1 Organograma Oficial – Sociedade Virtual Escolas de Samba
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ORGANOGRAMA OFICIAL
CARNAVAL VIRTUAL 2017
Liga Independente das Escolas de Samba Virtuais - LIESV
Presidente: Ewerton Fintelman Vice Presidente Administrativo: Murilo Sousa Vice Presidente Artístico: João Salles2 Organograma Oficial – Sociedade Virtual Escolas de Samba
SOCIEDADE
VIRTUAL ESCOLAS
DE SAMBA
PRESIDENTE
NOME AQUI
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“Bem-Vindo à Estrada Real”
CARNAVALESCO
Everton Santana
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Tema-Enredo (Título do enredo e subtítulos se houverem)*
Bem-Vindos à Estrada Real
Carnavalesco*
Everton Santana
Autor(es) do Enredo*
Charlton Júnior e Alexandre Caitano
Elaborador(es) do Roteiro do Desfile*
Charlton Júnior
Outras Informações Julgadas Necessárias (fontes de consulta, livros etc)*
FICHA TÉCNICA
Enredo
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Bem-Vindos à Estrada Real
Os diamantes, sempre foram sinônimos de riqueza, poder, sonho e paixão para homens e mulheres de todas as épocas. Na busca dessas raras peças, foi escrito um capítulo da nossa história, na procura por este fabuloso tesouro – abarcado nas montanhas, nas matas e nos rios – surge, durante a febre do garimpo, a bela Minas Gerais.
Bem-vindos à Estrada Real!
A Coroa Portuguesa, querendo garantir que o ouro e as pedras extraídas do interior do Brasil não fossem roubados ou desviados, viu na Estrada Real um caminho seguro. Aberta no Século XVII por escravos, bandeirantes e tropeiros, seguindo o trajeto de antigas trilhas indígenas, eram por lá que as pedras preciosas e outras mercadorias saíam das Minas Gerais e chegavam ao litoral do Rio de Janeiro, de lá, embarcavam em caravelas, que conduziam a riqueza brasileira em direção a Portugal.
No século XVIII, atinou-se a necessidade de um caminho mais seguro e rápido até o porto, tal necessidade fez com que a Coroa ordenasse a construção de uma nova rota, esta ficou conhecida como “caminho novo”, para a antiga estrada restou o nome de “caminho velho”. Feito por Garcia Rodrigues Paes, filho do famoso bandeirante Fernão Dias Paes, o caminho novo levou sete anos para ser terminado. Vinte anos depois, Bernardo Soares de Proença termina uma trilha paralela ao, agora conhecido, “Caminho do Ouro”, pois era por aquela estrada que o metal era escoado para Portugal.
Por longos anos o garimpo destruiu as matas, secou os rios, e as mineradoras sequer se importaram com a imposição de leis que futuramente vieram a proibir a exploração para benefícios e interesses próprios. Engana-se, porém, quem acredita que a marca da Estrada Real foi somente devastação, pelo contrário, as cidades em torno da Estrada Real guardam características encantadoras, seja em sua gastronomia como, os vinhos de jabuticaba da Serra da Caraça, o tradicional queijo da Região do Serro, ou em sua arquitetura, com a singular e barroca Ouro Preto e a cidade de Congonhas – declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO – que guarda um dos maiores acervos artísticos do Brasil, as obras do Mestre Aleijadinho.
A Estrada Real é rica em história, mas há longos trechos de terra desérticos, facilitando a ação de bandidos, sendo estes o maior temor dos comerciantes. Muitos deles já deixavam os seus testamentos prontos antes de cada viagem. Cruzar a rota do ouro e do diamante era uma verdadeira aventura: homicídios, roubos e contrabandos eram frequentes. O palco da violência não se limitava às estradas, também alcançava os sertões, as serras e, em menor escala, as vilas. Uma maneira utilizada pelos senhores para se protegerem era ter a homens negros como escolta, armados e
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acompanhados por cães. A maior parte dos ataques ocorriam na calada da noite. Fosse mulher, criança ou idoso... Ninguém era poupado! Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) assumiu o patrulhamento da Serra da Mantiqueira, e a partir dos seus estudos foi possível criar estratégias para colocar rondas e patrulhas em locais eficientes, e assim tentar controlar a ação das quadrilhas. Na época, as principais corjas eram: Mantiqueira e Sete Orelhas.
