UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA
EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO FÍSICO NA COGNIÇÃO DE
POLICIAIS MILITARES
RICARDO DE LIMA LARANJEIRA
NATAL – RN 2019
RICARDO DE LIMA LARANJEIRA
EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO FÍSICO NA COGNIÇÃO DE
POLICIAIS MILITARES
Trabalho de Conclusão de Curso submetido à Universidade Federal do Rio Grande do Norte como parte dos requisitos necessários para a obtenção do Grau de Bacharelado em Educação Física.
Orientador (a):. Prof. Me. Romilson de Lima Nunes
Coorientador (a):. Prof. Me. Luís Inácio do Nascimento Neto
NATAL – RN 2019
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN Sistema de Bibliotecas - SISBI
Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Setorial do Centro Ciências da Saúde - CCS
Laranjeira, Ricardo de Lima.
Efeito agudo do exercício físico na cognição de policiais militares / Ricardo de Lima Laranjeira. - 2019.
42f.: il.
Trabalho de Conclusão de Curso - TCC (Graduação em Educação Física) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Educação Física. Natal, RN, 2019.
Orientador: Prof. Me. Romilson de Lima Nunes.
Coorientador: Prof. Me. Luís Inácio do Nascimento Neto.
1. Exercício físico - Cognição -TCC. 2. Teste de Stroop - TCC. 3. Policiais militares - TCC. I. Nunes, Romilson de Lima. II. Nascimento Neto, Luís Inácio do. III. Título.
AGRADECIMENTOS
À Deus pelas bênçãos concedidas a todo momento que fortalecem o espírito e alimentam a fé.
À minha família pelo inabalável sentimento de apoio para com as minhas decisões e planejamento do futuro, em especial aos meus pais Maria Betânia de Lima e Delson Laranjeira por acreditarem na capacidade da educação em transformar a vida e fomentarem a dignificação do caráter pelo saber determinando e lapidando o homem que me tornei.
Aos meus irmãos, Rafael de Lima Laranjeira e Laís de Lima Laranjeira pelo amor fraterno que possibilita o entendimento da nossa força de vontade em evoluirmos e construirmos juntos o nosso futuro familiar como bons cidadãos.
À minha esposa Leilane, pelo amor e cumplicidade que alimentaram a minha força de vontade em concluir esta importante etapa da minha vida, bem como solidificaram a certeza da fortaleza de nossa união.
À UFRN e aos professores, pela excelência no ensino e na estruturação do saber cientifico que me foram disponibilizados durante esta jornada acadêmica.
À PMRN e aos seus nobres policiais militares que heroicamente labutam cotidianamente na nobre missão de preservar a Ordem Pública, aplicar a lei e defender o cidadão.
Aos inúmeros amigos e colaboradores que com sua compreensão e boa vontade possibilitaram a realização deste trabalho.
SUMÁRIO
LISTA DE TABELAS...7
LISTA DE FIGURAS...8
LISTA DE SIGLAS, ABREVIAÇÕES E SÍMBOLOS...9
1. INTRODUÇÃO ... 14 1.2. JUSTIFICATIVA... 15 1.3. OBJETIVOS ... 15 1.3.1. Objetivo Geral ... 15 1.3.2. Objetivos Específicos ... 15 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 16 2.1. COGNIÇÃO ... 16
2.2. TOMADA DE DECISÃO NA ATIVIDADE POLICIAL ... 17
2.3. INTENSIDADE DO EXERCÍCIO FÍSICO E COGNIÇÃO ... 20
2.4. STROOP TESTE E EXERCÍCIO FÍSICO ... 22
3. METODOLOGIA ... 24
3.1. AMOSTRA ... 24
3.2. CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA ... 25
3.3. AVALIAÇÃO FÍSICA INICIAL ... 25
3.4. TESTE INCREMENTAL ... 26
3.5. ANÁLISE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA ... 26
3.6. TESTE DE STROOP COMPUTADORIZADO...27
3.7. PROCEDIMENTOS ... 27
3.8. ANÁLISE ESTATÍSTICA ... 28
4. RESULTADOS ... 29
6. CONCLUSÃO ... 35
REFERÊNCIAS...36
ANEXOS...39
1. TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ACEITO...39
2. QUESTIONÁRIO DE PRONTIDÃO PARA ATIVIDADE FÍSICA (PAR-Q)...41
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Caracterização da amostra.
Tabela 2. Tabela 2. Mediana e erro padrão entre as variáveis tempo de ingresso na Polícia Militar e PSE.
Tabela 3. Estatística descritiva do Teste de Stroop.
Tabela 4. Estatística descritiva dos TR nas fases 2 e 3 pré-exercício com os TR nas fases 2 e 3 pós-exercício.
Tabela 5. Estatística descritiva do TR do Efeito Stroop nas condições pré e pós-exercício.
Tabela 6. Correlação de Pearson entre as variáveis frequência cardíaca pré e pós-exercício e o efeito Stroop pré e pós- exercício.
Tabela 7. Correlação de Pearson entre a diferença da FC e a diferença do efeito Stroop nas condições pré e pós-exercício.
Tabela 8. Correlação de Spearman entre as variáveis nível de aptidão física e efeito Stroop nas condições pré e pós- exercício.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Modelo de visualização do Teste de Léger.
Figura 2. Modelo de visualização do Teste de Stroop Computadorizado - TESTINPACS®. (A) - Etapa 1- fase congruente; (B) Etapa 2 - fase congruente e (C) Etapa 3 – fase incongruente.
LISTA DE SIGLAS, ABREVIAÇÕES E SÍMBOLOS
SNC - Sistema nervoso central.
BPCHOQUE - Batalhão de Polícia de Choque. PMRN - Polícia Militar do Rio Grande do Norte. TCLE - Termo de consentimento livre e aceito. TSCP - Teste de Stroop de cores e palavras. IMC - Índice de massa corporal.
PSE - Percepção subjetiva de esforço. PAR-Q - Questionário de prontidão física.
IPA-Q - Questionário de nível de atividade física. NAF - Nível de Aptidão Física.
IMC - Índice de massa corporal.
kg/m2 - Quilogramas por metro quadrado. FC - Frequência cardíaca.
IBM - International Business Machines Corporation. TR - Tempo de resposta.
