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Fundamentos de Espanhol
Eu, Thibério, possuo graduação em Letras pela Universidade Estadual do Ceará (2009); Especialista em Linguística pela Universidade Estadual do Ceará (2013) e estou concluindo o Mestrado em Análise do Discurso na Universidade de Buenos Aires – Argentina. Atualmente sou Professor Universitário e Conteudista. Na Argentina, trabalho como professor de português e de Linguística nas seguintes universidades: Universidad Nacional de Avellaneda e Universidad Nacional de San Martin.
Possuo diploma de Proficiência em Língua Espanhola emitido pelo Ministério de Educação da Argentina e obtive o nível
“avanzado superior”. A minha proficiência na língua se deu através do exame CELU – Certificado de Español Lengua y Uso.
Além disso, participo constantemente de Jornadas universitárias, Congressos e Seminários de temas relacionados à Linguística (como ouvinte e expositor). Atualmente elaboro livros de conjugação e expressões idiomáticas. Também desenvolvi uma metodologia focada na Abordagem Comunicativa para o ensino de línguas (português como língua estrangeira/espanhol). No Brasil, trabalhei como professor de espanhol e de Linguística em renomadas instituições e tenho experiência de ensino tanto na Graduação quanto na Pós-Graduação de forma presencial e online.
O AUTOR
FRANCISCO THIBÉRIO ARRUDA SALES
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OBJETIVO Breve descrição do objetivo
de aprendizagem; +
OBSERVAÇÃO Uma nota explicativa
sobre o que acaba de ser dito;
CITAÇÃO Parte retirada de um texto;
RESUMINDO Uma síntese das últimas abordagens;
TESTANDO Sugestão de práticas ou exercícios para fixação do
conteúdo;
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conceito;
IMPORTANTE O conteúdo em destaque
precisa ser priorizado;
ACESSE Links úteis para fixação do conteúdo;
Um atalho para resolver DICA algo que foi introduzido no
conteúdo;
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sobre o conteúdo e temas afins;
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DIFERENTE Um jeito diferente e mais simples de explicar o que acaba de ser explicado;
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ou exercício;
EXEMPLO Explicação do conteúdo ou
conceito partindo de um caso prático;
CURIOSIDADE Indicação de curiosidades e fatos para reflexão sobre
o tema em estudo;
PALAVRA DO AUTOR Uma opinião pessoal e particular do autor da obra;
REFLITA O texto destacado deve
ser alvo de reflexão.
SUMÁRIO
Introdução ao estudo da Sintaxe...10
O nascimento da Sintaxe...10
Alguns conceitos chave para a Sintaxe...15
A Sintaxe Gerativa de Chomsky...18
Introdução ao estudo da Morfologia...20
O nascimento da Morfologia...20
Alguns conceitos chave para a Morfologia...24
Substantivos, artigos e adjetivos...29
Substantivos...29
Artigos ...36
Adjetivos...37
Pronomes, advérbios e verbos em espanhol...40
Pronomes...40
Advérbios...48
Verbos...49
PRINCÍPIOS DE MORFOLOGIA E SINTAXE DO ESPANHOL
UNIDADE
03
Aprender a norma culta de um idioma não é nada fácil e compreender as regras gramaticais de um idioma que se parece ao português é uma missão ainda mais complexa e por isso será feito um apanhado introdutório com respeito ao estudo da Sintaxe no Capítulo 1.
Para entender as regras gramaticais de um idioma, faz-se necessário o estudo da sua Sintaxe e da sua Morfologia, isso vale tanto para a oralidade quanto para a escrita, ambos temos estão disponíveis nos capítulos 1 e 2 do seu material.
O uso da norma culta não pode e não deve ser usado constantemente pelos falantes: o mesmo deve saber usá-la e quando usá-la levando em consideração o seu respectivo contexto.
O estudo das classes de palavras, que serão estudados nos capítulos 3 e 4, faz com que as regras da norma culta fiquem organizadas de forma sistemática e é por esse motivo que define e exemplifica cada uma delas para que o seu uso seja feito de forma adequada.
É incrivelmente fascinante estudar a Sintaxe e a Morfologia de um idioma derivado do latim, pois é através de cada regra e de cada exceção que estamos desenvolvendo o raciocínio lógico e baseado em um conjunto de combinações podemos formar frases, orações e períodos (sem deixar de lado o contexto de produção).
INTRODUÇÃO
Olá. Seja muito bem-vindo a nossa Unidade 3 – Princípios de Morfologia e Sintaxe do espanhol. Nesta unidade, o nosso objetivo é auxiliá-lo no desenvolvimento das seguintes competências profissionais:
OBJETIVOS
Identificar os principais fundamentos teóricos da Sintaxe aplicado ao espanhol;
Identificar e aplicar os principais fundamentos teóricos da Morfologia aplicado ao espanhol;
Conceituar as classes de palavras em espanhol:
substantivos, artigos e adjetivos;
Conceituar as classes de palavras em espanhol:
verbos, advérbios e pronomes.
Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho!
2 1
4 3
Introdução ao estudo da Sintaxe
OBJETIVO
Estimado aluno, ao término desta seção você será capaz de identificar como se deu o nascimento da Sintaxe assim como as suas principais características que estão voltadas principalmente para o uso das regras gramaticais em um idioma. Você verá também que Aristóteles foi o primeiro que trabalhou a frase e as suas respectivas divisões e também você verá em linhas gerais o que contrapõe a proposta Aristotélica. Por fim, você verá o nascimento de outra corrente de estudo que é a Sintaxe Gerativa.
