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(1)

SISTEMA DE

SISTEMA DE

EMERGÊNCIAS

EMERGÊNCIAS

MÉDICAS

MÉDICAS

Primeiros Socorros Primeiros Socorros

(2)

SUPORTE BÁSICO

DE VIDA: DEFINIÇÃO

 São medidas iniciais e

imediatas aplicadas a uma vítima fora do ambiente hospitalar, executadas por pessoa(s) treinada (s) para realizar a manutenção dos sinais vitais e evitar o agravamento das lesões.

 São cuidados que têm como

objetivo identificar urgências clínicas e/ou traumáticas e manter a vitalidade dos órgãos vitais até a chegada do serviço de urgência ou atendimento avançado.

(3)

EPIDEMIOLOGIA

DAS

URGÊNCIAS/EMERGÊ

NCIAS

 Uma das principais causas de

mortalidade no país, sendo os acidentes os mais frequentes → de setembro a novembro de 2009 foram computados 35.646 atendimentos do total de 39.665 registros de pessoas acolhidas em serviços sentinelas de urgência e emergência (VIVA, MS, 2009).

Principais causas de acidentes

foram as quedas (36,5%) e acidentes de trânsito (24,6%).

(4)

EPIDEMIOLOGIA

DAS

URGÊNCIAS/EMERGÊ

NCIAS

O local mais comum dos acidentes

foi a residência (37,7%), seguido de vias públicas, como ruas e praças (35,5%).

Quanto ao tipo de lesão sofrida, no

geral, as principais foram corte ou laceração (28,4%), torções ou luxação (19,5%) e contusão (18,1%).

 O veículo particular (37,5%), o

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência/SAMU (14%) e as ambulâncias (14%) foram os meios de locomoção mais utilizados pelos acidentados para chegar ao hospital.

(5)

DEFINIÇÕES

IMPORTANTES

Urgência: ocorrência imprevista de agravo à saúde

com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata (CFM, 1995).

Emergência: constatação médica de condições de

agravo à saúde que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, tratamento médico imediato (CFM, 1995).

Problema: dúvidas entre os conceitos.

Utilização apenas do termo “urgência”, para todos

os casos que necessitem de cuidados agudos, tratando de definir o “grau de urgência”, a fim de classificá-las em níveis, tomando como marco ético de avaliação o “imperativo da necessidade humana”.

(6)

CLASSIFICAÇÃO DAS

URGÊNCIAS

O grau de urgência é diretamente

proporcional à gravidade, à quantidade de

recursos necessários para atender o caso e à

pressão social presente na cena do

atendimento e inversamente proporcional ao

tempo necessário para iniciar o tratamento.

(7)

CLASSIFICAÇÃO DAS

URGÊNCIAS EM

NÍVEIS

Nível 1 : Emergência ou Urgência de prioridade

absoluta: casos em que haja risco imediato de vida e/ou a

existência de risco de perda funcional grave, imediato ou secundário.

Nível 2 : Urgência de prioridade moderada:

compreende os casos em que há necessidade de atendimento médico, não necessariamente de imediato, mas dentro de poucas horas.

Nível 3 : Urgência de prioridade baixa: casos em que

há necessidade de uma avaliação médica, mas não há risco de vida ou de perda de funções, podendo aguardar várias horas.

Nível 4 : Urgência de prioridade mínima:

compreendem as situações em que o médico regulador pode proceder a conselhos por telefone, orientar sobre o uso de medicamentos, cuidados gerais e outros encaminhamentos.

(8)

A POLÍTICA NACIONAL DE

ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS –

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

 1998 - Portaria GM/MS n.º 2.923 (investimentos nas áreas

de Assistência Pré-hospitalar Móvel, Assistência Hospitalar, Centrais de Regulação de Urgências e Capacitação de Recursos Humanos).

1999 - Portaria GM/MS n.º 479 (pré-requisitos para o

cadastramento de hospitais que, depois de habilitados, passaram a receber uma valorização no valor das internações realizadas dentro de uma lista pré-determinada de procedimentos considerados de urgência).

 2002 - Portaria GM/MS n.º 2.048 (princípios e diretrizes dos

sistemas estaduais de urgência/emergência, define normas, critérios de funcionamento, classificação e cadastramento dos hospitais de urgência, determina a criação das Coordenações do Sistema Estadual de Urgências.

(9)

A POLÍTICA NACIONAL DE

ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS –

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

2003 - Portaria GM/MS n.º 1.863 publicação da

Política Nacional e Atenção às Urgências →

algumas diretrizes importantes:

 Garantir a universalidade, eqüidade e a integralidade

no atendimento às urgências.

 Consubstanciar as diretrizes de regionalização da

atenção às urgências.