RESUMO
Introdução: O exercício físico agudo exerce influência significativa nas variáveis cognitivas vinculadas às ações musculares que desenvolvem movimentos estruturantes de diversas atividades sociais. Os efeitos cognitivos observados após sessões de exercício físico agudo evidenciam decréscimo da ativação do sistema nervoso central quando relacionados com o aumento da intensidade do exercício. A atividade laboral desenvolvida pelos policiais militares do BPCHOQUE apresenta caráter especializado determinado pelo enfrentamento de ocorrências de elevado grau de complexidade e que exigem um maior nível de aptidão física, influenciando o processo de tomada de decisão durante a aplicação da lei. Objetivo: verificar o efeito do exercício físico agudo na cognição dos policiais militares e a correlação entre a frequência cardíaca, o nível de aptidão física e o desempenho cognitivo de policiais militares através do teste de Stroop, pré e pós-exercício físico incremental. Métodos: estudo experimental, do tipo crossover, usando aplicação do Teste de Stroop e exercícios físicos incrementais com o Teste de Léger. A amostra foi composta por 34 policiais militares do sexo masculino (40,2 ± 4,4 anos; 84,6 ± 11,0 kg; 173,3 ± 6,0 cm; 28,0 ± 2,8 kg/m2). As avaliações foram realizadas em duas sessões com intervalo mínimo de 24 horas. Inicialmente, as informações relacionadas ao estudo foram esclarecidas para os voluntários mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Na segunda sessão, foram coletadas as medidas antropométricas, bem como os dados obtidos pelos questionários de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q) e de Nível de Atividade Física (IPA-Q). Foi aplicado o teste de familiarização do Teste de Stroop a partir do Software TESTINPACS® e, em seguida, o teste de Léger (corrida vai e volta) para análise das variáveis fisiológicas e cognitivas nas condições pré e pós-exercício. Resultados: o Teste "t" de uma amostra evidenciou que as variáveis referentes ao tempo de resposta no Teste de Stroop vinculadas às condições do estudo apresentaram diferença significativa. O Teste de Pearson foi aplicado para verificar a correlação entre a frequência cardíaca e os tempos de respostas no Stroop Test nas condições pré e pós-exercício, demonstrando que não houve correlação da FC sobre os resultados cognitivos. Não obstante, o Teste de Spearman foi aplicado para verificar a correlação entre o nível de aptidão física e os tempos de respostas no Stroop Test nas condições pré e pós-exercício, demonstrando que não houve correlação do nível de aptidão física sobre as avaliações cognitivas. Conclusão: observou-se que o exercício físico agudo exerce influência positiva nas variáveis cognitivas de policiais militares no que se refere ao tempo de reposta do Stroop Test. Por outro lado, o nível
de aptidão física e a frequência cardíaca verificados no presente estudo não apresentaram resultados de correlação que influenciassem significativamente as variáveis cognitivas.
PALAVRAS CHAVES
Aptidão física, cognição, controle inibitório, exercício físico, tempo de resposta, Teste de Stroop.
ABSTRACT
Introduction: Acute physical exercise exerts significant influence on cognitive variables linked to muscle actions that develop structuring movements of various social activities. The cognitive effects observed after acute physical exercise sessions show decreased central nervous system activation when related to increased exercise intensity. The work activity developed by the military police of BPCHOQUE has a specialized character determined by the confrontation of occurrences of high degree of complexity and that require a higher level of physical aptitude, influencing the decision making process during law enforcement. Objective: To verify the effect of acute physical exercise on military police cognition and the correlation between heart rate, physical fitness level and cognitive performance of military police officers through the Stroop test, pre and post incremental physical exercise. Methods: experimental crossover study using Stroop Test and incremental physical exercises with the Léger Test. The sample consisted of 34 male military police officers (40.2 ± 4.4 years; 84.6 ± 11.0 kg; 173.3 ± 6.0 cm; 28.0 ± 2.8 kg / m2). The evaluations were performed in two sessions with a minimum interval of 24 hours. Initially, the information related to the study was clarified for the volunteers by signing the Informed Consent Form (ICF). In the second session, anthropometric measurements were collected, as well as data obtained from the Physical Activity Readiness (PAR-Q) and Physical Activity Level (IPA-Q) questionnaires. The test of familiarization of the Stroop Test from the TESTINPACS® Software was applied and then the Léger test (running back and forth) to analyze the physiological and cognitive variables in the pre and post exercise conditions. Results: The "t" test of one sample showed that the variables related to the response time in the Stroop test linked to the study conditions showed a significant difference. Pearson's test was applied to verify the correlation between heart rate and Stroop Test response times in pre- and post-exercise conditions, demonstrating that there was no correlation between HR and cognitive outcomes. Nevertheless, the Spearman test was applied to verify the correlation between the level of physical fitness and the response times in the Stroop Test in the pre and post exercise conditions, demonstrating that there was no correlation between the level of physical fitness and cognitive assessments. Conclusion: It was observed that the acute physical exercise exerts a positive influence on cognitive variables of military police regarding the response time of the Stroop Test. On the other hand, the level of physical fitness and heart rate observed in the present study did not present correlation results that significantly influenced cognitive variables.
KEYWORDS
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1. INTRODUÇÃO
O exercício físico apresenta forte relação de influência nos processos cognitivos vinculados às respostas motoras que permitem aos indivíduos realizarem as mais diversas tarefas cognitivas no âmbito social.
Neste contexto, as modificações fisiológicas determinadas pelo exercício físico que permitem aumentos no fluxo sanguíneo cerebral elevando o aporte de nutrientes para as regiões cerebrais relacionadas com a tomada de decisão (córtex pré-frontal) como também as que elevam a atividade de neurotransmissores acabam por determinar importantes melhorias cognitivas.
A influência do exercício físico sobre as variáveis cognitivas encontrou importante fundamentação a partir dos resultados obtidos por Merege et al. (2018) que demonstraram importantes melhorias nas tarefas cognitivas atreladas as funções de velocidade de processamento, atenção seletiva e memória de curto prazo.
Neste contexto, ao observamos os fatores de influência do exercício físico sobre os mecanismos cognitivos no desempenho das atividades sociais, o desenvolvimento da função policial no atual contexto de evolução da criminalidade exige que os encarregados de aplicação da lei adaptem-se às mais variadas situações de estresse físico e psicológico inerentes ao cotidiano de suas atividades profissionais.
A infinidade de situações de estresse vinculadas à aplicação da lei por parte dos policiais militares do BPCHOQUE da PMRN, bem como, a utilização de equipamentos de proteção individual (coletes balísticos) e armamentos exercem importante influência no aumento de peso corporal e, consequente no aumento de esforço físico durante as atividades de corrida, salto, escalada entre outras, nos mais variados tipos de terrenos consubstanciando a necessidade, por parte dos policiais de uma boa aptidão física vinculada a uma estrutura neuropsicológica fortalecida para implementação de tomadas de decisão em intervalos curtos de tempo capazes de produzirem resultados com possibilidades de questionamentos jurídicos acerca da aplicação da lei e dos Direitos Humanos.
A hipótese a ser analisada com o presente estudo consubstanciará que o exercício físico agudo pode afetar a cognição em policiais militares influenciando de forma significativa, o processo de tomada de decisão em situações vinculadas à atividade policial e, suas especificidades na aplicação da lei e preservação de vidas.
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1.2. JUSTIFICATIVA
As estruturas cerebrais e as suas relações integrativas foram identificadas em estudos que evidenciaram a relação entre a tolerância ao exercício e os processos avaliativos realizados durante a atividade física.
Tendo por prisma as situações extremas que exigem processos de tomada de decisão rápida durante as atividades exercidas pelos policiais militares é de fundamental importância, a interação entre o nível de aptidão física nas ações policiais e os processos cognitivos atuantes durante a atividade que produzem efeitos nas avaliações dos processos decisórios individuais. Os encarregados de aplicação da lei são submetidos a níveis elevados de estresse físico e psicológico durante as suas atividades laborais cotidianas que determinam a necessidade de níveis elevados de aptidão física capazes de estruturarem mecanismos de elevação qualitativa da cognição. Nesse contexto, as demandas fisiológicas e psicológicas que são apresentadas aos policiais militares envolvem variadas situações de risco à sua integridade física e dos demais cidadãos, como também ensejam cenários de restrição de direitos individuais que interferem nas relações sociais do Estado democrático de Direito.
