G
EOTECNIA
Aplicada ao
P
LANEJAMENTO
Urbano Ambiental
EN 4114 - Aula 5
CONCEITOS
BÁSICOS
Santos,SP, 1928 – 80 mortos
CARAGUATATUBA, 1967 – 480 mortos?
SERRA DAS ARARAS – RJ – RODOVIA DUTRA, 1967 – 1700 mortos
Vale do Paraíba do Sul(MG/RJ) - Dezembro de 1948 – 250 mortos
A ocupação do território brasileiro e a construção dos espaços urbanos e da
infraestrutura foram marcados por
grandes desastres
A cultura nacional reserva
pouco
espaço para amemóri
a
destes desastres e incorpora muito poucas atitudes deprecaução
As características da apropriação fundiária e a enorme
desigualdade social no Brasil resultaram na forte presença
de irregularidades no desenvolvimento territorial
40% a 50% da população das grandes cidades
brasileiras vivem na informalidade
Segundo o Censo 2010, cerca de 11,5 milhões de habitantes,
residiam em assentamentos precários e irregulares
Desorganização do espaço
Desconhecimento dos processos geoambientais
Adensamento/ precariedade/ falta de infraestrutura
Risco da exclusão social
Grandes desastres recentes tornaram
o risco de novas ocorrências
Crescimento econômico e social do país demanda medidas para sustentabilidade
O foco se desloca do desastre para o risco:
conhecimento das ameaças e das vulnerabilidades
prevenção da instalação de novas situações de risco
O foco se amplia
da favela
para
todo o território:
A Lei 12608/2012
PPA 2012-2015
Mapa de suscetibilidade
Carta geotécnica de aptidão à urbanização
Como associar o
conhecimento
ao
planejamento
e
controle
do
desenvolvimento
territorial?
RISCO AMBIENTAL URBANO
condição potencial da ocorrência de um acidente que
possa causar perda ou dano a uma população
(pessoas, estruturas físicas ou sistemas produtivos)
ou segmento desta,
em função de degradação ou disfunção do ambiente
urbano
VEYRET, Yvette (org.). Os riscos: o homem como agressor e vítima do meio ambiente. São Paulo: Contexto, 2007
“O risco, objeto social, define-se como
a
percepção do perigo
, da catástrofe possível.
Ele existe apenas em relação a um indivíduo e a
um grupo social ou profissional, uma
comunidade, uma sociedade que o
apreende
por meio de
representações mentais
e com
ele convive por meio de
práticas específicas
”
VEYRET, Yvette (org.). Os riscos: o homem como agressor e vítima do meio ambiente. São Paulo: Contexto, 2007
“Não há risco sem uma população ou indivíduo
que o
perceba
e que poderia sofrer seus
efeitos
.
Correm-se riscos, que são assumidos, recusados,
estimados, avaliados, calculados.
O risco é a tradução de uma ameaça, de um
perigo para aquele que está
sujeito
a ele e o
R
= P (ƒA) * C (ƒ V)*g
-1
onde um determinado nível de
risco
R
representa
R =
P
(ƒA) * C (ƒ V ) *g
-1
R = P (ƒ
A
) * C (ƒ V ) *g
-1
RISCOS SOCIAIS
Violência urbana, criminalidade,
desemprego, desabrigamento, fome, etc.
RISCOS AMBIENTAIS
RISCOS URBANOS
Possibilidade de interferência da sociedade humana na ocorrência e na prevenção
RISCOS SÓCIO-NATURAIS RISCOS NATURAIS RISCOS TECNOLÓGICOS RISCOS AMBIENTAIS
RISCOS URBANOS
Possibilidade de interferência da sociedade humana na ocorrência e na prevenção
RISCOS
NATURAIS
Associados a processos geológico-geomórficos:
Sismos, escorregamentos e processos correlatos, erosão, assoreamento, subsidências e colapsos de solo em áreas cársticas, expansividade e colapsividade dos solos.
Associados a processos hidrológicos Enchentes e inundações Associados a processos atmosféricos:
Raios, frio extremo, vendavais,
tem-pestades, granizo, ressacas marinhas fortes, seca.
Relacionados à interação entre processos hidrológicos e de uso e ocupação do solo: Enchentes, inundações, alagamentos. RISCOS SÓCIO-NATURAIS
Relacionados à interação entre processos geológico-geomórfi-cos e de uso e ocupação do solo:
Escorregamentos e processos correlatos, erosão, assoreamento, subsidências e colapsos de solo em áreas cársticas.
