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Código do Registo Civil

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Índice

NOTAS: ... 17

DECRETO-LEI Nº 131/95, de 6 de Junho ... 18

Artigo 1º ... 19

Aprovação do Código do Registo Civil ... 19

Artigo 2º ... 19 Delegações e postos ... 19 Artigo 3º ... 20 Entrada em vigor ... 20 Artigo 4º ... 20 Norma revogatória ... 20

CÓDIGO DO REGISTO CIVIL ... 20

TÍTULO I... 20

Disposições gerais ... 20

CAPÍTULO I ... 20

Objecto e valor do registo civil ... 20

Artigo 1º ... 20

Objecto e obrigatoriedade do registo ... 20

Artigo 2º ... 22

Atendibilidade dos factos sujeitos a registo ... 22

Artigo 3º ... 22

Valor probatório do registo ... 22

Artigo 4º ... 23

Prova dos factos sujeitos a registo ... 23

Artigo 5º ... 23

Actos praticados por órgãos especiais ... 23

Artigo 6º ... 23

Actos lavrados pelas autoridades estrangeiras ... 23

Artigo 7º ... 24

Decisões dos tribunais estrangeiros ... 24

CAPÍTULO II ... 24

Órgãos do registo civil ... 24

Artigo 8º ... 24 Órgãos privativos ... 24 Artigo 9º ... 25 Órgãos especiais ... 25 CAPÍTULO III ... 25 Regras de competência ... 25 Artigo 10º ... 25

Conservatórias do registo civil... 25

Artigo 11º ... 25

Conservatória dos Registos Centrais... 25

Artigo 12º ... 27

Competência das conservatórias ... 27

Artigo 13º ... 27

Intermediação com a Conservatória dos Registos Centrais ... 27

CAPÍTULO IV ... 28

Suportes dos actos e sua reconstituição ... 28

SECÇÃO I ... 28

Suportes e reconstituição de actos e processos de registo ... 28

Artigo 14º ... 28

Suportes dos actos das conservatórias ... 28

Artigo 15º ... 28

Reconstituição de actos e processos de registo ... 28

SECÇÃO II ... 29

Arquivo de documentos ... 29

(3)

Arquivo de documentos ... 29

Artigo 17º ... 29

Destruição de documentos ... 29

Artigo 18º ... 30

Legalização dos livros de assentos ... 30

Artigo 19º ... 30

Verbetes onomásticos ... 30

Artigo 20º ... 30

Encadernação dos livros de assentos ... 30

Artigo 21º ... 30

Livro Diário ... 30

Artigo 22º ... 31

Livros de inventário e de receitas e despesas ... 31

Artigo 23º ... 31

Aprovação de modelos ... 31

Artigo 24º ... 31

Livros de registo paroquial e da administração do concelho ... 31

Artigo 25º ... 31

Fundamento ... 31

Artigo 26º ... 32

Reconstituição, havendo duplicados ou extractos ... 32

Artigo 27º ... 32

Reconstituição, na falta de duplicados ou extractos ... 32

Artigo 28º ... 32

Reclamações ... 32

Artigo 29º ... 33

Julgamento das reclamações ... 33

Artigo 30º ... 33

Legalização dos livros reformados ... 33

Artigo 31º ... 33

Reforma parcial ... 33

Artigo 32º ... 33

Requisitos especiais dos assentos reformados ... 33

Artigo 33º ... 34

Suprimento das omissões não reclamadas ... 34

Artigo 34º ... 34

Guarda do arquivo ... 34

Artigo 35º ... 34

Processos, boletins e documentos ... 34

Artigo 36º ... 34

Correspondência expedida e recebida ... 34

Artigo 37º ... 35

Destruição de livros e documentos ... 35

Artigo 38º ... 35

Remessa de livros e documentos a outros arquivos ... 35

TÍTULO II ... 35

Actos de registo ... 35

CAPÍTULO I ... 35

Actos de registo em geral ... 35

SECÇÃO I ... 35

Partes e outros intervenientes em actos de registo ... 35

Artigo 39º ... 35

Quem é parte ... 35

Artigo 40º ... 36

Identificação do declarante ... 36

Artigo 41º ... 36

Intervenção de pessoa surda, muda ou surda-muda ... 36

Artigo 42º ... 37

(4)

Artigo 43º ... 37

Representação por procurador ... 37

Artigo 44º ... 37

Procuração para casamento ... 37

Artigo 45º ... 37

Testemunhas ... 37

Artigo 46º ... 38

Quem pode ser testemunha ... 38

Artigo 47º ... 38

Impedimento do funcionário ... 38

SECÇÃO II ... 39

Documentos para actos e processos de registo ... 39

Artigo 48º ... 39

Instrução de actos e processos de registo ... 39

Artigo 49º ... 39

Documentos passados em país estrangeiro ... 39

SECÇÃO III... 40 Modalidades do registo ... 40 Artigo 50º ... 40 Assentos e averbamentos ... 40 SUBSECÇÃO I ... 40 Assentos ... 40 Artigo 51º ... 40 Formas de os lavrar ... 40 Artigo 52º ... 40

Assentos lavrados por inscrição ... 40

Artigo 53º ... 40

Assentos lavrados por transcrição ... 40

Artigo 54º ... 41

Assentos consulares ... 41

Artigo 55º ... 42

Requisitos gerais ... 42

Artigo 56º ... 42

Menções especiais dos assentos lavrados por transcrição ... 42

Artigo 57º ... 43

Lugar em que podem ser lavrados ... 43

Artigo 58º ... 43

Composição ... 43

Artigo 59º ... 44

Regras a observar na escrita dos assentos ... 44

Artigo 60º ... 44

Ordem de prioridade e numeração ... 44

Artigo 61º ... 44

Elaboração dos assentos e aposição do nome do funcionário ... 44

Artigo 62º ... 45

Inalterabilidade e menções indevidas dos registos ... 45

Artigo 63º ... 45

Cotas de referência... 45

Artigo 64º ... 46

Menções a efectuar no assento de óbito ... 46

Artigo 65º ... 46

Comunicações a efectuar pelos tribunais e notários ... 46

Artigo 66º ... 46 Data ... 46 Artigo 67º ... 47 Repetição ... 47 SUBSECÇÃO II ... 47 Averbamentos ... 47 Artigo 68º ... 47

(5)

Averbamentos em geral ... 47

Artigo 69º ... 47

Averbamentos ao assento de nascimento ... 47

Artigo 70º ... 51

Averbamentos ao assento de casamento ... 51

Artigo 71º ... 52

Averbamentos ao assento de óbito ... 52

Artigo 72º ... 53

Averbamentos ao assento de perfilhação ... 53

Artigo 73º ... 53

Lançamento dos averbamentos ... 53

Artigo 74º ... 53

Aposição do nome do funcionário ... 53

Artigo 75º ... 54

Averbamento em conservatória distinta da que lavrou o registo ... 54

Artigo 76º ... 54

Formalidades posteriores ... 54

Artigo 77º ... 54

Dúvidas sobre o assento ... 54

Artigo 78º ... 55

Comunicação de decisões judiciais ... 55

Artigo 79º ... 56

Conservatórias a que devem ser remetidas as certidões ... 56

Artigo 80º ... 56

Comunicações de averbamentos feitos com base em decisões judiciais ... 56

Artigo 81º ... 56

Averbamentos omissos ... 56

Artigo 81º-A ... 57

Eliminação de averbamentos de factos respeitantes ao processo de insolvência ... 57

Artigo 82º ... 57 Transcrição de assentos ... 57 SECÇÃO IV ... 58 Omissão de registo ... 58 Artigo 83º ... 58 Suprimento da omissão ... 58 Artigo 84º ... 58

Elementos a levar ao registo ... 58

SECÇÃO V ... 58

Vícios do registo ... 58

SUBSECÇÃO I ... 58

Inexistência jurídica do registo ... 58

Artigo 85º ... 58 Fundamentos ... 58 Artigo 86º ... 59 Regime da inexistência ... 59 SUBSECÇÃO II ... 59 Nulidade do registo ... 59 Artigo 87º ... 59 Fundamentos ... 59 Artigo 88º ... 59 Falsidade ... 59 Artigo 89º ... 60

Falsidade do título transcrito ... 60

Artigo 90º ... 60 Regime da nulidade ... 60 SUBSECÇÃO III ... 60 Cancelamento do registo ... 60 Artigo 91º ... 60 Fundamentos ... 60

