PRE-SAL NA USP: CICLO DE SEMINARIOS Seminário de Abertura: O CONTEXTO ENERGÉTICO E AS PERSPECTIVAS DO PRE-SAL 01 de Dezembro de 2009

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Texto

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Os Modelos de Organização da Indústria do Petróleo e

as Propostas para o Pré-Sal

Ildo Luis Sauer

Professor Titular de Energia

Instituto de Eletrotécnica e Energia

Coordenador do Curso de Pós-graduação de Energia da USP

(illsauer@iee.usp.br)

PRE-SAL NA USP: CICLO DE SEMINARIOS

Seminário de Abertura:

O CONTEXTO ENERGÉTICO E AS PERSPECTIVAS DO

PRE-SAL

01 de Dezembro de 2009

PRE-SAL NA USP: CICLO DE SEMINARIOS

Seminário de Abertura:

O CONTEXTO ENERGÉTICO E AS PERSPECTIVAS DO

PRE-SAL

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Professor Ildo Luís Sauer Universidade de São Paulo/IEE

Programa de Pós-Graduação em Energia

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Revolução Industrial

•Tem início por volta de 1750, durante a Idade Moderna, em sua 1ª

etapa, e estende-se para os séculos XIX e XX – 2ª Revolução Industrial.

•Utiliza a energia acumulada do Sol sob a forma de combustíveis fósseis

e das energias de fluxo. Primeiro o carvão, em seguida o petróleo e

derivados e a eletricidade.

•Alteração nas relações sociais e na divisão de trabalho (mecanização).

•Intensificação sem precedentes da produtividade.

•Explosão populacional.

•Consolidação do modo de produção capitalista.

Os grandes períodos energéticos

As duas Revoluções Sociais

Os grandes períodos energéticos

As duas Revoluções Sociais

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Fonte: Howsitit.com Geopolitics in context website, 2008. Editor: Nigel Canelli.

Revolução Agrícola

•Período neolítico, na pré-história.

•Utilização da energia acumulada do Sol sob a forma de agricultura

e pecuária – captura da fotossíntese.

•Alterações sociais significativas: sedentarismo; propriedade;

tecnologia; instituições.

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TRANSIÇÕES ENERGÉTICAS E ECONÔMICAS

TRANSIÇÕES ENERGÉTICAS E ECONÔMICAS

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Sociedades antigas

Feudalismo

Mercantilismo

1ª Revolução

Industrial

2ª Revolução

Industrial

Reestruturação

keynesiana

Ultraliberalismo

Madeira

Carvão

Energia

hidrelétrica

Petróleo

Gás natural

Energia

nuclear

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1857 – Desenvolvimento da lâmpada de querosene

1859 – Coronel Edwin Drake descobre petróleo em Titusville, Pennsylvania

1877 - Rockefeller controla 90% do refino americano

1882 – Constituída a Standard Oil Trust

1885 – Descoberto petróleo em Sumatra pela Royal Dutch

1907 - Shell e Royal Dutch se fundem para formar a Royal Dutch Shell

1908 – Descoberto petróleo na Pérsia; cria-se a Anglo Persian (posteriormente, BP)

1917 – URSS nacionaliza o petróleo

1911 – A divisão da Standard Oil Trust é ordenada pela Suprema Corte

1928 – Tratado de Achnacarry entre as “sete irmãs”

1938 - Mexico nacionaliza companhias estrangeiras de petróleo ► descoberto petróleo no Kuwait e na Arábia

Saudita

1950 – Aramco - Arábia Saudita

1951 – Nacionalizada a Anglo Iranian Oil Company

1956 – Descoberto petróleo na Argélia e Nigéria

1960 - OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) é fundada em Bagdá

1969 – Descoberto petróleo no Mar do Norte

1972 – Iraque nacionaliza a Iraq Petroleum Concession

1973 – Irã nacionaliza a propriedade do petróleo

1973 – 1979: CHOQUES...

Fonte: Daniel Yergin, The Prize, 1990. Editor: Simon & Schuster. Professor Ildo Luís SauerUniversidade de São Paulo/IEE

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Mundo

Brasil

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Gás

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MATRIZ ENERGÉTICA

1,8 bilhão de barris

800 milhões de barris

64,8 bilhões de barris

Incremento de 1,0 bilhão de barris

 Crescimento de 45% da demanda mundial de energia para 2030:

 Crescimento da demanda significativamente superior à mundial (122%):

122%

45%

 Óleo e gás natural continuarão preponderantes, representando 52% do

consumo de energia em 2030.

 Forte presença dos renováveis, mas óleo e gás mantêm importância,

representando 44% do consumo de energia em 2030.

47,3 bilhões de barris

Incremento de 17,5 bilhões de barris

Matriz Brasileira

Matriz Mundial

Professor Ildo Luís Sauer Universidade de São Paulo/IEE

Programa de Pós-Graduação em Energia Fontes: WEO 2008 - AIE - Agência Internacional de Energia – cenário de referência; EPE - Empresa de

Pesquisa Energética – Balanço Energético Nacional 2009 (resultados preliminares); MME – Matriz Energética 2030 – Cenário de Referência do PNE 2030 Apud Petrobras, 2009.