O nascimento da Sintaxe
Segundo Antonelli (2011), o termo Sintaxe é oriundo do grego e significa ordem e disposição e trabalha com os processos combinatórios na composição de sentenças. Fazendo referência aos estudos linguísticos do século XX, a fonética, a fonologia, a geografia linguística e a morfologia se desenvolveram bastante, visto que os linguistas tratavam de descrever os fenômenos linguísticos sob o campo de atuação dessas ciências, sendo que neogramáticos e estruturalistas trabalharam com amostras de línguas para estudar o seu funcionamento.
Você sabe por que a fonética, a fonologia, a geografia linguística e a morfologia serviram de grande utilidade para os estudos da linguagem? Para Souza (2000), Essas ciências apresentam uma quantidade finita de regras gramaticais, ao contrário das combinações de palavras estudadas pela Sintaxe.
Em outras palavras, era fácil entender a linguagem através
de um conjunto finito de regras gramaticais e possibilidades combinatórias.
A Morfologia assim como a Sintaxe são duas áreas da Linguística responsáveis por estudar as palavras e as frases de um idioma, e para deixar o nosso estudo mais didático, falaremos primeiro da Sintaxe e logo em seguida falaremos da Morfologia.
Gostaríamos de destacar que esses conceitos serão trabalhados de forma introdutória.
Em linhas gerais, a Sintaxe, segundo Rosa e Christiano (2015), é o estudo dos processos:
Gerativos;
Combinatórios;
Formadores.
São esses processos que são responsáveis por formar frases nas mais diversas línguas naturais.
Entende-se como língua natural qualquer linguagem que foi desenvolvida pelo ser humano de forma natural através do seu intelecto humano.
Acreditam-se que foram os gregos que deram o pontapé inicial nos estudos da Sintaxe. Nesse contexto, damos uma atenção especial para Aristóteles, pois foi ele que criou a divisão da frase em:
Sujeito;
Predicado.
Essa concepção de sujeito e predicado ainda é usada nos dias de hoje, principalmente nas gramáticas da norma culta.
Um pouco mais adiante, Frege (2009), faz críticas a divisão proposta por Aristóteles, onde o mesmo afirma que a frase é dividida em:
Função;
Argumento.
IMPORTANTE
Veja bem, em qualquer ciência, é extremamente natural que surjam novas teorias relacionadas ao mesmo tema. Um fato de surgir uma nova teoria não quer dizer que a teoria anterior esteja invalidada.
Por mais que Frege tenha feito críticas à divisão da frase proposta por Aristóteles, o desenvolvimento da sua teoria não obteve tanto adeptos como se imaginava. Foi só a partir do século XX que os seus estudos foram levados em conta pela lógica formal e sintaxe formal. Dessa forma, Frege passou a ser o fundador das definições e estudos da sentença.
Com o avanço investigativo dos elementos supracitados, Rosa e Christiano (2015) afirmam que o estudo da Sintaxe está relacionada a uma abordagem comparativa e é exatamente o que se observa em Dubois (1997), quando ele afirma que a Sintaxe é a parte da gramática que descreve as regras pelas quais se combinam as unidades significativas em frases.
De acordo com Rosa e Christiano (2015), três grandes escolas trabalharam com um conjunto finito de combinações para obter amostras de línguas com o objetivo de entender a linguagem. As três escolas são:
Figura 1 – Escolas Linguísticas
Fonte: Adaptado de Rosa e Christiano (2015).
a. Estruturalismo
O Estruturalismo foi uma corrente linguística que deu origem ao estudo da Linguística de uma forma geral. É nessa corrente que temos como fundador Ferdinand de Saussure e a explicação das suas famosas dicotomias:
Língua e fala;
Sincronia e diacronia;
Sintagma e paradigma;
Significante e significado.
As dicotomias de Saussure não serão detalhadas em nosso material visto que não é o nosso objeto de estudo descrevê-las nesse contexto.
b. Geografia Linguística
Também conhecida como geolinguística, essa ciência pode ser considerada como um campo interdisciplinar compartilhado pela:
Linguística;
Geografia.
A principal abordagem dessa ciência é o estudo das línguas através de um contexto geográfico. Em outras palavras, o seu estudo se base no/na:
Dialetologia;
Demolinguística.
Figura 2 – Geografia Linguística
Fonte: Pixabay
Entendemos dialetologia como o estudo dos dialetos em uma língua para identificar as suas principais características e composição. Por outro lado, entendemos demolinguística uma área recente da Linguística que trabalha com a estatística da população de um determinado lugar, levando em consideração:
Extensão territorial;
Concentração geográfica;
Dispersão.
Não se esqueça de que para estudar essa ciência é indispensável conhecimentos de Geografia e é por esse motivo que o estudo da Geografia Linguística é compartilhado entre a Geografia e a Linguística.
c. Neogramática
A Neogramática é uma escola que trabalha diretamente com a Linguística Histórica e o desenvolvimento da Filosofia com o intuito de reconfigurar a gramática comparada desde uma perspectiva mais histórica.
Um dos principais pontos de estudo da Linguística Histórica é a evolução da língua no sentido de entender que palavras deixaram de ser utilizadas e a que isso se deu.
