GERDAU S.A. e empresas controladas
Desempenho no 2
otrimestre de 2010
As Demonstrações Financeiras Consolidadas da Gerdau S.A. são apresentadas em conformidade com o padrão contábil internacional estabelecido pelo International Accounting Standards Board – IASB (conhecido como International Financial Reporting Standards – IFRS) e consubstanciado na Instrução CVM nº 457, de 13 de julho de 2007.
Operações de negócios
As informações deste relatório são apresentadas conforme estabelecido na governança corporativa da Gerdau, a saber:
• Brasil (ON Brasil) – inclui as operações do Brasil, com exceção de aços especiais;
• América do Norte (ON América do Norte) – inclui todas as operações na América do Norte,
exceto as do México e as de aços especiais;
• América Latina (ON América Latina) – inclui todas as operações na América Latina, com exceção
do Brasil;
• Aços Especiais (ON Aços Especiais) – inclui as operações de aços especiais no Brasil, na
Espanha, nos EUA e na Índia.
Produção Aço Bruto
• Em termos consolidados, a produção de aço bruto da Gerdau alcançou 4,7 milhões de
toneladas no 2T10, um aumento de 52% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Companhia realizou aumentos de produção alinhados à recuperação ocorrida nas diferentes operações de negócios em que atua. A ON Brasil foi destaque nesse período de comparação, com um aumento de 53% na produção, decorrente do retorno da operação do Alto-Forno 1 da Unidade de Ouro Branco-MG a partir de julho de 2009, com 3 milhões de toneladas de capacidade anual, que tem como principal foco a atuação no mercado de exportação de produtos semi-acabados. Na ON Aços Especiais, os programas governamentais voltados para o setor automotivo, a melhora da demanda real e a maior disponibilidade de crédito, permitiram um aumento de 123% na produção de aço bruto, com melhora em todas as regiões de atuação (Brasil, Estados Unidos e Espanha). A ON América do Norte aumentou sua produção de aço bruto em 36% para adequação dos seus estoques e atendimento da maior demanda no 2T10. Na ON América Latina, o aumento de 22% na produção de aço bruto também foi motivado pela recomposição de estoques, além da melhor demanda verificada no período comparativo. Na unidade do Peru, foi instalado um novo forno elétrico que já está produzindo normalmente desde julho deste ano, em substituição aos dois existentes anteriormente. Além do novo forno elétrico, foi instalado, nesta mesma unidade, um novo sistema de despoeiramento para proteção do ar.
• No comparativo do 2T10 com o 1T10, a produção consolidada de aço bruto apresentou
aumento de 8%, com destaque para as ONs Aços Especiais e Brasil, com crescimentos de 15% e 6%, respectivamente, principalmente pela melhora da demanda verificada nos mercados do Brasil e da Espanha. Na ON América Latina, destaca-se a melhor produção no Chile, onde todas as unidades da Gerdau retomaram a normalidade de suas operações.
Laminados
• A produção consolidada de laminados alcançou 3,9 milhões de toneladas no 2T10, um
aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. O maior destaque no período foi a ON Aços Especais, a qual mais que dobrou sua produção, atingindo 809 mil toneladas.
As ONs América do Norte e Brasil também apresentaram recuperação no período, com altas de 37% e 27%, respectivamente.
• Em relação ao 1T10, a produção consolidada de laminados apresentou alta de 9%, com
destaque para a ON Aços Especiais, com aumento de 17% no 2T10, em linha com o incremento verificado em aço bruto.
Produção 2º Trim. 2º Trim. Variação 1º Trim. 1º Sem. 1º Sem. Variação
(1.000 toneladas) de 2010 de 2009 2T10/2T09 de 2010 de 2010 de 2009 1S10/1S09
Aço Bruto (placas, blocos e tarugos)
Brasil 1.784 1.168 53% 1.680 3.465 2.047 69% América do Norte 1.652 1.217 36% 1.588 3.239 2.261 43% América Latina 386 317 22% 321 707 632 12% Aços Especiais 889 398 123% 771 1.660 709 134% Total 4.711 3.100 52% 4.360 9.071 5.649 61% Laminados Brasil 1.106 874 27% 1.034 2.140 1.552 38% América do Norte 1.508 1.103 37% 1.425 2.933 2.197 34% América Latina 487 416 17% 427 914 760 20% Aços Especiais 809 399 103% 694 1.503 729 106% Total 3.910 2.792 40% 3.580 7.490 5.238 43%
Obs.: As informações acima não contemplam dados das empresas com controle compartilhado e joint ventures .
Produção de Aço Bruto
(1.000 toneladas)
Produção de Produtos Laminados
(1.000 toneladas)
Vendas
• As vendas consolidadas atingiram 4,4 milhões de toneladas no 2T10, um aumento de 30%
em relação às vendas realizadas no 2T09, período este ainda fortemente afetado pela crise global. A ON Brasil foi responsável por boa parte dessa recuperação, com um aumento de 38%, pela performance das vendas no mercado interno. A indústria representou importante papel nas vendas da Gerdau no Brasil, resultante da maior produção industrial, que já atingiu 16% de crescimento no acumulado de janeiro a junho de 2010 comparado com o mesmo período em 2009. A construção civil segue apresentando um bom ritmo de demanda no mercado brasileiro. As vendas de produtos de aço prontos para o uso, como os vergalhões cortados e dobrados na construção civil, foram importantes nessa recuperação e já representam cerca de 30% das vendas para o setor de construção civil. As exportações a partir do Brasil ficaram praticamente em linha com o 2T09. Se por um lado houve redução de exportação de produtos acabados, que foram redirecionados para o mercado doméstico, por outro lado verificou-se o aumento de exportação de produtos semi-acabados, pela retomada da produção
31% 29% 33% 29% 28% 40% 42% 33% 40% 39% 15% 14% 14% 12% 12% 14% 15% 20% 19% 21% 2T09 3T09 4T09 1T10 2T10
Brasil América do Norte América Latina Aços Especiais
2.792 3.323 3.180 3.580 3.910 38% 39% 43% 40% 38% 35% 36% 31% 37% 39% 8% 7% 9% 9% 10% 19% 18% 17% 14% 13% 2T09 3T09 4T09 1T10 2T10
Brasil América do Norte América Latina Aços Especiais
3.836
4.360
4.711
3.100
do alto-forno 1 da Unidade de Ouro Branco-MG, conforme mencionado anteriormente. Na ON América do Norte, onde as vendas apresentaram aumento de 17%, verificou-se uma melhora na demanda, parcialmente relacionada a projetos de energia (eólica, nuclear e petróleo). Na ON Aços Especiais, as vendas foram 73% maiores, resultante dos seguidos recordes de produção de veículos no Brasil e da manutenção dos bons níveis de demanda do setor automotivo nos Estados Unidos ao longo de 2010. A ON América Latina, operação menos afetada pela crise em termos de volumes vendidos, apresentou alta de 6% no período, com destaque para as unidades do Chile e da Argentina.
• Em relação ao 1T10, as vendas consolidadas apresentaram aumento de 8% no 2T10.
Vendas Consolidadas ¹ 2º Trim. 2º Trim. Variação 1º Trim. 1º Sem. 1º Sem. Variação
(1.000 toneladas) de 2010 de 2009 2T10/2T09 de 2010 de 2010 de 2009 1S10/1S09 Brasil 1.672 1.212 38% 1.528 3.200 2.308 39% Mercado Interno 1.278 812 57% 1.150 2.428 1.533 58% Exportações 394 400 -2% 378 772 775 0% América do Norte 1.449 1.239 17% 1.345 2.794 2.319 20% América Latina ² 535 507 6% 546 1.081 994 9% Aços Especiais 727 420 73% 634 1.361 819 66% Total 4.383 3.378 30% 4.053 8.436 6.440 31%
1 - Excluídas as vendas para empresas controladas 2 - Não considera volumes de coque vendidos
Obs.: As informações acima não contemplam dados das empresas com controle compartilhado e joint ventures .
