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Educação inclusiva: delimitação conceitual, limites e possibilidades.

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UNIVERSIDADE F E D E R A L DE CAMPINA GRANDE C E N T R O DE FORMACAO DE P R O F E S S O R E S

UNIDADE ACADEMICA DE PEDAGOGIA C U R S O DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

V A N E S S A F R E I T A S DE LIRA

E D U C A C A O INCLUSIVA: DELIMITACAO CONCEITUAL, LIMITES E POSSIBILIDADES

U A J A Z t l K A S - P B

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E D U C A C A O INCLUSIVA: DELIMITACAO CONCEITUAL, LIMITES E POSSIBILIDADES

Monografia apresentada a disciplina de Estagio Supervisionado em Docencia, como exigencia para a conclusao do curso de Pedagogia.

ORIENTADORA: Prof3 Ms. Debia Suenia da Silva Sousa

C A J A Z E I R A S - P B DEZEMBRO/2010

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sempre me dao coragem e luz para seguir o caminho tragado por Deus.

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A G R A D E C I M E N T O S

A g r a d e c o a D e u s , q u e e o g r a n d e autor d a m i n h a vida e m e u maior inspirador d e t o d a s as o b r a s q u e realize- e q u e neste trabalho e e m t o d o o m e u viver esta s e m p r e m e g u i a n d o e m e inspirando e q u e m e f a z conduzir as v e r e d a s m a i s bonitas q u e j a trilhei e q u e a i n d a v o u trilhar.

A m i n h a orientadora M s . Debia S u e n i a q u e m e c o n d u z i u c o m d e d i c a c a o e d e t e r m i n a c a o para q u e e u c h e g a s s e ate a q u i , e a partir d a q u i seguir c a m i n h o s para b u s c a r c a d a v e z m a i s o c o n h e c i m e n t o para o m e u c r e s c i m e n t o c o m o p e s s o a .

A t o d o s q u e c o n t r i b u i r a m direta ou indiretamente c o l a b o r a n d o d e a l g u m m o d o para q u e este trabalho p u d e s s e s e realizar.E e s p e c i a l m e n t e a g r a d e c o a o s alunos do C A I C e d o D. M o i s e s C o e l h o .

A g r a d e c o ainda a o s m e u s colegas pela convivencia, pela tolerancia e por t o d o s os m o m e n t o s q u e c o n v i v e m o s j u n t o s d u r a n t e t o d o o p r o c e s s o d e construcao d e c o n h e c i m e n t o na vida a c a d e m i c a , a s s i m c o m o t o d o s o s professores, c o o r d e n a d o r e s d o c u r s o e a o reitor q u e f o r a m p e s s o a s importantes n e s s e s m o m e n t o s a c a d e m i c o s . E e m e s p e c i a l a u m a g r a n d e a m i g a , q u e hoje p o s s o considera-la c o m o a irma q u e n a o tive, a professora Especialista Janira Severina A m o r i m d a Silva Lira, q u e c o m o s e u jeito lindo, h u m a n a e d e d i c a d o , p r o c u r a s e m p r e ajudar a o s q u e precisam dela c o m t o d a c a l m a e paciencia. Ela m e e n s i n o u a ver a vida por outro angulo, pois foi u m a p e s s o a q u e a p a r e c e u na m i n h a vida para somar. A m e s m a f e z a revisao ortografica d e s t e trabalho. O b r i g a d a m i n h a irma.

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consciencia de que e dono de seu destino.

E finalmente, a pior das deficiencias, e ser mi se rave I, pois" miseraveis" sao todos que nao conseguem falar com Deus.

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R E S U M O

Este trabalho p r o p o e analisar a E d u c a c a o Inclusiva e m e s c o l a s da rede publica e s t a d u a l e municipal, d a c i d a d e d e Cajazeiras - P B , t e n d o c o m o publico alvo, os a l u n o s c o m n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s especiais ( N E E ' s ) , inseridos nas e s c o l a s : E.E.E.F. D o m M o i s e s C o e l h o e E.M.E.I.E.F. A n t o n i o T a b o s a Rodrigues - C A I C . C o m intuito d e a p r o f u n d a r o e s t u d o , a analise objetivou investigar as n e c e s s i d a d e s , os conflitos, m e d o s e frustracoes d e criangas portadoras d e n e c e s s i d a d e s especiais, t e n t a n d o detectar c o m o e s t a s e n d o a implantacao e o s d e s a f i o s d e s s a inclusao. O m e t o d o utilizado para a realizagao d e s s a p e s q u i s a , foi e s c o l h i d o c o m b a s e n u m e s t u d o d e natureza exploratoria, c o m a b o r d a g e m quanti-qualitativa, t e n d o c o m o instrumento d e coletas d e d a d o s entrevistas realizadas nas e s c o l a s , c o m alunos "ditos n o r m a i s " e alunos c o m N E E ' s , o n d e e s s a s entrevistas f o r a m e x e c u t a d a s , d e a c o r d o c o m a s n e c e s s i d a d e s e s p e c i f i c a s d e c a d a aluno. Deste m o d o , o resultado da pesquisa foi relevante, pois houve a c o n s t a t a c a o , d e q u e as dificuldades de a p r e n d i z a g e m d o s alunos c o m N E E ' s s a o presentes no cotidiano da escola, por falta d e f o r m a c a o especializada e c a p a c i t a c a o d o s professores e d e m a i s m e m b r o s da c o m u n i d a d e escolar. S e n d o a s s i m , foi c o n c l u i d o q u e a E d u c a c a o Inclusiva ainda nao e efetiva nas escolas, por surgir s e m r u m o certo, c o m u m a carencia d e urn trabalho orientado, para q u e d e fato acontega a inclusao escolar, prevista pela lei federal.

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I N T R O D U C A O 0 8 C A P J T U L O I 12 1 A S P E C T O S M E T O D O L O G I C O S 12 1.1 Caracterizagao d o E s t u d o 13 1.2 Local d e Estudo 13 1.3 Populagao e A m o s t r a 14 1.4 Instrumentos d e Coleta d e D a d o s 15 C A P J T U L O II 18 2 E D U C A C A O I N C L U S I V A : D E L I M I T A C A O C O N C E I T U A L , L I M I T E S E P O S S I B I L I D A D E S 18 2.1 Inclusao: delimitacao conceitual 19

2.2 Limites e Possibilidades 2 4 C A P J T U L O III 31 3 P E S Q U I S A N D O E A N A L I S A N D O O S M E D O S E A N G U S T I A S D A I N C L U S A O E S C O L A R • 31 3 . 1 . A n a l i s e s sobre e d u c a g a o inclusiva 32 C A P I T U L O IV 36 4 S I T U A C O E S V I V I D A S E M S A L A D E A U L A 36 4 . 1 A a p r e n d i z a g e m c o m o m e t a principal 37 4.2 C o n s i d e r a g o e s d e situagoes reais d a pratica inclusiva 38

4 . 3 . R e c u r s o s M e t o d o l o g i c o s A p l i c a d o s 4 0

5 C O N S I D E R A C O E S F I N A I S 4 5

R E F E R E N C E S 4 8

CEMTRO

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I N T R O D U C A O

O e n c o n t r o c o m o "outro diferente" foi s e g u i d o d e certo e s t r a n h a m e n t o e d e s e n t i m e n t o s c o n f u s o s q u e e n t r e l a c a r a m u m a relacao m a r c a d a por vicissitudes, o n d e surgiram d u v i d a s , inquietagoes a c e r c a d a realidade q u e s e p r o c e s s a a e d u c a c a o inclusiva a t u a l m e n t e no Brasil. A s s i m s e n d o , t o m a m o s c o m o e s t u d o , pesquisar as n e c e s s i d a d e s , os conflitos, m e d o s e frustragoes d e criangas portadoras d e n e c e s s i d a d e s especiais, q u e c o m a nova proposta de inclusao socio escolar, p a s s a a conviver no s e u " s e g u n d o lar" c o m criangas diferentes e c o m urn potencial diferenciado d o s e u , levando-os muita d a s v e z e s a se sentirem ainda m a i s i n c a p a z e s e diferentes d e o u t r o s c o l e g a s .

S a b e m o s q u e e u m a realidade e t a m b e m e necessaria a inclusao e d u c a c i o n a l . D e s s a f o r m a p r e t e n d e m o s detectar c o m o esta s e n d o i m p l e m e n t a d o r e s s a inclusao, e s p e c i a l m e n t e no q u e se refere a exigencia d e atribuir urn a t e n d i m e n t o d e carater socio e d u c a c i o n a l , l e v a n d o e m consideragao a crianga portadora d e n e c e s s i d a d e s especiais c o m o portadora d e direitos e cidadania. O preconceito, a dificil integragao d a s criangas nas e s c o l a s e urn g r a n d e desafio, q u e nos p r o p o m o s a analisar neste t r a b a l h o , c o m p e s q u i s a s e e s t u d o s realizados nas e s c o l a s q u e a t e n d e m criangas e s p e c i a i s .

Faz parte d e n o s s o historico cultural brasileiro identificar "o f e n o m e n o d a deficiencia", c o m o m a r c a d e rejeigoes, discriminagoes e preconceitos, o n d e atitudes e s e n t i m e n t o s d e s s e tipo p a s s a m a se contradizer a inclusao, g e r a n d o a s s i m u m a e x c l u s a o d a q u e l e s q u e j a se s e n t e m e x c l u i d o s . E, c o m o s a b e m o s q u e a escola e urn e s p a g o d e integragao social, e s p e r a m o s u m a postura contraria p e r a n t e a toda s o c i e d a d e , c o m atitudes d e respeito e cidadania.

