^úâám^m,^tím. tesoureiro; Aurélio Silva, secretário. lhorando no decorrer do dia. Temperatura Estável. Ventos Do S ao E, moderados.

Texto

(1)

i

O Matutino de Maior Tiragem da Capital da República

O TEMPO — Previsões até 2 horas de amanhã, no Dis- trito Federal: Tempo — Instável sujeito a chuvas, me lhorando no decorrer do dia. Temperatura — Estável.

Ventos — Do S ao E, moderados.

TEMPERATURAS MÁXIMAS E MÍNIMAS DE ONTEM:

S. Cruz. 25,0-18,3; J. Botânico, 25,0-18,0; Taquara, 25,8- 17.5; Ipanema, 26,4-20,0; méier, 27,3-19,1; Pão de Acú- car, 23,2-16,8; Penha, 26,3-18,0; Bangu, 25,8-18,8 e

Praça Quinze, 26,2-19,6.

^úâám^m,^tím

Constituição, 11 — Tel.: 42-2910 (Rede interna)

"Uinmmwmtr^ <

Rio de Janeiro, Terça-feira, 16 de Dezembro de 1952

Fundado cm 1930 - Ano XXHF . N. 9.244

Propriedade da S. A. DIÁRIO DE NOTICIA»

O. R. Dantas, presidente; M. Gomes Moreir».

tesoureiro; Aurélio Silva, secretário.

ASSINATURAS:

Ano, Cr$ 160,00; Semestre, «CrS 80,00; Trim., CrS .40.1»

EXTERIOR — Cl* 200,00

Kep. 8. Pmlo: W. FariMllo - 8. Bento, 220, 3', T. 32-1M2 ED. DE HOJE: 3 SEÇÕES, U PAGS. — CrS 1.00

Iminente perigo de

Talvez o governo de Teheran caia nas mãos dos vermelhos, se nao fôr rapidamente resolvida a grave

situação existente no país

Dean Acheson fala francamente ao sr. An- thony Éden, advertindo-o da possibilidade de enorme crise por causa do problema petrolífero

r""' " - ""-¦

assalto comunista no Iran

FATOS E HAO PftLAVRAS E 0 QUE DESEJA EISENHOWER

Aprovou o famoso tanque britânico "Centurion"

tário dc Estado, sr. Dean Ache- son, advertiu o ministro das Relações exteriores britânico, sr.

Anthony Éden, de que há Iminente perigo de que o Irá caia em m5os do comunismo, se nfto fôr rápida- mente resolvida a grave situação existente no pais.

Fontes muito autorizadas disse- ram que Acheson expôs vigorosa- mente o problema iraniano a Éden, durante uma entrevista que durou 55 minutos, em um Intervalo da reunião do Conselho da Organiza- ção do Tratado do Atlântico Norte.

Aquelas fontes declararam que Acheson disse francamente a Éden que os Estados Unidos estão con- siderando um aspecto puramente unilateral do problema,. realizan- do nova gestão com o governo pre- sidido pelo primeiro ministro Mo- hammed Mossadegh, para resolver o litígio petrolífero, antes que a situação se agrave.

Acrescentaram que Acheson está convencido de que a situação Ira- niana é tão grave que deve pro- curar Imediatamente uma solução para a mesma, apesar de que, a 20 de janeiro próximo, deixará de ser secretário de Estado dos Es- tados Unidos.

O governo de Washington enten- de, em contraste com o critério britânico, que o governo Mos- sadegh não se debilitou perigosa- mente, graças às boas colheitas dêste ano no Irã, e que o Partido Tubes, Movimento Filo-Comunista, vem adquirindo forças notàvelmen- te, nos últimos meses, ao ponto de que facilmente poderá conquistar o poder, se Mossadegh não encon- trar um meio decoroso dc resol- ver o litigio petrolífero.

Sabe-se que Acheson salientou, em sua conversação com Éden, que, se tal ocorrer, veriflear-se-d uma crise de enormes proporções para o ocidente, em toda a região oriente central.

Acheson disse a Éden que não se deve omitir esforço algum por resolver o problema iraniano, por- que, enquanto os Estados Unidos e seus aliados estão procurando vincular o oriente central ã Orga- nização do Tratado do Atlântico Norte, é óbvio que o Kremlin está tomando maior interesse na re- gião.

Éden e Acheson voltarão a re- unir-se, amanhã, durante o almô- ço, para prosseguir na discussão da situação do Irã, assim como dos problemas relacionados com o projetado exército europeu e o Território Livre de Trieste.

Éden, que geralmente é pessoa aíável e cortês, mostrou-se bastan- te preocupado e Irritado, ao en- contrar-se, esta tarde, com os jor- nalistas, à porta da residência do

embaixador dos Estados Unidos em França, James Dunne, ao ter- minar a conferência com Acheson.

— "Mantivemos conversação in- teressante". disse, asperamente, Éden, enquanto prosseguia caml- nhando.

Um porta-voz oficial norte-ame- ricano acrescentou quo se havia tratado da situação no oriente cen- trai e, especialmente, no Irã, po- rém que não se havia submetido nenhum plano especifico a Éden.

Demonstrou na Coréia superioridade sôbre os tanques russos, razão por que a NATO o considerou necessário

Integrará, juntamente com sessenta e um petrechos bélicos, o grupo de armamento das forças ocidentais na Europa

P

Carros de assalto britânicos para os

Estados Unidos

Uma encomenda dês- ses veículos no valor de noventa milhões

de dólares

\AR1S, 15 (De Kenneth Miller. da U. P) - O Conselho da Orga- nização do Atlântico Norte aprovou, como armamento elas fôr- ças ocidentais da Europa, o famoso tanque britânico "Centu- rion", que demonstrou na Coréia, superioridade sôbre tanques rus- sos e mais sessenta e um petrechos bélicos.