Passa o tempo, e ainda no século XVIII averba-se uma forte descida da produtividade de minérios no distrito mineiro, desse modo, acentua-se uma forte política fiscal. Ouve-se o grito da independência! Com isto, ainda nas primícias do século XIX, estes históricos caminhos são libertos e assim, passam a integrar-se com os bens propiciados pelo café, como importantes alicerces ao processo de urbanização da região sudeste do país.
Com o objetivo de estimular o turismo, preservar o entorno das antigas Estradas Reais, além de despertar a população ao potencial histórico daquelas vias, em 2001 cria-se o projeto Estrada Real.
A Sociedade Virtual Escolas de Samba, convida-lhe a, conosco, viajar por estas estradas. Juntos admiraremos os diamantes das Minas Gerais, saudarmos a Coroa Portuguesa, enfrentaremos os desafios impostos pela ação dos bandidos, ouvirmos o grito da independência e celebraremos a preservação deste nosso rico manancial histórico. Bem-vindos à Estrada Real!
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Autoria do Samba-Enredo*
Vinícius Marques
Letra do Samba-Enredo (repetições devem ser destacadas e em negrito)*
Abram alas chegou o meu pavilhão É a riqueza que eu guardo no coração Vamos juntos conhecer a Estrada Real
A Sociedade faz seu carnaval Na estrada da memória
Uma história eu vou contar (Vou contar)
A coroa portuguesa protegeu a sua riqueza
E foi pra lá
Pelo Rio de Janeiro o ouro partiu
Levando embora o tesouro do Brasil
Então um "Novo Caminho" se fez
Preciosas pedras aos reis
E por essa rota
Roubaram a terra onde a riqueza brota
Chora... A natureza chora Ao ver a destruição Chora... A Natureza chora Sob os punhais da ganância
A dor da devastação Sinta o sabor no seu paladar
A arte barroca a te encantar
Siga viagem faça a prece para o céu
E um testamento assinado no papel
No desenvolvimento um marco nacional
FICHA TÉCNICA
Samba Enredo
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O aroma do café, o alicerce regional
Ecoa, ecoa o grito, ecoa
Viaja para a eternidade
Sob a regência da história
Independência, esta viagem vai deixar saudade.
Defesa do Samba (se a escola julgar necessário)
ROTEIRO DO DESFILE
Número de elementos de desfile (Número de alas; de carros alegóricos; de tripés e quadripés, incluindo os utilizados pela comissão de frente, se houver; de casais de mestre-sala e porta-bandeira; de
destaques de chão e afins, se houver)*
Alas – 14 Alas
Alegorias – 3 Alegorias
Tripés e/ou Quadripés – 2 Tripés
Mestre Sala e Porta Bandeira – 1 Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira Guardiões de Casal de MS & PB – 0
Destaques de Chão –
Organização dos elementos de desfile (a setorização é obrigatória; alas obrigatórias devem ser devidamente discriminadas)*
Setor 1 : Da Ambição Portuguesa ao Surgimento de Minas Gerais Comissão de Frente + Tripé 1 : A Realeza de Portugal
1º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira : Riquezas Naturais Ala 1: A Busca Através do Garimpo
Abre-Alas : Da febre do Garimpo, surge Minas Gerais Ala 2 : Escravos
Ala 3 : Bandeirantes Ala 4 : Tropeiros Ala 5 : Comerciantes
Setor 2 : A Exploração da Riqueza Real
Alegoria 2 : Nas caravelas rumo à Portugal, lá se vai à riqueza Brasileira Ala 6 (Baianas) : O caminho novo
Ala 7 : O Monstro: Mineradoras
Ala 8 (Ala Mista) : Devastação de Rios e Matas
Setor 3 : As Belezas e os Perigos ao Redor da Estrada Real Tripé 2 : Gastronomia "Real"
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Ala 10 (Bateria) : Patrimônio da Humanidade - As Obras de Aleijadinho Ala 11: Tiradentes
Ala 12 (Ala Mista) : As Quadrilhas "Reais" Setor 4 : O Progresso Real
Alegoria 3 : Independência! Liberação da Estrada Real Ala 13 : Café : A Nova Riqueza
Ala 14 : Turismo "Real" Velha Guarda : Preservação
Criador(es) dos Desenhos*
Nome(s) do(s) artista(s)*: Everton Santana
Nome do Elemento O que representa
Comissão de Frente: A Realeza de Portugal + Tripé 1
A Comissão de Frente representa a Corte Portuguesa, a mesma foi responsável pela ideia de construir um caminho seguro que garantisse que as riquezas extraídas do interior do Brasil não fossem roubadas ou extraviadas. Este caminho veio a receber o nome de Estrada Real. O tripé vem trazendo o Símbolo maior da Corte, que é a sua coroa
1º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira : As Riquezas Naturais
O 1º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, vem apresentando em seu figurino as Riquezas Naturais. As maiores riquezas materiais (diamantes) que existiam na Estrada Real que chamaram atenção dos garimpeiros, se escondiam nas belas matas como também nos límpidos rios.
