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PROJEP 2014 Direito das Comunicações

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PROJEP 2014

(2)

PROGRAMA

 A natureza e os fundamentos da regulação

 Mercados suscetíveis de regulação

Obrigações regulamentares ex ante (“remédios”)

 Serviço Universal

 Taxas

 Poderes sancionatórios

(3)

 Regulação económica  Regulação social

 Regulação “técnica” e gestão de recursos escassos (numeração, espectro)

3  Dimensões da regulação

D

IMENSÕES DA REGULAÇÃO Dimensão “transitória” Dimensões permanentes NATUREZA E FUNDAMENTOS DA REGULAÇÃO

(4)

4  Regulação económica

 O Estado é responsável por assegurar o funcionamento correto e competitivo do mercado

 Para isso cria princípios e regras, controla a aplicação dessas regras e pune os incumprimentos

Regulação social

 O Estado é responsável por garantir que o mercado fornece certos bens e serviços essenciais a todos os cidadãos (independentemente da sua localização geográfica) a um preço razoável

 Para isso cria regras que permitem a imposição da prestação de certos serviços de interesse público a determinados agentes de mercado

 E além disso assegura os direitos do consumidor

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(5)

 Definição e aplicação de normas e especificações que garantam a interoperabilidade e uma oferta harmonizada de redes e serviços

 Avaliação de conformidade e autorização de comercialização de equipamentos terminais

Standartização é fundamental para garantir o crescimento da produtividade e da economia como um todo

A maior história de sucesso é o standard 3G para comunicações móveis (IMT 2000)

Regulação técnica e gestão de recursos escassos

5

 Responsabilidades ao nível da gestão eficaz e da utilização eficiente de frequências e de recursos de numeração

 Responsabilidade ao nível da normalização/standartização

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(6)

6

Prevenir/corrigir falhas de mercado

Porquê regular?

(a regulação não é um fim

em si mesmo)

Promover o desenvolvimento da concorrência Proteger os interesses dos consumidores Garantir/aumentar o acesso a tecnologias e a serviços

regulação

económica

regulação

social

regulação

“técnica”

NATUREZA E FUNDAMENTOS DA REGULAÇÃO

(7)

A NATUREZA DA REGULAÇÃO

 Regulação como atividade administrativa

 A regulação, enquanto tarefa de entidades reguladoras, é uma atividade de execução de uma função administrativa

 Entidades reguladoras, apesar de independentes, desempenham funções administrativas e integram a Administração Pública

 Entidades reguladoras não são instituições híbridas nem um 4º poder /

forth branch (sob pena de estar em causa intrusão nas reservas

constitucionais que caracterizam o princípio da separação de poderes)

7

 Apesar de integrarem a Administração e de não serem um 4º poder, as entidades reguladoras sectoriais

Têm tarefas próximas da função jurisdicional (atividade quasi-judicial)

 Assumem poderes normativos que, pela sua intensidade se aproximam da função legislativa

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(8)

 Em mercados onde não haja um operador de mercado dominante, não há necessidade de intervenção regulatória

8

Mercados competitivos não são por natureza regulados

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(9)

 Regulação visa, essencialmente, “construir” o mercado ou corrigir falhas de mercado

9

Através da imposição de medidas regulamentares ex ante (“remédios”)

Se o problema deixar de existir, o “remédio” deixa de ser necessário

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(10)

10

PRINCÍPIOS REGULATÓRIOS

 A regulação é por natureza intrusiva e só deve ser imposta se houver falhas de mercado

Remédios devem ser suprimidos se (e quando) o mercado em causa se tornar concorrencial

“Sunset Clause”

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(11)

11

PRINCÍPIOS REGULATÓRIOS

 Remédios devem ser justificáveis face aos objetivos a prosseguir e proporcionais face aos problemas a resolver

Regulador deve impor o mínimo de obrigações que permita ultrapassar os problemas de

concorrência identificados

Princípio da proporcionalidade é um dos

princípios fundamentais da ação regulatória

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(12)

12

PRINCÍPIOS REGULATÓRIOS

 Princípio do primado da regulação grossista sobre a retalhista

Só devem ser impostos controlos regulamentares em mercados retalhistas caso a aplicação de

medidas no plano grossista não conduza à realização do objetivo de assegurar uma

concorrência efetiva

 Princípio da neutralidade tecnológica

Regulação não deve favorecer nem penalizar o uso de determinada tecnologia ou plataforma

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(13)

13

PRINCÍPIOS REGULATÓRIOS

 Princípio da transparência e da participação

 Regulador deve decidir de forma transparente, dar acesso aos processos administrativos, tornar clara a motivação das decisões adotadas

