A VOZ DO POVO 8 E M A N A R IO IN D E P E N D E N T E
Dircctor-Gcrcntc: JOAQUIM DE AZEVEDO Collaboradorcs: DIVERSOS
fíNNO 1 ( Estado de São Paulo) Ourinhos, 1 de Fevereiro de 1931. NUMERO 43
9 VOZ 00 POVO
Pnblica-si an Domingos
1MHBOTOR - GERBNTK
Joaquim de Azevedo
PBOPRIBDÁDB :
M. Gonçalves
E X P E D IE N T E ; M ssig n o ta n a s CIDADE e FORA
1 5 * 0 0 0
Secçio littPB e Edltaes
Por linha . . $300 Repetição . . $200
Pagamento adiantado
P R R A fi O U R I N H O S
argumentas
D esde que a revolução trium phou, tenho notado entre os m eus patrícios, uma verdadeira contradição de idéas, que vem muito dar redeas a extrangeiros que aqui são hospitalisados com carinho e querem es
tes nas occasiòes em que precisam os calm a e muita ponderação em nossos ac
tos, approveitar a oppor- tunidade para opinar absur
dam ente e metterem mes
mo o bico em nossas cou- sas. O ra, justo é, que nós brasileiros, tem os o direito de argum entar os actos dos nossos governadores, isso m esm o com muito critério, para não se fazer injustiças, alvejando a torto e a direi
to sem saber onde attingir, com ou sem razão. Tenho visto muitas vezes extran
geiros discutir fervorosa
m ente nossa politica, espa
lhando boatos arruaceiros, que contam ina o regim e e é aconselhável calm a para não haver de repente al-
Será possível!
S o b .o titulo supra, ”A COM ARCA”
jornal que se edita em Salto G rande, em sua edição de 26 deste mez, publicou o seguinte :
<Fomos informados, de que certa pessoa de Ourinhos, a dias, fora ao districto de Pau d’Alho, para conseguir assignaturas num abaixo assignado, pedindo a mudança da séde da comarca, para áquellacidade Sabemps que conseguiu dezoito nomes e como protesto temos em nosso poder, um outro assignado por duzentas e tantas pessoas, do qual
emepoca opportuna daremos publicidade.
Um município pequeno e insol- vavel, encalacrado pelas di vidas; ten
do uma agricultura pobre, vemos nisso, satisfeitos, um desespero de causa perdida.
Nossa riqueza agrícola unida a uma Prefeitura desonerada quasi, deixam os nossos antagonistas des
norteados e mesmosem compostura.
Estamos solidos. - Venceremos! ”
Em prim eiro logar, aquelle periódi
co não interroga se será possivel a trans
ferencia da séde da C om arca para O u
rinhos ; elle, parece-nos, affirma essa possibilidade, exclam ando com adm ira
ção — SERA* PO SSÍVEL!
Admira essa possibilidade !
Atonito porem , volta em seguida a desandar b o rdoadas em O urinhos,
Viram o que escreveu ” A C om arca”
em seu "desespero de causa p erdida” ? Não se espantem .
Tam bem quando quiz se livrar do jugo de Salto G rande e constituir-se em gum desgosto e depois dizerem que não tem os Justiça. Faliar em publico
é
um caso serio, e po r conseguinte deixem os correr as coisas, pois ” Roma não foi feito em um dia” e os nossos governos e autoridades estão agindo com vagar e critério e p o r certo não praticarão por form a algum a actos indignos e o restabelecim ento da Patria virá, porque a revolução tríum phára.
M unicípio, passou O urinhos pela dura prova desses ataques.
Entretanto, conseguiu a sua inde- pendencia, e, esquecendo as offensas recebidas, passou a tratar o seu irm ão mais velho com respeito e sym pathia, e voltou a cuidar do seu progresso que, felismente, tem sido intenso e ininterrupto.
Q uanto ás assignaturas dadas em Pau d ’Alho, espontaneam ente em favor de O urinhos. pocem os affirmar que não são apenas dezoito, e sim algum as de
zenas, e com a vantagem de serem das principaes pessoas que representam a população (faquelle Districto; e se Pau d ^ l h o prefere O urinhos a Salto G rande, tem lá as suas razões que devem ser respeitadas.
