• Nenhum resultado encontrado

: Brapci ::

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share ": Brapci ::"

Copied!
5
0
0

Texto

(1)

I,

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

,-

BA

I

D

j,

f ~ " " " \

q.

cbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

; ? i / / / . ,

,_<f:o ••

R B B D - C e c i l i a , p r i m e i r a m e n t e , q u e r e m o s

c o n h e c e r u m p o u c o d e s e u t r a b a l h o , c o m o

p l a n e j a d o r a e e x e c u t o r a d a o r g a n i z a ç ã o d a

B i b l i o t e c a d a C â m a r a d e V e r e a d o r e s d e S ã o '

P a u l o .

Cecília -A Biblioteca da Câmara Municipal de São Paulo foi criada em 1948, mas

apre-sentava o aspecto de ser apenas depositária

das publicações que recebia por doação ou

adquiridas por sugestão de algum

interes-sado. Era passiva, não atuante, quase

amor-fa, aberta apenas a interessados dentro de

um certo limite de assuntos. Em maio de

1972, quando assumimos a Chefia,

come-çou a ser reestruturada conforme as

moder-nas técnicas de Biblioteconomia, passando

a ser ativa e não mais passiva. Após serem

atendidas as necessidades essenciais, a

Biblioteca foi reorganizada, obedecendo

a .bra .

(2)

aos verdadeiros sistemas de coleta,

armaze-nagem e recuperação. da informação,

cor-respondentes ao. acervo. já existente.

cbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

R B B D - D ê - n o s u m e x e m p l o d e m o d i fi c a

-ç ã o q u e fo i fu n d a m e n t a l p a r a a d i n a m i z a

-ç ã o d a B i b l i o t e c a .

Cecília - Hoje, ternos, na Câmara Municipal de São. Paulo, um Centro. de

Documenta-ção. e Informâtica, órgão. atuante,

destina-do a atender de imediato. não. só aos

par-lamentares, aos funcionários e às unidades

-da Câmara, como também ao. público. em

geral. Aqui se distinguem duas partes

dis-tintas e interligadas, pois uma não.

sobre-Entrevista

vive sem a outra: Documentação e Biblia.

teca. Quanto. à Documentação, nela

dis-tingue-se a área legislativa e a área parla.

mentar. Na área legislativa, estão sendo

reunidas todas as disposições legais, de

interesse da Câmara, tais como: leis, decre.

tos, etc., de âmbito. municipal e, quando

necessárío, leis, decretos, etc., de âmbito

federal e estadual; legislação. no.rmativa

da Câmara, tais como: decretos legislativos

resoluções, atos da mesa, portarias, o.rden;

internas, pareceres de natureza jurídica,

BA

e t ç ,

. A recuperação. dessas informações, na área

federal, pode ser feita manualmente ou

mecanicamente, mediante a utilização. do

Cecília Andreottí Atienza,

bibliotecária das mais ativas,

é focalizada nesta entrevista para mostrar a força do profissional

brasileiro e sua versatilidade como planejador,

líder de classe, mestre e autor.

86

R. bras. Biblioteeon. e Doe. 13 (1/2): 85-93,jan./jun. 1 9 8 0

r tJ1linal de Processamento de Dados, cujo.

eeuipamento. está diretamente ligado. ao.

c~ntro. de Processarnento de Dados do.

senado. Federal - PRODASEN. Na área

arlamentar estão. sendo. reunidos todos os

~ado.sde interesse, tais corno: documentos histórico.s, relativos à História .da Câmara,

incluindo.manuscritos, su bsídios 'hístóricos

e interpretativo.s, relatôríos: de prefeitos,

anais, atas e relatórios da Câmara,

litera-tura histórica, obras de referência básica

sobre heráldica e genealogia, obras raras

referentes à História do. Município.' de São.

Paulo., pesquisas específicas em arquivos

particulares, conferências, cursos, palestras,

etc.; documentos que possam constituir o.

acervo.íconogrâfíco, tais como: fotografias,

símbo.lo.s, placas comemorativas,

meda-lhas, bandeiras, -pin turas, quadros

figura-dos, títulos honoríficos, mapas, plantas,

etc.; documentos que possam constituir o.

acervo. hemerográfico, tais como: recortes

dejornaís.