Stakeholders devem poder participar no processo

regulatório, nomeadamente através da submissão a consulta pública de todas as decisões relevantes

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(14)

 Regulação de mercados em fase de “market building”

 Promoção do surgimento da concorrência e do funcionamento do mercado  Ação orientada para a substituição das forças do mercado

 Intervenção especialmente intrusiva e assimétrica  Concorrência baseada nos serviços

 Regulação de mercados em consolidação da concorrência  Correção de falhas de mercado

 Atuação proporcional

 Progressivo alívio regulatório

 Concorrência baseada nas infraestruturas

14

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(15)

 Regulação de mercados em fase de “market building”  Acesso, acesso, acesso

Acesso a todos os elementos de rede (legacy network)

 Preços, preços, preços

 Preços de acesso orientados para os custos

 Preços retalhistas regulados

 Regulação tanto a nível grossista como retalhista

15

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(16)

 Regulação de mercados em fase de consolidação da concorrência  Alinhamento pelas regras do direito da concorrência

Concentração na correção de falhas de mercado/bottlenecks  Primado da regulação grossista sobre a regulação retalhista  Menos “sobre regulação” e menos mercados regulados

16

NATUREZA E

FUNDAMENTOS DA

(17)

 Características da regulação sectorial

 Tem uma natureza intrusiva e impositiva, interferindo com a liberdade de empresa

Tem caracter dirigista (“market shaping”) admitindo intervenção assimétrica (favorável aos “new entrants”)

Intervenção “ex ante” Poderes normativos de largo espectro Intervenção repressiva de punição 17 NATUREZA E FUNDAMENTOS DA REGULAÇÃO

(18)

Diretiva Quadro

(2002/21/CE)

Diretiva

Autorizações

(2002/20/CE)

Diretiva

Acesso

(2002/19/CE)

Diretiva

SU

(2002/22/CE)

Diretiva

Dados Pessoais

(2002/58/CE)

Recomendação Mercados Relevantes Linhas de Orientação de análise de mercado

Decisão sobre a criação do GRE

Medidas subsequentes

Estabelece um quadro

regulamentar comum para as redes e serviços de comunicações eletrónicas Regula a autorização de redes e serviços de comunicações eletró-nicas Regula o acesso e interligação de redes de comunic. eletrónicas e recursos conexos Regula o SU e os direitos dos utilizadores de redes e serviços de comunic. eletrónicas

Regula o tratamento de dados pessoais no âmbito dos serviços de comunicações eletrónicas

MERCADOS

RELEVANTES

(19)

Diretiva Quadro

Remédios são definidos na Diretiva Acesso

(obrigações em mercados grossistas) e na Diretiva SU (obrigações em mercados retalhistas)

 Na Europa, “Mercados Relevantes” de produtos e serviços são fixados através de Recomendação da Comissão

 Mercados Relevantes são aqueles que podem justificar a imposição de obrigações regulamentares ex ante (“remédios”) a operadores detentores de poder de mercado significativo (PMS)

MERCADOS

RELEVANTES

(20)

Critérios para a avaliação de PMS

 Quota de mercado (quotas superiores a 50% constituem, salvo em circunstâncias excecionais, prova da existência de posição dominante)

 Controlo de infraestrutura difícil de duplicar

 Acesso privilegiado aos mercados de capitais/recursos financeiros

 Vantagens ou superioridade tecnológica

 Barreiras à expansão

MERCADOS

RELEVANTES

(21)

Posição dominante/PMS

 O poder económico (PMS) tem necessariamente de ser definido por referência a cada Mercado Relevante

 Só às empresas com PMS num dado Mercado Relevante, podem ser impostas obrigações regulamentares ex ante

 Salvo nos casos de posição dominante conjunta, em cada Mercado Relevante só uma empresa pode ter PMS

MERCADOS

RELEVANTES

(22)

Tipos de Mercados Relevantes

 No sector das comunicações eletrónicas há dois tipos de Mercados Relevantes

Mercados dos serviços fornecidos aos utilizadores finais – mercados

retalhistas

 Mercados de acesso às infraestruturas necessárias à prestação desses serviços – mercados grossistas

MERCADOS

RELEVANTES

(23)

A evolução da regulação na Europa

 A primeira versão da Recomendação (2002) identifica 18 MR

 7 mercados retalhistas  11 mercados grossistas

MERCADOS

RELEVANTES

23

 A segunda versão da Recomendação (2007) identifica 7 MR

 1 mercado retalhista  6 mercados grossistas

 A terceira versão da Recomendação (2014) identifica 4 MR

 Nenhum mercado retalhista  4 mercados grossistas

(24)