O presente estudo tem por escopo evidenciar o efeito agudo do exercício físico na cognição dos policiais militares do BPCHOQUE, bem como a eficiência cognitiva desencadeada no processo de tomada de decisão por parte dos encarregados de aplicação da lei no desempenho de suas atividades laborais cotidianas.
1.3. OBJETIVOS
1.3.1. Objetivo Geral
Verificar o efeito agudo do exercício físico na cognição dos policiais militares.
1.3.2. Objetivos Específicos
Verificar a correlação entre a frequência cardíaca, o nível de aptidão física e o desempenho cognitivo no Teste de Stroop de policiais militares.
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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. COGNIÇÃO
A cognição engloba o conjunto dos processos mentais (percepção, atenção, associação, tomada de decisão, memória de trabalho entre outros) relacionados ao pensamento e que determinam as estruturas de classificação, reconhecimento e compreensão referentes à análise interligada ao raciocínio para o aprendizado de situações, tarefas e conhecimentos vinculados às ações cotidianas da vida social.
Podendo também ser definida como funções e processos que, em conjunto, permitem que os sujeitos analisem e tomem decisões como também racionalizem as situações para a estruturação de respostas motoras e afetivas vinculadas às situações do ambiente.
Nesse contexto, o processo cognitivo estabelece diversas interrelações fisiológicas e neurológicas que interagem com os estímulos internos e externos ao organismo para realizar uma infinidade de análises que geram diferentes respostas motoras.
As conclusões obtidas por Fonseca (2014) evidenciam que a estruturação cerebral e suas relações bioquímicas permitem que a cognição funcione de forma sistêmica, como resultado das relações interativas e de coesão entre funções mentais, tais como: totalidade, interdependência, hierarquia, autorregulação , intercâmbio, equilíbrio e adaptabilidade que desenvolvem mecanismos de ativação e de interação cognitivas: as funções de input(recepção) que estabelecem a percepção sensorial, as funções de integração (retenção/planificação) que influenciam a interação mental e as funções de output (execução/expressão) que determinam a resposta motora.
Importante ressaltar que o processo cognitivo apresenta estreita ligação com o processamento da informação permitindo a transmissão dos impulsos nervosos, desde a captação/recepção dos estímulos até à execução motora através da seguinte estruturação:
Recepção do Estímulo – a informação é identificada pelo sistema
sensorial a partir das influências nas estruturas de recepção (mecanorreceptores, proprioceptores, termorreceptores entre outros) que integram os órgãos vinculados ao arcabouço sensorial humano gerando o input nervoso.
Transmissão ao SNC – o estímulo ao ser introduzido e traduzido
(impulso elétrico) pelo sistema nervoso central é encaminhado pelos nervos aferentes para a respectiva zona sensorial do SNC estabelecendo a função de integração cognitiva.
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Análise e decisão do SNC – o estímulo é detectado pelos mecanismos de percepção sendo analisado, em seguida, estabelece-se o mecanismo de análise da informação armazenada na memória, após a identificação do estímulo nervoso, os mecanismos associativos definem o processo de escolha da resposta possível que é transmitida para os mecanismos efetores que se encarregam de interpretar e programar a resposta motora.
Transmissão da decisão ao sistema muscular – com a programação da
resposta, os nervos eferentes transmitem o impulso nervoso ao sistema muscular que aciona os músculos relacionados com a execução motora definindo a fase de output.
Execução motora – estimulação da atividade muscular que determina o início do movimento e evidenciando a resposta motora.
Outrossim, a função cognitiva encerra um conjunto de processos interligados no cérebro que se destacam pelos mecanismos de aprendizado, memória, percepção, atenção e solução de problemas nos indivíduos em variadas situações do cotidiano. Dessa forma, a atividade cerebral durante o desempenho de determinadas ações vinculadas ao exercício físico detém elevada importância na manutenção das funções cognitivas que sofrem prejuízos qualitativos com o decorrer da idade e do processo de envelhecimento como destaca Antunes et al. (2003) ao afirmar que a partir da terceira década de vida ocorre degradação neural no cérebro que reflete o decréscimo de determinadas habilidades cognitivas com prejuízos significativos para a performance cognitiva vinculados ao envelhecimento tecidual das estruturas do córtex pré-frontal.
Por conseguinte, a função cognitiva estabelece relação entre o processamento da informação que influencia os mecanismos de tomada de decisão e o tempo de reação que determina o efeito psicomotor do cérebro sobre o indivíduo.
2.2. TOMADA DE DECISÃO NA ATIVIDADE POLICIAL
A tomada de decisão apresenta importante interligação com a função cognitiva no que concerne à solução dos problemas cotidianos tendo por escopo a captação, análise, programação e estímulo de ações capazes de estruturarem os atributos motores do ser humano diante das ações cotidianas. Para Jesus (1984), a decisão é “o processo pelo qual um ou mais indivíduos selecionam uma ação de entre um conjunto de alternativas para, de acordo com certos critérios, atingir objetivos preestabelecidos”.
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Nesse contexto, o autor determina uma seletividade de ações a partir de uma análise pautada nos valores e vivências do indivíduo capazes de possibilitarem resultados satisfatórios frente às dificuldades existentes no ambiente. Já Damásio (1994) esclarece que o processo de decisão pressupõe que a pessoa conheça “da situação que requer uma decisão, das diferentes opções de ação e das consequências de cada uma dessas opções (resultados), imediatamente ou no futuro”. Jones (1991) define que a decisão é uma solução escolhida depois de estudadas várias alternativas.
Sendo necessária a definição de que o indivíduo identifique a situação-problema e estabeleça uma relação avaliativa dentro das soluções possíveis e das suas respectivas influências.
Nas diversas searas de aplicação da tomada de decisão nos processos cognitivos destaca-se a atividade policial, na qual, a aplicação de lei pressupõe um vasto conhecimento legal e técnico por parte do policial para preservação dos direitos e garantias constitucionais do cidadão, bem como, para a manutenção das relações sociais no estado democrático de Direito. Reiner (2004) define a Polícia como um grupo de profissionais uniformizados, que patrulham espaços públicos, cuja missão é direcionada prioritariamente para o controle do crime e manutenção da ordem, mas que, no entanto, executam também algumas funções negociáveis de caráter social. Monjardet (2003) define a Polícia como sendo uma instituição que possui o monopólio do uso da força e que tem por missão garantir ao poder político o controle social nas relações sociais internas. Esta autora afirma ainda que a Polícia se distingue, não pelo uso real da força, mas sim por estar legitimada a usá-la, é esta condição que a diferencia daqueles que fazem uso da força para propósitos não coletivos e ilícitos. Já Monet (2001) acrescenta que a Polícia é uma organização incumbida de reprimir as ações contrárias à lei e aos regulamentos, e de evitar movimentos coletivos que coloquem em risco a ordem social nas cidades.