R B B D - A o l a d o d a D o c u m e n t a ç ã o e s t á a

B i b l i o t e c a . Q u e t i p o d e l i t e r a t u r a o p ú b l i c o

p o d e e n c o n t r a r e m s e u a c e r v o ?

Cecilia - Quanto. à Biblioteca, em sentido.

estrito, ela reúne um acervo. até certo. po.n-to. especializado. em Ciências Sociais, mas

Co.nfo.rme as necessidades, abrange outros

ramos, tais como: Direito, Política,

Econo-mia Política, Sociologia, Administração.

Pública, Biblioteconomia, Educação,

Co-mércio., Transporte, Cornunicação, USo.s e

Co.stumes, História Política e Cultural de

São. Paulo, Urbanismo, etc., sem esquecer

a Literatura, até a medida que auxilie os

funcionários da Casa. Abrange, ainda, o.

acervo. da Biblioteca, uma exaustiva

cole-ção de períódicos nacionais e, também,

exaustiva coleção de obras bibliográficas

e de referência, dando. ênfase às obras de

referência para pesquisa da documentação

a.

bras. Biblioteeon. e Doe. 13 (1/2): 8~-93,jan./jun. 1980

jurídica. Não. podemos deixar de

meneio-nar que foí doada à Câmara, a Biblioteca

do. ilustre historiador Aurelíano Leite,

cujo. acervo. se constitui de obras, em sua

maioria, sobre a história de São. Paulo,

café, viagens, política, literatura,

dícioná-rios, enciclopédias, documentos

parlamen-tares, etc., perfazendo. um total estimativo.

de 10.000 volumes. Esta doação foí feita

pelo. próprio. Aureliano Leite.

R B B D - C o m o s ã o d e i n t e r e s s e d o s b i b l i o t e - s

c á r i o s d e t a l h e s s o b r e a u t o m a t i z a ç ã o , pode-,

r i a d e s c r i v a r o T e r m i n a l d e P r o c e s s a m e n t o

-d e D a d o s i n s t a l a d o n o e D I , c o m o i n s t r u

-m e n t o d e r e c u p e r a ç ã o a u t o m a t i z a d a d a l e

-g i s l a ç ã o a n i v e l fe d e r a l ?

Cecilia - A título. de esclarecer como

recuperar as informações, atualmente

dis-poníveís nos Bancos de Dados do. Senado.

Federal, devo. dizer que alguns setores têm

sob sua responsabilidade fornecer

informa-ções ao. PRODASEN. Estas informações

são. transformadas em dados e estes

arqui-vados em meio. magnético; estes arquivos,

organizados de forma adequada,

consti-tuem os Bancos de Dados. Para' se chegar

a um conceito mais preciso. do. que vem a .

ser um Banco. de Dados, parece mais

conve-niente percorrer o. caminho que é seguido.

para sua criação. É o. que se faz a seguir,

tornando-se por início. e exemplo. a

ativida-de do. órgão. encarregado. da manutenção.

do. Banco de Dados de Legislação:

• de posse do. texto. completo da norma

jurídica, publicada no. órgão. oficial

competente, faz-se uma análise de seu

conteúdo, selecionando-se as

informa-ções que a identifiquem por completo

e que possibilitam sua posterior

recupe-ração; poder-se-ia denominar esta etapa

de "análise de documento-fonte e

sele-ção. de seus respectivos identificadores";

• estas informações são, então, transcritas

(3)

em formulário próprio;

• este formulário é encaminhado ao

PRODASEN, que procederá à criação

de um registro em meio magnético, com os dados nele contidos;

• este registro conterá, portanto, um

con-junto de dados que é um resumo do

documento-fonte.

cbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

R B B D - Q u a i s osp r i n c i p a i s t i p o s d e i n fo r

-m a ç ã o q u e fa z e m p a r t e d o s B a n c o s d e D a

-d o s -d o P R O D A S E N ?