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Cenários de Demanda Global de

petróleo

Em 2008, produção mundial de

petróleo foi de 86 milhões de barris

por dia;

Considerando apenas os campos

existentes em produção e seu declínio

natural, projeta-se para 2030

produção de 31 milhões de barris por

dia;

Ao mesmo tempo, estima-se que a

demanda global por petróleo será, em

2030, de 106 milhões de barris por dia;

A diferença (aproximadamente 75

milhões) entre a produção esperada

com base nos campos atuais e a

elevada demanda deverá ser suprida

por:

Incorporação de novas descobertas;

Fontes alternativas de energia;

Maior eficiência energética.

Fonte: IEA World Energy Outlook 2008 - EIA International Energy Outlook 2009

Obs.: Declínio Natural: 6,0% a.a / Declínio Observado: 4,5% a.a (WEO 2008) Professor Ildo Luís Sauer Universidade de São Paulo/IEE

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Necessidade

de aumento da

produção de

petróleo por

incorporação

de novas

reservas

Cenário

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e líquido

s (2030)

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A propriedade das reservas de petróleo e gás natural hoje é

dominada por empresas estatais controladas pelos governos;

Atualmente, 77% das reservas mundiais de óleo e 51% das

reservas de gás natural são de acesso limitado a apenas

empresas estatais;

As empresas privadas possuem acesso livre a somente 7% das

reservas de óleo e 9% das reservas de gás natural.

Professor Ildo Luís Sauer Universidade de São Paulo/IEE

Programa de Pós-Graduação em Energia

Assegurar reservas de petróleo é um dos principais motivos

de crises internacionais

Assegurar reservas de petróleo é um dos principais motivos

de crises internacionais

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As a group, the supermajors control about 5% of global oil and gas reserves with largest supermajor, ExxonMobil, ranked

14th. Conversely,95% of global oil and gas reserves are controlled by state-owned oil companies, primarily located in the

middle east.

As a group, the supermajors control about 5% of global oil and gas reserves with largest supermajor, ExxonMobil, ranked

14th. Conversely,95% of global oil and gas reserves are controlled by state-owned oil companies, primarily located in the

middle east.

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The "New Seven

Sisters"

On 11 March 2007, the

Financial Times

identified the "New

Seven Sisters", the most

influential and mainly

state-owned national oil

and gas companies from

countries outside the

OECD. They are:

1.Saudi Aramco (Saudi

Arabia)

2.JSC Gazprom

(Russia)

3.CNPC (China)

4.NIOC (Iran)

5.PDVSA (Venezuela)

6.Petrobras (Brazil)

7.Petronas (Malaysia)

The FT article notes that

Pemex of Mexico is

excluded from such a list

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Preços do petróleo – 1861 a 2008

Fluxos majoritários do comércio de

petróleo no mundo

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Programa de Pós-Graduação em EnergiaFonte: BP Statistical Review, 2009. OBS.: fluxos mundiais em milhões de toneladas

-14 -9 -4 1 6 11 E U A J a p ã o C h in a A le m a n h a C o ia d o S u l Índ ia F ra n ç a A r. S a u d it a R ú s s ia Irã E m . Á ra b e s K u w a it N o ru e g a N ig é ri a V e n e z u e la Ir a q u e (M il h õ e s b a rr is p o r d ia ) Fonte: Petrobras, 2009

x

Principais consumidores

Principais produtores da OPEP, Rússia e Noruega

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CUSTO DE PRODUÇÃO: US$ 1-10/barril

PREÇOS: US$ 70 - 150/barril

Brasil/Petrobras 2008

800 milhões barris/ano * US$ 66 = US$ 53 bilhões/ano

Brasil/Petrobras 2020

Mundo 2008

30 bilhões barris/ano * US$ 66 = US$ 2 trilhões/ano

Petróleo: forma concentrada, flexível

Energia líquida disponível: 1:100 – 1:30

Etanol: 1:8

Biodiesel 1:1

Riscos: paradigma econômico de produção e consumo

Novas fontes: gás natural dos xistos EUA, BIO

A DISPUTA PELOS EXCEDENTES ECONÔMICOS:

(RENDA, SUPER-BENEFÍCIO, LUCRO SUPLEMENTAR)

A DISPUTA PELOS EXCEDENTES ECONÔMICOS:

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ENERGIA GLOBAL - SOL

ENERGIA GLOBAL - SOL

BALANÇO ENERGÉTICO SOL-TERRA

BALANÇO ENERGÉTICO SOL-TERRA

Fonte: adaptado de Climate Change Action Network, website. Fonte:OECD/IEA, 2005

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Preço ao qual cada tipo de recurso se torna econômico

(em 2004 US$)

Petróleo acessível (cumulativo)

(bilhões de barris)

Fonte:OECD/IEA, 2005

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S ou rc e : D or n e ll e s ,R .G . M M E , 200 7

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Consumo aproximado de petróleo em 2008 ≈ 5.000 bilhões de litros

Fonte: Deepak Rajagopal & David Zilberman, Review of Environmental, Economic and Policy Aspects of Biofuels, World Bank, 2007

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UMA NOVA FRONTEIRA ENERGÉTICA PARA UMA NOVA TRANSIÇÃO

SOCIAL ?

