ Bo nd adeDiOO'O de Vast:or1celo
'
s
·
si&nifica riod::i.sv
-e congratular-se com os professores.pelo s valiosos _ser- · th "' _ . ' "' . , _eviços que estavam prestandó á educação. ,
as·
,
.
-
.
.
.
·
·
.
~a
·
••H1stoi:ia antig-a das Minas''
,
do
}(XXXX XXXXXX XXXXXX XXXXXX
érudito
e
.
saud,Jso oútopretense
,
leio:
''
..•
preferia a morte na
·
solidão do
,
U
aimii ...
Pô3
·
úa chamada e esta nota :
Uai
mi-rio
das velhas,
A
pronúncia indígena dó
i
'
Língua Materna
'
•
Alguns nomes geográficos
,'
deu
uaimi e
·
a pí'rtuguesa
Guainicui,
de
que nasceu
Guàinicui.'' (Pag.
n.
42) .Ainda l1oje o rio é assim chamado
:
Pergunta-me, alguém que se oculta
,
1·O rio-d as-vel b as, •
'G
uaicui'
'
, o
gê-so b o p.,eudônimo dt:
1ior11zalista,
a razão meo do S. Francisco, nasce na região
de algun, nomes geo~ráficos: rio-das- ve- mineira, em Q.telur.
..
,
'
'
(
R!clus. E,tado$
lhas,
rio-das-mortes e arraial do lnficio-
Unidos
do Brasil, tradução de l{amiz
Gal-nado.
, vão. P. n.
196).
Guaiacui
énome de
ar-Teria andado melh
r
Jr
a
rto1·,11alista
en- raia! uu vila,
.
ámargem do rio, na região
caminhando sua consulta a outro .:olabo-
,
onde
êle
vai juntar.se ao
S.
Francisco.
rador da ''EJcola pritJt
á
ria'', a um que
é
A designação do caudal por palavra
dado a estudos da língua materna e
é
pro- que corresponde a
1·io-das-velltas
aparece
f.essor
de Geografia,
•
em documentos de
'
1602 e 1603, segundo
Digo aq11i o qttase naia que sei do J.O que vejo em Ttodoro
Sampaio.
Escreve
assunto, ad
,
re_ferendum. .
·
1o sá~io ~ng~nhe.iro compat~icio:
P.1ra explicar-se a origem d<> nome de
IOua1am1hy, e. gua1ami-y, o rio das
ambos os rio3, há mais de uma hipótese.
1velhas.
·
E:n 1703 foi nornead
.
> Antô;iio de AI-
Em documentos de 1602 e 1603,
o
buquerque Coelho de Cirvalho governado
,
r gr.inde afluente do S. Francisco é chamado
do Rio-de-Janeiro, para substituir D. Fer- ~uaibihi, que
é
o mesino que Guaimiy''
(Q
riando
1l-Iclrtins Mascarenl1as
de L1.ncastro.
1
,
'l'i.tpi na geografia n~
.
cion
'
al. Pág, n. 218
Qllando tomou posse do cargo, a 11 de
I
Ed.
2ª.)
junh<.> de
1709,
já tinha notí,;ia das discór-
No
livro
d<! Antonil, escrito antes da
dias que lavravam em ~iinas, entre brasi- ida do governador a 1i-Iínas, livro do qual
leiros e p:>
r
~ug1.1eses, entre paulistas e em-
a
licença do Santo Oficio
·
para imprimir-se
boabas, pelo que resolve-u ví .. itar
a.
região
é
'
de
1710,
vêcn,se, em m1.1itos passos,
refe-c1nflagrada.
P4rtiu p
_
~ra Minas
co:n o
rê
ncias ao rio das-velhas, ex. g. nos
ca-int1.1ito de promover a pacificação dos pítulos
3º, 10•
e 13
°,
da3ª parte, o que,
ánimos, de estabelecer
aordem.
mesmo
sem se
ter conta. com
ade
_
nomina-E
t11cert
-
a
hora, j
á
e::u a terra do ouro,
ção
índig-ena, invalida a hipótese de ter
nas vizinhanças do arraial da barra d<:!
sido
o ttome pôsto pela comitiva
deAl1Ju-S1bará,
d~pois
vila
de
Nlssa
Senhora da
querque, Se
não
fôsse
êle corrente
Anto-Cltt-:eição
e hoje
cid<tde de
Sabará,
des· nil teria dado a seu respeito alguma
ex-cansava
aco1nitiva
ásombra de árvores
plicaçã(),
próximas de um rio àinda an
ôni
mo ou,
'
Na ''História
média das Minas'', de
pelo menos, do qual
os portugLieses
igao
- Diogo
de
Vasconceloc,,
dou com ot1tra
hi-ravam o nome
,
quando
se
ouviram
gritos p6tese
para explicar-se o
non1e
do rio.
que vinham
da
outra margem do rio.