Cecilia - Segue-se a apresentação do

con-teúdo dos Bancos de Dados atualmente

dis-poníveis, tais como:

• referências às normas jurídicas editadas

no país, desde setembro de 1946, até o

nível de decreto; os textos completosde algumas normas jurídicas (Emenda

Cons-titucional n9 1, de 1969, CLT, Código

Tributário e outras);

• referências a algumas normas de

hierar-quia inferior a decreto, notadamente

portarias e outros atos normativos do

Ministério da Fazenda;

• referências a discursos de Senadores, a

partir de 1973;

• dados sobre as atividades das Comissões

Permanentes do Senado Federal e

Comis-sões Mistas do Congresso Nacional,

com-preendendo, inclusive, sua composição;

• dados sobre 'as atividades parlamentares

dos Senadores, a partir de 1972;

• informações sobre proposições que

tra-mitam ou tramitaram (a partir de 1972)

no Senado Federal, Câmara dos Deputa-dos e Congresso Nacional,

compreenden-do as respectivas ações legislativas;

• referências a decisões de Tribunais

Su-periores (TST e STF);

• referências a artigos publicados em

pe-riódicos dispon íveis na Biblioteca do

Senado Federal;

• referências a obras publicadas

disponí-veis na Biblioteca do Senado Federal.

R B B D - C o m o o u s u á r i o t e m a c e s s o à s i n

-Entrevista

fo r m a ç õ e s d o s B a n c o s d e D a d o s ?

Cecília - Os serviços do Terminal estão'

disposição dos Senhores Vereadores, FUl]a

cionários da Casa e público em geral. As

consultas podem ser formuladas por eSCri.

to, oralmente ou por telefone, através do

CDI ou diretamente à sala onde o Terminal

está instalado. A recuperação das infonna.

ções é feita através do terminal 3275 (video

semelhante à tela de televisão) e terminal

3284 (impressora). A consulta é teclada no

terminal e enviada para a Unidade Central

de Processamento - CPU. A CPU consulta

os discos magnéticos, onde se encontra c

Banco de Dados. Via de regra, se, por even.

tualidade de qualquer natureza, a resposta

à pesquisa não puder ser concretizada

através de processo automatizado, caberá

ao funcionário responsável pela mesma.

recorrer, incontinente, à Biblioteca, que se

incumbirá de fornecê-Ia, por meio de pro

cesso manual, ou seja, através de publica

ções ou de outras fontes de referência, que

possam satisfazê-Ia a contento, As menss

gens MGSW (Message Switching) são

uma transação que permite a comunicação

en tre dois usuários dos' terminais,

BA

s ó poden

do ser transmitidas após autorização da

Diretoria do CDI.

R B B D - Os u c e s s o a l c a n ç a d o n a e s t r u t u r a -ç ã o d o C D J p o d e r i a s e r a t r i b u i d o à s u a e x

-p e r i ê n c i a a n t e r i o r -p o s i t i v a e m p l a n e j a m e n :

t o s s e m e l h a n t e s ?

Cecilia - Sim. Acredito que o resultado

po-sitivo desse planejamento foi fru to de

ou-tras experiências em que tomei parte ativa.

como: Plano para instalação e organização

da Divisão de Documentação - DAMU.4

em colaboração com Laura G. M. Russoe

Liana C. Lornbardi; Plano para instalação

e organização de uma Rede de Biblioteca'

do Estado de São Paulo, em colaboração

com Maria Alice Fernandes Carreira ( e s te

trabalho foi apresentado à antiga Comissão

Estadual de Literatura da Secretaria Esta'

dual de Cultura); Plano para instalação e

organização do Centro de Informação da

puderam se preocupar em divulgar o seu

trabalho para que outros tivessem a oportu-nidade de dele se socorrer. Nas minhas visi-tas, pude observar como é grande o número

de profissionais que no país, e mais

particu-larmente em São Paulo e Brasília (onde se

localizam bibliotecas jurídicas de grande

exponencial), realizam essa tarefa, que é

bastante complexa, isoladamente, cada um

à sua maneira, e até certo ponto o mesmo

tipo de trabalho. Na realidade, essa área

"não é pouco abordada" pelos

bibliotecá-rios brasileiros, mas "pouco explorada" e

nada divulga da.

Cecília Andreotti Atienza

federação Paulista de Futebol, em

colabo-raçãO com Maria Almeida Sales; Plano de

Microfllmagem dos Documentos da Junta

Cornercial de São Paulo, em colaboração

córn Laura G. M. Russo e Liana C.