Essa evolução histórica também pode ser entendida através de palavras entre o latim e o espanhol, por exemplo. Observe:
Quadro 1 – Linguística Histórica
Fonte. Adaptado de Didacterion.
Disponível em: https://bit.ly/3kgynAd
Chomsky (1981) propõe outro termo que com o passar do tempo se tornou bastante importante e pertinente aos estudos da Sintaxe que é a Sintaxe Gerativa. Esse termo será abordado mais à frente.
Alguns conceitos chave para a Sintaxe
No início desta seção vimos que Aristóteles foi o responsável por dar o pontapé inicial com respeito ao estudo da frase, não é mesmo? Então ele a divide em sujeito e predicado, mas você sabe o que significam esses dois elementos e como eles estão compostos?
O sujeito é uma estrutura que está presente em uma frase e que tudo gira ao seu redor, poderíamos também dizer que o sujeito é o autor de uma determinada ação. Segundo Cunha (2008), podemos dividir o sujeito em:
Sujeito Simples;
É quando só existe um sujeito e ele está claramente exposto, claramente explicado em uma oração.
(1) Yo compre um helado.
Sujeito Composto;
Classificamos esse tipo de sujeito quando temos a presença de duas ou mais pessoas que praticaram uma determinada ação.
(2) Jimena y Marcela estudiaron juntas este fin de semana.
Sujeito Oculto;
O Sujeito oculto acontece quando ele está implícito em uma sentença.
(3) Viajaremos a Madrid este fin de semana.
Sujeito Determinado;
É aquele tipo de sujeito que pode ser identificado.
(4) Pablo comentó que no iba a la Universidad.
Sujeito Indeterminado;
É aquele sujeito que faz referência a alguém, no entanto, não é identificado.
(5) Comentaron que Pablo no iba a la Universidad.
Sujeito Inexistente.
É aquela sentença que não apresenta sujeito e está composta por um verbo impessoal.
(6) Llovió toda la noche.
Os verbos impessoais são verbos que não apresentam sujeito e geralmente são conjugados na terceira pessoa do singular ou do plural.
Perceba que existem vários tipos de sujeito e cada um deles se encaixa em um contexto distinto. Com respeito ao predicado, ele pode ser dividido em:
Predicado Nominal;
Esse tipo de predicado não quer dizer que não exista nenhum verbo. Nesse caso notamos a presença de um verbo, mas é de ligação, observe:
(7) Julián está feliz.
Por mais que o predicado seja “está feliz”, dizemos que esse caso se trata de um verbo de ligação, que no caso seria o verbo estar.
Predicado Verbal
É quando o predicado indica uma ação (que está composto por um verbo).
(8) Comimos camarones em el almuerzo.
Predicado Verbo-Nominal.
Esse caso acontece quando ao mesmo tempo que indica uma ação, também pode indicar uma qualidade ou um estado.
(9) Yo llegué retrasado.
Por outro lado, vimos também outra definição bastante importante para a Sintaxe que foi a proposta por Frege (2009), que é a de função e argumento.
A teoria de Frege está relacionada ao seu valor de verdade e engloba os elementos supracitados. Como a sua teoria é bastante complexa e como não é o foco dessa disciplina, não entraremos em detalhes.
ACESSE
Quer saber um pouco mais sobre a Teoria de Frege? Acesse o link e confira. Disponível em: https://bit.ly/2ZSNc4v
A Sintaxe Gerativa de Chomsky
Vimos anteriormente o termo Sintaxe Gerativa e em poucas linhas resumiremos essa área de investigação proposta por Chomsky. A Sintaxe Gerativa é uma abordagem cujo principal objetivo é estudar a gramática das línguas.
Essa teoria foi criada na metade do século XX e permanece nos estudos linguísticos até os dias de hoje. Vale a pena ressaltar que o estudo dessa teoria está relacionado com os estudos da Sintaxe.
Chomsky (2013) formulou a Teoria da Sintaxe Gerativa e passou a desenvolver modelos, como por exemplo:
Minimalismo;
Otimidade;
Sintaxe Experimental.
Em linhas gerais, a essência da Sintaxe Gerativa se opunha ao Estruturalismo de Ferdinand de Saussure (1914). Chomsky entendia os principais pressupostos estruturalistas, no entanto, ele queria explicar o caráter gerativo das línguas naturais.
Esse caráter gerativo é entendido como a possibilidade de criar um número infinito de combinações através de uma quantidade finita de elementos. Ou seja, para ele não existia nenhum número finito de frases.
Uma das principais características da Sintaxe Gerativa de Chomsky é que ela é composta pelo:
Léxico (unidades mínimas de uma língua – fonema, morfema, idiomatismos).
Regras computacionais.
RESUMINDO
Nesse primeiro capítulo você estudou a origem da Sintaxe e os seus principais campos de estudo. Você viu que foi Aristóteles que começou a estudar a frase dividindo-a em sujeito e predicado.
Por outro lado, você também viu a teoria de Frage que estuda a função e o argumento em uma oração. Ao final, você estudou os principais aspectos da Sintaxe Gerativa proposta por Chomsky.
Introdução ao estudo da Morfologia
OBJETIVO
Estimado aluno, ao término desta seção você será capaz de identificar os principais fundamentos da Morfologia assim como a sua principais características. Você também vai entender a sua relação com a Sintaxe e o qual é o resultado da combinação dessas duas disciplinas. Além disso, você estudará os termos que compõe uma palavra e a sua respectiva divisão.