CATEGORIA GRUPO SUBGRUPO TIPO SUBTIPO COBRADE
1.NATURAL
1. GEOLÓGICO
1. Terremoto 1. Tremor de terra 0 1.1.1.1.0 2. Tsunami 0 1.1.1.2.0 2. Emanação vulcânica 0 0 1.1.2.0.0 3. Movimento de massa
1. Quedas, Tombamentos e rolamentos
1. Blocos 1.1.3.1.1 2. Lascas 1.1.3.1.2 3. Matacões 1.1.3.1.3 4. Lajes 1.1.3.1.4 2. Deslizamentos 1. Deslizamentos de solo e ou rocha 1.1.3.2.1 3. Corridas de Massa 1. Solo/Lama 1.1.3.3.1 2. Rocha/Detrito 1.1.3.3.2 4. Subsidências e colapsos 0 1.1.3.4.0 4. Erosão
1. Erosão Costeira/Marinha 0 1.1.4.1.0 2. Erosão de Margem Fluvial 0 1.1.4.2.0 3. Erosão Continental 1. Laminar 1.1.4.3.1 2. Ravinas 1.1.4.3.2 3. Boçorocas 1.1.4.3.3 2.HIDROLÓGICO 1.Inundações 0 0 1.2.1.0.0 2. Enxurradas 0 0 1.2.2.0.0 3. Alagamentos 0 0 1.2.3.0.0 3. METEOROLÓGICO
1. Sistemas de Grande Escala/Escala Regional
1. Ciclones
1. Ventos Costeiros (Mobilidade de Dunas) 1.3.1.1.1 2. Marés de Tempestade (Ressacas) 1.3.1.1.2 2. Frentes Frias/Zonas de Convergência 0 1.3.1.2.0 2. Tempestades 1. Tempestade Local / Convectiva
1. Tornados 1.3.2.1.1 2. Tempestade de Raios 1.3.2.1.2 3. Granizo 1.3.2.1.3 4. Chuvas Intensas 1.3.2.1.4 5. Vendaval 1.3.2.1.5 3. Temperaturas Extremas 1. Onda de Calor 0 1.3.3.1.0 2. Onda de Frio 1. Friagem 1.3.3.2.1 2. Geadas 1.3.3.2.2
4. CLIMATOLÓGICO 1.Seca
1. Estiagem 0 1.4.1.1.0 2. Seca 0 1.4.1.2.0 3. Incêndio Florestal
1. Incêndios em Parques, Áreas de Proteção Ambiental e Áreas de Preservação Permanente Nacionais, Estaduais ou Municipais
1.4.1.3.1 2. Incêndios em áreas não protegidas, com
reflexos na qualidade do ar 1.4.1.3.2 4. Baixa Umidade do Ar 0 1.4.1.4.0
5.BIOLÓGICO
1.Epidemias
1. Doenças infecciosas virais 0 1.5.1.1.0 2. Doenças infecciosas bacterianas 0 1.5.1.2.0 3. Doenças infecciosas parasíticas 0 1.5.1.3.0 4. Doenças infecciosas fúngicas 0 1.5.1.4.0 2. Infestações/Pragas
1. Infestações de animais 0 1.5.2.1.0 2. Infestações de algas 1. Marés vermelhas 1.5.2.2.1 2. Cianobactérias em reservatórios 1.5.2.2.2 3. Outras Infestações 0 1.5.2.3.0 COBRADE Codificação Brasileira de Desastres Instrução Normativa MI Nº 1/2012
CATEGORIA GRUPO SUBGRUPO TIPO SUBTIPO COBRADE
2. TECNOLÓGICO
1.Desastres Relacionados a Substâncias radioativas
1.Desastres siderais com riscos
radioativos 1.Queda de satélite (radionuclídeos) 0 2.1.1.1.0 2. Desastres com substâncias e
