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(1)

HIGIENE DO PACIENTE

PRÁTICAS DO PROCESSO DO CUIDAR 1 – 4º SEMESTRE

(2)

• Segundo Wanda de Aguiar Horta (pianucci, 2002): • Enfermagem é a ciência e arte de assistir o ser

humano no atendimento de suas ne cessidades básicas, de torná-Io independente dessa

assistência, quando possível, pelo ensino do

autocuidado, de recuperar, manter e promover a saúde em colaboração com outros profissionais.

(3)

• Proporcionar conforto é uma das funções primordiais da Enfermagem.

• O cliente deve ser atendido levando-se em consideração os vários problemas que

apresenta, a fim de proporcionar-lhe melhores cuidados.

(4)

INTRODUÇÃO

• A manutenção da higiene pessoal é necessária para o conforto, segurança e bem-estar de

uma pessoa.

• Embora as pessoas nem sempre sejam capazes de satisfazer às suas próprias

necessidades higiênicas, as pessoas doentes ou fisicamente incapazes de cuidar de si irão precisar de assistência.

(5)

• Diversos fatores pessoais e socio

econômico-culturais, influenciam as práticas de higiene do cliente.

• O cuidado com a higiene exige o contato íntimo com o cliente /paciente .

• A enfermeira (o) deve empregar suas

competências, enquanto realiza a higiene do paciente, para promover um relacionamento terapêutico cuidadoso e usar o tempo com o

cliente para o auto- ensino e entrosamento com o mesmo.

(6)

• Pode-se integrar outras atividades de

enfermagem durante o cuidado higiênico, como o exame do cliente e inspeções,

promover massagem terapêutica , bem como os exercícios de amplitude de movimento, a realização de curativos e o cuidado dos sítios intravenosos.

(7)

• Enquanto fornece a higiene, a enfermeira (o) deve estimular o máximo possível da

independência do cliente, garantir a

privacidade, segurança, transmitir respeito e fomentar o conforto físico do cliente.

(8)

Base de Conhecimento Científico

• O cuidado higiênico adequado exige

compreensão sobre a anatomia e fisiologia da pele, cavidade oral e dos olhos, ouvidos e nariz.

• Enquanto administra a higiene, a enfermeira deve ser capaz de aplicar este conhecimento no

reconhecimento de anormalidades e na

realização da ação apropriada que evite a lesão adicional para os tecidos sensíveis do cliente.

(9)

• As células da pele e mucosa trocam oxigênio, nutrientes e líquidos com os vasos sangüíneos subjacentes.

• As células precisam da nutrição, hidratação e circulação adequadas para resistir à lesão e à doença.

• As boas técnicas de higiene promovem a estrutura e função normais dos tecidos orgânicos.

(10)

• Na presença de condições patológicas do paciente/cliente, a enfermeira (o )deve

adaptar as práticas de higiene, para antecipar as necessidades do cliente e minímizar os efei- tos lesivos.

(11)

A PELE

• A pele é um órgão ativo com as funções de proteção, secreção, excreção, regulação da temperatura e sensação. • Possui três camadas principais: epiderme, derme e tecido subcutâ neo.

(12)

• Além de ser um revestimento, é também uma estrutura complexa que tem como principais funções: receptor sensorial, regulação da

temperatura corporal, equilíbrio eletrolítico e barreira defensiva contra agressões externas.

(13)

• A pele transforma-se em mucosa para revestir os orifícios do sistema respiratório (nariz),

digestório (boca), urogenital (uretra, vagina e ânus) e, junto às estruturas complementares (pêlos, unhas e glândulas), que forma o

sistema tegumentar.

• Para manter a pele sadia, são necessários limpeza e hidratação diária.

(14)

• A pele freqüentemente reflete uma alteração na sua composição por meio de modificações na coloração, espessura, turgor, temperatura e hidratação.

• Enquanto permanecer intacta e saudável, sua função fisiológica será ótima.

(15)

• A higiene corporal proporciona conforto, melhora o estado psicológico, estimula a circulação geral da pele, evita o aparecimento de lesões, previne infecções e elimina a sujidade da pele (suor,

urina, fezes e secreções).