O tenente general Charles Foulkes, chefe da Comissão Militar da NATO e do estado maior canadense, deu conta ao Conselho do complicado e importante problema de utilizar o mesmo armamento

para todas as forças. _

Soube-se que Foulkes explicou, em sessão secreta de quarenta ministros de quatorze nações do Pacto do Atlântico Norte que, além de aprovarem-se o tanque "Centurion" e outros 61 petrechos, tinha-se

em estudo 124 adicionais. __,..„_,-_

O general Mattheio Ridgway, chele supremo aliaüo na Europa, não vacilou em dizer aos minist ros do Exterior, Defesa e Fazenda nue o ocidente não podia permitir-se o menor deslize em suas obras de defesa e que suas forças continuavam sendo extremamente débeis.

Ridgway exortou o Conselho a não perder tempo na aprovação de

seu plano de elevai para "quase cinqüenta" as divisões, acrescentan- do que algumas destas divisões carecem de toda capacidade para re- sistir que para mobüizá-los sei*, necessário empregai 30 dias e que,

'mesmo

depois de sua mobilização, careceriam de armamento, adestramento e abastecimentos adequados.

Segundo se informa, Ridgway disse ao Conselho quei na reali- dade suas cinqüenta divisões não passam de 35 e qu.. velo menos, seja feito um esforço determinado para lograr a continua contribui- ção de petrechos e reservas de suas forças, que dariam pouco que fazer a um avanço considerável de íôrças soviéticas.

O discurso de Ridgway, ao que dizem esleras chegadas à con- ferência esteve em completo desacordo com as declarações muito otimistas publicadas na manhã rie hoje ao se inaugurar a Confe- rência em que ministros do Exterior, da França, Itália e Dinamarca expressaram que a NATO se eslava aproximando da concretização total de, seus propósitos, dado o grande progresso militar conseguido no ano expirante.

Só assim os comunistas da Coréia poderão ser induzidos a deseja- rem a paz, segundo declararão

oficial do presidente eleito

Tarefa que exigirá senso comum, cautela previsão e muita paciência

N°o'

IVA YORK, 15 — (U. P.) — presidente eleito Dwight Eisenhower, é favorável à política de fatos, em vez de pa- lavras, para «induzir» ok comu- nistas a desejarem a paz na Coréia, segundo uma declara- ção preparada para ser distri- buida após o seu regresso, que ocorreu ontem, da viagem de 32.186 quilômetros, que o levou até às zonas avançadas da frente de batalha coreana.

Eisenhower afirmou que a sua longa jornada àquela península do Extremo Oriente «marca não o fim mas o principio rie um novo esforço para concluir hon-

I

ONÜRES, 15 (A. F. V.) —

¦ Os Estadus IJnidus fizeram à Grã-Bretanha uma enco- menda de carros «centurion»

marca três, no valor de 90 milhões de dólares, a titulo d<?

compras «off shore», anuncia- se nesta cidade.

O contrato foi assinado hoje à noite. Êstes carros serão «íi».

tregues na Holanda c na Dinn- marca, e esta entrega conti- nuará, incessantemente.

Em um comunicado, «O Uu- reau do grupo consultivo de ajuda "militar americana», nes ta cidade, declarou que <?ste e o mais importante contrato fel- to até agora pelos Estados Unidos, com outros paises, a

titulo de «of shore».

CASOU-SE 0 FILÓSOFO FELA QUARTA VEZ

LONDRES, 15 (U. P.) — O filósofo inglês Bertrand Russell, de 80 anos, casou-se hoje pela quarta vez. A noiva é «miss»

Edlth Finch, de 52 anos, de na- cionalidade americana.

lIllU.VLUU-jf W» w ¦ ••»•> •—

VAO HOJE AO BANCO DE EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO

Pequenos exportadores americanos, credores do Brasil em cerca de 57 milhões de dólares, pedirão àquele insti- tuto a encampação da dívida comercial de nosso país

Comenta o «Journal of Commerce» o estabelecimento do mercado

— livre de câmbio — Conseqüências

AbiiiNCiuiN, -«.o 1.1,. i'-i porta-voz uu duiilu

W-

DL VOLTA DA CORÉIA O general Eisenhower, de passagem pelo H*waii, na volta da Coréia, saúda a multidão

no distriio de Waikiki. — (Radiofoto U.P.).

FAMOSO CARICATURISfA DEIXARÁ 0 «DAILY

HERALD»

LONDRES, 15 (U. P.) — O fa- moso caricaturista britânico David Low. deixará o dárlo trabalhista

"Daily Herald" no dia 31 de ,1a- neiro próximo, segundo anunciou- se hoje. Seu contrato de três anos com o "Daily Herald" expira nes- s« dia e não será renovado.

Low, que conta 61 anos, obteve enorme' êxito Iurante os 25 anos em que trabalhou para o Jornal conservador "Evenlng Standard", quando criou o personagem do

"Coronel Blimp". para fustigar a afetação, a estupidez e a hipocrl- sia dos ultra-conservadores da ve- lha escola.

Querem destruir a "Pedra

ia Coroação'T

Mantém a Scotland Yard severa vigilância na Abadia de Westminster

Telefonema anônimo partido de Glasgow - Ninguém, na Escócia, deseja inutilizar a famosa jóia

OUTRA VEZ NO JAPÃO 0

«COMET»

TÓQUIO, 15 (U.P.) — O avião de passageiros «Comet», a jacto, pertencente à B.O.A.C, che- gou a esta capital depois de per- correr a distância de 26.000 qui- lômetros desde Londres, em 23 horas e 53 minutos de vôo ele- tivo. Esta segunda viagem do

«Comet» ao Japão foi efetuada em menos 4 horas do que a ie julho do corrente ano. A bordo do aVião viajaram 35 pessoas, todos homens.

A companhia anunciou que em abril de 1953 porá em serviço regular aviões a jacto para pas- sageiros entre Londres e To- quio.

DR. FELISBELLO F. FRIAÇA

ADVOGADO Causas cíveis e comerciais Itua du Rosário, 64 — 3o — S|l.

