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8EM ANARIO IN D E PENDENTE. Será possível!

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A VOZ DO POVO 8 E M A N A R IO IN D E P E N D E N T E

Dircctor-Gcrcntc: JOAQUIM DE AZEVEDO Collaboradorcs: DIVERSOS

fíNNO 1 ( Estado de São Paulo) Ourinhos, 1 de Fevereiro de 1931. NUMERO 43

9 VOZ 00 POVO

Pnblica-si an Domingos

1MHBOTOR - GERBNTK

Joaquim de Azevedo

PBOPRIBDÁDB :

M. Gonçalves

E X P E D IE N T E ; M ssig n o ta n a s CIDADE e FORA

1 5 * 0 0 0

Secçio littPB e Edltaes

Por linha . . $300 Repetição . . $200

Pagamento adiantado

P R R A fi O U R I N H O S

argumentas

D esde que a revolução trium phou, tenho notado entre os m eus patrícios, uma verdadeira contradição de idéas, que vem muito dar redeas a extrangeiros que aqui são hospitalisados com carinho e querem es­

tes nas occasiòes em que precisam os calm a e muita ponderação em nossos ac­

tos, approveitar a oppor- tunidade para opinar absur­

dam ente e metterem mes­

mo o bico em nossas cou- sas. O ra, justo é, que nós brasileiros, tem os o direito de argum entar os actos dos nossos governadores, isso m esm o com muito critério, para não se fazer injustiças, alvejando a torto e a direi­

to sem saber onde attingir, com ou sem razão. Tenho visto muitas vezes extran­

geiros discutir fervorosa­

m ente nossa politica, espa­

lhando boatos arruaceiros, que contam ina o regim e e é aconselhável calm a para não haver de repente al-

Será possível!

S o b .o titulo supra, ”A COM ARCA”

jornal que se edita em Salto G rande, em sua edição de 26 deste mez, publicou o seguinte :

<Fomos informados, de que certa pessoa de Ourinhos, a dias, fora ao districto de Pau d’Alho, para conseguir assignaturas num abaixo assignado, pedindo a mudança da séde da comarca, para áquellacidade Sabemps que conseguiu dezoito nomes e como protesto temos em nosso poder, um outro assignado por duzentas e tantas pessoas, do qual

em

epoca opportuna daremos publicidade.

Um município pequeno e insol- vavel, encalacrado pelas di vidas; ten­

do uma agricultura pobre, vemos nisso, satisfeitos, um desespero de causa perdida.

Nossa riqueza agrícola unida a uma Prefeitura desonerada quasi, deixam os nossos antagonistas des­

norteados e mesmosem compostura.

Estamos solidos. - Venceremos! ”

Em prim eiro logar, aquelle periódi­

co não interroga se será possivel a trans­

ferencia da séde da C om arca para O u­

rinhos ; elle, parece-nos, affirma essa possibilidade, exclam ando com adm ira­

ção — SERA* PO SSÍVEL!

Admira essa possibilidade !

Atonito porem , volta em seguida a desandar b o rdoadas em O urinhos,

Viram o que escreveu ” A C om arca”

em seu "desespero de causa p erdida” ? Não se espantem .

Tam bem quando quiz se livrar do jugo de Salto G rande e constituir-se em gum desgosto e depois dizerem que não tem os Justiça. Faliar em publico

é

um caso serio, e po r conseguinte deixem os correr as coisas, pois ” Roma não foi feito em um dia” e os nossos governos e autoridades estão agindo com vagar e critério e p o r certo não praticarão por form a algum a actos indignos e o resta­

belecim ento da Patria virá, porque a revolução tríum phára.

M unicípio, passou O urinhos pela dura prova desses ataques.

Entretanto, conseguiu a sua inde- pendencia, e, esquecendo as offensas recebidas, passou a tratar o seu irm ão mais velho com respeito e sym pathia, e voltou a cuidar do seu progresso que, felismente, tem sido intenso e ininterrupto.

Q uanto ás assignaturas dadas em Pau d ’Alho, espontaneam ente em favor de O urinhos. pocem os affirmar que não são apenas dezoito, e sim algum as de­

zenas, e com a vantagem de serem das principaes pessoas que representam a população (faquelle Districto; e se Pau d ^ l h o prefere O urinhos a Salto G rande, tem lá as suas razões que devem ser respeitadas.