• No momento em que ocorre a higienização do corpo, a equipe de enfermagem, avalia o estado da pele, identificando fatores de risco para o

(16)

• A avaliação de enfermagem é um processo contínuo.

• O enfermeiro deve determinar se o paciente pode suportar os procedimentos de higiene, que podem ser exaustivos.

(17)

FATORES QUE INTERFEREM

• Alguns fatores devem ser levados em

consideração ao se ajudar ou realizar a higiene corporal, pois podem interferir na execução

do procedimento.

• São eles: condições físicas e psicológicas do paciente, estado clínico, hábitos, cultura, idade e ambiente físico apropriado.

(18)

• Preferências pessoais de higiene não afetam a saúde significativamente e podem ser sempre incorporados no plano de assistência.

• O profissional deve preservar a

independência do paciente tanto quanto

possível, garantir a privacidade e favorecer o bem-estar físico.

(19)

Tipos de higiene mais comumente

realizadas

• Higiene Ocular • Higiene Oral

• Higiene do Couro Cabeludo/Cabelos • Higiene Corporal

• Higiene Íntima ou Externa • Tricotomia

(20)

HIGIENE OCULAR

• Ao iniciar a higiene ocular, faz-se necessário que o profissional inspecione cuidadosamente todas as estruturas externas dos olhos.

• É importante uma atenção especial aos pacientes que tenham sido submetidos à cirurgia ocular, apresentem conjuntivite ou irritação ocular externa, resultante do

(21)

• O paciente inconsciente pode necessitar de cuidados dos olhos mais freqüentes.

• As secreções podem acumular-se ao longo da

margem das pálpebras e nos cantos internos dos olhos, quando o reflexo de piscar está ausente ou os olhos não se fecham totalmente.

• Pode ser necessário colocar uma compressa sobre os olhos comprometidos, a fim de evitar secura ou irritação da córnea.

(22)

HIGIENE ORAL

• A higiene oral auxilia a manter o estado sadio da boca, dentes, gengivas e lábios.

• A escovação remove dos dentes partículas de

alimentos, placas e bactérias, massageia as gengivas e atenua o desconforto resultante de odores e gostos desagradáveis.

• Uma higiene oral completa dá uma sensação de bem-estar e, assim, estimula o apetite.

• Os profissionais podem auxiliar os pacientes a manter uma boa higiene oral, ensinando-os as técnicas

corretas ou executando-as efetivamente nos pacientes debilitados ou incapacitados.

(23)

• É importante que o profissional observe e anote presença de lesões e sangramento. Pacientes plaquetopênicos devem ser

orientados a não utilizar escova e fio dental para evitar sangramentos.

(24)

• As próteses dentárias devem ser limpas com a mesma freqüência dos dentes naturais, a fim de evitar

irritações e inflamações nas gengivas.

• Se o paciente é incapaz de retirar suas próprias

próteses, o profissional deve auxiliá-lo, segurando-as entre os dedos polegar e indicador, enrolados em gaze. • Geralmente, as próteses adaptam-se firmemente às

gengivas e ao palato. Pressioná-Ias delicadamente para cima e para baixo geralmente causa a sua liberação.

• O profissional deve sempre guardá-Ias em um

recipiente fechado e etiquetado durante a imersão ou quando não vão ser utilizadas.

(25)

• O grau de assistência requerida pelo paciente para escovar os dentes pode variar. Quando for feita a higiene oral de um paciente inconsciente, o profissional deve protegê-Io contra

engasgamentos e aspirações.

• A higiene oral do paciente entubado deverá ser realizada, no mínimo, seis vezes ao dia para

prevenir infecção. Apresenta por finalidade manter a cavidade oral limpa, evitar a

contaminação da traquéia e prevenir a formação de escaras e lesões da mucosa.

(26)

HIGIENE DO COURO

CABELUDO/CABELOS

• Os cabelos de um paciente imobilizado tornam-se rapidamente emaranhados.

