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•ANO XVIII - Nos. 3 e 4 Num. avulso 1$200 Junho e Julho de 1934
REVISTP. MENSAL
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-J)iretor:
ALr"'RI~oo '. DE
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1\L\r11\1REí)AÇ .. \O: RUA ,' gTB DE .'f~TE)IBRO. 174
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· · -Red .. .. ... . . . ..
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• • • • • • • • 1. • • • .. • • • • • • • • • • • • • • • Dr. A1nssilon Saboi:i .... .. . 2\Iigu~l L'outo 'l'opicos . \ nova Constiln1,:,)o : cln. ed11ca1:ão e da cultul',l...\..ltrun~ aspc.c·tus da Jlygicnc
J<:;scolar f J . e . . . ... . J Pedro A. Pinto ... ... . Red . . . . , . . .. .. ... , ... .. . A. joviano... . ... .. . , Othclo Reis ... ... . . t,\cst re Escola. . . . . . . . ... .
111a ca1upnnha civ i1 iaadoro.
r ,i ngua ~[,\terna
I~n ino ll~t 1ingua"<!ltl
O olJjecto in<lir~cto
Paizl's r.strttngeiros
Tres palavrinha<= juracy Sil\'tira •.. • • • •• ConH> pode u ilir<·ctoria 1nell1orar Professores da Escol3 Q.
o nsinu a L1:?rgo de ~ua~ :iuxiliares
Bocayuva .. ... . •
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-O /Jassa111e Jlto ll<'.<.;te !10111r11l trio ,q,·a,z{/r
11a 111edil'i1ta tlo pr1i2·. t,io ,·e~peitaclo ,,a
(1cr1-tl 111ir1, e111 qzte p1·oft:ssat·t1, !tio ac/1111rt1rlo, e,"· ti,1tarlo,. ,·e1te1·arlo po1· 1111tllir/c7o rle tli.~cip11lo ·.
colP.(Jft.c;, clie1tlfi.- e n111ziJo,<:;, e11c/1e ta111be11z rle
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c·o,·at·tio rio.e;qtie
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elar,l11i--aç17o popziía,· pa,·rt. ,~ez1,
lnbo,·.
Po,·ffrle ofJl'a11tle .111e.c;t1·e foi ta111be111 ilestes z111z tiut,
i11-rle /etc; .. o co111ptt11/1e i,·os .
1.Vr1 1,~ib1t11a dt1.~ a.ç,~ociactJe.<; ,<;abia.c; l' 11a.s
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l'ol1111nt~, rlti i111111·e1z.<;a ê/e t e,·ço11 a1·111ns,
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q11e se 1·elacio11a1·a111 co11t a rt/1,caç,io rlo 71ovo
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Del:is iz·a foi s11a at,,nçt7o 110 .c;eio drt
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TOPICOS
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==-D.r:·. Anisio ,...I'eixeir·a
J á se a cha enti·e nós, de 1·eg resso
de sua, terr a natal, aonde í'ôi'a em vi-sita a s u a Exma . p1·og enitora, o ilus
-tre ,D1· . Anisio Teix eii·a, Direto1· do
Depa i·tamento de Educaçã o do Distr·i
-to Fe deral·
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Caixa E s colar·
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deres publi co_s ,. cL1 n11Jri11do a estes propoi·c io-~al- a tt br,ts 1l e1ros e H. est rangeiros domici -li ados no l)a1z, rle modo que poss ibilite e
ffi-cie11 tes facto res dêt vid rt n1oi·fll e econo mi ca d,1 nação, e desenvo lva num espírito br,isileii·o a conscie11cia da solidarieàacJe hun1ana.
Art. 150. Comp ete á, Uni ã.o :
;:i,) fi xar o plano n,1cional de ed ucação comprehensivo do ensin o ele toJos os o·ráo s
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·ramos, com1I.1uns e especializados ; e coorde
-nai· e fiscaI1za1· a s11 a exec ução, en1 . todo o teri·itorio do paiz ;
b) dete1·mina.i· ftS co 11 d ições de re co nh eci
-mento o fficial dos esta.belccim en tos de ensino
ft. beneme1·ita ins tituição , que é a sec und ,ti·io e complemet1tar des te e dos i11sti
-Caixa Escolar, g 1•aças á dedicação e tt1tos de e11síno s11perio1·, exP.rce ndo sobre ell es
ao zelo do pi•ofe.sso1•ado ca t•ioca, to- a necessari a fi scal i zaç~ o ;
m?u g·rande d es envolvimento , no Dis- e) oi·g,1niza1· e man te r, nos 're1·ritorios,
ti·1to Federal. . .. , , _ 1 sys temas educativo~ ct p~·o p1·iados aos n1~smos ;
Pode-se, boJe, a f11 n1a1 que n a o ha d) manter no D1str1cto Federal ensino se
-uma _s ó escola_ nesta cidade do Rio de c.;:;.ndario e con1ple1uentar deste, sup erior· e
Ja,ne11·0. que nao tenba sua caiXJ:\. 8 3 · universita1·io ;
coJ.a1· , prodt1zindo belos e magnificas e) exei·cei· acção s11ppletiva onde se faça
f1·11tos. necessari a poi· defi cienci:t de iniciativa ou de
. . Nem todas dessas e}i:celen·tes au- rec ursos e estimulai· a ol>ra ed11 cativ,t em todo x1~1a1·e.s da esco la oferecem, po1·é1n, ás o paiz po1· meio de estudos inqL1e1·itos de ·
c1•1anç a s todos os beneficío.s q11e delas monstraçõ es e s ubv ençõ es . ' '
se pode e deve espe1·a1·
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Muitas enc · b
1 . ara.g rapl10 11n1co. O plano nacion al de
fim do ano co eri·a:t1J sde~s
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16
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11ços1,no educ ação constante de lei federal, nos termos, m gran e;:, sa os· sso dos 'trt1 o·os 5 n XIV ·•9 8 1 t
é um g1•a ve e1•1·0 que convem cor1•igir. . ' , ~ ., '. · . ' 6 0 . .' .n . , e
:·a~ª
e e,A caixa
0 3c 1 -· . so se pode1,t 1enovar em {Jt azos determin ados
. . J a1• nao pi·ec1sa po11par b d · . o· · t . , , . . '
dinheii·o d
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1 t d e o e e cera as seb utn es 1.01 n1 as .
, eve gas a- o o o com o ) · · · · ·
aluno Otl con: a e
1 a ensino p1·1m ai·to 111tegral grat111to e de
, 1 sco
a.
f · b · t · ·Não sequei· saber a qtlanto s e ele- reqube)11~1a
l
r1~a oi·1a etx~e1nsd1vod aos ~du ltos ; v a o seu depos ito nos bancos · 0 ss . n- . eu ~n eta a gr.a 11i~ a e o ensino
edu-cia l é dispendei· b
f-'
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e
·
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cativo 11lter1 01· ao pr1mar10, afin1 de o tornar·conta . em ene 1c1os sem mais accessivel ;
Essa sim é a d d . f - e) lib erdade de ens1110 en1 todos os gráos
da caixa esc;lar vei· a eira unçao e 1·amo~, observadas as prescri pções da legis
-. , lação federal e da estad11a l ; .