E* verdade que O urinhos deve; po
rem se deve
é
porque tem credito e se tem creditoé
porque tem com que pagar.Para garantia desse debito, ahi estão as suas rendas annuaes, que ultrapassam ao duplo das de Salto G rande.
Possue m elhoram entos que c seu irm ão mais velho ainda não tem, e nem sabe q u ando poderá alcançal-os.
A O urinhos está reservado um g ran de futuro com o centro ferroviário, in
dustrial, comm ercial e bancario, e não receia, ANTES DESEJA, um confronto com Salto Grande; nem só no seu pro gresso, com o nas suas rendas; tanto no num ero dos seus estabelecim entos com merciaes, com o industriaes; quer nas ren d as das estações das estradas de fer
ro locaes, quer nas rendas das reparti ções publicas e quer ainda no movi
m ento dos seus estabelecim entos b an
cários e na frequencia escolar.
Q uanto á agricultura, apezar de p eq u en o o Município, tem entretanto em seu favor a grande vantagem de estar situado em terreno fertilissimo (sem a desvantagem de estar em terreno forei- ro), e. applicando-se neste caso a lei da relatividade, tendo em voga actual mente, verem os quem leva vantagens tam bem neste terreno.
Nasceu pequeno,
é
verdade, porem o bedecendo á lei natural, irá crescendo. crescendo . . . enquanto que, p e r outro lado, chegará talvez o dia em que por força da mesma lei, alguem , mais velho, irá definhando, enfraque.
cendo, exasperando-se e poderá fic a r...
"desnorteado e m esm o sem com postura.
2 A V Q g D O P O V O -a
LITTERARIA
Q f l L E R I f i C H I C * ^
BRfiNCR
Eu vi a flôr boiando suavem ente fl beira azul de um crystalino lag o . Eu vi o sol num paternal afago,
Qeijar a flôr num raio puro e a rd e n te . . . Eu vi a virgem em pensam ento vago Mirar a lua no brilhar fulgente,
Eu vi o céo fulgindo alegrem ente Enviar a virgem seu sorriso m ag o ! . . . Eu vi a Branca orando fervorosa
/lo s pés de Deus tão linda e tão formosa, Toda pureza e celestial candura!
Eu vi a Branca em sua tão crente E vi o Christo fitai-a sorridente
Cheio de affecto epaternal te rn u ra ! . . .
D I A D E M A O urinhos, Fevereiro 931
/i Rosa encantada
A’ graciosa Senhorita M::riinha Mano Filho
Q uantas e quantas vezes não passam , pela mi
nha frente, m oças bonitas que me deixam pensando no que sou dentro de mim m esm o, o que vae cá pelo meu intimo e o que contem esta enorm e esphe- ra de minha hum ilde phantasia.
N ão haverá, po r acaso, dentre estas m oças b o nitas que passam por mim, uma Princeza encantada ?
Quem sabe ?!
Phantasia de poeta, dirão. E eu co n co rd o ple
nam ente com esta affirmativa. Não porque seja poeta, mas pelo que sinto bem fundo na m inha a lm a : o sentim entalism o püro dos poetas que, nas azas de innoceníes phantasias, me transporta para as regiões ethereas dos sonhos e das illusões.
E foi num a destas tardes, quando eu voava nas azas chim ericas de m inha phantasia, que alguem pas
sou por mim, fazendo-m e recordar da Rosa Encantada.
Era naquelle tem po em que havia f a d a s : um as eram boas e outras más, perversas.
Q uando Maria nasceu, vieram tres fadas dar-lhe cada um a, os seus dons.
C hegando a primeira d iss e : C oncedo-lhe o dom de ser a princeza mais form osa do m undo.
Disse a s e g u n d a : Dou-lhe o dom de casar-se com o principe mais bonito da terra.
Ia fallar a terceira q u ando um a fada má, que por alli passava, exclam ou : «Eu quero que esta crean- ça, quando tiver attingido a idade de quinze annos, m orra repentinam ente.» Nisto, vendo a boa fada ser irrevogável a sentença da perversa e não p o dendo offerecer luta á quem só m anejava as arm as da trahi- ção e da vileza, propoz-lhe resolverem am igavelm en
te a questão e accordaram , então, que, quando se fizesse m oça aquella creança, antes, porem , de com-
r
pletar quinze annos, fosse transform ada num a rosa até que, no decorrer dos tem pos, o beijo casto de um principe puro, com o é pura a rosa, fosse desen- cantal-a para viverem juntos e fe liz e s. . .