E* verdade que O urinhos deve; po­

rem se deve

é

porque tem credito e se tem credito

é

porque tem com que pagar.

Para garantia desse debito, ahi estão as suas rendas annuaes, que ultrapassam ao duplo das de Salto G rande.

Possue m elhoram entos que c seu irm ão mais velho ainda não tem, e nem sabe q u ando poderá alcançal-os.

A O urinhos está reservado um g ran ­ de futuro com o centro ferroviário, in­

dustrial, comm ercial e bancario, e não receia, ANTES DESEJA, um confronto com Salto Grande; nem só no seu pro ­ gresso, com o nas suas rendas; tanto no num ero dos seus estabelecim entos com merciaes, com o industriaes; quer nas ren d as das estações das estradas de fer­

ro locaes, quer nas rendas das reparti ções publicas e quer ainda no movi­

m ento dos seus estabelecim entos b an­

cários e na frequencia escolar.

Q uanto á agricultura, apezar de p eq u en o o Município, tem entretanto em seu favor a grande vantagem de estar situado em terreno fertilissimo (sem a desvantagem de estar em terreno forei- ro), e. applicando-se neste caso a lei da relatividade, tendo em voga actual mente, verem os quem leva vantagens tam bem neste terreno.

Nasceu pequeno,

é

verdade, porem o bedecendo á lei natural, irá crescen­

do. crescendo . . . enquanto que, p e r outro lado, chegará talvez o dia em que por força da mesma lei, alguem , mais velho, irá definhando, enfraque.

cendo, exasperando-se e poderá fic a r...

"desnorteado e m esm o sem com postura.

(2)

2 A V Q g D O P O V O -a

LITTERARIA

Q f l L E R I f i C H I C * ^

BRfiNCR

Eu vi a flôr boiando suavem ente fl beira azul de um crystalino lag o . Eu vi o sol num paternal afago,

Qeijar a flôr num raio puro e a rd e n te . . . Eu vi a virgem em pensam ento vago Mirar a lua no brilhar fulgente,

Eu vi o céo fulgindo alegrem ente Enviar a virgem seu sorriso m ag o ! . . . Eu vi a Branca orando fervorosa

/lo s pés de Deus tão linda e tão formosa, Toda pureza e celestial candura!

Eu vi a Branca em sua tão crente E vi o Christo fitai-a sorridente

Cheio de affecto epaternal te rn u ra ! . . .

D I A D E M A O urinhos, Fevereiro 931

/i Rosa encantada

A’ graciosa Senhorita M::riinha Mano Filho

Q uantas e quantas vezes não passam , pela mi­

nha frente, m oças bonitas que me deixam pensando no que sou dentro de mim m esm o, o que vae cá pelo meu intimo e o que contem esta enorm e esphe- ra de minha hum ilde phantasia.

N ão haverá, po r acaso, dentre estas m oças b o ­ nitas que passam por mim, uma Princeza encantada ?

Quem sabe ?!

Phantasia de poeta, dirão. E eu co n co rd o ple­

nam ente com esta affirmativa. Não porque seja poeta, mas pelo que sinto bem fundo na m inha a lm a : o sentim entalism o püro dos poetas que, nas azas de innoceníes phantasias, me transporta para as regiões ethereas dos sonhos e das illusões.

E foi num a destas tardes, quando eu voava nas azas chim ericas de m inha phantasia, que alguem pas­

sou por mim, fazendo-m e recordar da Rosa Encantada.

Era naquelle tem po em que havia f a d a s : um as eram boas e outras más, perversas.

Q uando Maria nasceu, vieram tres fadas dar-lhe cada um a, os seus dons.

C hegando a primeira d iss e : C oncedo-lhe o dom de ser a princeza mais form osa do m undo.

Disse a s e g u n d a : Dou-lhe o dom de casar-se com o principe mais bonito da terra.

Ia fallar a terceira q u ando um a fada má, que por alli passava, exclam ou : «Eu quero que esta crean- ça, quando tiver attingido a idade de quinze annos, m orra repentinam ente.» Nisto, vendo a boa fada ser irrevogável a sentença da perversa e não p o dendo offerecer luta á quem só m anejava as arm as da trahi- ção e da vileza, propoz-lhe resolverem am igavelm en­

te a questão e accordaram , então, que, quando se fizesse m oça aquella creança, antes, porem , de com-

r

pletar quinze annos, fosse transform ada num a rosa até que, no decorrer dos tem pos, o beijo casto de um principe puro, com o é pura a rosa, fosse desen- cantal-a para viverem juntos e fe liz e s. . .