Isso contribuira para q u e a pratica j u n t o a o a l u n o incluldo p o s s a ser p e r m e a d a por s e n s a g o e s d e d e s e s p e r o , i n c a p a c i d a d e e inseguranga, q u e s e d e s d o b r a m e m indagagoes q u a n t a a v a l i d a d e d a inclusao para e s s e aluno, m e s m o e s t a n d o inserido na classe regular. P r o c u r a m o s c o m p r e e n d e r , a i n d a , c o m o poderia ser atendida a d e m a n d a , a d v i n d a da presenga d e criangas especiais na sala d e aula, dificultando o trabalho d o professor, s e m ele j a f o r m a d o para isso; q u a n d o este se v e c o n f r o n t a d o c o m a q u e s t a o "nao saber o q u e fazer", diante d e u m a situagao c o m p l i c a d a c o m o e s s a . M a s t e m o s consciencia q u e nao existem respostas prontas o u receitas. O q u e e provavel e se d e p a r a r c o m a n e c e s s i d a d e c r e s c e n t e , q u e leva o e d u c a d o r a

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"descobrir" f o r m a s d e c o m o a p r o x i m a r - s e d o e d u c a n d o e trabalhar p a r a tornar-se urn profissional c o m qualificagao para o e x e r c i c i o profissional e s p e c i a l i z a d o .

R e c o n h e c e m o s q u e a q u e s t a o central d e s t e e s t u d o r e m e t e - n o s a e s t u d a r a falta de experiencia j u n t o a o a l u n o c o m n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s especiais, p o d e n d o citar c a s o s d e criangas c o m deficiencia d e visao, a u d i c a o , entre outros. Q u e s t i o n a m o s ainda a pratica p e d a g o g i c a d e s e n v o l v i d a c o m alunos especiais, quais s e j a m : por q u e a l g u n s a l u n o s s e n t e m m a i s dificuldades q u e outros? C o m o e s s e s a l u n o s v i v e n c i a m a realidade inclusiva? Q u a i s os significados q u e a t r i b u a m o sentido para a e d u c a c a o d a crianca c o m a l g u m a n e c e s s i d a d e ? C o m o se p e r c e b e r diante d o ser e estar incluido? A e x p l a n a c a o d e nosso trabalho tern o intuito d e melhor situar nosso objetivo d e alcancar a c o m p r e e n s a o d a s dificuldades, dos m e d o s e anseios d a s criancas portadoras d e n e c e s s i d a d e s especiais, frente a s u a inclusao n o e n s i n o regular, no sentido d e investigar o m o d o c o m o se d a o p r o c e s s o d e a d a p t a c a o no e n s i n o regular.

A inclusao d e a l u n o s c o m n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s especiais na rede c o m u m d e e n s i n o e, hoje, urn g r a n d e desafio, ja q u e e s s a dificuldade se refere a urn p r o c e s s o e d u c a c i o n a l q u e visa a a t e n d e r ao m a x i m o a c a p a c i d a d e d a crianca c o m n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s especiais - N E E ' s na classe regular, p o r e m n e m t o d a s as e s c o l a s e, por c o n s e g u i n t e , n e m t o d o s os professores, e s t a o p r e p a r a d o s para a t e n d e r a d e q u a d a m e n t e as n e c e s s i d a d e s d e s t e s e d u c a n d o s . E a i n d a , m u i t o s profissionais d a escola se o p o e m a insercao d e s s e s alunos e receiam nao s e r e m c a p a z e s d e facilitar o s e u d e s e n v o l v i m e n t o integral. T o m a n d o c o m o realidade e s s e fato, r e s o l v e m o s d e s e n v o l v e r n o s s a p e s q u i s a , f o c a d a nessa p r o b l e m a t i c a para c o m p r e e n s a o de u m a c o n c e p c a o a c e r c a d a pratica educativa q u e b u s c a consolidar bases para a construcao da escola inclusiva.

A l g u m a s familias d e criangas c o m N E E ' s t e m e m q u e e s s e contato seja prejudicial a o s s e u s filhos, ou q u e e s t e p r o c e s s o d e inclusao v e n h a a Ihes c a u s a r m a i o r e s d a n o s . Muitas e s c o l a s nao a c e i t a m a insercao por t e m e r q u e a e s c o l a seja c o n s i d e r a d a indigna. O s pais ainda t e m e m s e u s filhos nao c o n s e g u i r e m m a n t e r urn b o m r e l a c i o n a m e n t o c o m os d e m a i s a l u n o s , e ate as proprias criangas c o m N E E ' s t e m e m n a o s e r e m b e m aceitas, s e r e m tratadas c o m indiferenga e p r e c o n c e i t o s .

N a o t a o obstante a o v i v e n c i a r m o s o s e s t u d o s a c a d e m i c o s , e s e m fugir a regra d e t a n t o s outros futuros profissionais e n c o n t r a v a m o s n a q u e l e m o m e n t o d e m a s i a d a m e n t e presos a visao do " b o m a l u n o " c o m o s e n d o a q u e l e q u e "aprende",

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d a i c o m o p r o c e s s o d e inclusao d e p a r a m o s c o m urn e d u c a n d o c o m eficiencia q u e r o m p e e s s a i m a g e m o u esteriotipo, c o m p l e t a m e n t e a v e s s o a o ideal v i s l u m b r a d o . Por isso, ao d e p a r a r m o s c o m as dificuldades d e a p r e n d i z a g e m d e s s e aluno, nossa inquietagao tornou-se iminente, t r a d u z i n d o - s e e m a n g u s t i a e nos l e v a n d o a e n v e r e d a r pela pesquisa relacionada a situacoes q u e e n v o l v a m a inclusao socia educativa.

Diante disto, j u s t i f i c a m o s e s t e estudo a f i m d e c o n h e c e r os m e d o s a p r e s e n t a d o s pelas criancas c o m N E E ' s ao s e r e m inseridos na escola d e e n s i n o regular, j u n t o a outros alunos q u e nao p o s s u e m a s m e s m a s n e c e s s i d a d e s q u e eles. N e s s e sentido, a c r e d i t a m o s q u e o d e s e n v o l v i m e n t o d e s t e trabalho seja f u n d a m e n t a l , a f i m de elaborar futuras estrategias d e e n f r e n t a m e n t o d e s t e s m e d o s e a, partir d e s t a s estrategias, criar projetos q u e p e r m i t a m oportunizar d e m a n e i r a s m a i s eficaz o a c e s s o d e criangas c o m n e c e s s i d a d e s educacionais especial na escola d e e n s i n o regular.

Este trabalho tern c o m o objetivo analisar c o m o as criangas portadoras de n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s especiais c o m p r e e n d e m o p r o c e s s o de inclusao, f o c a d a s pelo m e d o d e se t o r n a r e m urn peso para as d e m a i s criangas / c o l e g a s d e classe, b e m c o m o ser urn motivo a p o n t a d o para a discriminagao sobre a escola q u e a a c o l h e u . A a b o r d a g e m d o s objetivos e m sua especificidade visa identificar os tipos d e m e d o s q u e a s criangas c o m N e c e s s i d a d e s E d u c a c i o n a i s Especiais a p r e s e n t a m no contexto escolar, refletindo sobre as s u a s dificuldades d e a d a p t a g a o no e n s i n o regular e, a partir d e s s a reflexao, estabelecer o s p o n t o s primordiais para u m a inclusao, na qual t o d a s as criangas p o s s a m estar envolvidas no p r o c e s s o e n s i n o -a p r e n d i z -a g e m s e m m e d o s e preconceitos.

E m sua estrutura, o trabalho e constituido por capitulos, c o n c l u s a o e referencias.

O primeiro capitulo tratara do percurso metodologico d o s m e t o d o s a d o t a d o s e d o s instrumentos utilizados para o d e s e n v o l v i m e n t o d a pesquisa, b e m c o m o , a caracterizagao d o local d o e s t u d o e o s d e m a i s p e r c u r s o s m e t o d o l o g i c o s pertinentes ao estudo.

N o s e g u n d o capitulo a b o r d a r e m o s alguns conceitos d e e d u c a g a o inclusiva, a p r e s e n t a n d o u m a delimitagao conceitual a luz d e u m a literatura bastante rica s o b r e a tematica, ainda a b o r d a n d o os m a r c o s legais d a inclusao, o u seja, as leis q u e f u n d a m e n t a m e r e g u l a m e n t a m o p r o c e s s o d e inclusao,

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N o terceiro capitulo s e r a o a b o r d a d o s relatos d e a l u n o s d e d u a s e s c o l a s d o e n s i n o f u n d a m e n t a l d a s redes publica estadual e municipal de Cajazeiras, o n d e e s s a s criancas d e m o n s t r a r a m s e u s m e d o s , s u a s angustias e s u a s expectativas j u n t o ao novo s i s t e m a d e e n s i n o inclusivo, c o m p r e e n d e n d o a s s i m a participacao inclusiva dos alunos, dentro d o p r o c e s s o de e n s i n o a p r e n d i z a g e m .

O ultimo e quarto capitulo trarao a analise d o Estagio S u p e r v i s i o n a d o e m D o c e n c i a , d e m o d o q u e sera estreitamente relacionado c o m o objeto d e e s t u d o e m q u e s t a o - E d u c a c a o inclusiva: Delimitacao conceitual, limites e possibilidades.

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C A P I T U L O I

1. A S P E C T O S M E T O D O L O G I C O S

N e s t e m o m e n t o , serao a p r e s e n t a d o s os m e t o d o s a d o t a d o s e os instrumentos utilizados para o d e s e n v o l v i m e n t o d a p e s q u i s a , b e m c o m o , a caraeterizacao d o local d o e s t u d o e os d e m a i s percursos m e t o d o l o g i c o s pertinentes a o estudo, b e m c o m o investigar os desafios d e inclusao d e criangas c o m N E E ' s na escola d e e n s i n o regular, q u a n d o o p t a m o s por e s t u d o d e natureza exploratoria, c o m u m a a b o r d a g e m qualitativa q u e consiste e m quantificar opinioes.