Vendas Consolidadas 1 (1.000 toneladas) 24% 27% 30% 28% 29% 9% 9% 11% 12% 9% 33% 33% 33% 36% 37% 12% 14% 13% 14% 15% 17% 16% 15% 12% 12% 2T09 3T09 4T09 1T10 2T10
Brasil - Mercado interno Brasil - Exportações América do Norte América Latina Aços Especiais
4.383 3.378
3.876 3.670 4.053
1 - Excluídas as vendas para empresas controladas
Resultados Receita líquida
• No 2T10, a receita líquida consolidada atingiu R$ 8,3 bilhões, 30% superior ao 2T09
resultado dos maiores volumes vendidos. A ON Brasil apresentou uma receita líquida de R$ 3,3 bilhões, 37% superior a do 2T09. O aumento de 38% nos volumes vendidos foi responsável por esse melhor resultado. A ON América do Norte apresentou uma receita líquida de R$ 2,3 bilhões no 2T10, 10% superior à do 2T09, com o aumento de 17% nos volumes vendidos, parcialmente neutralizado pela queda de 6% na receita líquida por tonelada. Essa redução se deve ao efeito da valorização de 14% do real frente ao dólar norte-americano no comparativo destes trimestres. A ON América Latina apresentou aumento da receita líquida de 13% em relação ao 2T09, resultante dos maiores volumes vendidos e dos melhores preços praticados no 2T10. A ON Aços Especiais apresentou um crescimento de 64% na receita líquida no mesmo período de comparação, pelos maiores volumes vendidos.
• Em relação ao 1T10, o aumento de 17% na receita líquida consolidada no 2T10 deveu-se ao crescimento de 8%, tanto nos volumes vendidos quanto na receita líquida por tonelada vendida. Os destaques do período foram as ONs Brasil e Aços Especiais, com aumentos de 15% e 24% na receita líquida, respectivamente, em virtude dos melhores volumes e preços nesse período de comparação.
Receita líquida 2º Trim. 2º Trim. Variação 1º Trim. 1º Sem. 1º Sem. Variação
(R$ milhões) de 2010 de 2009 2T10/2T09 de 2010 de 2010 de 2009 1S10/1S09 Brasil 3.296 2.408 37% 2.871 6.167 4.774 29% Mercado Interno 2.853 2.019 41% 2.518 5.371 3.988 35% Exportações 443 389 14% 353 796 786 1% América do Norte ¹ 2.317 2.112 10% 1.999 4.316 4.510 -4% América Latina ² 903 798 13% 803 1.706 1.710 0% Aços Especiais 1.780 1.083 64% 1.435 3.215 2.375 35% Total 8.296 6.401 30% 7.108 15.404 13.369 15%
Obs.: As informações acima não contemplam dados das empresas com controle compartilhado e joint ventures . 1 - No 1S10 X 1S09, em dólares, houve crescimento de 17%
2 - Inclui receita de venda de coque.
Custo das vendas e margem bruta
• No 2T10, em termos consolidados, os custos de vendas apresentaram aumento de 15%,
comparado com um aumento de 30% na receita líquida no mesmo período. Com isso, a margem bruta passou de 12% no 2T09 para 22% no 2T10. Na ON Brasil, a maior diluição dos custos fixos levou ao aumento da margem bruta de 27% no 2T09 para 29% no 2T10. Na ON América do Norte, a margem bruta passou de 6% no 2T09 para 11% no 2T10, resultante do aumento do volume de vendas e a consequente maior diluição de custos fixos. Na ON América Latina, a margem bruta evoluiu de -3% no 2T09 para +21% no 2T10, pelo esforço de redução de custos ao longo de 2009, maiores preços praticados e pelo aumento de volumes vendidos. Na ON Aços Especiais, a margem bruta, que estava zerada no 2T09, passou para 24% no 2T10, principalmente pela maior diluição de custos fixos em função do substancial aumento do volume vendido.
• Em relação ao 1T10, quando a margem bruta consolidada foi de 20%, a crescente
recuperação das operações de negócio possibilitou o incremento da margem para 22% no 2T10, com destaque para a ON América Latina, que passou de 14% no 1T10 para 21% no 2T10.
Despesas com vendas, gerais e administrativas
• A participação das despesas com vendas, gerais e administrativas em relação à receita líquida
foi reduzida de 9% no 2T09 para 7% no 2T10, mesmo com o aumento de 10% nessas despesas no período comparativo.
Equivalência patrimonial
• As empresas nas quais a Gerdau tem controle compartilhado ou joint ventures não são
consolidadas e seus resultados são avaliados por equivalência patrimonial.
• Tais empresas, considerando-se as respectivas participações acionárias, comercializaram 282
mil toneladas de aço no 2T10, 40% acima do volume do 2T09, resultando em uma receita líquida de vendas de R$ 419 milhões.
• Com base nos resultados obtidos por essas empresas, a equivalência patrimonial foi positiva em
R$ 46 milhões no 2T10, comparada a um valor negativo de R$ 56 milhões no 2T09.
• O EBITDA consolidado (lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação, amortizações e perdas pela não recuperabilidade de ativos), considerado também como a geração de caixa operacional, foi de R$ 1,7 bilhão no 2T10, contra R$ 595 milhões no 2T09, resultado dos maiores volumes de vendas, bem como melhores resultados de equivalência patrimonial sobre as empresas com controle compartilhado e joint ventures. A margem EBITDA atingiu 21% no 2T10, contra os 9% registrados no 2T09.
Composição do EBITDA consolidado 2º Trim. 2º Trim. Variação 1º Trim. 1º Sem. 1º Sem. Variação
(R$ milhões) de 2010 de 2009 2T10/2T09 de 2010 de 2010 de 2009 1S10/1S09
Lucro líquido 856 (329) - 573 1.429 (294) -Resultado financeiro líquido 255 (517) - 247 502 (339) -Provisão para IR e CS 137 (81) - 122 259 (169) -Depreciação e amortizações 472 442 7% 459 931 916 2% Perdas pela não recuperabilidade de ativos - 1.080 - - - 1.080 -EBITDA 1.720 595 189% 1.401 3.121 1.194 161%
Margem EBITDA 21% 9% 20% 20% 9%
Obs.: O EBITDA não é uma medida utilizada nas práticas contábeis e também não representa o fluxo de caixa para os períodos apresentados, não devendo ser considerado como uma alternativa ao fluxo de caixa na qualidade de indicador de liquidez. O EBITDA não é padronizado, não podendo, portanto, ser comparado ao EBITDA de outras companhias.
Conciliação do EBITDA consolidado 2º Trim. 2º Trim. 1º Trim. 1º Sem. 1º Sem.
(R$ milhões) de 2010 de 2009 de 2010 de 2010 de 2009
EBITDA ¹ 1.720 595 1.401 3.121 1.194 Depreciação e amortizações (não caixa) (472) (442) (459) (931) (916) Perdas pela não recuperabilidade de ativos (não caixa) - (1.080) - - (1.080) LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO
FINANCEIRO E DOS IMPOSTOS ² 1.248 (927) 942 2.190 (802)
¹ Medição não contábil adotada pela Companhia
² Medição contábil divulgada na Demonstração dos Resultados consolidados
• No 2T10, a ON Brasil foi responsável por 51% do EBITDA consolidado no período, contribuindo
com R$ 876 milhões, 53% a mais que o obtido no 2T09, pelo crescimento das vendas físicas, com maior diluição dos custos fixos. A ON América do Norte apresentou EBITDA de R$ 249 milhões no 2T10 (15% do EBITDA consolidado), o dobro do registrado no 2T09, resultante do maior volume de vendas, com maior diluição dos custos fixos e despesas. A ON América Latina registrou EBITDA de R$ 191 milhões no 2T10 (11% do EBITDA consolidado) comparado com R$ 95 milhões negativos registrados no 2T09, principalmente pelos maiores preços praticados e pela redução de custos. A ON Aços Especiais apresentou EBITDA de R$ 404 milhões no 2T10 (23% do EBITDA consolidado), comparado com um EBITDA negativo de R$ 6 milhões no 2T09, consequencia dos maiores volumes de vendas, com maior diluição do custo fixo, bem como de reduções das despesas.