E desde então, to d o s os príncipes que nasciam naquelle tem po, foram transform ados, a pedido de suas m ães ás boas fadas, em doirados colibrís que, nos osculos perennes de flôr em flôr, pudessem en­

contrar um dia a Rosa Encantada.

N unca encontraram -na, porem . . .

E é po r isso, que quando passa pela m inha fren­

te um a m oça bonita, eu fico scism ando nas azas doi radas de m inha doida p h a n ta z ia : Não será, por aca­

so, essa m oça tão bonita a Rosa D çsencatada ? BELEOMAB Fevereiro 1931

Ser Poeta

Para o C arlo s Amaral po r Jorá de ANDY

A h ! si esValma vibrar fazer pudesse, Como vibram as cordas de uma lyra, Na carícia de um beijo que delira,

A ’ magia de um h m r que se esmaece. . . Fosse poeta / . . . E em mim então sentira A voz do coração, como uma prece,

Dizer - me que um amor jam ais fenece, S i no ideal da Poesia elle se inspira.

Fosse poeta !. . . Ao sorrir da prim avera, Ser um Tasso, nascei' numa Sorrento, S&' um Camões, morrer numa chimera!

A h ! ser p o e ta . . . Sentir r i alma o desejo De em cada labio ter um novo alento De viver para o amor e para o beijo!

H oje com o todos os dom ingos, tem os o que ler dos poetas da terra. DIADEMA, com o sem pre, é a expressão natural, singela, mas, fulgurante na inspi­

ração delicada. Na poesia O ndina, a qual publica­

m os dom ingo passado, nada pudem os dizer por falta de espaço, porem não podem os desaperceber que foi um trabalho profícuo, aliáz, m erecedor de elo­

gios pelo delinear da phrase e do verso. Hoje nova­

m ente Diadem a renova o seu talento, recobrando lu­

zes nos versos dedicados a Branca.

P o e t a s ! ... Trazei’ sem pre a m elodia da vossa m eiga lyra, os sons m aviosos do vosso cantar para áquelles que am am , que soffrem e com prehendem a vos­

sa d o r . . . Amae, muito em bora n ãorsejam am ados.

Jorá de Andy, nos diz no soneto ” Ser P o eta,’1 o verdadeiro sentim ento do verso . . .

Na carícia de um beijo que delira, A’ m agia de um luar que se esm aece . *.

Beijo que delira na m agica de um luar, é verdadei­

ram ente a voz do poeta, sorrindo pálido com o a pal- lidez da etherea luz.

De cada labio ter um novo alento De viver para o am or e para o beijo!

Viver para beijar um labio que se am a, é mesmo com prehender, que a yida não é rpais d.Q que um

b e ijo . . . i , t BQ

(3)

A VOZ DO PO V O 3

Edital

O I refeito M unicipal Dr.

H erm ciino de Leão, atten- dendo a situação de crise que atravessa o com m er- cio actualm ente, resolve p ro ro g ar o prazo para pa­

gam ento sem multa dos im postos de Industria e Profissão e Vehiculos, até o dia 20 de Fevereiro do corrente anno. Findo este prazo que é IMPROROGA- VEL, ficam os referidos im postos accrescidos da multa de 20°/0 e sujeitos a cobrança judicial.

O urinhos, 31 Janeiro 931

Declaração

Eu, abaixo assignado, na qualidade de secretario de­

m issionário do Grêmio Re­

creativo de O urinhos, na gestão do anno p. p., ve­

nho trazer ao conhecim en­

to de quem interessar pos­

sa, que me foram entregues por diversos socios dessa agrem iação, por não haver directoria em possada para a gestão de 1931 que os 16 of fiei os, por J ^ r m e d io dos quaes os socios abaixo m encionados solicitam a sua exoneração da referida sociedade.

S n r s .: Miguel C ury, Ra- phael Avallone, José de An­

drade Lopes, G raciano Ro- canello, Joaquim Pedroso, Dirceu Vianna, João Cri- vellari, Pedro Migliari, O- lympio Tupiná, Vicente Net- to. O sw aldo Milani, Mario Mori, Paulo N ovaes C ar­

valho, Joaquim Pedroso Fi­

lho.

