"'
--
F
.
NEREO DE SAMPAIO
.
';1941
.. _pf·-
•
,
•
•
....
1 /.
..
•
•
-1•
'
-•
F.
N
E
RtO
DE
SAMPAI
O
PROFESSOR DE ORIENTAÇ.\O DO ENSINO DE DESENHO E ARTES APLICADAS DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL
DESENHO
l~ série do Curso Secundário
SED
NOVE
P I M E N T A D E !II E J, L O & C i a. T R A V E S S A D O O U V 1 D O R, M - - RIO DE J A N E I R O-...
••
.
,
..
•r
•
"
•
ÀS MEMÓRIAS DE TR~S GRANDES PROFESSORES E AMIGOS•
Erne
s
to da Cunha de
Araujo Vianna
tt
Heitor Lyra da Silva
e
Vicente Licinio Cardoso
•
1 :
~
...
\... -·· ...Publicações do mesmo autor
-
Desenho Espontâneo d
as
Cri
a
nças.
Consi-derações
s
ôbr
e
sua
metod
o
logia
.
Rio
1929
.
Esgotada.
-
O Desenho ao Alcance de Todos
.
Perspec
-tiva de Observação orientando o desenho
do natural. Companhia Editora Nacional.
S
.
Paulo.
2.ª
edição
em
1938.
Em preparação:
-
Desenho para
as
demais
séries
do
cíclo
fundamental.
I)esenhcr para
o
cíclo
complementar.
-
Grafismo
.
Evolução
e
Didática.
INCORREÇÕES
Em vez de pqde deve ser pode pg. 1 linha 12
"
"
"
constante"
"
constantemente"
9"
2"
"
"
A1 B1"
"
AB ;• 11"
31"
" "
sôma"
"
soma,,
13.,
4"
"
l i regra"
li régua"
13 l i 22"
"
"
Marques )1"
marque"
13"
30"
"
l l passagens"
"
passagem"
13"
31"
li"
sômas"
"
soma l i 17"
7"
li"
AD"
l i AB.
,
17"
20"
" "
abuissa l i"
abcissa"
22"
46 1: )/"
TV
1•"
TU
,
,
28"
22·
''
"
"
"
"
com o 1• 32"
19 como"
"
"
patrões"
,
,
padrões"
49"
3"
"
"
tôda"
"
toda"
49,,
11"
li"
disti.nctos,,
,,
distintos"
49 241)
"
"
couhas"
"
cousas"
60,,
23
"
"
"
chamfrado"
"
chanfrado Estampa Il
•ÍNDICE
Aos estudantes . . . . . . . . . ..
.
.
.
.
.
..
.
.
. .
l.ª P A R TEDesenho Geométrico
CAPÍTULO I - Linhas, retas segmentos retilíneos e semirretas. Emprêgo de alguns instrumentos.
PAGS. § 1 - Linhas, ponto. . . . . . . . . . . . . . . · · . . . . . . . . . . . 3 § 2 - Retas, segmentos retilíneos e semirretas. . 4 § 3 - Posições das retas: absolutas e relativas. . . . . . . . . . 4 § 4 - Uso da régua T e. traçado das paralelas. . . . . . . . . . 4 § 5 - Uso dos esquadros e traçado das paralelas e perpendiculares. . 5 § 6 - Uso do duplo ou do tríplo decímetro. . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 CAPÍTULO II - Linhas curvas, círculo e arco de círculo.
PAGS. 8 8 10 10 11
s
:s § § § § 7 - Linhas curvas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 - Transferidor. Diâmetro, raio e semicírculo .. 9 - Medida dos arcos de círculo. Grau. Graóo .. 10 - Divisões do grau. . . . . . . . . . . . . . . . 11 - Exemplo de medida de arco de círculo. . . . CAPÍTULO III - Ângulos. Leitura, medida e traçados.PAGS . § § ~ ~ § 1 § § § § § §
12 - Leitura de ângulos. Vértice e lados do ângulo. . . . . . . . 1.2 13 - Medida dos ângulos. Grandeza dos ângulos agudo, obtuso e
reto . . .. .. . . .. .. . . .. . · . ·· · · · · ·. · · 12 14 - Elementos para a localização dos ângulos. . . . . . . . 13 15 - Traçado dos ângulos com o transferidor. . . . . . . . 13 16 - Ângulos adjacentes. . . . . . . . . . . . . . . .. 13 17 - Soma de ângulos ao redor de um ponto. . . . . . . . . . 14 18 - Soma de ângulos 'de um lado de uma reta. . . . . . . . 14 19 - Soma de ângulos entre 2 retas que se cruzam
perpendicular-mente.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
20 - Traçado de ângulo menor de um grau.. 14
§ 22 - Subtração de ângulos. . . .
§ 23 - Divisão de • 1 · · · · · · · · · · · · § 24 - T d an~u os em partes iguais. Bissetriz. § 25 - Traçado de ângulos iguais. raça o dos angulos com o compasso . . . . . . . . . . § 26 - Traçado da bissetriz quando o vé~r~. d .. ~ . . .
1 e 0 angulo é inacessível. CAPÍTULO IV -- T raça d d o as perpendiculares d
caçoes.. • as paralelas e suas apli -§ 27 - Traçado da perpendicular . 'SOVd • 1.º - Com o transferidor 2·º - Com os esquadros d~
45
,;
·
·
· · ·
.
3.0 - Com os -esquadros de60
;
,
. . . .
.
.
.
. .
4.º - Pela tran 1 - · · · · · · · · · 5.º - Com s açao de um esquadro. . . . . ... ·6 º T compasso e esquadros. . .
§ 28 S: - raçado da perpendicular . . . . . . . . . . . . . . . .
- istema Cartesiano E' ao extremo de um segme t . ixos coordenados O d n o. A . _ · r enadas e abcissas. plicaçoes: 1 u G
·r
2·11
-
Gr~ ~co de temperatura .. 3 .n ~ R r~ftco de movimento de t~~n~. . .. soe
dees
r
eodrtu
o
ç~aoo
n.a.is
.pára .amp
li
açÕ~s
e re uções. Co.. d.. m. . pas-. . CAPÍTu Lo V - Generalidades .. . . .. . . .. . .sôbre Polígonos e T .•
§
nangulos. 29 - Noçõ .
§ '30 - Triâ es gerais: linha poligonal olí
§ 31 - Tr1·a .. nngugullos ou Triláteros.. . . ' P gono, lados classificação
§ 32 T ... o equilátero· • def· m1çao · -· · · · · · · · . . . · · · · · § 33 - T ... nangulo isósceles. def• · m1ça . - e construcão - · · . . . § - nangulo escaleno. d . . - o e construção . . . . . . '· .
~~
- Triânguloretângul~ ~fi;1;~ªº
e construção .. · '.§ - Construção de um tr.. ipotenusa e catetos . . . . . . § 3367 - Classificação dos t ... 1angul lo qualquer.. . . . .
