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POLIAMOR: RECONHECIMENTO JURÍDICO

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Academic year: 2022

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P OLIAMOR: R ECONHECIMENTO J URÍDICO DE N OVO M ODELO DE E NTIDADE F AMILIAR

MIRELY CARTAXO DE SOUZA TAVARES1 SARA LIMA DE ALMEIDA2 MARIA ARLENE MARIANO3 Resumo: Com a evolução das relações humanas, há diversas formas de se conceituar um grupo de pessoas convivendo pacificamente, com vínculos fortíssimos de afinidade, afetividade, solidariedade, fidelidade, como sendo entidade familiar. Nesse sentido, buscaremos dar visibilidade à essa nova estruturação familiar, a saber, o poliamor, que tem conquistado cada vez mais adeptos, e é portanto, uma realidade social, reconhecida inclusive pela jurisprudência e boa parte da doutrina.

Palavras Chaves: Família. Direito de Família. Poliamor.

INTRODUÇÃO

O conceito de entidade família sofre modificação ao longo dos anos. Deste modo, o Direito de Família tem passado por transformações significativas no contexto social, visando acompanhar tais mudanças.

O ordenamento jurídico brasileiro, por sua vez, sofre constantes alterações, visando abarcar a tutela dos novos arranjos familiares, já que, não podem tais situações permanecerem alheias aos olhos dos aplicadores do Direito.

A Constituição Federal de 1988 foi sem dúvida muito importante para o reconhecimento de direitos fundamentais, apresentando regramentos gerais,rompendo as barreiras do preconceito, de concepções obsoletas para resguardar os direitos daqueles que por muito tempo viram-se desprotegidos.

Tais novidades culminaram na abrrogação do CódigoCível de 1916, sendo assim promulgado o CódigoCivil de 2002, que segundo Mangabeira (2017, p. 9)“coadunou com a ideia de família constituída pelo afeto, como posto pela Lei Maior”.

Com essa nova visão, o conceito de família tornou-se muito mais aberto, os arranjos foram tomando novas formas, que passaram a gozar de legitimidade jurídica. Contudo, ainda

1Bacharel em Direito pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Cajazeiras.

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assim, o CódigoCivil de 2002 não conseguiu abarcar todas as formas de composição de entidade familiar existentes, como o caso do poliamor.

O poliamor, união mútua e consentida de três ou mais pessoas em uma mesma relação, vem ganhando cada vez mais espaço e adeptos, demonstrando-se, portanto, a necessidade de reconhecimento deste instituto como entidade familiar perante o sistema jurídico brasileiro, afim de que se resguarde o direito daqueles que, por opção, adotaram estas uniões civis multissubjetivas para sua vida.

Portanto, o presente trabalho tem por objetivo analisar a possibilidade do reconhecimento do instituto do poliamorismo, como um novo modelo de entidade familiar, e a necessidade de legislação para regulamentação deste novo instituto.

METODOLOGIA

Para a construção do presente trabalho, foram utilizadas fontes bibliográficas e documentais, bem como artigos científicos, jurisprudência e notícias pertinentes ao tema.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A família tem importante proteção constitucional, de modo que a própria Constituição Federativa do Brasil de 1988, em seu art. 226, afirma no caput, que é a família é base da sociedade.

A família é assim considerada não apenas em âmbito nacional, mas também internacionalmente, conforme a própria Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 esclarece na oportunidade do inciso XVI, ponto 3, que “a família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado”.

No ordenamento jurídico brasileiro, a promulgação da Constituição Federal de 1988, marcou definitivamente uma nova ordem constitucional, refletindo em significativas mudanças em todo ordenamento nacional, principalmente em se tratando do Direito de Família.

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No mesmo sentido, OliveiraapudBôas e Sousa (2011, p.194) “explica que a Constituição Federal imprimiu maior interesse à pessoa, valorizando as relações de afetividade, além do aspecto patrimonial, enquanto que o Código Civil vigente estabeleceu normas de conteúdo estritamente patrimonial”.

Aboliu-se então conceitos preconceituosos e conservadores, estabelecendo a isonomia entre homem e mulher, a paridade entre filhos, a proteção à união estável e a família monoparental, constituída de qualquer dos pais e seus descendentes, dentre tantos outros direitos.

Posteriormente, o Código Civil de 2002, trouxe inovações significativas ao Direito de Família. Veio com o intuito de se regulamentar as inovações trazidas pela Carta Maior, reconhecendo o princípio da afetividade como indispensável em se tratando de reconhecimento de uma unidade familiar.