O urinhos 29 de Janeiro de 1931.

Olympio Tupiná

Os que viajam

Regressou de Portugal, restabelecido de sua saude, o Exmo. Snr. Julio Corrêa, residente em C am bará, a- com panhadc de sua Exm.

familia.

C om prazer felicitam ol-o

— esteve nesta cidade, o Exmo. Snr. Rev. Antonio Pacitti, pastor da Egreja Evangélica em C am pinas, o qua! aqui tambem foi, p o r muito tem po.

— para S. Paulo, viajou o Snr, Ubirajara Trench.

— de Tiete, regressou a Exma. Snra. G ertrudes de Azevedo M arques Trench, esposa do Snr. G uaraciaba Trench.

— para S. Paulo, o Sr.

Rodopiano Leonis, que foi representar o Directorio lo­

cal do Partido D em ocráti­

co, no C ongresso a reali- sar-se nos dias 2, 3 e 4 do corrente.

Visitaram-nos

O s Snrs. W aldem ar Hul- le, da C asa Bayer;

— Joaquim Egydio, resi­

dente em Chavantes;

— Raphael Porto, resi­

dente em Palmital.

flnniversariantes

Colheu mais um a flor na sua preciosa existencia, a prendada senhorinha An- nita Mori, no dia 28 de Ja­

neiro p. p.

— V encerá am anhã mais um a etápa na sua util exis­

tencia, o nosso bom amigo e assignante Snr. Telespho- ro Tupiná:

— no dia 4 deste trans­

correrá a data natalicia do nosso am igo e acatado in­

dustrial, Snr. João Mori.

N ossos parabéns.

P ln a É de Planlão

Hoje, dom ingo, estará aberta para attender o pu­

blico, a PHARMACIA S. CORAÇÃO DE JESU S

Dl. Francisco IIMeiade

Assumiu a D ireção da E.

F. Sorocabana, o Exmo.

Snr. Dr. Francisco M onle- vade, o qual foi Director da C om p. Paulista de Est, de Ferro, po r longos an­

n os e da qual é aposentado.

C um prim entam os esse II- lustre Engenheiro digno de todos os applausos pela, aliáz, com petência e m ere­

cim ento do cargo que ora occupa.

Dr. Idindo Lsz

Tem os em m ão um car­

tão de agradecim entos do Exm o. Sr. Dr. Arlindo Luz, pela noticia que dém os, so­

bre a sua m erecida nom e­

ação, para o alto cargo de D irector da Estr. de Ferro Central do Brasil.

! Vinho Creosotado

d o ph arm .-chim i

JOÃO DA SILVA SILVEIRA

Poderoso Tonico e Fortificante

Empregado com grande

»uc< e*eo na fraques»

g era l

RECONST1TUINTE DK l.a ORDEM

fl Voz do Povo

Pagaram as suas assigna­

turas por interm edio do Snr. J. B. G uerreiro, os Srs.

Pedro Mediei, Álvaro Q uei­

roz, Hotel Com m ercial, Ma, noel Lopes, Arthur Pondé, M anoel Teixeira, Telespho- ro Tupiná, José de Freitas- D om ingos Garcia Dr. Her- m elino de Leão, R odopia­

no Leonis, Clem ente Alves de Souza, Eduardo Salguei­

ro, João Crivellari, Herm e- negildo Zanotto. Herminio Socci, Vasco Fernandes, A- brahim D abus, Emilio Leão, José Felippe do Amaral, Álvaro Rolim, Francisco Coccapieler, Antonio Nico- m edis Peixe, Archipo Ma- tachana, para o anno de 1931 e para o anno de 1930, os S e n h o res:

Vicente Lopes, Narciso Ni- colosi Filho, Joaquim Luiz da Costa, Antonio Grillo, Miguel Cury, Hotel Espa­

da, Joaquim P edroso, Dr.