' " ' " 1º 111111111 " 1111 • • 111111 11, . . . ".,º' .. ,11 . . . , . . . . 11111, . . . 11 . . 11,.. d) ensino nos es t t.t b e I ec i me n tos parti eu
la-A
nova
Constituição
Da educação e da cult1,ra
1·.es ministi·ados no idioma patrio, salv o, o de
l1 nguas estrangeiras;
e) limitação da n111tr icu la. á capacid ade
did~ctica do estabe_l ec i m:n to e selecção por
meio de provas de 1ntel11gencia e aproveita
-Art . 148 . Cabe a União. aos Estarlos e meuto ou ~or processos Qbjectivos ap rop1·ia
-aos ~Iunicipios favorecer e animar O desen - dos e finalidade do cu1·so ;
yolv1mento das sici eucias das ai· oes das !e - f) recon hecim ento dos esta.belecim entos
ti·as e d_a cultura ~m ge r~l, pr'lteger' os obje- pa1·tic11Iai·es de ensino sómente qt1 .tndo
asse-c~o~ de t1i teresse historico e O patrimonio ar- gu rem a seus p1·ofessores a estabilidade em
-t1stico do paiz, bem como prestai· assistencia ' quanto bem sei·virem e un1a i·e1nuneração
ao traba lhado1· intellectuai . cond igna, . '
Ai·t. 149_. ~ eri11cação é direito de tod0s Art. 151. Compete aos Estados e ao
e deve ser ministrada pela familia e pelos po· Districto Federal organizai· e manter syste
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. . ' .-A
ESCOLA
PRIMARIA
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' • ' 'mas edt1cativos nos territo1·ios res pectivos; i·es- . colai·, bolsas de estudo, assistencia ali1nent;3.r, peitadas 11s óirectrií\es estabelecidas pela União. dentai·ia e me.dic ;i. , e para vill egiaturas. · · .
Art. 152. Co mpete precipuamente ao Ai·t. 168 . E' vedada a dispensa do con:.. ao Conselho Nacional de Educrtção, organi- c11rso de titulos_c provas no provimento dos
zado na fórma da lei, elabo'rai· o pla110 nacio- cargos do magisterio offici al, bem co n10 em
, nal de ed ucação parct sei· app rovad o pelo Po- qualqt1e1· curso, a de provas escolares de ba~
ditr Legislativo e sugge rir ao governo as me- bilitação: determinadas em lei ou 1·egulamento. dida1-1 que julgar 11ecessari as para a mell101· § 1° Podem, todavia, ·sei· contratados t
solução dos prt1blemas ed ucativos, l,en1 como por tempo certo, professores de nomeada, na.:.
a disti·ibuitrão adeq11ada dos fundos especiaes. cionaes ou estra1Jgei1·ós .
· , Par~1grapho_ uni ?º · Os Esta?os e o
pis·
§ 2º Aos pi·ofessoi·es Iiomeitdos porcon-tr,cto F ederal,
~
ª
.
fo1·m a das leis resp~ctrvas curso parit os in stitutos of,fic.iaes cabem àse. pai·.~ o e~erc :c10._da s11a competenc1a ~a ga.i·a11tias de vital;citdade, e de inamovibilid.a
-roate'.1a, est,1beJec_e1a~ C~nsell1os de Educa.çao de ·1108 ca1·gos, sem pi·ejtiizo dºo disposto
no
c?1u f11n cç1)es s1m:lla1es c.s do Conselho Na- Tittilo Vll. En1 casos d.e extiBcção dit ·
cadei-c1onal ele Ef~u~aç.ao, e ·depart_amentos rtutono - ra, será O pi·ofessor ap roveitado na regencia
1nos de adm1n1st1aç.ao d_o ensino! . . de outi·a. em que se mostre habilitado.
· Ai· t . 153. O e11s1no religioso sera de freqt1enci ,t fiict1ltativa e n1inistrado de acco1·do
con1 os principios da con fissão religiosa do
alumno, ma.nif-:;stada pelos paes ou responsa
-ve is, e constit11irá n1ateria dos l1orarios nas ·
fissionaes e noi·m aes .
•
:,o,=o•=o•= o oc::::.>oc=:::>o o o o o O·
Algu11s
,1
s
1•critos
d,t Dygiene
.
Escot,11·
1 A1·t. 154. Os estabelecimentos pai·tic11la-1·es de ed ucação grat11ita primaria ou pi·ofis-
!
sional, officia lm ente considei·adas idon eos, se- l
rão isentos de q11alqt1e1· trib11to.
!
Palest,·a do
Dr.
Massilon
Saboz·a
fez.'ta
Ai·t . 155. E' garrintida a libei·dade de
no
1iz1
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e
t1·opolitar10
da sociedade
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beAdrat ·1~6 A U ._ 1\,,. . • . . l
dos
A111igos de A
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erto
To,·,·es
r . b . n,a.o e os ·.tun1c1p1os ap
-plicarão nunca menos de dez por· cento, e os '.
Estados e o Districto Federai nunc,t menos
de vinte JJ01· ce11to. da renda 1·esultante dos
impostos, na ma1111tenção e no des e
nvolvi-mento dos systemas educativos .
Pa1·agi·apl10 uni co. Para a, 1·ealização do
ensi110 rias zonas 1·11raes, a Un ião rese1·varà no n1inin10 vi11te po1· cento das quotas rlesti
-11ltdas á educa.çfto no respBctivo orç,twento
a. :11111 a 1.
r'\rt. 157. A União , os Estados e o Dis·
t ri cto I<' ec1erf1l reservarão un1a pa.rte dos se11s
patr irr1onios territo1·iaes pai·a ,t foi·111ação dos resp ectivos f1111dos de ed11cação .
§ 1
°
As sobras das dotaç,ões orçarnenta.·rias itccresçidas Jas doações, percentagens
so-l)re o p1·od11cto de vendas de terras publicas,
t,txas especiaes e ot1tros recu rsos financeiros,
c.onstit11irão, na União, nos Es.tados e nos Municípios., esses ft1ndos especiaes, que serão ,ipplic!).dos exc lusivamente em obras ed11
ca-tivas clet.e1·minadas em lei.
§ 2º . Parte dos mesmos fundos se appli-ca1·á em auxílios a alu n1n os necessitados, me
-diante fornecin1ento gi·atuito de n1ateri ftl
es-•
•
«Minhas senhoras e meus senhores:
- Se ja111 as primeiras palavras que vos di-rijo, de respei tosa homenagem .io Pro
fes-sor Miguel Couto , o g rat1de vt1lto da !11
e-dicin a, cuja vida honten1 se extingtiitt e
q11e constitue un1 raro exem1)lo de
bonda-de e de traba lho , de intelligencia e
detul-tura, de 111odestia e de ded icação. ·
A esta hora na Capi tal da Repu blica realizan1-se os fu neraes do grande n1orto, sob a impressão de dor e de saudade de
toda 11111a pop11laçElo, a quem elle directa
ou ind irecta111en te prestc u os 111aiores be-nefícios.
Qt1a11do honte·m. ás pri111eiras horas de 11ma tarde nublada e triste, recebi a
no-ticia de sua morte. solicitei ao Dr. Raul
de Paula, que em signal de pezar, e pelo desejo q11e tir1ha eu de pessoalmente assis-tir os funeraes, tranferi sse a nossa reunião.