equipamentos radioativos de uso em
pesquisas, indústrias e usinas nucleares 1.Fontes radioativas em processos de
produção 0 2.1.2.1.0 3. Desastres relacionados com riscos de
intensa poluição ambiental provocada por resíduos radioativos
1. Outras fontes de liberação de
radionuclídeos para o meio ambiente 0 2.1.3.1.0
2. Desastres Relacionados a Produtos Perigosos
1. Desastres em plantas e distritos industriais, parques e armazenamentos com extravasamento de produtos perigosos
1. Liberação de produtos químicos para a atmosfera causada por
explosão ou incêndio 0 2.2.1.1.0 2. Desastres relacionados à contaminação
da água
1.Liberação de produtos químicos nos
sistemas de água potável 0 2.2.2.1.0 2. Derramamento de produtos
químicos em ambiente lacustre, fluvial
e marinho 0 2.2.2.2.0 3. Desastres Relacionados a Conflitos
Bélicos
1. Liberação produtos químicos e contaminação como conseqüência de ações militares.
0
2.2.3.1.0 4. Desastres relacionados a transporte de
produtos perigosos 1. Transporte rodoviário 0 2.2.4.1.0 2. Transporte ferroviário 0 2.2.4.2.0 3. Transporte aéreo 0 2.2.4.3.0 4. Transporte dutoviário 0 2.2.4.4.0 5. Transporte marítimo 0 2.2.4.5.0 6. Transporte aquaviário 0 2.2.4.6.0 3. Desastres Relacionados a Incêndios Urbanos 1.Incêndios urbanos
1. Incêndios em plantas e distritos
industriais, parques e depósitos. 0 2.3.1.1.0 2. Incêndios em aglomerados residenciais 0 2.3.1.2.0 4. Desastres relacionados a obras civis 1. Colapso de edificações 0 0 2.4.1.0.0 2. Rompimento/colapso de barragens 0 0 2.4.2.0.0 5. Desastres relacionados a transporte de passageiros e cargas não perigosas
1. Transporte rodoviário 0 0 2.5.1.0.0 2. Transporte ferroviário 0 0 2.5.2.0.0 3. Transporte aéreo 0 0 2.5.3.0.0 4. Transporte marítimo 0 0 2.5.4.0.0 5. Transporte aquaviário 0 0 2.5.5.0.0 COBRADE Codificação Brasileira de Desastres Instrução Normativa MI Nº 1/2012
R = P (ƒA) *
C
(ƒ V ) *g
-causando conseqüências C (às pessoas e bens públicos, privados
coletivos),
-
R = P (ƒA) * C (ƒ
V
)
*g
-1
R = P (ƒA) * C (ƒ V ) *
g
-1
-
podendo ser modificado por ações
de gerenciamento.
Conceitos básicos
EVENTO Fenômeno com características, dimensões e localização geográfica registrada no tempo. Exemplos: movimentos de massas, inundações,sismos, vulcanismo, erosão, colapsos
ACIDENTE OU DESASTRE
Evento que produz danos e/ou perdas em vidas humanas,
bens materiais, infraestrutura ou patrimônio ambiental
Conceitos básicos
ACIDENTE
Evento definido ou sequência de eventos fortuitos e não planejados que dão origem a consequência específica e indesejada.
DESASTRE
Uma ruptura grave do funcionamento de uma comunidade ou uma
sociedade envolvendo seres humanos, materiais, prejuízos econômicos ou ambientais e impactos, o que excede a capacidade da comunidade afetada de lidar com o
problema através de seus próprios recursos.
Conceitos básicos
PERIGO
Condição na qual existe potencial de dano a ser
causado por ameaça afetando o meio exposto.
AMEAÇA
Fenômeno ou processo natural ou antrópico com
potencialidade de causar um dano.
Conceitos básicos
SUSCETIBILIDADE Indica a potencialidade de ocorrência de processos naturais e induzidos delimitados no espaço e no tempo. VULNERABILIDADEConjunto de fatores físicos, sociais, ambientais,
econômicos e institucionais que condiciona a magnitude do dano sobre um
determinado meio, exposto a uma determinada ameaça delimitada no espaço e no tempo. Corresponde à
predisposição a sofrer danos ou perdas.
Física (ou locacional) Refere-se à ocupação e ao adensamento populacional de áreas perigosas.
Econômica Existe uma relação inversa entre renda per capita em níveis nacional, regional ou local, e internamente a uma comunidade, e o impacto dos fenômenos físicos extremos, isto é, a pobreza aumenta o risco de desastre.
Social Refere-se ao baixo grau de organização e coesão interna das comunidades em risco, que ficam sem capacidade de prevenir, mitigar ou responder a situações de desastres.
Política Refere-se à falta de autonomia de decisão em níveis regionais, locais e comunitários, além da falta de participação, impedindo uma maior adequação das ações aos problemas diagnosticados.
Técnica Está ligada às técnicas construtivas inadequadas de edificações e de infra-estruturas básicas utilizadas em áreas de risco, sem as medidas devidas de preservação e estabilização.