(6)

SUBSECÇÃO IV ... 61 Rectificação de registo ... 61 Artigo 92º ... 61 Fundamentos ... 61 Artigo 93º ... 62 Rectificação administrativa ... 62 Artigo 94º ... 62 Rectificação judicial ... 62 Artigo 95º ... 63

Integração de rectificações e eliminação de averbamentos cancelados ... 63

CAPÍTULO II ... 63

Actos de registo em especial ... 63

SECÇÃO I ... 63 Nascimento ... 63 SUBSECÇÃO I ... 63 Declaração de nascimento ... 63 Artigo 96º ... 63 Prazo e lugar ... 63 Artigo 96º-A ... 64

Declarações de nascimento em unidades de saúde ... 64

Artigo 97º ... 64

A quem compete ... 64

Artigo 98º ... 65

Falta de declaração de nascimento ... 65

Artigo 99º ... 65

Casos especiais de declarações tardias ... 65

Artigo 100º ... 65

Declaração simultânea de nascimento e óbito ... 65

SUBSECÇÃO II ... 66

Registo de nascimento ... 66

Artigo 101º ... 66

Competência ... 66

Artigo 101º-A ... 67

Registo de nascimento ocorrido em unidades de saúde ... 67

Artigo 101º-B ... 67

Diligências posteriores ... 67

Artigo 101º-C ... 67

Comunicação e parecer prévio da Comissão Nacional de Protecção de Dados ... 67

Artigo 101º-D ... 68

Diligências oficiosas para prevenção de exclusão social ... 68

Artigo 102º ... 68 Requisitos especiais ... 68 Artigo 102º-A ... 69 Comunicações obrigatórias ... 69 Artigo 103º ... 69 Composição do nome... 69 Artigo 104º ... 70 Alteração do nome ... 70 SUBSECÇÃO III ... 72 Registo de abandonados ... 72 Artigo 105º ... 72 Conceito de abandonado ... 72 Artigo 106º ... 72 Apresentação do abandonado ... 72 Artigo 107º ... 72 Assento de abandonado ... 72 Artigo 108º ... 72 Nome ... 72 SUBSECÇÃO IV ... 73

(7)

Nascimento ocorrido em viagem ... 73

Artigo 109º ... 73

Viagem por mar ou por ar ... 73

Artigo 110º ... 73

Remessa do duplicado ... 73

Artigo 111º ... 73

Viagem por terra ... 73

SECÇÃO II ... 73

Filiação ... 73

SUBSECÇÃO I ... 73

Menção de maternidade ou de paternidade ... 73

Artigo 112º ... 73

Obrigatoriedade da declaração de maternidade ... 73

Artigo 113º ... 74

Nascimento ocorrido há menos de um ano ... 74

Artigo 114º ... 74

Nascimento ocorrido há um ano ou mais ... 74

Artigo 115º ... 74

Casos em que a menção fica sem efeito ... 74

Artigo 116º ... 74

Maternidade desconhecida ... 74

Artigo 117º ... 74

Averiguação oficiosa da maternidade ... 74

Artigo 118º ... 75

Menção obrigatória da paternidade ... 75

Artigo 119º ... 75

Afastamento da presunção de paternidade de filho de mulher casada ... 75

Artigo 120º ... 75

Indicação de paternidade não presumida ... 75

Artigo 121º ... 75

Paternidade desconhecida ... 75

Artigo 122º ... 75

Cota de remessa de certidão ... 75

Artigo 123º ... 76

Novo assento de nascimento ... 76

Artigo 124º ... 77

Valor do registo em matéria de filiação ... 77

SUBSECÇÃO II ... 77

Registo da declaração de maternidade ... 77

Artigo 125º ... 77

Registo lavrado por assento ... 77

Artigo 126º ... 77

Requisitos especiais ... 77

Artigo 127º ... 78

Referências complementares ... 78

Artigo 128º ... 78

Registo da declaração de maternidade em viagem ou em campanha ... 78

Artigo 129º ... 78

Registo da declaração de maternidade lavrado por averbamento ... 78

SUBSECÇÃO III ... 78

Registo de perfilhação ... 78

Artigo 130º ... 78

Registo lavrado por assento ... 78

Artigo 131º ... 78 Assentimento do perfilhado ... 78 Artigo 132º ... 78 Perfilhação de nascituro ... 78 Artigo 133º ... 79 Assento secreto ... 79

(8)

SECÇÃO III... 79

Casamento... 79

SUBSECÇÃO I ... 79

Processo preliminar de casamento ... 79

Artigo 134º ... 79

Competência para a organização ... 79

Artigo 135º ... 79

Declaração para casamento ... 79

Artigo 136º ... 80

Forma e conteúdo da declaração ... 80

Artigo 137º ... 81

Documentos para a instrução do processo ... 81

Artigo 138º ... 82

Requisitos e dispensa de certidões ... 82

Artigo 139º ... 82

Novas núpcias ... 82

Artigo 140º ... 83

Publicidade do processo ... 83

Artigo 141º ... 83

Substituição da afixação do edital no local da residência ... 83

Artigo 142º ... 84

Declaração de impedimentos ... 84

Artigo 143º ... 84

Diligências a efectuar pelo conservador ... 84

Artigo 144º ... 85

Despacho final ... 85

Artigo 145º ... 85

Prazo para a celebração ... 85

SUBSECÇÃO II ... 86

Certificado para casamento ... 86

Artigo 146º ... 86

Passagem do certificado ... 86

Artigo 147º ... 86

Conteúdo do certificado ... 86

Artigo 148º ... 87

Conhecimento superveniente de impedimentos ... 87

SUBSECÇÃO III ... 88

Consentimento para o casamento de menores ... 88

Artigo 149º ... 88

Pedido ... 88

Artigo 150º ... 88

Forma de prestar o consentimento ... 88

SUBSECÇÃO IV ... 89

Celebração do casamento católico ... 89

Artigo 151º ... 89

Necessidade do certificado ... 89

Artigo 152º ... 89

Casamento de portugueses no estrangeiro ... 89

SUBSECÇÃO V ... 89

Celebração do casamento civil ... 89

Artigo 153º ... 89

Dia, hora e local ... 89

Artigo 154º ... 90

Intervenientes ... 90

Artigo 155º ... 90

Solenidade... 90

SUBSECÇÃO VI ... 91

Celebração do casamento civil urgente ... 91

(9)

Casos em que é permitido e formalidades ... 91 Artigo 157º ... 92 Assento provisório ... 92 Artigo 158º ... 92 Termos do assento ... 92 Artigo 159º ... 92

Organização do processo e homologação do casamento ... 92

Artigo 160º ... 93

Recusa de homologação ... 93

SUBSECÇÃO VII ... 94

Casamento de portugueses no estrangeiro e de estrangeiros em Portugal ... 94

Artigo 161º ... 94

Forma do casamento celebrado no estrangeiro ... 94

Artigo 162º ... 94

Processo preliminar de casamento ... 94

Artigo 163º ... 94

Verificação da capacidade matrimonial de português ... 94

Artigo 164º ... 95

Casamento de português com estrangeiro ... 95

Artigo 165º ... 95

Casamento celebrado em Portugal entre estrangeiros ... 95

Artigo 166º ... 95

Certificado exigido ao estrangeiro que pretenda casar em Portugal ... 95

SECÇÃO IV ... 96

Registo de casamento... 96

SUBSECÇÃO I ... 96

Assento de casamento católico ... 96

Artigo 167º ... 96 Assento paroquial ... 96 Artigo 168º ... 97 Assinatura ... 97 Artigo 169º ... 97 Remessa do duplicado ... 97 Artigo 170º ... 98 Dispensa de remessa ... 98 Artigo 171º ... 98

Conservatória competente para a transcrição ... 98

Artigo 172º ... 99

Prazo para a transcrição ... 99

Artigo 173º ... 99

Transcrição na ausência de processo preliminar de casamento ... 99

Artigo 174º ... 100

Recusa de transcrição... 100

Artigo 175º ... 101

Efectivação da transcrição depois de recusada ... 101

Artigo 176º ... 101

Casamento católico não transcrito ... 101

Artigo 177º ... 101

Registo da sanação e da convalidação do casamento ... 101

SUBSECÇÃO II ... 102

Assento de casamento católico celebrado por portugueses no estrangeiro ... 102

Artigo 178º ... 102

Transcrição do assento paroquial ... 102

SUBSECÇÃO III ... 102

Registo de casamento católico celebrado depois do casamento civil ... 102

Artigo 179º ... 102

Registo por averbamento ... 102

SUBSECÇÃO IV ... 102

(10)