As definições do papel da Polícia na sociedade evidenciam o caráter poliformo das situações enfrentadas pelo agente encarregado de aplicação da lei durante as suas jornadas de trabalho. O processo cognitivo vinculado à tomada de decisão apresenta forte influência no que tange à escolha das melhores soluções adotadas pelos policiais, e atingindo sobremaneira os cidadãos frente aos seus direitos e garantias instituídas em lei, ou seja, as ações perpetradas pelos agentes policiais resultam, em grande parte, no cerceamento das liberdades e dos direitos do indivíduo tendo por prisma a proteção ao bem comum da coletividade.
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Neste ponto, a importância do processo de tomada de decisão ganha importância fundamental tendo por base analítica a variedade dos problemas apresentados ao policial na aplicação da lei, bem como, a infinidade de resultados positivos ou negativos direcionados aos cidadãos vinculados ao uso diferenciado da força.
No âmbito da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte, o Batalhão de Polícia de Choque criado pelo Decreto n º 21.613, de 07 de abril de 2010, tem por competência:
I – atuar preventivamente como força de dissuasão em locais de possíveis perturbações da ordem pública;
II – atuar repressivamente nos seguintes casos: controlar distúrbios civis; garantir reintegração de posse em cumprimento de ordem judicial; desinterditar vias públicas; realizar policiamento em praças desportivas e em grandes eventos; realizar demonstrações de cunho educacional e recreativo com utilização de cães; atuar no controle de rebeliões em estabelecimentos prisionais; realizar patrulhamento tático móvel nas principais vias da capital e região metropolitana e em áreas de alto risco; realizar escolta de presos, realizar operações de busca de pessoas, drogas, armas e explosivos, com a utilização de cães; realizar policiamento ostensivo com cães; apoiar as unidades da capital e interior, quando necessário.
Sob a análise da competência institucional pertinente ao BPCHOQUE observa-se a complexidade de situações vivenciadas pelos policiais desta organização. Neste prisma, o processo de tomada de decisão vivenciado pelo encarregado de aplicação da lei da Unidade de Choque traz uma complexa necessidade de capacitação técnica, bem como, elevada aptidão física por parte dos policiais relacionada com o incremento da função cognitiva.
Maupin et al. (2018) evidencia que a aptidão física é fundamental para os policiais de Unidades especializadas, aos quais são apresentados uma demanda ocupacional mais acentuada do que aos policiais de outros setores evidenciando os fatores de sucesso em suas jornadas de trabalho.
Outrossim, o trabalho policial é constituído por variações entre períodos de sedentarismo (sentado na viatura, trabalhos administrativos entre outros) combinados com curtos períodos de atividade física intensa (correr, lutar, escalar e saltar) e elevada demanda cognitiva vinculada as mais diversas situações durante a aplicação da lei.
Outro fator de importante demanda metabólica e cognitiva relacionadas com a atividade física realizada por encarregados de aplicação da lei envolve o acréscimo de peso corporal vivenciado pelos policiais, a partir da utilização de equipamentos de proteção
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individual (coletes balísticos), uniformes e armamentos que influenciam as respostas motoras e cognitivas que podem interferir nos processos de tomada de decisão.
Maupin et al. (2018) elenca que a força e a aptidão aeróbica estão correlacionadas com o desempenho de transporte de peso por policiais especializados, sendo a aptidão aeróbica, em particular, essencial para o incremento de desempenho durante as tarefas envolvendo carregamento de peso. Outrossim, a pesquisa demonstrou que a aptidão aeróbica tem importância fundamental para a conclusão exitosa das missões de aplicação da lei, como também evidenciou que o nível de aptidão física reduz o risco de lesões nas situações de trabalho.
2.3. INTENSIDADE DO EXERCÍCIO FÍSICO E COGNIÇÃO
A atividade cerebral durante o desempenho das ações vinculadas ao exercício físico detém elevada importância no incremento das funções cognitivas de acordo com Gutin et al. (1973) definem que o exercício físico estabelece mecanismos capazes de interferirem na performance cognitiva dos indivíduos, através da elevação dos níveis de neurotransmissores e das mudanças em estruturas cerebrais, da melhoria cognitiva em indivíduos que apresentam quadros de prejuízo mental e da melhora limitada em idosos quando são estabelecidos processos comparativos entre grupos.
O mecanismo metodológico adotado no estudo citado viabilizou o entendimento de que o exercício físico intenso facilita determinados aspectos cognitivos definidos a partir de uma abordagem, na qual, os participantes realizaram análises e interpretações de mapas, após a realização de sessões de exercício físico intenso. Sendo concluído que a atividade física de caráter elevado/intenso afeta o processamento cognitivo de forma diferenciada quando observadas as respostas avaliativas vinculadas ao papel do córtex pré-frontal durante a realização do exercício.
Outrossim, os mecanismos cognitivos sofrem prejuízos qualitativos com o decorrer da idade e do processo de envelhecimento como destaca Antunes et al. (2003) ao afirmarem que a partir da terceira década de vida ocorre degradação neural no cérebro refletida no decréscimo de determinadas habilidades cognitivas com prejuízos significativos para a performance cognitiva vinculados ao envelhecimento tecidual das estruturas do córtex pré-frontal.
Tendo por base os dados epidemiológicos da pesquisa citada torna-se evidenciado que pessoas moderadamente ativas têm menor risco de serem afetadas por desordens mentais do
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que as sedentárias. Nesta discussão, a participação em programas de exercícios físicos proporciona benefícios na esfera física (efeitos metabólicos e fisiológicos), cognitiva (tomada de decisão, função executiva, memória de trabalho entre outras) e psicológica (bem-estar, humor, adesão, aderência entre outros) e que indivíduos fisicamente ativos provavelmente possuem um processamento cognitivo mais rápido.
Para Tomporowski et al. (1986), o exercício físico está associado a uma redução nas medidas fisiológicas de estresse psicológico, tais como a ansiedade e a depressão proporcionando melhorias nos estados de humor e bem-estar.
Nas considerações definidas por Heyn et al. (2004) houve relação de significância entre os desempenhos físico e cognitivo e melhorias qualitativas no comportamento de pessoas idosas com déficit cognitivo e demência submetidas a um programa de exercícios multissensoriais.
Por conseguinte, ao analisar os resultados do estudo fica objetivado que a amplitude do efeito do exercício físico na cognição está diretamente relacionada com a natureza da tarefa cognitiva avaliada e do tipo de atividade física aplicada sobre os indivíduos.
Por conclusão, a complexidade da tarefa cognitiva é amplamente influenciada pelo nível de aptidão física resultando em impacto positivo na performance cognitiva para tarefas complexas e relação negativa na performance cognitiva vinculada às tarefas simples.
Os estudos de Hancock e McNaughton (1986) avaliaram os efeitos do exercício intenso nas habilidades de jovens para avaliar e interpretar mapas topográficos. Foram observados homens praticantes de orientação esportiva que tinham vasta experiência na leitura e na localização em mapas. Durante as avaliações, os indivíduos deviam interpretar uma série de mapas enquanto corriam em uma esteira próximo ao limiar anaeróbico.
Os resultados da pesquisa evidenciaram efeitos seletivos no desempenho dos participantes, o grupo que permaneceu em repouso teve redução na sua capacidade de fazer interpretações globais sobre as informações apresentadas nos mapas em comparação com o grupo que realizou a atividade física.