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VÍNCULO INDISSOLÚVEL: PRÉ-SAL É FRUTO DA

HISTÓRIA DA PETROBRAS

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Origem – transição da terra ao mar – anos 1950 a 1970

A companhia é criada com o desafio de encontrar petróleo e abastecer o mercado interno.

A produção nacional não alcançava 1,6% do consumo interno.

A Cia. Intensificou a exploração e trabalhou na formação e especialização de seu corpo técnico.

Foi tomada a decisão de ampliar o setor de refino existente, com o objetivo de reduzir os custos de

importação dos derivados de petróleo.

Consolidação – águas profundas – anos 1970 a 1990

Em 1968, decidiu-se iniciar atividades de prospecção offshore, no recém descoberto campo de

Guaricema, Sergipe.

Em 1974 foi descoberta a bacia que é, até o momento, a de maior produção do Brasil – a bacia de

Campos. O campo inicial foi Garoupa, seguido pelos campos gigantes de Marlim, Albacora, Barracuda e

Roncador.

Nesse período a tecnologia da exploração em águas profundas é desenvolvida.

Fim do monopólio – auto-suficiência - transição para empresa de energia (eletricidade, gás natural e

biocombustíveis - pré-sal – 1990 ao presente:

Em agosto de 1997, foi sancionada a lei 9478, introduzindo a competição em todos os segmentos da

atividade petrolífera.

No ano 2000 o estatuto da empresa é alterado, para permitir a atuação como empresa integrada de

energia, o que se materializa a partir do Plano Estratégico de 2003.

No ano 2006 se foi alcançada a auto-suficiência e recentemente foram descobertos recursos abaixo da

camada de sal – um novo desafio

Nesse período é desenvolvida a tecnologia de exploração em águas ultraprofundas. Hoje o Brasil

domina todo o ciclo de perfuração submarina em campos situados a mais de dois mil metros de

profundidade.

A partir de 2005 são iniciados os investimentos de perfuração para confirmar o pré-sal – Julho 2006

Origem – transição da terra ao mar – anos 1950 a 1970

A companhia é criada com o desafio de encontrar petróleo e abastecer o mercado interno.

A produção nacional não alcançava 1,6% do consumo interno.

A Cia. Intensificou a exploração e trabalhou na formação e especialização de seu corpo técnico.

Foi tomada a decisão de ampliar o setor de refino existente, com o objetivo de reduzir os custos de

importação dos derivados de petróleo.

Consolidação – águas profundas – anos 1970 a 1990

Em 1968, decidiu-se iniciar atividades de prospecção offshore, no recém descoberto campo de

Guaricema, Sergipe.

Em 1974 foi descoberta a bacia que é, até o momento, a de maior produção do Brasil – a bacia de

Campos. O campo inicial foi Garoupa, seguido pelos campos gigantes de Marlim, Albacora, Barracuda e

Roncador.

Nesse período a tecnologia da exploração em águas profundas é desenvolvida.

Fim do monopólio – auto-suficiência - transição para empresa de energia (eletricidade, gás natural e

biocombustíveis - pré-sal – 1990 ao presente:

Em agosto de 1997, foi sancionada a lei 9478, introduzindo a competição em todos os segmentos da

atividade petrolífera.

No ano 2000 o estatuto da empresa é alterado, para permitir a atuação como empresa integrada de

energia, o que se materializa a partir do Plano Estratégico de 2003.

No ano 2006 se foi alcançada a auto-suficiência e recentemente foram descobertos recursos abaixo da

camada de sal – um novo desafio

Nesse período é desenvolvida a tecnologia de exploração em águas ultraprofundas. Hoje o Brasil

domina todo o ciclo de perfuração submarina em campos situados a mais de dois mil metros de

profundidade.

A partir de 2005 são iniciados os investimentos de perfuração para confirmar o pré-sal – Julho 2006

Fonte: A questão do petróleo no Brasil: Uma história da Petrobrás. José Luciano de Mattos Dias; Maria Ana Quagliano, Petrobras

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Descobertas de Óleo e Gás

-Águas Profundas: 1974-1984

Descobertas de Óleo e Gás

-Águas Profundas: 1984-2002

Descobertas de Óleo e Gás

-Águas Profundas: 2003-2006

Descobertas de Óleo e Gás

-Águas Profundas: 1984-2002

Descobertas de Óleo e Gás

-Águas Profundas: 2003-2006

Descobertas de Óleo e Gás

Águas Profundas: 2006-2008

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OTC 1992 OTC OTC 1992 1992 OTC2001 OTC OTC 2001 2001

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68.931

62.266

53.904

52.037

48.798

46.723

38.483

38.912

42.255

40.071

0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 80000

1998

1999

2000

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2002

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Fonte: Petrobras, 2007.

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RAZÕES DO SUCESSO DA PETROBRAS e DA

DESCOBERTA DO PRE-SAL:

RAZÕES DO SUCESSO DA PETROBRAS e DA

DESCOBERTA DO PRE-SAL:

1 - Seqüência de desafios tecnológicos vencidos por investimentos em P&D,

interno (Cenpes), alianças com universidades, centros de pesquisa e

empresas nacionais e internacionais.

2 - Investimento em formação de recursos humanos – Universidade Petrobras.