Não era mai'- possivei attender ao rnetl
pe(Jido pela difficuldade de avisar em tem-' pó aquelles q11e vinham de pontos máis
distantes. , :
•
1
52
.t\ESCO
.
LA I'RIMARIA
,
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--····-
- - · - --·- - - --- - - - -- --Honremos portanto a memoria do ! materiaes, sem ILtxo mas com, todo o con-itlustre brasileiro, fazendo embora modes- i forto, condição esta aliás · relaiivà a éadà
tamente um esforço para melhorar as .con- J época. . ·. . . ·
dições de saude e de educação do nosso Nas modernas democrac1 ?s a Escola
povo, um dos assuntos que mais empol- pelos seus altos ideáes represe11ta · o papel
garam o seu nobre espirita e que merece- que, r10 passado, cabia á ' Igrej_a. ·
1·am o sett carinho. Consoante as boas normas adoptadas
· E antes de .iniciar os n ossos trabalhos ·o predio escolar deve ser im1Jonente ·em :
conservemo-11os de pé om minuto de con- . bo_ra sobrio er11 suas linhas, atratiente ;·
ce11tração, em homenagem áque lle que foi / acolhector, accessivel, lo_nge de
vizir1ha11-uma personalidade de escol, e que souae ças que perturb e m phys1ca ou
moralmen-honraro seu Paiz honra11do e servi11do a te a sua finalidade . Sir J ames Kerr un1a
humanidade. das grandes autoridades em hygiene esco,
, . . . . . . . lar insiste para que ne11huma planta de escola seja executada, se11ão depois de
ap-, Offerece-me gen tiln1ente o Nt1cleo Pe- provada pelo medico. .
tropolitano da Sociedade do s Amigos de c\.ctualm ente em n osso 1neió vão des:..
Alberto Torres o ensejo para dizer algo so· apparecendo as !Jreoccupações exaggeradas bre l1ygiene escolar, e, de accordo com a pelo estilo architectonico como provan1 os
f,inalidade de sua obra, propor de modo recentes projectos de predios escolares
pratico medidas ger~is de possível
reali-1
alguns já et,:i execução, gra~a_s á
c_lar~vi-zação em nosso me10. . dente operosidade do Dr. An1s10 Te1xe1ra,
Seria talvez facil traçar um vasto pro- Director do Departan1ento de Edttcação. e gramma idealista e mes mo sumptuoso, d e- á boa vontade do Snr. Interve11tor do Ois-calcado no que se tem feito em civiliza- . tricto federal, Dr. Pedro Ernesto.
ções mais a diantadas, onde as condições Em nosso clima de quasi co11stante
locaes, reflexo de prosperidade geral, ou primavera os pateos espaçosos, as largas
da m elhor comp ree11são do quanto valem varandas, as pergoles graciosas
ensombra-as medidensombra-as de protecç ão intelligente á in· das por trepa1..eiras coloridas e
perfuma-fãncia. p ermitt iram a realização de verda- das, a arborização abundante, quando
deiras n1aravilhas , pelas qua es se poderi a houver espaço sufficiente, o s repuxos e as afferir o gráLt d e progresso de certos
I
flores corrige1n e en1bellezam a singelezapovos. · . da fa cl1ada.
Não tenho a pretenção de dizer-vo s J H a poucos dias li com interesse . uma
coisas i11é di tas pois ess es problemas vêm ! conferencia realizada 11a Associação
Brasi-de ha m ttito preoccupa ndo todo s aquelles leira de Educação pe-lo professor Oscar
que têm ttma certa parcella de res ponsabi- Porto Carreiro sobre o thema constr11
-lidade, e pr0cura m fielm ente dentro dos cções de edificios escolares. Dizia elle
sectores onde trabalham, servir o sett Paiz. ,na escola e architectura nova se impõe
Entretanto, varia s an nos de labor e com mais violencia qL1e em outra qualquer experiencia como medico escolar, o desejo parte. A escola deve ser nova , porque ella
de acertar e de ser t1til aprendendo com é a casa onde moram o s espir_itos nov os e
povos mais adiantados, a IJreo ccupação acima de tudo fu11ccional, porque a criança
constante, pelos co111plexos pro blema s (ai- aprende mais pela observação do a1nbien-guns dos quais ainda a resol\1 er), tende n - tt: que pela palavra do n1estre.
tes a melhorar as condições dos escolares O s problemas principáes que ha a
re-do Districto fede ral , dão-me autoridade, solver 110 projecto de urna escola são pro-embora lirnita·da, para traçar um modesto blen,as de hygi ene. E' preciso ir além e programma, de ac·cordo c om as p ossibili- proc11rar t1m anibiente de alegria e de: cal-dade_s . do 1neio, e natura lme nte sujeito a m::i, um ambiente de liberdade, para a casa mod1f1caçõ s confo rme as ci rc ttmstancias onde for mam o s te n1perame11tos dos ho-e op oortuni (la des de o.r lem varia ve l. mens do ft1t11ro >> .
Para _que haja progre ss o real e m qu al. Para\lelamente ao progresso da
hygie-9uer _servi ço pttblico, é preciso a lé m do 11e escol ar vão se tornando mais cornple-1d.e~l1sn1 0 constructor, um ambiente pro- xas cer tas exigencias, fa ceis de ser sa
tis-p1c10 ao trab all10, isto é, boas i11st Ilações! feitas co1n efficie11cia e mesmo economia
• • • ' 1
A ESCOLA PRIMARIA
:5,3 . .se o . pla110 de constrttcção for preliminar- tindo-lhe il mais .ampla opportunidade ,para men'.le estudado por technicos . de va.lor, desenvolver-se, . ,. , . . . . :
alem das, i11stallações corriqueiras já co-- A hygiene es.colar, tem e.vciluid~
ver-nhecidas em seus detalhes, não devemos tiginosamente nos ultimas 10 anmós; de
esquecer a in1porta11cia dos plaggt'onds · li.- modo que, o prograrnma inicia\ quasi ru-gados á escola, das cafte,·ies para a n1e-. din1entar de evitar as doenças
contagio-renda, da cozinha para o seu preparu ser- sas, tratar. quando passivei os ai um nos
en-vindo ainda para lições de arte culinaria, fermos, velar pelas . boas condições hygie-o 1nhygie-obiliarihygie-o a1Jrhygie-opriadhygie-o, as fontes -bebe- nicas do . predio escolar, veiu soffrendo do11ras coin agt1a ·filtrada e -á te1nperatura. nos rneios maJs adiantados 1nodificações,
-çonve í1ie111e, os chuveiros, a ,piscina; o e foi tomand_o importanãia secundaria1 gyn111asio, o atiditorio, os gabinetes 1r1edi p ois certos inconvenientes quasi
desappa-cos e dentarias, receram pelas boas condições geraes
am-0.; typos ·de escolas devem se111 dttvi- bientes.
da variar co nforn1e as condições econo- No predio bem orientado, construido
micas e locaes pos sttindo todos ou alguns com as disposições co11venientes de ordem dess es req11i si tos, e n1 ais alg11ns quando technica possuindo boa ventilação e
illu-poss ivel. · minação, pro tegido dos ruidos incommo.