• Os curativos podem deixar sangue coagulado ou soluções antí-séptícas nos cabelos.

• Os cuidados apropriados com os cabelos são

importantes para a aparência pessoal do paciente.

• Dentre estes, vale atentar para a secagem com uso de secador e controle de lavagem dos cabelos.

• Recomendamos que seja realizada a cada três dias ou sempre que necessário.

(27)

HIGIENE CORPORAL

• O banho proporciona bem-estar, estimula a circulação, remove odores, abre os poros,

permite observar melhor o estado da pele do cliente.

• É um recurso de manutenção da integridade da pele.

• Pele íntegra constitui barreira de infecção e lesão dos tecidos.

(28)

TIPOS DE BANHOS

• Aspersão - banho de chuveiro

• No leito - indicado para clientes acamados • Imersão - banho na banheira, com cliente

imerso, exceto a cabeça

• Ablução - banho na banheira ou bacia, em que o cliente se lava jogando pequenas porções de água sobre o corpo.

(29)

• O banho de chuveiro é utilizado em pacientes que estão em condições de realizar o

auto-cuidado.

• Quando um paciente é incapaz de banhar-se ou executar seus próprios cuidados com a pele, o profissional deve fornecer a assistência

necessária.

• A fim de determinar se o paciente necessita de um banho na cama (leito) em vez de um banho de chuveiro, o profissional deve avaliar as

(30)

• O grau de assistência necessitada por um paciente durante o banho pode também depender do seu grau de visão, de sua

habilidade de sentar-se, da força de suas mãos e da amplitude de movimentação das

extremidades.

• Se as funções do paciente estão

comprometidas, é provável que ele necessite de auxílio.

(31)

• Durante e ao final do banho, deve-se inspecionar a pele quanto a limpeza,

hidratação e elasticidade, observar a presença de quaisquer odores remanescentes.

(32)

HIGIENE ÍNTIMA OU EXTERNA

• A higiene íntima é realizada diariamente e sempre que seja necessária:

• Depois de evacuar, depois da realização de um enema, sempre antes de um cateterismo vesical, a cada vez datroca de fralda, entre outras.

• Muitos profissionais ficam embaraçados ao

realizar a higiene íntima, particularmente aos do sexo oposto. Uma atitude profissional e digna pode reduzir o embaraço e deixar o paciente tranqüilo.

(33)

TRICOTOMIA

• E a retirada dos pêlos de determinada área do corpo, por meio mecânico.

• É a raspagem dos pêlo do corpo. • Tem como Finalidade:

• Preparo para procedimentos invasivos, cirúrgicos ou não.

• Facilitar o acesso cirúrgico

• Permitir a fixação de curativos, drenos, cateteres e sondas sem tracionar os pêlos

(34)
(35)

HIGIENE OCULAR

• MATERIAL

• Pacote de gaze

• Soro fisiológico ou água boricada • Luvas de Procedimento

(36)

EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO

• Lavar as mãos • Calçar as luvas

• Umedecer a gaze com soro ou conforme prescrição

• Higienizar o olho, do canto externo para o canto interno, utilizar uma gaze para cada movimento

(37)

HIGIENE ORAL

• MATERIAL – PACIENTE INDEPENDENTE

• Escova de dente • Creme dental

• Fio dental (opcional) • Solução antisséptica • Um copo com água • Cuba rim

(38)

HIGIENE ORAL

• MATERIAL – PACIENTE DEPENDENTE

• Escova de dente/ espátula envolvida em gaze/ swab ou Kit higiene oral descartável

• Solução antisséptica • Um copo com água • Cuba Rim

• Pacote de gaze não estéril • Toalha de rosto

• Sugador ou sonda de aspiração se necessário • Aspirador se necessário

(39)

EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO

• PACIENTE INDEPENDENTE

• Orientar a utilizar o banheiro quando possível • Oferecer o material para higiene

• Colocar-se a disposição • Auxílio se necessário.

