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Taxa de desemprego ficou em 6,8% no trimestre encerrado em janeiro, aponta IBGE

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Boletim 719/2015 – Ano VII – 13/03/2015

Taxa de desemprego ficou em 6,8% no trimestre encerrado em janeiro, aponta IBGE

A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua ficou em 6,8% no período de três meses encerrado em janeiro, o que representou um aumento em relação a janeiro de 2014, quando estava em 6,4%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta- feira, 12.

O nível de ocupação, que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar, caiu de 56,9% no trimestre encerrado em dezembro para 56,7% no trimestre encerrado em janeiro.

Para o trimestre encerrado em janeiro, a renda média real do trabalhador foi de R$ 1.795,53. Já a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 161 bilhões.

No entanto, o IBGE faz uma ressalva de que os dados se referem ao trimestre encerrado em janeiro, uma vez que a metodologia de coleta e cálculo da pesquisa (diferente da que apontou o resultado de 5,3% em janeiro) impede isolar os dados de apenas um mês. O órgão passa, a partir de hoje, a divulgar mensalmente os dados referentes aos trimestres móveis encerrados a cada mês.

Poder de compra. O crescimento de 2,1% na renda média do trabalhador em janeiro ante um ano antes foi causado por um aumento de fato no poder de compra da população, avaliou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O rendimento médio real dos ocupados no País aumentou de R$ 1.758,07 no trimestre encerrado em janeiro de 2014 para R$ 1.795,53 no trimestre encerrado em janeiro de 2015, segundo os dados são da Pnad Contínua.

Já o avanço em relação ao trimestre encerrado em dezembro, quando a renda média foi de R$ 1.781,08, teve influência da dispensa de trabalhadores temporários contratados no fim de 2014, que tradicionalmente possuem salários menores e puxam a média para baixo.

"Você tinha em dezembro mais carga de trabalhadores temporários, em que teoricamente o rendimento é menor. Em janeiro, essa população não estaria no mercado (de trabalho)", explicou Azeredo.

Nova metodologia. Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar uma taxa de desocupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. A nova pesquisa tem por objetivo substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

Também no ano passado, a Pnad Contínua esteve no centro de uma polêmica, quando seus resultados foram congelados por uma greve de trabalhadores do instituto.

A série histórica da pesquisa com resultados para trimestres encerrados mês a mês teve início em janeiro de 2012.

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Câmara muda texto do Senado que regulamenta PEC das Domésticas

Por 319 votos favoráveis e apenas dois contrários, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira o texto-base do projeto que regulamenta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que consolidou direitos dos trabalhadores domésticos. A chamada PEC das Domésticas garantiu vários direitos para a categoria, mas alguns benefícios ainda dependem da normatização para entrar em vigor.

Como votaram apenas a proposta principal, os parlamentares se reúnem novamente na próxima semana para discutir emendas. Como sofreu alteração, o texto terá de retornar para avaliação dos senadores antes de ter sua tramitação concluída.

A PEC das Domésticas aguarda regulamentação desde 2013. Ela deu à categoria direitos que já estão valendo, como a jornada de 44 horas semanais com pagamento de hora extra com adicional de 50%. Mas há uma série de temas que dependem da aprovação da lei em discussão, como o seguro-desemprego e o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Em julho de 2013, um projeto do senador Romero Jucá (PMDB-RR) regulamentando a PEC chegou a ser aprovado pelo Senado, mas os deputados deram preferência nesta quinta-feira a uma emenda de Benedita da Silva (PT-RJ) que estende às domésticas boa parte dos benefícios da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Pelo texto votado nesta quinta-feira, os empregadores que dispensarem seus funcionários sem justa causa deverão arcar com a multa de 40% sobre o saldo do FGTS. Esse é um ponto que diverge do parecer de Jucá, que previa o recolhimento mensal de 3,2% sobre o salário, cujo saldo seria repassado ao empregado em caso de demissão imotivada. Além do mais, o texto aprovado determina que os patrões deverão recolher 8%

do salário do trabalhador ao fundo, como em outras profissões.

A redação votada também suprime um dispositivo incluído pelo senador peemedebista que permitia um regime de trabalho em tempo parcial. Isto é, a celebração de contratos com menos de 25 horas semanais e com salário proporcional.

Sobre a jornada de trabalho, a regulamentação votada na Câmara permite que sejam cumpridas um máximo de duas horas extras, que terão acréscimo de 50%. Haverá a possibilidade de banco de horas mas, caso não haja compensação em três meses, o tempo de serviço adicional deverá ser pago. Jucá defendia um período de compensação maior, de um ano. “É a história de vida de centenas, de milhares de mulheres, que estão nas nossas casas, nos servindo e dando o melhor delas”, declarou a petista durante a sessão.