Mes 1n o 11c1s zona s r11raes ha hoje cer- dos, e das pairas, faz-se quasi sem o sen-ta ter1de 11cia em. fazer desa1Jparecer as pe- tir boa hygie11e escolar.
qu e nas es colas 1sola cias a que tudo falta O l b 'd b
sttbs tuind o-as ond e l1 011ver boas estrada ~ t, .dª udmno em
I nasci º: deni criado d e ro ad ge m, ~ f ac1 1 a ·i·d d es d e comn1t1n1-. , a e a t ! · a f e pre-esco - ( · ar, 1 d' ht · vacc1na o contra t h
caçõe 5 !Jela es(;ola 1:01zsolidada, com todo cet r as in ecçoes va~10 a, tpt erdta, YP o,
1 f t d b . d . e e., com unia nocao exac a . os bons
o co11 or o 111 0 erno, a r1gan o r11a1or ntt· h bito d h · · t, d
mero de alt11n11os. qtie seriam transporta-
ª
t. si e ygiene, es1
ª
prepara ºd.para d os er11 at1 o-omn1 tts t · 'b rne d'd I a essa que . ma r1cu ar-se na esco a, e ern con tções · , 1d d
1 99 ' d · C superiores aqtte e que esperou ser tratade
pr o
0
ptiz des e9
1
·
_paraª
1 zona e am- quando ao ser feita a sua ficha verificar o (J0. raii0e. et 1~ots eFrioid·rnenl e para Madu- medico escolar as preca rias condições de
reira 110 . 1s r1c . o e era · saude em que o encontrou.
O ideal seria n1esrno, que nas gran- . . . .
eles cidades fosser11 as escolas constrtiidas Daht a 1n1portanc1a reconhecida da
-en1 arrabaldes onde houvesse r.astante es - educação hygienica da criança, e pela paço, para al1i sendo transportadas diaria· qual são _responsaveis o lar,_ a es~ol~ e a
mente as cria 11 ças, com O qtie de algum commun1dade, e tendo por !tns pr1nc1paes:
modo far-se:ia ein parte a prophylaxia da . a) -,- De~envolver att1tud.es
favo1_a-1t1berctilose das nevroses. veis para pratica de bons hab1tos ·
hyg1e-•
Não deve porém a escola ter luxo ntcos.
excessivo o que contribuiria para tornar b) - Assegurar a ;ooperação da cr!· mais frizante o contraste e11tre os lares po-
ª
1.1Ǫ em tod~s ~s medt~as que procu~embres e de !1abitos 1nodestos de vida e des- aJudal-a a att1ng1r o max1n10 de
capac1da-' pertar talvez aspirações em que IJredomina de physica, n1ental e social;_
o conforto material. c)
=
Augmentar continuamente osApenas deve o a1nbiente estimular a conhecimentos geraes em asst1mptos de
formaçao dos bons habito-s hyg·ienicos, e O hygiene qt1e guiarão as su~s acções ;
ideal de saude le perfeita efficiencia pl1ysi-\ d) - Cercai-a de ambiente e de
ex-ca e mental do al11111no. e~plos dos mais altos principias
hygie-Q11e obra ad1niravel ~eria aperfeiçoar n1cos., . .
o n1aterial ht1mano, qtte ainda em condi- ~ excell~~te, e de vantagens
1nest1-çõe s de plast icidade p assa pela escola. mave,1s
º.
aux1l10 prastad? pelos protesso,,Quarta diffi culda de porem, a vencer. res: considerados verdade1rcs apostolas d-e O progr,1mma escolar deve portanto saude.
ser organizado [J ara proteger e aperfeiçoar Dentre os factores que na estadia da
a saude physica, n1ent al e emocional de criança na escola contribl.lem para o bom
toda criança, e preservar a coisa mais sa - exilo de ttm programma · de saude são
grada para ella, a sua personalidade permi- considerados c o mo pri ncipaes ::
'
•
•
' 54
- - - -
_____
_....____
...,..____
~---a) - Espirito e exemplo do professor; O systema natural, assim chamado. ·
b) - Meio escolar ; deve realçar os valores n1oraes, sociaes e·
. c) - Praticas escolares e actividade·s seus objectivos, usa11do uma hygicne
ra-da criança ; cional d~ instruccão que de fac.to
as.segu-d) - Correlaçao de saude com ou- 1 re c_on?tções e resultados phys1olog.1cos~ e
tros assumptos; hyg1en1cos .. O. programma de educaçao
e) - Ensino directo da hygiene. deve estar 1nte~ramen~e coordenado com O Professor Winslow da Universidade un1 plano perfeito de inspecção (ie saude.
de- Vale diz que na guerra contra as mo- Segun~o ~lfred Andersen, o tem~o
prt.--lestias evitaveís a luta deve ser vencida, \ sente e mais favoravel ao estabelec1111en!o
não somente pela contribuição de obras Ide ui:n programma moderno de educaçao
publicas mas tambem pela conducta dos 1
1 phys1ca. .
individu~s. A educação é a base para . A educação ~~ral evoluiu, estuda a
qualquer campanha de saude publica. criança como ella e. ~r~par?ndo-a
ª?
mes-, Segtindo as recommendações do
Co-,
mo tempo para ter eff1c1enc1a na so~1,edademit
é
par·a a criança em idade escolar, da i onde ella vae se desenvolver, e mais tarde.: White House Conference », reunida em : desempenhar o seu papel_. .
Washington em 1930, o , erviço de saude ; Method?s _de pe~qu1sa fo,:am appl1ca~
nas escolas devería incluir o seguinte : dos, e osobJect1vos de ed~caçaoente~dem
. . se desde o pre-escolar ate o adulto,
1nclu-l º - Serv1_ço medico ; . . . indo em seu programma a importancia de
2° - Serv!ço de en!e, me1ras,
Saude,
0 preparo do individuo para bem3° - Serv~ço de11tart~; . aproveitar as horas de lazer e treinando-o
4º - Serv!ço de nt1tr1ção , para ser um bom c:idadão.
5° - Hyg1ene mental ; Os esforcos se conjugam, fazendo
.