(40)

EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO

• PACIENTE DEPENDENTE

• Lavar as mãos

• Calcar as luvas de procedimentos • Reunir todo o material necessário

• Elevara cabeceira do leito, se não for contra-indicado. • Forrar com a toalha o peito do cliente

• Umedecer a escova e/ou espátula com gaze e água • Limpar dentes, gengiva, língua e lábios

• Retirar próteses e proceder à higiene ( quando houver) • Enxaguar a boca

(41)

• Enxugar lábios e face .

• Lubrificar os lábios, se necessário. • Retirar as luvas.

• Deixar a unidade em ordem. • Lavar as mãos.

• Realizar anotações de Enfermagem (procedimento, intercorrências, etc)

(42)

• Observações

• Deve-se estimular e orientar o cliente para realizar a higiene oral sozinho, caso seJa

possível.

• A lubrificação dos lábios não deve ser

realizada com vaselina, pois há muitas queixas de clientes de que ela provoca ardência.

(43)

HIGIENE DO COURO CABELUDO

“Xampu no Leito”

• Material

• Luvas de procedimentos • Água morna

• Sabão liquido neutro (xampu) • Condicionador (se necessário) • Bacia e Jarro

• Toalha de banho

• Dois sacos de lixo de 100 litros ou impermeável • Bolas de algodão

• Pente

(44)

EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO

• Reunir material e lavar as mãos

• Orientar o cliente para o procedimento • Posicionar biombos ao redor da cama • Calçar as luvas de procedimentos

• Retirar o travesseiro, ou colocá-los abaixo dos ombros • Proteger as orelhas com algodão ( se necessário)

• Proteger a cabeceira da cama com o saco de lixo ou impermeável

• Posicionar a cabeça na bacia ou no recipiente apropriado

• Caso não haja bacia ou recipiente, posicionar a cabeça na lateral da cama e envolver os cabelos com o saco de lixo ou

impermeável, de modo que fique semelhante a uma calha por onde a água possa escorrer

(45)

• Posicionar o balde abaixo dessa calha (o balde deve estar em cima de papel toalha ou papel jornal, nunca no chão)

• Testar a temperatura da água contida no jarro • Apoiar a cabeça com uma das mãos

• Usando a água contida no jarro, umedecer os cabelos • Ensaboar e massagear o couro cabeludo e os cabelos,

retirar o sabão, enxaguar, repetir por 2 vezes • Massagear o couro cabeludo e cabelos com

condicionador, retirar o excesso com água, enxaguando • Secar e pentear os cabelos.

(46)

• Observação

• Se possível, secar os cabelos com uso do secador.

(47)
(48)

BANHO DE CHUVEIRO OU ASPERSÃO

• Material

• Luvas de procedimentos (caso precise auxiliar o cliente) • Toalhas de rosto e banho

• Sabão liquido neutro (ou aquele de preferência do cliente) • Chuveiro em boas condições (água morna)

• Material de higiene oral (cuba-rim, copo com água, escova e creme dental)

• Material de uso pessoal (pente ou escova de cabelos, desodorante, cremes etc.),

• Hamper com saco para desprezar roupas sujas, • Banco ou cadeira (se necessário).

(49)

EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO

• Conversar com o cliente sobre o que vai ser feito • Separar o material, deixando a unidade em ordem

• Encaminhar o cliente. Se necessário, apoiá-lo ou levá-lo em cadeira de rodas - de acordo com grau de dependência.

• Dispor no banheiro toalhas, sabonete, roupa, de modo acessível ao cliente.

• Abrir o chuveiro e verificar a temperatura da água

• Sentar o cliente em cadeira ou banquinho (no caso do chuveiro).

• Se ele não tiver condições de permanecer sozinho, acompanhá-lo durante o procedimento.

(50)

• Auxiliar o cliente no que for necessário, estimulando sua participação

• Após o banho, enxugá-lo e ajudá-lo a vestir-se. Manter proteção de acordo com temperatura ambiente, para evitar que se resfrie

• Pentear ou ajudá-lo a pentear os cabelos

• Posicionar no leito ou na poltrona - de acordo com as condições e indicação na prescrição de Enfermagem • Recolher o material e deixar o banheiro e a unidade

em ordem

(51)

Observações

• Em situações em que o cliente se julga apto a permanecer sozinho no banheiro, o profissional deve fazer sua própria avaliação e

negociar com o cliente a permanência - se assim acreditar ser necessário.