Lombar-di; incluindo um trabalho apresentado no

VICongresso Brasileiro de Biblioteconomia

e Documentação, realizado em Belo

Hori-zonte, em colaboração com Maria Alice

Fernandes Carreira, sobre Bibliotecas e

Centros de Documentação, ao qual são

anexados quatro tipos de planejamentos:

plano de um centro de documentação de

um órgão público, de um órgão científico,

de uma rede de bibliotecas e de uma biblio-teca universitária.

R B B D - T e m o s c o n h e c i m e n t o d e d i v e r s o s

c u r s o s s o b r e R e fe r ê n c i a L e g i s l a t i v a e d e

a s s e s s o r a m e n t o s d e s e n v o l v i d o s p o r v o c ê e m

v á r i o s E s t a d o s d o P a i s . C o m o n a s c e u e s s e

i n t e r e s s e p o r u m c a m p o t ã o p o u c o d e s e n

-v o l -v i d o e n t r e os b i b l i o t e c á r i o s b r a s i l e i r o s ?

Cecília - O meu interesse por um campo

tão desconhecido ou tão pouco explorado

nasceu quando a ilustre bibliotecária, Laura

G. M. Russo, a quem dedico um profundo respeito pelo trabalho que vem executando em todos os setores pelos quais se dedica, convidou-me para ocupar o cargo de Chefe

de Seção de Referência Legislativa e

Estru-tura Municipal d-; Divisão de

Documenta-ção (cuja Diretora era a própria Laura

Russo) do extinto órgão, Departamento de

Administração do Município de São

Paulo - DAMU, hoje, Secretaria Municipal

de Administração. Na época o assunto me

assustou, mas, passado o primeiro impacto,

~ceitei o desafio e visitei quase todos os

Orgãosque se dedicavam à legislação e juris-Prudência.

R B B D - N e s s e p r i m e i r o c o n t a t o fe i t o c o m o

C h e fe d e S e ç ã o d e R e fe r ê n c i a L e g i s l a t i v a , o q u e V o c ê v e r i fi c o u ?

Cecília - Embora muitos fizessem as

mes-mas coisas, nunca se preocuparam ou não

R B B D - C o n t e - n o s c o m o n a s c e u s e u p r i

-m e i r o t r a b a l h o n a á r e a d e R e fe r ê n c i a L e -g i s l a t i v a .

Cecília - Ainda no DAMU-4 e, sob a Chefia

de Laura Russo, como muitos outros

pro-fissionais que se dedicam à Documentação

Jurídica, elaborei uma metodologia de se

catalogar e indexar a legislação municipal,

método esse que, após 4 anos de serviço

no DAMU-4 e mais 7 anos na Câmara,

apresentei, como resultado, o sistema hoje

divulgado no meu livro. Mas, até a

publica-ção do livro, esse trabalho fora divulgado

em Congressos e Cursos. Baseados, talvez,

nessas informações, recebi muitos convites

para ministrar cursos em outras cidades,

tais como: Belo Horizonte, Brasília, Porto

Alegre, Curitiba, Belérn, Florianópolis, etc.,

como os que já vinham sendo ministrados aqui em São Paulo. Cada vez que ministra-'

va esses cursos, sempre acontecia o grande

problema: todos queriam cópias das minhas

anotações; evidentemente, com muita

razão, pois quem participa de um curso,

sempre quer contar com um texto de

apoio.

R B B D - A l é m a e s s e s c u r s o s , d e q u e o u t r a

fo r m a v o c ê p ô d e t r a n s m i t i r s e u t r a b a l h o ?

Cecilia - Em 1972 fui convidada pela

Esco-la de Biblioteconomia da FESP de São

Pau-lo para ministrar curso de Referência

(4)

tiva, como matéria semestral. Mas, em

de-terminada época, não pude continuar,

devido aos meus afazeres na Câmara, que,

cada vez mais, exigiam minha presença,

como também o fato de ter-me

matricula-do na Faculdade de Direito, o que me

tomou o pouco tempo disponível. Por isso,

preferi me dedicar mais a cursos

esporá-dicos e de especialização, em épocas

de-terminadas. Por outro lado, tenho

atendi-do dentro das minhas possibilidades, a

vários convites para prestar Assessoria na

implantação e desenvolvimento de

servi-ços de indexação legislativa, tais como:

Assessoramento Técnico da Biblioteca da

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras

"Nove de Julho"; Assessoramento da

equi-pe do Instituto de Desenvolvimento

Econô-mico-Social do Pará-IDESP, encarregada da

Implantação do Setor' de Referência

Legis-lativa do órgão. Atendemos, também, a

diversos pedidos de orientação, como da

Universidade Federal de Mato Grosso,

Petrobrás, Volkswagen (São Paulo), etc.,

no sentido de implantarem um sistema de

indexação legislativa e também de

biblio-tecas jurídicas.

cbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

R B B D - O q u e n o s p o d e a d i a n t a r s o b r e o

" I n d i c e d a s D i s p o s i ç õ e s L e g a i s " d a R e v i s

-t a d a F E B A B , c u j a r e s p o n s a b i l i d a d e e s t á

a fe t a a v o c ê ?

Cecília - O índice da legislação, referente à

Biblioteconomia e aos assuntos correlatos,

foi elaborada com a colaboração de Linda

Haydée Liebert, Vera Lúcia Fagundes e'

Ana Maria Naime Barbosa. A parte

refe-rente a outros assuntos da Revista foi

ela-borada por Elena Harada e Astrid Trajano,

todas bacharéis em Biblioteconomia e

funcionárias do COI. Quando a Editora

da Revista da FEBAB, Profa. Neusa Dias

de Macedo, me convidou a executar a

tare-fa de indexar todas as disposições legais

publicadas no Boletim da Federação

Brasi-leira de Associações de Bibliotecários

(1962-1972) e na Revista Brasileira de

Bi-blioteconomia e Documentação (1973.

1978), vi-me às voltas com um grande pro.,

blema: a necessidade de inov_ar sobre

referências bibliográficas da ABNT é

omissa a este respeito. Após venci das as

primeiras dificuldades, o índice já está

pronto, devendo ser publicado, brevemente

encontrando-se dividido em três partes~

1~ parte: Citação bibliográfica das Dís,

posições Legais, fichas nums,

radas seqüencialmente, ords,

nadas pela epígrafe, ou seja,

em primeiro lugar, ordem ai.

fabética de autoria e em se.

gundo lugar, ordem

cronoló-gica das disposições legais;

2~ parte: Ordem alfabética dos descri.

tores com remissão ao

núme-ro da ficha respectiva;

3~parte: Ordem alfabética de todos os

termos sinônimos e relaciona.

dos para os descritores

auto-rizados no trabalho.

E, como resultado, surgiu um trabalho

denominado "Citações Bibliográficas de

Disposições Legais: uma proposta para

a ABNT", apresentado no -X -Congresso

Brasileiro de Biblioteconomia e Documen

tação, realizado em Curitiba e aceito pela

Comissão da ABNT, encarregada de estudar

o assunto.

R B B D - Q u e m e n s a g e m v o c ê t e r i a p a r a

t r a n s m i t i r a o s b i b l i o t e c á r i o s s o b r e o t r a ·

b a l h o e a a t u a ç ã o d e u m R e p r e s e n t a n t e

d e C o n s e l h o s d e C l a s s e ?

Cecília - Em 1972, fui eleita para integrar o

CFB, onde permaneci durante seis longoS

anos. Apesar de ter sido uma experiência

interessante, pois, de um lado, tive a opor'

tunidade de oferecer inúmeros trabalhos

para serem discutidos, modificados e

apro-vados, após a devida discussão por

BA

u r l l

Plenário consciente; por outro lado, ofere'

ceu-me a oportunidade de conviver c a r i l

colegas de todo o Brasil, muitos deles c a r i l

90

R. bras. Biblioteeon. e Doe. 13 0 / 2 ) :8S'-93,jan./jun.198 0

Cecflia Andreotti Atienza

UJIl8bagagem profíssíonal relevante. Apesar

de todos esses fatos, que acrescentam

alores em nossa experiência profissional,

~bém houve seu lado crucial. Unindo

esses dois aspectos e juntando uma boa

dose de otimismo e coragem, trouxe como

resultado uma lição de aprendizado que

não se ensina nas escolas (por melhor que

seja apresentada). Acredito que os

proble-mas desagradáveisadvieram pela falta de

maturidade profissional da maioria dos

elementos da classe bibliotecária.