Os resultados elencados na pesquisa acima citada reúnem argumentos que definem a influência do exercício físico sobre a cognição, ao demonstrarem melhorias na percepção e na interpretação das informações contidas nos mapas, por parte dos atletas de orientação que realizaram atividade física intensa sobre a esteira em comparação com os indivíduos que permaneceram em repouso.
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Entretanto, alguns estudos não obtiveram êxito ao comparar a relação entre exercício exaustivo e os processos cognitivos que englobam a percepção e a integração sensorial em virtude do retardo nos processos que realizam o controle na preparação da resposta cognitiva durante o exercício de alta intensidade.
Não obstante, o exercício físico apresenta profunda interação para com o incremento da cognição determinando efeitos profícuos nos processos cognitivos e motores relacionados com atividade física quando comparados aos ganhos aeróbicos.
2.4. STROOP TESTE E EXERCÍCIO FÍSICO
O Stroop Teste destaca-se como um excelente instrumento de aferição da função cognitiva vinculada à atividade física ao estabelecer parâmetros avaliativos capazes de identificarem melhorias no controle inibitório, nas funções executivas e de planejamento. No que se refere à sua criação Duncan (2006) define que “o Teste de Stroop foi desenvolvido em 1935 por John Ridley Stroop e baseia-se em evidências de que se leva mais tempo para nomear cores do que para ler nomes de cores”.
Por definição, o Stroop Test é constituído por três tarefas: leitura de palavras, nomeação de cores e identificação da cor em que está escrita cada palavra, sem ter em conta o significado da mesma. Especificamente, a tarefa Stroop requer alterar a alocação da atenção entre as duas dimensões do estímulo: nome da cor vs. cor da tinta na qual o nome é impresso em função da exigência da instrução “ler a palavra” vs. “dizer a cor da tinta” (MacLeod, 1991). Os resultados obtidos por Cattell (1886) evidenciaram uma relação de conflito entre a leitura de palavras e a nomeação das diferentes cores. Tendo por base a análise desta circunstância de diferenciação cognitiva, o pesquisador J. Ridley Stroop buscou implementar experimentos que vinculassem ambas as dimensões (cores e palavras).
Sendo estabelecido o Teste Stroop de Cores e Palavras (TSCP), Raposo (2002) define que o teste consiste em dois cartões, cada um contendo 10 colunas e 10 fileiras de estímulos coloridos. No primeiro cartão a cor de manchas coloridas impressas deve ser rapidamente nomeada. No segundo cartão, a cor, com a qual nomes de cores estão impressos (a palavra AZUL impressa na cor rosa, por exemplo) também deve ser nomeada rapidamente. A avaliação do teste é calculada pela diferença do tempo gasto entre os cartões.
Nas conclusões obtidas por Stroop foram identificados períodos de tempo maiores para que os indivíduos conseguissem nomear as cores de palavras designando cores incongruentes
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do que para nomear as cores dos caracteres que não estavam diretamente relacionados com cores. Desta forma, a interferência cognitiva estabelecida durante o teste produziu aumento no tempo resposta e na razão de erros fomentando o efeito Stroop durante a tarefa.
Neste contexto, Antunes (2004) observou a existência de variações de tempo na obtenção de recursos vinculados à atenção durante os intervalos de transmissão dos impulsos do tipo topdown. Os efeitos obtidos por meio dos testes de Stroop não evidenciaram limitações das ações de controle topdown e, sim, mecanismos falhos no emprego das funções inibitórias quando vinculadas a períodos de tempo insuficientes.
O exercício físico apresenta importante relação moduladora na cognição ao determinar incremento positivo das funções vinculadas ao córtex pré-frontal, bem como dos processos relacionados às funções de tarefa executiva que implementam o repertório motor dos indivíduos.
Ao analisarmos a vinculação entre exercício físico e as melhorias cognitivas percebidas através do teste, os resultados obtidos por Liam et al. (2016) determinaram ao analisarem 31 adultos usando o Stroop Test antes e imediatamente após a atividade física, em 30 e 60 minutos após sessões de 10 minutos e 30 minutos de exercício aeróbico e resistido, os resultados obtidos evidenciaram melhorias no controle inibitório no teste de Stroop pós-exercício independentemente do tipo ou da duração da atividade física.
Não obstante, a meta-análise de Basso e Suzuki (2017) estabelece a correlação positiva entre o exercício físico agudo e a melhoria da função cognitiva, do humor e dos mecanismos neurofisiológicos e neuroquímicos dos indivíduos.
Outrossim, o estudo elencado acima define um amplo espectro de pesquisas revisadas que determinam a utilização do teste de Stroop como importante ferramenta de comprovação de melhoria cognitiva vinculada à prática de atividade física intensa.
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3. METODOLOGIA
3.1. AMOSTRA
A amostra foi obtida a partir de voluntários que aceitaram participar do estudo e atenderam os critérios de inclusão definidos para participação. A totalidade dos participantes foi esclarecida acerca dos objetivos e procedimentos do estudo e, após assinaram o TCLE -Termo de Consentimento Livre e Esclarecido conforme a resolução No 466/12, do Conselho Nacional de Saúde relativa à conduta ética pertinente aos estudos aplicados em seres humanos. O espaço amostral deste estudo foi composto por 34 (trinta e quatro) policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque da PMRN, do sexo masculino. A amostra está caracterizada na Tabela 1.
Tabela 1. Caracterização da amostra.
Média e (±) desvio padrão
Idade (anos) 40,2 ± 4,4
Peso (kg) 84,6 ± 11,0
Altura (cm) 173,3 ± 6,0
IMC (kg/m2) 28,0 ± 2,8
IMC – índice de massa corporal.
A análise descritiva de mediana e erro padrão (Tabela 2) foi aplicada para comparação entre as variáveis tempo de ingresso na Polícia Militar, PSE e porcentagem de acertos no Teste de Stroop nas condições pré e pós-exercício.
Tabela 2. Mediana e erro padrão entre as variáveis tempo de ingresso na Polícia Militar e PSE.
Mediana e (±) erro padrão Tempo de ingresso na Polícia Militar 18,0 ± 0,8
*PSE 8,0 ± 0,1
PSE – percepção subjetiva de esforço.
Os critérios de inclusão vinculados ao presente estudo foram: indivíduo pertencente ao serviço ativo da Polícia Militar do Rio Grande do Norte; apresentação de limitações articulares, neurológicas, cardiovasculares ou respiratórias; contraindicação médica ao exercício físico de alta intensidade ou restrições/limitações identificadas no Questionário de Prontidão Física (PAR-Q). Foram excluídos os indivíduos que não participaram de alguma das
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etapas de coleta do estudo e que estavam sob tratamento farmacológico com efeito sobre o sistema cardiovascular.