EBITDA (R$ milhões) Margem EBITDA (%) 21% 27% 11% 21% 23% -15% -10% -5% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 2T09 3T09 4T09 1T10 2T10
Consolidado Brasil América do Norte
América Latina Aços Especiais
• Em relação ao 1T10, o EBITDA consolidado foi 23% maior, passando de R$ 1,4 bilhão para R$
1,7 bilhão no 2T10. Essa melhora é reflexo do maior EBITDA gerado em todas as operações de 571 830 833 796 876 125 306 120 207 249 -95 40 29 108 191 -6 199 264 290 404 2T09 3T09 4T09 1T10 2T10
Brasil América do Norte América Latina Aços Especiais
1.246
1.401
1.720
595
negócio, com destaque para as ONs Aços Especiais e América Latina. A margem EBITDA consolidada aumentou de 20% para 21%.
EBITDA por Operação de Negócio 2º Trim. 2º Trim. Variação 1º Trim. 1º Sem. 1º Sem. Variação
(R$ milhões) de 2010 de 2009 2T10/2T09 de 2010 de 2010 de 2009 1S10/1S09 Brasil 876 571 53% 796 1.672 1.224 37% América do Norte 249 125 99% 207 456 213 114% América Latina 191 (95) - 108 299 (234) -Aços Especiais 404 (6) - 290 694 (9) -Total 1.720 595 189% 1.401 3.121 1.194 161% Composição do EBITDA por Operação de Negócio (R$ milhões) Brasil América do Norte América Latina Aços Especiais Total Lucro líquido 412 84 128 232 856
Resultado financeiro líquido 208 46 5 (4) 255
Provisão para IR e CS 20 9 22 86 137
Depreciação e amortizações 236 110 36 90 472
EBITDA 876 249 191 404 1.720 2º Trim. de 2010 Resultado financeiro • No 2T10, o resultado financeiro consolidado foi negativo em R$ 255 milhões enquanto que no 2T09 foi positivo em R$ 517 milhões. Essa variação no resultado financeiro é consequência, principalmente, da desvalorização do real frente ao dólar norte-americano em 1% no 2T10 (efeito negativo de R$ 26 milhões) contra a uma valorização de 16% no 2T09 (efeito positivo de R$ 696 milhões), sobre parte dos financiamentos em moeda estrangeira contratada pelas empresas no Brasil. Resultado financeiro 2º Trim. 2º Trim. 1º Trim. 1º Sem. 1º Sem. (R$ milhões) de 2010 de 2009 de 2010 de 2010 de 2009 Receitas financeiras 72 139 76 148 238
Despesas financeiras (302) (335) (253) (555) (728)
Variação cambial, líquida (26) 696 (71) (97) 845
Ganhos (perdas) com derivativos, líquido 1 17 1 2 (16)
Resultado financeiro (255) 517 (247) (502) 339
• Cabe ressaltar que, do total de US$ 2,9 bilhões de dívidas em moeda estrangeira contratadas pelas empresas no Brasil, em 30 de junho de 2010, US$ 1,5 bilhão está atrelado a aquisições de empresas no exterior, cuja variação cambial está registrada diretamente no patrimônio líquido, conforme normas do IFRS. Os demais US$ 1,4 bilhão têm sua variação cambial transitada pelo resultado. Lucro líquido • O lucro líquido consolidado foi de R$ 856 milhões no 2T10, contra um resultado negativo de R$ 329 milhões no 2T09. Cabe ressaltar que o resultado apresentado no 2T09 apresentou um efeito negativo de R$ 796 milhões por perda pela não recuperabilidade de ativos. Sem esse efeito o lucro do 2T09 teria sido de R$ 467 milhões. Lucro líquido 2º Trim. 2º Trim. Variação 1º Trim. 1º Sem. 1º Sem. Variação (R$ milhões) de 2010 de 2009 2T10/2T09 de 2010 de 2010 de 2009 1S10/1S09 Brasil 412 643 -36% 337 749 1.115 -33% América do Norte 84 (70) - 43 127 (148) -América Latina 128 (219) - 56 184 (451) -Aços Especiais 232 (683) - 137 369 (810) -Lucro líquido 856 (329) - 573 1.429 (294)
-• Na ON Brasil, o lucro líquido do 2T10 foi de R$ 412 milhões, 36% inferior ao do 2T09, o que se deve, principalmente, a uma variação cambial negativa de R$ 39 milhões no 2T10 comparada a uma variação cambial positiva de R$ 622 milhões no 2T09. As demais operações de negócios apresentaram resultados positivos no 2T10, revertendo os resultados negativos apresentados no 2T09.
• No comparativo com o 1T10, o lucro líquido consolidado foi 49% superior, principalmente pelo
melhor resultado operacional no período em todas as operações de negócio.
Dividendos
•As empresas Metalúrgica Gerdau S.A. e Gerdau S.A., com base nos resultados obtidos no 2T10,
aprovaram o pagamento de antecipação do dividendo mínimo obrigatório relativo ao exercício de 2010, conforme abaixo:
- Metalúrgica Gerdau S.A.
R$ 89 milhões (R$ 0,22 por ação)
Pagamento em 26 de agosto de 2010
Data base: posição de ações em 16 de agosto de 2010 (ex-dividendos em 17 de agosto)
- Gerdau S.A.
R$ 199 milhões (R$ 0,14 por ação)
Pagamento em 26 de agosto de 2010
Data base: posição de ações em 16 de agosto de 2010 (ex-dividendos em 17 de agosto)
Ciclo financeiro e capital de giro
O ciclo financeiro (capital de giro dividido pela receita líquida diária do trimestre) caiu para 92 dias, apresentando uma redução de 13 dias na comparação com junho de 2009. Em relação a dezembro de 2009, o ciclo manteve-se praticamente igual, com aumentos proporcionais na receita líquida e no capital de giro ainda que este tenha aumentado em R$ 1,8 bilhão. Esse acréscimo é devido ao maior nível de atividade, fazendo com que o capital de giro, em junho de 2010, atingisse R$ 8,4 bilhões.
Capital de giro
(R$ milhões) 30.06.2010 31.12.2009
Contas a receber de clientes 3.569 2.586
Estoques 7.181 5.752
Fornecedores 2.315 1.705
Capital de giro 8.435 6.633
Ciclo Financeiro e Capital de Giro
92 93 94 93 105
jun/09 set/09 dez/09 m ar/10 jun/10
Capital de Giro (R$ bilhões) Ciclo Financeiro (dias)
6,6
8,4 7,4
7,5
Investimentos
• No 2T10, os investimentos em ativo imobilizado somaram R$ 220 milhões. Desse total, 62%
foram direcionados para as unidades no Brasil e os demais 38% para as unidades em outros países. No acumulado de 2010, tais investimentos totalizaram R$ 453 milhões.
• O plano de investimentos em ativo imobilizado para o período de 2010 a 2014 está estimado
em R$ 11 bilhões, e contempla investimentos estratégicos (conforme tabela a seguir) e para manutenção.