Ala 1 : A Busca Através do Garimpo
A Ala 1 representa a busca latente dos garimpeiros nos rios e nas matas pelos diamantes, e na cansativa busca
FICHA TÉCNICA
Elementos do Desfile
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por este fabuloso tesouro, surgiu-se a febre do Garimpo.
Abre-Alas : Da febre do Garimpo, surge Minas Gerais
O Abre-Alas representa o surgimento de Minas Gerais, território que era habitado por indígenas antes dos Portugueses chegarem ao Brasil, no qual ocorreu uma grande imigração devido a existência de metais preciosos. A busca incessante por esses metais levou para a província riqueza e grande desenvolvimento cultural. No carro tem a representação das pedras preciosas, motivo de desejo de todos, mostra também características da arquitetura de Minas Gerais.
Ala 2 : Escravos A Ala 2 representa os “Escravos”, estes foram uns dos
responsáveis pela abertura da Estrada Real no Século XVII.
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período colonial que também foram responsáveis pela abertura da Estrada Real.
Ala 4 : Tropeiros A Ala 3 apresenta os “Tropeiros”, personagens
importantes da época que sempre em grupo, conduzindo cavalos ou mulas, transportavam mercadorias, sendo eles também uns dos responsáveis pela abertura da Estrada Real e até mesma pela fundação de pequenas vilas ao redor da mesma.
Ala 5 : Comerciantes A Ala 5 vem representando os “Comerciantes”, que
revendiam suas mercadorias (geralmente adquiridas através dos tropeiros) pela Estrada. Percorriam longos caminhos em busca desses metais contribuindo para a abertura da rota.
Alegoria 2 : Nas caravelas rumo à Portugal, lá se vai à riqueza Brasileira
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A Alegoria 2 vem representando as Caravelas, um tipo de Embarcação utilizada pelos Portugueses na qual toda a riqueza que foi extraída nas matas, nos rios, e entorno da Estrada Real era transportada até o Porto (que ficava situado na Cidade do Rio de Janeiro), que posteriormente seria escoada para Portugal.
Ala 6 (Baianas) : O Caminho Novo A Ala 6 vem representando em seu figurino o “Caminho
Novo”, nova rota construída por ordem da Coroa Portuguesa em busca de um acesso mais rápido ao porto para escoamento das riquezas. Feito por Garcia Rodrigues Paes, filho do famoso bandeirante Fernão Dias Paes, o caminho novo levou sete anos para ser terminado.
Ala 7 : O Monstro - Mineradoras A Ala 7 representa aquelas que foram as principais responsáveis pela devastação do meio ambiente ao redor da Estrada Real, as Mineradoras. Destruíam tudo para saciar a sua ambição e transformar tudo que havia na natureza em si em lucro, o que era permanentemente proibido, porém a prática era realizada de forma ilegal.
Ala 8 (Mista) – Devastação de Rios e Matas
A Ala 8 vem apresentando em seus figurinos, a devastação propriamente dita dos rios e das matas, ambientes esses que foram castigados pelas Mineradoras que buscavam pelas pedras preciosas, transformando o cenário em um caos total.
Tripé 2 : Gastronomia "Real" O Tripé 2 vem representando todo o sabor da Gastronomia das cidades que ficam em torno da Estrada
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Real. Todos que passavam pela Estrada, acabavam parando quando caía a noite em casas para se hospedar à espera de amanhecer e continuar a sua rota, nessas casas eram servidos maravilhosos banquetes com alimentos que eram cultivados nos próprios municípios, o que acabava encantando a todos com o seu delicioso paladar.