3.2. CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA
Estudo do tipo ensaio clínico experimental com delineamento cruzado e randomizado tendo por escopo a análise do nível de aptidão física, as respostas observadas nas variações das respostas cognitivas e fisiológicas como variáveis dependentes associadas às condições experimentais. A amostra foi constituída por indivíduos do sexo masculino pertencentes ao efetivo da Polícia Militar do Rio Grande do Norte que realizam suas atividades laborais no Batalhão de Polícia de Choque. As avaliações foram realizadas em dois momentos diferentes com intervalo mínimo de 24 horas entre sessões. No primeiro encontro, os voluntários foram esclarecidos acerca das informações e objetivos pertinentes ao presente estudo e, os participantes que desejaram participar do experimento assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e teste de familiarização do Teste de Stroop a partir do Software TESTINPACS®
Em continuidade, foi realizada a coleta de informações pessoais (nome, idade e data de ingresso na Corporação), como também as medidas antropométricas de estatura e massa corporal. Outrossim, os dados referentes aos questionários de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q) e de Nível de Atividade Física (IPA-Q) conforme estruturação existente na literatura científica também foram coletados durante a sessão, em sequência, foi implementado o Teste de Léger (corrida de vai e volta) para adaptação ao exercício exigido para consolidação do presente estudo com verificação da PSE e realização do Teste de Stroop.
Os testes foram aplicados por equipe devidamente treinada. Para realização do teste incremental foi solicitado aos participantes que não realizassem atividades físicas ou consumissem cafeína ou álcool.
3.3. AVALIAÇÃO FÍSICA INICIAL
Para realização das medidas antropométricas os indivíduos ficaram descalços vestindo o mínimo possível de vestimentas. A massa corporal (kg) foi obtida a partir de uma balança digital portátil da marca Welmy® (0,1kg) e a estatura (cm) aferida com estadiômetro portátil da marca Welmy® (0,1cm).
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Em continuidade, o Índica de Massa Corporal (IMC) foi calculado através da razão entre o peso e o quadrado da estatura (kg/m2)sendo o peso considerado normal ou sobrepeso (18,5 KG.m-2 ≤ IMC ≤ 29,9 KG.m-2).
3.4. TESTE INCREMENTAL
O teste físico incremental foi realizado tendo por base o Teste de Léger que consiste em uma série de corridas de ida e volta em ambiente plano de 20m, no qual, o avaliado percorre a distância citada em ritmo de ida e volta demarcado por faixas com velocidade inicial de 3km/h, e recebendo incrementos de carga mediante estímulo sonoro de 1km/h a cada 54 segundos até a exaustão identificada pelo avaliador ou relatada pelo avaliado mediante percepção subjetiva de esforço vincula à escala de Borg. As escalas de velocidade são determinadas por estímulo sonoro produzido por aparelho de mídia digital contendo o áudio pertinente a aplicação do referido teste.
A delimitação de um bloco completo de execução de turnos do teste foi determinada quando o avaliado atingia a marcação de 15m ao tocá-la com um dos pés. Em continuidade, o indivíduo retornava ao marcador inicial da pista no limite de tempo estipulado pelo sinal sonoro. O teste incremental era interrompido pelo avaliador quando o indivíduo não atingia a marca de delimitação de 15m por duas vezes consecutivas ou o avaliado relatava a exaustão confirmada com escala de percepção subjetiva de esforço (Escala de Borg).
Figura 1. Modelo de visualização do Teste de Léger.
3.5. ANÁLISE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA
A frequência cardíaca como variável fisiológica foi monitorada com frequencímetro (POLAR®, RS800cx, Kempele, Finlândia).
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No presente estudo foi analisada a FC nas fases: pré-exercício estando o indivíduo sentado e, após 5 minutos de repouso e pós-exercício imediatamente na sequência de interrupção do Teste de Léger conforme critérios vinculados ao estudo.
3.6. TESTE DE STROOP COMPUTADORIZADO
O Teste de Stroop Computadorizado, no qual, um monitor colorido de 17 polegadas foi posicionado a cerca de 80 cm do campo visual do participante. Os blocos de resolução na primeira fase eram constituídos por retângulos nas cores verde, azul, preto e vermelho (2,0 cm x 2,5 cm) sendo apresentados, individualmente, no centro do monitor. As respostas em correspondência ou não à cor do retângulo foram exibidas nos cantos inferiores da tela e o participante deveria responder as tentativas através das teclas direita ou esquerda do teclado conforme a correspondência correta com o bloco de cores apresentado no teste. Na segunda etapa, as palavras determinam os estímulos vinculados às respostas que eram exibidas na condição de palavras, sempre em cor branca. O acerto consistia no direcionamento das teclas de forma correta para os estímulos e respostas que estabeleciam relação de coincidência. O último bloco de teste apresentava o nome de uma das quatro cores que era exibida em cor incompatível. Nesse caso, o voluntário era orientado para pressionar a tecla correspondente à cor da palavra e inibir a resposta para a apresentação literal da palavra. Em todas as etapas os estímulos foram apresentados de forma automática e aleatória (12 tentativas/etapa). O TR para cada tentativa foi medido em milissegundos.
Figura 2. Modelo de visualização do Teste de Stroop Computadorizado – TESTINPACS®. (A) – Etapa 1- fase congruente; (B) Etapa 2 – fase congruente e (C) Etapa 3 – fase incongruente.
3.7. PROCEDIMENTOS
Os participantes, após as sessões de familiarização foram submetidos aos procedimentos de coleta dos dados vinculados ao estudo. No primeiro momento, o indivíduo permanecia sentado por 5 min, em repouso, sendo aferida a FC pré-exercício. Em seguida, o
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voluntário era submetido ao segundo momento, sendo o indivíduo submetido ao teste incremental de Léger e, logo após a sua interrupção mediante os critérios vinculados ao presente estudo eram aferidas a FC pós-exercício e a PSE mediante Escala de Borg, sendo novamente aplicado o Teste de Stroop Computadorizado para identificação das variações cognitivas.
3.8. ANÁLISE ESTATÍSTICA
Para a realização do estudo apresentado foram realizadas análises descritivas (média e desvio padrão) para a caracterização da amostra e análise das demais variáveis do estudo (mediana e erro padrão). O Teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para testar a normalidade dos dados. O Teste “t” de uma amostra foi utilizado para análise das variáveis cognitivas pré e pós-exercício referentes aos tempos de respostas do teste cognitivo. O ajuste de Bonferroni foi aplicado na interpretação do teste de post hoc. A esfericidade foi analisada pelo teste de Mauchly. Todas as análises foram feitas pelo programa estatístico SPSS® versão 23.0 (IBM, Inc., Chicago, EUA). Foi adotado um p≤0,05 como relevância estatística.
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4. RESULTADOS
O presente estudo analisou através do Teste “t” de uma amostra para dados paramétricos, as variáveis de porcentagem de acertos no Teste de Stroop nas condições pré e pós-exercício obtendo como resultado uma diferença significativa entre os parâmetros analisados elencada na (Tabela 3). A esfericidade apresentada não foi violada conforme o teste de Mauchly.
Tabela 3. Estatística descritiva do Teste de Stroop.
Stroop Test-Porcentagem de acertos
Pré-exercício Pós-exercício P<0,05 Média e (±) desvio
padrão
98,28 ± 2,469 96,65 ± 3,407
As variáveis referentes aos TR nas fases 2 e 3 pré-exercício foram estatisticamente comparadas com as variáveis TR nas fases 2 e 3 pós-exercício através do Teste “t” de uma amostra conforme dados apresentados na (Tabela 4). Houve diferença significativa entre os dados.