•>s. 4's. e «'s. - H-13 "oras e IB-I8 horas - Tel.: 23-2968 -

— Rio dc Janeiro. -

LONDRES,

15 (A.F.P.) — A Abadia de Westminster está vivendo, novamente, dias agitados, em virtude de um mis- terioso telefonema recebido pe- las autoridades da Scotland Yard, com ameaça de lançar sô- bre a Pedra da Coroação um ácido violento como o vitriolo.

Sabe-se que a Pedra da Co- roação já foi roubada, em 1950, por patriotas escosseses. A fa- mosa «pedra que chora» foi res- tituída alguns meses depois do roubo, voltando a ocupar seu lugar na Abadia.

Úm técnico consultado a res- peito

"do

alcance da ameaça, assegurou que tal atentado pro- vocaria a desintegração gradual da Pedra.

Os agentes de serviço na Aba- dia receberam ordem de vigiar de perto qualquer pessoa cujo comportamento lhes pareça sua- peito. Vários agentes da Soo- tland Yard, fardados ou a pai- sana, passaram a noite de, aa- bado para domingo na Abadia, com todas as lâmpadas acesas, enquanto uma dezena de poli- ciais montava guarda às portas, do lado de fora.

Tudo o que a policia pôde apurar sôbre a ameaça é que o telefonema partira de Glasgow, mas nerihum resultado deram as pesquisas feitas por ésse lado. O dr. Jchn Mac Cormick. presi- dente do «Covenant» escossês.

afirmou que ninguém, na Es- cóssia. deseja que a Pedra da

Coroação seja destruída ou da- nificada. De seu lado, o conse- lheiro Robert Gray, que dirigiu o transporto da Pedra à Escos- sia, no ano passado, afirmou que ela fora sempre manipula- da com cuidado e respeito e que esperava vivamente que não fosse destruída.

Pedirá grande ajuda em armas e dólares

Vai a França dirigir-se ao novo governo dos Estados Unidos, a fim de poder continuar a

luta contra o comunismo

NOTA DE ESPANTO DO GOVERNO SÍRIO

DAMASCO, 15 (A. F. P-) — Independentemente dn nota en- trégua à embaixada da Gra-tíre tanha, o governo sirio enviou aos representantes diplomáticos do Brasil, da Argentina < da Iugoslávia uma nota, na qual manifesta seu espanto por te- rem êstes paises apoiado a "e- so'ucão da comissão política da O.N.U.. a respeito da questão da Palestina.

IÜÔ M0SG0S0 CASTRO S.A.

RUA DÀ ALFÂNDEGA, '51

,ARIS, 15 (De K. C. Thaler, da U. P.) — Em fonte oficial informou-se que a França pedirá aos Estados Uni- dos uma grande ajuda em ar- mas e dólares para 1953, a tim dc continuar a guerra na Indo- china contra a agressão comu- nista. A informação acrescenta que o assunto foi levantado pelo ministro do Exterior, sr. Ro- bert Schuman. ao secretário de Estado, sr. Dean Acheson. em- bora se soubesse que a quês- tão só poderia ser resolvida pelo novo Governo norte-americano, que será empossado em janeiro, próximo.

O informante diz que se os Estados Unidos não concorda- rem com i concessão da ajuda, a França será obrigada a dimi- nuir consideravelmente sua contribuição para a defesa eu- ropéia. Acrescentou que o sr.

Schuman pedirá também ao mi- nistro do Exterior britânico, sr Anthony Éden, um auxílio limitado da Grã-Bretanha em matéria de equipamento es-

pecial. , .

A guerra da Indochina tem causado à França um tal des- gaste de seus recursos eeonoi.v- cos e humanos que a obriga a pedir auxilio do exterior para

o próximo ano. E êsse auxilio, ao que se informa, terá que ser em escala realmente apreciável.

A França, naturalmente, não procurará obter ajuda em ho- mens da Grã Bretanha e dos Estados Unidos, por saber de antemão que não podaria obté- los ante os compromissos atuais do Ocidente na guerra Ja Co- réia, mas acredita que poderá conseguir auxilio eni dólares ou armamento, paraequipar novas divisões vietnamêsas.

CAFÉ E CACAU NO MERCADO AMERICANO

NOVA YORK.a 15 (U. P.) — O café Santos "S" a termo fechou, hoje, em baixa de 5 a 10 pontos, tendo sido vendidos 65 contratos.

No mercado para entrega ime- diata, os preços mantiveram-se fir- mes, cotando-se o Santos 4 a 53 3/8 cents de dólar a libra-pêso e os cafés colombianos a 56 5/8 cents a libra-pêso.

O cacau para entrega imediata cotou-se hoje a 177 cruzeiros e 86 centavos a arroba, subindo 30 pon- los. O Bahia superior cotou-se a 198 cruzeiros e 76 centavos a ar- roba. subindo 20 pontos.

_.\_1U. laÇaO ti JJllpul LUÇilU uselaieeeu, noje, que a comia- suu uos pequenus e.\poi laüu» cs üe iNovu lulh, á_«Ji'íl luccuiu**

amanna ptiu- sr. nawliioine Arey, viue-piesiuunle ua inuti- luiçao, pul que u presidente uo Banco, sr. ileibeil L. uastun, encontra-se ausente ue Wasnín^- ton.

ua luneionarios uu lianeu, pur tua M«;, iie^ai uni-se _í ,__,- zer qualquei coineiilai io suuie a pollçuo do exportadores, que provavelmente uísistnao uma que o Buncu üe Exportação t Impurtaçao uletue u pagamen- to Ue cerca Oe 57 miihues ue dulaiea, cui respondemos ,«us aliasauos comerciais do Ura- sii com u gi upu que a comissão representa¦

Segunuo u purla-vui* üo Ban- co, a Ulta instituição em luua sua nistoria interveio somenle em uma transação íuenlica. is- to ocorreu em princípios de 195U, quando concedeu um cie- dito de 1^5 milhões de dólu- res a um grupo üe bancos ar- gentinus, pan liquidar comas atrasadas e dividas para com exportadores americanos.

Nesses últimos meses, o as- sunto das contas atrasadas brasileiras tem sido objeto ue longas discussões nos centros financeiros, tanto do Brasil co- mo dos Estados Unidos. O sr.