E desde então, to d o s os príncipes que nasciam naquelle tem po, foram transform ados, a pedido de suas m ães ás boas fadas, em doirados colibrís que, nos osculos perennes de flôr em flôr, pudessem en
contrar um dia a Rosa Encantada.
N unca encontraram -na, porem . . .
E é po r isso, que quando passa pela m inha fren
te um a m oça bonita, eu fico scism ando nas azas doi radas de m inha doida p h a n ta z ia : Não será, por aca
so, essa m oça tão bonita a Rosa D çsencatada ? BELEOMAB Fevereiro 1931
Ser Poeta
Para o C arlo s Amaral po r Jorá de ANDY
A h ! si esValma vibrar fazer pudesse, Como vibram as cordas de uma lyra, Na carícia de um beijo que delira,
A ’ magia de um h m r que se esmaece. . . Fosse poeta / . . . E em mim então sentira A voz do coração, como uma prece,
Dizer - me que um amor jam ais fenece, S i no ideal da Poesia elle se inspira.
Fosse poeta !. . . Ao sorrir da prim avera, Ser um Tasso, nascei' numa Sorrento, S&' um Camões, morrer numa chimera!
A h ! ser p o e ta . . . Sentir r i alma o desejo De em cada labio ter um novo alento De viver para o amor e para o beijo!
H oje com o todos os dom ingos, tem os o que ler dos poetas da terra. DIADEMA, com o sem pre, é a expressão natural, singela, mas, fulgurante na inspi
ração delicada. Na poesia O ndina, a qual publica
m os dom ingo passado, nada pudem os dizer por falta de espaço, porem não podem os desaperceber que foi um trabalho profícuo, aliáz, m erecedor de elo
gios pelo delinear da phrase e do verso. Hoje nova
m ente Diadem a renova o seu talento, recobrando lu
zes nos versos dedicados a Branca.
P o e t a s ! ... Trazei’ sem pre a m elodia da vossa m eiga lyra, os sons m aviosos do vosso cantar para áquelles que am am , que soffrem e com prehendem a vos
sa d o r . . . Amae, muito em bora n ãorsejam am ados.
Jorá de Andy, nos diz no soneto ” Ser P o eta,’1 o verdadeiro sentim ento do verso . . .
Na carícia de um beijo que delira, A’ m agia de um luar que se esm aece . *.
Beijo que delira na m agica de um luar, é verdadei
ram ente a voz do poeta, sorrindo pálido com o a pal- lidez da etherea luz.
De cada labio ter um novo alento De viver para o am or e para o beijo!
Viver para beijar um labio que se am a, é mesmo com prehender, que a yida não é rpais d.Q que um
b e ijo . . . i , t BQ
A VOZ DO PO V O 3
Edital
O I refeito M unicipal Dr.
H erm ciino de Leão, atten- dendo a situação de crise que atravessa o com m er- cio actualm ente, resolve p ro ro g ar o prazo para pa
gam ento sem multa dos im postos de Industria e Profissão e Vehiculos, até o dia 20 de Fevereiro do corrente anno. Findo este prazo que é IMPROROGA- VEL, ficam os referidos im postos accrescidos da multa de 20°/0 e sujeitos a cobrança judicial.
O urinhos, 31 Janeiro 931
Declaração
Eu, abaixo assignado, na qualidade de secretario de
m issionário do Grêmio Re
creativo de O urinhos, na gestão do anno p. p., ve
nho trazer ao conhecim en
to de quem interessar pos
sa, que me foram entregues por diversos socios dessa agrem iação, por não haver directoria em possada para a gestão de 1931 que os 16 of fiei os, por J ^ r m e d io dos quaes os socios abaixo m encionados solicitam a sua exoneração da referida sociedade.
S n r s .: Miguel C ury, Ra- phael Avallone, José de An
drade Lopes, G raciano Ro- canello, Joaquim Pedroso, Dirceu Vianna, João Cri- vellari, Pedro Migliari, O- lympio Tupiná, Vicente Net- to. O sw aldo Milani, Mario Mori, Paulo N ovaes C ar
valho, Joaquim Pedroso Fi
lho.
O urinhos 29 de Janeiro de 1931.