§ - T ·.. nangu os · · . . .
nangulo como figura indefoqua;ito aos ângulos .
rmavel · ·
CAPÍTULO VI - Quad • . . . . . . . . . . rangulos ou quad n ·1 ateres. •
~ 38 - De'f· · - ·
§ 39 _ Q miçoes e divisão ..
§ uadra_do, defi . - · · . . . . . . §
. 40 - Retângulo def'n~ç~o e construção . . . . 41 _ Lo • m1çao e _ · · · . . .
§ 4 2 - Par sang1 1 0 ou romb
º·
def101ça ~º?~truçao. . . . · · .. · . . .~ 43 - p a e ogramo ou romb "d o e ~onstrução. . . . . aralelogramo co
?1
e, definição · · · . . . .Balanças e Pant. mo figura deform. e construção
agrafos. ave! e s u . . . . . . . . . . . a s aplicações
.
.
.
.
.
..
..
PAOS.15
15
1
6
171
7
19
19
20
21
21. 22 22 PAGS.23
23
25
PAGS.28
29
29
29
29
30
30
30
30
PAGS.31
31
31
32
32
33
1-§ 44 - Trapézios, definição e classificação. . . . . . . . . . . . . .
S
45 - Construção do trapézio retângulo. . . . . . . . . . . .S
46 - Construção do trapézio isósceles. . . . . . . . . . . . § 4 7 - Construção do trapézio escaleno. . . . . . . . . . . .CAPÍTULO VII - .Aplicações de algumas propriedades dos triângulos e
trapézios semelhantes.
1 § 48 - Figura semelhante. Triângulos semelhantes. . . . . . . . . . . .
§ 49 - Divisão de um segmento retilíneo em partes iguais ou propor
-cionais . . . · · · · · · · · · · · · ·
s
50
-
Propriedade dos trapézios semelhantes. . . . . . : . . . . . . . . . CAPÍTULO VIII - Polígonos de mais de quatro ângulos.s
51
-
Construção dos polígonos regulares pela inscrição no círculo ..S
52 - Pentágono; construção. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . §53
-
Tabela dos valores dos ângulos centrais de alguns poligonos ..S
54 - Heptágono; construção. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .s
55 - Undecágono; construção. . . . . . . . . . . . . . . . .. . . .§ 56 - Construção, com o compasso, de alguns polígonos regulares
inscritos. O hexágono. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . § 57 - Triângulo inscrito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
§
58
-
Dodecágono inscrito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . §59
-
Quadrado, octógono e o polígono de16
lados. . . .s
60 - Construção dos polígonos regulares conhecendo-se o lado .. 2.11 PARTEDesenho Deco
r
ativo
CAPÍTULO IX - Generalidades. PAGS. 34 34 34
35
PAGS. 36 . 37 37 PAGS. 39 39 40 40 40 41' 41 41 '41 41 PAGS. § 61 - A tendência decorativa nos primórdios da humanidade. . 43§ 62 - O caráter funcional da decoração. . . . . . . . . . . . . . . . . ., . . 43 § 63 - Lógica decorativa. . . . . . . . . ':. . . . . . . . . . . 44 § 64 - O aproveitamento das formas geométricas como base do início
do estudo da Arte Decorativa. . . . 45 CAPÍTULO X - Motivo padrão e Orientação.
PAGS. § 65 - Composição decorativa. . . . . . . . . . . . . . . · . . . . . . . . . . 46 § 66 - Finalidade da Composição. Os elementos. Motivo simples e
motivo composto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
§ 67 - Motivo tipo ou motivo padrão.. . . . . . . . . . . . . . . . . 46
§
68 - Posição do motivo padrão - Orientação.. 47CAPÍTULO XI - Sistemas ornamentais.
§ 69 - Sistema ornamental. . . . . . . . . . . . . . . . . . . § 70 - As leis de repetição e alternação ..
§ 71 - Friso, painel e motivo isolado .. § 72 ·- Estudo dos motivos. . . . . . § 73 - Diagrama. . . . . . . . . . . . . . § 74 - Uso do calque e decalque .. ..
§ 175 -
Si~temas
ornamentais em redes. As redes ortogonais e os mo-saicos . . .. . . .. .. .. .. .. .. .. .. . .§ 76 - Diagramas ornamentais ou decorativos. . . . . . . . § 77 .:-. Sistemas ornamentais em meandros e gregas. . . . § 78 - Entrelaçados e traço de fôrça. . . . .. . . . . . . . . . § 79 - Sistemas ornamentais em redes de malhas oblíquas .. § 80 - Sistemas ornamentais em redes de malhas compostas .. § 81 - Polígonos estrelados e rosáceas. . . . . . . . . . . . . . CAPÍTULO
xn
-
Aplicações decorativas.§ 82 - Ref..-ência,
à'
Compo,içõ., deco<ativa, da E,tampa X .. § 83 - Refoência,à'
Compo,içõ., deco<ativa, da E,tampa XI.. §84 -
Ref..-ência,à,
compo,içõ., decorativa, da E,tampa Xlll .. § 85 - Refoência,à
Compo,ições deco<ativa, da E,tampa XV .. § 86 - O emprêgo das côres. . . . . . . . . ., . . . . . . . . . .§
87 - A Bandeira Brasileira - Medidas e proporções ..§ 88 - " " " - T<açado da
'º"ª
brnnca e lema .. § 89 - " " " - Grandezas das estrelas§ 90 - " " " - Distribuição das estrelas .. § 91 - " " " -
A, cô"
'· .
.
.
...
.
.
.
. . .
.
. .
3.n PARTE
Desenho do Natural
CAPÍTULO XIII - Generalidades - Método. Le1 · da
convergência.
~
92 - Definição .. .. .. .. .. . . .. . .*
93 - Como se vê. . . . . . . . . . . . . . .· .· .· .· .· .· .· _" · · · · · · §~
94 - Ln Série de experiênrias para a organização d . . . . . ·,t ·d· · ·95 2 • Sé · d . • . e um me o o ..
. 6 - .
:
1:
e expenenc1as para organização de um método§ 9 - Expos1çao do método · · · ·
§ 97 - Aplicação do
método.~
~
it
~
;
ç
Õ~
,°
d;
;.~io;
·
c~;.~
1
;,,;;dade
§98
-
V~
n
tag:., ~
d.,vantage., do método c><po,to.. . . . . · · § 99 - , Sunplif1caçoes nas marcações. . . . . . · · §100
-
Exercícios Para novas observações.Lei
·
.d. a. . . . . . . .convergência. . . . . PAGS. 49 49 49
50
50
5050
51
51
51
5
2
52
53
PAGS. 54 5455
5555
56 56 56 57 58 PAGS. 59 59 6Ô' 6264
65 66 67 67 jO ,..