Horácio Láfer, ministro da ra- zenda brasileiro, hâ pouco dls- se, numa entrevista à impren- sa no Rio de Janeiro, que o seu governo compreendia perfeita- mente a Impaciência dos expor- tadores americanos, dando a en- tender que durante o próximo ano começaria a liquidar as ditas contas com dólares obti- dos sob o novo plano de auste- ridade nas importações.

Quando o sr. Láfer esteve ern Washington, há algumas sema- nas, manteve conversações com funcionários do Banco de Ex- portação e Importação sôbre ês- te assunto de contas atrasadas.

O embaixador brasileiro, nr.

Válter Moreira Sales, também celebrou conversações com fun- clonários do Banco, porém, as autoridades brasileiras não ti- zeram qualquer solicitação ofl-

INAUGURADO PODEROSO DESINTEGRADOR DE

ÁTOMOS

UPTON, 15 (A. V P.) - O mais poderoso desinlegrador de átomos, o cosmotron, foi hoje Inau- gurado no Laboratório Nacional de Brookhaven.

Neste aparelho, cuja peça prin- cipal é um imã circular de 2.2U0 toneladas, partículas de hidrogè- neo, os protons. Impelidos por uma energií. de 2.300.000.000 de volts- electron, atingem uma velocidade que se aproxima à da luz. Isso lhes confere propriedades compara- veis às dos raios cósmicos e lhes permitirá desintegrar, de maneira nova, os átomos colocados em seu caminho.

Os cientistas americanos espe- ram dar, assim, novo passo para determinar a natureza da energia que liga, uns aos outros, os vários elementos do átnnio i avançai om direção à cha\e do mistério da transformação da massa em ener- fila.

í

ciai ue cieuitos paia liquidar seus atrasados comerciais, pre- ferindo, au que parece, diminuir suas importações c utilizar hs divisas acumuladas por ,jsca forma para os pagamentos em dólares, em vez de solicitar em- préstimos ou retirai divisas das reservas brasileiras no Banco Kederal de Nova Vork.

Mercado livre de câmbio

NOVA YORK, 15 (A. F. P.)

— «A tensão das relações io- merciais entre os Estados Uni- dos c o Brasil devora ficar con- slderàvelmente reduzida com o estabelecimento de um mercado livic, no Brasil, para o «Cru- zeiro», escreve hoje o «Journal of Commerce», comentando ns Informações provenientes do kio de Janeiro, segundo as qutils a criação de um tal mercado po- derla se verificar no começo do ano próximo.

Depois de' ter indicado que

«o Brasil é um dos maiores fre- guezes dos Estados Unidos», o jornal acrescenta : «-Os homens

de negócios americanos julgam que um tal mercado: lv üará uma solução parcial à discussão sobre o problema do repatria- mento üos lucros e dividendos realizados no Brasil pelas com- panhias norte-americanas e, -:•¦>) permitirá um aumento das ie- ceila., em dólares do.Brasil, por- que encorajará de uma parte as aplicações de novos capi- tais estrangeiros no Brasil e es- timulará as vendas de produtos brasileiros nos Estados Unidos, vendas atualmente limitadas, porque os preços desses pro- dutos são superiores aos preços mundiais».

O jornal conclui salientando que a criação do citado merca- do livre não resolverá direta- mente o problema criado pela grande divida comercial atra- sada do Brasil para com os cx- port adores norte-americanos, mas que o aumento das recel- tas em dólares que disso resui- tara permitirá an Brasil ficar em melhor situação para fazer face ao pagamento dessa dl- vida.

radamente esta fase da luta glo- bal*.

Em outra passagem da decla- ração, acentua.: <Não é êste o momento de declarar mais do que resolver, porque enfrenta.- mos «im inimigo ao qual nào podemos esperar impressionar por meie cie palavras, por mai*

eloquentes que possam ser, mas somente por meio de fatos — agir de acordo com as circun»- tâncias à. nossa escolha».

Disse confiar em que «.pode ser acelerada, a solução na Co- réia», frisando que isso exigirá, senso comum, cautela, previsão

« muita paciência-».

O dosejo expresso por Eisa- nhower, de acelerar o tim da guerra com fatos e nào paia- vras, provocou o aplauso geral rios congressistas dos Estados U idos.

O presidente eleito declarou ainda: «Todos nós sabemos que encontrar a fórmula para ter- minar a guerra na Coréia rápi- damente não seria tareía fácil, e sabendo isso, preparamo-nos para qualquer tarefa dificil que esteja para vir», frisou que tudo o que poderia dizer publi- camente era, «naturalmente li- mitado», por motivos de segu- rança, e também porque ainda não é presidente dos Estados Unidos, embora o Colégio Elei- toral deva cumprir hoje a tor- malidacle de elegê-lo.

E moutra passagem da decla- ração, sublinhou: «.Enquanto não assumir o cargo de presidentt, seria erro de minha parte pre- tender falar com a autoridade inerente àquele cargo. Além do mais, como todos sabemos, cer- tos aspectos dos problemas da batalha não podem ser debatido»

publicamente-.

NOVA YORK, 16 — (A. t\

P.) — Tendo chegado ontem de sua viagem á Coréia, o presi- dente designado Eisenhower con- sagrou o dia de hoje, a várias entrevistas, referentes, sobretu-

«iu, ã defesa da Europa contra o comunismo.

Chegando muito cedo a «eu Quartel General, o sr. Eise- nhower recebeu, sucessivamen- te, seu secretário de Estado de- signado, sr. John Foster Dul- les: o antigo alto comissário americano na Alemanha Ociden- tal, sr. John Mac Cloy, e O sr. Harold Stassen, que será en- carregado da direção do Auxilio ao exterior, no novo governo republicano.

O presidente convidou o »r.

Dulles e Mac Cloy para »1- moçar.