 Desenvolver estratégias promocionais da qualidade

de vida e saúde capazes de prevenir agravos e proteger a vida.

 Fomentar, coordenar e executar projetos estratégicos

na área.

 Contribuir para o desenvolvimento de processos e

métodos de coleta, análise e organização dos resultados das ações e serviços de urgência.

(10)

A POLÍTICA NACIONAL DE

ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS –

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

Integrar o complexo regulador do Sistema Único

de Saúde.

Qualificar a assistência e promover a capacitação

continuada das equipes de saúde do Sistema

Único de Saúde na Atenção às Urgências.

Organização de redes locorregionais de

atenção integral às urgências:

Componente Pré-Hospitalar Fixo: unidades

básicas de saúde e unidades de saúde da família,

equipes de agentes comunitários de saúde,

ambulatórios

especializados,

serviços

de

diagnóstico e terapias, e unidades

não-hospitalares de atendimento às urgências.

(11)

ORGANIZAÇÃO DE REDES DE

ATENÇÃO INTEGRAL ÀS

URGÊNCIAS

Componente Pré-Hospitalar Móvel: Serviço de

Atendimento Móvel de Urgências (SAMU) e os serviços associados de salvamento e resgate, sob regulação médica de urgências e com número único nacional para urgências médicas – 192.

Deve-se ter: um veículo de suporte básico à vida para

cada 100.000 a 150.000 habitantes; e um veículo de suporte avançado à vida para cada 400.000 a 450.000 habitantes.

 Definição de APH (atendimento pré-hospitalar): assistência prestada em um primeiro nível de atenção, aos portadores de quadros agudos, de natureza clínica, traumática ou psiquiátrica, quando ocorre fora do ambiente hospitalar, podendo acarretar seqüelas ou até mesmo levar à morte.

(12)

ORGANIZAÇÃO DE REDES DE

ATENÇÃO INTEGRAL ÀS

URGÊNCIAS

Componente Hospitalar: portas hospitalares de

atenção às urgências das unidades hospitalares gerais e das unidades hospitalares de referência.

Componente Pós-Hospitalar: modalidades de

Atenção Domiciliar, Hospitais-Dia e Projetos de Reabilitação Integral com componente de reabilitação de base comunitária.

Fluxo de atendimento:

Os Serviços de Atendimento Móvel de Urgência

(SAMU 192), acolhem os pedidos de ajuda médica de cidadãos acometidos por agravos agudos à sua saúde, de natureza clínica, psiquiátrica, cirúrgica, traumática, obstétrica e ginecológica, com acesso telefônico gratuito (192), de uso exclusivo das Centrais de Regulação Médica de Urgências do SAMU.

(13)

FLUXO DE ATENDIMENTO

ÀS URGÊNCIAS

Após o acolhimento e identificação dos

chamados, as solicitações são julgadas pelo

médico regulador que classifica o nível de

urgência de cada uma e define qual o recurso

necessário ao seu adequado atendimento, o

que pode envolver desde um simples conselho

médico até o envio de uma Unidade de

Suporte Avançado de Vida ao local ou,

inclusive, o acionamento de outros meios de

apoio, se julgar necessário.

(14)

FLUXO DE ATENDIMENTO ÀS

URGÊNCIAS

Após a avaliação no

local, caso o paciente necessite de retaguarda,

o mesmo será

transportado de forma segura, até aqueles serviços de saúde que possam melhor atender cada paciente naquele momento, respondendo de forma resolutiva às suas necessidades e garantindo a continuidade da atenção inicialmente prestada pelo SAMU.

(15)

FORMAS DE TRANSPORTE

Formas de transporte: (ambulâncias e tripulação)Tipo A — Ambulância de Transporte: veículo destinado ao transporte em decúbito horizontal de

pacientes que não

apresentam risco de vida, para remoções simples e de caráter eletivo. Tripulada por dois profissionais, sendo um o motorista e o outro um técnico ou auxiliar de enfermagem.

(16)

FORMAS DE TRANSPORTE

Tipo B - Ambulância de

Suporte Básico: veículo destinado ao transporte inter-hospitalar de pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, não classificado com potencial de necessitar de intervenção médica no local e/ou durante transporte até o serviço de destino. Tripulada por dois profissionais, sendo um o motorista e um técnico ou auxiliar de enfermagem.

(17)

FORMAS DE TRANSPORTE

Tipo C — Ambulância de

Resgate: veículo de atendimento de urgências pré-hospitalares de pacientes vítimas de acidentes ou pacientes em locais de difícil acesso, com equipamentos de salvamento (terrestre, aquático e em alturas). Tripulada por três profissionais militares, policiais rodoviários, Bombeiros militares, e/ou outros profissionais reconhecidos pelo gestor público, sendo um motorista e os outros dois profissionais com capacitação e certificação em salvamento e suporte básico de vida.