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1.1 C a r a c t e r i z a c a o d o E s t u d o

A f i m d e investigar o s desafios d a inclusao d e criangas c o m N E E ' s na escola d e e n s i n o regular, o p t a m o s p o r urn e s t u d o d e natureza exploratoria, c o m a b o r d a g e m quanti-qualitativa. S e g u n d o Gil ( 1 9 9 5 ) , p e s q u i s a s exploratorias s a o d e s e n v o l v i d a s c o m o objetivo d e proporcionar v i s a o geral, d o tipo aproximativo a c e r c a d o d e t e r m i n a n d o fato. Esse tipo d e p e s q u i s a e realizada, e s p e c i a l m e n t e , q u a n d o o t e m a e s c o l h i d o e p o u c o e x p l o r a d o , c o m o vista a f o r m u l a g a o d e p r o b l e m a s mais precisos o u hipoteses pesquisaveis para e s t u d o posterior.

Oliveira (1998) esclarece q u e a pesquisa quantitativa consiste e m quantificar opinioes, d a d o s , n a s f o r m a s d e coleta d e informacoes, p o r e m o autor ressalta q u e n a o ha distingao entre o s m e t o d o s quanti-qualitativos, u m a v e z q u e o q u e e m e d i d o continua a s e r u m a q u a l i d a d e .

M i n a y o (2002) relata q u e a pesquisa qualitativa r e s p o n d e a q u e s t o e s particulares, o u seja, trabalha c o m o universo d e significados, motivos, aspiracoes, crengas, valores, atitudes, o q u e c o r r e s p o n d e a urn e s p a g o m a i s profundo d a s relagoes, d o s p r o c e s s o s e d o s f e n o m e n o s q u e n a o p o d e m s e r reduzidos a operacionalizagao d e variaveis.

1.2 L o c a l d e E s t u d o

O e s t u d o f o i realizado inicialmente na E.E.E.F. D o m Moises C o e l h o , localizada, n a c i d a d e d e Cajazeiras - P B e, posteriormente, t e n d o continuidade na E.M.E.I.E.F. A n t o n i o T a b o s a R o d r i g u e s - C A I C situada na m e s m a cidade. A s e g u n d a escola c o n t a c o m urn a m p l o e s p a g o bastante arejado. A m e s m a p o s s u i urn q u a d r o d e funcionarios e x t e n s o , c o n t a n d o t a m b e m c o m 1 diretor, 2 vice-diretores e u m a c o o r d e n a d o r a p e d a g o g i c a e u m a orientadora e d u c a c i o n a l e s p e c i a l .

L e v a n d o e m consideragao o e s p a g o fisico d a escola, a m e s m a e c o m p o s t a d e muitas salas d e aula, a m p l a s e arejadas, u m a q u a d r a poli esportiva, refeitorio, u m a biblioteca c o m urn acervo bastante variado, sala d e v i d e o e m a q u i n a c o p i a d o r a , salas d e diregao e c o o r d e n a g a o p e d a g o g i c a , laboratories d e ciencias e informatica r e c e m i n a u g u r a d o s , 1 sala d e professores, 1 auditorio b e m e q u i p a d o c o m cadeiras estofadas, palco e ar c o n d i c i o n a d o e m pleno f u n c i o n a m e n t o e, a i n d a , u m a sala

UNIVERS'DADE FEDERAL

DECAMPiNA GRANDE CENTRO OF f0RMA?A0 DE PROFESSORES

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multifuncional, b a n h e i r o s m a s c u l i n o s e f e m i n i n o s tanto no a n d a r d e c i m a c o m o no terreo, a s s i m c o m o na sala d o s professores, na biblioteca e na quadra esportiva.

O publico atendido pela a referida escola e n c o n t r a - s e na E d u c a c a o Infantil e Ensino F u n d a m e n t a l d o primeiro s e g m e n t o c o m a l u n o s c o m n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s especiais, f r e q u e n t a n d o o t u r n o matutino. N o Ensino F u n d a m e n t a l , a i n d a f u n c i o n a P E T I ( P r o g r a m a d e Erradicagao d o T r a b a l h o Infantil), d u r a n t e os t u r n o s d a m a n n a e tarde; a s s i m c o m o o P R O J O V E M c o m f u n c i o n a m e n t o d u r a n t e a noite. O C A I C c o n t a ainda c o m os projetos C A I C A R T e u m coral c o m integrantes d e a l u n o s d a escola; a escola tern t a m b e m u m g r e m i o livre c o m participacao e criacao d o s alunos d a escola.

1.3 Populagao e A m o s t r a

A a m o s t r a foi constituida d e 05 a l u n o s portadores d e n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s especiais, s e n d o 02 portadores d e surdez, 02 deficientes visuais, 01 c a d e i r a n t e q u e e s t u d a m na E.E.E.I.E.F. D o m M o i s e s C o e l h o , localizado na cidade d e Cajazeiras - P B e c o m 05 a l u n o s d e a m b o s os s e x o s , tidos c o m o n o r m a i s da Escola Municipal A n t o n i o T a b o s a Rodrigues ( C A I C ) t a m b e m localizada nesta cidade.

No q u e c o n c e r n e as n e c e s s i d a d e s especiais a p r e s e n t a d a s pelos a l u n o s , d o s quatro q u e participaram da p e s q u i s a , ha u m deficiente visual, dois s u r d o s e u m a l u n o cadeirante. E b o m d e s t a c a r q u e a escola D o m M o i s e s C o e l h o conta hoje c o m a p r o x i m a d a m e n t e , 25 alunos portadores de n e c e s s i d a d e s especiais, dentre e s t e s , deficientes visuais, s i n d r o m e d e d o w n , surdez, c a d e i r a n t e s , p r o b l e m a s d e d i s f u n c a o p s i c o m o t o r a , d e n t r e outros. Para e s c l a r e c i m e n t o s q u a n t o a o s alunos d o C A I C , p o d e m o s citar quer, a l e m d o s a l u n o s ditos n o r m a i s q u e f o r a m entrevistados, v a m o s evidenciar os portadores c o m (N.E.E.s), s e n d o 02 d o sexo f e m i n i n o c o m s i n d r o m e d e d o w n , 02 do sexo m a s c u l i n o c o m paralisia cerebral, ainda 01 c o m surdez d o sexo f e m i n i n o e 01 m e n i n o e 01 m e n i n a c o m retardamento intelectual. T o d o s estes a l u n o s c o m n e c e s s i d a d e s especiais t a m b e m f o r a m entrevistados.

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1.4 Instrumentos de C o l e t a de D a d o s

Para a coleta d e d a d o s , utilizamos a o b s e r v a c a o , q u e partiu d e registros realizados d e imediato e m fichas, a s s o c i a d o a outros p r o c e d i m e n t o s , c o m o o questionario e a entrevista. A m b o s f o r a m direcionados a o s a l u n o s e pais d e a l u n o s , q u e nao p o s s u i a m a c a p a c i d a d e d e respostas, d e p e n d e n d o d e seus responsaveis para r e s p o n d e r por eles. Este tipo d e instrumento d e trabalho d e analise d e o b s e r v a c a o e m u i t o utilizado e m pesquisa e d u c a c i o n a l , portanto o p t a m o s pela t e c n i c a d o g r u p o po f o c a l , b u s c a n d o coletar i n f o r m a c o e s d o s e d u c a n d o s atraves d e s e n t i m e n t o s e opinioes e x p r e s s a s d e u m a m a n e i r a interativa. Referente a estes p r o c e d i m e n t o s v e j a m o s o q u e n o s e s c l a r e c e GIL (apud M A T O S , 2 0 0 1 , p. 58) A o b s e r v a c a o e u m a t e c n i c a m u i t o u t i l i z a d a , p r i n c i p a l m e n t e p o r q u e p o d e s e r a s s o c i a d a a o u t r o s p r o c e d i m e n t o s , por e x e m p l o , a e n t r e v i s t a . P a r a s e r c o n s i d e r a d a e f i c a z p a r a a p e s q u i s a c i e n t i f i c a , t e m o s d e o b s e r v a r , c o m p r e e n d e r o q u e e e s s e n c i a l e f a z e r o r e g i s t r o . D e v e m o s a i n d a l e m b r a r q u e a o b s e r v a c a o d e v e ser: O r i e n t a d a p o r u m o b j e t o d e p e s q u i s a , p l a n e j a d a , r e g i s t r a d a e l i g a d a a p r o p o s i g o e s m a i s g e r a i s , e q u e , a l e m d i s s o , d e v e s e r s u b m e t i d a a c o n t r o l e d e v a l i d a d e e p r e c i s a o .

Q u a n d o n o s r e m e t e m o s a o t e r m o observar, p o d e parecer u m a pratica b a s t a n t e simploria e d e s g a s t a d a , p o r e m se esta for realizada c o m p l a n e j a m e n t o e d e t e r m i n a c a o , p o d e m o s colher resultados bastante c o e r e n t e s e representatives, d e s d e q u e seja a s s o c i a d a a outras tecnicas, c o m o a entrevista, q u e serviu c o m o e l e m e n t o norteador para coletar d a d o s importantes para e s t u d o d e s t e c a s o , tratado atraves d e p e s q u i s a cientifica, q u e n o s f o r n e c e u d a d o s v e r d a d e i r o s e c o m muita precisao c o m o instrumento d e coleta d e d a d o s por m e i o da o b s e r v a c a o , t e c n i c a bastante utilizada e eficaz c o m o nos confirma, o G I L , e s t u d i o s o n e s s e a s s u n t o Gil,

D u r a n t e a p e s q u i s a , foi e l a b o r a d o u m roteiro norteador para realizacao d a entrevista. N e s s e m o m e n t o , a entrevista foi g r a v a d a por m e i o d e u m a m a q u i n a d e f i l m a g e m , o n d e f o r a m g r a v a d a s as respostas d o s a l u n o s . N o caso da entrevista j u n t o os a l u n o s c o m s u r d e z e deficiencia visual, c o n t o u - s e c o m o apoio d e u m a interprete q u e faz parte d o q u a d r o d e f u n c i o n a r i o s d a e s c o l a .