As domésticas que dormirem nas casas de seus empregadores ou viajarem com a família à disposição para o serviço serão consideradas em sobreaviso, com remuneração na razão de um terço sobre a hora de trabalho normal. As emendas que ainda precisam ser votadas podem mudar a proposta. Há parlamentares que querem, por exemplo, retomar a possibilidade de contratação pelo regime parcial.

Vai e vem da lei:

Pontos da PEC das Domésticas que precisam de regulamentação:

Demissão sem justa causa

A proposta estabelece a multa de 40% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para desligamentos imotivados.

Seguro-desemprego

Pagamento de um salário mínimo por, no máximo, três meses.

FGTS

Recolhimento de 8% sobre o salário para a conta do fundo.

Trabalho noturno

Remuneração de horas trabalhadas à noite (entre 22h e 5h) terá acréscimo mínimo de 20%.

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Salário-família

Domésticas com filho de até 14 anos ganham o mesmo direito pago pela Previdência.

Seguro contra acidente de trabalho

Trabalhadores domésticos passam a ter o mesmo benefício garantido a outras categorias.

(Fonte: Estadão 13-03-2015).

Taxa de desemprego sobe a 6,8% no trimestre até janeiro, mostra Pnad Contínua

A taxa de desemprego no Brasil subiu a 6,8 por cento no trimestre encerrado em janeiro diante do aumento da procura por trabalho, porém com alta no rendimento real, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O resultado divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou 0,3 ponto percentual acima da taxa vista nos três meses encerrados em dezembro e também foi maior do que os 6,4 por cento no mesmo período de 2014.

Também foi pior do que a leitura de 5,3 por cento em janeiro da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que leva em consideração dados apurados apenas em seis regiões metropolitanas do país. Com abrangência nacional, a previsão é de que a Pnad Contínua substitua a PME.

No quarto trimestre de 2014, a taxa de desemprego do país havia alcançado 6,5 por cento, encerrando o ano passado com taxa média de 6,8 por cento segundo os números da Pnad Contínua Trimestral.

"A gente passa a conviver com três pesquisas de emprego, mas o sinal apresentado pelo mercado é o mesmo na Pnad e na PME . Mais gente procurando emprego no começo do ano e um mercado que não absorve todo mundo", destacou o coordenador do IBGE Cimar Azeredo.

No trimestre até janeiro, segundo a Pnad Contínua Mensal, o número de desocupados, que inclui aqueles que tomaram alguma providência para conseguir trabalho, atingiu 6,8 milhões de pessoas, contra 6,6 milhões no trimestre encerrado em outubro.

Já população ocupada ficou praticamente estável, em 92,7 milhões, contra 92,6 milhões nos três meses até outubro, de acordo com o IBGE.

Por sua vez, o nível de ocupação, que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar, caiu a 56,7 por cento nos três meses até janeiro, ante 56,9 por cento no trimestre até outubro.

No lado positivo, o rendimento real dos trabalhadores subiu 1,0 por cento na comparação entre os dois períodos, para 1.795,53 reais.

Com perspectiva de contração econômica, inflação cada vez mais elevada e juros em alta, o mercado de trabalho no Brasil vem desde o ano passado mostrando esgotamento, com menor criação de vagas.

Em janeiro, o Brasil fechou mais de 80 mil vagas formais de trabalho, no pior resultado para o mês desde 2009, segundo dados do Ministério do Trabalho.

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SP fecha 9,5 mil vagas em fábricas

As indústrias paulistas fecharam 9,5 mil postos de trabalho em fevereiro, com o setor automotivo ainda representando a principal contribuição negativa, com a perda de 1.912 vagas no mês.

Dados da Pesquisa de Nível de Emprego da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgada ontem, indicam uma queda de 0,74% ante janeiro, na leitura com ajuste sazonal. O resultado anula o saldo positivo do mês anterior, quando 2,5 mil postos foram abertos.

"O mês foi muito atípico, porque, tradicionalmente, fevereiro é um mês de contratações", afirma o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini.

Em relação a igual mês do ano anterior, o saldo de emprego recuou 0,38%, a primeira queda nessa comparação desde 2009, ano da crise.

Depois do setor automotivo, máquina e equipamentos (-1.481) liderou as perdas, seguido pela indústria alimentícia, que fechou 1.478 postos de trabalho, a terceira maior perda no mês. Francini atribui essa retração no setor alimentício a dois fatores distintos, embora ligados à sazonalidade.