6
°
-
Planos de escola·.5, . ~ontendo com que a edÚcação physica Jib~r.te-se daequipamento e hyglene do pred10 . rotina, faça alguina coisa de or1g1nal e_ se
Wood e Ro,vel considerando a impor- odapte aos novos programmas
educac10-ancia da educação physica dizem com naes. Em summa os educadores de
cultu-tmuito acerto que el!a é a contribuiçã? fei- ra. physica são hoje mais adiantados eco~
ta para completar a educa.ção da cria_nça o- espirita de renovação , . tem _cultura mais
(e do adolescente) no preparo para a vida, variada e complexa. Assim a educação phy-pelo cultivo das actividades psycon1~toras sica de hoje procura não somente desen·
incluindo brinquedos , Jogos , athlet1smo , volver a fo·rça m11scular, mas assegurar-se
gymnastica , dança , natação, equitação e de que essa força será usada para o bem
excursões, escotismo e até mesmo repre- da sociedade. Taes factores fundamentaes
sentações dramaticas. Tambem podem ahi infltiem no programma da educaçao
phy-ser incluid as outras actividades se ellas sica, .
são saudaveis e edt1calivas corno jardina- a) _ Velocidade (automovel , avião , e
gem , trabalh os em fazendas, artes do- todos os motores para ganhar tempo);
mesticas, etc. As actividades fundamen- b) _ Aperfeiçoamento dos machinis_
-taes da edL1cação pl1ysica são as que po- ,nos que vão dimínui11do o esforço pl1ys1:
den, ser condt1zidas ao ar livre. Pri11cipal- co e O trabalho mant1al;
mente no Bra sil este conselho deve ser c - Urbanização crescente,
agglome-seguido. ração e falta de opportunidades para di-0 gym11asio deve ser sen1pre consl - versões physicas. Em nosso meio é de
derado em pei·ncipio como um espaço de importancia primordial e urgente a as sis
-emergencia em que os exercicios physi- tencia ao alumno.
cos são executados quando as condições fui em Setembro do anno pa~sado
de clima ou as intemperies não permittem relator da these sobreª. man~ira _rna1~
pra-condt1zir ao ar livre a educação physica. tica de orga11izar a ass1stenc1a a criança O systema natural de actividade ba- na idade escolar, e que foi apresentada na
seada puramente na psycologia, anatomia Conferencia Nacional de Protecção á
ln-e physiologia vln-eiu substituindo ln-e modifi- fanln-eia. Dahi rln-etirln-ei os dados principaes
cando os rnais formaes systemas de edu- do que vou dizer-vo s sobre tal assu111pto.
cação physica dantes usados. A assistencia á criança na Idade escolar
•
,.
,
i
é um co in plem ento ao serviço de saude e ' Inglaterra possuía ·1. 200, algumas excel-:
hygien e, e, que embora . en1 rigor não lentes.
.ci_e va fazer !)arte in te gra11te daqttelle ser- En1 certos casos era promovido o
tra-v1ço, deve e1 1tretanto , merecer o apoio
I
tamente dos alumnos necessitados me dr-mora l e fin anceiro e a conveni ente orien- l ante ajt1ste em clinicas, hospitaes ou cen-taçã o dos poderes publicos. Em geral de- tros de tratame11to servindo de modelover(a tal as~ istencia faz er parte das obras ha dois lustros pa~sados, a organização soc1 ~es per1 escol ares , ou ser · entregue em l11gleza, qu e aliás me orientou para um cooperaçao in tellige nte a associações ido- traba·Jho que então apresentei ao
Con-ne as, dispo11do de pessoal dedicado e gresso A 1nericano da Criança reunido no
compe tente '' traball1 a.dores sociaes'',t:-ndo Rio de Janeiro em 1932. Essa' orient'ação,
.por ideal o ? e,n da criança e o aperfeiçoa- entreta11to, ve1n evoluindo, pa1ecendo que n1ento ph ystco e moral da collectividade. a tendencia actual é a das clinicas
infa11-Conforn1e o desenvolvimento e a per- ti s bem appareli,adas 011de tambem fJOS·
fei -; ão dos serviços de hygie ne infantil, va- san·1 ser attendidas crianças na .idade pre-ria tarnbem a i1nportancia da assistencia á escolar o que é mais pratico, efficiente e
cria nça na idad e escolar. economico. Basta considerar a
importa11-Nos povos 1Jrosperos , have11do n1elhor eia da idade preescolar, para não haver
edtt cação hygie 11ica, vida sa dia , boa ali- a menor duvida sobre a va11tagem de
se-111e11tação, exercíci os physicos, o probJe. re1n corrigidos os defeitos naq,ttella idade,
ma <l oe11ça vae po11c o a pot1co se11do ficando assim a criança preparada com
substituído pelo cultivo da saude. so lidá base de saúde e ás vezes de
habi-No Rio de Jan eiro, onde infelizmente tos l1ygienicos, antes de ser matriculada
ai tid a é g rande a porcentagem de escola- na escola. E' essa a orientaçãó Norte res e11-ferm os cuja s farnilias em inuitos ca- A111ericana que se póde dizer, tem esses so s nao poss11em rect1rsos para tratamento, ultim as tempos o bastão de commando,em
é aind a a assistencia medica t1n1 problema questão de pediatria IJreventiva. .
de ern ergencia que deve ser enfrentado Em conferencia que realizei em 1929, com firineza , 11 a esp erança de que mais occt1pei-me da criança preescolar,
resu-tarde , ni elhora ndo O indice de saude dos mindo o que havia sido feito no mundo a1Ltm r1os, possa a administração ctiidar de civilizado, para protegei-a e cada vez
es-preferencia das obras de preservação e tot1 mais convencido de que é nessa ida=
aperfei çoamento como seria desejavel. de que se torna mais importante a assis-A obra principal de assistencia á cri- tencia clinica e hygienica.
ança na ida de escolar, visai,do a correc- Merendas escolares - Desde 1868,em
ção dos defeitos ou O cultivo da saude,po- frança. p'or iniciativa de Victor Duruy, os
alumnos de centenas de escolas foram
de·ria ser resur11 ida no seguinte : beneficiados com a alimentação
supple-Assi ste11cia rnedica, dentaria, alimen- mentar. Entretanto esse 1novimento
tor-ta r, Sana to rios, Escolas-Hospitaes, Esco- nou-se n1 ais decisivo em J 880, com a
cria-la s a~ ar li vre, ~ reve11tori?s, Camp~s. de ção das «Cantines Escolaires», normal
r~cre10, Exc11rsoes no per1odo de fer1a_s: mente organizadas em Paris.
F111al111en te, o se g·uro escolar, que fac1l1- · Na Inalaterra Austria Allemanha e
taria de alg um modo essas realizações. Norte A;erica 'variando' conforme as
. ' }
Clinicas escolares - A experiencia condições iocaes, as merendas escolares
de algu ns a11nos, havia mostrado na ln- tomaram grande incremento,
principal-g laterra e no t1t ros paízes «Ieaders » e1n hy- rnente no período aj'.'ÓS guerra. Tive
oc-gien e escolar que, o esforç o para boa casião de acompanhar de perto as «Nutri~
in specção medica dos alu1nnos era em tion Clinics. em 1918, em Nova York.
parte perd ido, porque. os oaes, ignorantes , i A desnutrição conforme tem sido
ve-ind ifferentes OL1 pobres, deixavam de at- ' rificado, depende de coisas multiplas,
er-tender aos conselhos e prescripções dos ros de hygiene geral, fadiga chronica, medica s escol1:tres , no sentido de serem : som no insufficiente, falta de exercicios, ~orri uid·os. os defeitos physicos encon- . doe11ças, defeitos corno . arnygdalites
chro-t~ados. for am então criadas as clinicas nicas, vegetações aden.oides, lues conge-escol ares, d s quaes, ha annos passados, a : nita, tuberculose, carie dentaria .-_Entretan~
56
A
ESCOLA
PRii\1ARI
.