C o m o instrumentos utilizados para a coleta de d a d o s , Gil g a r a n t e q u e tanto a o b s e r v a g a o c o m o a entrevista s a o dois instrumentos d e carater qualitativo para e n t e n d e r e analisar objetos d e e s t u d o s para pesquisa cientifica. A entrevista

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possibilita a flexibilidade nas respostas, coletando falas e registrando o q u e e m a i s importante para a t e m a t i c a a b o r d a d a . C o m o e n f o c a Santos (2008, p. 5)

A historia o r a l e u m a m e t o d o l o g i a d e p e s q u i s a q u e c o n s i s t e e m realizar e n t r e v i s t a s i n d u z i d a s , e s t i m u l a d a s e g r a v a d a s , c o m p e s s o a s q u e p o d e m t e s t e m u n h a r s o b r e a c o n t e c i m e n t o s , c o n j u n t u r a s , i n s t i t u t e s , m o d o d e v i d a o u o u t r o s a s p e c t o s d a historia c o n t e m p o r a n e a . E [...] move-se em terreno pluridisciplinar, pois utiliza muitas vezes miisica, literatura, lembrangas, fontes iconograficas, documentagao escrita, entre outras, para estimular a memoria. ( g r i f o s d o a u t o r ) . ( 2 0 0 8 , p. 5 ).

T a m b e m foi utilizado c o m o instrumento d e coleta d e d a d o s u m portfolio - este o r g a n i z a d o c o m os pianos d e aula e as atividades d e s e n v o l v i d a s d u r a n t e o estagio e u m diario d e bordo.

N o c a s o d e s s a p e s q u i s a , o diario d e b o r d o e o portfolio constituem-se c o m o fontes d e p e s q u i s a d o c u m e n t a i s , pois neles e s t a o registrado as atividades e as m e m o r i a s relativas a o Estagio S u p e r v i s i o n a d o e m D o c e n c i a .

E s s a s fontes d e p e s q u i s a s s e r v i r a m - n o s para e n t e n d e r e destacar as principals habilidades e dificuldades d o s alunos no p r o c e s s o e n s i n o a p r e n d i z a g e m q u e nos v a l e r a m c o m o d o c u m e n t a r i o s ; o portfolio e o diario d e b o r d o , o n d e f o r a m registrados t o d a s as e x p e r i e n c i a s e dificuldades a p r e s e n t a d a s d u r a n t e o estagio s u p e r v i s i o n a d o , r e s g a t a n d o a s s i m t o d a s as v i v e n c i a s a p r e s e n t a d a s por professor / a l u n o s e o s d e m a i s integrantes da e q u i p e escolar, servindo a s s i m c o m o fontes d o c u m e n t a i s . V e j a c o m o se refere D e l g a d o U m a c a r a c t e r i s t i c a f u n d a m e n t a l d a m e t o d o l o g i a q u a l i t a t i v a e s u a s i n g u l a r i d a d e e n a o c o m p a t i b i l i d a d e c o m g e n e r a l i z a c o e s [...] S i t u a - s e n o t e r r e n o d a e o n t r a g e n e r a l i z a c a o e c o n t r i b u i p a r a relativizar c o n c e i t o s e p r e s s u p o s t o s q u e t e n d e m a u n i v e r s a l i z a r a s e x p e r i e n c i a s h u m a n a s . [...] N a o o b j e t i v o a historia e m si m e s m a , m a s u m d o s p o s s f v e i s r e g i s t r o s d o q u e p a s s o u s o b r e o q u e f i c o u c o m o h e r a n c a o u c o m o m e m o r i a . ( D E L G A D O , 2 0 0 6 , p 1 8 ) .

O s c a m i n h o s q u e nos leva r a m a c o m p r e e n s a o d e q u e outras q u e s t o e s f o r a m c o n s t r u i d a s atraves d e entrevistas, d e analises de d o c u m e n t o s escritos orais, serviram-se d e referenciais teoricos s o b r e m e m o r i a s registradas, servindo-se c o m o identidade para colaborar m e t o d o l o g i c a m e n t e c o m o fios condutores para u m a delimitacao, construindo a s s i m u m p a s s a d o vivo para a q u e l e s q u e n a r r a m q u e se t o r n a r a m p e r s o n a g e n s f o r m a d o r e s d e reflexoes d e s u a s atividades

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c o m p o r t a m e n t a i s , u m a analise para u m a s i s t e m a t i z a c a o e c o m p r e e n s o e s d e fatos d o c u m e n t a i s .

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C A P I T U L O II

2. E D U C A Q A O I N C L U S I V A : D E L I M I T A Q A O C O N C E P T U A L , L I M I T E S E

P O S S I B I L I D A D E S

Neste capitulo s e r a o a b o r d a d o s a l g u n s conceitos d e e d u c a c a o inclusiva, a p r e s e n t a n d o u m a delimitacao conceitual, a luz d e u m a literatura bastante rica s o b r e a t e m a t i c a . Tratara ainda d o s m a r c o s legais d a inclusao, o u seja, a s leis q u e f u n d a m e n t a m e r e g u l a m e n t a m o p r o c e s s o d e inclusao, c o m o a s C o n f e r e n c i a s

Internacionais, a s i n u m e r a s d i s c u s s o e s d o ponto d e vista legal, internacional e n a c i o n a l m e n t e e, p o r f i m , s e r a o a p r e s e n t a d o s o s desafios para s e - colocar e m pratica o p r o c e s s o d e u m a e d u c a c a o inclusiva q u e atenda d e fato e d e direito a s principios constitucionais q u e p r e c o n i z a m u m a e d u c a c a o igualitaria, indistintamente para t o d o s , b e m c o m o , qual o perfil d a e s c o l a inclusiva.

UNiVERSWOE FEHERAL

DECAMPiNA GRANDE CENTRQ DE FORMAQAO Dt PROF ESSORES

BIBUOTECASETORIAL Wufi&m • «>*RAlBA

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2.1 I n c l u s a o : delimitacao c o n c e i t u a l

A t e m a t i c a inclusao v e m , nos dias atuais, s e n d o d e b a t i d a c o m bastante v e e m e n c i a . A u t o r e s diversos p r o c u r a m enfatizar a importancia d e s s e novo p r o c e s s o q u e esta se articulando nos p r o g r a m a s e d u c a c i o n a i s e m q u a s e t o d o s os p a i s e s .

Inclusao diz respeito a o a c e s s o a s o p o r t u n i d a d e s q u e t o d o s os c i d a d a o s d e v e m ter c o m o f o r m a d e se e n g a j a r na s o c i e d a d e c o m o ser p a r t i c i p a t i v e E preciso q u e a relagao as o p o r t u n i d a d e s e as caracteristicas individuals n a o s e j a m m a r c a d a s por interesses e c o n o m i e o s , o u pela c a r i d a d e publica ( C A R V A L H O , 2 0 0 3 ) .

A v e z e d e interromper o f o r m a l i s m o a o q u a l a escola esta habituada e c o n d i c i o n a d a dentro d e u m radicalismo e u m s i s t e m a burocratico na sua estruturagao curricular o q u e c o m p r o m e t e u m a e d u c a c a o voltada para t o d a s as bases sociais, a partir d e s t e r o m p i m e n t o , e q u e o t e r m o inclusao se encaixa c o m o f o r m a l i z a d o r d e novos p a r a d i g m a s e n v o l v e n d o a s s i m , a atengao direcionada a participacao d e t o d o s q u e f a z e m parte d a s o c i e d a d e para a institucionalizacao d o s s a b e r e s .

S e g u n d o M o n t o a n ( 2 0 0 6 , p. 14) ", a inclusao, portanto, implica m u d a n c a d e s s e atual p a r a d i g m a e d u c a c i o n a l , para q u e se e n c a i x e no m a p a d a e d u c a c a o escolar q u e e s t a m o s t r a c a n d o " .

O m u n d o hoje esta se v o l t a n d o para a c o m p r e e n s a o d o s m e i o s culturais e sociais d o s p o v o s , surgindo u m a n o v a ideia d e f o r m a g a o cultural d a s s o c i e d a d e s n u m m e s m o p r o c e s s o d e a t e n d i m e n t o , o n d e a escola e u m a instituigao q u e t a m b e m esta se m o d e l a n d o para e s s e novo p a r a d i g m a frente as n o v a s c o n e x o e s entre as p e s s o a s a f i m d e ofertar u m m e l h o r e n t e n d i m e n t o sobre e s s e m o m e n t a inovador q u e e s t a m o s a viver.

De a c o r d o c o m S a s s a k i (2005), o m o d e l o e d u c a c i o n a l ha muito j a v e m d e m o n s t r a n d o sinais d e fragilidade, s e n d o importante a t o m a d a de novas c o n c e p g o e s , novas t r a n s f o r m a g o e s nos s e u s a s p e c t o s estruturais no q u e diz respeito a o s e u olhar diante d a s diferengas.

O Brasil, por ser u m pais d e multiplicidades culturais, sociais, etnicas e religiosas traz e s s a s multiplicidades para o c o n t e x t o escolar, f a z e n d o c o m q u e estas s e j a m vistas c o m u m olhar diferenciado, sentindo a n e c e s s i d a d e d e u m a convivencia p r o x i m a c o m e s s a s diferengas e c o m outras diferengas, c o m o e o caso, d a s

UNIVERSIDADE FEDERAL

DE CAMPiNA GRANDE GBffRO BE P0RMAp3 DE PROFESSORES

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2 0 n e c e s s i d a d e s especiais a q u e muitos a l u n o s e s t a o c o n d i c i o n a d o s , N e s s a perspectiva, M a n t o a n nos e s c l a r e c e q u e : A i n c l u s a o q u e s t i o n a n a o s o m e n t e a s p o i i t i c a s e a o r g a n i z a c a o d a e d u c a c a o e s p e c i a l e d a regular, m a s t a m b e m o p r o p r i o c o n c e i t o d e i n t e g r a g a o . E l e e i n c o m p a t f v e l c o m a i n t e g r a g a o , j a q u e p r e v e a i n s e r g a o e s c o l a r d e f o r m a r a d i c a l , c o m p l e t a e s i s t e m a t i c a . T o d o s o s a l u n o s , s e m e x c e g a o , d e v e m f r e q u e n t a r a s s a i a s d e a u l a d o e n s i n o r e g u l a r ( M A N T O A N , 2 0 0 6 , p 1 9 ) . O p r o c e s s o d e inclusao v e m r e a l m e n t e fazer m u d a n c a s no p a r a d i g m a e d u c a c i o n a l . Essa n o v a proposta de inclusao s u g e r e u m novo s i s t e m a e d u c a c i o n a l c o m m o d a l i d a d e s d e e n s i n o especial, inserido no e n s i n o regular, o n d e as e s c o l a s t r a t e m as diferengas s e m d i s c r i m i n a c a o e faga uso d e u m a pratica p e d a g o g i c a inclusiva c o m integragao escolar; inserido a s s i m o a l u n o e s p e c i a l , possibilitando-lhe m e i o s d e participagao igualitaria c o m o c i d a d a o q u e e, pois t o d o s o s a l u n o s , s e m e x c e g a o , d e v e m f r e q u e n t a r as salas d e aula d o e n s i n o regular.