Assim, de acordo com Tavares (2015, p.8) “o conceito de família hoje não mais comporta as concepções conservadoras de antes, e o direito vem buscando se manter atuante no que se refere à novas questões”.

Contudo, de acordo com Mangabeira (2017, p.21), o Código Civil de 2002, apesar dos grandes avanços que trouxe ao Direito de Família, “não veio a preencher os espaços deixados por aquela, deixando a desejar em pontos que mereciam regulamentação jurídica”.

Como por exemplopodemos citar o instituto do poliamorismo.

Utilizando-se do conceito trazido pela psicologia, Jacqueline Meireles (2011, p. 1), afirma quepoliamoré a possibilidade de "amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, essa é a proposta poliamoristas, relação que se baseia na total liberdade afetiva, sexual e social".

O poliamorismo ganha cada vez mais espaço na sociedade atual, despertando então o interesse jurídico sobre o assunto, neste sentido:

O poliamorismo ou poliamor, teoria psicológica que começa a descortinar-se para o Direito, admite a possibilidade de coexistirem duas ou mais relações afetivas paralelas, em que os seus partícipes conhecem-se e aceitam-se uns aos outros, em uma relação múltipla e aberta (GANGLIANO E PAMPLONA FILHO, 2012, p.

404/405).

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O poliamorismo então pode ser observado quando da convivência mutuamente consentida entre três ou mais pessoas, não devendo ser confundido com outros institutos, como por exemplo o concubinato, já que nesta as partes envolvidas na relação não se aceitam.

O instituído do poliamorainda não aceito por toda a sociedade, senão vejamosMangabeira (2017, p. 36):

A poliafetividade muitas vezes é tida como uma afronta aos bons costumes, uma vez que é oposta a ideia de monogomia, onde apenas duas pessoas se relacionam, constituindo família, modelo este posto na sociedade. Contudo, embora a maior parte dos relacionamentos afetivos se moldem nessa forma de relação, é sabido que não é única, visto existir relações onde mais de duas pessoas se envolvem, seja no caso de uniões paralelas ou poliafetivas, que já foram diferenciadas anteriormente nesta obra.

No atual cenário jurídico brasileiro, o que percebemos é que os tribunais tendem cada vez mais pelo reconhecimentolegal da existênciadas famílias poliafetivas, tendo como principal fundamento os princípios da dignidade da pessoa humana e da afetividade.

É nesse sentido,o voto da Ministra relatora Nancy Andrighi no Recurso Especial nº 1157273/RN:

DIREITO CIVIL. FAMÍLIA. PARALELISMO DE UNIÕES AFETIVAS.

RECURSO ESPECIAL. AÇÕES DE RECONHECIMENTO DE UNIÕES ESTÁVEIS CONCOMITANTES. CASAMENTO VÁLIDO DISSOLVIDO.

PECULIARIDADES[sic].[...] As uniões afetivas plúrimas, múltiplas, simultâneas e paralelas têm ornado o cenário fático dos processos de família, com os mais inusitados arranjos, entre eles, aqueles em que um sujeito direciona seu afeto para um, dois, ou mais outros sujeitos, formando núcleos distintos e concomitantes, muitas vezes colidentes em seus interesses. Ao analisar as lides que apresentam paralelismo afetivo, deve o juiz, atento às peculiaridades multifacetadas apresentadas em cada caso, decidir com base na dignidade da pessoa humana, na solidariedade, na afetividade, na busca da felicidade, na liberdade, na igualdade, bem assim, com redobrada atenção ao primado da monogamia, com os pés fincados no princípio da eticidade. (STJ - REsp: 1157273 RN 2009/0189223-0, Relator: Ministra NANCY ANDRIGHI, Data de Julgamento: 18/05/2010, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 07/06/2010) Grifo.

Deste modo, conforme julgado citado acima, osjuízes ao se depararem com situações que tornemevidentes esses novos tipos de convivência afetiva, deve sempre decidir com observância os princípiosna dignidade da pessoa humana, da solidariedade, da afetividade, da liberdade e da igualdade.

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Contudo, segundo Mangabeira (2017, p. 44), o que se observa é uma preocupação dos tribunais na proteção da entidade familiar, ainda inclinado-se pela prevalência da monogamia, tratando as uniões estáveis simultâneas apenas como casos excepcionais.