"As demissões na indústria de processamento de laranja vêm em decorrência do final da safra dessa fruta, o que já era esperado, e as fabricantes de chocolate, que contrataram para suprir a demanda da Páscoa e agora reduzem o quadro para o nível normal", diz ele.

Já o setor de couro e calçados foi o destaque positivo, com a abertura de 788 novas de vagas em fevereiro, seguido de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (144) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (141).

"Essa alta no couro se deve as contratações nas fábricas de calçados, um setor que é sensível ao câmbio e, por isso, vem sendo beneficiado pela moeda desvalorizada, que tende a ajudar nas exportações", detalha o diretor do Depecon.

PMEs

O fechamento das vagas também foi verificado nas indústrias de pequeno porte. Em fevereiro, 13% das empresas consultadas pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) informaram corte médio de 2,4 empregos. Em janeiro, 19% comunicaram corte médio de 3,4 postos. Os dados fazem parte da 24ª rodada do Indicador de Atividade encomendada ao Datafolha pelo Sindicato.

Ainda de acordo com o levantamento, a avaliação dos empresários para os próximos meses melhorou, e 46%

dos dirigentes avaliaram como ótimo ou bom o desempenho de suas empresas. No mês de janeiro, o indicador estava em 39%. A satisfação com o faturamento, entretanto, caiu de 34% para 27%, na mesma comparação.

VW coloca 250 pessoas em lay-off em Taubaté

A Volkswagen vai colocar 250 funcionários da fábrica de Taubaté (SP) em lay-off (suspensão dos contratos de trabalho) por cinco meses a partir do dia 17 e dará férias coletivas a todos os funcionários por 20 dias a partir do dia 30.

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De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, dos 250 operários que ficarão em lay-off, 210 retornam de férias coletivas no dia 16. Eles estavam no grupo de trabalhadores do terceiro turno, suspenso no mês passado.

Segundo a entidade, a empresa alega necessidade de adequar a produção à demanda. A VW não comentou o assunto. Na planta de Taubaté são empregados 5 mil funcionários e produzidos os modelos Up!, Voyage e Gol.

No primeiro bimestre, a produção total de veículos caiu 22% (para 404,9 mil unidades), enquanto as vendas registraram queda de 23,1% (439,7 mil unidades).

TST mantém condenação da Seara

A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação da Seara Alimentos ao pagamento de adicional de insalubridade a uma cortadora de carne por não conceder os intervalos para recuperação térmica, determinados em lei para quem presta serviço em locais frios.

De acordo com nota do TST, a empresa concedia o intervalo de forma diferente do determinado por lei com base em Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

A partir de janeiro de 2013, seguindo o que foi pactuado com o MPT, a empresa passou a conceder cinco pausas de dez minutos para os empregados com jornada de 7h20 e seis para os de jornada de 8h48. "A lei, no entanto, determina intervalo diário de 20 minutos a cada 1h40 de trabalho contínuo", destaca o TST, em nota à imprensa.

A desembargadora Jane Granzoto Torres da Silva, relatora do processo no TST, destacou que o MPT "não tem legitimidade para renunciar ou transacionar o próprio direito material dos trabalhadores (artigos 213, 840 e 841 do Código Civil), cabendo-lhe somente ajustar a conduta do infrator às exigências do ordenamento jurídico positivado".

No caso julgado, segundo o TST, a autora do processo trabalhou na Seara de setembro de 2010 a março de 2013 e, na ação trabalhista, pediu o pagamento dos intervalos garantidos em lei. O juízo de primeiro grau reconheceu o direito apenas ao recebimento do período em que não houve a concessão do intervalo, até janeiro de 2013, quando a Seara começou a conceder o intervalo de acordo com o TAC.

No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (MS) acolheu recurso da ex-empregada e condenou a empresa por todo o período trabalhado, não levando em consideração o ajuste. Para o TRT, o intervalo de 20 minutos "constitui norma de saúde, higiene e segurança do trabalho, de caráter imperativo, sendo inaceitável sua flexibilização e negociação de forma, aparentemente, menos benéfica que a lei".

TST

Ao não acolher recurso de agravo de instrumento da Seara Alimentos, a Oitava Turma confirmou o entendimento pacificado no TST de que "a renúncia é inadmissível durante a vigência do contrato de trabalho". Assim, o pacto entre a empresa teria violado o artigo 253 da CLT, que estabelece o intervalo para a recuperação térmica em 20 minutos a cada 1h40 de trabalho.

(Fonte: DCI 12-03-2015).

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Caso não haja interesse em continuar recebendo esse boletim, favor enviar e-mail para cassind@fiesp.org.br, solicitando exclusão.

Referências

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