Ideológica Está relacionada a concepções de mundo e do meio ambiente, em que passividade, fatalismo e prevalência de mitos podem limitar a capacidade de agir adequadamente frente aos riscos.
Cultural Expressa pela identidade das comunidades sem cultura de autodefesa, sofrendo influência dos meios de comunicação, que freqüentemente levam à formação de imagens estereotipadas, transmitindo-lhes informações deturpadas.
Educacional Está associada à ausência completa de programas de educação, desde a formal básica e ambiental, até os formadores de cidadania e de cultura de autodefesa.
Ecológica Relaciona-se a modelos característicos de desenvolvimento e de ocupação do solo, que se fundamentam na dominação por destruição do meio ambiente.
Institucional Reflete-se na obsolescência e rigidez das instituições, especialmente as jurídicas, onde prevalecem a burocracia e os critérios personalistas ou eleitoreiros.
Conceitos básicos
EXPOSIÇÃO
Medida da vulnerabilidade frente a uma ameaça.
RESILIÊNCIA
Capacidade de resistir,
absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre.
Conceitos básicos
RISCO
Probabilidade (ou medida da incerteza) da ocorrência de uma ameaça, delimitada no tempo e espaço e os danos
que poderão ocorrer sobre um meio exposto.
GESTÃO DE RISCOS
Processo social e político através do qual governo e sociedade buscam controlar os processos geradores de risco ou diminuir o risco existente com a intenção de fortalecer os processos de desenvolvimento
sustentável e a segurança integral da população. É um componente da gestão do desenvolvimento e de sua consolidação institucional. É uma estratégia de Estado para garantir a segurança da população e a sustentabilidade do desenvolvimento
econômico e social. Envolve o
planejamento, a execução e a avaliação permanente de políticas, programas e projetos para tais fins.
Processo de
Conhecimento
do Risco
Processo de
Redução
do Risco
Processo de
Manejo dos
Desastres
Preparação para a resposta
Preparação para a recuperação Execução da resposta
Execução da recuperação
Intervenção corretiva ou mitigação dos riscos Intervenção prospectiva ou prevenção dos riscos Proteção financeira ou transferência dos riscos
Identificação e caracterização dos cenários de risco
Análise dos riscos
Monitoramento dos riscos
Conceitos básicos
GESTÃO INTEGRAL DE RISCOS
Aplicação de medidas de planejamento, organização, regulamentação e aplicação de intervenções estruturantes físicas e sociais para impedir ou reduzir os efeitos de fenômenos perigosos sobre a população, os bens, serviços e o ambiente. Envolve necessariamente a participação ativa de diferentes instâncias do estado e da sociedade civil, devendo ser incorporado à cultura da sociedade e ser um dos componentes do processo de desenvolvimento econômico e social (Vargas, 2003).
Conceitos básicos
MITIGAÇÃO
Conjunto de ações destinadas a áreas onde o risco encontra-se instalado e que podem encontra-ser minimizados através de
intervenções estruturantes e de redução da vulnerabilidade, tornando-se espaços mais
seguros para a ocupação.
PREVENÇÃO
Conjunto de ações
direcionadas ao planejamento, monitoramento e controle da ocupação territorial e do uso do solo, evitando desse modo que venham a surgir situações de riscos.
Conceitos básicos
TRANSFERÊNCIA DO RISCO
Representa a transferência para terceiros do impacto econômico negativo de uma ameaça. Esta transferência confere à outra parte a
responsabilidade por seu gerenciamento, mas não elimina os riscos.
Conceitos básicos
SISTEMAS DE ALARME
Conjunto de recursos para informar a comunidade sobre a ocorrência iminente de um evento danoso a partir de
resultado do sistema de alerta.
SISTEMA DE ALERTA
O conjunto de capacidades necessárias para produzir e divulgar informações de alerta em tempo hábil para permitir que indivíduos, comunidades e organizações ameaçadas por um perigo, possa se preparar e agir de forma adequada e com tempo suficiente para reduzir a possibilidade de dano ou perda.
Conceitos básicos
RESPOSTA
Conjunto de ações
desenvolvidas imediatamente após a ocorrência do acidente ou desastre, caracterizadas por atividades de socorro e de assistência às vítimas e reabilitação do cenário de acidente ou desastre, objetivando o restabelecimento das condições de normalidade. RECUPERAÇÃO
Conjunto de ações destinadas ao restabelecimento das
condições de normalidade em uma área afetada por acidente ou desastre.