Artigo 180º ... 102

Feitura do assento ... 102

Artigo 181º ... 103

Menções que deve conter ... 103

SUBSECÇÃO V ... 103

Assento de casamento civil urgente ... 103

Artigo 182º ... 103

Assento de casamento ... 103

Artigo 183º ... 103

Cancelamento da transcrição ... 103

SUBSECÇÃO VI ... 104

Assento de casamento civil de portugueses no estrangeiro ... 104

Artigo 184º ... 104

Registo consular ... 104

Artigo 185º ... 104

Processo preliminar de casamento ... 104

Artigo 186º ... 104

Remessa do duplicado ... 104

Artigo 187º ... 105

Transcrição ... 105

SUBSECÇÃO VII ... 106

Assento de casamento civil sob forma religiosa ... 106

Artigo 187º-A ... 106

Assento de casamento civil sob forma religiosa ... 106

Artigo 187º-B ... 106

Remessa do duplicado ... 106

Artigo 187º-C ... 106

Transcrição do assento de casamento civil sob forma religiosa ... 106

SUBSECÇÃO VIII ... 106

Efeitos do registo de casamento ... 106

Artigo 188º ... 106

Retroactividade ... 106

SECÇÃO V ... 107

Convenções antenupciais e alterações do regime de bens ... 107

Artigo 189º ... 107

Convenção antenupcial ... 107

Artigo 190º ... 107

Registo ... 107

Artigo 191º ... 107

Efeitos em relação a terceiros ... 107

SECÇÃO VI ... 108 Óbito ... 108 SUBSECÇÃO I ... 108 Declaração de óbito ... 108 Artigo 192º ... 108 Prazo e lugar ... 108 Artigo 193º ... 108 A quem compete ... 108 Artigo 194º ... 108 Certificado médico ... 108 Artigo 195º ... 108

Suprimento do certificado de óbito ... 108

Artigo 196º ... 109

Requisitos do certificado de óbito ... 109

Artigo 197º ... 109

Casos de autópsia ... 109

Artigo 198º ... 109

Falta da declaração de óbito ... 109

(11)

Processo de justificação ... 109 SUBSECÇÃO II ... 109 Registo de óbito ... 109 Artigo 200º ... 109 Competência ... 109 Artigo 201º ... 110 Requisitos especiais ... 110 Artigo 202º ... 111

Óbito de pessoa desconhecida ... 111

Artigo 202º-A ... 111

Menção da habilitação de herdeiros e do processo de inventário ... 111

Artigo 202º-B ... 111

Comunicações a efetuar pelos tribunais e notários ... 111

SUBSECÇÃO III ... 112

Óbitos ocorridos em hospitais, cadeias e estabelecimentos equivalentes ... 112

Artigo 203º ... 112

Comunicação da ocorrência ... 112

SUBSECÇÃO IV ... 113

Óbitos ocorridos em viagem ou por acidente ... 113

Artigo 204º ... 113

Viagem por mar ou pelo ar ... 113

Artigo 205º ... 113

Viagem por terra ... 113

Artigo 206º ... 114 Acidente ... 114 Artigo 207º ... 114 Justificação judicial... 114 Artigo 208º ... 115 Naufrágio ... 115 SUBSECÇÃO V ... 115 Morte fetal ... 115 Artigo 209º ... 115

Depósito do certificado médico de morte fetal ... 115

Artigo 209º-A ... 116

Dispensa de certificado médico de morte fetal ... 116

SUBSECÇÃO VI ... 116

Comunicações obrigatórias ... 116

Artigo 210º ... 116

Comunicações a efectuar pelo conservador ... 116

SUBSECÇÃO VII ... 118

Procedimentos simplificados de sucessão hereditária ... 118

DIVISÃO I... 118

Disposições gerais ... 118

Artigo 210º-A ... 118

Objecto, procedimentos e competência ... 118

Artigo 210º-B ... 118

Legitimidade ... 118

Artigo 210º-C ... 119

Prazo e cumprimento de obrigações tributárias ... 119

Artigo 210º-D ... 119

Atendimento presencial único e meios electrónicos ... 119

Artigo 210º-E ... 119

Formalidades prévias ... 119

Artigo 210º-F ... 120

Procedimento de habilitação de herdeiros, partilha e registos ... 120

Artigo 210º-G ... 120

Procedimento de habilitação de herdeiros com ou sem registos ... 120

Artigo 210º-H ... 121

(12)

Artigo 210º-I ... 121 Pedidos complementares ... 121 Artigo 210º-J ... 121 Diligências subsequentes ... 121 Artigo 210º-L ... 122 Indeferimento ... 122 Artigo 210º-M ... 122 Desistência ... 122 Artigo 210º-N ... 122 Aplicação subsidiária ... 122 DIVISÃO II ... 123 Habilitação de herdeiros ... 123 Artigo 210º-O ... 123

Objecto e efeitos da habilitação de herdeiros ... 123

Artigo 210º-P ... 123

Habilitação de legatários e diligências subsequentes ... 123

Artigo 210º-Q ... 123 Impugnação da habilitação ... 123 DIVISÃO III ... 123 Partilha ... 123 Artigo 210º-R ... 123 Efeitos da partilha ... 123 TÍTULO III ... 124

Publicidade, meios de prova e processos ... 124

CAPÍTULO I ... 124

Publicidade e prova dos factos sujeitos a registo ... 124

SECÇÃO I ... 124 Certidões ... 124 Artigo 211º ... 124 Meios de prova ... 124 Artigo 212º ... 124 Espécies ... 124 Artigo 213º ... 125 Conteúdo ... 125 Artigo 214º ... 125

Quem pode pedir certidões ... 125

Artigo 215º ... 126

Requisição e emissão das certidões ... 126

Artigo 216º ... 127

Forma externa ... 127

Artigo 217º ... 128

Certidões de documentos, de extractos e de registos cancelados ... 128

SECÇÃO II ... 128 Boletins ... 128 Artigo 218º ... 128 Emissão ... 128 Artigo 219º ... 128 Forma e conteúdo ... 128 Artigo 220º ... 129 Selo branco ... 129 SECÇÃO III... 129

Base de dados do registo civil ... 129

Artigo 220º-A ... 129

Finalidade da base de dados ... 129

Artigo 220º-B ... 129

Entidade responsável pelo tratamento da base de dados ... 129

Artigo 220º-C ... 130

Dados recolhidos ... 130

(13)

Direito à informação ... 130 Artigo 220º-E ... 130 Segurança da informação ... 130 Artigo 220º-F ... 130 Sigilo ... 130 CAPÍTULO II ... 130

Processos privativos do registo civil ... 130

SECÇÃO I ... 130 Disposições gerais ... 130 Artigo 221º ... 130 Formas de processo ... 130 Artigo 222º ... 131 Competência ... 131 Artigo 223º ... 131 Legitimidade ... 131 Artigo 224º ... 131

Exposição do pedido e da oposição e oferecimento da prova ... 131

Artigo 225º ... 132

Forma das citações e notificações ... 132

Artigo 226º ... 132

Prova testemunhal ... 132

Artigo 227º ... 132

Diligências oficiosas ... 132

Artigo 228º ... 132

Tramitação dos processos ... 132

Artigo 229º ... 133

Proposição obrigatória ... 133

Artigo 230º ... 133

Devolução dos processos à conservatória ... 133

Artigo 231º ... 133 Disposições subsidiárias ... 133 Artigo 232º ... 133 Isenção de custas ... 133 SECÇÃO II ... 133 Processos comuns ... 133 SUBSECÇÃO I ... 133

Processo de justificação judicial ... 133

Artigo 233º ... 133

Domínio de aplicação ... 133

Artigo 234º ... 134

Início do processo ... 134

Artigo 235º ... 134

Diligências ordenadas pelo conservador ... 134

Artigo 236º ... 134

Inquirição das testemunhas ... 134

Artigo 237º ... 134

Informação final ... 134

Artigo 238º ... 134

Vista do Ministério Público ... 134

Artigo 239º ... 134

Decisão e sua execução ... 134

Artigo 240º ... 135

Admissibilidade de recurso ... 135

SUBSECÇÃO II ... 135

Processo de justificação administrativa ... 135

Artigo 241º ... 135

Domínio de aplicação ... 135

Artigo 242º ... 135

(14)