3 - Planejamento estratégico, com visão de médio e longo prazo (15 anos) e

plano de negócios de curto e médio prazos (5-7 anos) – ênfase dos projetos

em exploração e produção no país e no exterior.

4 - Estrutura de gestão descentralizada, com limites de competência definidos,

com autonomia e responsabilização, sistemática sequencial de avaliação de

projetos e processo permanente de avaliação de resultados.

5 - Política energética brasileira de preços de derivados de petróleo

internacionalizados (custo de oportunidade) combinada com preços elevados

do petróleo desde 2005.

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Formulação do Modelo Geológico (mais de uma década)

Agosto de 2005: Primeiros indícios de óleo no pré-sal, Campo de Parati, Bacia de

Santos

TESTE DO MODELO:

Bloco Original: BM-S-11 (BID 2: 14/09/2000)

POÇO 1-RJS-628A (Tupi):

Início Perfuração: 30/09/2005

Conclusão da Perfuração (1a. fase): 13/10/2005

Reentrada no poço: 02/05/2006

Notificação de Descoberta (Óleo): 10/07/2006

Conclusão de Reentrada: 12/10/2006

Envio do Plano de Avaliação para ANP: 31/08/2006

Data do Final do Plano de Avaliação: 31/12/2010

POÇO 3-RJS-646 (Ext. Tupi) - Área do PA do 1-RJS-628ª:

Início da Perfuração: 07/05/2007

Notificação de Descoberta (Óleo): 08/08/2007

Conclusão da Perfuração: 28/09/2007 (est.:5-8bi bbl)

Início de Produção do TLD: 01/05/2009

2007: Caxaréu, Pirambu (BC) Carioca, Caramba (BS)

2008, Júpiter (8bi),Bem-Te-Vi, Iara (3-4 bi), Guará. BES: óleo no pré-sal sob pós-sal:

Baleia Franca, Baleia Azul, Cachalote e Jubarte, que estende produção ao pré-sal

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SE FORAM RETIRADOS 41 BLOCOS(TUPI) POR QUE

FICARAM OS 11 (CABO FRIO), ARREMATADOS PELA

OGX?

SE FORAM RETIRADOS 41 BLOCOS(TUPI) POR QUE

FICARAM OS 11 (CABO FRIO), ARREMATADOS PELA

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A GRANDE QUESTÃO: DIMENSIONAMENTO,

CARACTERIZAÇÃO DOS RECURSOS..

A GRANDE QUESTÃO: DIMENSIONAMENTO,

CARACTERIZAÇÃO DOS RECURSOS..

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Província do pré-sal

Prov

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í

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ncia do pr

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é

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-

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sal

sal

Área total da Província: 149.000 km2

Área já concedidas: 41.772 km2 (28%)

Área sem concessão: 107.228 km2 (72%)

Área concedida c/ partc. Petrobras: 35.739 km2 (24%)

A grande área em azul indica a ocorrência prevista para o Pré-sal, com potencial para a presença de

petróleo;

No Campo de Jubarte (Parque das Baleias) e na área de Tupi (Bacia de Santos) estão sendo

realizados a antecipação da produção e o teste de longa duração, respectivamente.

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ANÁLISES E ALTERNATIVAS SOBRE O MARCO REGULATÓRIO

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MONOPÓLIO PÚBLICO, OPERADO POR EMPRESA ESTATAL/PÚBLICA

REGIMES DE CONTRATAÇÃO E OPERAÇÃO:

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

PRODUÇÃO COMPARTILHADA

CONCESSÕES (BÔNUS, ROYALTIES, PARTICIPAÇÕES

ESPECIAIS).

MODELO REGULATÓRIO E

APROPRIAÇÃO DA RENDA OU

EXCEDENTE ECONÔMICO

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REGULAMENTAÇÃO DO SETOR DE PETRÓLEO EM FHC (e Lula!)

REGULAMENTAÇÃO DO SETOR DE PETRÓLEO EM FHC (e Lula!)

A legislação do petróleo – Lei 9.478/97 – está alicerçada em três princípios básicos:

Estímulo à concorrência;

Incentivo ao investimento privado: prêmio ao risco exploratório;

Regulamentação das participações governamentais sobre a exploração e produção de

petróleo e gás natural.

MECANISMOS:

1. Contratos de Concessão:

Blocos licitados em leilão – vencedor definido pelo pagamento do maior Bônus de

Assinatura e declaração do conteúdo nacional do ofertante.

2. Participações Governamentais:

Bônus de Assinatura;

Royalties – entre 5 e 10% do valor da produção.

Participação Especial - Alíquotas progressivas sobre a receita líquida da produção

trimestral de cada campo variando de acordo com a localização da lavra, o número de

anos de produção, e o respectivo volume de produção - até 40% da receita líquida da

produção trimestral

Retenção de Área

A legislação do petróleo – Lei 9.478/97 – está alicerçada em três princípios básicos:

Estímulo à concorrência;

Incentivo ao investimento privado: prêmio ao risco exploratório;

Regulamentação das participações governamentais sobre a exploração e produção de

petróleo e gás natural.

MECANISMOS:

1. Contratos de Concessão:

Blocos licitados em leilão – vencedor definido pelo pagamento do maior Bônus de

Assinatura e declaração do conteúdo nacional do ofertante.