Rejeitou a China comunista o piano de paz da Índia

Chou En-lai. ministro das Relações Exteriores do go- vêrno de Pequim, teleerrafa à ONU comunicando

aquele ponto de vista

Reunir-se-ão os países passo

NACOES

UNIDAb, Nova Üork (U. P.i — O presidentt d«'«

Assembléia Geral, si. Lest«?i Pearson, consultou a delegação dos Estados Unidos e outras de- legações ocidentais, para deter- minai qual deva ser o novo passo das Nações Unidas, em vista da rejeição nela China co- munista do plano de paz para a Coréia, apresentaao pela Índia.

A emissora de Pequim trans- mitiu, ontem, a rejeição e noje fo. recebido nas Nações Unidas em telegrama no mesmo senti- do, assinado pelo ministro das Relações Exteriores da China co.

munista, sr. Chou En Lai.

Os observadores náo esperam nenhuma decisão importante an- tes da suspensão das sessões no próximo sábado ou em princípios da próxima semanu, mas acre.

dita-se que o st. iJearson intor- mara oficialmente do ca.-io à Assembléia antes de inicia io o recesso para as lostividades do Natal, obedecendo, uliás, as s- pecificações da proposta hindu, que recomendam a ,. imediata transmissão à Assembléia das respostas dos beligerantes.

A Rússia, que se antecipou aos comunistas chineses na rejeição do plano hindu, também repeliu o.s esforços pata acabar con. o longo impasse sobre a admissão de novos membros à ONU. O delegado russo Andrel Gromyko, respondendo na Comissão Hoiiti.

ca Especial o ataque d«**sfecnndu no sábado pelo delegado am-ri- can.- Alexnndei Wiley, acusou êsse delegado, futuro presidc.il da Comissão de liclaçóes -.\te riores ct.. Senado, de «nno **«.

nir-nte tentur nu. idai n;«s Na- çijes Unidas como também de-

maiores interessados para decidir qual o novo a dar pelas Nações tinidas

VISHINSKY CONTRA O PLANO HINDU — Obedecendo à deciíão de Moscou, a China comunista acaba de rejeitar o plano hindu para a paz na Coréia, aprovado pelas Nações Unidas. Na própria ONU, a Rússia havia tentado inútil- mente torpedear a proposta, e aqui vemos Vishinsky (a es- querda) falando contra a proposta, na sessão decisiva. A dl- reita, o delegado indiano Krishna Menon defendendo seu

plano. (Foto U.P.).

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seja espalhar os pés sôbre a m e « a», acrescentando ainda;

«Podeis fazer isto em vossa casa. mas não aqui nesta Orga- nização».

O sr. Gromyko ejeitou o pro posta latino-americana paia re- si.lvi o impasse e violenta mon- l< opòs-sc à nomeação de unia c-om.ssái'. de 15 membros para estudai a solicitação de ad«nis.

são de cada pais. de acordo co.-i os méritos «Ir- i-acla «-iso.

Como compensação, o dol«:^a-

do soviético propôs que se apro- vasse o plano russo, que reco.

meoda a admissão puri e blm- pios de 14 países, 5 satélites co- munistas apoiados pelo Rússia e 9 apoiados pelos ocidentais.

OLHOS - Dr. Gervais

UOENCAS E m-l-.KAt.OKt>- Kua íii.nçalvp* l»ins. 30. «.'•' an.

dar. telef une: *ta;.796»

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Primeira Seção — Segunda Pagina DIÁRIO DE NOTÍCIAS Terça-feira, 16 de Dezembro de 1952

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de sal Constitui um prejulgamento a afirmativa do sr. Delfim Moreira

Sendo o Tribunal Superior do Trabalho um órgão de deliberação cole- tiva, estranha-se também que um dos seus componentes tenha falado em seu nome, antes de o mesmo ter examinado as razões do recurso — Reper-

cussão nos meios jurídicos e operários

Responde o ministro do Trabalho às declarações daquele juiz — Prosseguirá a greve — Pedem os paredistas a retirada da Polícia das fábricas e que cesse a coação que vem exercendo ¦ Os

embargos da Procurado ria da Justiça do Trabalho

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CONTINUA inalterada a pre- ve dos tecelões, estando paralisados mais de 20.000 trabalhadores. Aliás, segundo fomos informados no Sindicato dos Trabalhadores na Indústria ile Fia«,'ão o Tecelagem, a gro- ve prosseguirá, já agora em conseqüência das declarações do sr. Delfim Moreira, .juiz do T.S.T., que funcionou cnmo re- visor no dissídio, e segundo o qual o Tribunal Superior do Trabalho não modificará o seu julgamento.

flUJJlI.COU A QUI.ST AO No.s meios juridico.s e operários co*

menta-sc com a estranheza as nfir- mativas daquele juiz, uma vez que o Tribunal anula nfto tomou conheci- mento rins razões do recurso, constl- tuindo as suas declarações um pré- julgamento ria questáo.

Acresce que u sr. Delfim Moreira falou em nome do Tribunal, o que ainda menos se compreende, pois se trata rie um órsfto dc deliberação coletiva, cu.ias decisões sfto tomadas por maioria de votos. Como poderia, assim, apenas um dos seus juizes ter decidido pelos demais componentes daquela cÕrteV

KKTIKADA DA POLICIA Dirigentes Uo Sindicato dos tecelões foram, entem, ao palácio do (.'ateie, pedir providencias paia que a policia seja retirada das fábricas e deixe de exercer coação sôhre os grevistas.

No Catete, foram atendidos pelo sr, Janço Goulart, que lhes prometeu Interferir em seu favor.

NOVAS IJECLAttA.OKS DO SK. SEGADAS VIANA A propósito de declarações do sr.

Delfim Moreira, de que nfto houve erro judiciário, como disse o minis- tro do Trabalho, nem o Tribuna! mo- diíicará. sua decisfto, pois os embar- gos declaratõrios interpostos peia classe so têm caráter elucidativo, o ar. Segadas Viana esclareceu, ontern, a imprensa:

— «Nfto vou responder a um juiz que perde a serenidade, Nào tive, nem tenho, intenção de desmoralizar a Justiija no Trabalho e, mesmo que o quisesse, nfto teria meios nem ra- zões para isso.