•
.,
,
P to de fuga. PI do horizonte. on . XIV - ano CAPITULO . _ Ponto de fuga· · 1• h do horizonte 101 _ Definição de mª
-0 Ponto de fuga.· · · § 1 d observaca · S 102 - Horizonta e
~
. . . . . . . . ... : ..~
1
03
-
Dese~h?
dedet~:~~Í~s
de forma prismatica ..~
104 - Exerc1c1os comS • XV . _ Técnicas . de acabamento. CAPITULO
.
...
.
. .
.
.
.
.
.
..
.
.
l"d des · · · · · · · · : · · · monocromias. · · · · · § 105 - Genera l a - ..• bre policrom1as e . d Enquadramentos g 106 - Consideraçoes sol nas côres. O trace)a o.
S - de va ores
&
10
7
_
AjustaçaoS d curvas circulares.
CAPÍTULO XVI - Traçado as .. . . .. .. . .
...
.
. l . . . . . . . . . . . . - do c1rcu o.. . . . . . . . . . . . . . . . -S 108 - Deformaçao . . . . . . . . Tdos de revoluçao. " d da curva. . . . . . rvas dos so 1 f' § 109 - Traça o ão das superfícies cu da representação das super
i-s
110 - Representaç ·ar segurança ..S fl -es para ma1 . . . . . .
§ 111 _ Re exo . . . . . . . . · · · . . . . . . cies curvas . . . . . . . . . . . . . . . . . .
concêntricas. . . . 1 s diferentes ..
§ 112 - Curvas cêntricas em p an_o . . . . . . . . . . . . . . . . . S 113 - Curvas _con bºetos em conJunto.
S M rcaçao de o J ' § 114 - a PAGS. 69
70
71 71 PAGS.73
73
74
PAGS. 76 77 78 79 80 81 81:
íNDICE DOS ASSUNTOS QUE SE LACHAM
-
PROGRA
M
A OFICIA
N
O
. 1 _ Desenho do natural _
. uar os defeitos da representaçao - Cópia de objetos comuns pa<a
av~n~
pelaobs~rvação
direta do espontânea que devem ser comg1 os . . . . . . .§§
92 e 93 natural.. · · · · · · · ···d·
f ·
;~
;it
u~d~,°
; distâncias variáveis.·_ Representação de planos . e ren ' . , . . . . . . . . . .
§§
92, 93 '. 94. . . . . . . . . . . . . . '.. . . . . . . . - e da redução perspectiva,
Prática da
av~liaçãol
visual~e ~:~~~;;•:
da régua graduada ... § 94 sem defonnaçoes, pe oe~prego
. . . . . . . . § 94 -ECxer~í.ciods
º s00·~~::;ço~~râ~':~
;:t:~e:~,;,
u~;,
·~p;e;e~Íando
faces plan9 a 6 s - roquis •
§§
95 e em várias direcões. · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · d d ·s - Prática da av.ÍÍiação direta dos ângulos, noespa~o,
por mei? eº'
esquadros, para 0 estudo intuitivo da de!onnaçao
perspectiv~5·
~·
96
. . . §§-
Va;;.,;,o~;
do.;,.;;.·~nie~
i~;
,
·!.·, variando-se a posição do observador ou do objeto; 2.', representando.~e
memória, no quadro negro,~:
objetos desenhados em novas pos1çoes. . . . . . . . . . . . . . §§ 97 a 1Influência do ponto de vista .. . . · . . .
§
94 _ Representação de circulos concêntricos e do círculo em d1ferestesposições. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . §§ 108, 109 ; 112 _ Representação de superfícies curvas, pela prática de croqulS de
observação dos objetos que apresentam essas superficies, a começar pelas superficies de revolução .. . . .. . . •§§ 110, 111 e 113
_ Variações do tema anterio,, l.", fa,endo variar a posição do obser-vador ou do objeto; 2.• representando, de memória, no quadro negro, os objetos desenhados em novas posições . . . §§ 111, 112 e 113
II - Desenho Decorativo
- Noção de motivo e seu aproveitamento d<corativo ' leis de repe-tição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . §§ 65 a 68, 70 e 72
- Diagramas decorativos .. .. . . .. . . .. . . .. §§ 71,
73 a 76
- Faixas simples, com elementos retilineos . . . .. ..§§
3, 27 e 77- Meandros e gregas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . §§ 28 e 77 - Faixas entrelaçadas, com indicação do traço de fôrça e
hachu-riado .. . . .. . . .. . . Estampa VII! e § 78 - Redes de malhas ortogonais. Traçados ornamentais .. §§ 28, 39, 40, 7 5 e . . . .. . . .. . . 76
- Redes de malha, obliquas . . . .. .. .. §§ 31, 32, 33, 41, 42 79 - Redes de malhas poligonais ..
§
§
Si, 52, 54, 55, 58, 59, 75, 80, 82 a 85 - Traçados ornamentais . . . .. . . .. .. §§ 82aas
- Redes de malhascompostas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . § 80 - Tra.çados o<nameotais .. ·; . . . .. §§ 82• a 85 -Pol•go~o~
estrelados. Ros.ac_eas. Traçados º'"•mentais .. §§ 29,71
e 81 -~Preciaçao
de ornatos bp1eos, referentes aos diagramas acima con-siderados. . . . . . . . . . . . . . . . . . §§ 82 85 .. .. .. .. .. .. .. aE
S
TAMPA
1
-
-
-
-
·
---
---- ~-1:i T~CU:\ T. _.. - 1" :\.don~n
• • - A rli· · h la 2 rebaixo tlntk1~m1innçi\~1 r··1-"1n · 'c~•1uaJr<>s I · "º"'°"· 1· •e do . u.
rni~ ela ftrnnc e,~; c~n~ 11ar~ a bai:-o º' Jo1s
• 1 1n1nnlns lat~ m a ''""'" e linha.. F.m r
-ht•fa e
r~s:?'
U
:t
r. l :-..:11Ul.-rfl:l, Joaus~O
o~
tr.u:aJIJti~CO
o :, Ji1"cil:\.ran. · . " '" I· ,,,. .. , · de v . •
Trn:iliplo •kca, 1a11is >mr11m d rn. u l"""·' rh:unínu ·'. n '". ''"""la e o
"
.:.
E
STAMPA
rr
E
S
TA
MPA
Ili
11
.
'
!
I' '
j!,
'
l'·
't"'
'
"T''1111r
'
i'"
'
t111
·
o. ·
-
.
.
.
i
•
·
ll
P
"
't
'
""'t
"
'l
"''
l'
ml'm
.. ... 10 1 ... ,,. ;.p
'·
' r ~ ,.~· .
• 001_
...
,,,,.ESTAMPA IV
ESTAMPA V
ESTAMPA V
I
ES
TAMPA V
II
r
-
-·
- ..
··-··-·-.·--=-~-'
1
r-,.
·
'·
·
'
~-)',
p
..
d:f t llt• .'
.
.
,.
~ '',...
~~
1
~ -.___E
STAMPA
VIII
·
··
m
:;
!~j
j
... ! j· .... .. ···o· ... ... .... . . ...
;··- ... . ! : ! : i ~ .. ...