2. Participações Governamentais:

Bônus de Assinatura;

Royalties – entre 5 e 10% do valor da produção.

Participação Especial - Alíquotas progressivas sobre a receita líquida da produção

trimestral de cada campo variando de acordo com a localização da lavra, o número de

anos de produção, e o respectivo volume de produção - até 40% da receita líquida da

produção trimestral

Retenção de Área

33

(34)

Professor Ildo Luís Sauer Universidade de São Paulo/IEE

Programa de Pós-Graduação em Energia

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Consolidação das Participações Governamentais e de

Terceiros

Consolidação das Participações Governamentais e de

Terceiros

4 .3 9 6 .3 7 7 ,8 0 5 .0 4 2 .8 2 5 ,7 0 6 .2 0 6 .0 8 6 ,1 0 7 .7 0 3 .5 4 3 ,2 0 7 .4 9 0 .6 1 3 ,5 0 1 0 .9 3 7 .8 5 7 ,6 4 5 .5 8 3 .7 4 4 ,6 3 4 .9 9 7 .4 3 4 ,9 0 5 .2 7 1 .9 7 7 ,1 0 6 .9 6 5 .1 2 8 ,4 0 8 .8 3 9 .9 9 0 ,8 0 7 .1 7 7 .5 3 3 ,1 0 1 1 .7 1 0 .7 8 9 ,4 0 5 .3 4 6 .1 9 7 ,0 0 3 .1 8 3 .9 8 4 ,9 0 2 .3 0 3 .2 9 0 ,3 0 1 .8 6 7 .7 5 2 ,2 0 9 8 3 .5 9 9 ,4 0 2 .5 1 0 .1 8 1 ,4 0 1 .7 2 2 .0 4 7 ,4 0 1 .0 3 8 .7 3 8 ,0 0 0,00 5.000.000,00 10.000.000,00 15.000.000,00 20.000.000,00 25.000.000,00 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 (até set) R$

Royalties Participação especial Retenção de área Bônus de assinatura

(35)

Professor Ildo Luís Sauer

Universidade de São Paulo/IEE

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30,9

23,2

Remuneração do Capital próprio (lucros e dividendos)

10,9

16,3

Remuneração do Capital de Terceiros/bancos (juros, aluguéis)

85,1

73,9

GOVERNOS (IMPOSTOS,ROYALTIES, PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS, ETC.)

14.5

14,1

Pessoal

REPARTIÇÃO:

141

127

VALOR ADICIONADO LIQUIDO:

- INSUMOS, DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO

316

246

RECEITAS

2008

2007

VALOR ADICIONADO PELA PETROBRAS E REPARTIÇÃO

2007 E 2008 (RS$ BILHÕES)

VALOR ADICIONADO PELA PETROBRAS E REPARTIÇÃO

2007 E 2008 (RS$ BILHÕES)

(36)

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DESCOBERTA DO PRÉ-SAL: RESULTADO DA ESTRATÉGIA HISTÓRICA DA PETROBRAS-APESAR DO

MODELO FHC/Lula

QUESTÕES CRUCIAIS:

DELIMITAÇÃO E CONHECIMENTO DOS RECURSOS

EFICIÊNCIA INDUSTRIAL/OPERACIONAL

APROPRIAÇÃO DO EXCEDENTE ECONÔMICO;

TECNOLOGIA DISPONÍVEL: LIDERANÇA INTERNACIONAL DA PETROBRAS;

FUNÇÃO DAS COMPANHIAS DE SERVIÇOS PETROLÍFEROS (OIL SERVICE COMPANIES):

DETENTORAS DE PROCESSOS E TECNOLOGIAS CRÍTICAS, DISPONÍVEIS A TODAS PETROLÍFERAS

PAPEL DA EMPRESA PETROLIFERA: INTEGRADORA DAS OPERAÇÕES E GESTORA DOS RISCOS

GEOLÓGICOS, TECNOLÓGICOS/ENGENHARIA, FINANCEIROS E DE RISCOS. PETROBRAS:

CULTURA, HISTÓRIA, TECNOLOGIA E GESTÃO.

FINANCIAMENTO: PRODUÇÃO PERMITE GERAR FLUXO E RESERVAS GARANTEM EVENTUAL

NECESSIDADE DE APORTE

DISPUTA FUNDAMENTAL: PELAS RESERVAS E SEUS EXCEDENTES (LUCRO SUPLEMENTAR, RENDAS)

DESCOBERTA DO PRÉ-SAL: RESULTADO DA ESTRATÉGIA HISTÓRICA DA PETROBRAS-APESAR DO

MODELO FHC/Lula

QUESTÕES CRUCIAIS:

DELIMITAÇÃO E CONHECIMENTO DOS RECURSOS

EFICIÊNCIA INDUSTRIAL/OPERACIONAL

APROPRIAÇÃO DO EXCEDENTE ECONÔMICO;

TECNOLOGIA DISPONÍVEL: LIDERANÇA INTERNACIONAL DA PETROBRAS;

FUNÇÃO DAS COMPANHIAS DE SERVIÇOS PETROLÍFEROS (OIL SERVICE COMPANIES):

DETENTORAS DE PROCESSOS E TECNOLOGIAS CRÍTICAS, DISPONÍVEIS A TODAS PETROLÍFERAS

PAPEL DA EMPRESA PETROLIFERA: INTEGRADORA DAS OPERAÇÕES E GESTORA DOS RISCOS

GEOLÓGICOS, TECNOLÓGICOS/ENGENHARIA, FINANCEIROS E DE RISCOS. PETROBRAS:

CULTURA, HISTÓRIA, TECNOLOGIA E GESTÃO.