• Jamais se deve deixar o cliente sozinho no banheiro a menos que o diagnóstico e as condições clinicas permitam. Por outro lado, essa ação não deve ser impositiva O cliente deve ser orientado a

respeito da necessidade, na ocorrência de resistência, afinal, a segurança do cliente é responsabilidade de quem lhe presta cuidados, nesse caso, da Enfermagem .

• Se for necessário fazer tricotomia em alguma região do corpo (axilas ou barba, por exemplo) é indicado que esse procedimento seja realizado antes do banho, Naqueles clientes mais dependentes pode ser feito no leito.

(52)

BANHO NO LEITO

• MATERIAL • Biombos

• Luvas de procedimentos

• Luvas de banho (uma para lavar, uma para enxaguar, uma para a higiene íntima e/ ou quantas forem necessárias) • Toalha de rosto e banho

• Sabão líquido neutro • Água morna

• Bacias (uma para ensaboar e outra para enxaguar – essa última fica com a pessoa que está auxiliando para enxaguar e enxugar)

(53)

• Balde (para desprezar água suja)

• Jarro (para colocar reserva de água limpa)

• Material de higiene oral (cuba-rim, copo com água, escova, creme dental etc)

• Material para lavagem externa, íntima (comadre, luva de banho ou bolas de algodão) .

• Material de uso pessoal (pente ou escova de cabelos, desodorante, cremes etc.) .

(54)

EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO

• Lavar as mãos

• Reunir todo o material necessário no carrinho de banho, quando houver

• Orientar o cliente para o procedimento • Posicionar os biombos ao redor do leito

• Fechar as janelas para evitar corrente de ar. • Calçar luvas de procedimentos

• Abaixar as grades e a cabeceira da cama, colocando o cliente em posição dorsal horizontal (caso a situação permita)

• Soltar e retirar o excesso de lençóis - manter apenas o lençol de baixo e o lençol de cima

• Retirar o travesseiro e a fronha (mantê-los apenas em caso de dispnéia ou situações em que o cliente sente desconforto

(55)

• Desprezar o excesso de roupas sujas no hamper

• Manter o cliente protegido com lençol, a fim de não deixá-Io exposto

• Testar a temperatura da água no próprio braço

• Proteger o tórax do cliente com uma toalha de rosto • Fazer higiene oral

• Começar o banho lavando o lado do corpo oposto ao seu

• Umedecer a luva de banho na água morna e iniciar lavando e secando os olhos

• Adicionar sabão neutro e lavar rosto, orelhas e pescoço • Lavar e em seguida secar

(56)

• Fazer movimentos rotatórios, da posição mais distal para proximal, durante todo o banho

• Lavar e secar braços. Utiliza-se a toalha de banho para secar o corpo • Mãos devem ser colocadas dentro da bacia e então jogar a água: a

sensação de conforto é maior; depois, deve-se secá-Ias

• Fazer massagem (braços e mãos) com óleo mineral ou hidratante • Lavar e secar o tórax e o abdome

• Proceder à massagem corporal nessas áreas com óleo mineral ou hidratante

• Lavar e secar pernas (iniciar a lavagem dos membros inferiores pelos tornozelos)

• Pés devem ser colocados dentro da bacia e então jogar a água: a sensacão de conforto é maior; depois, deve-se secá-los

(57)

• Proceder à massagem corporal nessas áreas com óleo mineral ou hidratante

• Manter o cliente coberto com o lençol

• Trocar luva de banho (a luva para a higiene íntima deve ser de uso restrito àquela região)

• Colocar o cliente em decúbito lateral e posicionar a comadre • Fazer lavagem externa ou íntima

• Se há condições, o cliente deve fazer a lavagem externa sozinho

• Segurar a comadre e retirá-Ia com cuidado para não derramar o conteúdo no leito

(58)

• Virar o cliente totalmente para o lado e iniciar a lavagem e a secagem do dorso, do quadril e das nádegas

• Fazer massagem com óleo mineral ou hidratante • Manter o cliente coberto e, aproveitando a posição

lateralizada em que está, iniciar a limpeza e/ ou desinfecção concorrente do leito e a troca dos lençóis.