Olympio Tupiná
Os que viajam
Regressou de Portugal, restabelecido de sua saude, o Exmo. Snr. Julio Corrêa, residente em C am bará, a- com panhadc de sua Exm.
familia.
C om prazer felicitam ol-o
— esteve nesta cidade, o Exmo. Snr. Rev. Antonio Pacitti, pastor da Egreja Evangélica em C am pinas, o qua! aqui tambem foi, p o r muito tem po.
— para S. Paulo, viajou o Snr, Ubirajara Trench.
— de Tiete, regressou a Exma. Snra. G ertrudes de Azevedo M arques Trench, esposa do Snr. G uaraciaba Trench.
— para S. Paulo, o Sr.
Rodopiano Leonis, que foi representar o Directorio lo
cal do Partido D em ocráti
co, no C ongresso a reali- sar-se nos dias 2, 3 e 4 do corrente.
Visitaram-nos
O s Snrs. W aldem ar Hul- le, da C asa Bayer;
— Joaquim Egydio, resi
dente em Chavantes;
— Raphael Porto, resi
dente em Palmital.
flnniversariantes
Colheu mais um a flor na sua preciosa existencia, a prendada senhorinha An- nita Mori, no dia 28 de Ja
neiro p. p.
— V encerá am anhã mais um a etápa na sua util exis
tencia, o nosso bom amigo e assignante Snr. Telespho- ro Tupiná:
— no dia 4 deste trans
correrá a data natalicia do nosso am igo e acatado in
dustrial, Snr. João Mori.
N ossos parabéns.
P ln a É de Planlão
Hoje, dom ingo, estará aberta para attender o pu
blico, a PHARMACIA S. CORAÇÃO DE JESU S
Dl. Francisco IIMeiade
Assumiu a D ireção da E.
F. Sorocabana, o Exmo.
Snr. Dr. Francisco M onle- vade, o qual foi Director da C om p. Paulista de Est, de Ferro, po r longos an
n os e da qual é aposentado.
C um prim entam os esse II- lustre Engenheiro digno de todos os applausos pela, aliáz, com petência e m ere
cim ento do cargo que ora occupa.
Dr. Idindo Lsz
Tem os em m ão um car
tão de agradecim entos do Exm o. Sr. Dr. Arlindo Luz, pela noticia que dém os, so
bre a sua m erecida nom e
ação, para o alto cargo de D irector da Estr. de Ferro Central do Brasil.
! Vinho Creosotado
d o ph arm .-chim i
JOÃO DA SILVA SILVEIRA
Poderoso Tonico e Fortificante
Empregado com grande
»uc< e*eo na fraques»
g era l
RECONST1TUINTE DK l.a ORDEM
fl Voz do Povo
Pagaram as suas assigna
turas por interm edio do Snr. J. B. G uerreiro, os Srs.
Pedro Mediei, Álvaro Q uei
roz, Hotel Com m ercial, Ma, noel Lopes, Arthur Pondé, M anoel Teixeira, Telespho- ro Tupiná, José de Freitas- D om ingos Garcia Dr. Her- m elino de Leão, R odopia
no Leonis, Clem ente Alves de Souza, Eduardo Salguei
ro, João Crivellari, Herm e- negildo Zanotto. Herminio Socci, Vasco Fernandes, A- brahim D abus, Emilio Leão, José Felippe do Amaral, Álvaro Rolim, Francisco Coccapieler, Antonio Nico- m edis Peixe, Archipo Ma- tachana, para o anno de 1931 e para o anno de 1930, os S e n h o res:
Vicente Lopes, Narciso Ni- colosi Filho, Joaquim Luiz da Costa, Antonio Grillo, Miguel Cury, Hotel Espa
da, Joaquim P edroso, Dr.
H. Leão, G raciano Racca- nello, Adriano |Braz, João dos Santos, Joaquim Bor
ges, José do Amaral, Be- nedicto M onteiro, Carlos D evienne, Gabriel Ferraz, D irceu Vianna, O . J. Mo
raes, Gabriel Faria. Miguel Tacla e H enrique Migliari, em nosso escriptorio os Snrs. Francisco Estevam, Benedicto A ndrade para o anno de 1931 Joaquim Lei
te e M arcos Trench, para o anno de 1930
Pedim os por gentileza aos nossos dignos assig- nantes trazerem ao nosso escriptorio qualquer recla
m ação ou lapso que por
ventura comettamos-
Gratifica-se
Desappareceu da Esta
ção, no dia 24 deste, um cachorrinho Fox, branco com manchas pretas, sendo uma grande em forma de coração, do la
do esquerdo e outra na cabeça tomando a o re lha esquerda, é pitoco, muito arisco, e attende ao nome de Fery.