Principais investimentos aprovados Localização Valor em R$
milhões Capacidade adicional (1.000 toneladas) Início operação Aço
Laminadores de planos (chapas grossas e bobina a quente) em Ouro Branco-MG Brasil 2.400 1.900 2012 Ampliação do laminador de perfis estruturais em Ouro Branco-MG Brasil 100 160 2011 Laminador de rolos Brasil 490 600 2013 Laminador de aços especiais Brasil 350 500 2012
Substituição do forno elétrico a arco na aciaria e novo sistema de despoeiramento Peru 67 - 2010
Laminador de aços especiais e vergalhões, sinterização e geração de energia¹ Índia 126 300 2011 Outros Investimentos Aumento de capacidade em mineração para 7 milhões de toneladas Brasil 533 - 2012
Unidades de corte e dobra e produtos de aço prontos para o uso Brasil 350 - 2011
Hidrelétricas Caçu e Barra de Coqueiros ² Brasil 57 - 2010
Instalação portuária (para embarque de carvão e coque) Colômbia 27 - 2011
Gerdau Template (sistema integrado de gestão) Global 179 - 2012
¹ Por se tratar de uma Joint Venture a capacidade não será considerada no consolidado ² Iniciaram operação comercial em julho, com capacidade total de geração de 155 MW, sendo que toda a energia gerada será destinada ao consumo próprio. Investimento total de R$ 670 milhões (já realizados R$ 613 milhões). • Estão ainda em estudo os seguintes investimentos: - Aumento de capacidade e aprimoramento da qualidade dos produtos na ON Aços Especiais nos EUA. - Expansão adicional de unidades de corte e dobra e produtos de aço prontos para o uso (Brasil). Passivo financeiro • A dívida líquida (empréstimos e financiamentos, mais debêntures, menos caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras), em 30 de junho de 2010, totalizava R$ 10,4 bilhões, representando 1,8 vezes o EBITDA gerado nos últimos doze meses. • O caixa (disponibilidades de caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras) totalizava R$ 4,3 bilhões em 30 de junho. Desse caixa, 38% eram detidos pelas empresas Gerdau no exterior, principalmente em dólares norte-americanos. Endividamento (R$ milhões) 30.06.2010 31.12.2009 Curto prazo 1.483 1.357 Moeda nacional (Brasil) 854 843
Moeda estrangeira (Brasil) 183 197
Empresas no exterior 446 317
Longo prazo 13.270 13.164
Moeda nacional (Brasil) 2.232 2.002
Moeda estrangeira (Brasil) 5.095 5.268
Empresas no exterior 5.943 5.894
Dívida bruta 14.753 14.521
Caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras 4.317 4.819
• A dívida bruta (empréstimos e financiamentos, mais debêntures) totalizava R$ 14,8 bilhões em 30 de junho de 2010, dos quais 10% eram de curto prazo (R$ 1,5 bilhão) e 90% de longo prazo (R$ 13,3 bilhões), com o prazo médio para o total da dívida de 6 anos e 10 meses.
• Em 30 de junho de 2010, a dívida bruta era composta por 21% em reais, 36% em moeda
estrangeira contratada pelas empresas no Brasil e 43% em diferentes moedas contratadas pelas subsidiárias no exterior.
• O custo médio nominal ponderado da dívida bruta, em 30 de junho de 2010, era de 8% para o
montante denominado em reais, de 7% mais variação cambial para o total denominado em dólares tomados a partir do Brasil e de 4% para a parcela tomada pelas subsidiárias no exterior. Dívida bruta (R$ bilhões) 6.3 5.4 4.8 4.5 4.3 10.5 10.1 9.7 10.7 12.6
jun/09 set/09 dez/09 m ar/10 jun/10
Dívida Líquida Caixa
18,9
16,1
14,5 14,6 14,8
• O cronograma de pagamento da dívida, incluindo as debêntures, era o seguinte em 30 de
junho:
Curto Prazo R$ milhões
3º trimestre de 2010 506
4º trimestre de 2010 394
1º trimestre de 2011 218
2º trimestre de 2011 365
Total 1.483 Longo Prazo R$ milhões 2011 308 2012 3.236 2013 1.965 2014 710 2015 e após 7.051 Total 13.270
• Os principais indicadores de dívida da Gerdau, no final de junho, apresentaram melhora em
virtude da manutenção do nível de endividamento e da maior geração de caixa operacional nos últimos 12 meses (EBITDA). A dívida bruta/EBITDA passou de 3,8x em 31 de dezembro de 2009 para 2,6x em 30 de junho de 2010, ao mesmo tempo em que a dívida líquida/EBITDA passou de 2,5x para 1,8x nas mesmas datas.
Indicadores 30.06.2010 31.12.2009
Dívida bruta / Capitalização total ¹ 39% 40%
Dívida líquida / Capitalização total ² 31% 31%
Dívida bruta / EBITDA ³ 2,6x 3,8x
Dívida líquida / EBITDA ³ 1,8x 2,5x
1 - Capitalização total = patrimônio líquido + dívida bruta 2 - Capitalização total = patrimônio líquido + dívida líquida 3 - Acumulado dos últimos 12 meses
Proposta para aquisição da participação minoritária na Gerdau Ameristeel
• Em 29 de junho, a Gerdau S.A. e a Gerdau Ameristeel Corporation assinaram um Arrangement
Agreement (“Acordo”) definitivo com o objetivo de fechar o capital da Gerdau Ameristeel, oferecendo US$ 11 por ação em caixa, conforme anunciado em 02 de junho. A operação, avaliada em US$ 1,6 bilhão, está sendo implementada através do Plan of Arrangement e foi aprovada, de forma unânime, pelo Conselho de Administração da Gerdau Ameristeel, seguindo o relatório e recomendação unânime do Comitê Especial de conselheiros independentes. Esse relatório determinou que o Acordo é justo para os acionistas minoritários e nos melhores interesses da Companhia, recomendando, dessa forma, que os acionistas minoritários da Gerdau Ameristeel votem a favor da operação. A Assembleia Extraordinária de Acionistas, que tratará sobre o Acordo, está programada para 10 de agosto de 2010, sujeita à aprovação final dos documentos pelos órgãos reguladores do mercado de capitais norteamericano, e irá requerer aprovação de maioria simples dos votos apresentados pelos acionistas minoritários. Adicionalmente, o Acordo requer aprovação da Corte Superior de Justiça de Ontário.
•Em 28 de julho, a Gerdau S.A. e Gerdau Ameristeel anunciaram que a ISS Proxy Advisory
Services (ISS) e a Glass Lewis & Co., empresas líderes em serviços de procurações que fornecem recomendações de votos a acionistas, publicaram um relatório recomendando que seus assinantes votem ”A FAVOR” (“FOR”) da resolução que aprova o Plan of Arrangement, mencionado anteriormente. Ambos os relatórios apontam para, entre outras coisas, o significativo prêmio que será recebido pelos acionistas minoritários e o apoio unânime do comitê especial de conselheiros independentes da Gerdau Ameristeel Corporation, concluindo que os acionistas minoritários devem apoiar a operação.
GERDAU S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERINAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E DE 2009
Elaboradas em conformidade com o padrão contábil internacional estabelecido pelo International
Accounting Standards Board – IASB (conhecidos como International Financial Reporting Standards – IFRS) através da norma IAS 34 e consubstanciado na instrução CVM nº 457, de 13 de julho de 2007.
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE REVISÃO ESPECIAL Aos Acionistas e Administradores da
Gerdau S.A.
Rio de Janeiro – RJ
1. Efetuamos uma revisão especial das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas da Gerdau S.A. (“Companhia”) e Controladas, referentes ao trimestre e semestre findo em 30 de junho de 2010, elaboradas sob a responsabilidade de sua Administração, compreendendo o balanço patrimonial consolidado condensado levantado em 30 de junho de 2010, as demonstrações consolidadas condensadas dos resultados e dos resultados abrangentes correspondentes aos períodos de três meses e seis meses findos em 30 de junho de 2010 e 2009, e das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa correspondentes aos períodos de seis meses findos em 30 de junho de 2010 e de 2009, as respectivas notas explicativas e comentários de desempenho da Administração.
2. Nossa revisão foi efetuada de acordo com as normas específicas estabelecidas pelo IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, em conjunto com o Conselho Federal de Contabilidade – CFC, e consistiu, principalmente, em: (a) indagação e discussão com os administradores responsáveis pelas áreas contábil, financeira e operacional da Companhia e de suas Controladas quanto aos principais critérios adotados na elaboração das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas; e (b) revisão das informações e dos eventos subsequentes que tenham, ou possam vir a ter, efeitos relevantes sobre a situação financeira e as operações da Companhia e de suas Controladas.
3. Com base em nossa revisão especial, não temos conhecimento de nenhuma modificação relevante que deva ser feita nas Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas referidas no parágrafo 1 para que estas estejam de acordo com o International Accounting Standard – IAS 34, “Relatórios Financeiros Intermediários”, emitido pelo International Accounting Standards Board – IASB.
4. As práticas contábeis adotadas no Brasil diferem, em certos aspectos significativos, das práticas contábeis de acordo com o padrão contábil internacional emitido pelo International Accounting Standards Board – IASB. As informações relacionadas à natureza e o efeito dessas diferenças estão apresentadas na Nota Explicativa 20 às Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas.
Porto Alegre, 4 de agosto de 2010.
DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Roberto Wagner Promenzio
Auditores Independentes Contador
GERDAU S.A. e empresas controladas
BALANÇOS PATRIMONIAIS CONSOLIDADOS CONDENSADOS (Valores expressos em milhares de reais)
N ota 30/06/2010* 31/12/2009
ATIV O CIRCULANTE
Caixa e equi valentes de caixa 1.875.269 2.091.944
Aplicações financeiras
Títulos para negociação 4 1.993.705 2.619.418
Títulos disponí veis para venda 4 401.528 58.296
Contas a receber de clientes 3.568.689 2.585.709
Estoques 5 7.181.048 5.751.593
Créditos tributários 698.847 788.564
Pagamentos antecipados 93.891 66.761
Ganhos não realizados com derivativos 11 4.260 5.737
Outras contas a receber 202.543 196.664
16.019.780 14.164.686
ATIV O NÃO-CIRCULA NTE
Aplicações financeiras em títul os disponíveis para venda 4 46.832 49.690
Créditos tributários 371.832 484.434
Imposto de renda/contribuição social diferidos 6 1.506.070 1.347.036
Ganhos não realizados com derivativos 11 20.872 14.297
Pagamentos antecipados 97.411 99.097
Depósitos j udiciais 401.022 324.678
Outras contas a receber 214.200 215.251
Gastos antecipados com plano de pensão 547.285 516.360
Investimentos avaliados por equivalência patrimoni al 1.271.002 1.199.910
Outros investimentos 18.878 19.635 Ágios 8 8.603.983 8.424.341 Outros intangíveis 969.668 992.800 Imobilizado 7 16.238.916 16.731.101 30.307.971 30.418.630 TOTAL DO ATIVO 46.327.751 44.583.316
As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas * Revisadas pelo auditor i ndepe ndente na extensão descrita no relatório de 4 de agosto de 2010
GERDAU S.A. e empresas controladas
BALANÇOS PATRIMONIAIS CONSOLIDADOS CONDENSADOS (Valores expressos em milhares de reais)
N ota 30/06/2010* 31/12/2009
PASSIVO CIRCULANTE
Fornecedores 2.315.447 1.705.058
Empréstimos e financiamentos 9 1.369.661 1.356.781
Debêntures 10 113.166 -
Impostos e contribuições sociais a recolher 703.290 675.681
Salários a pagar 440.321 354.518
Dividendos a pagar 16.203 365.811
Perdas não reali zadas com derivativos 11 1.467 2.483
Provisão para passi vos ambientais 11.199 9.835
Outras contas a pagar 312.355 348.354
5.283.109 4.818.521
PASSIVO NÃO-CIRCULANTE
Empréstimos e financiamentos 9 12.794.682 12.563.155
Debêntures 10 475.694 600.979
Imposto de renda/contribuição social diferidos 6 2.225.941 2.273.759
Perdas não reali zadas com derivativos 11 120.108 90.377
Provisão para passi vos tributários, cíveis e trabalhistas 12 554.428 447.171
Provisão para passi vos ambientais 65.924 66.642
Beneficios a empregados 829.290 961.300
Obrigações por compra de ações 11-f 451.469 518.096
Outras contas a pagar 299.233 238.523
17.816.769 17.760.002
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 14
Capital social 14.184.805 14.184.805
Ações em tesouraria (165.519) (124.685)
Reserva legal 200.205 200.205
Plano de opções de ações 14.639 9.018
Lucros acumulados 6.637.685 5.578.045
Outras reservas (1.438.635) (1.339.915)
ATRIBUÍDO A PARTICIPAÇÃO DOS ACION ISTAS CONT ROLADORES 19.433.180 18.507.473
PARTICIPAÇÕES DOS ACIONISTAS NÃO-CONTROLADORES 3.794.693 3.497.320
TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 23.227.873 22.004.793
TOTAL DO PASSIVO E DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 46.327.751 44.583.316
As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas * Revisadas pelo auditor i ndepe ndente na extensão descrita no relatório de 4 de agosto de 2010
GERDAU S.A. e empresas controladas
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS CONDENSADOS (Valores expressos em milhares de reais)
Nota 30/06/2010* 30/06/2009* 30/06/2010* 30/06/2009*
RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS 8.295.748 6.401.515 15.403.334 13.369.300
Custo das vendas 18 (6.481.762) (5.643.588) (12.182.041) (11.870.126)
LUCRO BRUTO 1.813.986 757.927 3.221.293 1.499.174
Despesas com vendas 18 (137.924) (106.097) (259.149) (212.262) Despesas gerais e administrativas 18 (475.658) (453.201) (857.719) (945.402) Perdas pela não recuperabilidade de ativos 18 - (1.080.063) - (1.080.063) Outras receitas operacionais 18 9.910 29.233 48.518 111.324 Outras despesas operacionais 18 (8.555) (19.287) (25.006) (54.708) Resultado da equivalência patrimonial 45.926 (55.753) 61.228 (120.716)
LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO E DOS IMPOSTOS 1.247.685 (927.241) 2.189.165 (802.653) Receitas financeiras 19 71.680 139.463 147.482 238.835 Despesas financeiras 19 (302.332) (335.330) (555.534) (728.364) Variação cambial, líquida 19 (25.591) 696.096 (96.436) 844.946 Ganhos (Perdas) com derivativos, líquido 19 1.019 16.762 2.468 (16.286)
LUCRO (PREJUÍZO) ANTES DOS IMPOSTOS 992.461 (410.250) 1.687.145 (463.522)
Imposto de renda e contribuição social
Corrente 6 (200.400) (140.814) (386.364) (85.120) Diferido 6 63.908 221.969 127.932 254.546
LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO DO PERÍODO 855.969 (329.095) 1.428.713 (294.096)
ATRIBUÍDO A:
Participação dos acionistas controladores 733.056 (266.060) 1.237.321 (177.628) Participação dos acionistas não-controladores 122.913 (63.035) 191.392 (116.468) 855.969 (329.095) 1.428.713 (294.096) Lucro básico por ação - ordinária e preferencial 15 0,52 (0,19) 0,87 (0,13) Lucro diluído por ação - ordinária e preferencial 15 0,52 (0,19) 0,87 (0,13) As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas
* Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 4 de agosto de 2010
GERDAU S.A. e empresas controladas
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ABRANGENTES CONSOLIDADOS CONDENSADOS (Valores expressos em milhares de reais)
30/06/2010* 30/06/2009* 30/06/2010* 30/06/2009* Lucro (Prejuízo) líquido apurado na demonstração consolidada dos resultados 855.969 (329.095) 1.428.713 (294.096) Ganhos (Perdas) atuariais líquidos não realizados com plano de pensão de benefício definido, bruto de
impostos de R$ (11.514) - - - (33.445)
Ajustes cumulativos de conversão para moeda estrangeira (124.629) (2.667.487) 60.082 (3.125.531) Ganhos (Perdas) não realizados em hedge de investimento líquido (30.750) 545.400 (90.450) 578.100 Coberturas de fluxo de caixa:
Ganhos (Perdas) não realizados, brutos de impostos de R$ (252), R$ 39.334, R$ (13.247)
e R$ 68.194, respectivamente (993) 109.341 (34.922) 184.771 Menos: ajustes de reclassificação para ganhos incluídos no resultado, bruto de impostos de R$ 5.276
e R$ 5.571, respectivamente 18.981 17.988 - 109.341 19.874 (15.048) - 184.771 Ganhos (Perdas) não realizados em ativos financeiros disponíveis para venda, brutos de impostos de
R$ 31, R$ 140, R$ (55) e R$ 5.680, respectivamente 88 425 (192) 17.213 Imposto de renda relacionado aos componentes dos resultados abrangentes (5.055) (39.474) 7.731 (62.360)
Resultado abrangente para o período, líquido de impostos 713.611 (2.380.890) 1.390.836 (2.735.348)
Total do resultado abrangente atribuído a:
Participação dos acionistas controladores 537.514 (1.790.378) 1.138.601 (1.950.190) Participação dos acionistas não-controladores 176.097 (590.512) 252.235 (785.158) 713.611 (2.380.890) 1.390.836 (2.735.348) As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas
* Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 4 de agosto de 2010
GERDAU S.A. e empresas controladas
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADAS CONDENSADAS (Valores expressos em milhares de reais)
Total da Participação
participação dos Total do
controladores Patrimônio Líquido