O nascimento da Morfologia
O termo Morfologia surgiu do grego (como a Sintaxe) e significa o estudo da forma. Segundo Ribeiro (2005), essa forma se relaciona ao plano de expressão de uma língua que por sua vez se divide em dois níveis de realização:
Sons;
Palavra.
O nível relacionado aos sons apresentam unidades importante em uma língua que são chamadas de morfema.
Em suma, a Morfologia é a ciência que estuda a estrutura interna dos vocábulos e a classificação de palavras (que serão estudadas no decorrer desta disciplina).
Para Ribeiro (2005), o vocábulo é considerado:
Um termo geral que abrange uma palavra;
É a palavra tratada na sua estrutura física;
É a representação de um conjunto de fonemas sem levar em consideração a sua significação ou até mesmo a sua função.
Para Rosa (2000), o termo palavra (levando em consideração a oralidade pode representar:
Uma unidade fonológica;
Elementos mínimo da formação sintática;
Uma parte do vocabulário de uma determinada língua.
É curioso destacar, mas a Morfologia é um termo da Biologia e só foi usado na Linguística a partir do século XIX para entender a estrutura das palavras. Com respeito ao estudo da Linguística moderna, devemos levar em consideração as contribuições de Bloomfield que estabelece a identificação de morfemas e as suas respectivas combinações.
Figura 3 – A Biologia como o estudo da vida.
Fonte: Pixabay.
A Morfologia é a ciência que estuda a estrutura interna das palavras e estudos históricos apontam que essa ciência surgiu através da Gramática de Panini (séc. VI a.C.).
Segundo Bertolasso (1960), a gramática de Panini foi uma gramática escrita em sânscrito por Panini. A escrita dessa gramática representa o fim do sânscrito védico e marca o
início do sânscrito clássico. Essa gramática se caracteriza pela rigorosidade do seu encadeamento lógico.
Figura 4 – Sânscrito
Fonte: Pixabay
Segundo Ribeiro (2005), a morfologia fazia parte da tradição grego-latina através do estudo da gramática, podendo ser dividido em:
Flexão;
Derivação;
Sintaxe.
A teoria de Bloomfield (1933) diz que conhecer os morfemas de uma língua possibilita que o significado das palavras seja entendido e também faz com que novas palavras sejam criadas no idioma em que está sendo estudado.
Vimos na seção anterior que a Teoria de Chomsky – Sintaxe Gerativa optou por usar a Sintaxe para desenvolver a sua teoria, mas que área ficou com os estudos morfológicos de uma língua? A Morfologia começou a ser trabalhada dentro da estrutura fonológica de uma língua.
Como consequência, a união da Morfologia com a Fonologia resultou na Fonologia Lexical, defendendo que a Morfologia deveria ignorar a Sintaxe. Segundo Ribeiro (2005), a área da Morfologia Flexional recusou essa separação, no entanto,
o gramático latino Varrão (1985) subdivide a Morfologia em dois grandes grupos:
Morfologia Flexional;
Morfologia Derivacional.
Nos dias de hoje, essa divisão não apresenta nenhuma estrutura fechada e alguns conceitos estão sendo desenvolvidos e/ou substituídos como é o caso do uso do termo continuum, proposto por Gonçalves (2005).
Diante do exposto, pudemos perceber que a Morfologia tem certa relação com a Sintaxe e para isso foi desenvolvido o termo Morfossintaxe. Como já era de se esperar, a Morfossintaxe carrega em sua teoria aspectos da Sintaxe e da Morfologia.
Em outras palavras e segundo Ribeiro (2005), estuda-se a organização interna das palavras que são divididas em categorias (gênero e número como elementos determinantes, ou seja, elementos que classificam uma palavra como tal). Todo esse processo integra os aspectos sintáticos como a concordância que se dá por meio da flexão dentro da Morfologia.
É correto afirmar que uma ciência complementa a outra, porém, cada uma delas possuem suas próprias particularidades e características específicas no estudo da linguagem humana.
Logo abaixo você verá a definição da Morfologia sob duas perspectivas, observe:
Figura 5 – Morfologia
Fonte: Adaptado de Ribeiro (2005).
Por outro lado, levando em consideração a gramática tradicional, Dubois (1986) afirma que a Morfologia é a ciência que estuda as formas das palavras compostas pela flexão e derivação que se opõe ao estudo da Sintaxe.
Levando em consideração a sua parte linguística e segundo Ribeiro (2005), a Morfologia apresenta duas definições:
É a ciência responsável por descrever regras presentes na estrutura interna de uma palavra (regra de formação de palavras);
Descrição das formas que classificam as palavras por seu número, gênero, tempo, pessoa etc.
Alguns conceitos chave para a Morfologia
Anteriormente você viu alguns termos específicos da Morfologia que, a continuação, serão abordados. Para começar, precisamos entender o que Saussure (1914) estabelece.
Ele estabelece que a Morfologia e a Sintaxe são duas ciências que podem ser estabelecidas através dos diferentes eixos da linguagem, onde a Morfologia está para o morfema e a Sintaxe está para o sintagma.
O morfema é a menor unidade linguística podendo ser representadas por raízes, por exemplo. Já o sintagma é um grupo de elementos que compõem um enunciado podendo ser uma unidade sintática que está composta por vários aspectos, como por exemplo os vocábulos como formadores de orações, observe:
Figura 6 – Estrutura da oração por vocábulos
Fonte: Adaptado de Ribeiro (2005).
