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REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE

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Academic year: 2021

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REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE

CAPITULO I Da Finalidade

Art. 1° – O Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Candeias, órgão colegiado, deliberativo, fiscalizador e permanente do Sistema Único de Saúde (SUS), integrante da estrutura organizacional da Secretaria Municipal de Saúde, criado pela Lei N° 344 de 03 de Setembro de 1991, tem como finalidade definir a Política Municipal de Saúde em consonância a Leis Federais N° 8080/90 e N° 8142/90, e Portarias Ministeriais que normatizam a política nacional de saúde objetivando a organização do Sistema Único de Saúde no Município, competindo-lhe:

I - atuar na formação e controle da execução da política de saúde, incluídos seus aspectos econômicos, financeiros e de gerencia técnico–administrativa;

II - estabelecer estratégias e mecanismos de coordenação e gestão do SUS, articulando-se com os demais órgãos colegiados em nível nacional, estadual e municipal;

III - traçar diretrizes de elaboração e aprovar os planos de saúde, adequando- os às diversas realidades epidemiológicas e à capacidade organizacional dos serviços;

IV - propor a adoção de critérios que definam qualidade e melhor resolutividade verificando o processo de incorporação dos avanços científicos e tecnológicos na área;

V - propor medidas para o aperfeiçoamento da organização e do funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS);

VI - examinar propostas e denuncias, responder a consultas sobre assuntos pertinentes a ações e serviços de saúde, bem como, apreciar recursos a respeito de deliberações do plenário;

VII - fiscalizar e acompanhar os desenvolvimentos das ações e serviços de saúde e saneamento básico;

VIII - propor a convocação e estruturar a comissão Organizadora das Conferências Municipais de Saúde;

IX - fiscalizar a movimentação de recursos repassados à Secretaria Municipal de Saúde e/ou ao Fundo Municipal de Saúde;

X - estimular a participação comunitária no controle da administração do Sistema de Saúde;

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XI - propor critérios para a programação e para as execuções financeiras e orçamentárias do Fundo Municipal de Saúde, acompanhando a movimentação e destinação de recursos;

XII - estabelecer critérios e diretrizes, quanto à localização e ao tipo de Unidades Prestadoras de Serviços de Saúde Públicas e Privadas, no âmbito do SUS;

XIII - elaborar, aprovar ou alterar o seu Regimento Interno;

XIV - estimular, apoiar ou promover estudos, e pesquisas sobre assuntos e técnicas na área de saúde e de interesse para o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS);

XV - outras atribuições estabelecidas pela Lei Orgânica de Saúde e pela Norma Operacional Básica/96, NOAS/ 2001/2002, Portaria 399/06 que estabelece o pacto pela Saúde.

CAPITULO II Da Composição

Art. 2° - O Conselho Municipal de Saúde será composto por 12 (doze) membros conselheiros de forma paritária entre usuários e demais seguimentos, de acordo as Leis Municipais de números 471/2000, 538/ 2002, e a Resolução nº 333/2003 do Conselho Nacional de Saúde – CNS, ficando assim distribuídos conforme os dispositivos legais referidos:

a) 50% (cinqüenta por cento) com 06 (seis) membros conselheiros representantes dos usuários,

b) 25% (vinte e cinco por cento) com 03 (três) membros conselheiros representantes dos trabalhadores de saúde.

c) 25% (vinte e cinco por cento) com 03 (três) membros conselheiros representantes do governo e prestadores de serviços de saúde.

§ 1º - Os representantes, titulares e suplentes serão indicados pelas entidades ou órgãos a que pertençam.

§ 2º - Os membros titulares serão substituídos em suas funções e impedimentos, pelos seus respectivos suplentes.

§ 3º- A ausência de membro titular ou suplente, sem causa justificada por 03 (três) vezes consecutivas ou 05 (cinco) alternadas, no período de 06 (seis) meses, implicará na sua substituição imediata, e havendo o descumprimento no prazo de 30 (trinta) dias, o Conselho promoverá a substituição da entidade ou órgão indicador de representante no COMUS.

Art. 3º - O Conselho terá um presidente, eleito entre seus membros, e um Secretário Executivo escolhido pelo Presidente e aprovado pelo conselho.

§ 1º - O mandato dos conselheiros e do presidente, será de 02 (dois) anos, podendo ser reconduzido por igual período, uma única vez.

§ 2º - Na ausência do Presidente do Conselho e do seu suplente, a plenária elegerá um representante para substituí-los na presidência dos trabalhos.

CAPITULO III Do funcionamento

Art. 4° – O Conselho reunir-se-á nas dependências que lhe forem destinadas, mensalmente, em sessão ordinária e, extraordinariamente, quando convocado pelo seu Presidente ou pela maioria de seus membros.

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Parágrafo Único – As reuniões deverão ser abertas ao público, com pauta e data previamente divulgadas e ocorrerão sempre, no horário das 14h00min às 16h00min, podendo ser prorrogadas por necessidade dos assuntos a serem discutidos.

Art. 5° – O funcionamento do Conselho dar-se-á com os Conselheiros presentes no horário estipulado, respeitando-se nos casos das deliberações para votação, o quorum mínimo exigido, obedecendo à seguinte seqüência:

1 – Abertura e verificação do número de conselheiros presentes;

2 – Leitura, discussão e aprovação da ata da reunião anterior;

3 – Leitura do expediente, discussão e deliberação dos projetos em pauta;

4 – O que ocorrer;

Parágrafo Único – Os membros do Conselho deverão ser informados dos assuntos da pauta com antecedência mínima de 05 (cinco) dias úteis.