Capital social Ações em tesouraria Reserva legal Plano de opções de ações Lucros acumulados Ganhos e perdas em ativos financeiros disponíveis para venda Ganhos e perdas em hedge de Investimento líquido Ganhos e perdas em coberturas de fluxo de caixa Ajustes cumulativos de conversão para moeda estrangeira Saldo em 01/01/2009 14.184.805 (122.820) 144.062 1.426 4.841.602 (9.452) (634.050) (117.063) 1.877.992 20.166.502 4.877.076 25.043.578
Alterações no Patrimônio Líquido em 2009
Prejuízo líquido do período - - - - (177.628) - - - - (177.628) (116.468) (294.096)
Outros resultados abrangentes reconhecidos no período - - - - (14.128) 10.881 578.100 44.542 (2.391.957) (1.772.562) (668.690) (2.441.252) Total dos resultados abrangentes reconhecidos no período - - - - (191.756) 10.881 578.100 44.542 (2.391.957) (1.950.190) (785.158) (2.735.348)
Despesa com plano de opções de ações reconhecida no período - - - 5.017 - - - 5.017 - 5.017
Opções de ações exercidas durante o período - 3.593 - (1.697) - - - 1.896 - 1.896
Dividendos/juros sobre o capital próprio - - - - (56.816) - - - - (56.816) (37.192) (94.008)
Efeitos de acionistas não-controladores sobre entidades consolidadas - - - - 888 - - - - 888 72.748 73.636
Efeito da aplicação do IAS 29 - Economias Hiperinflacionárias - - - - 31.264 - - - - 31.264 612 31.876
Opções por compra de ações - - - 28.983 28.983
Saldo em 30/06/2009 14.184.805 (119.227) 144.062 4.746 4.625.182 1.429 (55.950) (72.521) (513.965) 18.198.561 4.157.069 22.355.630
Saldo em 01/01/2010 14.184.805 (124.685) 200.205 9.018 5.578.045 1.952 259.650 (22.147) (1.579.370) 18.507.473 3.497.320 22.004.793
Alterações no Patrimônio Líquido em 2010
Lucro líquido do período - - - - 1.237.321 - - - - 1.237.321 191.392 1.428.713
Outros resultados abrangentes reconhecidos no período - - - (126) (90.450) (2.124) (6.020) (98.720) 60.843 (37.877) Total dos resultados abrangentes reconhecidos no período - - - - 1.237.321 (126) (90.450) (2.124) (6.020) 1.138.601 252.235 1.390.836
Despesa com plano de opções de ações reconhecida no período - - - 6.820 - - - 6.820 - 6.820
Opções de ações exercidas durante o exercício - 3.786 - (1.199) - - - 2.587 - 2.587
Dividendos/juros sobre o capital próprio - - - - (170.297) - - - - (170.297) (31.768) (202.065)
Efeito de acionistas não-controladores sobre entidades consolidadas - - - - (7.384) - - - - (7.384) 59.293 51.909
Opções por compra de ações - - - 17.613 17.613
Ações em tesouraria - (44.620) - - - (44.620) - (44.620)
Saldo em 30/06/2010 14.184.805 (165.519) 200.205 14.639 6.637.685 1.826 169.200 (24.271) (1.585.390) 19.433.180 3.794.693 23.227.873
As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas * Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 4 de agosto de 2010
Atribuído à participação dos acionistas controladores
dos acionistas não-controladores Outras reservas
GERDAU S.A. e empresas controladas
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIX A C ON SOLID ADOS CONDENSADOS (Valores expressos em milhares de reais)
Nota 30/06/2010* 30/06/2009*
Fluxo de caixa da atividade operacional
Lucro (Prejuízo) líquido do período 1.428.713 (294.096)
Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao fluxo de caixa das atividades operacionais:
Deprec iação e amortização 18 931.841 916.863
Perdas pela não recuperabilidade de ativos - 1.080.063
Equivalência patrimonial 17 (61.228) 120.716
Variação ca mbial, líquida 19 96.436 (844.946)
Perdas/Ganhos com derivativos, líquido 19 (2.468) 16.286
Benefícios pós-emprego 6.712 96.046
Remuneração baseada em ações 24.909 5.017
Imposto de renda e contribuição social 6 258.432 (169.426)
Ganho na alienação de imobilizado e investimento (2.842) (10.913)
(Reversão) P rovisão de créditos de liquidação duvidosa (494) 26.854
Provisão de passivos tributários, cíveis e trabalhistas 107.559 11.620
Receita de juros de aplicações financeiras e outras receitas financeiras (101.484) (140.771)
Despesa de juros sobre dívidas financeiras 19 427.056 562.707
Reversão de ajuste ao valor de mercado (49.603) (64.434)
3.063.539 1.311.586
Variação de ativos e passivos:
(Aumento) Redução de contas a receber (944.107) 312.674
(Aumento) Redução de estoques (1.354.712) 3.505.028
Aumento (Re dução) de fornecedores 600.885 (839.012)
(Aumento) Redução de outros ativos (57.012) 106.673
Aumento (Re dução) de outros passivos 76.391 (493.883)
Distribuição de empresas de controle compartilhado 41.890 938
Aplicações financeiras de títulos para negociação (51.381) (1.118.185)
Resgate de aplicações financeiras de títulos para negociação 802.247 1.385.768
Caixa gerado pelas atividades op eracion ais 2.177.740 4.171.587
Pagamento de juros de empréstimos e financiamentos (157.023) (558.569)
Pagamento de imposto de renda e contribuição social (260.204) (136.539)
Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 1.760.513 3.476.479
Fluxo de caixa das atividades de investimento
Adições de imobilizado (453.583) (807.134)
Recebimento pela venda de imobilizado, investimento e íntangíveis 4.854 30.493
Adições de outros ativos intangíve is (2.534) (84.430)
Pagamentos na aquisição de empresas, líquidos do caixa adquirido - (4.200)
Aplicações financeiras de títulos disponíveis para venda (520.819) (992.933)
Resgate de aplicações financeiras de títulos disponíveis para venda 189.510 871.034
Caixa líquido aplicado nas ativid ad es de investimento (782.572) (987.170)
Fluxo de caixa das atividades de financiamentos
Compras de ações em tesouraria (44.620) -
Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos (721.265) (106.633)
Pagamentos de custos de empréstimos e financiamentos (2.987) (37.200)
Empréstimos e financiamentos obtidos 914.866 1.949.294
Pagamentos de empréstimos e financiamentos (1.328.791) (2.930.508)
Financiamentos com empresas ligadas, líquido 591 (214.916)
Caixa líquido aplicado nas ativid ad es de financiamentos (1.182.206) (1.339.963)
Efeito de variação cambial sobre o caixa e equivalentes de caixa (12.410) (191.972)
(Redução) Aumento do caixa e equivalentes de caixa (216.675) 957.374
Caixa e equivalentes de caixa no início do período 2.091.944 2.026.609
Caixa e equivalentes de caixa no final do período 1.875.269 2.983.983
As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas * Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 4 de agosto de 2010
GERDAU S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERINAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E DE 2009
(Valores expressos em milhares de reais, exceto quando especificado)
Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 04 de agosto de 2010
NOTA 1 -INFORMAÇÕES GERAIS
Gerdau S.A. é uma sociedade anônima de capital aberto, com sede no Rio de Janeiro, capital, empresa holding integrante do Grupo Gerdau, dedicado, principalmente, à produção e à comercialização de produtos siderúrgicos em geral, através de usinas localizadas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Peru, República Dominicana, Uruguai, Venezuela, Estados Unidos, Canadá, Espanha e Índia. O Grupo Gerdau iniciou sua trajetória de expansão há mais de um século, sendo um dos principais players no processo de consolidação do setor siderúrgico global. Produz aços longos comuns e especiais e aços planos, principalmente por meio do processo de produção em fornos elétricos, a partir de sucata e ferro-gusa adquiridos, em sua maior parte, na região de atuação de cada usina (conceito de mini-mill), bem como produzindo aço a partir de minério de ferro (em altos-fornos e via redução direta). Seus produtos atendem os setores de construção civil, indústria, automotivo e agropecuário.
As Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas da Gerdau S.A. e empresas controladas (em conjunto, a “Companhia”) foram aprovadas pelo Comitê de Divulgação em 04/08/2010.
NOTA 2 -RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS 2.1 – Base de apresentação
As Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas da Companhia foram preparadas para os períodos de três e seis meses findos em 30/06/2010 e estão de acordo com International
Accounting Standards (IAS) No 34, que trata dos relatórios contábeis interinos condensados. Estas Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas devem ser lidas em conjunto com as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Gerdau S.A. e empresas controladas, de 31 de dezembro de 2009, as quais foram preparadas de acordo com International Financial Reporting Standards (IFRS), conforme emitidos pelo IASB.
A preparação das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas de acordo com o IAS 34 requer o uso de certas estimativas contábeis por parte da Administração da Companhia. As Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas foram preparadas utilizando o custo histórico como base de valor, exceto pela valorização de certos ativos não-circulantes e instrumentos financeiros.
As mesmas políticas contábeis e métodos de cálculo foram seguidos nestas Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas, tais como foram aplicadas nas Demonstrações Financeiras Consolidadas de 31 de dezembro de 2009, exceto pelo impacto da adoção de normas e interpretações de normas descritas a seguir.
2.2 – Novos IFRS e interpretações do IFRIC (Comitê de interpretação de informação financeira do IASB)
Alguns novos procedimentos contábeis do IASB e interpretações do IFRIC foram publicados e/ou revisados e têm a sua adoção opcional ou obrigatória para o período iniciado em 01/01/2010. Segue abaixo a avaliação da Companhia dos impactos destas novas normas e interpretações:
GERDAU S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERINAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E DE 2009
(Valores expressos em milhares de reais, exceto quando especificado)
Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 04 de agosto de 2010
IAS 27 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Investimentos em Subsidiárias
(Consolidated and Separate Financial Statements)
Em janeiro de 2008, o IASB emitiu uma versão revisada da norma IAS 27, sendo que as alterações são relacionadas principalmente a contabilização da participação de não controladores e a perda de controle em uma subsidiária. Estas alterações são efetivas para exercícios anuais iniciados em/ou após 01/07/2009. A norma revisada resultou em alterações nas políticas contábeis da Companhia referentes a aumentos ou reduções de participações em suas controladas. Em anos anteriores, na ausência de requerimentos específicos no IFRS, aumentos de participações em controladas eram tratados da mesma maneira como aquisições de novas controladas, com o ágio ou deságio sendo reconhecido conforme apropriado. O impacto da redução de participação em controladas que não resultava em perda de controle (sendo a diferença entre o preço recebido e o montante da participação nos ativos líquidos baixados) era reconhecido no resultado do período. Segundo o IAS 27 (2008), todo aumento ou redução em tais participações é reconhecido no patrimônio líquido e não impacta o ágio ou o resultado. Quando o controle de uma subsidiária é perdido, como resultado de uma transação, evento ou outra circunstância, a norma revisada requer que a Companhia passe a não mais consolidar os ativos, passivos e participações de não controladores. Qualquer participação ainda detida na antiga controlada é reconhecida pelo seu valor justo na data em que o controle for perdido. Um ganho ou perda na perda do controle é reconhecido no resultado como a diferença entre os valores, se existirem, e estes ajustes. A adoção desta alteração é esperada para afetar a contabilização de alterações nas participações detidas em períodos contábeis futuros, mas os impactos serão determinados somente quando eventuais futuras transações ocorrerem.
IFRS 3 – Combinação de negócios (Business Combinations)
Em janeiro de 2008, o IASB emitiu uma versão revisada da norma IFRS 3, a qual trata do reconhecimento e mensuração nas demonstrações financeiras dos ativos adquiridos, passivos assumidos e participação de acionistas não-controladores, além do ágio originado em uma combinação de negócios e divulgações relacionadas ao assunto, sendo que as alterações são efetivas para exercícios anuais iniciados em/ou após 01/07/2009. A adoção destas alterações é também esperada que afete a contabilização de combinações de negócios em futuros períodos, mas o impacto somente poderá ser mensurado quando futuras aquisições ocorrerem.
IAS 39 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e mensuração (Financial Instruments:
Recognition and Measurement)
Em julho de 2008, o IASB emitiu uma revisão da norma IAS 39, a qual trata de itens elegíveis para
hedge. A alteração é efetiva para exercícios anuais iniciados em/ou após 01/07/2009. A revisão da
norma não impactou as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia.
IAS 39 e IFRIC 9 (Embedded Derivatives)
Em março de 2009, o IASB emitiu alterações na norma IAS 39 e interpretação IFRIC 9, as quais tratam de aspectos relacionados ao reconhecimento de derivativos. A entidade deve aplicar esta alteração para exercícios anuais findos em/ou após 30/06/2009. As alterações desta norma e interpretação não impactaram as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia.
GERDAU S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERINAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E DE 2009
(Valores expressos em milhares de reais, exceto quando especificado)
Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 04 de agosto de 2010
Melhoria anual das IFRS de abril de 2009
Em abril de 2009, o IASB emitiu uma revisão das normas IFRS 2, IFRS 5, IFRS 8, IAS 1, IAS 7, IAS 17, IAS 18, IAS 36, IAS 38, IAS 39, IFRIC 9 e IFRIC 16. As alterações das normas IFRS 2 e IAS 38 e interpretações IFRIC 9 e IFRIC 16 são efetivas para períodos anuais iniciando em/ou após 01/07/2009. As demais alterações de normas são efetivas para períodos anuais iniciando em/ou após 01/01/2010. As alterações destas normas e interpretações não impactaram as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia.
IFRS 2 – Pagamento baseado em ações (Share-based Payment)
Em junho de 2009, o IASB emitiu uma revisão da norma IFRS 2, a qual trata de pagamentos baseados em ações com liquidação em caixa ou outros ativos, ou pela emissão de instrumentos patrimoniais. A alteração desta norma é efetiva para períodos anuais iniciando em/ou após 01/01/2010. As alterações desta norma não impactaram as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia.
IFRS 1 – Isenções adicionais para entidades que adotam o IFRS pela primeira vez (Additional
Exemptions for First-time adopters)
Em julho de 2009, o IASB emitiu uma revisão da norma IFRS 1, a qual trata de isenções adicionais que podem ser utilizadas por entidades que adotam o IFRS pela primeira vez. A alteração desta norma é efetiva para períodos anuais iniciando em/ou após 01/01/2010. Em virtude da Companhia já ter adotado o IFRS, esta alteração da norma não impactou as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia.
IAS 32 – Classificação de direitos de emissão: Alteração do IAS 32 (IFRS Classification of Rights
Issues: Amendment to IAS 32)
Em outubro de 2009, o IASB emitiu uma revisão da norma IAS 32, a qual trata de contratos que serão ou poderão ser liquidados através de instrumentos patrimoniais da entidade e estabelece que direitos, opções ou garantias para adquirir uma quantidade fixa de ações de uma entidade por um montante fixo em alguma moeda são instrumentos patrimoniais. A alteração desta norma é efetiva para períodos anuais iniciando em/ou após 01/02/2010. A Companhia entende que as alterações desta norma não impactarão suas Demonstrações Financeiras Consolidadas.
IFRIC 17 – Distribuição de Ativos não caixa para os controladores (Distributions of Non-cash
Assets to Owners)
Em novembro de 2008, o IFRIC emitiu a Interpretação 17, a qual trata da distribuição de ativos não caixa para os controladores. A entidade deve aplicar esta Interpretação para exercícios anuais iniciando em/ou após 01/07/2009, sendo permitida a adoção antecipada. A adoção desta Interpretação não impactou as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia.
GERDAU S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERINAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E DE 2009
(Valores expressos em milhares de reais, exceto quando especificado)
Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 04 de agosto de 2010
Em janeiro de 2009, o IFRIC emitiu a Interpretação 18, a qual trata da transferência de ativos de clientes para a empresa. A entidade deve aplicar esta Interpretação prospectivamente para ativos de clientes recebidos de clientes em/ou após 01/07/2009, sendo permitida a adoção antecipada. A adoção desta Interpretação não impactou as Demonstrações Financeiras Consolidadas da Companhia.