;AOS ESTUDANTES
E' comum entre estudantes a seguinte frase: em des?nho não há o- que es-tudar porque só aprende quem tem jeito.
Examinemos 0
que há de falso ou verdadeiro nesta frase tão repetida.
Se tudo quanto aprendemos depende de jeito, devemos, antes· do mais, saber
que significa êste vocábulo, para depois verificar se jeito é alguma qualidade
que permita, ao ind;víduo que a possue, aprender as cousas sem estudos prévios. Quando alguem dispõe de habilidade para realizar, com perfeifão, alguma
tarefa diz-se: tutano tem jeito. Então, jeito é uma espécie de habilidade
ind;-vidual. Sabemos que os indivíduos possuem hcreditãriamente muitas qualidades es -peciais e que nem por isso essas habilidades se perturbam reciprocamente. UrrÍ indivíduo dotado de capacidade inata para o desenho pôde possuir outras, para
qualquer ciéncia ou mesmo arte,
i
é ;ustamente isto que explica a existéncia das aptidões espontdneas na infância e que, mais tarde, por várias circunstâncias setransf armam Assim essas em vocações. qualidades espeC'ificas . não se manifestam ' integralmente na in-fdncia, salvo
0
caso dos génios, gem perturbam a; educação geral do indivíduo.
Não há, portanto, dúvida alguma sôbre a questão do jeito, que todos possuem para inúmeras atividades e em alguns indivíduos mais acentuado do que em outros.
Examinemos, agora> a segunda parte da questão, isto é, se jeito, por si só, conduzirá algudm a aprender sem estudos prévios.
Sabemos todos que só se aprende depois
~u
e
se observa com atenção, .repe -te-se e experimenta-se. Quando erramos, repetimos, f.azemos novas experiências até verificarmos que acertamos. Até mesmo para brincar um indivíduo observa0
1ogo dos companheiros, pêde esclarecimentos, imita as atitudes observadas e
pouco a pouco, vai adquirindo uma experiéncia que lhe a;uda na correçiio da;
atitudes e segurança dos golpes. Então, há sempre um processo de apre11diza..: gem por .intermédio do qual aproveitamos nossas habilidades. espontd.neas isto é, nossos jeitos, para alcançarmos o que
.d~se;am
o
s
realizar. Nestascond~ões.
P?demos cor;cluir que todos nascem com 1e1tos para tudo, mas que será neces: sano cultivar essas habilidades espontâneas para mantê-las e aperfeiçoá-las
pois, do confrário, desapameráo substituidas Pº' outras. E de fato assim acon'. tece. Quando iniciamos os estudos na escola primária, os prof essorcs aprove
i-2
tam nossas habilidades naturais, e por meio de exercícios adequados, nos ensi
-nam a linguagem oral e escrita afim de melhorarmos nossa capacidade de
co~1-preensão; preparam nosso pensamento para o raciocínio de modo a iniciar o cal-culo numérico; mostram-nos as verdades do mundo físico e narram-nos os acon-tecimentos formadores da unidade pátria; conduzem-nos à prática da convivênci:l social, acentuam a necessidade da higiene individual e coletiva, estimulamo
hábito de cantar e recrear, porém, poucos são osi professores que nos couduzem
à contemplação da natureza, exercitando a visualizaÇão por meio do 'desenho, e raros são aqueles que nos despertam o sentido de ver observando. Assim, sem
os estímulos indispensáveis, nossa habilidade espontânea para o desenho não encontra meio propício ao seu desenvolvimento, e quando desejamos descrever
ou demonstrar alguma cousa fazêmo-lo por escrito ou verbalmente, quasi sem-pr!! usando da m{mica para completar ou esclarecer a palavra, quando, na r
ea-lidade, devíamos usar p desenho como meio de expressão. Essa f
alt~
do hábito de desenhar é que nos leva, mais tarde, a dizer ou, afirmar que não temos jeito, quando, efetivamente, o que sucedeu foi a substituição da habilidade de: 'dese -nhar pela de falar, escrever e dramatizar.Ora, aqueles falsos conceitos acêrca do ensino do desenho e essasi def
ici-ências de ap,.ndizagem devem desapa"c", po,que o desenho no CU'8d p'1má-1io ou secundário não é considerado Como um fim porém como meio. Como
qualqu" di"iplina dos Wsos "feddos o desenho, na educação gual, con"i·
bue Pª'ª a fo'm<Jfão de hábitos necessá,ios à vida, tais como, os de obwva>'
ate~tamente,
pesquiza', expuimenta,, anau'ª'· imagina,, fo,ma, hipóteses,se-/mona,, coo,dena,, deduzi,, induzfr, conclufr, P'O ieta, e · '<aliza,,
o
desenho, ponanto, no cu"º ucundddo, não visa a fo,maçdo de arlistas de orles plásticas,como, tambem, a matemática não pretende a preparaça- d l lº t ·
.• . . o e ca cu is as, nem
os estudos das ciencias a criação de cientistas Todas
as
at , · ºb_ · m erias contn uem·
para uma
ed
~caçao
que dê ao individuo conhecimentos, P'áticas e hábitos taisque lhe facilitem a resolução do problema d · t · ·
viver. e in egrar-se no meio cm que vai
PRIMEIRA PARTE
Desenho Geométrico
CAPITULO I
h
retas, segmLin as, entos retilíneos e semirretas
--- -- -
-O caminho percorrido por um
r
lza comoia define-se tn .
-1 - Em geometr :ndo qualquer
d1reça~.
tos encontra-se nasfoto-ponto que se move segui linha como sucessao
der!~n
nos revela uma série?e
O melhor
exe~plo_
daoite (EstampaIV~.
A pelas estrelas enquanto aobJe-gra fi. as do céu • f e1tas a n dem aos .
-~o:n~t~o:s~p~e:r~
Pc
~o~rr~
1-d_o
_sP--'iiEi~---
-
-
---
-
-traços que correspon rá- RETA
tiva do aparelho fotog
fico esteve aberta, para impressionar a chapa. . di-Ponto não tem d' · so se iz. mensão e por is -. que na o em geometria, -- A sucessao tem extensao. . a d t mina um de nontos e er · ~ . . - s Assim, ou mais d1reçoe · d ser reta uma linha po e quebrada ou ou curva, dire-mixta conforme as - ' nto per-çoes que o po :orre. tra CUQVA QUEeQADA Mlí<TA
L
A .fig. 1 nos mos Fi1<. 1
t e
spécies de se move seguindo
essas qua ro ºd por um ponto que
linhas. ºnho percorri 0
· cam
1
d ndo
Linha reta e o ponto que se move mu a ,
- . ·d por um
uma só direçao. . ho percorri o
' camm d
L. in /la curva e o direção. ·d por um ponto que, de quan d o
e
l1~
constantemente, de 'nho percorri o tambºm chama a po i-. o cam1 d linhas retas e, - .
Linha quebrada_ e E' composta e
vez, muda de direçao. gana!.