Artigo 243º ... 136

Despacho final ... 136

Artigo 244º ... 136

Conversão em processo de justificação judicial... 136

SECÇÃO III... 136

Processos especiais ... 136

SUBSECÇÃO I ... 136

Processo de impedimento do casamento ... 136

Artigo 245º ... 136

Declaração de impedimento ... 136

Artigo 246º ... 136

Prazo para junção da prova ... 136

Artigo 247º ... 136

Citação dos nubentes ... 136

Artigo 248º ... 137 Falta de impugnação ... 137 Artigo 249º ... 137 Impugnação... 137 Artigo 250º ... 137 Decisão judicial ... 137 Artigo 251º ... 137 Admissibilidade de recurso ... 137 Artigo 252º ... 137 Responsabilidade ... 137 SUBSECÇÃO II ... 137

Processo de dispensa de impedimentos ... 137

Artigo 253º ... 137

Petição ... 137

Artigo 254º ... 138

Instrução e decisão ... 138

SUBSECÇÃO III ... 138

Processo de suprimento de autorização para casamento de menores ... 138

Artigo 255º ... 138 Petição ... 138 Artigo 256º ... 138 Instrução ... 138 Artigo 257º ... 138 Decisão ... 138 SUBSECÇÃO IV ... 139

Processo de sanação da anulabilidade do casamento por falta de testemunhas ... 139

Artigo 258º ... 139 Petição ... 139 Artigo 259º ... 139 Instrução e decisão ... 139 Artigo 260º ... 139 Termos posteriores ... 139 SUBSECÇÃO V ... 139

Processo de verificação de capacidade matrimonial de estrangeiros ... 139

Artigo 261º ... 139

Domínio de aplicação ... 139

Artigo 262º ... 140

Petição ... 140

Artigo 263º ... 140

Instrução e decisão do processo ... 140

Artigo 264º ... 140

Passagem do certificado ... 140

Artigo 265º ... 140

Recurso ... 140

(15)

Processo de suprimento da certidão de registo ... 141 Artigo 266º ... 141 Domínio de aplicação ... 141 Artigo 267º ... 141 Petição ... 141 Artigo 268º ... 141 Diligências subsequentes ... 141 Artigo 269º ... 141

Emissão e valor do certificado ... 141

Artigo 270º ... 142

Outros casos de passagem de certificado ... 142

SUBSECÇÃO VII ... 142

Processo de divórcio e de separação de pessoas e bens por mútuo consentimento... 142

Artigo 271º ... 142

Requerimento ... 142

Artigo 272º ... 143

Instrução e decisão ... 143

Artigo 272º-A ... 144

Partilha do património conjugal ... 144

Artigo 272º-B ... 145 Sequência de actos ... 145 Artigo 272º-C ... 145 Remissão ... 145 Artigo 273º ... 146 Registo da decisão ... 146 Artigo 274º ... 146 Recurso e averbamento ... 146 Subsecção VII-A ... 146

Processo de regulação das responsabilidades parentais por mútuo acordo ... 146

Artigo 274.º-A ... 146

Regulação das responsabilidades parentais junto da Conservatória ... 146

Artigo 274.º-B ... 146

Apreciação pelo Ministério Público ... 146

Artigo 274.º-C ... 147

Remessa para tribunal ... 147

SUBSECÇÃO VIII ... 147

Processo para afastamento da presunção de paternidade ... 147

Artigo 275º ... 147 Petição ... 147 Artigo 276º ... 147 Instrução ... 147 Artigo 277º ... 147 Decisão ... 147 SUBSECÇÃO IX ... 147

Processo de alteração do nome ... 147

Artigo 278º ... 147

Petição ... 147

Artigo 279º ... 148

Instrução ... 148

Artigo 280º ... 148

Diligências complementares e despacho ... 148

Artigo 281º ... 148

Publicação de anúncios ... 148

Artigo 282º ... 148

Recurso ... 148

SUBSECÇÃO X ... 149

Processo de autorização para inscrição tardia de nascimento ... 149

Artigo 283º ... 149

(16)

Artigo 284º ... 149 Instrução ... 149 Artigo 285º ... 149 Despacho ... 149 TÍTULO IV ... 150 Disposições diversas ... 150 CAPÍTULO I ... 150 Recursos do conservador ... 150 Artigo 286º ... 150 Admissibilidade ... 150 Artigo 287º ... 150 Motivos de recusa ... 150 Artigo 288º ... 150 Petição de recurso ... 150 Artigo 289º ... 151

Remessa do processo a juízo... 151

Artigo 290º ... 151

Decisão ... 151

Artigo 291º ... 151

Recorribilidade da decisão ... 151

Artigo 292º ... 151

Recurso da decisão de recusa de celebração ou registo de casamento e de atendibilidade de documento estrangeiro... 151

Artigo 293º ... 152

Condenação do funcionário ... 152

CAPÍTULO II ... 152

Responsabilidade civil, penal e disciplinar ... 152

Artigo 294º ... 152

Responsabilidade civil ... 152

Artigo 295º ... 152

Omissão da declaração de nascimento ou de óbito ... 152

Artigo 296º ... 152

Infracções cometidas pelos párocos ... 152

Artigo 297º ... 153

Sanções aplicáveis aos funcionários ... 153

CAPÍTULO III ... 153

Estatística ... 153

Artigo 298º ... 153

Elementos que as conservatórias devem fornecer ... 153

CAPÍTULO IV ... 154

Emolumentos e demais encargos ... 154

Artigo 299º ... 154 Emolumentos ... 154 Artigo 300º ... 154 Casos de isenção ... 154 Artigo 301º ... 154 Certidões isentas ... 154 CAPÍTULO V ... 155 Disposições transitórias ... 155 Artigo 302º ... 155 Registos consulares ... 155 Artigo 303º ... 155

Modelos de livros e impressos em uso... 155

CAPÍTULO VI ... 155

Disposições finais ... 155

Artigo 304º ... 155

Factos não sujeitos a registo obrigatório ... 155

Artigo 305º ... 155

(17)

NOTAS:

I - O texto do Código do Registo Civil encontra-se actualizado, de acordo com os seguintes diplomas:

Declaração de Rectificação nº 96/95, de 31 de Julho; Decreto-Lei nº 36/97, de 31 de Janeiro;

Decreto-Lei nº 120/98, de 8 de Maio;

Decreto-Lei nº 375-A/99, de 20 de Setembro; Decreto-Lei nº 228/2001, de 20 de Agosto;

Decreto-Lei nº 273/2001, de 13 de Outubro (rectificado pela Declaração de Rectificação nº 20-AS/2001, de 30 de Novembro);

Decreto-Lei nº 322-A/2001, de 14 de Dezembro (alterado pelo Decreto-Lei nº 194/2003, de 23 de Agosto);

Decreto-Lei nº 323/2001, de 17 de Dezembro; Decreto-Lei nº 113/2002, de 20 de Abril; Decreto-Lei nº 53/2004, de 18 de Março; Lei nº 29/2007, de 2 de Agosto;

Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, rectificado pela Declaração de Rectificação nº 107/2007, de 27 de Novembro;

Lei nº 61/2008, de 31 de Outubro - vigente a partir de 30 de Novembro de 2008, Decreto-Lei nº 247-B/2008, de 30 de Dezembro,

Decreto-Lei nº 100/2009, de 11 de Maio,

Lei nº 29/2009, de 29 de Junho - com efeitos 90 dias após a publicação da portaria referida no n.º 3 do artigo 2.º da lei,

Lei nº 103/2009, de 11 de Setembro,

Lei n.º 7/2011, de 15 de Março - vigente a partir de 20 de Março de 2011,

Decreto-Lei nº 209/2012, de 19 de Setembro - vigente a partir de 1 de Outubro de 2012, Lei nº 23/2013, de 5 de Março - vigente a partir de 2 de Setembro de 2013,

Lei n.º 90/2015, de 12 de Agosto - vigente a partir de 17 de Agosto de 2015, Lei n.º 143/2015, de 8 de Setembro - vigente a partir de 7 de Dezembro de 2015,

Decreto-Lei n.º 201/2015, de 17 de Setembro - vigente a partir de 1 de Novembro de 2015, Lei n.º 2/2016, de 29 de Fevereiro - vigente a partir de 1 de Março de 2016, e

Lei n.º 5/2017, de 2 de Março - entrada em vigor em 1 de Abril de 2017.