R B B D - V o c ê p o d e r i a fu n d a m e n t a r o b j e t i

-v a m e n t e e s s a s u a a fi r m a ç ã o ?

CeCIlia-Justifico essa hipótese citando

co-mo exemplo o que ocorreu quando da

ten-tativa de modificação da Lei 4084/72. O

CFB, como todos os profissionais

bibliote-cários conscientes, vem sentindo, há muitos

anos, a necessidade de se modificar a nossa

Lei, pois ela deixou de atender aos

objeti-vos principais da profissão, em decorrência

do desenvolvimento.

Na minha opinião, acho que devem

ser combatidos os hábitos arraigados da

classe, como o de tecer críticas

indiscrimi-nadas que, por motivos ideológicos, ou

falho conhecimento do assunto, se fazem

aleatoriamente; já é tempo de superarmos

uma das notas características das culturas

subdesenvolvidas, que consiste numa

atitu-de hipercrítica, levada ao extremo

patoló-gico de autoflagelação. O que interessa. nos

assuntos mais delicados, é a análise objetiva e serena dos fatos, a começar por suas raízes históricas.

parte do contexto sócio-cultural onde deve

atuar. Assim, para que o Bibliotecário

possa ocupar seu lugar na sociedade, deverá

ser sempre um profissional aberto às novas

ii:léias e aos métodos, de forma a poder

atender às novas e às maiores. exigências

inerentes ao trabalho profissional. Não

posso deixar de lembrar, por outro lado,

aos órgãos de Classe, baseada na minha

experiência de FEBAB e CFB, que um dos

objetivos mais importantes de sua

compe-tência, é a defesa do profissional,

enfati-zando aos mesmos que o conceito gozado

por uma pessoa no meio social e

profissio-nal é um bem jurídico que. a lei protege e,

conseqüentemente, a fiscalização dessa

proteção cabe aos órgãos de Classe. Quem

assoalhar, propagar, divulgar, fizer alarde

de coisas infamantes, que agridam a

respei-tabilidade alheia, mesmo que verdadeiras,

manifesta "animus difamandi" e se toma

réu do delito de difamação.

n

hora de

união e não de desarmonia.

R B B D - F i n a l m e n t e , c o n t e - n o s s o b r e a s u a

e x p e r i ê n c i a , c o m p e n s a ç õ e s e d i fi c u l d a d e s ,

c o m o a u t o r a d o l i v r o Documentação

Ju-rídica.

Cecília - A Documentação Jurídica, no

sen-tido mais estrito do termo, liga-se à análise

e à indexação de atos legais,

acompanhan-do o nascimento, desenvolvimento e

modi-ficação da legislação e jurisprudência, até

a sua formal divulgação, mediante urna

estrutura bem delineada que possa atingir

a mecanização desses elementos, através

do computador, para urna disseminação

l U J B D - T e n d o e m v i s t a a s c r i t i c a s fe i t a s à mais rápida. As obras jurídicas e os

períô-c l a s s e , v o períô-c ê p o d e r i a n o s d i z e r m a i s d e t a l h a - dicos em matéria jurídica recebem

trata-d a m e n t e s o b r e o p a p e l d o B i b l i o t e c á r i o ? mento tradicional biblioteconôrnico, mas

~eília -

n

vital que o Bibliotecário se cons- as regras que compõem o nosso Direito

Clentize do papel que desempenha perante positivo exigem elaboração e apresentação

a ComUnidade e se aprofunde mais nos especial. Visando a. este objetivo foi que

aspectos teóricos de sua profissão, não fi- surgiu a obra Documentação Jurídica, uma

~do, apenas, no desenvolvimento e aper- intr~dução à análise e à indexação de atos

lÇOlllnento das técnicas, mantendo-se à . legais,

(5)

R B B D - Q u a l a e s t r u t u r a g e r a l d a o b r a ?

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

Cecilia - Ela está dividida em duas partes:

1) uma teórica, de natureza introdutó

ria, destinada a traçar os limites dos

ter-mos jurídicos, necessário à técnica de

documentação, que necessitam ser

preci-sos, afastando a sinonímia abundante no

campo jurídico, cuja linguagem, ciência

cultural que é, não tem a rigidez das

ciên-cias exatas. Não sendo Bacharel em

Ciên-cias Jurídicas e Sociais, vali-me,

conscien-temente, de conceitos e considerações de

autores renomados, usando os mesmos e

creditando-lhes o mérito na bibliografia e

na introdução. Essa parte conceitual se fez

necessária, para mostrar o que de Direito

deve ser documentado. Nessa parte,

en-contra-se matéria conceitual

circunscri-ta a preocupações jurídicas, exclusivamente

introdutórias.