• Virar o cliente para a outra lateral, sobre o lençol limpo. • Finalizar a higienização, como secagem do corpo e

massagem.

• Concluir limpeza e/ ou desinfecção e arrumação do leito • Posicionar o cliente confortavelmente

(59)

• Fazer a troca de lençol de cima (sem descobrir o cliente)

• Vestir a camisola ou o pijama

• Desprezar as roupas sujas no hamper (de cama)

• Pentear os cabelos e oferecer desodorante, se houver • Colocar cobertor e colcha se for o caso

• Deixar a unidade em ordem

• Dar destino ao material utilizado, inclusive biombos. • Retirar luvas e lavar as mãos

(60)

OBSERVAÇÕES

• Durante o procedimento, observar pontos de hiperemia nas proeminências ósseas, o que caracterizaria o aparecimento de úlceras. • Usar coxins para proteção de áreas com

proeminências ósseas.

• Ter o cuidado de devolver à pele do cliente a oleosidade perdida durante o banho. Esta deve ser reposta de modo suave e com massagem. Evitar o excesso de óleo. Também podem ser utilizados os cremes hidratantes.

(61)

• Os biombos podem ser dispensados em casos de clientes que ocupam quartos individuais ou

apartamentos.

• Se o travesseiro não pode ser retirado no início do procedimento como indicado, deve ser

retirado no momento em que se faz a troca do

lençol. Retirar o travesseiro, retirar a fronha, fazer a limpeza e/ou desinfecção e colocar fronha

limpa - retomando-o sob a cabeça do cliente. • Manter o cliente protegido durante todo o

(62)

• Cortar unhas após o banho, se necessário. • O banho no leito deve ser realizado por duas

pessoas, sempre que possível, principalmente em casos em que o cliente tem grau elevado de dependência ou é obeso.

(63)

BANHO DE IMERSÃO

• Para o banho na banheira, mais comum em crianças, a recomendação é ter sempre o

cuidado de seguir as orientações da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar no que diz respeito à limpeza e desinfecção da banheira - necessária a cada cliente.

(64)

• MATERIAL

• Luvas de procedimentos • Toalha de rosto e banho • Sabão líquido neutro

• Chuveiro ou torneira com água morna

• Material de higiene oral (cuba-rim, copo com água, escova e creme dental, etc)

• Material de uso pessoal (pente ou escova de cabelos, desodorante, cremes etc.)

• Hamper com saco para desprezar roupas sujas

(65)

EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO

• Conversar com o cliente sobre o que vai ser feito • Separar o material, deixando a unidade em ordem • Encaminhar o cliente ao banheiro. Se necessário,

apoiá-lo ou levá-Io , Dependendo do grau de dependência

• Dispor toalhas, sabonete, roupa, de modo acessível • Verificar a limpeza e/ou desinfecção da banheira • Encher a banheira e checar a temperatura da água • Posicionar o cliente confortávelmente na banheira. • Segurar em caso de criança

(66)

• Proceder à higiene de todo o corpo iniciando de cima pelos

olhos, tendo cuidado de lavar: rosto, pescoço, cabelos, membros superiores, tórax, abdome, higiene íntima e membros inferiores • Auxiliar o cliente no que for necessário, estimulando sua

participação

• Após o banho, enxugá-lo, ajudá-lo a vestir-se, protegendo-o de acordo com a temperatura ambiente, para evitar que se resfrie • Pentear ou ajudá-lo a pentear os cabelos

• Posicionar o cliente no leito ou na poltrona - de acordo com as condições, idade e indicação na prescrição de Enfermagem

• Recolher o material e deixar o banheiro e a unidade em ordem • Proceder a anotação de Enfermagem.