úratifica-se a quem indicar o seu paradeiro.
Informar Guaraciaba Trench
SABÃO VEADO
Aviso aos meus distinctos freguezes que acabo de ser nomeado deporitario do afamado SABÃO VEADO, fabri
cação dos adiantados industriaes Irmãos Paciornik, de Curityba, dada a excel- lencia desse produeto, espero, que a minha freguezia d’ora avante só usará o Sabão Veado na lavagem dos seus utensílios domésticos.
O Sabão Veado contem a minirna porcentagem de potassa na sua fabri
cação e por isso não offende a mão de quem o usa.
3 V T A .1 S T O B 3 L , B 3 L - A .3 S T O O
O urinhos — Estado de
S.
Paulo4 A V O Z D O P O V O
No regime da Liberdade
Inegavelm ente do regim e de oppressão, de duvi
d a s e appreensões em que viviamos, passam os ao de liberdade. Regime estabelecedor, constructor em to d o o sentido da palavra, será nelle que acharem os a solução dos com plexos problem as nacionaes.
Na arrancada civica de 3 de O utubro que ter
m inou com a epopéa de 24 do m esm o mez, rom pe
m os de vez, todos os grilhões que nos prendiam . Vimos realizados todos os nossos anhelos de d em o cracia. Ha de ser sobre os escom bros desta quéda que terem os de reerguer o Brasil novo.
Porém , para está obra em inentem ente patriótica, n ão basta o glorioso 24 de O utubro, especialm ente para nós, os que estiveram nos com bates e destruí
ram pela acção de suas forças a situação do passado.
Tínham os sonhos que precizam os transform ar em realidade, tornando-se claros e positivos na recons- tru cção da Patria. N ossos sacrifícios e penúrias de 924 e de 930 desapparecer-se-iam , se não construís
sem os obra m elhor que a destruída.
E’ para este norte p ro cu rad o , que colocam os as vistas, em successivas pesquizas, desejosos de não errar. E é para elle, que precisam os, hoje, mais que nunca o concurso de todos os bons revolucionários.
A Revolução de 924 foi a alvorada despertadora das aspirações e das energias p a tria s ; a de 930 a cruzada redem ptora do Brasil, não podia perder, o- bedecia o plano prévio de um a deliberação de tres Estados que encabeçaram o m ovim ento, am parados já por toda a N ação.
O m ovim ento bem dito que recebeu o nom e de
"A lliança L ib erar' teve dirigentes de verdadeira m en
talidade. Razão porque a náo venceu todas as to r
m entosas tem pestades, até attingir ao porto de sal
vam ento.
Q ue era a victoria da Revolução. Esta tivemos a 24 de O utubro. O que foi impossível com a for
ça do direito, tornou-se facil com o direito da força.
E para esta victoria, m uito concorreu a acção p rep a ra d o ra do espirito publico, que Antonio C arlos poz em pratica fundando a ” Alliança Liberal"
Para ella inegavelm ente muito concorreram tam bem estas figuras sym pathicas da Revolução de 930.
— Joarez Tavora, O sw aldo Aranha, Baptista Luzar- do, Lindolpho C ollor, O legari d Maciel e Getulio Var
gas, em cujos cerebros escaldantes, pelo fogo do pa
triotism o, não mais desappareceram os ideaes de re- invidicações liberaes.
C ontinuar a situação adm inistrativa, em que se encontrava o paiz, era o desfallecim ento de todas as prerogativas pessoaes, asseguradas pela Constituição;
a fallencia emfim da própria nacionalidade.
N ão era já um a classe, um a facção política que reclam avam direitos e s b u lh a d o s ; paradeiro áquelle descalabro, mas, toda a população do Brasil, oppri- mida, despojada dos seus mais sagrados interesses.
O s militares cum priram os seus deveres, indo ao encontro das vontades populares, abraçando o ideal de liberdade pleiteado pelos Estados que enca
beçaram a Revolução, poup an d o assim derram am en
to de sangue de seus irm ãos.