2) A segunda parte, de natureza técnica, é o cerne da obra, em que se apresenta uma

sistematização e organicidade para os

tra-balhos de documentação jurídica. Sobre

este ângulo, pode-se observar como se

forma um Catálogo de Documentação

Jurí-dica, sua fínalídade e sua 'estrutura,

distin-guindo o catálogo numérico e o catálogo de

assuntos, dando uma série de exemplos

concretos, passando em revista todas as

alternativas possíveis de casos a serem

transcritos em fichas catalográficas,

fi-xando, também, normas para o sistema

de arquivamento de atos legais. Quanto

ao sistema de indexação, advogo o método

de vocabulário controlado, na área jurídica,

estabelecendo critérios na confecção de

listagem terminológica, ressaltando as

difil-culdades de qualquer tipo de indexação

com relação a duplicidade de palavras para

indicar situações idênticas ou situações

diferentes, denominadas por palavras iguais

ou a diversidade de leis sobre a mesma

ma-téria, ou ainda, a imprecisão técnica das

redações legais, etc. Não me estendi quanto

às considerações sobre a elaboração de um

tesouro jurídico, porque o assunto está

sendo objeto de um novo livro.

Entrevista

R B B D - S e r i a p o s s t v e l v o c ê n o s d a r 1 4

b . . d ~

e s a ç o m a i s p r e C I S O , p a s s a n o c a p i h l ~

p o r c a p i t u l o ?

Cecilia - No capítulo em que faço umaex.

planação da Técnica Legislativa, o intuit

foi de não só apontar as falhas das fórmUl~

inúteis de que a lei às vezes se serve, d~

expressões constitucionais acerca da le~

lação, da arte de redigir disposições leg~

incluindo normas técnicas para numera.

ção e alteração mas, principalmente,

%

aos bibliotecários subsídios para elaboraçàQ

de regulamentos e regimentos de bibliote

cas, bem como normas estruturais de

BA

s e U !

serviços internos. Em capítulos à parte

apresento uma descrição exaustiva d~

conteúdo dos Diários Oficiais da União

do Estado de São Paulo, do Município

d;

São Paulo e do Congresso Nacional.

Sob o título de Publicações Jurí

dicas ofereço um levantamento de toda!

as publicações jurídicas existentes, atéI

época em que o livro foi elaborado com

descrição de conteúdo, local de publica

ção, datas e muitos outros dados de rele

vância, para que o bibliotecário tenha con

dições de selecionar as publicações de

maior interesse, conforme as condiçõe

monetárias de sua instituição, bem como

apresento uma lista comentada, quase

exaustiva de todas as obras de referência

jurídica (dicionários, enciclopédias, cartei

ras forenses, vademecuns, etc.),

Quanto ao capítulo das Citações Bi

bliográficas de Disposições Legais, onde

explico como citar, bibliograficamente,

leis, decretos, artigos de disposições legail

etc., já está superado pelo trabalho ma~

exaustivo apresentado no Congresso de

Curitiba, já mencionado na resposta

anterior.

R B B D - C o m a p u b l i c a ç ã o d e Documenta·

ção Jurídica, q u a l o v a z i o q u e s e p r e e n c h e

n o e s p a ç o e d i t o r i a l ?

Cecília - O livro ainda oferece, como subsí '

dio, algumas informações sobre Informáti'

Cecília Andreotti Atienza

Jurídica e, mais especificamente, sobre o

ca ODÁSEN (Centro de Processamento de

rRdos do Senado Federal). A finalidade do

faro foi preencher uma lacuna nessa área,

IVís inexistia obra que explicasse e

consoli-rsse não somente os conhecimentos

jurí-;cos mais necessários para bibliotecários,

elll prévia formação jurídica, mas também

~xplicasse, com base em noções jurídicas

contidas na obra, como organizar e manter

ulll ar9.uivo de documentação jurídica.