Linha m;"'"'a ,
d' lfeção ora muda d'-"'• e o e dca . m1~ . h o percorrido po
2 L. ireçao E' r um ponto
A -B in?a reta ou,
s~pl
composta de linhas r t que, ora conserva umae , fig. 2 são esmente, reta é e as e curvas
~;~~~;"= !::~~ue;
men:O::osu!: ' ' : !nados' pa<:m:!:~;ã~
inde!Ínida .sando pelos dois do esquadro sôbre os
dq~e
passa pelosP~n~
daA reta. Se um .S egmento retil' pontos ', po , ois ponto d os B dº rem, sem def , l s ados e tr , . -vemos
AB, fig 2 , meo e uma porcão m1- a porque não te açar a lmha
pas-extremidade.
À
e. um segmento retil' ºdeterminada da linh m começo nem fim.IDºt , ss1m, se u m-o. A , . a reta - ros e preciso fix m problema ped e a ongem do .
ponto a
s
ponto·
ar pontos a ess d' Ae um segmento . ,segmento e B a a 1stan · retilmN emfrmas são a d' ,
"ª
um do out<o ,;'º com 62 mili-a fig. 2, na reta s ireções que tê e açar a linha de
em duas parte . que passa por X m uma origem - A
mos s. uma qu t e por y h' e nao tem
- ma origem, e u e .
~m
origem e ' a um ponto O . ª::tremidades.duas3semirretas
te~deo
se. dmge para y mU O e se dirige parquXe d1v1de essa retaA origem · m ân l a e
q
ua d - s retas podem em O. gu o como XOY , outra, com a
n o segue apresent e comp t
quand m a m:::sma d' - ar-se em t • os o por
o seguem d. ireçao d res pOsiç
-seguem outras
d~
i:eção de um f' a dsuperficie das oes absolutas: Iro . .qual todo ireçoes. Ess
i~
e prumo . aguas em re rtzontats,se
~
estudo as pos1çõ:::s n- . e, fmalmente .p~u
so;
verticais, 1 passa sob<e um ao mte.essam , , <nclmadas quando
p ano que pode estar A a geometria plana
em qualquer d S • na las . - aque -pos1çoes absol tas. O . u-ao d que interessa X O
~
X
esenho ,trico -sao as P geome-. _ y O
em r e l açao as - , osiçoes rei outr a t' tvas, isto é . Fo!;. . '.!
~
As retas - as. Essas posi - , as posicões Y
um
afastamen~ao
paralelasquan~oes
são três.- que as retas a propor mais q o constante. p . o conservam -sentam umas
ue se p
1 or isso , entre ·
As retas s- ro onguem. AB e que as r st uma equid. • .
te que não seª.º
p
~rpe
ndicular
e
e CD da fig~ta~
paralelas nã tstanc1a, isto .;, quem inicia um inclinem parane~uando
enco~tr
sao paralelas o se encontram gura 3 a reta estudo e Por i um lado. A am. ou cruzam . .N ou P, d•
<et
G~
encontraou'~º
necessita escl:xphcação não~ufras
de tal soe·GH não se
inc~·
~
d~sta
igualmruza a reta EF recimentocompli~suficiente
para . seus pontos ma mais para ente dos extr no ponto O Q -mentar. Na ri-para outro seguem uma ún' o ·ex.trerno E o ernos do segm. ualquer ponto MA
. ica d1r - u para ento EF 1 '
s retas sã eçao que nã o extremo F . ogo, a reta
pendem ma· o oblíquas o pende ma· • porque todo
est, is para quando is para s os
. a mais próxi um lado do encontram um lado nem
X>mop~e
~do
q:Oºd~e
J
doque~:•
i":'"
outrn.º~
:~:m
out<as de tal ' " ' isto , ra a exemplT . - o ponto L d o K da reta KL sorte que ta1·s e, a de incidênci .icaçao admit· ' a mesma reta : na fig. 3com 'l ta e unas • esta · · •
pio na f.re ação a outr a de cruzame' apenas, as d mais
pró-' ig . 3 ' a reta ST as , que nao -
s
~
c nto ,m
as as ret uas sit uações de paralela a
~~zern
ou mes as Podem ocu e encontro, ' perpendi mi o se encontr par posiçõescu ar a UV e obl' em. Po r exem· iqua com r
e-- . a por sua vez e o 1qoa com re açao a todas as retas V ·f·
lacão a QR Est ' bl' 1 - A
cau • -se
d~
essemod~,
que a posrçao . _ de uma reta, em geometria plana, s6 se · definen i-eq_ ando
e
m
relaçao a outra reta. Uma reta ou segmento retilíneo, isoladament nao tem po . -s1çao especia . l , e , apenas uma reta, semi. rreta ou segmento retilíne e,~
---; A Estampa 1 reune vá<ios inst<umentos alim das momendacões indf;_pensa veis aos seus empregos. ,.
t
'
t
~
u
T I'
I'
IH'
I /'
'
/
/
'
'
'
'
I / p',
\
1 / / /,,,.,'
-
-
,,
R V /~.;,..,-,,
-
...'
X y ~o
ç:' Fi!,t. 3 HA régua T deslisa ao longo das guardas laterais da prancheta por meio do rebaixo que existe na cabeceira do T. Com a régua T traçamos todas as retas
P~ralelas
que desejarmos, seguindo todas am
.
e~ma
dire?ão do fio do dorso dar~g
u
a.
Para0
traçado das retas devemos adqumr uma tecnica especial que con-siste no seguinte:
0
lapis deve conservar-se, sempre, na posição vertical e a ponta encostada, sempre, ao fio da régua, Estampa II. A ponta do lápis deve ser chanfrada em dois planos. conforme
~emo
s
na Estampa I, do lado direito,e~
duas representações. Ao traçar. uma linha, conserve?
chanfro encostado ao fio da régua para que0 traço coincida com a aresta do fio da régua. Inclinando o lapis
0
tràço não ficará na direção do fio da
:ég~a,
t:rá direções que variam com. as inclinações, podendoat~
ser curvo se Aa inchnaçao da mão variarc~m
0movimento de translação do lap1s, conf.orme
.v~
na Estampa II. Uma pontarom-buda não fará traçados rigorçisos. Dois lapis devem ser aparados de modo di -verso, conforme se vê na Estampa I. Um chanfrado para traçar vetas e outr em cone parn a ma<eação dos ponto,. Aa>bos
de~e~
se< 'igidos,0
5 _ Os esquadros que devem ser de preferenc1a de material transparent se<vem parn os t<acado; da' retas obliquas, das paralelas, ou das pe<pendicul.,:·
à 'igua T confon,;e vemos na estatnPª L Os .,quad<os são de dois fonnatos '.
um com o de um triângulo isósceles' e o outro com o de um triângulo re-!ângulo escaleno.
