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ECLI:PT:TRC:2006: B

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ECLI:PT:TRC:2006:3441.05.5B

http://jurisprudencia.csm.org.pt/ecli/ECLI:PT:TRC:2006:3441.05.5B

Relator Nº do Documento

Isaías Pádua

Apenso Data do Acordão

10/01/2006

Data de decisão sumária Votação

unanimidade

Tribunal de recurso Processo de recurso

Tribunal Judicial De águeda - 1º Juízo

Data Recurso

Referência de processo de recurso Nivel de acesso Público

Meio Processual Decisão

Agravo revogada

Indicações eventuais Área Temática

Referencias Internacionais

Jurisprudência Nacional

Legislação Comunitária

Legislação Estrangeira

Descritores

reclamação de créditos; contribuição para a segurança social; trabalhador independente;

(2)

Sumário:

I – São pressupostos para que um credor possa reclamar um crédito numa execução que o mesmo goze de uma garantia real sobre os bens penhorados e que disponha de um título exequível . II – No que concerne aos créditos emergentes de contribuições em dívida à Segurança Social os mesmos gozam de privilégio mobiliário e de privilégio imobiliário sobre os bens imóveis existentes no património das entidades patronais, nos termos do disposto nos artºs 10º e 11º do DL nº 103/80, de 9/5 .

III – Resulta do estipulado no artº 29º, nº 2, do DL 328/93, que , na qualidade de contribuintes, os trabalhadores independentes são equiparados às entidades empregadoras ou entidades patronais do regime de segurança social dos trabalhadores por conta de outrem, pelo que é aplicável aos créditos da segurança social resultantes de dívidas de trabalhadores independentes o regime previsto no DL nº 103/80, de 9/5 .

Decisão Integral:

Acordam neste Tribunal da Relação de Coimbra

I- Relatório.1. Por apenso aos autos de execução (autuada sob o nº 521/99) que a A... moveu contra B... e mulher, C... , veio o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (Delegação de Aveiro), reclamar um crédito no montante global de 3.890,10 Euros, referente a contribuições em dívida por parte da executada C... à Segurança Social, enquanto trabalhadora independente (ali inscrita, nessa qualidade, com o nº 116464099), sendo € 2.994,28 de capital e € 895,86 de juros de mora.

2. Pelo despacho de fls. 11/12, o srº juiz a quo indeferiu, com base nos fundamentos aí aduzidos, liminarmente tal reclamação.

3. Não se tendo conformado com tal despacho, aquele Instituto/reclamante dele interpôs recurso, o qual foi recebido como agravo.

4. Nas correspondentes alegações que apresentou, o agravante concluiu as mesmas nos seguintes termos:

“1. Os regimes de Segurança Social, são o Regime Geral (contributivo) e o Regime não contributivo.

2. O regime Geral desdobra-se no Regime Geral de Segurança Social dos Trabalhadores por Conta de Outrem - Decreto-Lei n.º 103/80, de 9 de Maio, Decreto Regulamentar n.º 43/82, de 22 de

Julho, Decreto-Lei n.º 124/84, de 18 de Abril, Decreto-Lei n.º 330/98, de 2 de Novembro, Decreto- Lei n.º 8-B/2002, de 15 de Janeiro, Decreto-Lei nº 112/2004, de 13 de Maio,

3. No regime Geral de Segurança Social Trabalhadores Independentes - Decreto-Lei nº 328/93, de 25 de Setembro, Decreto-Lei nº 240/96, de 14 de Dezembro e Decreto-Lei nº 397/99, de 13 de Outubro,

4.E ainda no Regime do Seguro Social Voluntário (facultativo) - Dec. Lei nº 40/89, de 1 de Fevereiro.

5. Concretizando-se o Regime Geral, através da atribuição de prestações pecuniárias ou em

espécie, nas eventualidades de doença, desemprego, invalidez, velhice, morte, encargos familiares, etc.

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6. No Regime Geral dos Trabalhadores Independentes (obrigatório e alargado) estão abrangidos os trabalhadores que exerçam actividade profissional por conta própria sendo, simultaneamente, contribuintes e beneficiários.

7. Constituindo-se a obrigação contributiva dos trabalhadores independentes com a participação do exercício de actividade às entidades legalmente definidas – art.º 45.º n.º 3, da Lei n.º 32/2002, de 20 de Dezembro.

8. De acordo com o art.º 29.º do D. L. 328/93, de 25 de Setembro, que não veio a ser alterado pelo D.L.240/96 de 14 de Dezembro “ OS TRABALHADORES INDEPENDENTES estão sujeitos ao pagamento de contribuições (…) são no atinente à qualidade de contribuintes, EQUIPARADOS ÀS ENTIDADES EMPREGADORAS abrangidas pelo regime de Segurança Social (...)