Procedimento de análise de mercado

 ARN deverá analisar cada Mercado Relevante e determinar se o mesmo é ou não efetivamente concorrencial

 ARN deverá definir os Mercados Relevantes, tendo em conta a Recomendação da Comissão

 ARN só pode definir Mercados Relevantes diferentes dos constantes da Recomendação mediante prévia autorização da Comissão

MERCADOS

RELEVANTES

(25)

Procedimento de análise de mercado

 Se um Mercado Relevante não for concorrencial, ARN deverá declarar a(s) empresa(s) com PMS nesse Mercado

ARN deverá escolher, entre as obrigações ex-ante admitidas na lei quais as adequadas à resolução do(s) problema(s) detetado(s)

Consulta Pública obrigatória

 Se um Mercado Relevante for concorrencial, ARN não pode impor “remédios” (e deve suprimir as existentes)

MERCADOS

RELEVANTES

(26)

Obrigações regulamentares em mercados grossistas  Transparência

 Não discriminação

 Separação de contas

 Controlo de preços e contabilização de custos

 Separação funcional

 Acesso

Só a título excecional e com o acordo prévio da Comissão pode a ARN impor outras obrigações

OBRIGAÇÕES

REGULAMENTARES

(27)

Obrigações de transparência

 Exigência de publicitar as informações relativas à oferta de acesso e interligação do operador, nomeadamente informações contabilísticas, especificações técnicas, características da rede, preços, etc.

 Traduz-se geralmente na obrigação de publicação de “ofertas de referência” de acesso ou interligação, cujos elementos mínimos são fixados pela ARN

 ORALL, ORAC, ORI, ORCA, ORCE…

OBRIGAÇÕES

REGULAMENTARES

(28)

Obrigação de não discriminação

 Exigência de, em circunstâncias equivalentes, aplicar relativamente aos outros operadores, condições equivalentes àqueles que são praticadas relativamente aos departamentos ou filiais da empresa regulada

OBRIGAÇÕES

REGULAMENTARES

(29)

Obrigação de separação de contas

 Exigência de apresentar os preços grossistas de forma transparente, com o objetivo de cumprir a obrigação de não discriminação e de impedir subvenções cruzadas

 ARN especifica o formato e a metodologia contabilística a utilizar

OBRIGAÇÕES

REGULAMENTARES

(30)

 A interligação é uma forma de acesso à rede

 A interligação aumenta o valor que uma rede tem para os seus utilizadores porque aumenta o número de pessoas que podem contactar e o número de serviços a que podem aceder (externalidades de rede)

30

 Operadores dominantes poderão ter interesse em recusar a interligação a outros operadores (ou oferecê-la a preços supra competitivos, ou com baixos graus de qualidade de serviço)

Necessidade de intervenção regulatória

Acesso e interligação

OBRIGAÇÕES

(31)

 Outras formas de acesso

31

 Desagregação do lacete local (ULL)

Acesso bitstream

 Acesso virtual

 Acesso a condutas, postes e outras infraestruturas passivas

 ….

Acesso e interligação

OBRIGAÇÕES

(32)

Obrigação de controlo de preços e contabilização de custos  Obrigação de orientação dos preços para os custos

 Obrigação de adotar sistemas de contabilização de custos

 Proibição de esmagamento de margens

 Imposição de regras “retalho-menos”

 …

OBRIGAÇÕES

REGULAMENTARES

(33)

 Porquê regular preços?

 Regulação de preços é uma das intervenções regulativas mais intrusivas, especialmente em mercados retalhistas

 No entanto, há situações em que sem preços regulados, o mercado não consegue atingir um estado de concorrência efetiva

33

 Principais métodos de regulação de preços

Price caps/price freezes

 Preços orientados para os custos

Benchmarking (com base em preços praticados em mercados comparáveis)

 “Retalho-menos”

Regulação de preços

OBRIGAÇÕES

(34)

 O caso especial dos preços de terminação (fixa e móvel)

 Regulação abrange em regra todos os operadores

 Regulação assimétrica como promoção de entrada no mercado

34  Regulação de preços

OBRIGAÇÕES

(35)

Obrigação de separação funcional

 “Remédio” de caráter absolutamente excecional (só pode ser imposto se todos os outros falharem)

 Traduz-se na imposição da obrigação de separação para uma entidade funcionalmente independente, de todas as atividades relacionadas com o fornecimento grossista de produtos de acesso

 Esta obrigação regulamentar só pode ser imposta com autorização da Comissão Europeia