O principal objetivo d a e d u c a g a o inclusiva e inserir a crianga c o m n e c e s s i d a d e s especiais d e m o d o integral no a m b i e n t e escolar, ja q u e e s t e s sao e x c l u i d o s pela s o c i e d a d e e muitas v e z e s pela f a m i l i a . D a i a escola t o m a para si, a responsabilidade d a inclusao c o m u m a p r o p o s t a d e organizagao no s i s t e m a d e e n s i n o , c o n s i d e r a n d o as n e c e s s i d a d e s d e t o d o s os a l u n o s , para q u e d e f a t o a plenitude d e inclusao acontega.

A inclusao, n u m a visao global, c o m p r e e n d e o a c e s s o igualitario e o oferecimento d e o p o r t u n i d a d e s a t o d a s a s p e s s o a s s e m discriminagao, s e m c o n c e s s o e s ou regalias por c o n t a d a s diferengas o u d a s n e c e s s i d a d e s q u e a l g u m a s p e s s o a s a p r e s e n t a m e m relagao a outras. Portanto, C a r v a l h o nos f a z refletir q u e :

P e n s a r n a i n c l u s a o d o s a l u n o s c o m n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s e s p e c i a i s n a s c l a s s e s r e g u l a r e s s e m Ihes o f e r e c e r a j u d a e a p o i o , b e m c o m o a s e u s p r o f e s s o r e s e f a m i l i a r e s , p a r e c e o m e s m o q u e inseri-lo s e j a m c o m o n u m e r o d e m a t r i c u l a , s e j a c o m o m a i s u m a c a r t e i r a n a s a l a d e a u l a ( C A R V A L H O , 2 0 0 3 , p.17).

Fica evidente, q u e nao basta a p e n a s a r r u m a r u m e s p a g o para receber a l u n o s c o m n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s especiais. A inclusao a l e m d e gerenciar u m e s p a g o para e s s e s alunos, torna-os c a p a z e s d e r e c e b e r e m total apoio diante d e s u a s dificuldades, para isso, e necessario fazer c o m q u e os proprios a l u n o s , c o m o o s professores e s e u s familiares t a m b e m e s t e j a m p r e p a r a d o s para e s s e m o m e n t o d e

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inclusao, o u seja, t o d o s p r e c i s a m estar p r e p a r a d o s p a r a assumir s e u s p a p e i s d e m e d i a d o r e s e p r o m o t o r e s d e s t a c o n d i c a o d e insercao. Significa dizer q u e :

E d u c a c a o i n c l u s i v a e p r o c e s s o s vitais s a o , n o f u n d o , d i m e n s o e s a t u a l i z a v e i s d a s m e s m a s c o i s a s . A v i d a e u m a e x p e r i m e n t a c a o q u e s u s c i t a o d e s e j o d e e s t a r n o m u n d o e v i v e - l o e m aprendencias, l o g o a p r a t i c a i n c l u s i v a d e v e ter, p o r p r i n c i p i o , fazer-viver o/a o u t r o / a , d e f o r m a p l a n e j a d a e i n t e n c i o n a l , p o i s r e c o n h e c e m o s q u e a pratica d o t r a b a l h a d o r s o c i a l e p r o f i s s i o n a l e / o u p r o f i s s i o n a l i z a v e l , e n v o l v e n d o t e c n i c a s e t e c n o l o g i a s q u e s a o c r i a d a s e a p r o p r i a d a s p e l o s m e s m o s p a r a p r o m o v e r u m a e d u c a c a o e s c o l a r o u n § o e s c o l a r i n c l u s i v a (e a t e m e s m o o c o n t r a r i o d i s s o : o d e s e d u c a t i v o o u o n a o -e d u c a t i v o , c a s o s -e p r o p o n h a a d -e s c o n s t r u i r a l g o ) . ( A S S M A N N , 2 0 0 4 , p. 1 0 1 ) .

M a r c o s importantes f i z e r a m d a inclusao u m t e m a e m a s c e n s a o e q u e diante d a s a d v e r s i d a d e s e n c o n t r a d a s pelos a l u n o s c o m diferengas de f a z e r e m parte do p r o c e s s o d e construgao da c i d a d a n i a d e u m a n a c a o . E s s a atitude t o m a d a e m 1854, por D, P e d r o II, q u e foi instituida pelo Decreto Imperial n° 1.428, na Capital d o Rio d e Janeiro, p o d e ser c o n s i d e r a d o o primeiro p a s s o para a inclusao no Brasil, claro q u e n u m a escola e s p e c i a l m e n t e para c e g o s , m a s q u e isso j a r e p r e s e n t a v a na e p o c a u m a participacao na s o c i e d a d e para a s criangas c e g a s d a q u e l e e s t a d o , no Imperial Instituto d o s m e n i n o s c e g o s , q u e serviu c o m o u m m a r c o d e inclusao social para deficientes visuais, no s e c u l o XIX. C o n f o r m e M a z z o t a

O a t e n d i m e n t o e s c o l a r e s p e c i a l a s p e s s o a s c o m d e f i c i e n c i a t e v e s e u intcio, n o B r a s i l , n a d e c a d a d e c i n q u e n t a d o s e c u l o p a s s a d o . Foi e m 12 d e s e t e m b r o d e 1 8 5 4 , q u e D. P e d r o II, a t r a v e s d o D e c r e t o I m p e r i a l n° 1.428, f u n d o u n a c i d a d e d o R i o d e J a n e i r o , o I m p e r i a l Instituto d o s M e n i n o s C e g o s . ( 1 9 9 6 , p. 2 5 ) .

A escola tida c o m o regular t e n d e hoje a inserir-se n u m novo m o d e l o , o n d e as e s c o l a s especiais p o d e r a o r o m p e r c o m os p a r a d i g m a s e a s bases q u e c o l o c a v a m e m lados o p o s t o s estes dois tipos d e escolas. C o m a q u e b r a d e s s a s e p a r a g a o , a escola regular e a escola especial p e r m i t e m q u e o a l u n o n e s s e regime especial p o s s a transitar sobre a m b a s .

D e a c o r d o M a n t o a n (2001), foi na d e c a d a d e 9 0 e inicio d o seculo XXI q u e a d i s c u s s a o acerca da inclusao c o m e g o u a atingir s e u a p o g e u , pois esta e u m a historia d e longos a n o s d e lutas e c o n q u i s t a s e m varias s o c i e d a d e s , e por ser importante a descrigao d e a l g u m a s Leis, Decretos e Declaragoes q u e f i z e r a m d o

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m o v i m e n t o d a inclusao algo muito forte e de muita importancia para a s o c i e d a d e . N e s s e bojo, A p r e o c u p a c a o c o m a e d u c a c a o e n v o l v e n d o p e s s o a s d i f e r e n t e s p o d e s e r o b s e r v a d a no B r a s i l , d e s d e o f i n a l d o s e c u l o IX, q u a n d o o E s t a d o d i s p o s s o b r e a F u n d a c a o d o Instituto d o s C e g o s ( a t u a l Instituto B e n j a m i n C o n s t a n t ) e d o Instituto N a c i o n a l d o s S u r d o s - M u d o s , m a s e a p e n a s n a Lei d e D i r e t r i z e s e B a s e s d a E d u c a c a o ( L D B ) , n° 4 0 2 4 / 6 1 - B r a s i l ( 1 9 8 4 ) , q u e s e f a z r e f e r e n d a a p e s s o a c o m d e f i c i e n c i a , j a s e p r e t e n d e n d o n e s t a e p o c a , e n q u a d r a - l a , d e n t r o d o p o s s i v e l n a e d u c a c a o regular, g a r a n t i n d o - s e d e o u t r o l a d o o a p o i o f i n a n c e i r o a s i n s t i t u t e s p a r t i c u l a r e s q u e s e m o s t r a s s e m e f i c i e n t e s p a r a a t u a r n a E d u c a c a o e s p e c i a l ( K A S S A R , 1 9 8 8 , p. 1 2 1 ) .

N e s t e s ultimos 20 a n o s , a e d u c a c a o especial, aos olhos d a Lei Federal, v e m refletindo u m significativo c r e s c i m e n t o d e s s a area no setor e d u c a c i o n a l , e s p e c i f i c a m e n t e , nos s i s t e m a s d e e n s i n o . C o m os dispositivos criados e m Leis Especlficas e C o m p l e m e n t a r e s , b e m c o m o , nos tratados q u e f o r a m e e s t a o s e n d o e l a b o r a d o s a i n d a , acredita-se haver u m i m p u l s i o n a m e n t o desta nova pratica inclusiva e m t o d a s as e s c o l a s d o Brasil e d o m u n d o .