Faz mister, a exposição de parte do voto do Ministro Ayres Brito, apontado por Tannuri (2010), o qual versa sobre as diversas formas de manifestações do amor,explicitando que para o reconhecimento destas como entidades familiar, basta a comprovação de umarelação duradoura.

Cumpre aqui transcrever trechos do voto-vista proferido pelo Ministro Carlos Aires Britto no julgamento do Recurso Extraordinário n. 397.762: “Sabido que, nos insondáveis domínios do amor, ou a gente se entrega a ele de vista fechada ou já não tem olhos abertos para mais nada? Pouco importando se os protagonistas desse incomparável projeto de felicidade-a-dois sejam ou não, concretamente, desimpedidos para o casamento civil? Tenham ou não uma vida sentimental paralela, inclusive sob a roupagem de um casamento de papel passado? ... ainda que não haja tal desimpedimento, nem por isso o par de amantes deixa de constituir essa por si mesma valiosa comunidade familiar? ...Minha resposta é afirmativa para todas as perguntas... porque a união estável se define por exclusão do casamento civil e da formação da família monoparental. É o que sobra dessas duas formatações, de modo a constituir uma terceira via: o tertium genus do companheirismo, abarcante assim dos casais desimpedidos para o casamento civil, ou, reversamente, ainda sem condições jurídicas para tanto... Sem essa palavra azeda, feia discriminadora,preconceituosa, do concubinato.”.

Prossegue o Ministro: “à luz do Direito Constitucional brasileiro o que importa é a formação em si de um novo e duradouro núcleo doméstico. A concreta disposição do casal para construir um lar com um subjetivo ânimo de permanência que o tempo objetivamente confirma. Isto é família, pouco importando se um dos parceiros mantém uma concomitante relação sentimental a dois” (TANNURI, 2010, p. 05).

De acordo com o entendimento adotado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, não pode, diante da análise fática, permanecer o Judiciário inerte sobre estas questões, simplesmente as ignorando, senão, vejamos:

EMBARGOS INFRINGENTES. UNIÃO ESTÁVEL. RELAÇÕES SIMULTÂNEAS. De regra, não é viável o reconhecimento de duas entidades familiares simultâneas, dado que em sistema jurídico é regido pelo princípio da monogamia. No entanto, em Direito de Família não se deve permanecer no apego rígido à dogmática, o que tornaria o julgador cego à riqueza com que a vida real se apresenta. No caso, está escancarado que o "de cujus" tinha a notável capacidade de conviver simultaneamente com duas mulheres, com elas estabelecendo relacionamento com todas as características de entidades familiares. Por isso, fazendo ceder a dogmática à realidade, impera reconhecer

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Infringentes Nº 70013876867, Quarto Grupo de Câmaras Cíveis, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Luiz Ari Azambuja Ramos, Redator: Luiz Felipe Brasil Santos, Julgado em 10/03/2006).

O que facilmente se observa é que, os tribunais brasileiros, ainda fazem certa confusão entre os institutos do poliamorismo e o do concubinato.Contudo, tais institutos são diversos, já que o poliamorismo é marcado pela aceitação das partes envolvidas na relação, o que não ocorre com o instituto do concubinato.

Neste sentido, cita-se Mangabeira (2017, p. 51):

Vale ressaltar, todavia, que esse tipo de relação é válido, na medida em que os envolvidos a aceitam e, mais do que isso, optam por viver esse estilo de relacionamento, o que é legítimo, uma vez que estão apenas exercendo sua autonomia e, ainda, buscando sua realização pessoal no âmbito familiar, como é objetivado pela Carta Magna.

O poliamor, portanto, apesar de pouco recorrente, é uma realidade social inegável, não podendo tal instituto ficar as margens da lei, por mero preconceito de uma sociedade marcada por conceitos morais já ultrapassados.

Levando em conta o Estado Democrático de Direito que vive-se, no qual os direitos e garantias fundamentais mantêm um papel não somente formal, de positivação, mas de isonomia material, de dar efetividade ao que está erigido na Constituição Federal de 1988, urge refletir sobre se não seria um retrocesso à sociedade negar validade e efeitos jurídicos às novas formas de família que ao passar dos anos vão surgindo, se modificando.

Portanto, o poliamorismo existe como realidade fática, então não pode o Direito abster-se de regulá-lo, já que este foi criado para isso, como forma de controle social.