Ala 9 : Arquitetura de Ouro Preto A Ala 9 vem trazendo a principal característica e mais marcante de Ouro Preto, a sua arquitetura.
Ala 10 (Bateria) : As Obras de Aleijadinho
A Ala 10 (Bateria) vem representando as Obras do Mestre Aleijadinho, obras essas que ficam na cidade de Congonhas considerada Patrimônio Cultural pela UNESCO. As mesmas tinham uma mistura de diversos estilos do Barroco.
Ala 11: Tiradentes A Ala 11 vem representando o Tiradentes, personagem que assumiu o patrulhamento da Serra da Mantiqueira que através dos seus estudos criou novas estratégias para tornar mais eficaz as rondas e patrulhas.
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"Reais" Quadrilhas (Mantiqueira e Sete Orelhas) que causavam transtornos com sua violência nas cidades ao redor da Estrada Real.
Alegoria 3 : Independência! Liberação da Estrada Real
A Alegoria de nº 3 vem representando o momento de liberação da histórica Estrada Real após a Independência do Brasil, permitindo assim a passagem de novos produtos e sem a cobrança de tributos.
Ala 13 : Café : A Nova Riqueza A Ala 13 vem representando o que se tornou a nova riqueza da época, o café, que valorizou novamente a economia de Minas Gerais após a queda da produtividade dos minérios.
Ala 14 : Turismo "Real" A Ala 14 representa o Turismo, uma das principais atividades que passaram a ser praticadas nos entornos e
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na própria Estrada Real.
Velha Guarda : Preservação A Velha Guarda vem representando a Preservação, que passou a ser “lema” do Projeto Estrada Real, que foi criado em 2001 justamente para valorizar o potencial histórico das vias.
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Nome Completo da Escola*
Sociedade Virtual Escolas de Samba
Presidente Administrativo da Escola (Apenas na forma que usa no Carnaval Virtual)*
Alexandre Caitano
Carnavalesco(a)/Comissão Carnavalesca da Escola (Apenas na forma que usa no Carnaval Virtual)*
Everton Santana
Intérprete(s) da Escola (Apenas na forma que usa no Carnaval Virtual)*
Murilo Sousa
Demais Membros Internos da Escola (Apenas na forma que usa no Carnaval Virtual e respectivo cargo na escola, se houver)*
Charlton Júnior – Diretor de Carnaval
Autores do Samba-Enredo da Escola*
Vinícius Marques
Data de Fundação da Escola*
25/12/2015
Cores da Escola*Verde e Branco
Símbolo da Escola*Dinossauro
FICHA TÉCNICA
Resumo da Escola
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Texto de Apresentação da Escola (máximo de 05 linhas)*
A SVES foi criada com intuito de eternizar uma amizade vinda de um grupo de
WhatsApp, juntando assim esse belo sentimento com a paixão que une a todos que é
o Carnaval. A Escola é nova, porém tem pessoas que compõem a Diretoria que já
brincam de fazer Carnaval Virtual há algum tempo. Em suma, a principal missão da
SVES é levar diversão e cultura para quem acompanha os desfiles virtuais, e
jamais, deixar essa brincadeira séria morrer.
Bem-Vindos à Estrada Real
Charlton Júnior e Alexandre Caitano
Bem-Vindos à Estrada Real, é um enredo bastante rico culturalmente falando, ele
mostra desde a invasão da Coroa Portuguesa que ordenou que fosse construída
uma rota para facilitar o escoamento da riqueza que viera a ser extraída, mostra
também toda devastação em que a busca por esses metais preciosos causam ao
meio ambiente, perpassa também por nomes consagrados na história brasileira
como Aleijadinho, Tiradentes e finaliza com a liberação da Estrada quando o Brasil
enfim consegue sua independência se tornando um grande atrativo turístico.
*Tudo que estiver em asterisco É OBRIGATÓRIO. Seu não preenchimento
acarretará na perda de 0,1 pontos de acordo com o Regulamento Oficial LIESV
2017.
Título do Enredo* Autor do Enredo*