9. Contribuições essas, conforme disposto no Despacho n.º 92/SESSS/93 de 2-12-93, cujo

“pagamento das contribuições relativas aos trabalhadores independentes ...deve ser efectuado do dia 1 até ao dia 15 do mês seguinte aquele a que disseram respeito” – vide art.º51 do DL 240/96 de 14 de Dezembro.

10. Assim, no douto despacho se lê que “as contribuições alegadamente em divida por parte da executada C..., reportam-se a prestações (…), lavra-se em perfeita confusão, pois que, para o sistema e regime de Segurança Social, e executada enquanto contribuinte é equiparado às

entidades empregadoras como refere o art.º 29.º, do DL 328/93, acima citado, enquanto titular do direito a prestações, a executada é, para o sistema de Segurança Social um beneficiário.

11. Assim sendo, e sem mais delongas parece que se lavra em perfeita confusão, já que no Despacho ora recorrido contribuições e prestações parecem ser uma só realidade quando na verdade são realidades bem distintas e diferenciadas, para efeitos de regimes de Segurança Social.

12. Afigurando-se-nos ter sido proferido um Despacho ilógico e desenquadrado dos conceitos e da legislação da Segurança Social.

13. E não se argumente, como se faz no douto Despacho proferido, que o art.º 11.º do D.L. não permite uma aplicação analógica nem tão pouco extensiva.

14. Pois nem tal seria necessário se se tivesse salvaguardado a legislação especial dos trabalhadores independentes, já que esta se apresenta clara no que respeita à qualidade dos mesmos enquanto contribuintes e beneficiários dos regimes da Segurança Social.

15. Quando muito, e no que respeita à letra do art.º 11.º do DL 103/80, eventualmente questionar que “entidades empregadoras”, entendendo-as em sentido amplo, já que os trabalhadores

enquanto titulares de uma obrigação contributiva, são contribuintes e enquanto titulares do direito a receber os montantes respeitantes às prestações a que têm direito, exactamente por força daquela qualidade de contribuinte, são beneficiários.

16. Não se compreende a referida confusão, e em consequência, de todo, não se concorda com o indeferimento da reclamação de créditos, com fundamento em que o único bem penhorado na execução é um imóvel, e os créditos emergentes de contribuições à Segurança Social gozam, entre outros, de privilégio imobiliário “sobre os bens imóveis existentes no património das entidades empregadoras” (…) e a executada é “trabalhadora independente e não entidade patronal de quem quer que seja (…)” – cfr. art.º 29.º do D.L. 328/93.

17. Assim sendo, foram violados o art.º 11.º do D. L. 103/80, de 9 de Maio, o ar.º 29.º do D. L.

328/93 de 25 de Setembro.

18. Propugnado o Meritíssimo Juiz “a quo” por uma errónea aplicação da lei, ao indeferir liminarmente a reclamação de créditos apresentada pelo agravante,

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19. Pelo que, deve o douto despacho de indeferimento ser substituído por outro em que se admita a reclamação de créditos efectuada pelo ISS, IP, Centro Distrital de Segurança Social de Aveiro, e graduado com todas as consequências legais.”

5. Não foram apresentadas contra-alegações.

6. O srº. juiz a quo sustentou, de forma tabelar, aquela sua decisão recorrida.

7. Corridos que foram os vistos legais, cumpre-nos, agora, apreciar e decidir.***

II- Fundamentação1. Delimitação do objecto do recurso.

É sabido que são as conclusões das alegações do recurso que fixam e delimitam objecto do mesmo (cfr. artºs 684, nº 3, e 690, nºs 1 e 4, do CPC).

Ora como resulta de tais conclusões a única questão que importa aqui apreciar e decidir consiste em saber se, no caso em apreço a reclamação de créditos apresentada pelo agravante deve, ou não, ser admitida?***2. Os Factos.

Os factos que, no essencial, importa aqui considerar, e ser dados como assentes, são aqueles que supra deixámos descritos sob os nºs 1 e 2 do ponto I, e ainda o seguinte:

Nos autos de execução encontra-se unicamente penhorado um imóvel, pertença dos executados, sendo o respectivo termo datado de 23/5/2000 - cfr. fls. 36 dos autos de execução.***3. O Direito Apreciemos então a sobredita questão, e que, no fundo, passa por saber se o crédito do ora

agravante goza de privilégio imobiliário sobre o único bem que se encontra penhorado nos autos de execução em causa, e que é pertença dos executados, B... e mulher, C....

Dispõe o artº 865, nº 1, que “só o credor que goze de garantia real sobre os bens penhorados pode reclamar, pelo produto destes, o pagamento dos respectivos créditos".