'\
to. sua causa principal é a alimentaçao in- declarou-me com certo amargor~ que
en-sufficiente coi1sequencia da pobresa. vez de ''inventar'' medicos escolares
a
E' opportuno citar o que no dia de Prefeitura devia f2zer baratear os g·ene:ros
Maio dedicado á infancia a~aba de escre- pois os seus alumnos mais precisavam de
ver Miss Orace Abbott, chefe de Chil· alimentação do que de n1edico.
ders's Bureau dos Estados Unidos onde Desculpei o que então me pareceu
actualmente são grandes as · difficttldades; uma impertinencia, porém mais ,tarde, fui
«Com mais de um milhão Je familias de - me convencendo de qt1e em parte a velha
pendendo de assistencia, apresenta-se o educadora tinha razão, e que stta vóz era
perigo da desn11trição, que reduz a resis- o reflexo dos soffrimentos de milhares de
tencia, ás molestias exata,nente quando crianças fracas e desnutridas, silenciosas
os recursos para combatei as acham-se li- e tristes que eu fui encontrando na escola,
mitados pela reducção de verbas para o e que um dos mais urgentes problemas
serviço de saude. era a merenda escolar, que deveria talvez
' Eis porque nossa carnpai1l1a este anno ser preparada nas escolas pelas proprias
· deve ser defensiva e sustentada uma fren- alumnas da aula de arte domestica, e
dis-te d11pla. Primeiro devemos l11tar para . tribuida de m:!neira systematica a preços
que nossas crianças tenham a alimenta-• reduzidos, e mesmo gratis, para os
neces-ção adequada. Sabemos que em 111uit as sita dos. De facto alguns annos depois,.
dellas a desntttrição está sendo compro- quando na administr:ição Fernando de
vada com frequencia, e que embora mui- Azevedo procurou-se desenvolver o
~e1-tos dos seus effeitos não appareça1n im· viço de merenda nas escolas, tal iniciativa
mediatamente, reduzirão si forem prolon- recebeu todo o meu apoio e posso
infor-gadas e generalizadas, a resistencia ás n10- mar que no 17 ° Distric1o então a meu
car-lestias, em segundo Jogar , devemos l11tar g,o, ao lado do Dr. Carlos Ayres
dedica-para n1anter nossos serviços de saude li· do companheiro de trabalho como
inspe-vres da redt1cção de verba, o que ai11da ctor escolar e con1 a boa vontade de
to-con1proineteria st1a efficiencia durante o do o professorado, nenhuma escola r,a .
tempo de crise ». quelle districto deixou de dis1ribttir
me-Seria portanto , medida de largo ai- renda aos alumnos.
ca11ce qtte em todas as escolas do Rio de Havia porém ttma peqttena escola, EÍ.
Janeiro, fosse organizado o serviço syste- margem da antiga estrada Rio-Petrorol is,
tnatico, de merer1das, var,ia11do aliás coi1· em que não havia cozinha e tornava-se
forme as necessidades do meio , pois a boa , difficil preparar a sopa au qualqt1er
me-alimentação, para não citar 011tra s v:1nta· 1
rerida quente, muito aco11selhavel a
po-gen s é aitxiliar poderoso na propl1ylaxi a pulação daquella zona. Lembrei -me en-·
da tt1berct1lose e da carie dent'aria. tão de uma conferencia que mezes antes
A boa assistencia dentaria é tambem assistira em Berlim, na qual um medico
um problema de relevo, con10 prophyla- escolar fJreconis2va o
sandi
v
i
c
h
de q11eijo.xia curativa. Entretanto, segundo t1ri1 ar- Estabelecemos com vantagen1 e aeral
a-tigo do Dr . Richad Bolt, no «A. J. of Pu- grado tal merenda nes 3:1 escola.º Co1,
-blic I-Iealth» , ha unia profunda modifica- vencido assim ha varias an11os de qt1e o
ção no que antigamente se chamava pro-
s
a1ld1
v
iclt
pão e queijo , é t1m dos n1ell1oresphylaxia dentaria e na qual a boa nutri- typos de merenda ' ;1 adaptar, pois além da
ção representa o l)apel mais importante. riq1,1eza alimentar offerece multiplas
varita-. A as<si st.encia alimentar á criança na gens praticas - rapidez, acceitaçao geral
idade escolar, é um problema que ha mt1i- pelas crianças, dispensa de vasilhames e
to m: .i~pressiona tendo para isso talvez de dispositivos especiaes J)ara a perfe iita .
contr1bt11do o se_guinte facto q11e recordo conservação, economia de tempo e de
ma-se~pre. Numa linda manhã do mez de teria! permitindo que mesn10 á ultima
ho-~a10 de 1915 fazia eu minha prin1eira vi- ra seja preparado ar:ienas o numero de
sita comO' medico escolar, á uma escola · merendas correspondendo ao numero de
de Cascadura. · A velha professora, hàbi- alumnos presentes á escola -- erJcarre:
tuada a observ.ar de. perto ~s necessidades guei o medico auxiliar Dr. Euryalo de
da
!JOpulação 1nfant1l, humilde e soffredo- Aguiar Romero, de ~st1:1d:,r o valornu-ra entr( gue a tantos annos a sua guarda, tritivo dos diversos typos de queijos
na-' • ' {.
A ESCOLA Pl{llv1Al~1A
57
- - -· - - - --··- -·cionaes co111binadas ás variedades de pães le111anha como os de Kreuznach na França
não esquecer.do o seu custo, medida d~ e nott!roe paízes
?
·
interesse pratico. Em recente relatorio Os Preventorios são i'nstitt1ições
atten-(f evereiro do corrente anno) apresentei dendo as crianças debilitadas . expostas ao
suggestões nesse sentido ao Sr. Dr. Dire- contagi_o da tuberculose, e, ás qttaes
pa-cto: do Departamento de Educação, que der-se-ta conservando o termo (hoje seni
sera o ein breve postos em pratica. razão tim ta~to demodé) chamar de pre- .
Parece-me entretanto que a merenda tuberculosas, isto e, com tt1berculose
la-escolar, deveria variar conforme as con- tente ou em risco de contr2 hil-a.
dições locaes e até mesmo a estação. Para exemplo de estabelecimento des·
As escolas ao ar iivre, sejam ellas tvpo se genero, tenho citado o Prevei1torio de
externato ou internato, são elementos· de farmin~dale que visit~i em New Jersey e,
tal in1portancia que merecem ser tratados entre 110s, o esplendtdo Preventorio D.