0 primeiro é chamado esquadro de 45 porque possue dois angulos de 45º; o segundo é chamado esquadro de 60 porque possue um ân
-gulo dOs esquadros e 60<> . térn outras
aplicaçóe~
que veremos no . Capítulo IV• § 27. Para verificar se os esquadros são perfeitos, encoste, sucess1vam:::nte, os catetosF . N E R ~O D E S :\ :-.1 P A 1 O _ _
-G~~
~~~_.:_:_~-=-~
~~~~
-
..---~
d um dos esquadros sôbre cada cateto do outro, de
mod~
qu, os do1'est~::
s:m re apoiados sôbre uma régua pe<feita, conforme se ve naesta~pa
I. háP - deve ser feita sôbre uma vidraça ou contra a luz para verificar se
ope<açao . . . - •
r
para· t · a - exata das arestas. Qualquer defeito de 1ustapos1çao e mo 1vo
1us apos1ç o "d .
-· · - d "nstr·umento pois não oferece qualt ades de prec1sao.
re1e>çao o ' • d
6 _
o
duplo ou triplo decimetro é a régua apropriada à determinação asd"d Para usar essa régua, é n·ecessário saber lê-la. Não se envergonh: de me ih as. d ao curso secundário sem conhecê-:Ja. Muitos conhecem-na de vista,
ter e ega o · I · 1 dizem ·
- b m usá-la e até fazem leituras qu,e não existem. numeras a unas ·
nao sa e 3 · g la 6 pelo hábito de leitura em centimetros com a raçao em . f -
m1
·~
1·1mi_
"'tros ·vir u ' d ·1· t Es
o,.
na régua não há virgula porque ., medida< são da ., em m• .•me '.os. -tud; para usá-la como instrumento útil, isto é, insfrum ento de-m ed,da ngorosa,e não como régua ou esquadros para traçados de retas.
Essa régua, Estampa II, de um lado, está graduada em miUmetros, isto
~
·
milésimas partes do metro. Pode ter duzentos milímetros (O,m200) dois dec1-metros ou 20 centídec1-metros, como trezentos milímetros ( O,m300) três decímetros ou 30 centímetros. Verifique, na faixa graduada, que as divisões estão
numera-das de 10 em 10 milim,tros; cada uma destas divisões corresponde a um
centi
~
metro. Assim, 1 decímetro, isto é, a décima parte do metro, tem 10 centímetros
ou 100 milímetros. O metro tem, portanto, 10 decímetros, 100 centímetros ou
1000 milimetros. Habitue-se a emever e ler medidas, em desenho geométdco, em mUlmetros. Em vez de dize" uma <eta com 7 centimetros e meio, diga, com
setento e cinco milímetros. As wbdivisões do milimetro em décimos de miU-metros aparecem raros vezes. Para maior aproximação o lado oposto à grad ua-ção em milimetros está dividido em 5 décimos de milimetro (0,mOOOS) ou meio milimetro. llsse lado da régua deve ser usado toda vez que se tenha de conhe·
cer a extensão entre dois pontos que foram marcados arbitràriamente.
Coloque a régua próximo dos dois pontos antes de fa.er a coincidência
pa<a, cuidadosamente, colocar o zero da régua em frente a um ponto e levar a·
régua até encostar-
no
outro. Veja na Estampa I o triplo d.ocimetro justaposto a uma reta Para determinar a extensão do segmento A B. Se a distância não for lida em milimetros será lida em décimos d., milimetros e, portanto, com maiorprecisão.
Ao determinar medida., marque sempre, primeiro, o ponto de origem da m'dida para ajustar o zero da régua a êsse ponto: faça a leitura e com o lapis na posição vertical, colocado em frente à divisão, marque
0
ponto. Não esqueça q_ue, para a determinação de ponto" será convenient, possuir um lápis com ponta
fana cm forma de cone, conforme se vê na estampa I do lado esquerdo.
~
régua milimetrada, duplo ou triplo decimetro, deve ser examinada com padroes de aço ou nique[ existentes no comércio ou nos laboratórios de fisicad~s.
:scolas. Co!oca-se a régua justaposta ao padrão fazendo coincidência da>~v.s?es
e venfaca.se a exatidão das marcações conforme vê na Estampa II.m
in~tf'."mento q~e
possue marca d' fábrica de renome universal não precisaser ven 1cado porem quando f b .
. ; . • o a ncante tem vergonha de apor sua marca ao
mstrumento, e sinal de que a precisão não
exist~.
,3 SÉRIE
OESE!':HO. !.
7
EXERCíCIOS
,ºlas com a régua T com equidistância
para•~
entes de retas , a T de sorte que
1 - Traçar três seg,;:'ensão de O,m095. aralelas com a
r~fs
e êste do últimode
o
m020 e e de linhas P2
u do 3.
0 O,m
• gmentos 025 · o ·
2 - T raçaÍ qu_a tro s:tado do 2. º O ,m O niÍBS . . es distantes O,m060 o !." este1a ala extensão de '. om perpend.cular 'entos entre as pa·
O m025, todos com '!timo exercício
~fique
se os afastam• t s do u e ven d' t te
3 - Corte .as re a dos extremos, um ponto O is an a partir d: um rtos. O,ml25, r;1arqueassando por êste ponto.
raleias estao ce retilíneo com uma obliqua p . uma OA com segmento do e trace . etas obliquas
4 - Trace um esquer d sem1rr
O 075 do extremo O e trace uas
,m . m ponto rn060.
Determine u O'B com O,
O ,m 070 e outra 5
CAP1TULO rt
lin~as
curvas. círculo e
arco de círculo
7 -
v·
imos no § 1:~~: p
.c;rnstante~ente
d;~~;e;:o li~:s
i'nc~rvas
são descritassuas propr' d d · umeras e • · por um ponto que
estudar . , ie a es geomét . spec1es de e
. emos a medida ricas, e que urvas, caracter.i-nidade. que se oferecer oportu.
d
seria
~::i!i~:-
1
:~· in~:~::las
ou classificá-las ',/ ....~·-·1··-
·
·
··
~·
·--
;-
···
.
..
-{
··
·
·
·
·
·
r
antena e . • os estudos //
l
' pois, uma inutil"d d ' uma pe- ...:... '
Na fig. 4 h, i a e. A '
A f ·
ª
um exempl• o1 mudando ~ di - o de curva descr't Fig. 4
a
que agisse da es reçao como se estives 1 a tio1• um ponto
um ponto não é
;~;rda
_Para a direita. Ai~~i5~fre.ndo
ainfluênc~ue,
partindod
,~
ou viu jogar "foot~r~çao
complexa que d'f' uenc1a de duas iôr de~ma
fôrçac~rva
no espaçoe~:
i" e~bservou
aquel:~cul:e
acompreensã~asV ag:n~? ~ôbre
visando um ponto d o~a o Jogador houvess ~nom;no da boia d . oce Ja Jogouleva a bola 1·,..,t o goal" ou o pare . e unpr1mido u-. :screvendo uma d'd • ... a-se a
r
e1ro E' ... , mov11n
i a que a bola . orç;t do. vento . que ao mov. ento retilíneo que recebeu A se distancia do pé d qu.e sopra noutra d' i~ento 11etilíneo que d.e um
Pônt~
s:j~~~vas de~em
sercon~i~~;:dor,
tambémi::ç~es~·
assim, à me-s1multaneamente .b a dois ou mais m . das em geometr' ia da direção at' . ' so re êle O ov1ment ta como t . , .
e atingir um tn' . · ponto em os, como f" ra1etorias
a.Jcuno de af questão (f' orças que· .