II - O artigo 33º da Lei nº 103/2009, de 11-09, dispõe o seguinte:

“1 - A habilitação dos padrinhos, prevista no artigo 12.º, será regulamentada por decreto-lei no prazo de 120 dias.

2 - A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da publicação daquele diploma regulamentador. 3 - Entre a data da publicação e a data de entrada em vigor desta lei, serão desenvolvidas acções de formação tendo como destinatários as entidades a que sejam atribuídas competências nesta lei.”

Em conformidade, a Lei nº 103/2009, de 11 de Setembro, entrou em vigor em 28 de Outubro de 2010, dia seguinte ao da publicação do Decreto-Lei nº 121/2010, de 27 de Outubro, que estabeleceu os requisitos para habilitação dos candidatos ao apadrinhamento civil e procedeu à regulamentação da referida lei.

III – O artigo 6.º da Lei n.º 7/2011, de 15 de Março, dispõe o seguinte:

«Artigo 6.º

Disposições finais

1 - A presente lei aplica-se a todos os pedidos de mudança do registo do sexo efectuados a partir da sua entrada em vigor, independentemente da existência de processos judiciais pendentes ou de ter havido decisão judicial sobre a matéria em data anterior à vigência da presente lei.

(18)

2 - O Estado Português reconhece a alteração de registo do sexo efectuada por pessoa de nacionalidade portuguesa que, tendo outra nacionalidade, tenha modificado o seu registo do sexo perante as autoridades desse Estado.»

DECRETO-LEI Nº 131/95, de 6 de Junho

1. O Decreto-Lei nº 51/78, de 30 de Março, que aprovou o Código do Registo Civil vigente,

reflectiu, essencialmente, na sua formulação, as significativas alterações então acabadas de operar no instituto da família através do Decreto-Lei nº 496/77, de 25 de Novembro.

A evolução social sofrida desde então até ao presente vinha aconselhando uma detida reflexão sobre o registo civil, aliás já enunciada em legislação avulsa que, entretanto, foi alterando pontualmente o Código em vigor.

Assim, o Código ora aprovado surge como o produto da reavaliação feita, contemplando importantes alterações no domínio da competência dos conservadores do registo civil, a par de outras que se prendem com a adequação à legislação sobre adopção, entretanto publicada, e com adaptações às modernas tecnologias e à informática.

O escopo das mudanças preconizadas assenta, assim, na facilitação da vida dos utentes e na simplificação e desburocratização de procedimentos, na medida adequada à imprescindível garantia de segurança jurídica das pessoas singulares, objectivo de interesse e ordem pública que o registo civil prossegue.

2. Desta forma, cumpre realçar, em primeira linha, a transferência de certas competências,

normalmente atribuídas a outras entidades, para as conservatórias do registo civil.

Na verdade, a cuidada preparação técnico-jurídica reconhecida aos conservadores do registo civil e a especial vocação destes na área do direito da família inspiraram as inovações preconizadas neste domínio. Note-se que a nova filosofia implica a diversa conformação de certos preceitos do Código Civil que servem de matriz ao registo civil e que, por isso, são alterados em diploma autónomo, representando o presente Código, nessa parte, o inerente reflexo na lei adjectiva.

Contempla-se, assim, neste diploma a forma do processo de dispensa de impedimentos e de suprimento de autorização para casamento de menores, em que ao conservador passa a caber a respectiva decisão final. Na sequência da respectiva alteração substantiva, confere-se também ao conservador a competência para celebrar convenção antenupcial em que apenas seja estipulado um dos regimes tipo de bens do casamento previstos na lei.

Estabelece-se, ainda, no presente diploma o processo de divórcio e de separação de pessoas e bens por mútuo consentimento, que, em determinadas condições fixadas no Código Civil, passa a poder correr os seus termos na conservatória do registo civil, sendo decidido, a final, pelo respectivo conservador.

Do mesmo modo, no processo para afastamento da presunção de paternidade, é deferida ao conservador a competência para declarar a inexistência de posse de estado por parte do filho de mulher casada relativamente a ambos os cônjuges.

3. Para além das significativas e profundas alterações enunciadas, teve-se igualmente em

vista harmonizar os dispositivos legais com os princípios e normas constitucionais, nomeadamente quanto aos que se reportam a igualdade de direitos dos cidadãos perante a lei, sem qualquer discriminação, e aos que impõem o respeito pela intimidade da vida privada.

Da mesma forma, eliminou-se do texto a referência a qualquer menção discriminatória da filiação consentida pela legislação anterior.

Também nos assentos dos gémeos se retira a descrição de particularidade física de carácter permanente que porventura individualizasse algum deles, por atentatório da dignidade da pessoa e do respeito devido à intimidade da vida privada.

Eliminando-se a necessidade de apresentação do abandonado ao conservador, como formalidade prévia do acto do registo de declaração do nascimento, passou também a composição do respectivo nome a ficar sujeita à regra geral prevista no Código.

Passa a admitir-se o registo, em campanha, de declaração de maternidade prestada por elementos femininos integrados nas Forças Armadas, dado o seu novo regime.

Finalmente, expurgam-se do novo Código e em definitivo as referências anteriores a licenças especiais para casamento, por atentatórias do livre direito de constituir família.

(19)

dos vícios do registo e do suprimento da sua omissão ou à sua reconstituição avulsa, cabe aos tribunais a competência para decidir os casos de rectificação do registo apenas quando se suscitem dúvidas acerca da identidade das pessoas a quem o registo respeita ou esteja em causa o estabelecimento da filiação. Nos demais casos, a decisão cabe à conservatória competente através do processo de justificação administrativa. Por outro lado, os referidos processos de justificação judicial passam a poder ser oficiosamente promovidos pelo conservador, mediante auto de notícia, logo que tenha conhecimento dos factos que a eles dão lugar, sem prejuízo da possibilidade sempre reservada aos interessados e ao Ministério Público de o fazerem.

Desta forma, assegura-se não só um notável aligeiramento dos serviços nos tribunais como, por outro lado, se garante um evidente encurtamento no tempo médio deste tipo de acções, sem prejuízo da tutela judicial, assegurada pela intervenção obrigatória do Ministério Público, e ulterior decisão final pelo juiz competente.

5. Com vista a imprimir celeridade aos processos respectivos, com as correspondentes

vantagens para os utentes e o correlativo descongestionamento dos serviços da Conservatória dos Registos Centrais, transfere-se para a esfera de competência do conservador do registo civil a decisão nos processos de verificação da capacidade matrimonial de estrangeiros e de suprimento da certidão de registo, que cabia anteriormente ao conservador da Conservatória dos Registos Centrais. Simultaneamente, dispensa-se o registo das sentenças relativas ao estado ou à capacidade civil dos Portugueses proferidas no estrangeiro, na referida Conservatória dos Registos Centrais, passando o seu registo a ser efectuado, por meio de averbamento, na conservatória detentora do assento respectivo, através da comunicação directa do Tribunal da Relação onde a sentença tiver sido revista e confirmada.

6. O novo Código alarga ainda a competência do conservador no sentido de este poder passar

a traduzir e certificar as traduções dos documentos escritos em língua estrangeira.

7. Sem postergar a facilidade e simplificação do serviço para o utente, e com fundamento nos

princípios básicos da segurança, certeza e unicidade registral, regressa-se à pureza do conceito de naturalidade, com o que nos aproximamos, de resto, dos países que integram a Comissão Internacional do Estado Civil. Assim, faz-se equivaler, sem equívocos, a naturalidade ao lugar ou local do nascimento, consagrando-se o princípio da concordância do registo com a realidade.

Mantém-se, pois, a possibilidade de lavrar o registo, em alternativa, na conservatória da área do nascimento ou da área da residência da mãe, sem alterar, contudo, o conceito comum de naturalidade e evitando a possibilidade de duplicação de registos.