Na Constituicao d e 1988, q u e c o n t e m varios dispositivos relacionados as p e s s o a s c o m deficiencia, d e s t a c a - s e , na e d u c a c a o , o inciso III d o Artigo 2 0 8 , definindo c o m o d e v e r d o Estado o " a t e n d i m e n t o e d u c a c i o n a l especializado a o s portadores d e deficiencia, preferencialmente na rede regular d e e n s i n o " ( B R A S I L , 2 0 0 6 , p. 38).

C o m o dispositive d e s t e artigo, os g o v e r n a n t e s f i c a m obrigados a d e s e n v o l v e r u m a politica e d u c a c i o n a l q u e seja direcionada para a participaeao d e t o d o s dentro d a escola c o m u m , n a o p o d e n d o haver discriminacao, s e l e c i o n a m e n t o e distribuicao d e e s c o l a s definindo quern elas p o d e m o u n a o atender. Pois os t r a m i t e s da lei s a o bastante claros q u a n d o s e fala e m a t e n d i m e n t o d o s portadores d e deficiencia no e n s i n o regular.

No entanto, estas politicas nao p o d e m a p e n a s ser a d o t a d a s , p o r q u e e dever para as e s c o l a s d e e n s i n o regular receber a t o d o s os a l u n o s indistintamente. N e s s e caso, e necessario q u e a l g u m a s providencias s e j a m a d o t a d a s , tais quais, c o m o : citar o m e l h o r a m e n t o d o e s p a c o fisico, a p r e p a r a c a o d o s profissionais para lidar c o m e s s a nova situacao, qualificacao e t r e i n a m e n t o , a l e m d e disponibilizar varios outros recursos q u e se f a r a o viavel para a inteira acessibilidade d e s s a s p e s s o a s no e n s i n o regular.

UNIVERS'DADE fprjgf^

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A D e c l a r a c a o d e S a l a m a n c a , e s e m duvida o mais importante d o c u m e n t o q u e t r a d u z a n e c e s s i d a d e d e u m a e d u c a c a o inclusiva, cujo objetivo e f o r n e c e r diretrizes b a s i c a s para a f o r m u l a c a o e reforma d e politicas e s i s t e m a s e d u c a c i o n a i s d e a c o r d o c o m o m o v i m e n t o d e inclusao. Este d o c u m e n t o visa a inclusao e d u c a c i o n a l d e m a n e i r a total, t e n d o o a p o i o d e d o c u m e n t o s c o m o a C o n v e n c a o d e Direitos d a Crianca (1988) e d a D e c l a r a c a o s o b r e E d u c a c a o para T o d o s d e 1990. O u seja,

A D e c l a r a c a o d a S a l a m a n c a e o r e s u l t a d o d e u m a t e n d e n c i a m u n d i a l q u e c o n s o l i d o u a e d u c a c a o i n c l u s i v a , e c u j a o r i g e m tern s i d o a t r i b u i d a a o s m o v i m e n t o s d e d i r e i t o s h u m a n o s q u e s u r g i r a m a partir d a s d e c a d a s d e 6 0 e 7 0 . U m a d a s i m p l i c a c o e s e d u c a c i o n a i s o r i e n t a d a s a partir d a D e c l a r a c a o d e S a l a m a n c a r e f e r e - s e a i n c l u s a o n a e d u c a c a o . ( Q U E I R O Z , 2 0 0 2 , p. 1 0 2 ) .

.Sob e s s e p r i s m a , u m a iniciativa muito importante por parte d o Ministerio da E d u c a c a o foi: A r e s o l u c a o C N E / C E B no. 0 2 / 2 0 0 1 - C o n s e l h o N a c i o n a l d a E d u c a c a o ( 2 0 0 1 ) , instituiu a s D i r e t r i z e s N a c i o n a i s p a r a a e d u c a c a o d e a l u n o s q u e a p r e s e n t e m n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s e s p e c i a i s , n a E d u c a c a o B a s i c a , e m t o d a s a s s u a s e t a p a s e m o d a l i d a d e s , d e l i b e r a n d o q u e o s s i s t e m a s d e e n s i n o d e v e m m a t r i c u l a r t o d o s o s a l u n o s , c a b e n d o a s e s c o l a s o r g a n i z a r - s e p a r a o a t e n d i m e n t o a e s t e tipo d e e d u c a n d o , a s s e g u r a n d o a s c o n d i c o e s n e c e s s a r i a s p a r a u m a e d u c a c a o d e q u a l i d a d e p a r a t o d o s . ( S A V I A N E , 2 0 0 5 , P-37).

Para t o m a r e s t e d o c u m e n t o p o s s i v e l , d e v e - s e constituir e fazer f u n c i o n a r u m setor r e s p o n s a v e l pela e d u c a c a o e s p e c i a l , d o t a d o d e recursos h u m a n o s , materiais e financeiros q u e viabilizem e d e e m s u s t e n t a c a o a o p r o c e s s o d e construcao d a e d u c a c a o inclusiva. A s s i m , T a n t o a C o n s t i t u i c a o F e d e r a l d e 1 9 8 8 q u a n t a a L D B 9 3 9 4 / 9 6 , a m p a r a m a s p e s s o a s c o m n e c e s s i d a d e s e d u c a t i v a s e s p e c i a i s , d e s t a c a n d o s e u s d i r e i t o s , m a s m u i t a s v e z e s e s t e s n a o s a o c u m p r i d o s e m s u a i n t e g r i d a d e , p o r d i v e r s o s m o t i v o s c o m o f a l t a d e f o r m a c a o e i n f o r m a c a o d o s d o c e n t e s , p o u c a a t u a g a o d a e q u i p e p e d a g o g i c a , e u m g r a n d e d i s t a n c i a m e n t o d a s o c i e d a d e , pois e s t a m u i t a s v e z e s n a o a d m i t e a i n c l u s a o d e s t a s p e s s o a s , s e n d o q u e m u i t a s e m p r e s a s n a o p o s s u e m p e s s o a s p o r t a d o r a s d e n e c e s s i d a d e s e s p e c i a i s e m s e u q u a d r o d e f u n c i o n a r i o s , e a s q u e p o s s u e m m u i t a s v e z e s e p a r a c u m p r i r a l g u m a lei, n a o o f e r e c e n d o a e s t a s a o p o r t u n i d a d e d e m o s t r a r s u a s q u a l i d a d e s . ( Q U E I R O Z , 2 0 0 2 , p.96).

N o Brasil, a Constituicao F e d e r a l d e 1988 e a L D B 9 3 9 4 / 9 6 s a o instrumentos importantes q u e f o m e n t a m os principios q u e d e v e m ser a d o t a d o s para p r o m o v e r a pratica d a inclusao d e p e s s o a s c o m n e c e s s i d a d e s especiais dentro d o e n s i n o

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regular, criando c o n d i c o e s legais para q u e e s s e p r o c e s s o nao seja a p e n a s u m escrito sobre linhas, m a s s i m , parte d e diretrizes legais q u e r e g e m os principios legais d e direito para t o d o s , i n d e p e n d e n t e m e n t e d e s u a s c o n d i c o e s fisicas, sociais, e c o n o m i c a s o u raciais.

Diante d e t u d o isso, p o d e - s e observar q u e a inclusao n a o e u m p r o c e s s o q u e surge d o n a d a , m a s s i m , e m b a s a d o e m d i s c u s s o e s no a m b i t o m u n d i a l , o q u e mostra a p r e o c u p a c a o tida para c o m as p e s s o a s cujas n e c e s s i d a d e s especiais e m muitos m o m e n t o s s a o tratadas c o m preconceitos, c o m o algo a n o r m a l q u e i m p e d e a convivencia h a r m o n i c a entre e s s a s p e s s o a s no convivio n o r m a l d e outras p e s s o a s .

2.2 Limites e P o s s i b i l i d a d e s

A e s c o l a inclusiva e a i n d a u m a condigao q u e requer muitos desafios, s e n d o , pois, u m a c o n d i c a o para m o d e r n i z a g a o e reestruturacao das atuais conjecturas p e d a g o g i c a s a q u e estao d e s v e l a d a s as e s c o l a s publicas e privadas brasileira, e s p e c i a l m e n t e , as e s c o l a s de e n s i n o b a s i c o .

S a o i n u m e r o s os d e s a f i o s a ser enfrentados c o m fins a c o n s t r u c a o d e u m a e s c o l a inclusiva, o n d e a inclusao nao seja a p e n a s u m a condicao fisica, m a s t a m b e m voltada para as t e n d e n c i a s p s i c o p e d a g o g i c a s , c o m novas m e t o d o l o g i a s d e ensino q u e p o s s a m envolver a t o d o s d e m a n e i r a indiferenciada. Neste c a s o , d e v e r a fazer parte d o s d e s a f i o s d a escola inclusiva recriar o m o d e l o educativo escolar, tendo c o m o eixo o e n s i n o para t o d o s ; reorganizar p e d a g o g i c a m e n t e as e s c o l a s , abrindo e s p a c o s para q u e a c o o p e r a c a o , o dialogo, a solidariedade, a criatividade e o espirito critico s e j a m exercitados nas escolas, por professores, administradores, funcionarios e alunos, p o r q u e s a o habilidades m i n i m a s para o exercicio da verdadeira c i d a d a n i a ; garantir aos a l u n o s t e m p o e liberdade para a p r e n d e r e u m e n s i n o q u e nao s e g r e g a e reprova a repetencia; formar, aprimorar c o n t i n u a m e n t e e valorizar o professor para q u e t e n h a c o n d i c o e s e e s t i m u l o para ensinar a t u r m a tod a, s e m e x c l u s o e s e e x c e c o e s .

C o n f o r m e m e n c i o n a C a r v a l h o , q u a n d o diz q u e :

U m m u n d o i n c l u s i v o e u m m u n d o no q u a l t o d o s tern a c e s s o a s o p o r t u n i d a d e s d e s e r e e s t a r n a s o c i e d a d e d e f o r m a p a r t i c i p a t i v a ; o n d e a r e l a g a o e n t r e o a c e s s o a s o p o r t u n i d a d e s e a s c a r a c t e r i s t i c a s i n d i v i d u a i s n a o

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s a o m a r c a d a s p o r i n t e r e s s e s e c o n o m i c o s , o u p e l a c a r i d a d e p u b l i c a [...] ( 2 0 0 3 , p . 1 6 1 ) .