Tabela 4. Estatística descritiva dos TR nas fases 2 e 3 pré-exercício com os TR nas fases 2 e 3 pós-exercício. Stroop Test – TR Fase 2 pré (mls) Fase 3 pré (mls) Fase 2 pós (mls) Fase 3 pós (mls) P<0,05 Média e (±) desvio padrão 1852,06 ± 318,07 2375,16 ± 328,64 1702,77 ± 209,81 2211,03 ± 380,64
Outrossim, o Teste “t” de uma amostra foi utilizado para realizar a comparação estatística entre as variáveis efeito Stroop nas condições pré e pós-exercício conforme os dados apresentados na (Tabela 5). Houve diferença significativa entre os dados.
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Tabela 5. Estatística descritiva do TR do Efeito Stroop nas condições pré e pós-exercício.
Efeito Stroop – TR (mls)
Pré-exercício (mls) Pós-exercício (mls) P<0,05 Média e (±) desvio
padrão
523,10±284,91 508,26±358,28
Aplicando-se o Teste de Pearson entre as variáveis FC pré e pós-exercício e o efeito Stroop nas condições pré e pós-exercício observou-se que os dados não apresentaram correlação estatística e diferença significativa conforme informações estabelecidas na (Tabela 6).
Tabela 6. Correlação de Pearson entre as variáveis frequência cardíaca pré e pós-exercício e o efeito Stroop pré e pós- exercício.
Correlação FC x Efeito Stroop (mls) Pré-exercício r = 0,170 Pós-exercício r = -0,432 P>0,05
A correlação entre a diferença da FC e a diferença do efeito Stroop nas condições pré e pós-exercício foi analisada através da aplicação do Teste de Pearson conforme a (Tabela 7). Os resultados obtidos evidenciaram a inexistência de correlação estatística e de diferença significativa entre as variáveis.
Tabela 7. Correlação de Pearson entre as variáveis nível de aptidão física e efeito Stroop nas condições pré e pós- exercício.
Correlação diferença da FC x diferença do efeito Stroop Pré-exercício r = -0,110 Pós-exercício r = -0,504 P>0,05
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Para a análise de correlação entre as variáveis nível de aptidão física e efeito Stroop nas condições pré e pós-exercício foi aplicado o Teste de Spearman. Os dados contidos na (Tabela 8) não apresentaram correlação estatística e diferença significativa entre as variáveis elencadas no estudo.
Tabela 8. Correlação de Spearman entre as variáveis nível de aptidão física e efeito Stroop nas condições pré e pós- exercício.
Correlação NAF x Efeito Stroop (mls) Pré-exercício r = -0,630 Pós-exercício r = -0,004 P>0,05
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5. DISCUSSÃO
O presente estudo teve por objetivo analisar a influência do exercício físico agudo na cognição e suas variações na aptidão física e frequência cardíaca em policiais militares. Os principais achados demonstraram que houve variações no desempenho cognitivo durante os testes entre as condições pré e pós-exercício dos sujeitos avaliados.
A hipótese deste estudo seria de que o exercício físico agudo influenciaria a cognição dos policiais militares durante a realização do Teste de Stroop configurando a interferência no controle inibitório do córtex pré-frontal nas respostas cognitivas vinculadas ao exercício físico intenso. Não obstante, a frequência cardíaca nas condições pré e pós-exercício e o nível de aptidão física dos indivíduos apresentariam correlação com os tempos de resposta do Teste de Stroop nas condições analisadas pelo estudo.
Ao estabelecermos uma análise acerca dos dados fica evidenciado que o exercício físico provocou alterações estatisticamente significativas com relação à porcentagem de acertos do Teste de Stroop. A análise das variáveis estatísticas de porcentagens dos escores referentes ao Teste de Stroop evidenciaram que na condição pós-exercício, os sujeitos apresentaram uma redução na porcentagem de acertos no teste cognitivo comparativamente à porcentagem de acertos na condição pré-exercício. Não obstante, as diferenças entre as variáveis apresentaram significância estatística vinculada ao presente estudo.
Por outro prisma, as variáveis vinculadas aos tempos de respostas no Teste de Stroop nas condições pré e pós-exercício apresentaram diferença significativa quando analisadas estatisticamente no desenho metodológico do estudo. Os resultados obtidos demonstraram a incidência do efeito Stroop na amostra ao evidenciarem as alterações nos tempos de resposta do teste cognitivo imediatamente após a sessão de exercício incremental e confirmaram a hipótese de que o exercício físico agudo exerceu influência sobre a cognição dos policiais militares.
Importante ressaltar que os estudos de Merege et al. (2014) identificaram que a intensidade do exercício físico agudo determina variações depreciativas sobre a resposta cognitiva estabelecendo uma relação de modelo em “U invertido” entre a ativação do sistema nervoso central e a intensidade do exercício.
Ao analisar os níveis de oxigenação no córtex pré-frontal e a intensidade do exercício físico, um maior fluxo sanguíneo cerebral após uma sessão de exercício físico agudo foi identificado e evidenciou um maior aporte de oxigênio e nutrientes para as estruturas cerebrais
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que consolidam os mecanismos de avaliação da atividade física (topdown) e suas interações de caráter fisiológico no desempenho das ações.
Tendo por referencial os resultados obtidos por pesquisadores que analisaram as influências cognitivas no desempenho da atividade policial, o processo de tomada de decisão apresenta forte relação para com o exercício físico e seus efeitos nas tarefas cognitivas, ou seja, no desempenho da atividade de aplicação da lei, o policial enfrenta variadas situações de estresse físico e psicológico que ensejam repostas cognitivas rápidas que produzem efeitos significativos nas interações dos cidadãos para com a lei.
Neste sentido, os estudos de Maupin et al. (2018) corroboram um maior nível de aptidão física por parte de policiais que trabalham em Unidades Especializadas quando comparados com policiais que desenvolvem suas atividades em outros setores, apresentando melhor desempenho cognitivo vinculado às demandas metabólicas e de estresse psicológico às quais os policiais especializados são submetidos durante a carreira.
Ao delinearmos as variações no efeito Stroop nas condições pré e pós-exercício, o presente estudo evidenciou a interferência no controle inibitório do córtex pré-frontal sobre a atividade cognitiva, uma vez que após o exercício físico intenso ocorre uma depleção inicial da atividade do sistema nervoso central seguida por uma elevação sistemática que interfere nos mecanismos avaliativos vinculados às tarefas de caráter cognitivo.
Outrossim, os indivíduos ao responderem às questões executaram a tarefa cognitiva com um tempo mais elevado durante a fase pré-exercício do que na fase pós-exercício demonstrando atividade cognitiva vinculada ao teste, ou seja, o controle inibitório por parte do córtex pré-frontal determinou uma interferência no tempo de resposta ao teste de Stroop.
O presente estudo teve como continuidade do mecanismo hipotético, a análise da correlação entre a frequência cardíaca nas condições pré e pós-exercício e o efeito Stroop das respectivas condições estudadas. Neste sentido, a FC não estabeleceu correlação com as variáveis cognitivas demonstrando a necessidade de aprofundamento acerca dos fatores que determinaram a inexistência de relação significativa entre as variáveis.