Sur-
·
H
ouve,
en1
Minas
o
''arraial
das
abe-gem então
sertanistas e mamelucos
com
lhas'
' ,que
não sei
ex
ac
tamente onde
ficava
trê, ind
ia'i
velha3
,
es?ia
af:-
ad
as
e
trôpegas.
e
-
ao qLial vejo referências
em vária!'! obras,
Dai
por
dia
i:tt
e
1qu
a
nd
o
queriam
os por-
ex.
gr,
na
que
cl1eio
'
de nomear: ''Estando
' 1 I • • • •
A
_____
ESCOLA PRil\'IARIA
67
__;.•~
-' .em
dire>tão ao arraial das
Abelhas
guarda·
Autonil,
.
criptônimo do jesuíta
João
mos.,.''
(P.
n.
166)
11•
,,desceu
para o Antônio Andreoni,
autor
da cCult11rae
arraial
do Senhor B:>m Jesus
do rio-das abe- opulência do
Brasil»,
obra
,
escrita
antes
da
lh
as
,
fundado
no
ano de
·
1760,
pelo sar. guerra e publicada em
1711
,
eµi maia de
genlo
mor
M1noel
Al
ves
G~ndin
••
_
.''
(lb.
um 1,aRso, faz referências ao
rio-(jas-111or-184).
tes,
sob
ês'le
nome: «Também há uma
pa-Para alguns autores
ê.,se
rio-das-abe· ragem no caminho para as ditas. minas
ge-lh
as,
dito
por p()rtugueses rio-das-avelhas
,
rais, onze ou doze dias
"
distantes dos
pri-foi
mlldcldo em rio-das-velhas. Ponho aqui meiri)s, andando bem até às três hora,& da
palavras de Diogo
de
Vaiconcelos: '
1De-
tarde: a qual paragem chamam
a
do
rio-parando
e
ste
s e
xplo
rad
o
re! magníficos
fais-
das-Mortes, por m\)rrerem nelas uns
h
.
o·
quei
ros no rio
das Abelhas (que
os
no,-atos mens que o
_
passavam nadando, •
.
outros
,
converteram
em rio
da~ velhas).ai
por que
se
mataram
à.s
peleuradas, brigando
tduito tempo se achara
.
m occupados •..
''
entre si
sôbre
a repartição dos
índios
gen-(
Pág. n.
165)
.
.
tios que traziam do SP.rtão ...
» ,(Pág
•
.
n.
Confinava o arraial do rio·das-abelhas
20
8
.
Ed. de
19:?3,
ed. de Afonso de
Tau-c<,m
P
aracat11, mas essa informação
não
é
na
_
i.)
.
precisa visto que, sob o
nome
Paracat1í,
O
capão-d
.
a-traição, que
às
vezesapa-a indapa-a hoje se designapa-a
a
cidade
e seu
gran-
re
ce sob o nome de
11,ata-da-traição,
foi
de
muni
cípi
o.
Naquele
té:npo, Paracatú assim chamado a conta de uma perfídia de
era
zona
ex:tensí.,sima. Leio
na
''Hist
ória Bento do Amaral
Coutinho,
aos paulistas,
média
ãas
Min.1.s :''
''
Por uma divisão num lugar que dista umas 5 léguas de S.
dos ''Julgados de
Santa Cruz
''
e
Rio
das
João
de
Elrei,
São estas palavras de um li•
Abelhas, feita
pelo conde de
Mossamede
1vro contempor
â
neo da luta, livro
.
publicado
governador
de
Goiás,
vemos que os das em
~712 :
.
Abelhas,
a leste, vinha absorvendo terri-
.
«No
dia seg~1nte mandaram os
cerca-torios
de Paracatu ...
'
'(
187).
,
dos (os paulistas) um bolatim com
basadei-Também existe mais de um suporiendo
;
ra branca, pedindo bom quartel,
eprome•
para
explicar-se o nome do rio-das-mortes. tendo entregar as armas. Conce
·
deu-lhes
J .J. Machado de OliYeira, em seu
,
Bento do Amaral o que pediam
mas
fal·
prestimoso
liYro intitulado ''Quadro histó tando como pérfido,
ecruel, tanto que os
rico da
ProYincia
de
S. Paulo''
publicado vio sem arm!l~, deu ordem em altas vozes,
em
1864,
filia o uome do rio a mortes que para que os matassem;
e
sem mais con,
em
suas margens se deram, por ocasião da selhos, acompanhado
dos es<:ravos,
e
áni-l
uta civil de
1710,
chamada guerra dos
,
mos mais vis daquele excército, ainda que
emboabas. Escreve o ilustre brigadeiro:
,
com pena,
·
e
_
repreensão das pessoas de
''Houve
~rande matança, sendo a maior
1
maior suposiçã'.>, e qualida4es, que nele se
a dos paulista, porque os emboabas não achavam, fêz um tal estrago naqueles
mi-poupavam
a vida riem mesmo a aqueles será veis, que deixando o campo cuberto de
que
caíram em seu poder.
mortos e feridos, foi causa de que ainda
A