8. Na linha de orientação já anunciada no Decreto-Lei nº 519-F2/79, de 29 de Dezembro, que

aprovou a Lei Orgânica dos Serviços dos Registos e do Notariado, consideram-se agora definitivamente extintos os postos e as delegações do registo civil. Das delegações criadas já nenhuma existe e os raros postos ainda em funcionamento, pese embora o alto contributo prestado ao registo civil em lugares recônditos do País no passado, já não correspondem hoje a uma necessidade real das populações, não só face às reduzidas competências que lhes eram atribuídas, mas, sobretudo, face à evolução dos meios de comunicação.

9. Merece ainda o maior relevo a consagração da isenção de imposto do selo em todos os

actos e processos do registo civil, em atenção à importância social e ao interesse público dos mesmos.

10. Por último, prevê-se a aprovação dos modelos dos livros e dos impressos do registo civil

por portaria do Ministro da Justiça, em ordem a permitir a sua rápida e atempada adequação às necessidades dos serviços e aos meios tecnológicos, entretanto disponíveis.

Assim:

No uso da autorização legislativa concedida pela Lei nº 3/95, de 20 de Fevereiro, e nos termos das alíneas a) e b) do nº 1 do artigo 201º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:

Artigo 1º

Aprovação do Código do Registo Civil

É aprovado o Código do Registo Civil, que faz parte integrante do presente diploma.

Artigo 2º Delegações e postos

(20)

Artigo 3º Entrada em vigor

O Código do Registo Civil entra em vigor no dia 15 de Setembro de 1995.

Artigo 4º Norma revogatória

São revogados:

a) O Decreto-Lei nº 51/78, de 30 de Março;

b) O artigo 1º do Decreto-Lei nº 418/79, de 17 de Outubro; c) O Decreto-Lei nº 379/82, de 14 de Setembro;

d) O Decreto-Lei nº 20/87, de 12 de Janeiro;

e) Os artigos 1º, 2º, 6º e 7º do Decreto-Lei nº 29/87, de 14 de Janeiro; f) O artigo 1º do Decreto-Lei nº 54/90, de 13 de Fevereiro;

g) Os artigos 11º, 12º, 19º, 51º, 64º, 86º e 87º do Decreto-Lei nº 519-F2/79, de 29 de Dezembro;

h) Os artigos 5º, nº 3, 9º, 23º, 99º, 117º e 118º do Decreto Regulamentar nº 55/80, de 8 de Outubro;

i) O artigo 53º, nº 3, do Decreto-Lei nº 414-A/86, de 15 de Dezembro; j) A Portaria nº 19 856, de 16 de Maio de 1963;

l) Os artigos 18, 64, 84, 90, 2ª parte, 113 e 148 da Tabela Geral do Imposto do Selo.

Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 30 de Março de 1995. - Aníbal António Cavaco Silva - Eduardo de Almeida Catroga - Álvaro José Brilhante Laborinho Lúcio.

Promulgado em 4 de Maio de 1995. Publique-se.

O Presidente da República, MÁRIO SOARES. Referendado em 10 de Maio de 1995.

O Primeiro-Ministro, Aníbal António Cavaco Silva.

CÓDIGO DO REGISTO CIVIL

TÍTULO I Disposições gerais

CAPÍTULO I

Objecto e valor do registo civil

Artigo 1º

Objecto e obrigatoriedade do registo

1 - O registo civil é obrigatório e tem por objecto os seguintes factos: a) O nascimento;

b) A filiação; c) A adopção; d) O casamento;

e) As convenções antenupciais e as alterações do regime de bens convencionado ou legalmente fixado;

f) A regulação do exercício do poder paternal, sua alteração e cessação;

g) A inibição ou suspensão do exercício do poder paternal e as providências limitativas desse poder; h) A interdição e inabilitação definitivas, a tutela de menores ou interditos, a administração de bens de

(21)

menores e a curadoria de inabilitados; i) O apadrinhamento civil e a sua revogação;

j) A curadoria provisória ou definitiva de ausentes e a morte presumida;

l) A declaração de insolvência, o indeferimento do respectivo pedido, nos casos de designação prévia de administrador judicial provisório, e o encerramento do processo de insolvência;

m) A nomeação e cessação de funções do administrador judicial e do administrador judicial provisório da insolvência, a atribuição ao devedor da administração da massa insolvente, assim como a proibição da prática de certos actos sem o consentimento do administrador da insolvência e a cessação dessa administração;

n) A inabilitação e a inibição do insolvente para o exercício do comércio e de determinados cargos; o) A exoneração do passivo restante, assim como o início e cessação antecipada do respectivo procedimento e a revogação da exoneração;

p) O óbito;

q) Os que determinem a modificação ou extinção de qualquer dos factos indicados e os que decorram de imposição legal.

2 - Os factos respeitantes a estrangeiros só estão sujeitos a registo obrigatório quando ocorram em território português.

3 - Quando os sujeitos da relação jurídica de filiação, adoção ou apadrinhamento civil estejam casados ou unidos de facto com pessoa do mesmo sexo, os assentos, averbamentos ou novos assentos de nascimento no registo civil são efetuados de forma idêntica à prevista nas leis em vigor para casais de sexo diferente.

(Redacção da Lei n.º 2/2016, de 29 de Fevereiro - vigente a partir de 1 de Março de 2016)

Artigo 1º

Objecto e obrigatoriedade do registo

1 - O registo civil é obrigatório e tem por objecto os seguintes factos: a) O nascimento;

b) A filiação; c) A adopção; d) O casamento;

e) As convenções antenupciais e as alterações do regime de bens convencionado ou legalmente fixado;

f) A regulação do exercício do poder paternal, sua alteração e cessação;

g) A inibição ou suspensão do exercício do poder paternal e as providências limitativas desse poder; h) A interdição e inabilitação definitivas, a tutela de menores ou interditos, a administração de bens de menores e a curadoria de inabilitados;

i) O apadrinhamento civil e a sua revogação;

j) A curadoria provisória ou definitiva de ausentes e a morte presumida;

l) A declaração de insolvência, o indeferimento do respectivo pedido, nos casos de designação prévia de administrador judicial provisório, e o encerramento do processo de insolvência;

m) A nomeação e cessação de funções do administrador judicial e do administrador judicial provisório da insolvência, a atribuição ao devedor da administração da massa insolvente, assim como a proibição da prática de certos actos sem o consentimento do administrador da insolvência e a cessação dessa administração;

n) A inabilitação e a inibição do insolvente para o exercício do comércio e de determinados cargos; o) A exoneração do passivo restante, assim como o início e cessação antecipada do respectivo procedimento e a revogação da exoneração;

p) O óbito;

q) Os que determinem a modificação ou extinção de qualquer dos factos indicados e os que decorram de imposição legal.

2 - Os factos respeitantes a estrangeiros só estão sujeitos a registo obrigatório quando ocorram em território português.

(22)

NOTA:

O artigo 33º da Lei nº 103/2009, de 11-09, dispõe o seguinte:

“1 - A habilitação dos padrinhos, prevista no artigo 12.º, será regulamentada por decreto-lei no prazo de 120 dias.

2 - A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da publicação daquele diploma regulamentador.

3 - Entre a data da publicação e a data de entrada em vigor desta lei, serão desenvolvidas acções de formação tendo como destinatários as entidades a que sejam atribuídas competências nesta lei.” Em conformidade, a Lei nº 103/2009, de 11 de Setembro, entrou em vigor em 28 de Outubro de 2010, dia seguinte ao da publicação do Decreto-Lei nº 121/2010, de 27 de Outubro, que estabeleceu os requisitos para habilitação dos candidatos ao apadrinhamento civil e procedeu à regulamentação da referida lei.

Artigo 1º

Objecto e obrigatoriedade do registo

1 - O registo civil é obrigatório e tem por objecto os seguintes factos: a) O nascimento;

b) A filiação; c) A adopção; d) O casamento;

e) As convenções antenupciais e as alterações do regime de bens convencionado ou legalmente fixado;

f) A regulação do exercício do poder paternal, sua alteração e cessação;

g) A inibição ou suspensão do exercício do poder paternal e as providências limitativas desse poder; h) A interdição e inabilitação definitivas, a tutela de menores ou interditos, a administração de bens de menores e a curadoria de inabilitados;

i) A curadoria provisória ou definitiva de ausentes e a morte presumida;

j) A declaração de insolvência, o indeferimento do respectivo pedido, nos casos de designação prévia de administrador judicial provisório, e o encerramento do processo de insolvência;

l) A nomeação e cessação de funções do administrador judicial e do administrador judicial provisório da insolvência, a atribuição ao devedor da administração da massa insolvente, assim como a proibição da prática de certos actos sem o consentimento do administrador da insolvência e a cessação dessa administração;

m) A inabilitação e a inibição do insolvente para o exercício do comércio e de determinados cargos; n) A exoneração do passivo restante, assim como o início e cessação antecipada do respectivo procedimento e a revogação da exoneração;

o) O óbito;

p) Os que determinem a modificação ou extinção de qualquer dos factos indicados e os que decorram de imposição legal.