Qualquer ôrgào. seja do Poder Ju- diciário, seja do Executivo uu ao Le- gislativo, só se desmoraliza por seus próprios atos.

Apenas devo esclarecer um ponto

«ia entrevista do sr. He lim Moreira.

Diz éle que a greve tinha sido pre- parada com ciência do mjnistro. E' absolutamente verdadeira essa afir- mação e vejo, cum satisfação, que aquele juiz riu T.S.T. reconhece que o mimsirü rio Traojuiio tem contacto com a realidade social c cumpriu seu dever, .evamio ao conhecimento do Tribunal o perigo da .teve*.

éiuio do TimiiNAi.

Mais adiante, disse;

«-Quanto a se houve erro ou nfto, quem julgará melhor ê a opinifto pu- blica. Tratava-se rie um dissídio sO- bre aumento rie salário no Distrito Federal. A Procuradoria da Justiça rio Trabalho pediu informações sobre o aumento do custo de vida no Est:i- do do Kio. No Tribunal ninguém re- parou no erro, e somente a referência a dados estatísticos rie uma institui- çfto privada veio incidentemente. O Tribunal concedeu um aumento de salários correspondente ao aumento rio custo de vida u>. Estado do Kio.

Kssa e a verdade que ninguém uo- dera contestar, mesmo zangado e per- dendo a serenidade.

O erro só foi verificado no dia 10.

Nessa data d (pie o acórdão foi re- digido e nele Iui referência expressa aos dários do parecer da Procuradoria da Justiça do Trabalhos..

B conclui o sr. Secadas Viana:

— Enfim, o Tribuna: ainda náo decidiu sobre os embargos deoiaratõ- rios opostos ao acórdáo. K' rte se acreditar que os re.ieite, ,iá «iue o sr. Delfim assim antecipou.

ESPERA A AI1KSAO DK OI TKOS EMPREGADORES

Com referí-ncia a criticas do Sin- dicato dos tecelões. riisse o ministro que foi, sábado, a fábrica Bangu,

atendendo ao pedido dos próprios tia- balhadores riêsMe estabelecimento.

E acrescentou:

«Realmente, uma assembléia do?, têxteis teria re.ieitario as bases rio acordo oferecido por aquela fábrica.

Devo esclarecer que se trata de uma assembléia ilegal, nfto convocada re- KUlarmente e sem que dela partici*

passem os interessados, os trabalha- dores ria Fábrica Bangu, que nAo fo- ram notificados. A realidade é esta:

os trabalhadores «lessa. fábrica volta- ram ao trabalho e muito satisfeitos com o acordo feito.

Estou certo de que outros empre- Radores farfto idêntico acordo e sua gente voltará ao serviço-».

NAO JULGOU OS KMItAliCOS O Tribuna» Superior do Trabalho nfto julgou, ontem, os embargos de- claratóiios impetrados pelo Sindicato dos trnbnlhadores, porque, segundo o seu secretário, os referidos embar- KOs somente ontem ft tarde foram en- caminhados ao sr. Júlio Barata, re- lator do dissídio, o qual deverá dar seu parecei nas róximas 2-1 horas.

KMDAKGOS DA 1'KO.TltADOI.l A Por sua vez, o sr. Humberto Gran-

de. procurador geral da Justiça do Trabalho, encaminhou ao relator rio dissídio, embargos declaratõrios, nic- gando poder fazê-lo, já que dn deci- sfio rio T.S.T. resultou paralisação de trabalho, e argumentando que. por equivoco da Secretaria da Procurado- na Gerai, foi solicitado o índice rto ciifSto de viria no Kstado do Hio e não no Distrito Federal. Acentua, ainda, o sr. Humberto Grande que alé a data rio julgamento ninguém deu pelo equivoco: nem o relator, nem o revisor, nem os advogados, nem os juizes.

Sancionada pelo presidente da República uma lei sôhre o assunto

TOCARÁ AO INSTITUTO NACIONAL DO SAL A INICIATIVA DAS PROVIDÊNCIAS PREVISTAS

toadas à portuguesa em arenas brasileiras

Chega ao Rio um toureiro lusitano--Tem novo coman- dante o «Vera Cruz» -- Regressa para estágio um diplo-

mata brasileiro

Autorizando o Instituto Nacional «Io Sal a promovei- a construção, adaptação . aparelhagem de armazéns para ricpósl- to dc sal nos principais centros de con*

sumo, o presidente da Kepública saneio- nou a seguinte lei:

A,.». -|o — o Inslituto Nacional do Sal promoverá diretamente, nos termos da letra «d» do art. 7" do decreto-lei n. 2.311(1, «le 10 de junho de 19-10. ou financiará com os recursos «le que di- puser, a pessoas físicas ou jurídicas que a isso se propuserem, a construção, adaptação e aparelhagem de armazéns paia depósito de sul. nos principais centros de consumo do pais.

Ar(. o. — Nn execução do 5 1" do a;t. 2° da U>1 n. 831, de 23 de setem- bro de 1949. é o governo autorizado a despender até dois milhões rie cruzeiros eom a organização do projeto do pri- meiro porto a construir, inclusive estu- dos de laboratório no estrangeiro, «les- cnntando-se. em relação a êle, denlro (In prazo estatuído na referiria lei. o «iue fúr gasto nos esludos c projetos «'itarios.

Art. 3" — Gozarão das isenções pre- vistas rios arts. 1" o 2" e respectivos 55 3" ti." e .5" da lei n. 1.112, de 2.i

«ie maio de 1ÍKÍ0, para « aquisição de navios destinados e apropriados ao trans- porte rie sal rios portos nacionais e sua utilização nos referidos transportes, as empresas já organizadas ou que se or- ganizarem, para dito fim. e bem assim os proprietários de salinas, deviriamen- te registradas.