FINANCIAMENTO: PRODUÇÃO PERMITE GERAR FLUXO E RESERVAS GARANTEM EVENTUAL

NECESSIDADE DE APORTE

DISPUTA FUNDAMENTAL: PELAS RESERVAS E SEUS EXCEDENTES (LUCRO SUPLEMENTAR, RENDAS)

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Professor Ildo Luís Sauer

Universidade de São Paulo/IEE

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Novo modelo regulatório

Novo modelo regulat

Novo modelo regulat

ó

ó

rio

rio

PROPOSTAS EM DISCUSSÃO:

A. MOVIMENTOS SOCIAIS (PROJETO DEP. MARRONI)

REESTATIZAÇÃO DA PETROBRAS:

CRIAÇÃO DE EMPRESA 100%ESTATAL

UM ANO PARA INCORPORAR A PETROBRAS S.A

RETOMADA DO MONOPÓLIO:

CRIAÇÃO DO FUNDO SOCIAL

ANP REESTRUTURADA PARA FISCALIZAÇÃO

B. GOVERNO, 4 PROJETOS: PARTILHA NO PRÉ-SAL E ÁREAS

ESTRATÉGICAS, CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS, FUNDO SOCIAL,

PETRO-SAL

PROPOSTAS EM DISCUSSÃO:

A. MOVIMENTOS SOCIAIS (PROJETO DEP. MARRONI)

REESTATIZAÇÃO DA PETROBRAS:

CRIAÇÃO DE EMPRESA 100%ESTATAL

UM ANO PARA INCORPORAR A PETROBRAS S.A

RETOMADA DO MONOPÓLIO:

CRIAÇÃO DO FUNDO SOCIAL

ANP REESTRUTURADA PARA FISCALIZAÇÃO

B. GOVERNO, 4 PROJETOS: PARTILHA NO PRÉ-SAL E ÁREAS

ESTRATÉGICAS, CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS, FUNDO SOCIAL,

PETRO-SAL

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Programa de Pós-Graduação em Energia

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Questões sobre Projeto do Governo:

Questões sobre Projeto do Governo:

Questões sobre Projeto do Governo:

DECISÃO FINAL ESTÁ TODA CENTRADO NO PRESIDENTE, UNILATERAL,

AUTOCRÁTICO: TODOS ÓRGÃOS ENVOVOLVIDOS SÃO DE SUA NOMEAÇÃO

AGEM SOB SUA ORIENTAÇÃO.

MANUTENÇÃO DE AURA DE RISCO, IMPLICANDO EM REDUÇÃO DO OLEO

LUCRO ARBITRADO NAS PROPOSTAS DE LICITAÇÃO – NECESSIDADE DE

QUANTIFICAR AS RESERVAS PREVIAMENTE, ELIMINANDO O RISCO

NECESSIDADE DE COODENAR PRODUÇÃO COM MERCADO

INTERNACIONAL E APORTE DE RECURSOS PARA FINANCIAR

DESENVOLVIMENTO.

PROJETO DO GOVERNO SOMENTE APORTARÁ RECURSOS A LONGO

PRAZO:

Legislação, Licitações, exploração, contratações e início de operações: 4 anos

(2014)

Produção do óleo custo: 2 A 4 anos (2016-18)

Formação do fundo Social com receitas a partir de 2018

Início dos rendimentos significativos: 2020-22

DECISÃO FINAL ESTÁ TODA CENTRADO NO PRESIDENTE, UNILATERAL,

AUTOCRÁTICO: TODOS ÓRGÃOS ENVOVOLVIDOS SÃO DE SUA NOMEAÇÃO

AGEM SOB SUA ORIENTAÇÃO.

MANUTENÇÃO DE AURA DE RISCO, IMPLICANDO EM REDUÇÃO DO OLEO

LUCRO ARBITRADO NAS PROPOSTAS DE LICITAÇÃO – NECESSIDADE DE

QUANTIFICAR AS RESERVAS PREVIAMENTE, ELIMINANDO O RISCO

NECESSIDADE DE COODENAR PRODUÇÃO COM MERCADO

INTERNACIONAL E APORTE DE RECURSOS PARA FINANCIAR

DESENVOLVIMENTO.

PROJETO DO GOVERNO SOMENTE APORTARÁ RECURSOS A LONGO

PRAZO:

Legislação, Licitações, exploração, contratações e início de operações: 4 anos

(2014)

Produção do óleo custo: 2 A 4 anos (2016-18)

Formação do fundo Social com receitas a partir de 2018

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Questões sobre Projeto do Governo:

Questões sobre Projeto do Governo:

Questões sobre Projeto do Governo:

OPERAÇÃO E PRODUÇÃO PETRO-SAL X PETROBRAS:

MAIORIA NO COMITE OPERACIONAL

PRESIDENCIA DO COMITE COM PODER DE VETO

PRESENÇA OBRIGATORIA DA PETROBRAS EM QUALQUER CONDIÇÃO

COMERCIALIZAÇÃO:

ATIVIDADE COMPLEXA:REQUER ESTRUTURA, CONHECIMENTO, REDES

DE INFORMAÇÕES, ANALISE DE RISCO;

CONCORRÊNCIA OU COOPERAÇÃO COM PETROBRAS (ISONOMIA

TRIBUTÁRIA)

PETRO-SAL “PODERÁ” CONTRATAR PETROBRAS SEM

LICITAÇÃO ou LICITAR E CONTRATAR TERCEIROS (70% E&P,

TUDO NA COMERCIALIZAÇÃO) – QUEM DECIDE? CNPE?