,á !)arte, formando themas especiaes. Só- Amelia em J=>aquet; (da Lingua .Brasileira
bre esses assumptos, tenho escripto desde Contra . a Tuberculosa), o Sanatorio Santa
19.15. qua_ndo p11bliquei um trabalho, resu- Clara em Cam.pos do Jordão, que aliás, é
m1ndo minl1as observações então feitas na
l
um _pre~entorto! ambos prestando reaesEuropa. serviços respectivamente a beira-1nar ou
Os principaes caracteristicos de escolas na montanhq · . .
desse genero e sua importancia para a O Sana.torto de No~ue1ra, (arredores
educação e para a saude, con~istem na de Petro~olts) attenda crianças
tuberculo-cornbinação intelligente de ar livre, ali· sas, e· assim co~pl~ta. <:_ntre nós' a grande
~entaçã_o. adequada, e _um regime espe- obra das duas 1~st1tu1çoes que r~feri;
c1al, fac!l1tando alternativas de trabalho e Escola-Ho_sp1tal, con10 e sabido e uma
de repouso , nei11 sempre realizavéis em 1.:eq.u<:_na tranztç_ão entre as precedentes
ins·
rigor nas eseol as communs. t1ttt1çoes e dest.1na-~e aos casos chronicos Destii1adas ás cria11ças fracas, anemi· em g~ral orthopedtco_s, .exigindo repouso
cas, lyn1phaticas e desnutridas, taes esco· no leito. Apes~r de l1m1tado, come> nas
as são arnia.s poderosas na prophylaxia escol.as ao. ar \1vre, ~a ensin_o, porque a
tda t11berculose e mesmo das nevroses perman:ncta das <;rtanças tnterna,:las é
chagas sociaes das grandes cidades. N~ lon~a,.as. v_ezes de ·annos .. ~'. t1m genero
phrases lu n1inosa de Oenaro Sisto-«cada de inst1tu1çao usad.o. pr1m111vamente, na
esco J a a o ar livre que
se
abre, evita a lnglaterra, frança, ~ ~orte. A me ricasi-cr!ação de t1m hospital par :.i tt1berculose,. t11ado de preferencta, a beira-mar como
Pelas stta" , co d" -n 1çoes opograp 1cas t h' Sea Breze em Conay IsJand, \ · - · d d , ·
não ha nenl1uma grande cidade mai~ 1 1. s excur_soes no perto o e ferias, ou
aproiJriada q
R'
d J . ' melhor, o tur1s1no escolar ambos paracri-t
·nstalla a-o d ue o tob e Dane1ro, 1 pdara a 1 a11ças normaes OLt ligeir~mente sub -
nor-ç essas o ras. e um a o as ( .
Oral·a - e as ·,ih f .1 t . . . maes, como acontece nas ~randes
cida-. :, as ac1 men e access1ve1s rt- d . 1 • • ~
Camente ballhad as d e so1 , a pequena d. IS· esb 1 e o escotismo co11st1tuem a meu ver
d
d · 1 · · 'tancia as rnontanJ
1as de média altit.:de. 0 ras_ e, g~an e _va or prophylat1co e de
Co,n uma viaacm 1 1· t f ·1 benef1ca ass1stenc1a para os escolares.
i-: re a ivamen e ac!, mon- Brincar e unia for t 1·
tanhas de climas recomn1endave1s como ·' , . . ~a c.ons ruc tva
;1e-Petropolis Teresop 1· V cessa11a a vida da criança, e 110s patzes
, o 1s, assouras e um l d . t · · J'd
l)ouco rna :s dt' · t t I d"d 1. d
ea e,
s
nesses assump os, as muntcipaI
a-. . :, a n e , e s p e n 1 o c 1 '11 a e d t· 1 · ·
Campos do J da- A . _ S es e os par 1cu ares nas grandes cidades
. . or o. que a ssoc1açao a- d ·
i1atorios de Santa Clara,, intelligentemente preoccupam-~e com os campos e recl'eto.
escolheu para suas installações, e finalmen- como um meio protector contra a te-ç~o
te as estaçõe. h d . . h nervosa consequente das modernas
condt-' s y ro-mtneraes, o qtte a - d 'd b
annos venho lembrando· . çoes e v, a ur ana. . ,
Rec:nt~mente visitei em Lambary_, um
va~to ed1fic10· abandonado, que fôra
cons-truido para um casino de jogo. Porque não adaptai-o para um sanatorio de crian·
ças semelhante aos rnuitos que ha
na
AI-Nos
Plagaro,1nds
americanos ou nos.Ho,·I
germanicos, aprende mas criarças
alem da educação physic, bons habitas
que reflecten, sobre a l1ygiene mental. '
As condições de nossas n1011tanhas 'e
praias facilmente accessiveis, permittem
•
.
'•
·58 A
ESCOLA PRIMARIA
seguir os exemplos da Suissa. ou da Alie- augmentar o numero de caixas escolares enianha moderna., onde milhares de jovens ! de fazer desapparecer o <<Onus« e os abu-(~ander~oge( ) perc?rren, dt1rante o pe- sos mesmo que havia , e de adoptar o
sys-riodo das ferias, coll1nas. valles· e monta- tema de muti1alismo , que bem orientado,
nhas da flore s.ta. ~e_gr~, do Ty~ol Otl ~o j é sempre eff.icaz. A situação de alguma
Harz, OLI a fel!z 1n1c1at1va _da Italia f asc~s- dessas caixas á tão prospera que lhes
per-ta qu e ap~ove1tand? as viagens de seus mitte man ter serviço de 111erendo em cer-transatlant1cos, envia alumnos das escol as, ta s escola s, e até mesmo colo11iaes de f
é-atrave s dos _mares da America do St1l. ' rias. Repito que , adaptando conve r1ie nte-_Alem disso , no anno de 1932 a obra mente em no sso meio deveria dar os
f~sc1sta_da 1talia· envio~ ás di versas colo- 111elhores resultados o se1g L1ro escolar obri-n!a s e~t1va:s 114.638 crianças. Esses colo- gatorio , render1do suavemente cérca de n1as cl1mat1ca~, funccionan1 de preferencia 150 contos mensaes, se cada cri anç a em
no ve rão att1n ge1n o numero de 1 . 312,
1
troco desses beneficias paaasse 2$000
, sendo 261 mariti1nas , 237 na montanha . . réis. '
º
· 635 l1eliotherapica e 171.:l fluviae s . No di- 1 Nã d ,
-zer de Morgagni «prepara-se Lima ·uven- . o esgu~cen o a c? nsr ucçao de
,tude sadia de corpo e de espírito , {empt- pred1os apropriados para 1n?t~llação de
rada para t d .f. . t escolas , co1n todos os requ 1s1tos de
hy-o hy-o o sacr1 1c10 prornp a a · 1 ·
toda o bediencia e capaz de todas as re- J g1~11e , casses e_spec1aes para alumn os
de-nun cias « ' . fe1tuo sos, pl1ys1ca ou 111entaln1ente , e
ou-Para.aJ·udar
O c s e10 u t . parc,a ou . 1 mes- tros d -probler1· · 1as geraesd ' é · ess e · a n, 1eu ver · 0 mo total da ass istencia aos eu dca11dos, in- j pa rao m1_n1mo e ass1stenc1a ~ criança
sist~ . sobre as caixas de seg·uro escolar i escolar, nao dev~ndo s:r esquecida a
coo-obriaatorio de
º
.
