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Rev. adm. empres. vol.28 número1

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Academic year: 2018

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Carta ao

leitor·

Paulo Cesar Motta e Carlos Alberto Pamplona abrem esta edição com um trabalho em que utilizam o Método Analítico de Hierarquias na seleção· de projetos de desenvolvimento de novos produtos em uma empresa. O interesse do artigo reside não só no fato de os autores aplicarem tal método a esta área e de mostrarem como fazer isso; como eles

trabalharam em uma situação na qual a escolha efetiva dos projetos fora feita previamente, de acordo com outros critérios, tradicionais, seu estudo é também um teste do próprio método.

Francisco Lima C. Teixeira faz uma análise detalhada e profunda da dinâmica empresarial e tecnológica das empresas que compõem o Complexo Petroquímico de Camaçari, mostrando as

perspectivas e limitações que enquadram o crescimento deste pólo daqui para a frente. Ê uma leitura obn"gatória para quem está

preocupado com nossa industrializaçã de maneira geral e com as

possibilidades de avanço tecnológico no interior de sistemas empresariais assentados sobre o chamado modelo tripartite de capital {nacional privado, estrangeiro e estatal).

A questão do equilfbrio entre receita e despesa vem sendo tratada, habitualmente, com base no conceito de ponto de equi/(brio ou bre.ak even point, a partir do qual emerge o

indicador conhecido como margem de segurança. Em seu artigo sobre a relação custo-volume-lucro, Magnus Amaral da Costa faz uma avaliação crítica deste enfoque, quando aplicado a empresas que fabricam e vendem mais de um produto; e propõe ainda uma nova fórmula para o cálculo da margem de segurança. Um artigo com repercussão prática imediata.

Os temas tradicionais não foram esquecidos e Reynaldo Maia Muniz brinda-nos com um didático artigo sobre a relação entre o capital e o trabalho e entre o capital e o poder.

Além disso, a RAE conta, nesta

edição, com uma colaboração qo exterior. É de Fernando Lacueva, da Universidade de Navarra, Espanha, que comparece com um texto cuidadosamente traduzido por José CarlosBarbieri, no qual faz algumas reflexões sobre estratégia

empresarial; uma questão sempre complexa, especialmente num país como o nosso, em que os parâmetros de longo prazo têm sido pouco seguros.

Entre os comentários, Valdir Ramalho procura mostrar que quem investiu em OTNs e nas cadernetas de poupança durante o Plano Cruzado saiu prejudicado, em [unção das taxas de co"eção monetária adotadas pelo Governo em relação a essas aplicações para o mês de fevereiro de 1986. Victor Prochnik, por sua vez, fornece um panorama recente da colabor.ação entre universidades e empresas no exterior, no que tange ao setor de informática, mostrando pontos de convergência e de conflito de interesse que vêm marcando tal interação, bem como algumas das maneiras pelas quais eles vêm sendo equacionados.

A estratégia competitiva tem sido objeto de grande interesse ultimamente. Por isso ela éo objeto da pesquisa bibliográfica preparada para esta edição por Heraldo

Vasconcellos e precedida de uma verdadeira aula sobre o tema, de autoria do Pro f. Eduardo Borba de Araújo.

Cabe lembrar, finalmente, que as tradicionais resenhas bibliográficas e o informativo sobre os últimos lançamentos de. livros e teses na área de administraçãQ também fazem parte deste número e que a Redação continua receptiva a cartas e sugestões dos leitores.

Bom proveito!

Gisela Taschner Goldenstein Redatora-chefe da RAE

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