OBRIGAÇÕES

REGULAMENTARES

(36)

Obrigações regulamentares em mercados retalhistas  Proibição de preços excessivos

 Proibição de preços predatórios

Inibição de certos bundles

Outras obrigações retalhistas

 Imposição de preços máximos

 Preços orientados para os custos

Lista não exaustiva

OBRIGAÇÕES

REGULAMENTARES

(37)

Processo de análise dos mercados

Mercados Relevantes

(identificados na Recomendação)

ARN analisa os mercados relevantes nacionais ARN avalia o nível de concorrência nesses mercados

Se o mercado for

concorrencial não concorrencial

A ARN não pode manter nem impor “remédios”

A ARN identifica a(s) Empresa(s) com PMS A ARN impõe os “remédios” adequados

OBRIGAÇÕES

REGULAMENTARES

(38)

Imposição de obrigações ex-ante Regra

Só podem ser impostas obrigações regulamentares ex-ante a empresas com PMS

Obrigações regulamentares são “a la carte” Obrigações impostas devem ser

Justificáveis face aos objetivos a prosseguir

Proporcionais ao(s) problemas a resolver

OBRIGAÇÕES

REGULAMENTARES

(39)

Exceção

Podem ser impostas certas obrigações ex-ante a empresas sem PMS

obrigação de interligação para garantir a ligação de extremo-a-extremo

portabilidade dos números

 obrigações de transporte de certos canais televisivos (“must carry”)  partilha de locais e recursos quando não haja alternativa viável

(motivos ambientais, de saúde, etc)

Imposição de obrigações ex-ante

OBRIGAÇÕES

REGULAMENTARES

(40)

Acesso Universal e Serviço Universal correspondem a conceitos diferentes

Possibilidade de acesso, ainda que através de “centros partilhados” (postos públicos, centros de Internet, escolas, bibliotecas, centros comunitários, etc) - Ubiquidade

Um telefone em todos os lares, mesmo em zonas “remotas” - Universalidade

40

Nos países em desenvolvimento o foco está no Acesso Universal (na EU e EUA foco no Serviço Universal)

Acesso Universal Serviço Universal SERVIÇO UNIVERSAL

(41)

Âmbito do SU na Europa

 Ligação à rede telefónica pública e aos serviços telefónicos em local fixo (incluindo fax e comunicações de dados com débito suficiente para viabilizar acesso funcional à Internet)

Listas telefónicas (de todos os assinantes de serviços telefónicos acessíveis ao público) e serviço informativo

Postos Públicos

Com determinados índices de qualidade A todos os utilizadores A um preço acessível SERVIÇO UNIVERSAL 41

(42)

Âmbito do SU é evolutivo

Serviço móvel ou só fixo?

Internet de banda larga ou só banda estreita? Só comunicações ou também broadcasting? (rádio/TV)

42

SERVIÇO

UNIVERSAL

 Financiamento do Acesso e do Serviço Universal é um desafio sobretudo nos países em desenvolvimento

 Fundos de Acesso e Serviço Universal financiados através de taxas aplicadas aos operadores e por outras fontes (orçamentos públicos, receita do espectro, grants internacionais)

(43)

 Disponibilidade de cobertura geográfica

 Acessibilidade dos preços

Determinados serviços de comunicações são “enablers” sociais e económicos fundamentais

para o crescimento de quase todos os sectores

Da motivação social (inclusão e coesão) à motivação económica?

Características de universalidade

43

SERVIÇO

(44)

Prestadores de SU

É permitida a designação de uma ou mais empresas (podendo cada uma cobrir diferentes partes do território ou diferentes prestações de SU)

Processo de designação deve ser eficaz, objetivo, transparente e não discriminatório (por exemplo, concurso público)

PTC foi inicialmente designada prestadora de SU por todo o período de duração do Contrato de Concessão (até 2025)

SERVIÇO

UNIVERSAL

Revogação do Contrato de Concessão (em cumprimento de uma sentença do TJUE) e lançamento do concurso para a designação do(s)

(45)

Tarifas do SU

ARN deve garantir acessibilidade das tarifas de retalho (geralmente com imposição de limites máximos de preços), tendo em atenção os preços nacionais no consumidor e as condições nacionais

ARN pode impor de pacotes tarifários especiais para consumidores de baixo rendimento (por exemplo, reformados e pensionistas)

SERVIÇO

UNIVERSAL

(46)

Compensação do SU (no período anterior ao do concurso)

 Só se a ARN considerar que há “encargo excessivo” (a pedido da empresa designada)