,
qu e me occt1pe1 . em con- peração dos part1ct1lares . .ferenc1a realisada na Sociedade de Medi - 1 Terminando re1J1to o qt1e ha tempo cina e Cirurgia e1n 19z;6, e publicada na ; di~se numa_ ~onferencia : - «Proteger a
«folha Medica» de 1 de Outtibro daquel- c~ança bras1le1r~, preparando nov_as
ger_a-le anno Este seguro cttjos resultados tive çoes fortes. ~adias, 11or111aes e felizes ,
d1g-opportunidade de observar pessoalmente nas ?e poss_u1r e melhorar a nossa terra
em Genebra en1 Agosto de 1925, consiste admrravel , e obra de campanha tão
no-em toda a criança de 3 a J 5 annos de ida. b_re, devem cooperar todas as classes
so-de. pagar mensalmente uma certa quantia ciaes ·
de 1. 75 . , um sei lo especial collado é ca- Nas modernas democracias. o valor
dernet~ de matricula tendo o direito de dos indivíduos julga-se pelos ser~iços que
attend1da em c~so de molestia otr de acci· prestaram á collectividade, e pelas obras
dente pelo 1ned1co ique •ll1e será ifacultado que realisararn e que perdt1r3m alem da
escolher, dentre os que adherirem á Cai· época em que elles viveram. ' ·
xa Escolar , correndo apenas l j4 das des- E não devemos esquecer que os
ho-_pesas medico-pharmaceLrlicas por conta mens de coração. de :intelligencia e de
~os. paes ot1 responsaveis. Os escolares força de vontade, idealistas mas
realisado-indigentes estão naturaln1ente isentos de res, fizeram, fazem e far~o a grandeza de
pagamento. Foi essa
a
maneir a pratica de nossa terra.• • • • •
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ESCOL A
PRIMARIA''
•De co11formidade com o acordo estabelecido e11tre a Diretoria de
Educação e a Administração desta re,1ista, todos os diretores de
gru-pos escolares, escolas primarias e cursos 1Jopulares nott1rnos receberão
um exemplar de cada numero d' <A Escóla Prir1iaria », o qt1al deverão ·
conser-varna «Biblioteca Escolar», como propriedade do estabelecimento que d
0 irige1n .
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daRed.
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ESCOLA
PRINIARIA
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J111·acy Silvei1·a).
•O a.sst1nto qt1e m·e_ cabe relatai· é de tal
extensã-J e ele tal con1plexidade que não ca.be
nos n1oldes de un1a tése para se1· lida e ·dis
-CL1ticla numci sessão ele Co11gresso . Tão vast o que t odos os aspétos ele organização e de
01·ie11tação pode1·ia1n• ser estuda1Jo., e discL1t
i-dos com inteira p1·opri edade ; t ão co111plexo qtie não l1a com,J fixar· 11or1nas de conduta1
11en1 1nec1idas especificas para a stia solução .
A cada problema, n1 t1lti1)las soluções se apre·
se11tam va1·iaveis co1n o sistema esco.Ja1· em vi-•
g·o1·1 com as co11dições mate1·iais ·da escola, com
o.s 1·ecl11·sos técnicos ela di1·eção1 com' o grau
ela cu.lt ura do p1·ofesso1·ado1 et c. Não me é
pois possivel aborclá-lo e1n t oda plenitucle.
Pro-rai·ei focalisa·r aspétos <los 1nais i111portantes,
alguns do.s quais já e111· experiencia no Dis
-trito F ede1·al. Embó1·a não constituam evie
1e11-temente 110.vidade pa.ra o magiste1·io Ce.ar·ense,
que cam·i11!1a 11a vanguarda do moviment o e
du-cacional impl11sionado pela f orça idealista de,
Mor eira de Sousa, apresentam contudo, a van~ t agen1 ele trazer-vos algu11s clados co11c1·etos,
- se1npre elo.quentes e sen1p1·e ilustrativos
-de alguns ensaios 1·ealizadós co,n1 g1·ande since
-1·idade e com 'in1e11so desejo de ace1·tar.
1
I REALIDADE DA SITUAÇÃO. (1931)
Examinancio estatísticas, est11danclo 1·elato -1·ios cl1ega-se á conclusão desolado1·a e
amar·-g8, de que o. r e11dim·ento escolar é i11exp1·ess
i-vo, se1n significação ante o esfo1·ço e a de·
clicação do magisterio prin1ário.
Para não. vos prendei· cle1nasia-iamente 11a
analise dos 1·esultados estatísticos da eficie11cia
escolar no Dist1·ito Federal, referir-me-ei ape -·nas ao.s dados apr·esentados pelo D1·. J\.nisio
Teixeira no se11 1·elatorio de um ano de
ad-'n1i11istração (1932). Estes clados são tanto 1nais sig11ificativos quanto se 1·efe1·em a t11n pe-1·iodo de gra11 '.le e11tusiasm·o e ele intensa
ati-dade, qt1al o, da adm·inist1·ação F. de Azevedo.
•
No · 1 a. vês ?.:a. vês 3a. ,•ês ia. vêsi5a. vês 6a. vês
' No 1° ano 47 ,19 39,80 11),78 2,1 l 0,10 0,02 No 2º ano í0.03 26,8G 2,7fJ 0,32 0,04 No 3° ~no 74,31 , 22,59 · 1 N li 4° ano 83, 13 15.66 No 50 a110 ll4,29 1 5,57 •• 2.29 . 0,73 O , 09 -1,17 004 - -' .0,14 \- - - - -Percentagens de repetentes •• No 1 · ano 52,81 • No 2· ano 29,97 No 3· ano 25,70 No 4· ano 16,87 • No 5· ano 5. 71 ' •
]~' verdadeiramente elesco11ce1·ta11te a · JJ
er-centagem de aluno.s 1·epetentes nos 3 p1·i1neiros
1 anos . E :Si o fato 11ão se continua nos 4° e; 5°
a11os não é como se poderia julgai·, po1· umà
melhoria de situação, 1nas exclusivamente
por-que apenas 10 º/o do,s alu.nos m'atriculados che·
gam' a estas series, fato qt1e nos 1nostrc, obje-tivam·ente que as nossas escolas ·ainda não aten-dem ao, interesse de todos os alunos. Estão
montadas para se1·vir. ou aos abastados que
podem gastar· 8 a.nos e mais pa1·a realisaT a educação. primar·ia ou, aos excepciorralm·ente
in-t eligentes. Os de inteligencia m•ediocre, os de
recursos economicos JJr.ecá1·ios, não encontram,
nas escolas, na maioria de vezes, ,condições favoraveis ao ,seu c1esen,rol,1i1n'ento. E como
estes são. 90 º/o a sua falencia creia, levanta,
e1n• tor110 do valor, da eficiencia escolar, um
pessirnismo. nefasto que aos poucos, penetra
o espirita dos pais que já não sentem'
im-periosa, viva, a necessidade de m1anda1· -os
fi-lhos á escola. E esse . pessim'is1n'o se alarga e
se estende, gerando. na sociedade e nos
go-vernos um·a atitude de i11conciente
indiferen-ça pelo problem•a educacional de qí.ie
sincera-ment·e descrê1n. Eis a razão, talvês a mais
forte por que em paizes co1no o nosso não
e11cont1·a1111 pr·aticamente éco os apelos dos
edu-cadores.
O grande nume1·0, de repetentes e dos que
11ão. concluem• o curso, e o pequeno numero, de alunos que conseguem· atingir o térn1ino da educação pr·imaria da capital do pais
ilus-tram eloquentemente o rendimento ainda
pe-queno das nossas escolas, problem·a cuja
so-lução está a desafiar a intelig~11cia, a cultura.,
a capacidade de ação. e de colaboração do
corpo de diretores. Intere3sar nesse· assunto
os educadores p1·esentes a-? 6° congresso de
educação. é a mais alta aspiração desse
tra-balho, e ,será a sua m'elhor vitória .