2 - Os factos respeitantes a estrangeiros só estão sujeitos a registo obrigatório quando ocorram em território português.

Artigo 2º

Atendibilidade dos factos sujeitos a registo

Salvo disposição legal em contrário, os factos cujo registo é obrigatório só podem ser invocados depois de registados.

Artigo 3º

Valor probatório do registo

1 - A prova resultante do registo civil quanto aos factos que a ele estão obrigatoriamente sujeitos e ao estado civil correspondente não pode ser ilidida por qualquer outra, a não ser nas acções de Estado e nas acções de registo.

2 - Os factos registados não podem ser impugnados em juízo sem que seja pedido o cancelamento ou a rectificação dos registos correspondentes.

(23)

Artigo 4º

Prova dos factos sujeitos a registo

A prova dos factos sujeitos a registo só pode ser feita pelos meios previstos neste Código.

Artigo 5º

Actos praticados por órgãos especiais

1 - Os actos de registo praticados nas condições previstas no artigo 9º são obrigatoriamente integrados em suporte informático do registo civil nacional e, na ordem interna, provam-se pelo acesso à base de dados do registo civil ou por meio de certidão.

2 - Para a integração referida no número anterior, as entidades referidas na alínea a) do nº 1 do artigo 9º devem lavrar os assentos, bem como os averbamentos dos factos que decorram dos mesmos, em suporte informático e disponibilizá-los na base de dados do registo civil nacional.

3 - A integração dos assentos de nascimento, de declaração de maternidade e de perfilhação em suporte informático do registo civil nacional só se efectua após atribuição de cota ou averbamento electrónicos pela Conservatória dos Registos Centrais.

4 - Para a integração referida no nº 1, as entidades referidas nas alíneas b) a d) do nº 1 do artigo 9º

devem enviar, preferencialmente por via informática, as cópias autênticas ou os duplicados dos assentos às conservatórias do registo civil ou à Conservatória dos Registos Centrais, de acordo com as regras de competência previstas nos artigos 10º e 11º

5 - Os assentos e processos de registo consulares devem ser disponibilizados na base de dados do registo civil nacional, nos termos definidos por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas dos negócios estrangeiros e da justiça.

(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)

Artigo 5º

Actos praticados por órgãos especiais

1 - Os actos de registo praticados nas condições previstas no artigo 9º são obrigatoriamente integrados nos livros de registo da conservatória competente e, na ordem interna, devem provar-se por certidão extraída desses livros, sem prejuízo do disposto no número seguinte.

2 - Os actos de registo lavrados pelos agentes diplomáticos e consulares podem também provar-se por certidão extraída dos respectivos livros consulares, exceptuados os registos de nascimento, de declaração de maternidade ou de perfilhação, que só podem provar-se por certidão extraída destes livros desde que dos mesmos conste, por cota de referência, a sua integração.

3 - Para a integração referida no nº 1, as cópias autênticas ou os duplicados dos assentos devem ser enviados à conservatória competente pelas entidades que os tenham lavrado, por intermédio do ministério de que dependem, dentro do prazo de 15 dias, se outro não for especialmente designado na lei.

Artigo 6º

Actos lavrados pelas autoridades estrangeiras

1 - Os actos de registo lavrados no estrangeiro pelas entidades estrangeiras competentes podem ingressar no registo civil nacional, em face dos documentos que os comprovem, de acordo com a respectiva lei e mediante a prova de que não contrariam os princípios fundamentais da ordem pública internacional do Estado Português.

2 - Os actos relativos ao estado civil lavrados no estrangeiro perante as autoridades locais que devam ser averbados aos assentos das conservatórias são previamente registados, por meio de assento, nas conservatórias do registo civil ou na Conservatória dos Registos Centrais, de acordo com as regras de competência previstas nos artigos 10º e 11º

3 - Exceptuam-se do disposto no número anterior os casos previstos no artigo 190º e o registo de óbito de estrangeiro que dissolva casamento registado em Portugal.

4 - Se os actos respeitarem a estrangeiros, o seu ingresso no registo apenas é permitido quando o requerente mostre legítimo interesse na transcrição.

(24)

(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro, com efeitos desde 25 de Janeiro de 2006, quanto aos actos e processos lavrados em conservatórias informatizadas)

Artigo 6º

Actos lavrados pelas autoridades estrangeiras

1 - Os actos de registo lavrados no estrangeiro pelas entidades estrangeiras competentes podem ingressar no registo civil nacional, em face dos documentos que os comprovem, de acordo com a respectiva lei e mediante a prova de que não contrariam os princípios fundamentais da ordem pública internacional do Estado Português.

2 - Os actos relativos ao estado civil lavrados no estrangeiro, perante as autoridades locais, que devam ser averbados aos assentos das conservatórias são previamente registados, por meio de assento, na conservatória competente.

3 - Exceptuam-se do disposto no número anterior os casos previstos no artigo 190º e o registo de óbito de estrangeiro que dissolva casamento registado em Portugal.

4 - Se os actos respeitarem a estrangeiros, o seu ingresso no registo apenas é permitido quando o requerente mostre legítimo interesse na transcrição.

Artigo 7º

Decisões dos tribunais estrangeiros

1 - As decisões dos tribunais estrangeiros relativas ao estado ou à capacidade civil dos Portugueses, depois de revistas e confirmadas, são directamente registadas por meio de averbamento aos assentos a que respeitam.

2 - As decisões dos tribunais estrangeiros, referentes ao estado ou à capacidade civil dos estrangeiros, estão nos mesmos termos sujeitas a registo, lavrado por averbamento ou por assento, consoante constem ou não do registo civil português os assentos a que devam ser averbadas.

3 - As decisões dos tribunais eclesiásticos, respeitantes à nulidade do casamento católico ou à dispensa do casamento rato e não consumado, depois de revistas e confirmadas, são averbadas aos respectivos assentos.

(Redacção pelo Decreto-Lei nº 100/2009, de 11 de Maio - aplicável aos processos relativos à nulidade e à dispensa pontifícia do casamento rato e não consumado que, à data da sua entrada em vigor, se encontrem pendentes.)

Artigo 7º

Decisões dos tribunais estrangeiros

1 - As decisões dos tribunais estrangeiros relativas ao estado ou à capacidade civil dos Portugueses, depois de revistas e confirmadas, são directamente registadas por meio de averbamento aos assentos a que respeitam.

2 - As decisões dos tribunais estrangeiros, referentes ao estado ou à capacidade civil dos estrangeiros, estão nos mesmos termos sujeitas a registo, lavrado por averbamento ou por assento, consoante constem ou não do registo civil português os assentos a que devam ser averbadas.

3 - As decisões dos tribunais eclesiásticos, respeitantes à nulidade do casamento católico ou à dispensa do casamento rato e não consumado, são averbadas aos respectivos assentos, independentemente de revisão e confirmação.

CAPÍTULO II Órgãos do registo civil

Artigo 8º Órgãos privativos

Os órgãos privativos do registo civil são as conservatórias do registo civil e a Conservatória dos Registos Centrais.

(25)

Artigo 9º Órgãos especiais

1 - A título excepcional, podem desempenhar funções de registo civil: a) Os agentes diplomáticos e consulares portugueses em país estrangeiro;

b) Os comissários de marinha dos navios do Estado, os capitães, mestres ou patrões nas embarcações particulares portuguesas e os comandantes das aeronaves nacionais;

c) As entidades designadas nos regulamentos militares;

d) Quaisquer indivíduos nos casos especialmente previstos na lei.

2 - Os actos praticados nos termos do número anterior devem obedecer, na parte aplicável, aos preceitos deste Código.