H. Leão, G raciano Racca- nello, Adriano |Braz, João dos Santos, Joaquim Bor­

ges, José do Amaral, Be- nedicto M onteiro, Carlos D evienne, Gabriel Ferraz, D irceu Vianna, O . J. Mo­

raes, Gabriel Faria. Miguel Tacla e H enrique Migliari, em nosso escriptorio os Snrs. Francisco Estevam, Benedicto A ndrade para o anno de 1931 Joaquim Lei­

te e M arcos Trench, para o anno de 1930

Pedim os por gentileza aos nossos dignos assig- nantes trazerem ao nosso escriptorio qualquer recla­

m ação ou lapso que por­

ventura comettamos-

Gratifica-se

Desappareceu da Esta­

ção, no dia 24 deste, um cachorrinho Fox, branco com manchas pretas, sendo uma grande em forma de coração, do la­

do esquerdo e outra na cabeça tomando a o re ­ lha esquerda, é pitoco, muito arisco, e attende ao nome de Fery.

úratifica-se a quem indicar o seu paradeiro.

Informar Guaraciaba Trench

SABÃO VEADO

Aviso aos meus distinctos freguezes que acabo de ser nomeado deporitario do afamado SABÃO VEADO, fabri­

cação dos adiantados industriaes Irmãos Paciornik, de Curityba, dada a excel- lencia desse produeto, espero, que a minha freguezia d’ora avante só usará o Sabão Veado na lavagem dos seus utensílios domésticos.

O Sabão Veado contem a minirna porcentagem de potassa na sua fabri­

cação e por isso não offende a mão de quem o usa.

3 V T A .1 S T O B 3 L , B 3 L - A .3 S T O O

O urinhos — Estado de

S.

Paulo

(4)

4 A V O Z D O P O V O

No regime da Liberdade

Inegavelm ente do regim e de oppressão, de duvi­

d a s e appreensões em que viviamos, passam os ao de liberdade. Regime estabelecedor, constructor em to ­ d o o sentido da palavra, será nelle que acharem os a solução dos com plexos problem as nacionaes.

Na arrancada civica de 3 de O utubro que ter­

m inou com a epopéa de 24 do m esm o mez, rom pe­

m os de vez, todos os grilhões que nos prendiam . Vimos realizados todos os nossos anhelos de d em o ­ cracia. Ha de ser sobre os escom bros desta quéda que terem os de reerguer o Brasil novo.

Porém , para está obra em inentem ente patriótica, n ão basta o glorioso 24 de O utubro, especialm ente para nós, os que estiveram nos com bates e destruí­

ram pela acção de suas forças a situação do passado.

Tínham os sonhos que precizam os transform ar em realidade, tornando-se claros e positivos na recons- tru cção da Patria. N ossos sacrifícios e penúrias de 924 e de 930 desapparecer-se-iam , se não construís­

sem os obra m elhor que a destruída.

E’ para este norte p ro cu rad o , que colocam os as vistas, em successivas pesquizas, desejosos de não errar. E é para elle, que precisam os, hoje, mais que nunca o concurso de todos os bons revolucionários.

A Revolução de 924 foi a alvorada despertadora das aspirações e das energias p a tria s ; a de 930 a cruzada redem ptora do Brasil, não podia perder, o- bedecia o plano prévio de um a deliberação de tres Estados que encabeçaram o m ovim ento, am parados já por toda a N ação.

O m ovim ento bem dito que recebeu o nom e de

"A lliança L ib erar' teve dirigentes de verdadeira m en­

talidade. Razão porque a náo venceu todas as to r­

m entosas tem pestades, até attingir ao porto de sal­

vam ento.

Q ue era a victoria da Revolução. Esta tivemos a 24 de O utubro. O que foi impossível com a for­

ça do direito, tornou-se facil com o direito da força.

E para esta victoria, m uito concorreu a acção p rep a ra d o ra do espirito publico, que Antonio C arlos poz em pratica fundando a ” Alliança Liberal"

Para ella inegavelm ente muito concorreram tam ­ bem estas figuras sym pathicas da Revolução de 930.

— Joarez Tavora, O sw aldo Aranha, Baptista Luzar- do, Lindolpho C ollor, O legari d Maciel e Getulio Var­

gas, em cujos cerebros escaldantes, pelo fogo do pa­

triotism o, não mais desappareceram os ideaes de re- invidicações liberaes.

C ontinuar a situação adm inistrativa, em que se encontrava o paiz, era o desfallecim ento de todas as prerogativas pessoaes, asseguradas pela Constituição;

a fallencia emfim da própria nacionalidade.