OPERAÇÃO E PRODUÇÃO PETRO-SAL X PETROBRAS:

MAIORIA NO COMITE OPERACIONAL

PRESIDENCIA DO COMITE COM PODER DE VETO

PRESENÇA OBRIGATORIA DA PETROBRAS EM QUALQUER CONDIÇÃO

COMERCIALIZAÇÃO:

ATIVIDADE COMPLEXA:REQUER ESTRUTURA, CONHECIMENTO, REDES

DE INFORMAÇÕES, ANALISE DE RISCO;

CONCORRÊNCIA OU COOPERAÇÃO COM PETROBRAS (ISONOMIA

TRIBUTÁRIA)

PETRO-SAL “PODERÁ” CONTRATAR PETROBRAS SEM

LICITAÇÃO ou LICITAR E CONTRATAR TERCEIROS (70% E&P,

TUDO NA COMERCIALIZAÇÃO) – QUEM DECIDE? CNPE?

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SUGESTÕES FUNDAMENTAIS PARA O PROJETO

DO GOVERNO:

SUGESTÕES FUNDAMENTAIS PARA O PROJETO

DO GOVERNO:

QUANTIFICACAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DAS RESERVAS:

Art. 7º. DEVERÁ ao invés de PODERÁ.

VINCULAR PRODUÇÃO AO FINANCIAMENTO DO PLANO

NACIONAL

GARANTIR PARCELA MÍNIMA DE 75-90% DO ÓLEO-LUCRO

PARA O ESTADO

DISCIPLINAR ESTRATÉGIA DE COMERCIALIZAÇÃO, VIA

PETROBRAS, COORDENADA COM GRANDES ATORES

INTERNACIONAIS

ESTENDER A NOVA REGULAMENTAÇÃO A TODAS AS AREAS:

ELIMINAR MODELO DUAL, SOBREPOSTO.

CONVOCAR PLEBISCITO

QUANTIFICACAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DAS RESERVAS:

Art. 7º. DEVERÁ ao invés de PODERÁ.

VINCULAR PRODUÇÃO AO FINANCIAMENTO DO PLANO

NACIONAL

GARANTIR PARCELA MÍNIMA DE 75-90% DO ÓLEO-LUCRO

PARA O ESTADO

DISCIPLINAR ESTRATÉGIA DE COMERCIALIZAÇÃO, VIA

PETROBRAS, COORDENADA COM GRANDES ATORES

INTERNACIONAIS

ESTENDER A NOVA REGULAMENTAÇÃO A TODAS AS AREAS:

ELIMINAR MODELO DUAL, SOBREPOSTO.

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PROPOSTAS:

PROPOSTAS:

FIM DOS PROCESSOS DE LICITAÇÃO DE QUAISQUER BLOCOS

CONTRATAÇÃO DA PETROBRAS PARA CONCLUSÃO DO PROCESSO

EXPLORATORIO (CONHECER ACUMULAÇÕES E LIMITES) E DESENVOLVER

PLANO DE AVALIAÇÃO E DE DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO. MUDAR

ARTIGO 7º: DEVERÁ ao invés de PODERÁ

CONHECIMENTO DAS RESERVAS PARA PLANEJAR PRODUÇÃO:

RESERVAS DE 100 A 200 BILHOES: PRODUÇÃO ENTRE 5 E 10 MILHÕES

DE BARRIS DIÁRIOS, EXCEDENTE DE 80 A 160 BILHÕES DE DOLARES

ANUAIS;

RESERVAS DE 200 A 300 BILHÕES: PRODUÇÃO ENTRE 10 E 20

MILHÕES DIÁRIOS, EXCEDENTE ENTRE 160 E 320 BILHÕES DE

DÓLARES ANUAIS.

DISPONIBILIDADE LÍQUIDA ANUAL ENTE 150 E 600 BILHÕES DE REAIS,

COMPARADA COM ARRECADAÇÃO ANUAL DE 800 BILHÕES DE REAIS,

COM DISPONIBILIDADE LÍQUIDA PEQUENA.

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Programa de Pós-Graduação em Energia

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ESTRATÉGIA DE AUMENTO DA PARTICIPAÇÃO PÚBLICA NA

PETROBRAS: RECOMPRA DE AÇÕES PELO GOVERNO E PELA

PETROBRAS, INCORPORAÇÃO DE RESERVAS

OBJETIVO FINAL: RE-ESTATIZAÇÃO (100%)

RECURSOS: PETRÓLEO, RESERVAS EM MOEDA ESTRANGEIRA,

CUSTANDO 8,5% A.A. (SELIC) E RENDENDO 4,5% A.A NO LONGO

PRAZO, ZERO NO CURTO PRAZO, LUCROS DA PROPRIA

PETROBRAS.