São, assim, grosso modo, pressupostos para que um credor possa reclamar um crédito numa execução que o mesmo goze de uma garantia real sobre os bens penhorados (pressuposto

material) e que disponha de um título exequível (pressuposto formal) – cfr. nºs 1 e 2 do artº 865 do CPC e, por todos, vidé o cons. Amâncio Ferreira, in “Curso de Processo de Execução, 2005, 8ª ed., Almedina, pág. 306”).

Tem-se vindo a entender – entendimento esse perfilhado pelo srº juiz a quo - que para efeitos de reclamação (que já não, necessariamente, para efeitos de graduação) de créditos num processo de execução, com bens penhorados, o conceito de garantia real deve ser interpretado em sentido amplo, por forma a serem abrangidos os créditos que gozem de preferência de pagamento, de tal modo que na previsão de tal normativo vêm sendo incluídos o penhor, a hipoteca, o privilégio creditório, o direito de retenção, a consignação de rendimentos, o arresto e a penhora, além ainda de outros previstos em lei (cfr. a propósito, artº 604, nº 2, do CC, e o prof. Lebre de Freitas, in “A acção Executiva, 2004, 4ª ed., Coimbra Editora, pág. 310 e notas 21 e 22” e “Código de Processo Civil Anotado, Vol. 3º, Coimbra Editora, pág. 505”).

Desviando, cada vez mais, a nossa direcção para o caminho que aqui nos interessa trilhar, dir-se-á que, como é sabido, o privilégio creditório consiste, de acordo com o disposto no artº 733 do C.C., na “(...) faculdade que a lei, em atenção à causa do crédito, concede a certos credores,

independentemente de registo, de serem pagos com preferência a outros”, podendo ser de duas espécies: imobiliários e mobiliários, sendo estes gerais ou especiais, conforme abranjam o valor da totalidade dos bens móveis existentes no património do devedor, à data da penhora, ou acto

equivalente, ou apenas o de bens móveis determinados; sendo que os privilégios imobiliários,

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previstos no Código Civil, são sempre especiais - cfr. art. 735, nº 3, do C.C. (na redacção dada pelo DL nº 38/2003 de 8/3, o que veio levantar algumas questões, nomeadamente para efeitos de

repercussão na graduação final de créditos, quando em confronto com aqueles outros privilégios creditórios considerados imobiliários gerais – vidé, a propósito, o recente acordão do STJ de 7/6/2005, in “CJ, Ano XIII, T2, págs. 116/117”).

Estreitando ainda mais o caminho que acima aludimos, com vista à resolução da questão objecto deste recurso, no que concerne aos créditos emergentes de contribuições em divida à Segurança Social os mesmos gozam de previlégio mobiliário, nos termos do disposto no artº 10 do D.L. n.º 103/80, de 9/5, e, nos termos do artº 11, de privilégio imobiliário "sobre os bens imóveis existentes no património das entidades patronais à data da instauração do processo executivo" . (sublinhado e negrito nossos)

Aqui chegado, o srº juiz do tribunal a quo entendeu que dizendo o crédito reclamado pelo ora agravante respeito a contribuições devidas pela executada C... na qualidade de trabalhadora independente, e não como entidade patronal, não caberia o mesmo na previsão do citado artº 11 daquele DL, e como tal não poderia beneficiar ou ser revestido do privilégio imobiliário ali

consagrado. Ou seja, e por outras palavras, incidindo o privilégio imobiliário ali previsto tão somente sobre bens imóveis das entidades patronais, tal pressuposto não se verificaria, no caso em apreço, dado o único bem penhorado na execução em causa ser um imóvel e a executada, a quem

pertence (conjuntamente com o seu marido, também executado), não ter a qualidade ou categoria de entidade patronal, sendo as “prestações” ou contribuições em falta devidas somente pela sua qualidade de trabalhadora independente. Logo - devido a essa falta de pressuposto, e não sendo aquela norma (que é especial) susceptível de interpretação analógica (cfr. artº 11 do CC), e nem se justificando a sua interpretação extensiva -, não gozando tal crédito de privilégio creditório, faltava, asim, o 1º pressuposto legal, a que no início se fez referência, para que o mesmo fosse admitido a reclamação nos autos de execução supra referidos.

Mas será que é assim?

Desse já avançamos que não, permitindo-nos dizer que, salvo sempre o devido respeito, tal interpretação, feita pelo srº juiz a quo, para além de não estar correcta, se nos afigura padecer mesmo de uma certa confusão.

Se não vejamos.

O credito aqui reclamado – cuja existência, ou não, não está aqui em causa – pelo ora agravante tem a ver, como já se deixou exarado, com contribuições em dívida por parte da executada C... à Segurança Social, enquanto trabalhadora independente (ali inscrita, nessa qualidade).

Sem entrarmos em grandes considerações – que se nos afigura, neste particular, o caso não justificar – dir-se-á que são dois os regimes da Segurança Social: o regime geral (contributivo) e o regime não contributivo.