N ão era já um a classe, um a facção política que reclam avam direitos e s b u lh a d o s ; paradeiro áquelle descalabro, mas, toda a população do Brasil, oppri- mida, despojada dos seus mais sagrados interesses.

O s militares cum priram os seus deveres, indo ao encontro das vontades populares, abraçando o ideal de liberdade pleiteado pelos Estados que enca­

beçaram a Revolução, poup an d o assim derram am en­

to de sangue de seus irm ãos.

Mas, a victoria da Revolução estava positivam en­

te determ inada, não só pelos desm andos, oppressões, e deshonestidades de situação decahida, com o porque em annos estava toda a N ação, que não é mais a a- pavorada e hum ilhante de hontem , m as, a destem ida e apta, para as conquistas reindicadoras da Revolu­

ção.

Evoluir é a condição da hum anidade e não se p ode conceber evolução sem revoluçáo.

V anguardeiros dos ideaes libertários, que en car­

naram todos os m ovim entos revolucionários dos últi­

m os tem pos, não devem os dar p o r term inado o n o s­

so trabalho.

Precisam os e m uito, de olhar carinhosam ente, para a obra que ahi está, apenas, nos seus pódro- mos; ella muito nos custou - noites de vigílias, sof- frim entos e perseguições de toda a especie ! ?

Usufruim os, por enquanto, a gloria da primeira etapa da Revolução, entrando ella no seu mais a g u ­ do periodo de luta, que é o da adm inistração e reconstrucção do Brasil.

Vejam os leitores, que ainda devem os continuar de ronda, vigilantes, para não nos perderm os na em briaguez da victoria prim eira.

São Paulo, 8 de Janeiro de 1931.

Manoil Marcelino de Oliveira

Ao povo de Ourinhos

T endo chegado ao meu conhecim ento e m esm o tendo presenciado que indivíduos sem m oral algum a, andam se regosijando com a m inha exoneração do cargo de D elegado de Policia deste município, que occupei indicado por am igos que tiveram a genti­

leza de honrar-m e com a sua confiança, depois da entrada das "F orças Revolucionárias do Rio Grande do Sul” e p or telegram m a circular do General Mi­

guel C osta ao chefe da "Alliança Liberal*' desta ci­

dade, meu particular am igo Emilio Leão, não me julgo hum ilhado com tal exoneração com o natural m ente pensam taes indivíduos, pois pelo c o q te rio me sinto m ais a vontade e ipso-facto. livre d ponsabilidade que acceitei, exclusivam ente oara o bem da collectividade, e se deixo esse cargo, exo­

nerado com o fui naturalm ente pelas inform ações ca- lum nicsas e torpem ente falsas desses m esm os indiví­

duos, que turvam ao proprio ambiente que cream e vem phantasm as em todos os lados am edrontados de sua própria som bra, não posso deixar de cha- mal-os a responsabilidade, para provarem essas mes­

m as denuncias em inquérito que será respectivam en­

te aberto rehularm ente pelo meu digno substituto a quem formulei a minha queixa.

N aturalm ente essa exoneração não deixou de m agoar-m e pelo lado moral, mas compensa-se o apoio gèral da população e das pessoas bem inten­

cionadas e criteriosas desta cidade, que souberam applaudir a minha actuação justam ente no periodo mais delicado, q u ando os anim os estavam ainda exaltados pela queda do regim en decahido.

E qual foi a minha actu ação ? Conciliár os interesses de todos e garantir suas existências e pro­

priedades, evitando que elem ento reaccionario e tre- fego, depedrasse essas propriedades, as quaes me foram confiadas.

Acalmei os anim os d os mais exaltados, sem que para tal me fosse mister em pregar o m enor acto de violência e prendendo quem quer qüe fosse, não encarando com o um matiz partidario.

Estou convicto que só meia duzia de descon­

tentes indesejáveis, eternos refractarios da bôa ordem e harm onia sccial é que entoaram lôa em regosijo de m inha exoneração.

O urinhos, 27/1/31.

Assumo inteira responsabilidade da publicação do presente artigo.

Manoel Gumercindo Barbosa

(Firma reconhecida)

(5)

A. VOZ DO P O V O 5

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c f in a h n tn le e m io d a s a s a fle c ç õ e s c u ja o ri­

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“ A V A R I A "

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