 O cálculo dos “custos líquidos do SU” deve ter em conta “quaisquer vantagens de mercado adicionais” de que beneficiem os prestadores de SU

 Financiamento com base em

 (Mecanismos de compensação a partir de fundos públicos)

 Repartição pelos operadores de redes e serviços (através do estabelecimento de um fundo de compensação do SU)

SERVIÇO

UNIVERSAL

(47)

Compensação do SU (no período posterior ao do concurso)

Reverse auction – adjudicação ao operador que solicitar o mais baixo montante de compensação

 Todos os operadores contribuem para o fundo de compensação do SU na proporção das respetivas quotas de mercado (incluindo o próprio operador prestador do SU)

SERVIÇO

UNIVERSAL

(48)

Compensação do SU (no período posterior ao do concurso)

Reverse auction – adjudicação ao operador que solicitar o mais baixo montante de compensação

 Todos os operadores contribuem para o fundo de compensação do SU na proporção das respetivas quotas de mercado (incluindo o próprio operador prestador do SU)

SERVIÇO

UNIVERSAL

(49)

Três grandes tipos de taxas

 Taxas relacionadas com a atribuição e utilização de recursos escassos (espectro, numeração)

 Taxas relacionadas com a atividade de fornecedor de redes e serviços de comunicações (“financiamento” do Regulador/da atividade de regulação)

TAXAS

49  [Taxas por direitos de passagem]

(50)

Taxas relacionadas com a atribuição e utilização de recursos escassos

 Princípio do “ocupador-pagador”

 Taxas devem refletir a necessidade de garantir uma utilização eficiente dos recursos

TAXAS

50  Taxas devem ser objetivamente justificadas, transparentes, não

discriminatórias e proporcionais ao fim a que se destinam

Taxas pela atribuição são “one-off”; taxas pela utilização são recorrentes (pagas anualmente, pelo período de efetiva utilização, com base no princípio pro rata temporis)

(51)

Taxas relacionadas com a atividade dos operadores de comunicações (eletrónicas e postais)

 Taxas são determinadas em função dos custos administrativos da atividade da ARN (que publica relatório anual dos seus custos administrativos)

TAXAS

51  Taxas devem ser impostas aos operadores de forma objetiva,

transparente e proporcionada

Taxas pelo acesso à atividade são “one-off”; taxas pelo exercício da atividade são recorrentes (pagas anualmente, em função do volume de negócios)

(52)

Taxas por direitos de passagem

 Direitos de passagem no domínio municipal (público e privado) só podem dar origem à TMDP

TAXAS

52  Estado e Regiões Autónomas não podem cobrar aos operadores

quaisquer taxas ou encargos relacionados com direitos de passagem

 Taxas devem refletir a necessidade de garantir uma utilização eficiente dos recursos

(53)

PODERES

SANCIONATÓRIOS

Poderes sancionatórios do Regulador são fortes e eficazes

Na supervisão

 Poderes de busca e apreensão

 Averiguações e exames a qualquer local  Poderes de acesso a informação

Na punição

 Sanções contraordenacionais pesadas (coimas)  Sanções pecuniárias compulsórias

 Sanções acessórias

(54)

PODERES

SANCIONATÓRIOS

54

 Lei Quadro das contraordenações no sector das comunicações (abrange o sector das comunicações eletrónicas e o sector postal)

 Longa lista de contraordenações

 Contraordenações são classificadas em 3 categorias, a que correspondem molduras punitivas diferentes: (i) leves (coima até € 100 mil); graves (coima até € 1 milhão) e (iii) muito graves (coima até € 5 milhões)

 Montantes mínimos e máximos da coima variam em função da natureza do infrator (pessoa singular, microempresa, pequena empresa, média empresa e grande empresa)

(55)

PODERES

SANCIONATÓRIOS

55

 Sanções pecuniárias compulsórias (quantia pecuniária por cada dia de atraso)

 entre € 10.000 e € 100.000/dia  montante máximo de € 3.000.000  período máximo de 30 dias

 Sanções acessórias

 interdição do exercício da atividade

 privação do direito de participar em concursos

(56)

 Contencioso do ilícito de mera ordenação social (contraordenações) é da competência do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão e há

efeito suspensivo

 Contencioso regulatório estrito (atos administrativos, sanções pecuniárias compulsórias, decisões sobre resoluções de litígios) é da competência dos tribunais administrativos e há efeito meramente

devolutivo

56

Controlo reforçado (para compensar défice de legitimidade democrática) ou controlo atenuado (para

respeitar “legitimidade tecnocrática” / “expertise”)?

PODERES

(57)

Obrigada pela vossa paciência 

57

Referências

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