Usei, na obra, o critério de citação por

extrato (quando se apreende o pensamento

dos autores com que lidamos, fazendo

referência a ele, resumindo-lhe a respeito

da Illatéria em exposição) e de citação por

integração (quando se enxerta o

pensa-mento alheio dentro das frases que se

for-mulam, integrando-as no contexto),

quan-do se tratava de matéria sediça, correntia,

evitando, assim, gue a obra ficasse truncada em seu objetivo principal.

R B B D -E s t e s e u t r a b a l h o , e x a u s t i v o e c r i

-t e r i o s o , fo i g r a t i fi c a n t e , l e v a n d o - s e e m c o n

-t a o r e c o n h e c i m e n -t o d o p ú b l i c o ?

Cecflla- O trabalho e as dificuldades que

ti-ve na elaboração da obra tem sito muito

gratificante, em termos das alegrais e

com-pensações daqueles que entenderam o

porquê de sua existência. Sem falsa

modés-tia, creio que a obra, por original, alcançou

bastante êxito nos setores especializados

a que se destina, e tem despertado diversos

comentários elogiosos, tais como:

- Na resenha crítica de Aurélio Wander

Bastos, Chefe do Setor- de Direito da Casa

Rui Barbosa, publicada no Jornal do Brasil,

em 6.10.79. Recebi um elogio do Vereador,

advogado e criminalista, Dr. João Brasil

Vi-ta, na ocasião do lançamento do livro em

São Paulo, aprovado em Plenário na Sessão

de 16de agosto de 1979,publicado no DOE,

de 21.8.79, e uma manifestação de

Ve-readores, solicitando a inserção, nos Anais

da Câmara, as considerações críticas

apresentadas, e sem falar de inúmeras

cartas de advogados de todo o Brasil, e

alguns bibliotecários que pertencem à área

jurídica. Já na época em que o livro esteve

no Instituto Nacional do Livro; para

con-correr ao "Prêmio de Biblioteconomia e

Documentação" foi alvo de muitos elogios.

Realmente, peço desculpas por ter-me

estendido quanto às considerações

elogio-sas, mas o único intuito foi de transmitir

aos nossos colegas o incentivo de se

escre-ver sobre assuntos de seu conhecimento,

divulgando o seu método de trabalho, pois,

a par das grandes dificuldades, existem

muitas gratificações que pagam a pena do

esforço dispendido, mesmo quando se

recebe algumas críticas negativas. Das

críticas, só interessam aquelas de caráter

construtivo; as demais devem ser ignoradas.

Baseadas nessas críticas construtivas, já

estão em preparo, para uma segunda

edição, as atualizações da obra em questão.

92

R. bras. Biblioteeon. e Doe. 13 (1/2): 85-93,jan./jun. 1980...I( bras Bib .. 1 hoteeon. e Doe. 13 (1/2): 85-93,jan,/jun. 1980

Referências

Documentos relacionados

autoincriminação”, designadamente através da indicação de exemplos paradigmáticos. Sem prejuízo da relevância da matéria – traduzida, desde logo, no número e

O valor da reputação dos pseudônimos é igual a 0,8 devido aos fal- sos positivos do mecanismo auxiliar, que acabam por fazer com que a reputação mesmo dos usuários que enviam

A Lei nº 2/2007 de 15 de janeiro, na alínea c) do Artigo 10º e Artigo 15º consagram que constitui receita do Município o produto da cobrança das taxas

Curvas de rarefação (Coleman) estimadas para amostragens de espécies de morcegos em três ambientes separadamente (A) e agrupados (B), no Parque Estadual da Ilha do Cardoso,

Nos tempos atuais, ao nos referirmos à profissão docente, ao ser professor, o que pensamos Uma profissão indesejada por muitos, social e economicamente desvalorizada Podemos dizer que

Our contributions are: a set of guidelines that provide meaning to the different modelling elements of SysML used during the design of systems; the individual formal semantics for

Nessa situação temos claramente a relação de tecnovívio apresentado por Dubatti (2012) operando, visto que nessa experiência ambos os atores tra- çam um diálogo que não se dá

Contudo, sendo um campo de pesquisa e de atuação muito específico e novo no Brasil, ainda existe uma série de dificuldades para a eleição de parâmetros de conservação