N e s s e sentido, a inclusao n a o d e v e ser a p e n a s u m projeto novo a ser e n c a i x a d o nas escolas, m a s d e v e atender, principalmente, a o s a n s e i o s d e s s a nova clientela, o n d e as e s c o l a s p a s s e m a r e c o n h e c e r a dar o d e v i d o valor a e s s e s a l u n o s incluidos e a t o d o s os d e m a i s de m a n e i r a uniforme, d e s c o m e d i d a , d e m a n e i r a a a t e n d e r as especificidades d o s e d u c a n d o s q u e n a o c o n s e g u e m a c o m p a n h a r s e u s c o l e g a s d e t u r m a , por p r o b l e m a s q u e v a o d e s d e as deficiencias ate outras dificuldades d e natureza relacional, motivacional, cultural d o s alunos.

S u p e r a r o sistema tradicional d e ensinar e u m proposito a ser inserido no contexto d a inclusao dentro d a s salas d e aulas, o n d e e s s e proposito p o s s a alcancar o s e n s o etico, critico e reflexivo d o s alunos, referendado pelo q u e d e v e ser e n s i n a d o e c o m o e s s e e n s i n o d e v e ser pratigmatizado. E preciso superar a i n d a , a visao c o n s e r v a d o r a d e q u e as e s c o l a s d e q u a l i d a d e sao a s q u e e n c h e m as c a b e c a s d o s alunos c o m d a t a s , f o r m u l a s , conceitos j u s t a p o s t o s , f r a g m e n t a d o s .

A inclusao d e alunos c o m n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s especiais na rede c o m u m d e e n s i n o e hoje, u m g r a n d e desafio, j a q u e e s s a dificuldade se refere a u m p r o c e s s o e d u c a c i o n a l q u e visa a t e n d e r a o m a x i m o a c a p a c i d a d e d a crianca c o m n e c e s s i d a d e s e d u c a c i o n a i s especiais - N E E ' s na classe regular, na q u a l n e m t o d a s as e s c o l a s e, por c o n s e q u e n t e , n e m t a m p o u c o , os professores, nao e s t a o p r e p a r a d o s para atender a d e q u a d a m e n t e as n e c e s s i d a d e s d e s s e s e d u c a n d o s . E ainda, muitos profissionais d a escola s e o p o e m a insercao d e s s e s a l u n o s e receiam n a o s e r e m c a p a z e s d e facilitar o s e u d e s e n v o l v i m e n t o integral c o m o u m t o d o .

A l g u m a s f a m i l i a s d e criangas q u e tern N E E ' s t e m e m q u e e s s e contato seja prejudicial aos s e u s filhos, o u nao dignifique a escola. Pais d e criangas c o m deficiencia tern m e d o d e q u e s e u s filhos t e n h a m dificuldade no r e l a c i o n a m e n t o interpessoal na escola. O fato e q u e o proprio portador d e deficiencia nao foi e n s i n a d o e e n c o r a j a d o a enfrentar o m u n d o e a s o c i e d a d e c o m confianga e m si proprio.

O a l u n o d e v e d e s e n v o l v e r s u a habilidade d e e m a n c i p a g a o c o m relagao a o ato d e a p r e n d e r e nao d e s u b m i s s a o c o m relagao a o professor. E, q u a n t o m a i s h e t e r o g e n e o for o g r u p o (a t u r m a ) , m a i o r e s s a o as possibilidades d e novos a p r e n d i z a d o s . A e d u c a g a o autentica nao e d o professor "para" o aluno; n a o e d o

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professor " s o b r e " o aluno; e d o professor " c o m " o aluno, d o aluno " c o m " o professor, d o a l u n o " c o m " o aluno, e d e t o d o s " c o m " t o d o s .

Neste c a s o , o perfil d a e s c o l a inclusiva configura-se por t r a n s f o r m a c o e s d e o r d e m fisica e social, p e d a g o g i c o - m e t o d o l o g i c a , qualificagao profissional e investimentos tecnico-cientificos q u e v e n h a m a subsidiar os instrumentos a d e q u a d o s para q u e o professor e o a l u n o p o s s a m estar servidos para u m a boa pratica e d u c a t i v a inclusiva.

A o adotar a pratica inclusiva c o m o u m objetivo d e curto prazo, as politicas publicas d e s c o n s i d e r a m q u e os a m b i e n t e s fisicos n a o e s t a o p r e p a r a d o s para receber e s s e s individuos e q u e a a d e q u a c a o d e s s e s e s p a g o s vai exigir u m g r a n d e investimento e m infra-estrutura e e q u i p a m e n t o s , cujas v e r b a s g e r a l m e n t e inexistem.

A s politicas d e e d u c a g a o n a o a v a n g a m c o m o d e v e r i a m , o u seja, a c o m p a n h a n d o as inovagoes e n a o q u e s t i o n a m a p r o d u g a o d a identidade e da diferenga nas escolas. E u m a d a s m a i o r e s barreiras para se m u d a r a e d u c a g a o e a a u s e n c i a d e desafios, o u melhor, a neutralizagao d e t o d o s os desequilibrios q u e eles p o d e m p r o v o c a r na n o s s a velha f o r m a d e ensinar. E a i n d a , e s s a neutralizagao v e m d o proprio s i s t e m a e d u c a c i o n a l , q u e s e p r o p o e a s e modificar, q u e esta investindo na inovagao, nas reformas d e e n s i n o para m e l h o r a r a sua qualidade.

M a n t o a n (1997, p. 61) ainda afirma q u e "a etica e m sua d i m e n s a o critica e t r a n s f o r m a d o r a , e q u e referenda n o s s a luta pela inclusao escolar. Contrariar a perspectiva d e u m a escola q u e se pauta pela igualdade d e o p o r t u n i d a d e s e fazer a diferenga, reconhece-la e valoriza-la".

A autora enfatiza portanto, q u e e preciso a n t e s d e t u d o reconhecer as diferengas culturais, a pluralidade d a s m a n i f e s t a g o e s intelectuais, sociais e afetivas. P r e c i s a m o s construir u m a nova etica escolar q u e a d v e m d e u m a consciencia ao m e s m o t e m p o individual, social e, p o r q u e nao, planetaria.

Diante d e s s e s fatores, n e c e s s a r i o se f a z q u e s e j a m praticadas m u d a n g a s na escola, q u e haja a reorganizagao d a s e s c o l a s e, para q u e isso seja p o s s i v e l , e importante q u e se propicie u m e n c a d e a m e n t o d e agoes q u e e s t a o c e n t r a d a s no projeto politico-pedagogico. E s s e projeto, q u e j a se c h a m o u d e piano d e curso e d e outros n o m e s parecidos, e u m a f e r r a m e n t a d e vital importancia para q u e as diretrizes gerais d a escola s e j a m t r a g a d a s c o m realismo e responsabilidade. N a o f a z parte d a cultura escolar a proposigao d e u m d o c u m e n t o d e tal natureza e e x t e n s a o , e l a b o r a d o c o m a u t o n o m i a e participagao de t o d o s os s e g m e n t o s q u e a corn p o e m .

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Ele parte d o diagnostico d a d e m a n d a , penetra f u n d o nos p o n t o s positivos e fracos d o s t r a b a l h o s d e s e n v o l v i d o s , define prioridades d e a t u a c a o , objetivos, p r o p o e iniciativas, a c o e s , c o m m e t a s r e s p o n s a v e i s para c o o r d e n a - l a s . S o b e s s a otica, A i n c l u s a o i m p l i c a m u d a n c a s d o a t u a l p a r a d i g m a e d u c a c i o n a l - q u e a l g u m t e m p o m o s t r a s i n a i s d e e s g o t a m e n t o , e n e s s e v a z i o d e i d e i a s q u e a c o m p a n h a a c r i s e p a r a d i g m a t i c a , e q u e s u r g e o m o m e n t a o p o r t u n o d a s t r a n s f o r m a c o e s - p a r a q u e s e e n c a i x e n o m a p a d a e d u c a c a o e s c o l a r q u e e s t a m o s r e t r a c a n d o . ( M A N T O A N , 2 0 0 5 , p 7 9 ) .

O s d a d o s d o projeto-politico p e d a g o g i c o e s c l a r e c e m ao diretor, aos professores, c o o r d e n a d o r e s , funcionarios e pais sobre a clientela, os recursos, h u m a n o s e materiais d e q u e a escola d i s p o e .

O s curriculos, a f o r m a c a o das t u r m a s , as praticas d e ensino, a avaliacao s a o a s p e c t o s da o r g a n i z a c a o p e d a g o g i c a d a s e s c o l a s e serao revistos e modificados c o m b a s e no q u e for definido pelo projeto politico p e d a g o g i c o d e c a d a escola. S e m o s c o n h e c i m e n t o s l e v a n t a d o s por e s s e projeto e i m p o s s i v e l elaborar curriculos q u e reflitam o m e i o social e cultural d o a l u n a d o .

A inclusao n a o preve a utilizacao d e m e t o d o s e tecnicas d e e n s i n o e s p e c i f i c a s para e s t a o u a q u e l a deficiencia e/ou dificuldade d e aprender. O s alunos a p r e n d e m nos s e u s limites e se o e n s i n o for, d e fato, d e b o a q u a l i d a d e , o professor levara e m conta e s s a c o n d i c a o e explorara c o n v e n i e n t e m e n t e as possibilidades d e cada u m . N a o s e trata d e u m a a c e i t a c a o passiva d o d e s e m p e n h o escolar, m a s d e a g i r m o s c o m realismo e coerencia e a d m i t i r m o s q u e as e s c o l a s existam para formar as novas g e r a c o e s , e nao a p e n a s a l g u n s d e s e u s futuros m e m b r o s , os mais c a p a c i t a d o s e privilegiados.