Voltando ao termo morfema, é importante entender que os morfemas em língua espanhola podem ser divididos em:
Figura 7 – Divisão do morfema
Fonte: Dabove et al. (2006).
a. Dependientes
É quando existe um certo nível de dependência com relação ao lexema.
O lexema é uma unidade que combina a forma com o significado de uma palavra. Nesse caso, o lexema não pode ser dividido em unidades menores.
Pronomes: dígame; cuidense; haganlo etc.
Conjunções: mientras; todavia; e; y etc.
Preposições: a; de; em; com; desde; hacia etc.
Determinantes: el; aquella; aquel etc.
b. Independientes
São estruturas que vão unidas a um lexema ou morfema e que se dividem em:
Figura 8 – Divisão dos morfemas independentes
Fonte: Dabove et al. (2006).
Prefixo: A estrutura se encontra no início da palavra.
Exemplos: hipertenso; hipertexto; hiperactivo.
Sufixo: A estrutura se encontra no final da palavra.
Exemplos: carniceiro; viajero; vocero.
Interfixo: Essa estrutura é usada para distinguir uma palavra da outra ou até mesmo intensificá-la ou não.
Exemplos: cafecito; amorcito; carniceiro.
c. Flexivos
São estruturas que se flexionam segundo a sua necessidade, ou seja, são aquelas que marcam os acidentes gramaticais. Eles podem ser divididos em:
Figura 9 – Divisão dos morfemas flexivos
Fonte: Dabove et al. (2006).
Gênero: masculino ou feminino.
Exemplo: el arte; la madre.
Número: identifica se é singular ou plural.
Exemplo: el libro; los libros.
Pessoa: indica o realizador da ação.
Exemplo: Yo hablo español. (Yo, Tú, Él …)
Modo: É dividido em três partes – indicativo, subjuntivo e imperativo.
Exemplo: ¡Que tengas un buen viaje!
Tempo: É dividido em três partes – presente, passado e futuro.
Exemplo: Yo vivía em Madrid cuando era niño.
RESUMINDO
O que achou da nossa segunda seção? Nessa segunda parte você estudou os principais pressupostos da Morfologia e as suas principais características. Por outro lado, você viu a divisão dos morfemas e como eles estão compostos em uma palavra. E para finalizar como principal fonte de estudo, vimos que a Morfologia e a Sintaxe podem se relacionar uma com a outra, gerando o que chamamos de Morfossintaxe.
Substantivos, artigos e adjetivos
OBJETIVO
Estimado aluno, ao término desta seção você será capaz de conceituar e aplicar três classes de palavras, que são:
substantivos; artigos e adjetivos. Nesses três casos, deve-se levar em conta a flexão em gênero e em número, ou seja, masculino e feminino; singular e plural respectivamente. Por outro lado, deve-se entender que essas regras fazem parte do uso da norma culta da língua espanhola.
Substantivos
Certamente você já ouviu falar sobre essa classe de palavra, mas você sabe o que realmente significa um substantivo e como ele é usado?
De acordo com García Negroni (2011), o substantivo é uma classe de palavra que sofre flexões e para isso o substantivo é dotado de gênero e número.
É o substantivo que vai impor esse tipo de categoria que são próprias a outras palavras, como por exemplo os adjetivos.
Por outro lado, é correto afirmar que podem existir substantivos que não esclarecem bem o seu gênero, ou seja, se é masculino ou feminino.
Levando em consideração a Sintaxe, o substantivo representa o núcleo do Sintagma Nominal (SN).
O Sintagma representa uma sequência de estruturas linguísticas que estão presentes em uma sentença. Podemos
dividir o Sintagma em dois grupos: Sintagma Nominal (SN) e Sintagma Verbal (SV) – que não será estudado nesta disciplina.
O Sintagma Nominal (SN) é constituído por um nome e seus respectivos determinantes, dessa forma, ele pode ser encontrado no:
Sujeito;
Predicado;
Complemento verbal (de uma oração).
Para entender melhor, veja o exemplo abaixo:
(10) Los estudiantes entregaron los ejercicios.
Analisando a sentença (10), temos o seguinte:
Sujeito: Los estudiantes.
Núcleo do Sujeito: estudiantes.
Predicado: entregaron los ejercicios.
Núcleo: ejercicios.
Em outras palavras, é a palavra que vai determinar a natureza do Sintagma Nominal (SN).
Com respeito ao ponto de vista semântico, o substantivo é, segundo García Negroni (2011) uma classe de palavras que denota indivíduos ou um conjunto de indivíduos. Diante do exposto, existem dois grandes classes de substantivos:
Próprios;
Comuns.
Dentro dos substantivos comuns, existem outras categorias.
Veja logo abaixo.
Figura 10 – Tipos de substantivos comuns
Fonte: Adaptado de García Negroni (2011).
a. Contables y no contables
Chamamos de substantivos “contables” aqueles que são quantificados podendo ser transformados ao plural, exemplos:
(11) El libro de español está en la mochila.
(12) Las sillas del comedor están rotas.
Perceba também que o uso dos artigos devem concordar de acordo com o substantivo, ou melhor, de acordo com a estrutura oracional como um todo.
Já os substantivos “no contables” são aqueles substantivos que não admitem plural, veja os exemplos:
(13) Por favor, quiero dos botellas de agua.