DESENVOLVER O PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO

ECONOMICO E SOCIAL:

EDUCAÇÃO, SAUDE, URBANIZAÇÃO (HABITAÇÃO, SANEAMENTO,

TRANSPORTE, INCLUSÃO DIGITAL), INFRA-ESTRUTURA: PORTOS,

AQUAVIAS, FERROVIAS, TRENS INTERURBANOS, CIENCIA E

TECNOLOGIA, TRANSIÇÃO ENERGÉTICA (RENOVÁVEL)

PROPOSTAS:

(43)

Professor Ildo Luís Sauer

Universidade de São Paulo/IEE

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CRIAÇÃO DO FUNDO CONSTITUCIONAL DO FUTURO DO BRASIL, COMO

CAIXA PARA FINANCIAR O PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO, E

CONTROLE DE DOENÇA HOLANDESA

VINCULAR PRODUÇÃO A FINANCIAMENTO DO PLANO

ALGUNS FATORES ESTRATÉGICOS (ALTO CONTEÚDO TECNOLÓGICO)

PODERÃO SER IMPORTADOS (INTERCÂMBIO)

COORDENAÇÃO DA COMERCIALIZAÇÃO DE FORMA A EVITAR

DEGRADAÇÃO DOS PREÇOS E DA EXTRAÇÃO DE RENDA, PAPEL

FUNDAMENTAL DA PETROBRAS: MERCADO INTERNACIONAL

COMPLEXO

RESERVAS NO SUB-SOLO TEM ALTA PROBABILIDADE DE

VALORIZAÇÃO SUPERIOR A QUALQUER OUTRO INVESTIMENTO OU

RESERVAS FINANCEIRAS EM QUALQUER MOEDA.

PROPOSTAS:

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O POVO DECIDE

NEM CONCESSÃO, NEM PARTILHA: PLEBISCITO:

O POVO DECIDE

NEM CONCESSÃO, NEM PARTILHA: PLEBISCITO:

O Congresso Nacional deveria convocar um plebiscito,

concomitante às eleições de 2010, para decidir sobre:

a) a União deve retomar e exercer o monopólio sobre o

petróleo e promover sua extração e a produção vinculada

exclusivamente a financiamento de um plano nacional de

desenvolvimento econômico e social?

b) a Petrobras deve ser re-estatizada e ser a executora do

monopólio?

O Congresso Nacional deveria convocar um plebiscito,

concomitante às eleições de 2010, para decidir sobre:

a) a União deve retomar e exercer o monopólio sobre o

petróleo e promover sua extração e a produção vinculada

exclusivamente a financiamento de um plano nacional de

desenvolvimento econômico e social?

b) a Petrobras deve ser re-estatizada e ser a executora do

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“O maior risco é que o acesso aos recursos e a partilha

da produção sejam comandados a partir

dos interesses urdidos nos palácios, sem

qualquer participação popular e debate mais

amplo. O açodamento na definição dos modelos

de partilha pode estar mais ligado ao

calendário eleitoral do que ao aproveitamento

dos recursos no interesse do povo brasileiro”

“Eu tinha redigido a proposta de modelo do setor

elétrico em 2002. E fui para a Petrobras. Quando

me chamaram a atenção, em 2005, o sistema

elétrico estatal vinha perdendo, por truques

regulatórios, cerca de 5 bilhões de reais por ano. No

petróleo, poderá estar em jogo 1 bilhão por dia”

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Professor Ildo Luís Sauer Universidade de São Paulo/IEE

Programa de Pós-Graduação em Energia

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“Petróleo é, cada vez mais, um recurso

geopolítico. As grandes reservas mundiais,

hoje, estão sob o controle dos Estados

nacionais e de suas empresas estatais”

“Nesse debate, chegaram a dizer que a Petrobras

era uma empresa estrangeira. Embora ainda

subsistam resquícios da cultura Petrobrax da

época FHC, no seu conjunto ela continua sendo a

maior realização histórica do povo brasileiro”

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“O modelo de exploração do petróleo

vigente é baseado nos mesmos princípios

do sistema financeiro internacional criado

a partir dos anos 1980 – que acabou de

ruir”

“A contribuição da Petrobras à economia

do País é enorme. Para o período

2008-2012,

sem o pré-sal, estima-se que ela agregue

150 bilhões anuais à produção nacional,

em média, sem contar a cadeia produtiva

dos investimentos e a dos gastos

(48)

Professor Ildo Luís Sauer Universidade de São Paulo/IEE

Programa de Pós-Graduação em Energia

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Prof. Ildo L. Sauer

illsauer@iee.usp.br

www.energia.usp.br

(11) 30912633

Coordenador do Programa de

Pós-Graduação em Energia da USP

Diretor da Divisão de Ensino e

Pesquisa do IEE-USP

Prof. Ildo L. Sauer

illsauer@iee.usp.br

www.energia.usp.br

(11) 30912633

Coordenador do Programa de

Pós-Graduação em Energia da USP

Diretor da Divisão de Ensino e

Pesquisa do IEE-USP

OBRIGADO.

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Referências

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