... ... astam,ento 1g. 4) af agissem,
• /1
a
·
.
...
no ponto 1 . astou-se da/ \ pre Para a d' . e con.tinuou . reta
AB
.: . d' ireita t' o cammho
·' s: a ireção , a e o Pont 2 '
sem-!
a o \+
o Ponto 3 Para a esquerda o quando mudoul
,rf!
~}
I
ção até • quando, novam, conservando-a até \ i· ... ;...~.t./
curvasi
~u~~~to
4.~sta
traj:~~~Ía
t~ocou
adire-\11 !llldro po' 1 tambem chamad escreve uma
\ ,/ rios n~s v~~· ernbra, na forma a curva em
me-·.... / es. ' o serpear d
·
"
····
·
""
~
<
.
Na fig. 5 há os~
-
;~~-~--
Eque resulta de d~m
outro exem lm nquanto ois mov:-. P 0 de curva
esmo tempo r - o ponto d ... entos con.
Por exemplo, , , se afastando d e~ao girando m~ a constante JUgados.
a extrem'd a origem. S em torno do mente de
di-i ade de um e amarrarmo ponto O vai cordão s um Pêso , ao
e segurarmos " • u~a pedra, . esse cord" ao, 1m-.
,
DESENHO. 1.~ SÉRIE 9
primindo-lhe e mantendo um movimento de rotação ,tal como se faz com a funda, e formos aumentando constante a dimensão do fio, a pedra descreverá, no es-paço, uma curva tal como a desenhada na fig. 5 e que se chama curva espiralada
ou simplesmente espiral.
Ora, assim como um ponto pode se deslocar n~ plano segundo uma
traje-tória qualquer na qual os afastamentos com relação a um ponto ou a uma refa são variáveis, também um ponto pode traçar uma trajetória conservando
equi-distância de um ponto central. Se amarrarmos uma pedra com um cordão
se-gura~do-o pelo extremo e imprimirmos um movimento de rotação, a pedra e~tará
sempre girando em tôrno da. mão. e a igual distância, pois não variamos a ex-tensão do cordel que a prende .. A essa trajetória dá-se o nome de curva circular
ou simplesmente círculo e está representada na fig. 6. ·
Observe E}Ue a curva da fig. 4 continuando seus movimentos sinuosos. pode
chegar ao ponto A de origem como, também, pode não voltar.
A curva espiralada d~ fig. 5 jamais voltará ao ponto 0' de origem e ·a curva circular da fig. 6 volta ao ponto de origem que pode ser qualquer. Há então
curvas abertas e fechadas. Estas limitam sempre uma liÔrção de plano. '
Alguns professores preferem não ~a~er distinção entre a porção do plano
J 900 limitada pela curva fechada e a linha que
... ,... a limita. C. Boutlet, "Cour Abregé de "·-.-.. GéomEetrie'', é um dêles.
.. tem razão, pelo menos, em parte,
!.,:'/
\
porque não se estabelece diferença, nas// ', demais curvas fechadas, entre linha
cur-o• ... :7i1=----1l..r---?K~-..__r-_1<,.·,: 1eo• va e a superfície contída dentro da curva.
360::º A maioria preferiu chamar de círculo a
' porção do plano limitada pela curva cir-cular e esta de circunferência,
extenden-/ do às ovais e elipse a expressão
circun-? >~
.
.
..
.
.
.
....
_
....
.
/
H ferência da oval, da elipse.L
27;0
O curioso, porém, é que êssesexigen-Fii:. u tes, esquecidos do princípio de dife-renciação, usam a expressão arco de círcnl?, co~o habitualme~te ~ize,m, ~m ,,.,ez
de arc10 de circunferência ..:.- como devenam dizer, por cóerencia. A vista do exposto, use a expressão que quizer, admitindo, pn~liminarmente, que prefiro não fazer distinção por motivo muito simples: não há vantagem na diferen
-ci~ção. Se alguem se refere a um ponto do círculo fica desde logo sabe~do que se
trata de um lugar geométrico que tanto pode se achar no centro, como em qual-quer parte da superfície, como, também, na linha qw:: limita o plano circular
pre-visto.
O fato de dizer que se tra~a de ponto da circunferência leva, apenas,
a
pen-sar em ponto que se acha sôbre a linha curva, mas sem precis~r su~ posição geo-métrica numa infinidàde de pontos dessa curva. Que importam as duas manei
-ras de dizer se para saber qual é o ponto considerado, preciso de outros
escla-recimentos? D~dos êsses esclarecimentos, determinarei o ponto ou terei desde
logo a idéia da posição do ponto. Não há, portanto, pràticamente nenhuma
van-b~m. .
8 - Compare o seu transferidor com o da Estampa III. Coloque o seu duplo ou tríplo decímetro sôbre a linha O a 180 para ver o centro da alidade.
10 F. XER~O D
. E S.\~IP.\10
Nem todos
tr
'
l' h
os ansf
eridor
es - d
--
-m a
que passa elo
sao o mesmo ti o
,
.
êsses dois pontos Pe d:tepon.tos
Oa
180.
Meç~
~
P;rset:na·
~m
todo
s,
a
alidadeé a
campa
sso alaustre no mei d
b
rmme o me·
.
ia
ca culadamente
1
nc1a em m
C
1
.
T
1 imetros
entrê
~
ponta do
lapis
se
.
.
o a
ahdade
e abra
. o oque a ponta
sêca
do
igual
'
aiuste no ze
d
'
as
pernas d
m ' a metade da alidade
f'
ro a regua graduada C o compasso até quefe ente
marcado,
e trace
u~
~~e
ª1 ponta
sêca
do comp.a om essa medida,
qu
e é
ssor que en .
1rcu
o Se n
sso num po
t
0
,
pli - smasse a usá-lo . . unca usou o c n o '
previa-caçao
r
efe
rent~
ao se
' v;ia na Estampa
II
ompasso
ou
não teve
pro-p 1
u emprego
o modo de
.
,
e o ponto
O(fi
6
·
maneia-lo
e a
ex-tos com
letras lK g.
)
, trace uma
reta
do círculo
, por exemplo
O
que
corte
o círculo
.
circulo e e
t
semirretas G'! ou.OK
s:gmento retilíneo IK e~esigne
êsses pon-arcos de~írcol1s
semicírcufose as sao
raiosdo
círculo
O
cd.~ma-se
diâmetrou
o.