Normas e interpretações de normas ainda não vigentes
IFRS 1 e IFRS 7 – Isenções limitadas de divulgações comparativas do IFRS 7 para entidades que adotam IFRS pela primeira vez (Limited Exemption from Comparative IFRS 7 Disclosures for
First-time Adopters)
Em janeiro de 2010, o IASB emitiu alterações no IFRS 1 e IFRS 7, as quais abordam aspectos de divulgação de informações comparativas de instrumentos financeiros. Estas alterações são efetivas para períodos anuais iniciando em/ou após 01/07/2010. A Companhia entende que as alterações desta interpretação não impactarão suas Demonstrações Financeiras Consolidadas.
IFRS 9 – Instrumentos financeiros (Financial Instruments)
Em novembro de 2009, o IASB emitiu a norma IFRS 9, a qual tem o objetivo de substituir a norma IAS 39 – Instrumentos financeiros: Reconhecimento e mensuração, ao longo de três fases. Esta norma representa a primeira parte da fase 1 de substituição do IAS 39 e aborda a classificação e mensuração de ativos financeiros. Esta norma é efetiva para períodos anuais iniciando em/ou após 01/01/2013. A Companhia está avaliando os efeitos oriundos da aplicação desta norma e eventuais diferenças em relação ao IAS 39.
IFRIC 19 – Liquidando passivos financeiros com instrumentos de patrimônio (Extinguishing
Financial Liabilities with Equity Instruments)
Em novembro de 2009, o IFRIC emitiu a interpretação 19, a qual trata da emissão de instrumentos patrimoniais por uma entidade para seu credor com o objetivo de liquidar passivos financeiros. Esta interpretação é efetiva para períodos anuais iniciando em/ou após 01/07/2010. A Companhia entende que a adoção desta Interpretação não impactará as suas Demonstrações Financeiras Consolidadas.
IFRIC 14 – Pagamentos antecipados de requerimento mínimos de provimento de fundos – Alterações no IFRIC 14 (Prepayments of a Minimum Funding Requirement – Amendments to
IFRIC 14)
Em novembro de 2009, o IFRIC emitiu alterações na interpretação 14, a qual são aplicáveis em limitadas circunstâncias quando uma entidade é sujeita a requerimentos mínimos de provimento de fundos e efetua um pagamento antecipado de contribuições para cobrir estes requerimentos. Estas alterações são efetivas para períodos anuais iniciando em/ou após 01/01/2011. A Companhia entende que as alterações desta interpretação não impactarão suas Demonstrações Financeiras Consolidadas.
GERDAU S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERINAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E DE 2009
(Valores expressos em milhares de reais, exceto quando especificado)
Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 04 de agosto de 2010
Em novembro de 2009, o IASB emitiu uma revisão da norma IAS 24, a qual trata da divulgação de transação com partes relacionadas e relacionamentos entre controladoras e controladas. A alteração desta norma é efetiva para períodos anuais iniciando em/ou após 01/01/2011. A Companhia entende que as alterações desta norma não impactarão suas Demonstrações Financeiras Consolidadas.
Melhoria anual das IFRS de maio de 2010
Em maio de 2010, o IASB emitiu uma revisão das normas IFRS 1, IFRS 3, IFRS 7, IAS 1, IAS 27, IAS 34 e IFRIC 13. A alteração da norma IFRS 3 é efetiva para períodos anuais iniciando em/ou após 01/07/2010. As demais alterações de normas são efetivas para períodos anuais iniciando em/ou após 01/01/2011. A Companhia está avaliando o impacto da adoção destas alterações de normas em suas Demonstrações Financeiras Consolidadas.
NOTA 3 -DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERINAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS
As Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas Condensadas incluem a Gerdau S.A. e suas subsidiárias majoritariamente detidas.
3.1 - Empresas controladas
A Companhia não apresentou alterações relevantes de participações em empresas controladas no período findo em 30/06/2010.
3.2 - Empresas com controle compartilhado
A Companhia não apresentou alterações de participações em empresas com controle compartilhado no período findo em 30/06/2010.
3.3 - Empresas associadas
A Companhia não apresentou alterações de participações em empresas associadas no período findo em 30/06/2010.
NOTA 4 – APLICAÇÕES FINANCEIRAS Títulos para negociação
Aplicações financeiras em títulos para negociação incluem Certificados de Depósitos Bancários - CDB e investimentos em títulos e valores mobiliários, os quais são registrados pelo seu valor justo. A receita gerada por estes investimentos é registrada como receita financeira. Em 30/06/2010 a Companhia mantinha R$ 1.993.705 (R$ 2.619.418 em 31/12/2009) em títulos para negociação.
GERDAU S.A. E EMPRESAS CONTROLADAS
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERINAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E DE 2009
(Valores expressos em milhares de reais, exceto quando especificado)
Revisadas pelo auditor independente na extensão descrita no relatório de 04 de agosto de 2010
Em 30/06/2010 a Companhia mantinha R$ 401.528 (R$ 58.296 em 31/12/2009) em títulos disponíveis para venda no ativo circulante e R$ 46.832 (R$ 49.690 em 31/12/2009) no ativo não-circulante, líquidos de provisão para perdas.
Gerdau Ameristeel
A subsidiária Gerdau Ameristeel investe o excesso de caixa em aplicações de curto prazo categorizadas como disponíveis para venda, as quais são registradas a valor de mercado. Em 30/06/2010 haviam R$ 360.183 aplicados nesses títulos.
Em anos anteriores, a subsidiária Gerdau Ameristeel investiu excesso de caixa em obrigações de dívida com taxa de juros variáveis e classificados como grau de investimento, conhecidos como
Auction Rate Securities, os quais são caracterizados como títulos disponíveis para venda. Em
30/06/2010, a Gerdau Ameristeel mantinha US$ 26 milhões (R$ 46,8 milhões) em investimentos desta natureza. Durante os últimos meses, estes títulos não puderam ser vendidos, pois as ordens de vendas superaram as ordens de compras. Como resultado deste evento, a Gerdau Ameristeel não tem condições de liquidar estas aplicações até que um futuro leilão tenha sucesso, o emissor decida resgatar os títulos ou os títulos atinjam seu prazo de resgate em 2025. Embora a Gerdau Ameristeel tenha a intenção de liquidar estes investimentos quando o mercado retorne a ter liquidez, a Gerdau Ameristeel reclassificou estes investimentos do ativo circulante para o ativo não-circulante. Devido à falta de transações similares no mercado para a mensuração do valor deste investimento, a Gerdau Ameristeel utiliza métodos de avaliação que incluem fluxos de caixa projetados e transações similares. Em 30/06/2010, como resultado desta análise e de outros fatores de redução da recuperabilidade de ativos, a Gerdau Ameristeel não registrou nenhuma perda na conta de “Despesa financeira” comparativamente ao mesmo período em 2009. Estes títulos continuarão sendo analisados a cada trimestre a fim de que novas possíveis deteriorações sejam registradas e também para garantir uma correta classificação no balanço patrimonial.
Outros títulos disponíveis para venda
Em 30/06/2010, outros títulos disponíveis para venda totalizavam R$ 41.345, os quais estão registrados pelo valor justo e correspondem substancialmente a títulos e valores mobiliários detidos pela Gerdau MacSteel (Money Market Funds), no valor de US$ 16,4 milhões (R$ 29.604). Estes investimentos são avaliados por cotações de mercado e a intenção da Companhia não é manter estes títulos como investimentos permanentes.
NOTA 5 – ESTOQUES 30/06/2010 31/12/2009 Produtos prontos 2.597.751 1.975.003 Produtos em elaboração 1.488.597 1.258.384 Matérias-primas 1.600.977 1.213.984 Materiais de almoxarifado 1.065.657 1.058.746 Adiantamento a fornecedores 207.484 214.467 Importações em andamento 322.804 181.330 (-) Provisão p/ ajuste ao valor de mercado (102.222) (150.321)