(18)

FORMAS DE TRANSPORTE

Tipo D — Ambulância de Suporte

Avançado: veículo destinado ao

atendimento e transporte de pacientes de alto risco em emergências pré-hospitalares e/ou de transporte inter-hospitalar que necessitam de cuidados médicos intensivos. Deve contar com os equipamentos médicos necessários para esta função. Tripulada por três profissionais, sendo um motorista, um enfermeiro e um médico.

Outros: Tipo E (aeronave de

transporte médico); Tipo F

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ASPECTOS ÉTICOS E

LEGAIS NOS

ATENDIMENTOS DE

URGÊNCIA

 O receio ou medo de ser processado tem levado

pessoas a não se envolver em atendimento de vítimas.

 Segundo Art. 135 do Código Penal - Deixar de

prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública:

 Chamar o socorro especializado, nos casos em que a pessoa não possui um treinamento específico ou não se sente confiante para atuar, já descaracteriza a ocorrência de omissão de socorro.

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ASPECTOS ÉTICOS E

LEGAIS NOS

ATENDIMENTOS DE

URGÊNCIA

Direitos da pessoa que está sendo atendida: O socorrista deve ter em mente que a vítima possui

o direito de recusar o atendimento. Nestes casos, a vítima não pode ser forçada a receber os primeiros socorros, devendo assim certificar-se de que o socorro especializado foi solicitado e continuar monitorando a vítima, enquanto tenta ganhar a sua confiança através do diálogo.

 Caso a vítima esteja impedida de falar em

decorrência do acidente, mas demonstre através de sinais que não aceita o atendimento, fazendo uma negativa com a cabeça ou empurrando a mão do prestador de socorro, deve-se proceder da seguinte maneira:

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ASPECTOS ÉTICOS E

LEGAIS NOS

ATENDIMENTOS DE

URGÊNCIA

 Não discuta com a vítima;

 Não questione suas razões, principalmente se

elas forem baseadas em crenças religiosas;

 Não toque na vítima, isso poderá ser

considerado como violação dos seus direitos;

 Converse com a vítima. Informe a ela que

você possui treinamento em primeiros

socorros, que irá respeitar o direito dela de

recusar o atendimento, mas que está pronto

para auxiliá-la no que for necessário;

 Arrole testemunhas de que o atendimento foi

recusado por parte da vítima.

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ASPECTOS ÉTICOS E

LEGAIS NOS

ATENDIMENTOS DE

URGÊNCIA

O consentimento para o atendimento de

primeiros socorros pode ser:

Formal: quando a vítima verbaliza ou sinaliza que

concorda com o atendimento, após o prestador de socorro ter se identificado como tal e ter informado à vítima que possui treinamento em primeiros socorros;

Implícito: quando a vítima está inconsciente,

confusa ou gravemente ferida a ponto de não poder verbalizar ou sinalizar consentindo com o atendimento. Nesse caso, a legislação cita que a vítima daria o consentimento, caso tivesse condições de expressar o seu desejo de receber o atendimento de primeiros socorros.

(23)

ASPECTOS ÉTICOS E

LEGAIS NOS

ATENDIMENTOS DE

URGÊNCIA

Abandono: significa interromper o atendimento,

antes que alguém com nível de treinamento igual ou superior ao seu assuma a responsabilidade.

Negligência: atender uma vítima sem observar as

técnicas adequadas e os protocolos estabelecidos, provocando com isso agravamento ou lesões adicionais. Envolve:

 Omitir socorro quando há obrigatoriedade implícita à função;

 Prestar socorro com qualidade de atendimento inferior à que seria possível;

 Provocar lesões adicionais ou agravar lesões existentes.

Imprudência: agir com precipitação, de maneira

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ASPECTOS ÉTICOS E

LEGAIS NOS

ATENDIMENTOS DE

URGÊNCIA

Imperícia: agir sem conhecimento técnico-científico,

sem treinamento.

Informações confidenciais: as informações obtidas

sobre o histórico da vítima, suas condições e o tratamento são consideradas confidenciais e devem ser dadas apenas aos profissionais de saúde que irão cuidar da vítima.

Responsabilidade pela posse: alguns

procedimentos necessitam que se remova artigos do paciente como: documentos, roupas, jóias, pertences, etc. Você é responsável, legalmente, por eles.

Bibliografia:

BRASIL. Ministério da Saúde. Política nacional de atenção às urgências. 3. ed. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Regulação médica das urgências. Brasília : Editora do Ministério da Saúde,

Referências

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