Neste aspecto, os fatores que influenciam as variáveis cognitivas aglutinam-se de forma diferenciada quando comparados com a variável fisiológica cardiovascular.
As variáveis nível de aptidão física e o efeito Stroop nas condições pré e pós-exercício após serem analisadas demonstraram que não houve correlação significativa entre os dados. Os resultados obtidos e a literatura vinculada ao estudo demonstraram que os policiais militares do BPCHOQUE analisados, em razão do desempenho de atividades profissionais específicas
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vinculadas com uma maior demanda de treinamento físico foram classificados, em sua maioria (N=27), como ativos/muito ativos conforme estratificação vinculada ao questionário IPAQ.
Outrossim, a não correlação entre a frequência cardíaca e as variáveis cognitivas, encontra justificativa nas conclusões de Barbieri et al. (2018) que determinaram que o nível de atividade física acaba por não se correlacionar com os resultados do Teste de Stroop quando a amostra apresenta altos níveis de aptidão física.
A inexistência de correlação significativa entre a frequência cardíaca e os tempos de reposta do Teste de Stroop estabeleceu o entendimento de que os sujeitos não sofreram influências no teste cognitivo vinculadas ao desempenho cardiovascular, mas de que o exercício físico agudo influenciou o intervalo de tempo para que os voluntários realizassem a tarefa cognitiva de forma eficiente.
Ao analisarmos as variáveis fisiológicas vinculadas ao estudo observa-se a necessidade de aprofundamento pertinente aos instrumentos de quantificação, de medida da amostra e de variações dos desenhos metodológicos capazes de identificarem os resultados desejados cientificamente.
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6. CONCLUSÃO
O presente estudo estipula como conclusão que o exercício físico agudo exerce influência positiva nas respostas cognitivas de policiais militares no que se refere ao tempo de reposta do teste de Stroop.
Outrossim, o nível de aptidão física e a frequência cardíaca não demonstraram aspectos correlacionados significativamente com as variáveis cognitivas.
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ANEXOS
1. TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ACEITO
PESQUISA: EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO FÍSICO NA COGNIÇÃO DE POLICIAIS MILITARES
As informações contidas neste termo, fornecidas por Ricardo de Lima Laranjeira têm por objetivo firmar acordo escrito com o(a) voluntária(o) para participação da pesquisa acima referida, autorizando sua participação com pleno conhecimento da natureza dos procedimentos a que ela(e) será submetida(o).
1) Natureza da pesquisa: Esta pesquisa tem como finalidades: Submeter os voluntários da pesquisa a um estudo onde serão avaliados o efeito do exercício físico agudo na cognição dos policiais militares e a correlação entre a frequência cardíaca, o nível de aptidão física e o desempenho cognitivo de policiais militares através do teste de stroop, pré e pós-exercício físico incremental.
2) Participantes da pesquisa: número inicial de 34 participantes.
3) Envolvimento na pesquisa: Ao participar deste estudo o senhor (a) deverá realizar todas as fases descritas pelos responsáveis da pesquisa. O senhor (a) tem liberdade de se recusar a participar e ainda de se recusar a continuar participando em qualquer fase da pesquisa, sem qualquer prejuízo para você. Sempre que quiser poderá pedir mais informações sobre a pesquisa através do telefone do coordenador do projeto.
4) Sobre as coletas ou entrevistas: O preenchimento dos questionários se fará na sala do Setor de educação física do BPCHOQUE PMRN, situado na Avenida Miguel Castro – S/N, Lagoa Nova, Natal – RN.
5) Riscos e desconforto: Os procedimentos utilizados nesta pesquisa obedecem aos Critérios da Ética na Pesquisa com Seres Humanos conforme resolução Nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde – Brasília – DF. (Durante a pesquisa os senhores podem ter dores musculares devido ao teste incremental de esforço físico que será realizado neste estudo).
6) Confidencialidade: Todas as informações coletadas neste estudo são estritamente confidenciais. Os dados da(o) voluntária(o) serão identificados com um código, e não com o nome. Apenas os membros da pesquisa terão conhecimento dos dados, assegurando assim sua privacidade.
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7) Benefícios: Ao participar desta pesquisa você terá o benefício de realizar testes adicionais e saber como anda sua cognição e memória. Entretanto, esperamos que este estudo contribua com informações importantes que deve acrescentar elementos importantes à literatura, onde o pesquisador se compromete a divulgar os resultados obtidos.
8) Pagamento: Você não terá nenhum tipo de despesa ao autorizar sua participação nesta pesquisa, bem como nada será pago pela participação.
9) Liberdade de recusar ou retirar o consentimento: Você tem a liberdade de retirar seu consentimento a qualquer momento e deixar de participar do estudo sem penalizastes.
Após estes esclarecimentos, solicitamos o seu consentimento de forma livre para permitir sua participação nesta pesquisa. Portanto, preencha os itens que seguem:
CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Eu, __________________________________________, RG_________________, após a leitura e compreensão destas informações, entendo que minha participação e responsabilidade, é voluntária, e que posso sair a qualquer momento do estudo, sem prejuízo algum. Confiro que recebi cópia deste termo de consentimento, e autorizo a execução do trabalho de pesquisa e a divulgação dos dados obtidos neste estudo.
Obs: Não assine esse termo se ainda tiver dúvida a respeito. Natal, ________/_________/_________
Telefone para contato:__________________________
Nome do voluntário:_____________________________________________________ Assinatura do Responsável:________________________________________________ Assinatura do Pesquisador:_________________________________________________ Contatos: ______________________________________________________________
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2. QUESTIONÁRIO DE PRONTIDÃO PARA ATIVIDADE FÍSICA (PAR-Q)
Este questionário tem objetivo de identificar a necessidade de avaliação clínica antes do início da atividade física. Caso você marque mais de um sim, é aconselhável a realização da avaliação clínica. Contudo, qualquer pessoa pode participar de uma atividade física de esforço moderado, respeitando as restrições médicas.
Por favor, assinale “sim” ou “não” as seguintes perguntas:
1) Alguma vez seu médico disse que você possui algum problema de coração e recomendou que você só praticasse atividade física sob prescrição médica?
sim não
2) Você sente dor no peito causada pela prática de atividade física? sim não
3) Você sentiu dor no peito no último mês? sim não
4) Você tende a perder a consciência ou cair como resultado do treinamento? sim não
5) Você tem algum problema ósseo ou muscular que poderia ser agravado com a prática de atividades físicas?
sim não
6) Seu médico já recomendou o uso de medicamentos para controle de sua pressão arterial ou condição cardiovascular?
sim não
7) Você tem consciência, através de sua própria experiência e/ou de aconselhamento médico, de alguma outra razão física que impeça a realização de atividades físicas? sim não
Gostaria de comentar algum outro problema de saúde seja de ordem física ou psicológica que impeça a sua participação na atividade proposta?
___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________
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Estou ciente das propostas do Projeto e assumo a veracidade das informações prestadas no questionário “PAR Q” e afirmo estar liberado pelo meu médico para participação na
atividade citada acima
Natal, de de 2019.
_______________________________
Assinatura