CAPÍTULO III Regras de competência

Artigo 10º

Conservatórias do registo civil

1 - Compete às conservatórias do registo civil o registo de todos os factos previstos neste Código quando ocorridos em território português, qualquer que seja a nacionalidade dos indivíduos a quem respeitem.

2 - Compete às mesmas conservatórias lavrar os registos: a) De casamento celebrado no estrangeiro;

b) De óbito ocorrido no estrangeiro;

c) De óbito ocorrido em viagem, a bordo de navio ou aeronave portugueses;

d) De casamento urgente contraído em campanha no estrangeiro por militares portugueses;

e) De casamento urgente, em viagem, a bordo de navio ou aeronave de portugueses, qualquer que seja a nacionalidade dos nubentes.

3 - (Revogado.)

(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)

Artigo 10º

Conservatórias do registo civil

1 - Compete às conservatórias do registo civil o registo de todos os factos previstos neste Código quando ocorridos em território português, qualquer que seja a nacionalidade dos indivíduos a quem respeitem.

2 - Compete também às mesmas conservatórias lavrar os registos:

a) De casamento celebrado no estrangeiro quando algum dos nubentes tenha o nascimento lavrado em conservatória do registo civil;

b) De óbito ocorrido no estrangeiro quando o nascimento do falecido se encontre lavrado em conservatória do registo civil.

3 - Compete ainda às conservatórias do registo civil efectuar a integração dos registos referidos no número anterior, se estes tiverem sido lavrados pelos agentes diplomáticos ou consulares portugueses.

Artigo 11º

Conservatória dos Registos Centrais

1 - Compete à Conservatória dos Registos Centrais lavrar os registos:

a) De nascimento, de declaração de maternidade e de perfilhação, respeitantes a portugueses, quando ocorridos no estrangeiro, com excepção dos nascimentos ocorridos em unidades de saúde no estrangeiro, ao abrigo de protocolo celebrado com o Estado Português;

b) De nascimento ocorrido em viagem, a bordo de navio ou aeronave portugueses; c) (Revogado.)

d) (Revogado.) e) (Revogado.) f) (Revogado.)

(26)

g) (Revogado.)

h) De transcrição das decisões proferidas pelos tribunais estrangeiros, nos termos do nº 2 do artigo 7º; i) (Revogado.)

2 - Compete também à Conservatória dos Registos Centrais a integração dos assentos correspondentes aos factos previstos na alínea a) do número anterior, nos termos do nº 3 do artigo 5º, se estes tiverem sido lavrados pelos agentes diplomáticos ou consulares portugueses.

3 - Compete ainda à Conservatória dos Registos Centrais o registo, por meio de assento, das decisões judiciais que devam ser averbadas a assento de nascimento cujo registo não seja obrigatório.

(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)

Artigo 11º

Conservatória dos Registos Centrais

1 - Compete à Conservatória dos Registos Centrais lavrar os registos:

a) De nascimento, de declaração de maternidade e de perfilhação, respeitantes a portugueses, quando ocorridos no estrangeiro, com excepção dos nascimentos ocorridos em unidades de saúde no estrangeiro, ao abrigo de protocolo celebrado com o Estado Português;

b) De nascimento e de óbito ocorridos em viagem, a bordo de navio ou aeronave portugueses; c) De casamento celebrado no estrangeiro se nela se encontrarem lavrados os assentos de nascimento de ambos os nubentes, ou de um deles, desde que o nascimento do outro não se encontre lavrado em conservatória do registo civil;

d) De casamento urgente contraído em campanha, no estrangeiro, por militares portugueses; e) De casamento urgente, em viagem a bordo de navio ou aeronave portugueses, qualquer que seja a nacionalidade dos nubentes;

f) De óbito ocorrido no estrangeiro, se nela se encontrar lavrado o assento de nascimento do falecido;

g) De transcrição de actos de registo, referentes a estrangeiros, realizados no estrangeiro perante as autoridades locais, exceptuados os casamentos e óbitos que devam ser averbados a assentos lavrados em conservatória do registo civil;

h) De transcrição das decisões proferidas pelos tribunais estrangeiros, nos termos do nº 2 do artigo 7º;

i) Em geral, de todos os factos sujeitos a registo para o qual seja competente nenhuma outra conservatória do registo civil.

2 - Compete também à Conservatória dos Registos Centrais a integração dos assentos correspondentes aos factos previstos nas alíneas a), c) e f) do número anterior, se estes tiverem sido lavrados pelos agentes diplomáticos ou consulares portugueses.

3 - Compete ainda à Conservatória dos Registos Centrais o registo, por meio de assento, das decisões judiciais que devam ser averbadas a assento de nascimento cujo registo não seja obrigatório.

(Redacção da Lei nº 29/2007, de 2 de Agosto)

Artigo 11º

Conservatória dos Registos Centrais

1 - Compete à Conservatória dos Registos Centrais lavrar os registos:

a) De nascimento, de declaração de maternidade e de perfilhação, respeitantes a portugueses, quando ocorridos no estrangeiro;

b) De nascimento e de óbito ocorridos em viagem, a bordo de navio ou aeronave portugueses; c) De casamento celebrado no estrangeiro se nela se encontrarem lavrados os assentos de nascimento de ambos os nubentes, ou de um deles, desde que o nascimento do outro não se encontre lavrado em conservatória do registo civil;

d) De casamento urgente contraído em campanha, no estrangeiro, por militares portugueses; e) De casamento urgente, em viagem a bordo de navio ou aeronave portugueses, qualquer que seja a nacionalidade dos nubentes;

f) De óbito ocorrido no estrangeiro, se nela se encontrar lavrado o assento de nascimento do falecido;

g) De transcrição de actos de registo, referentes a estrangeiros, realizados no estrangeiro perante as autoridades locais, exceptuados os casamentos e óbitos que devam ser averbados a assentos lavrados

(27)

em conservatória do registo civil;

h) De transcrição das decisões proferidas pelos tribunais estrangeiros, nos termos do nº 2 do artigo 7º;

i) Em geral, de todos os factos sujeitos a registo para o qual seja competente nenhuma outra conservatória do registo civil.

2 - Compete também à Conservatória dos Registos Centrais a integração dos assentos correspondentes aos factos previstos nas alíneas a), c) e f) do número anterior, se estes tiverem sido lavrados pelos agentes diplomáticos ou consulares portugueses.

3 - Compete ainda à Conservatória dos Registos Centrais o registo, por meio de assento, das decisões judiciais que devam ser averbadas a assento de nascimento cujo registo não seja obrigatório.

Artigo 12º

Competência das conservatórias

Os factos sujeitos a registo civil podem ser lavrados em qualquer conservatória, salvo disposição especial que fixe a conservatória competente.

(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)

Artigo 12º

Competência territorial das conservatórias

Os factos sujeitos a registo civil podem ser lavrados em qualquer conservatória, salvo disposição especial que fixe qual a conservatória competente.

Artigo 13º

Intermediação com a Conservatória dos Registos Centrais

1 - Os requerimentos, declarações e documentos para a instrução de actos e processos de registo destinados à Conservatória dos Registos Centrais podem ser apresentados por intermédio de qualquer conservatória do registo civil, a qual procede ao seu envio imediato, por via informática.

2 - As declarações previstas no número anterior são reduzidas a escrito, sendo lidas na presença simultânea de todos os intervenientes pelo conservador ou pelo oficial de registos da conservatória. 3 - Recebida a declaração, a Conservatória dos Registos Centrais lavra o respectivo assento, no prazo de um dia.

4 - Se as declarações tiverem deficiências, a conservatória referida no número anterior solicita, de imediato, a sua rectificação aos interessados sem o pagamento de encargos adicionais, podendo a rectificação ser promovida em qualquer conservatória do registo civil.

(Redacção do Decreto-Lei nº 324/2007, de 28 de Setembro)

Artigo 13º

Conservatórias intermediárias

1 - Os requerimentos e documentos para os actos de registo ou para a instrução dos respectivos processos podem ser apresentados directamente na conservatória competente ou por intermédio de qualquer outra conservatória.

2 - Igual regime é aplicável à prestação das declarações, incluindo as destinadas à realização de novos registos, ao depósito do certificado médico de morte fetal e à requisição de certidões.

3 - Os autos de declarações, requerimentos e demais documentos apresentados nas conservatórias intermediárias devem ser enviados à conservatória competente no prazo de dois dias.

Referências

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