Alt. .« — Da taxa por tonelada de sal exportado, prevista no art. 3" do decreto-lei n. 2.300, «lc 10 de junho rie 19-10. e ora elevaria para quinze cruzeiros, serão destacados vinte por cento paia aplicação em serviços rie. assistência mé- dica, fnrmacciitica f odontologia aos trabalhadores de salinas e suas fami- lias.

Arl, 50 _ Tais serviços, que devem abranger todas as regiões salineiras do pnis serão contratados peio Instituto Nacional rio Sal com os hospitais exis- tentes nos pontos mais próximos das salinas.

Ari. 6° — As verhas destinadas aos serviços previstos nesla lei scião apli*

cadas rie modu a que caria região seja beneficiaria na importância correspon-

dente ãs taxas cobradas do sal de sua

produção. . , , ,

Art. 7» O Instituto Nacional rto Sal promoverá a instalação rie usinas para a iodetizacão dn sal destinado ao consumo doméstico nas regiões onde grasse o búcio endêmico.

Art. S" Esta lei entrará em vigor na. riáta ria sua publicação, revogadas as disposições em contrários.

ESTUDARÃO MEDIDAS PARA REDU- ZIR 0 CUSTO DE VIDA

Começam, hoje, os trabalhos da comissão que reúne técnicos da Fazenda, do Trabalho e da

COFAP

ns

NIltAM-Sr., ontem, no Mi- iist«:rio da Fazenda, têcni- ros «lessa Secretaria «le Ks- tudo, do Ministério d« Traba- lho c da COFAP, a fim «le coor- denar atividades no que concer- ne ao emito de. vida no país.

Abrindo os trabalho», declarou o ministro da Fazenda que o objetivo da reunião é estudar medidas para h redução do custo do vida, pois a cada aumento do impostos e fretes eorrespon- de uma alta vertiginosa nos preços. Disse, ainda, que o Mi- nistério da Fazenda só contro- la os fatores monetários, o do Trabalho, apenas os salários e a distribuição, e a COFAP,

principalmente, o abastecimeii- to. Lembrou que a ação con- Junta desses «ír|fãos deve ir desde um teto inflexível para êsse» fat«"»res até a distribuição pelo preço do custo. Aerescen- tou que nessa luta o Ministério da Fazenda utilizara, elementos do Imposto de Kenda, da Comis- sfio de Financiamento da Pro- dução e da CEXIM, pnra casti- Kar os abusos. Concluiu dizen- do que esses planos devem ser elaborados, para exame do che- fe do covêrno.

Foi designada uma comissão técnica, para os estudos prelimi- nares, que serfto iniciados ama- nhã e concluído» no mais breve prazo.

Providências para rápido pagamen-

to do abono

Aguarda a Despesa Pú- blica a sanção presi-

dencial

A Diretoria da Despesa Pú- blica, está tomando providên- cias para, no caso de ser «an- cionado, ainda hoje, o abono dos servidores públicos, poder pagá-lo o mais rapidamente possível.

Cerca de 30 mil cheques te- rão de ser preenchidos, o que demandará cerca de dez dias.

Nesse caso, até o Natal gran- de parte do funcionalismo te- rá recebido o abono, e os de- mais, até o dia 31 do corrente, se o chefe do Governo saneio- ná-lo hoje.

Empossado o delegado do Trabalho no Piauí

Peranle o ministro do Trabalho, to- mou posse, ontem, o »»'• Sa>'n' Jo"*

Gedeon. no cargo «Ie delegadO-regional rio Trabalho, no Piaui.

DR. OSBORNE

RAIOS X

Tomografins. Exames em residên- cia. Edifício Odeon, 7.» andar, •*- las 718 e 71!) — Cinelândia -~

Sempre nm médico, das 9 às 1»

horas. Tels.: 22-6034 — 26-H28S e 37-6227.

Ko grupo a esquerda, no alto, o sr. Murilo rie. Miranda Hustos, esposa e filhos. Bm bai.ro o professor Uanuelito'Ornelas, ladeado vela esposa e a filha. A direita o toureudor Orlando Domingo

de famoso tourejüpr espanhol, morto entraria de visitantes no Cais do Porto dura nt ti uma 'trmfíida. Disse-nos o

tnuiviio lusitano que pretende ihir es- petáculns no Rio, Sâo Paulo, Kio Grande do Sul e na Argentina.

REGRESSOU O DIPLOMATA Deu entraria, ontem, no porto desta

capital, o transatlântico português n Vera Cruz-., procedente rie Lisboa, trazendo pura o Hio sil passageiros, e 4tv, para Santos. O hareo português encontra-se agora sob o comando rio rapitâo Mário Simfio Maia. «iue subs- titui o antigo comandante Hilário Mar- quês, falecido na última viagem, an- tes ria chegada do barco a Lisboa.

Entre os passageiros desembarcados nt-stji capital, registramos o professor Manuélito Ornelns, catedrátlco na Fa- culriurie rie Filosofia rie Porto Alegre, oue foi contemplado com uma bolsa de estudos oferecida pela Federação rias Associações Portuguesas rio Bra- sil. O professor Manuélito Ornelas vi- sitoii a Espanha. F.m Portugal fêz várias conferências, na Faculdade rie Letras das Universidades rie Lisboa e Coimbra.

Visitou, também, a Franca. Itália e Suiça, realizando estudos sobre His- tória «ias Artes.

NO RIO UM TOUREIRO PORTUGUÊS Também foi passageiro rio «Vera Cruz», o sr. Orlando Dominxo. tou- teiro português, que procura empre- sário para futuras exibições.

Como se sabe, as tomadas em Por- ttigal são feitas a cavalo, por isso o sr. Orlando Domingo traz dois ca- valos : *Biju*> e «Galho., êste o nome

Passageiro do mesmo barco, regressou o

*v. .Murilo de .Miranda Bastos, ^v se*

cretário ria embaixada rio Brasil, em Lisboa. U diplomata patrício encon- trava-se na capital portuguesa há sele anos. tendo sirio chamado agora para um estágio, a fim de ser promovido.