(14) El Sanatorio Vicente López necesita dos donadores de sangre.
Perceba que na oração (13) o substantivo água não se pluraliza assim como o substantivo sangue na ora como o substantivo sangue na oração (14).
No entanto, existem alguns casos em que se admitem a sua pluralização, como por exemplo:
(15) Mozo, quiero dos cafés, por favor.
Nesse caso, nos referimos a “dos tazas de café” e não diretamente ao café, entende?
(16) Queremos dos aguas.
Na oração (16) passa exatamente o mesmo: na verdade o que o nós queremos são “dos botellas de água”.
b. Singulares y colectivos
Os substantivos singulares, como o próprio nome já diz, indica que ele está no singular, como por exemplo:
(17) Yo tengo una pecera con un pez.
(18) El soldado necesita descansar.
Por outro lado, temos os substantivos “colectivos” que representam um conjunto de indivíduos ou coisas, veja:
(19) Recién veo a un cardumen pasando por el lado de esa embarcación.
(20) Los soldados necesitan descansar para seguir luchando.
c. Enumerables
Os substantivos “enumerables” são formados a partir dos substantivos que admitem a sua pluralização, exemplo:
(21) Necesito comprar dos cuadernos.
(22) Tenemos que comprar tres sillas más para la fiesta.
Por outro lado, existem substantivos que existem somente em sua versão pluralizada (pluralia tántum), veja:
(23) ¡Mi noche de nupcias será muy especial!
(24) ¡El vaso de cristal se hizo añicos!
Existem também aqueles substantivos que estão presentes somente em sua forma singular (singulariza tántum), veja:
(25) Em mis vacaciones quiero conocer el Norte de España.
(26) Salud a todos ustedes.
A título de resumo, os substantivos “enumerables” são divididos em:
Figura 11 – Substantivos “enumerables”
Fonte: Adaptado de García Negroni (2011).
d. Abstractos y concretos
Os substantivos “concretos” são aqueles cuja forma está materializada ou que podem ser representados como tal, observe:
(27) Necesito comprar um cepillo de dientes.
(28) La televión funciona perfectamente.
Já os substantivos “abstractos” não são relacionados a objetos físicos e nem sempre estão no plural.
(29) ¡La ignorancia se combate con la información!
(30) La libertad es algo que no todos la tienen.
É importante destacar que os substantivos abstratos podem derivar de adjetivos ou verbos, como por exemplo:
Ignorante – ignorancia.
Inteligente – inteligência.
Sabio – sabiduría.
Com respeito ao gênero e número dos substantivos, temos a seguinte classificação:
a. Gênero
O gênero em língua espanhola pode ser classificado em:
Figura 12 – Gênero
Fonte: Adaptado de García Negroni (2011).
O gênero está disposto da seguinte forma:
a. Oposição entre O │ A
(31) El hombre que está allá habla francés.
(32) La mujer que está allá habla francés.
b. Oposição entre E│A
(33) Mi cliente es muy simpático.
(34) Mi clienta es muy simpática.
Mais alguns exemplos: elefante a) / infante (a) / nene (a).
c. Oposição entre ∅ │A Capitán – capitana.
Campeón – campeona.
Guardián – guardiana.
Coronel – coronela.
General – generala.
d. Oposição entre Ø │ISA Poeta – poetisa.
Profeta – profetisa.
e. Oposição entre Ø │INA Héroe – heroína.
Rey – reina.
f. Oposição entre Ø│ESA Marques – marquesa.
Conde – condesa.
Príncipe – princesa.
g. Oposição entre ÍN │INA.
Bailarín – bailarina.
Com relação ao número dos substantivos, eles podem ser classificados da seguinte forma: singular e plural, no entanto, algumas regras devem ser seguidas, veja as mais importantes:
a. Regra geral: acrescentamos a letra “s” no final dos substantivos.
Casa – casas.
Taxi – taxis.
Papá – papás.
b. Substantivos terminados em “i” ou “u” deve-se acrescentar “es”.
Bantú – bantúes.
Hindú – hindúes.
c. Monossílabas terminadas em vogal: acrescenta-se a letra “s”.
pie – pies.
La – las (nota musical).
d. Terminado em vogal: acrescentamos “es”
Árbol – árboles Buey – bueyes.
Caonción – canciones.
Ley – leyes.
e. Palavras terminadas com “is” permanecem igual.
El análisis – los análisis.
La crisis – las crisis.
La tesis – las tesis.
f. Substantivos terminados com “s” ou “x” devemos acrescentar “es”.
Autobus – autobuses.
Compás – compases.
Fax -faxes.
Tos – toses.
Artigos
Em língua espanhola os artigos podem ser divididos em artigo definido, indefinido e neutro, observe o quadro abaixo:
Quadro 2 – Tipos de artigos
Fonte: Adaptado de Negroni (2011).
Os artigos são elementos que acompanham os substantivos e variam segundo o seu gênero e número. Em espanhol, como pudemos ver no quadro 2, os artigos são divididos em: definidos, indefinidos e neutro.
Os artigos definidos são usados para determinar de forma clara um substantivo, ou seja, definem claramente um substantivo:
(35) El agua del mar es azul.
(36) Las rosas que me trajiste son muy lindas.
Já os artigos indefinidos não apresentam nenhuma imprecisão, ou seja, são imprecisos:
(37) ¡Un día me iré de acá!