No que concerne ao primeiro, o mesmo desdobra-se, por sua vez, nos seguintes regimes:

a) Regime Geral de Segurança Social dos Trabalhadores por Conta de Outrem - que encontra a sua regulamentado em diversos diplomas legais, e dos quais aqui se destaca o já acima citado DL nº 103/80, de 9/5 (que aprovou então o Regime Jurídico das Contribuições para a Providência).

b) Regime Geral de Segurança Social dos Trabalhadores Independentes – inicialmente criado pelo DL nº 8/92, de 18/1, e que actualmente se encontra regulado pelo Decreto-Lei nº 328/93, de 25/9 (que revogou o 1º diploma), embora vindo a sofrer algumas alterações, nomeadamente através dos DLs 240/96, de 14/12 e nº 397/99, de 13/10.

c) Regime do Seguro Social Voluntário (Facultativo) – regulado pelo DL nº 40/89, de 1/2.

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Reportando-nos àquele 2º regime dos trabalhadores independentes, que é aquele que aqui nos interessa, realçam-se os seguintes normativos do citado DL nº 328/93 (que o regula):

Artº 1º: “O regime geral de segurança social dos trabalhadores independentes, adiante designado por regime dos trabalhadores independentes, tem como objectivo assegurar a efectivação do direito à segurança social das pessoas que exerçam actividade profissional por conta própria”.

Artº 2º: “O regime dos trabalhadores independentes rege-se pelo disposto neste diploma e,

subsidiariamente, pelas normas do regime geral da segurança social dos trabalhadores por conta de outrem”. (sublinhado nosso)

Artº 4º: “São obrigatoriamente abrangidos no âmbito do regime dos trabalhadores independentes indivíduos que exerçam a actividade profissional sem sujeição a contrato de trabalho ou contrato legalmente equiparado e não se encontrem, em função da mesma, obrigatoriamente abrangidos pelo regime geral de segurança social dos trabalhadores de outrem”.

Artº 29: “Os trabalhadores independentes estão sujeitos ao pagamento de contribuições, nos termos regulados neste capítulo” (nº 1), dispondo, por sua vez, o seu nº 2 que “os trabalhadores independentes são, no ateniente à qualidade de contribuintes, equiparados às entidades

empregadoras abrangidas pelo regime de segurança social dos trabalhadores por conta de outrem”. (sublinhado e negritos nosso)

Resulta, desde logo, do confronto de tais normativos (e bem assim de outros, cfr., por ex., artºs 34 daquele mesmo último diploma, e 1º, 2º e 45º, nº 3, da Lei nº 32/2002 de 20/12, que aprovou as Bases da Segurança Social ) que os trabalhadores independentes têm ou encarnam em si uma dupla qualidade: a de (directa e simultaneamente) contribuintes e beneficiários da segurança social.

Por outro lado, resulta, sobretudo do estipulado no citado nº 2 do artº 29 do DL nº 328/93, que, nessa qualidade de contribuintes, os trabalhadores são equiparados às entidades empregadoras, ou seja, e por outras palavras, às entidades patronais do regime de segurança social dos

trabalhadores por conta de outrem.

E sendo assim, e por força do disposto nos artºs 2º e 29, nº 2, daquele DL, é aplicável aos créditos da segurança social resultantes de dívidas de trabalhadores independentes o regime previsto, nomeadamente, no também acima citado artº 11 do DL nº 103/80.

Aliás, se esse regime não resultasse directamente da lei, como cremos ter demonstrado que

resulta, então, a nosso ver, a sua aplicação, aos casos como o em apreço, sempre teria de resultar através de uma interpretação extensiva do citado artº 11 do DL nº 103/80 (artº 11, 2ª parte, do CC), tendo em conta a similitude das situações e dos regimes contributivos em confronto e bem assim dos interesses e das razões que estão subjacentes aos mesmos e que as respectivas normas visam salvaguardar.

Donde seja de concluir, ao contrário do que fez o tribunal a quo, que o crédito do ora agravante (que está revestido do gozo de um privilégio creditório imobiliário sobre o bem – imóvel - que se encontra penhorado) preenche os pressupostos legais, que acima enunciamos, para que a sua reclamação possa ser, ab initio, liminarmente atendida, por referência aos respectivos autos apensos de execução, e, assim, seguir o posterior legal ritualismo previsto para o efeito.

E, nesses termos, ter-se-á de julgar procedente o recurso, revogando-se o despacho recorrido.***

III- DecisãoAssim, em face do exposto, acorda-se em conceder provimento ao recurso (de agravo), revogando-se, consequentemente, o despacho recorrido, que deverá ser substituído por outro que receba a reclamação do crédito do ora agravante, com o prosseguimento do ritualismo legal

previsto para o efeito.

Sem custas.

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Coimbra, 2006/01/10

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