CONCLUSÕES

O poliamor, é pois, uma realidade social no Direito de Família, ou mesmo, no Direito das Famílias, como sugere acertadamente Gagliano e Pamplona Filho (2014), independentemente de reconhecimento jurídico pátrio, regulamentando e reconhecendo a matéria como existente para o Direito.

A promulgação da Constituição Federal de 1988 foi sem sombra de duvidas o grande marco para a quebra de preconceitos sociais,onde a multiplicidade e complexidade das entidades familiares foram reconhecidas em suas variadas possibilidades, dando assim maior

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visibilidade ao princípio da afetividade, como norteador e indispensável ao reconhecimento da unidade familiar.

Contudo, ainda parte da doutrina conservadora ver o poliamor uma violação à moral, aos bons costumes e à fidelidade que exige o casamento, o que não é verídico, vez que a base de tal instituto é o consenso entre os envolvidos no relacionamento.

Ressalte-se, que não há no ordenamento jurídico nenhuma forma de vedação de multiplicidade de parceiros na formação de uma unidade familiar, o que há de fato é a vedação à contração de mais de um casamento ao mesmo tempo.

Assim, de acordo com o posicionamento de Mangabeira (2017, p. 55) o reconhecimento do poliamorismo por parte dos tribunais, consiste em um grande avanço, para que em um futuro não muito distante tal instituto venha a ser efetivamente reconhecido como modelo de entidade familiar.

O que se pretende demonstrar, é que não vivenciamos uma crise moral no seio familiar, mas um momento de enfrentamento corajoso das pessoas de reconhecerem sua própria condição, trata-se, pois, de uma expansão da entidade familiar, capaz de produzir todos os efeitos que uma família tradicional possa criar.

REFERÊNCIAS

BÔAS, Regina Vera Villas; SOUSA, Ana Maria Viola de. Organização da Família contemporânea:

complexidade e indefinição dos vínculos jurídicos. In: Nelson Nery Junior e Helena Maria de Andrade (ORG). Revista de Direito Privado RDPriv. São Paulo: ed. Revista dos Tribunais, 2011.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 de janeiro de 2002. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em 11/03/2017 . ______. Código Civil de 1916 (revogado). Disponível em:

<https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/103251/codigo-civil-de-1916-lei3071-16#art-240>.

Acesso: 05/05/2017 .

______. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 de janeiro de 2002. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm>.

Acesso em 12/06/2018 .

_____. Superior Tribunal de Justiça. STJ - RECURSO ESPECIAL :REsp 1157273 RN 2009/0189223-0.

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<http://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/14339099/recurso-especial-resp-1157273-rn-2009-0189223- 0/relatorio-e-voto-14339101>. Acesso em 10/06/2018.

______. Tribunal de Justiça do RS, Quarto Grupo de Câmaras Cíveis. Embargos Infringentes nº 70013876867. Relator: Luiz Ari Azambuja Ramos, Redator: Luiz Felipe Brasil Santos, Julgado em

10/03/2006. Disponível em: <https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/7935371/embargos-infringentes- ei-70013876867-rs> . Data de acesso: 14/06/2018.

CONVENÇÃO AMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (PACTO DE SAN JOSÉ DA COSTA RICA). 1969. Disponível em:

<http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/instrumentos/sanjose.htm>. Acesso em 10/06/2018.

DIAS, Maria Berenice. Manual de Direito das Famílias. São Paulo, Ed. Revista dos Tribunais, 9. Ed., 2015.

GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo curso de Direito Civil. São Paulo, Ed.

Saraiva, 2. ed., 2012.

MANGABEIRA,Maria Izabel Torres. Considerações Acerca Da Possibilidade De Reconhecimento Jurídico Das Uniões Poliafetivas No Brasil. 2017. 62 f. TCC (Graduação) - Curso de Direito, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras, Cajazeiras, 2017.

MEIRELES, Jacqueline. Poliamor. Psicologia em Análise. Disponível em:

<http://www.psicologiaemanalise.com.br/2011/11/poliamor.html>. Acesso em 10/06/2018.

TANNURI, Claudia Aoun. As famílias paralelas e a teoria do poliamor.Disponível em:

<http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Repositorio/41/Documentos/ARTIGO%20POLIAMOR.pdf>.

Acesso em 12/06/2018.

TAVARES, Mirely Cartaxo de Souza. Considerações acerca do poliamor como nova estruturação da entidade familiar: realidade social x ausência normativa. 2015. 51 f. TCC (Graduação) - Curso de Direito, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras, Cajazeiras, 2015.

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