(38) Quiero compras unas galletitas dulces para el postre.
O artigo neutro não pode ser flexionado e não pode ser usado diante de substantivos, deve-se usar com adjetivos, particípios e ordinais.
(39) Lo primero que tenemos que hacer es ahorrar para viajar.
(40) Lo mejor de nuestra vida es la familia.
E também diante de expressões exclamativa:
(41) ¡No sabéis lo rico que está el budín!
Adjetivos
Você consegue entender que as classes de palavras estão direta ou indiretamente conectadas? Pois bem, agora estudaremos a formação dos adjetivos em língua espanhola.
Os adjetivos são palavras que qualificam um substantivo e eles também sofrem flexões como acontece no substantivo, ou seja, flexões em gênero (masculino e feminino) e número
(singular e plural). Veja logo abaixo os principais casos de terminações:
a. Em linhas gerais, os adjetivos terminam e -o ou -a.
(42) Mi vecino es muy atencioso.
(43) Mi vecina es muy atenciosa.
b. Os adjetivos que terminam com a letra -e apresentam uma única forma para ambos gêneros.
(44) Mi vecino es muy amable.
(45) Mi vecina es muy amable.
Na formação do plural deve-se acrescentar a letra -s e fazer a concordância necessária.
c. O feminino dos adjetivos terminados em -or, -ol, -ón, -án, -ín e -és, deve-se acrescentar a letra “a” exceto na palavra cortés.
(46) Él es el anfitrión.
(47) Ella es la anfitriona.
d. Os demais adjetivos que terminam em consoantes apresentam a mesma forma para ambos gêneros:
(48) Mi auto es gris.
(49) Mi carpeta es gris.
Com respeito ao plural dos adjetivos, geralmente acrescentamos a letra “s”, no entanto, existem adjetivos que terminam com a letra -z e nesse caso, devemos substituir por -ces.
(50) Estas ropas son mis preferidas.
(51) Pablo y Marcela son muy felices juntos.
RESUMINDO
Nessa terceira seção você estudou algumas classes de palavras como os substantivos, os adjetivos e os artigos. Vimos que para a formação desses três elementos eles precisam ser flexionados para a sua correta concordância. Vimos também que tanto a flexão em gênero e número são regidas por regras gramaticais e que devem ser seguidas levando em consideração a estrutura da língua culta. Até mais!
Pronomes, advérbios e verbos em espanhol
OBJETIVO
Estimado aluno, ao término desta seção você conceituará as principais classes de palavras em língua espanhola. Você relacionará a importância da flexão, tanto de gênero quanto de número com o uso de exemplos práticos em espanhol.
Pronomes
Dando continuidade ao estudo de classe de palavras, você estudará agora os pronomes em espanhol. Existem sete tipos de pronomes em espanhol e você conhecerá agora a classificação de cada um deles a um nível introdutório, ou seja, serão apresentados os tipos de pronomes com alguns exemplos, no entanto, o seu estudo não será detalhado.
a. Pronomes Pessoais
Certamente, esse tipo de pronome é um dos mais conhecidos entre todos eles, não é mesmo? É através dos pronomes pessoais que conhecemos os participantes de um determinado discurso, podendo ser pessoas, animais ou coisas. Uma outra característica dos pronomes pessoais é que eles substituem um elemento de uma dada oração. Os pronomes pessoais estão compostos por:
Quadro 3 – Pronomes pessoais em espanhol
Fonte: Adaptado de Negroni (2011).
(52) Yo soy José.
(53) Juan es mi amigo, él vive cerca de mi casa.
(54) Nosotras somos estudiantes de Letras. (mujeres) (55) Nosotros somos estudiantes de Letras (hombres o hombres y mujeres).
Os pronomes pessoais geralmente cumprem a função de sujeito em uma dada oração.
Os pronomes pessoais geralmente são usados nos seguintes casos:
Identificar o sujeito para o ouvinte;
Responder perguntas onde é necessário identificar o sujeito de uma determinada oração;
Comparar algumas sentenças depois do “que”.
(56) Yo soy más alto que Luís.
Diante das palavras: mismo, también, tampoco.
b. Possessivos
Como já se pode imaginar, os “pronombres posesivos”
indicam posse e eles sempre devem concordar com o substantivo levando em consideração o gênero e o número.
Se o pronome possessivo está ao lado de um substantivo, o chamamos de determinante possessivo e se o substantivo está omitido, chamamos de pronome possessivo, mas como assim?
Veja os exemplos logo abaixo.
(57) No encuentro tu libro. (determinante possessivo).
(58) Este es el tuyo (libro). (pronombre possessivo).
O determinante possessivo pode ser divido em dois grupos:
determinante possessivo átono e tônico.
Determinante possessivo átono
Esses possessivos são usados antes dos substantivos, sempre levando em consideração o gênero e o número.
Quadro 4 – Determinante possessivo átono
Fonte: Adaptado Negroni (2011).
Veja mais alguns exemplos para entender melhor:
(59) ¿Dónde están mis anteojos?
(60) Nuestro padre se llama Rubén.
(61) Tu casa es hermosa.
Determinante possessivo tônico
Esses possessivos são usados depois dos substantivos, sempre levando em consideração o gênero e o número.
Quadro 5 – Determinante possessivo tônico
Fonte: Adaptado Negroni (2011).