E por d e m a i s importante q u e a s praticas p e d a g o g i c a s p o s s a m atingir a t o d o s o s a l u n o s d e m a n e i r a indistinta, no q u e o professor seja p r e p a r a d o , qualificado para d e s e n v o l v e r o p a p e l d e m e d i a d o r d a inclusao, p o r e m para isso, e indispensavel q u e t a m b e m s e p e n s e na m e l h o r f o r m a c a o d o s professores, u m a v e z q u e estes p r e c i s a m melhorar s u a s praticas p e d a g o g i c a s d e maneira a atender o p r o c e s s o d e acessibilidade a t o d o s .

O professor precisa ter t e m p o para refletir e a d e q u a r as s u a s praticas p e d a g o g i c a s a o s n o v o s d e s a f i o s s e m c o m p r o m e t e r a qualidade d e s e u trabalho. O p r o c e s s o d e inclusao d e p e s s o a s c o m n e c e s s i d a d e s especiais c a u s a e x t r e m a s

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m u d a n g a s e, por v e z e s , desconforto na sala d e aula. N a o a p e n a s os professores p r e c i s a m estar c a p a c i t a d o s para enfrentar e s s e n o v o desafio, m a s principalmente, a l u n o s , pais e c o m u n i d a d e p r e c i s a m c o m p r e e n d e r c o m o a c o n v i v e n c i a c o m alunos incluidos p o d e r a enriquecer a f o r m a c a o h u m a n a d e s e u s m e m b r o s . Portanto, e o p o r t u n o dizer q u e : O p r o c e s s o i n c l u s i v o p o d e significar u m a v e r d a d e i r a r e v o l u c a o e d u c a c i o n a l e e n v o l v e o d e s c o r t i n a r d e u m a e s c o l a e f i c i e n t e , d i f e r e n t e , a b e r t a , c o m u n i t a r i a , s o l i d a r i a e d e m o c r a t i c a o n d e a m u l t i p l i c i d a d e l e v a - n o s a u l t r a p a s s a r o limite d a i n t e g r a g a o e a l c a n c a r a i n c l u s a o . ( S T O B A U S ; M O S Q U E R A , 2 0 0 6 , p.24).

O desafio e construir e por e m pratica no a m b i e n t e escolar u m a p e d a g o g i a q u e c o n s i g a ser c o m u m o u valida para t o d o s os a l u n o s d a classe escolar, p o r e m c a p a z d e a t e n d e r os a l u n o s cujas situacoes p e s s o a i s e caracteristicas d e a p r e n d i z a g e m r e q u e i r a m u m a p e d a g o g i a diferenciada. T u d o isto s e m d e m a r c a g o e s , preconceitos ou atitudes a l i m e n t a d o r a s dos indesejaveis e s t i g m a s . A o contrario, p o n d o e m a n d a m e n t o na c o m u n i d a d e escola, u m a conscientizagao crescente a c e r c a d o s direitos d e c a d a u m .

C o m relagao aos recursos p e d a g o g i c o s , e f u n d a m e n t a l criar condigoes basicas e s s e n c i a i s para permitir u m p r o c e s s o efetivo d e inclusao no ensino, no qual q u a l q u e r crianga p o s s a a c e s s a r t o d o s o s e s p a g o s d e tal escola e participar d e t o d a s as atividades e s c o l a r e s c o m s e g u r a n g a , conforto e maior i n d e p e n d e n c i a p o s s i v e l , d e a c o r d o c o m s u a s habilidades e limitagoes. Infelizmente, os recursos existentes nas n o s s a s e s c o l a s ainda s a o insuficientes.

O sentido puro da inclusao e o respeito a s d i v e r s i d a d e s a p r e s e n t a d a s pelas p e s s o a s , s e j a m q u a i s f o r e m e s s a s diversidades, nao p o d e n d o e s q u e c e r e m m o m e n t o a l g u m q u e , a p e s a r d a s diferengas, as p e s s o a s c o m n e c e s s i d a d e s especiais p o s s u e m s a b e r e s diferentes os quais t a m b e m f a z e m parte da construgao d e novos s a b e r e s e q u e p r e c i s a m estar c o n j u n t a m e n t e inseridos n u m m e s m o e s p a g o d e m o c r a t i z a n t e , seja na escola, seja e m q u a l q u e r outro s e g m e n t o social.

S o b e s s a perspectiva, a e d u c a g a o inclusiva p o d e ser e n t e n d i d a c o m o "o p r o c e s s o d e inclusao d o s p o r t a d o r e s d e n e c e s s i d a d e s especiais o u d e disturbios d e a p r e n d i z a g e m na r e d e c o m u m d e e n s i n o e m t o d o s os s e u s niveis, d a pre-escola ao quarto g r a u " ( S T O B A U S ; M O S Q U E R A , 2 0 0 6 , p. 2 4 ) .

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m a s nao discriminatoria. E s s a populagao c o n s i d e r a d a portadores d e n e c e s s i d a d e s especiais a p e s a r d e s u a s limitagoes, fisicas, visuais o u auditivas, n a o p o d e j a m a i s ser tratada d e maneira e x c l u d e n t e , u m a v e z q u e possui s a b e r e s d o s quais t a m b e m s a o responsaveis pelas construgoes d e n o v o s s a b e r e s e q u e a b r a n g e r a a t o d o s d e f o r m a uniforme.

E natural q u e o professor se a c h e d e s p r e p a r a d o para trabalhar c o m criangas c o m n e c e s s i d a d e s especiais, pois n e m s e m p r e o e d u c a d o r r e c o n h e c e o u aceita q u e c a d a crianga possui n e c e s s i d a d e s individuals, habilidades e interesses unicos d e a p r e n d i z a g e m . N e s s e sentido, e preciso q u e o professor p a s s e por u m a qualificagao ou f o r m a g a o q u e o prepare para os d e s a f i o s q u e , p o s s i v e l m e n t e , enfrentara n u m a sala c o m tantas diferengas h u m a n a s , q u e s e j a m as diversidades culturais, intelectuais, religiosas, D e s s e m o d o ele p o d e r a d e s e m p e n h a r u m a pratica p e d a g o g i c a direcionada a c a d a n e c e s s i d a d e e s p e c i f i c a do alunado.

A inclusao e s e m d u v i d a u m t e m a q u e esta e m v o g a , p o r e m nao basta a p e n a s ter portas abertas para t o d o s , e preciso t a m b e m estar p r e p a r a d o para receber e s s e s individuos e inseri-los j u n t a m e n t e a s criangas d o e n s i n o regular c o m direitos igualitarios, pois e s s a s criangas c o m N E E ' s q u a s e s e m p r e p o s s u e m u m a resistencia q u a n t a a integragao social, por isso nao basta e s t a r e m a p e n a s matriculados na e s c o l a regular, e preciso criar c o n d i g o e s para q u e eles v e n h a m a participar d e m o d o inclusivo, n e s s a nova proposta e d u c a c i o n a l , c o m o a p o i o da instituigao, dos professores, funcionarios e s o c i e d a d e e m geral. Diante d e tantas m e d i d a s a s e r e m t o m a d a s para facilitar o a c e s s o a inclusao, e preciso a eliminagao d e barreiras arquitetonicas existentes nos predios escolares, o f e r e c e n d o , a s s i m , pleno direito de l o c o m o g a o das p e s s o a s c o m limitagoes, pois nao e preciso s o m e n t e a conscientizagao e f u n d a m e n t a l a a g i o .

E evidente q u e a s o c i e d a d e d e m o d o geral tern batalhado e obtido a l g u m a s c o n q u i s t a s , m a s e m sala d e aula a i n d a e muito restrita, a integragao d a s criangas c o m N E E ' s , Na maioria d a s v e z e s , esta s e n d o feita m e r a m e n t e para c u m p r i m e n t o d a lei. O q u e ocorre e q u e g e r a l m e n t e o professor r e c e b e a crianga a aceita na sala d e aula, m a s nao a tolera, no s e u i n t i m o a rejeita, ignora-a , n a o possibilitando m e t o d o s q u e atenda as especificidades d a crianga c o m n e c e s s i d a d e s especiais.

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Diante d e tantos e m p e c i l h o s e limitagoes, f e l i z m e n t e a l g u n s profissionais a c r e d i t a m q u e uma inclusao total e p o s s i v e l , b u s c a n d o m e i o s e dicas, para q u e de fato a c o n t e g a u m a inclusao escolar e m p e n h a n d o - s e d e s s a f o r m a nas aulas e nos recursos p e d a g o g i c o s , para s o m a r e m sua pratica p e d a g o g i c a . Outros, p o r e m nao c o n s e g u e m libertar-se d e preconceitos e d e habitos q u e a t r a p a l h a m a inclusao totalitaria, nao permitindo q u e o c r e s c i m e n t o e d e s e n v o l v i m e n t o intelectual profissional e h u m a n o d a crianga, p o s s a m se desenvolver, i m p e d i n d o a soeializagao e a q u e b r a d e p a r a d i g m a s e conceitos ultrapassados, possibilitando, a s s i m , para o f r a c a s s o social e h u m a n o nas criangas c a r e n t e s d e atengao e n e c e s s i d a d e s . S a o e s s e s e outros fatores q u e dificultam e nao p e r m i t e m u m repensar d e agoes para novos propositus e m e t o d o l o g i a s e d u c a c i o n a i s .

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3. P E S Q U I S A N D O E A N A L I S A N D O O S M E D O S E A N G U S T I A S DA

I N C L U S A O E S C O L A R

Neste capitulo, a p r e s e n t a m o s relatos d e alunos, d e m o n s t r a n d o s e u s m e d o s e a n g i i s t i a s nas e x p e r i e n c i a s vividas no a m b i t o escolar inclusivo, c o m p r e e n d e n d o d e s s a f o r m a , o r e l a c i o n a m e n t o d e s t e s a l u n o s p e r a n t e o p r o c e s s o e n s i n o e a p r e n d i z a g e m .

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