Mas, a victoria da Revolução estava positivam en
te determ inada, não só pelos desm andos, oppressões, e deshonestidades de situação decahida, com o porque em annos estava toda a N ação, que não é mais a a- pavorada e hum ilhante de hontem , m as, a destem ida e apta, para as conquistas reindicadoras da Revolu
ção.
Evoluir é a condição da hum anidade e não se p ode conceber evolução sem revoluçáo.
V anguardeiros dos ideaes libertários, que en car
naram todos os m ovim entos revolucionários dos últi
m os tem pos, não devem os dar p o r term inado o n o s
so trabalho.
Precisam os e m uito, de olhar carinhosam ente, para a obra que ahi está, apenas, nos seus pódro- mos; ella muito nos custou - noites de vigílias, sof- frim entos e perseguições de toda a especie ! ?
Usufruim os, por enquanto, a gloria da primeira etapa da Revolução, entrando ella no seu mais a g u do periodo de luta, que é o da adm inistração e reconstrucção do Brasil.
Vejam os leitores, que ainda devem os continuar de ronda, vigilantes, para não nos perderm os na em briaguez da victoria prim eira.
São Paulo, 8 de Janeiro de 1931.
Manoil Marcelino de Oliveira
Ao povo de Ourinhos
T endo chegado ao meu conhecim ento e m esm o tendo presenciado que indivíduos sem m oral algum a, andam se regosijando com a m inha exoneração do cargo de D elegado de Policia deste município, que occupei indicado por am igos que tiveram a genti
leza de honrar-m e com a sua confiança, depois da entrada das "F orças Revolucionárias do Rio Grande do Sul” e p or telegram m a circular do General Mi
guel C osta ao chefe da "Alliança Liberal*' desta ci
dade, meu particular am igo Emilio Leão, não me julgo hum ilhado com tal exoneração com o natural m ente pensam taes indivíduos, pois pelo c o q te rio me sinto m ais a vontade e ipso-facto. livre d ponsabilidade que acceitei, exclusivam ente oara o bem da collectividade, e se deixo esse cargo, exo
nerado com o fui naturalm ente pelas inform ações ca- lum nicsas e torpem ente falsas desses m esm os indiví
duos, que turvam ao proprio ambiente que cream e vem phantasm as em todos os lados am edrontados de sua própria som bra, não posso deixar de cha- mal-os a responsabilidade, para provarem essas mes
m as denuncias em inquérito que será respectivam en
te aberto rehularm ente pelo meu digno substituto a quem formulei a minha queixa.
N aturalm ente essa exoneração não deixou de m agoar-m e pelo lado moral, mas compensa-se o apoio gèral da população e das pessoas bem inten
cionadas e criteriosas desta cidade, que souberam applaudir a minha actuação justam ente no periodo mais delicado, q u ando os anim os estavam ainda exaltados pela queda do regim en decahido.
E qual foi a minha actu ação ? Conciliár os interesses de todos e garantir suas existências e pro
priedades, evitando que elem ento reaccionario e tre- fego, depedrasse essas propriedades, as quaes me foram confiadas.
Acalmei os anim os d os mais exaltados, sem que para tal me fosse mister em pregar o m enor acto de violência e prendendo quem quer qüe fosse, não encarando com o um matiz partidario.
Estou convicto que só meia duzia de descon
tentes indesejáveis, eternos refractarios da bôa ordem e harm onia sccial é que entoaram lôa em regosijo de m inha exoneração.
O urinhos, 27/1/31.
Assumo inteira responsabilidade da publicação do presente artigo.
Manoel Gumercindo Barbosa
(Firma reconhecida)
A. VOZ DO P O V O 5
Loteria do Estado de Sio Paulo
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14.000 Bilhetes a 36$ooo , Menos 25°|o . .
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Miaccies nos dias 6 , 13,20 í 21 de F e ir á
Í00:000$000
J O A Q U I M
D E
A Z E V E D O Agente Geral nesta C idade.Professor de Piano
finor R. Ramalho, lecciona o piano pelos mais moder
nos methodos, ac- ceita alumnos.
Informações com o Snr, Nene Rocha
ELIXIR DE N060EIRRÍ
E m pregado co m su c ce sso em to d a s * ns m o léstia s p ro v en ien tes d a syphtliS
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