Veja mais alguns exemplos para entender melhor:
(62) Esta casa es mía.
(63) Estos libros son nuestros.
(64) ¿Dónde está nuestro perro?
Para finalizar, veja logo abaixo os pronomes possessivos.
Quadro 6 – Pronomes possessivos
Fonte: Adaptado de Negroni (2011).
Não se esqueça de que o pronome possessivo substituiu os substantivos.
Alguns exemplos:
(65) No es mi problema, es el tuyo.
(66) No es mi culpa, es la nuestra.
(67) María se fue con lo suyo y no dijo nada.
c. Pronomes Reflexivos
Os pronomes reflexivos acompanham um certo grupo de verbos que se chamam verbos reflexivos. Observe o quadro abaixo:
Quadro 7 – Pronomes reflexivos
Fonte: Adaptado de Negroni (2011).
Você pode usar esses pronomes nos seguintes casos:
Antes ou depois de verbos reflexivos.
(68) Me afeito todos los días (afeitarse).
(69) Tengo que afeitarme (afeitarse).
O uso do pronome reflexivo antes do verbo pode ser usado em qualquer tempo e modo.
Ao usar o Imperativo, o pronome pode vir antes ou depois.
(70) ¡Cállate! (depois do verbo).
(71) ¡Que te calles! (antes do verbo).
Veja mais alguns exemplos:
(72) Ella se maquilla todos los días.
(73) Ella está maquillándose.
(74) Ella se está maquillando.
d. Pronomes Relativos
Os pronomes relativos são os responsáveis por oferecer uma informação adicional sobre um determinado elemento.
Quadro 8 – Pronomes Relativos
Fonte: Adaptado de Negroni (2011).
Veja alguns exemplos:
(75) Miguel, que sabe cocinar muy bien, hizo una tarta.
(76) Es una situación difícil a la que ud. tiene que superar.
(77) No me acuerdo de lo que sucedió anoche.
e. Pronomes Interrogativos
Os pronomes interrogativos podem se referir a uma pessoa, animal ou coisa. Eles estão dispostos da seguinte maneira:
Quadro 9 – Pronomes Interrogativos
Fonte: Adaptado de Negroni (2011).
Veja alguns exemplos:
(78) ¿Quiénes son ellos?
(79) ¿Qué es esto?
(80) ¿Quién quiere comer ahora?
f. Pronomes demonstrativos
Os pronomes demonstrativos são usados tanto para pessoas quanto para coisas ou animais. Acompanhe logo abaixo a sua classificação:
Quadro 10 – Pronomes Demonstrativos
Fonte: Adaptado de Negroni (2011).
Acompanhe agora alguns exemplos:
(81) Este celular es mio.
(82) Aquella ropa está sucia.
(83) Jamás me olvidaré de aquel día.
g. Pronomes Indefinidos
O uso dos pronomes indefinidos vai depender diretamente do contexto em questão, pois alguns deles podem variar de acordo com o gênero e número do substantivo. Como a lista é muito extensa, acompanhe logo abaixo os pronomes indefinidos mais usados.
Quadro 11 – Pronomes Indefinidos
Fonte: Adaptado de Negroni (2011).
Advérbios
Certamente você já ouviu falar sobre eles, não é mesmo?
Os advérbios são palavras consideradas invariáveis que podem completar um verbo, um adjetivo ou até mesmo outro advérbio.
Veja logo abaixo os principais tipos de advérbios com alguns exemplos.
Quadro 12 – Tipos de Advérbios
Fonte: Adaptado de Negroni (2011).
Veja agora alguns exemplos contextualizados:
(84) Yo nunca viajé a Europa.
(85) A menudo vamos al cine.
(86) La película va a empezar ahora.
Verbos
Os verbos são estruturas que expressam uma ação que é executada pelo sujeito ou o estado e/ou processo que ele se encontra,
Entender toda a estrutura verbal resulta muito complexo e detalhado e é por esse motivo que nesse momento você vai estudar somente os tipos de verbos. Observe a tabela abaixo:
Quadro 13 – Tipos de verbos em espanhol
Fonte: Adaptado Negroni (2011).
Veja agora alguns exemplos:
(87) Oscurece em mi ciudad todos los días a las 18 horas.
(88) Yo tengo dos hermanas.
(89) Ella es médica.
RESUMINDO
Chegamos ao final do nosso último capítulo. Aqui nós estudamos outras classes de palavras e as suas respectivas classificações.
Vimos também o quão é importante fazer a concordância de gênero e número para que uma oração seja coerente e coesa. Por último, estudamos os principais tipos de verbos e vimos as suas definições com os seus respectivos exemplos. Até a próxima!
REFERÊNCIAS
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reflexiones y propuestas. Disponível em: <https://cvc.cervantes.
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Sentido e Referência. Disponível em:<https://www.youtube.
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CAGLIARI, L.C. A origem do alfabeto. 1ed. São Paulo:
Paulistana, 2009.
DABOBE et al. Manual de Gramática. La Plata:
Universidad Nacional de La Plata, 2006.
FREGE, Gottlob - Investigações Lógicas e outros Ensaios.
Org., trad. e notas de Paulo Alcoforado. In: Cadernos de Tradução, n. 7. São Paulo: USP, 2001.
NEGRONI, María Marta Garcia. Escribir en Español:
claves para una corrección de estilo. 2ed. Buenos Aires: Santiago Arcos editor, 2011.
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