Art. 6° – As deliberações serão tomadas sob forma de indicações, moções ou resoluções e serão tomadas por votação, exigindo-se para aprovação em primeira convocação, maioria absoluta de conselheiros presentes.

Parágrafo Único – Não havendo quorum, será feita uma segunda convocação com 08 (oito) dias de intervalo, e repetindo-se a falta de quorum, será feita uma terceira e última convocação para deliberação com qualquer número de conselheiros presentes.

Art. 7° - O Conselho será formado por uma Mesa Diretora, composta por três (03) membros, de forma paritária entre seus representantes, eleitos em plenário, composto por um presidente, primeiro e segundo Secretários e respectivos suplentes.

Art. 8° - Nas sessões ordinárias, poderá o Conselho discutir e deliberar sobre matérias estranhas à ordem do dia se algum dos seus membros o solicitar, justificando a urgência e a necessidade da apreciação não prevista.

Art. 9° - Os assuntos incluídos na Ordem do Dia e que por qualquer motivo não tenham sido objeto de discussão e de deliberação, deverão constar, necessariamente da pauta da sessão ordinária seguinte.

Parágrafo Único – Havendo processos para deliberação, o Secretário Executivo os encaminhará ao relator, escolhido pelo plenário.

Art. 10 – O relator terá prazo determinado de acordo com a natureza e complexidade do processo, contando da data do recebimento do processo, para apresentar ao Secretário Executivo os relatórios e os pareceres conclusivos.

Parágrafo Único – Os relatórios e os pareceres dos relatores que forem entregues ao Secretário Executivo, com antecedência mínima de 08 (oito) dias de cada sessão deverão ser incluídos na pauta da próxima reunião do Conselho, depois de reproduzidos e distribuídos entre os demais membros do Conselho.

Art. 11 - Todas as reuniões do Conselho serão lavradas em atas circunstanciadas.

CAPITULO IV Das Atribuições

Art. 12 - Ao Presidente do Conselho Municipal de Saúde, compete:

I - representar o Conselho e designar um de seus membros para fazê-lo, quando necessário;

II – presidir as reuniões;

III – subscrever e fazer executar as decisões do Conselho;

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IV – decidir as questões de ordem;

V – aprovar a agenda da ordem do dia das sessões;

VI - convocar sessões extraordinárias;

VII – executar outras atribuições inerentes à função.

Art. 13 - Aos membros do Conselho compete:

I - comparecer às reuniões ordinárias e extraordinárias, justificando as faltas quando ocorrer;

II – relatar no prazo regimental, os processos que lhe forem distribuídos, proferindo parecer conclusivo;

III - requerer, justificadamente, que constem da pauta assuntos que devam ser objeto de discussão e deliberação, bem como, de preferência para o exame de materiais urgentes;

IV – representar o Conselho quando designado pelo seu Presidente;

V – requerer a convocação de reunião extraordinária do Conselho para discussão de assuntos urgentes;

VI – apresentar projetos de resolução e formular moções ou proposições no âmbito das competências do Conselho;

VII – solicitar diligência em processos que não estejam suficientemente instruídos, apresentando parecer na reunião subseqüente;

VIII – propor alterações deste regimento;

IX – requerer assessoria Técnica e Consultoria por parte de órgãos que possam dar suporte e apoio técnico ao Conselho;

X - exercer outras atividades inerentes a função.

§ 1º - Nenhum Conselheiro poderá ser remunerado pelas suas atividades, sendo as mesmas consideradas de relevância Pública.

§ 2º - Somente terá direito a voz nas reuniões do Conselho, o conselheiro titular e na sua ausência, o suplente.

Art. 14 - Á Mesa Diretora compete:

I – apreciar os processos encaminhados ao Conselho, emitindo parecer;

II – requerer visitas inspeções que houver solicitação do Conselho;

III – definir prazo para apreciação de relatórios, prestação de contas e outros processos de competência do Conselho.

Art. 15 - Ao Secretário Executivo compete:

I – coordenar, supervisionar e dirigir as atividades de apoio administrativo ao Conselho;

II - secretariar as reuniões do Conselho e lavrar as respectivas atas;

III – providenciar a convocação das sessões;

IV – organizar de acordo com o Presidente, a Ordem do Dia para as sessões;

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V - diligenciar, junto aos organismos técnicos e administrativos, a preparação dos processos;

VI – providenciar a distribuição de cópia de ata da ultima reunião aos membros do Conselho, bem como, da Ordem do Dia e sessão a ser realizada com antecedência mínima de 05 (cinco) dias;

VII – comunicar de imediato as respectivas entidades as faltas de seus representantes;

VIII - cumprir outros encargos que lhe forem atribuídos pelo Presidente.

CAPITULO V Das Disposições Gerais

Art. 16 - Em atendimento à Resolução n° 333, de 04 de novembro de 2003, do Conselho Nacional de Saúde, o Conselho Municipal solicitará ao Poder Executivo Municipal a dotação orçamentária necessária para o seu funcionamento.

Art. 17 - A prestação de contas dos recursos repassados à Secretaria Municipal de Saúde e/ou ao Fundo Municipal de Saúde deverão ser apresentados para devida apreciação, juntamente com o relatório de atividades realizadas a cada trimestre.

Art. 18 - Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho de acordo com o que preceitua os Artigos 9º e 10 do presente Regimento.

Art. 19 - Só poderão ocorrer alterações neste Regimento quando houver necessidade de adequação a dispositivos legais ou por proposta de 2/3 (dois terços) dos seus membros, observando-se o artigo 6º deste Regimento Interno.

Art. 20 - O presente Regimento Interno entra em vigor a partir da data de sua aprovação pelo Conselho.

Candeias, 04 de Outubro de 2007.

Lindinalva Freitas Rebouças Presidente do Conselho

Referências

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