(67)

BANHO DE ABLUÇÃO

• O banho na banheira ou bacia, em que o

cliente se lava jogando pequenas porções de água sobre o corpo, é chamado banho de

ablução e tem características muito semelhantes às do banho de imersão.

(68)

HIGIENE ÍNTIMA OU EXTERNA

• Material • Jarro

• Protetor plástico ou impermeável • Água morna

• Sabão liquido neutro

• Luvas de procedimentos • Comadre

• Toalha de banho

(69)

EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO

• Lavar as mãos e preparar o material a ser utilizado

• Orientar o cliente quanto ao procedimento • Levar o material necessário para o quarto • Colocar biombos, se necessário

• Posicionar o cliente para a lavagem externa (ginecológica na mulher), (tecnica feminina e masculina descritas a seguir).

(70)

• Proteger o leito com plástico ou material impermeável

• Calçar luvas de procedimentos • Posicionar a comadre no cliente

• Testar a temperatura da água no próprio braço • Despejar água sobre a região e lavar

(71)

MULHER

• Ensaboar os grandes lábios de cima para baixo, iniciando distal até a região perianal

• Desprezar o algodão e enxaguar

• Ensaboar os pequenos lábios de cima para baixo, iniciando pelo lado mais distal até a região perianal; desprezar o algodão e

enxaguar

• Ensaboar o meato uretral com movimentos circulares, desprezar o algodão e enxaguar

• Retirar a comadre e enxugar

• Retirar as luvas de procedimentos, lavar as mãos e fazer anotações

• Observação: Quando a pessoa se utiliza de luvas de banho, deve virar a luva a cada movimento.

(72)

HOMEM

• Ensaboar o corpo do pênis de cima para baixo até a região perianal

• Retrair o prepúcio, fazendo a limpeza da glande e do meato uretral com movimentos circulares

• Enxaguar abundantemente e secar. • Retirar a comadre.

• Enxugar a região.

• Deixar o cliente confortáve e a unidade em ordem. • Retirar as luvas de procedimentos, lavar as mãos e

(73)

TRICOTOMIA

• Material

• Bandeja contendo: • Cuba-rim

• Recipiente com água • Luvas de procedimentos • Aparelho de barbear • Sabão liquido

• Saco plástico para lixo • Papel toalha

• Gaze

• Forro ou pano para proteger a cama • Se necessário:

• Biombo

(74)

EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO

• Explicar ao cliente o que vai ser feito

• Preparar o ambiente: colocar biombo e posicionar a lâmpada auxiliar

• Lavar as mãos

• Trazer o material para junto do cliente

• Prender o saco plástico em local de fácil acesso • Descobrir a área a ser tricotomizada

• Calçar as luvas

• Com o auxílio de gaze, passar o sabão líquido na área determinada (ENSABOAR)

(75)

• Esticar a pele com a mão não dominante e, com cuidado, raspar os pêlos em direção ao seu crescimento, evitando ferir a pele

• Sempre que houver excesso de pêlos no aparelho, retirá-los com auxilio do papel toalha água

• Lavar e secar a região tricotomizada, ou encaminhar o cliente para o banho

• Providenciar a limpeza e a ordem do material, desprezando o barbeador descartável no recipiente para material

perfurocortante • Retirar as luvas • Lavar as mãos

(76)

COLOCAÇÃO E RETIRADA DE

COMADRE E PAPAGAIO

(77)

COMADRE

• Comadre é o nome dado ao recipiente

utilizado para eliminações fecais e urinárias, quando o cliente fica impossibilitado de ir até o banheiro.

(78)

• Material • Comadre

• Papel toalha ou compressa de tecido • Papel higiênico

• Luvas de procedimentos • Biombos (se necessário)

(79)

1° Método

• Certificar-se de que o cliente sabe sobre o procedimento • Lavar as mãos

• Colocar biombos, se necessário

• Trazer a comadre a colocá-Ia sobre a cadeira • Colocar luvas de procedimento

• Dobrar o lençol de cima em leque (triângulo)

• Orientar o cliente para flexionar as pernas e apoiar os pés no leito • Orientar o cliente para erguer o glúteo

• Deslizar a comadre sobre o leito até posicioná-Ia na região glútea • Aguardar que o cliente faça uso da comadre

• Deixá-Io sozinho e colocar a campainha ao seu alcance • Ao final proceder a higiene local

• Recolher o material e deixar a unidade em ordem • Proceder a anotação de Enfermagem.