INTERDITADO O CAIS DO PORTO De acordo com a

da Guardainoria, n;"io

recente medida foi permitida n

antes ria atracação rios navios. Em virtude dessa providência, uma multl- dão portuguesa esteve ate cérrn das

•jo horas. nii. ft rs pera da permissão, concedida, afinal, conforme o estabe- lecirio.

Tam bem português o ringues, do tal. Ü sr.

viajou pelo transatlântico sr. Antônio Macieiia Ro- alto comércio desta capi- Macieira Rodrigues foi a Portugal para contrair matrimônio, regressando agora, cm companhia da esposa.

Radicado há longos anos em nosso pais, o sr. Macieira a»iui continuará em suas atividades comerciais.

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SANCIONADA A LEI DO ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO PARA 1953

Estimada a Receita em Cr$ 34.295.230.000,00 e orçada a Despesa em Cr$ 34.004.996.741,00 — Previsto um «superávit» de Cr$ 290.233.259,00

O presidente ria República sancionou n seguinte lei rio Congicsso Nacional, dispondo sobre o Orçamento Geral da 1'niâo liara o exercício financeiro dc 1933:

«•Ari. 1» O Orçamento Geral ria União para o exercício financeiro rie 193:s. discriminado pelos Anexos ri. n-s 1 a '21 integrantes (lesta Lei. estima a Receita em trinta e quatro biliões duzentos e noventa e cinco milhões e riu- zenlos e Irinta mil ctuzeiros e limita a Despesa a trinta r quatro biliões. qun- tro milhões, novecentos e noventa c seis mil setecentos e quarenta c um cru- Art. _" A Receita seiá realizaria mediante a arrecadação dos tributos, rendas, suprimentos rie fundos e outras contribuições ordinárias c extraordi- nárias. na forma ria legislação cm vigor, c rias espreifioações rio Anexo n1» 1, sob os seguintes grupos:

1.01.0— Remia Ordinária:

01.1 — Rendas Tributárias ..

01.-J — Rendas Patrimoniais . 01.3 — Rendas Industriais ...

01A — Diversas Rondas ....

1.02.0 — Renda Extraordinária Total da Receita

Cr.S 27.1 ...5S0.000

310.-30.000 1.'_''J1 401 .000 2.78-1.244.000

Ci.5»

31.400. «173.000 2.S04.735.000 34.295.230.000

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Parágrafo único — Fica autorizada, no exercício de 1933, a arrecadação rios tributos constantes rio Anexo n" 1. integrante desta Lei.

Art 31 — Fica autorizaria a cobrança rio imposto único, criado pelo De- creto-lei' n' 2.G13, de 21 de setembro rie 1910 modificado pela Lei n<» 1.749. de 2S ri. novembro rie 1932. cuja arrecariação será aplicada de acordo rom o que estabelece a legislaçfto vigente.

Ari .'•¦ — A Despesa, na forma rios Anexos n?s 2 a 27, seta realizaria com a satisfação dos encargos ria Dniílo e com u custeio e a manulcnçâo dos serviços públicos, sob a seguinte contribuição:

Cr.S

Anexo n" 2 — Congresso Nacional 207.S13.782

Anexo ii'-' 3 — Tribunal ric Contas n.»í!. -or.

Anexo n'-' 4 — Presidência ria República .'¦! '-!..,"õo Anexo n- 3 - Dep. Arim. rio Serviço Público 3R..-S2.O20 Anexo n» li— Estario Maior «las Foiqas Armadas ..s.K.iuo Anexo n" 7 — Comissáo de Readaptação dos Incapazes rins

Forcas Armadas •• ¦ . S,

Anexo n-' S — Comissão de Reparações (lc Guena 4WÍ.8SU Anexo IV' 9 - Comissão rio Vale rio São Fiancisco .... 2i2.o0U.00O Anexo n" 10 — Cons. Nacional rie Águas e Eneigia Elétrica *1.W.bW Anexo n- 11 —Cons. Nacional dc Economia -, . otS'£..

Anexo n" 12 - Cons. rie Imi.iacão e Colonização -l.J -c.'oóf.

Anexo n" 13 - Cons. Nacional rio Petróleo ' .ío-rn Anexo n" 14 — Cons. rie Segurança Nacional . _ * !"•'£"

Anexo n" 13 - Instituto Brasileiro de Geografia c Estatística ,...000.000 Anexo n" 10 - Ministério ria Aeionáutica , ' .2 .co_'_íí_

Anexo n" 17 - Ministério da .-.rloultura J-Í_n».'_ín Anexo n" IS - Ministério ria Educação e Saúde _S}i_9.nn_

Anexo n" 19 - Ministério da Fazenda 6.ol6.027.0UU Anexo n" 20— Ministério da Guerra .'„__"5to_.o Anexo n" 21 — Ministério ria Justiça e Neg. Interiores ... 1.498.37J.ÍU»

Anexo n" 22 — Ministério ria Marinha •¦•• .--'•»-•_'__'.

Anexo 1V> 23 — Ministério rias Relações Exteriores „-."-_...' ..ri Anexo n" 24 — Ministério rio Trabalho. Ind. Comércio .. 1.002 *«f*l°"

Anexo nv 23 - Ministério ria Viação e Obras Públicas ... 6.487.0bj.4bb

Anexo n« 26 — Poder Judiciário «oõonnnft

Anexo no 27 - Plano S. A. h. T. 1.7a2.320.000

Total da Despesa 34.0M.996.741

Ait 5" — Fira o Rodei Executivo autorizado n abrir os créditos suplemen- tares que sC fizeiem necessários na foi ma rio art. 4S rio Regulamento G.ral rie Contabilidade Pública, paia atender às entregas das importâncias corres- pondentes ás riifcienças verificadas entre a receita efetivamente anecadada c as dotações a ela vinculadas.

Ait.' 6" - O Minislio rie Estado ria Fazenda fica autorizado a rcah/.ar as opeiarões rio credito que se tornarem necessárias, pot antecipação da hreeiia, ate vinte por cento sõbic o montante da Despesa.

Ait. 7" — Rcvogam-se as disposições cm contrário»,

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Referências

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