Colo
curvas
dê
·
1
am
0tro d'
'd'
que a alidade ca· . que o transferidor
Asses semicírculo
:
iv1
m
o
90 o ponto '.J
F mc1da
com
o diâmetr I sobre
o
semicírc11/s
sao chamadas
círculo
infer· ..
aça
uma
rotaçãoco
o K do círculo
e
osuperior
de
sorte
divisão
90
ior, de modo que
a al'd md o
transferidor a.
marque, na
divisão
de
o ponto
L
1 a
e
coin 'd
1ustando
0"b
se
acha na
estampa
n:
~race,
o ?iâmetro
J{1
a com
o
diâmetr~
Iso re o
semi-º
ponto
L
na di
.
_
• isto
e,
circular
·
Se
o transfer'd
K, marque na
O .
v1sao
de
270
.
, a
rotacão , d
1
or for do t'
circ
ulo
está a
.
'.
.
e
esnecessár
'
B
ipo que
9 -
V
.
gora d1v1dido
e
4
ia. asta
mar
car
eiamos c
m
arcos d •.
Quando marcou.orno
.s
~
medem os
arcos
e .circ
ulo
iguais.
feridor
que
todas
as. d.lVlsões de
90
...
de
c
ir
c
ulo
.
A
.
as d1v1sã"s
-
.
sobre o círc
1
ss1m
num
.
- sao iguais
u o, devia te
,
·
'
c1rcul h'
·
r notad
e,
pois,
uma tr•
0a 360
di'
.
_
o no
trans-e t-
s ao no
mesmo
icentésim
a sexagésim
v1soes ig .
ua1s
que s·.
zero, colocado a'
pdo~to
de
.
origem
G
a parte da linha cuªº chamadas
graus Grgr
1reita
·
rau está
·
rva
f ech
d
·
a.1aus
,
por
16
'•
.
e ao alto d
~imbolizado
ª
ª;o
Oe
o
360
•
A
.
e um num
em
matem
'
f
divisão em 360
era
.
Assim ind·
a
ica por um
-
Há tamb
.
~artes
iguai
s
éa b'
.
.
'
icamos àezesseü
;
grado.
E' um
.er;i.
d1v1sào em
r 1trar1a
mas
,
gradas
em
veª
dd1v1sào centesimal400 partes iguais
e
esta
aceita.
q
.
z
e 90
em
vez d
m que
·
·
ue
seia
a dime
-
graus.-Os are
e sexagesi
a unidade
é
eh
~:•:!~'.~~~ sem~:i~~.1~ ~d~:~.
doº:r::s~;:f ~!~
são;~Íd~s :~·!~.reto te:'~~~
mensão d o .do circulo é f . ou
180
parte '.a d·""ªº do limb us. 9ualquerEntão
aº
q raio, o círculo
este1t~
em 360 partos
i~ua1s
e de 360
o
sera
para
~
N
•
ue
var
·
ara se
~s
iguai
• para
0e·
1
o
círculo d f' 1a, na dependên . mpre
dividido
n s, qualquer qu
. ircu
ar
.
mente
a
1gura
6
eia da dim.
o
-
esse
númer
e SeJa a
di-diâmeÍr~~
Comprimento~e
medida do arco d:sao do raio, é ao~~
P".'tes iguais.mente a 87
·~•.nsão
do are:"º rnilimetro. um grau (l.") te .ensao do arco.1 quilômetrodecimos de
milímctorrespondenteQauando um
círculo
t:ª·
aproximada-ar
co de
uma
...,..º"t
ensao da
-
e ro e
.
quando o .
um
•
g
rau será
i
iver 1
.me ro de
tapro•imado
J;•~l
m
e
cfído
nac~;~:.
seráapro•i~::•tro
for deg~a~O~pro•imada-10 _
U
1 kms.,
3
16
do equadamente
de 8
metros ou
e êstes sub m.grau está div'd'metros. or
terrestre
tem ,m727. Assim, od1v1d1dos
e
m outras
1 ido
em 60
um
compr·
60
partes iguais d
partes igu
ais
.
q~e
são
cha
m
imento
enommadas
s
e
adas
minutosg
11ndo
s
· A d' . lVl-D E SE l\ H.0. !. ~ SÉ R J E 11
são
dos
graus
é,
então, semelhante a do tempo
,
considerado
e
m
horas,
minu-tos
e segundos
.
A
semelhança existe apenas, no sistema divisor sexagesimal.
O símbolo
de
minutoé
uma linha colocada
àdireita e ao alto de
um número
como
15',
30' e a de segundo são duas linhas, como25"
ou45"
.
'
Nos transferidores
a
divisão do
grau abrange,
nos menores, meio grau ou
sejam
30 minutos,
e
nos maiores a quarta parte, isto
é,
15 minutos. Mais tard
e
encontrará
o meio de determinações
e
leitur
a
de
arcos
menores de um grau.
Ve-rifique no
limb
o
?o
transferidor as divisões
a
que nos referimos. A
su
bdivisão
do
minuto
em segundos
não aparece nos transferidores
para
o desenho
geomé-trico
elementar.
No desenho
geométrico aplicado
à
mecânica de precisão e
à
topografia são usados
outros
recursos e
que
não vem ao caso citar
agora.
11 -
Medida
de um arco de
circulo
.
-
Suponha
que
deve
ler a medida
em graus
de
um arco
de
cír-culo
AB menor que o do
seu
transferidor,
c
onforme
vê
em
AB da
fig
.
7. Prolongue os segmentos AO
e BO
nos
dois sentidos.
Assim
pod·~rá
ajustar
a alidade do
tran
sferidor sôbre a
reta AíO de
modo
que o centro
fique em O e contar os graus a partir
de
A
1,no
bordo
do
limbo
do transferidor, até o
pon-'
'
l~~ I '/
,
L ,
&
I '-
_
[
_
___
_
',,
o---.:.,. A - ' Fii?. í'
'
to B
1•
A medida,
·
em graus, do arco
AB
é, conforme já estuda
mos
a
mesma
do arco
A
1B
1• '-
Seja,
agora
,
o problema
in-verso, isto é, determinar um arco de
círculo, por exemplo, de
' 60
°
.
Seja O a origem da semirreta
OA
(
fig. 7
)
. Prolongada
a
semirre-ta
nos
dois sentidos,
ajuste a
ali-dade
s
ôbre a
A O e seu prolongamento, de sorte
que
O coincida
com
0
centro
da
1alidade.
Marque,
então, B
1
na
divisão
de 60
°
do
limbo do transferidor. Com o
centro em
O e
o
raio
OA
,
trace,
com
o
co
n~pa
sso
ba/a/Ístreo
arco A
1B
1•Exercícios
.
Marqu
e
com
um transferidor os
seguint
es
arcos de círculo
qu
e
s
e sucedem:
l.''de
25
°
; 2.'
',
em continuação, de 30
"
; 3.
º
,
40°; 4.
"
,
45
º.
..
5
"
60
º.
6
°75
º
e
7.
º
85
°.
A
soma de
todos
êles dará
360
°
e
'