(80)

2° Método

• Certificar-se de que o cliente sabe sobre o procedimento • Lavas as mãos

• Colocar biombos, se necessário

• Trazer a comadre e colocá-Ia sobre a cadeira • Colocar luvas de procedimentos

• Virar o cliente em decúbito lateral • Ajustar a comadre na região glútea • Virar o cliente sobre a comadre

• Aguardar que o cliente faça uso da comadre

• Deixá-lo sozinho e colocar a campainha ao seu alcance • Ao final proceder a higiene local

• Recolher o material e deixar a unidade em ordem • Proceder a anotação de Enfermagem.

(81)

OBSERVAÇÃO

• O ideal é forrar a cama com impermeável e sobre este colocar a comadre, para não molhar o lençol.

• É necessário forrar a comadre com papel toalha ou

compressa de tecido para evitar o resfriamento da região glútea.

• Colocar a comadre com delicadeza (se possível, acolchoada ou aquecida). Em clima frio, Forrar a comadre com papel toalha ou aquecê-Ia jogando água quente.

• Não deixar a comadre posicionada por muito tempo, pois pode provocar desconforto e dor ao cliente.

• Quando necessário, cercar o leito com biombo.

• Deixar o cliente a sós, exceto em caso grave ou de cliente muito enfraquecido.

(82)

Retirar comadre

• Levar para a unidade do cliente o seguinte material:

• 1 jarro com água • 1 bacia pequena

• Saco plástico para lixo • Papel higiênico

(83)

EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO

• Lavar as mão. • Calçar as luvas .

• Oferecer papel higiênico (colocar depois no saco plástico). • Fazer higiene íntima.

• Retirar a comadre, pela frente ensinando o cliente a levantar o corpo ou virando-o em decúbito lateral.

• Cobrir a comadre e colocá-la na cadeira. • Oferecer água para o cliente lavar as mãos.

• Deixar o cliente confortável e o ambiente em ordem. • Dar destino adequado aos dejetos.

• Desprezar a comadre na unidade conforme rotina. • Tirar as luvas e lavar as mãos.

(84)

• A comadre deve ser transportada coberta. Deve ser colocada e retirada o mais discretamente

possível, Ao retirar a comadre, cobri-la

imediatamente. Sempre que o cliente fizer higiene sozinho, oferecer água e sabão para lavar as

mãos. Observar fezes e urina com atenção, no que diz respeito a volume, consistência, cor, odor,

presença de corpos estranhos. Se o ato de urinar ou evacuar for acompanhado de dor ou esforço demasiado, anotar no prontuário. Após o uso, colocar no hamper os panos protetores da

(85)

PAPAGAIO

• Papagaio é o nome dado ao recipiente

utilizado pelos homens, para a eliminação de urina, também chamado de urinol e ou

(86)

EXECUÇÃO DO PROCEDIMENTO

• Lavar as mãos

• Levar o papagaio para junto do cliente

• Dobrar o lençol de cima em leque (triângulo)

• Entregar o papagaio (se o cliente estiver fraco e impossibilitado, ajuda-lo)

• Deixá-lo sozinho e colocar a campainha ao seu alcance.

• Depois de alguns minutos, trazer uma bacia com água para o cliente lavar as mãos

• Levar papagaio e bacia para despejar seu conteúdo em local apropriado

• Recolher o material e deixar a unidade em ordem • Proceder a anotação de Enfermagem

(87)

OBSERVAÇÕES

• Colocar o papagaio sobre a cadeira, nunca no chão, na mesa de cabeceira. Antes de oferecer o papagaio ao cliente, verificar se ele está em boas condições higiênicas, se não está furado, trincado ou com resto de urina.

Referências

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