INTEREAD Instituto em Tecnologia de Educação a Distância CADERNO DO ALUNO. Profª. Ma. Ana Sueli Ribeiro Vandresen

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Texto

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INTEREAD – Instituto em Tecnologia de Educação a Distância

CADERNO DO ALUNO

Profª. Ma. Ana Sueli Ribeiro Vandresen

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ROTEIRO DE ESTUDOS – Unidade 1

Conteúdo da Unidade 1: Conceitos de Alfabetização; Alfabetizar Letrando; Apropriação do funcionamento do sistema de escrita.

Conceitos e/ou ideias fundamentais:

1. ALFABETIZAÇÃO = Apropriação do sistema de escrita da Língua Portuguesa (sistema alfabético ortográfico).

2. ALFABETIZAR LETRANDO = utilizar a escrita nas práticas sociais em que se insere.

A humanidade demorou a construir uma solução complexa para representar o mundo que a cerca: o alfabeto. Assim, para quem vai começar a aprendê-lo, a entender como esse sistema funciona, há muito que descobrir.

Nesse sentido, são comuns perguntas como: a) o que a escrita representa/nota? (O que se nota/registra no papel tem a ver com características físicas/funcionais dos objetos ou tem a ver com a sequência de sons que formam os nomes dos objetos?); b) Como a escrita cria representações/notações? (Cada letra substitui o quê? o significado ou idéia da palavra como um todo? Partes que pronunciamos como as sílabas? segmentos sonoros menores que a sílaba?); O que é a escrita? Para desvendar esse enigma, o aprendiz vai ter que compreender as propriedades do sistema notacional com o qual está se defrontando.

Isso implica compreender e reconstruir mentalmente alguns aspectos sobre a escrita e os princípios de funcionamento desse sistema.

3. APROPRIAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE ESCRITA. Para que isso ocorra, o aprendiz precisa ter:

1. Conhecimento da língua a partir das palavras;

2. Conhecimento do sistema de escrita, reconhecendo que o desenho representa o mundo, que a linguagem oral representa a língua (incluindo o mundo escrito) e que a escrita representa a linguagem oral (palavra).

ESCRITA ALFABÉTICA. A escrita alfabética pode ser de dois tipos. Baseada na ortografia ou baseada nos fonemas. Quando baseada nos fonemas ela pode se apresentar de duas maneiras: a) fonética científica e fonética acrofônica, também conhecida como alfabética acrofônica.

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A escrita alfabética ortográfica é aquela que se baseia na escrita correta da palavra. A escrita fonética científica é a utilizada para transcrição dos fonemas, utilizadas pelos cientistas da linguagem. É universal.

Por sua vez, a escrita alfabética acrofônica, corresponde a uma hipótese sobre a natureza da escrita antes da criança se apropriar da escrita ortográfica. Ela é denominada acrofônica por seguir o PRINCÍPIO ACROFÔNICO, que faz representação do som inicial da letra. Ex: A = alfa / B = beta ... Esse princípio foi utilizado para simplificar o número de letras e trazia de forma obvia, como se devia proceder para ler e escrever.

SISTEMA ALFABÉTICO. Nosso sistema alfabético organiza-se a partir de uma correspondência grafofônica, ou seja, nosso sistema alfabético de escrita tem relação com a pauta sonora e não com as propriedades dos objetos ou conceitos apresentados (tamanho, cor, formato...).

ELEMENTOS NOTACIONAIS. São os elementos/símbolos utilizados para realizar notações. Para realizar a notação da língua (escrita) escrevemos com letras (26), e sinais diacríticos, já convencionados. É importante ressaltar aqui que números e outros símbolos, são diferentes não sendo utilizados na notação da escrita.

ALFABETO. O alfabeto usado para notação da escrita baseia-se no Princípio Acrofônico latino, ou seja, no princípio que estabelece relações entre um conjunto sonoro (palavra) e um conjunto de letras, no qual cada letra tem um nome indicado pelo som a que corresponde. Essas letras fazem a notação dos sons da língua - vocálicos (vogais) e consonantais (consoantes) e possuem uma forma gráfica (A, B, C) e um valor funcional (/a/, /b/, /c/. Além disso, a várias formas de realizar essa notação: forma cursiva (AMOR; amor) , em letra de forma (amor); em caixa alta (AMOR).

Para se apropriar do funcionamento de representação notacional, o aluno precisa: a) conhecer a categorização gráfica das letras, ou seja, as diferentes formas gráficas bem como a função da letra, que é a de preencher um lugar da escrita das palavras.

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b) Conhecer a categorização funcional das letras, representada pela ortografia das palavras

/CASA/ = /CAZA/ = /KASA/ = /KAZA/

c) Conhecer o Princípio Acrofônico: para saber os valores sonoros das letras Ex. Letra B - som de /b/ - nome de “Bê”.

d) Conhecer o nome das Letras: A (a), B(bê), C(cê – cê-cidilha), D(dê), E (ê), F(efe), G(gê), H(agá), I(i), J(jota), K (cá), L(ele), M(eme), N(ene), O(Ô), P(pê), Q(quê), R (erre), S(esse), T(tê), U(u), V(vê), W(dáblio), X(xis), Y(ípsilon) e Z(zê).

Saiba mais!

Sugestões Bibliográficas

CAGLIARI, Luiz Carlos. A Origem do Alfabeto. São Paulo: Ed. Paulista, 2009. Sugestões da WEB

Psicogênese da Língua Escrita. Disponível em:

http://andreagalvao.files.wordpress.com/2010/04/psicogenese-da-lingua-escrita.pdf.

CAGLIARI, Luiz Carlos. A Origem do Alfabeto. Disponível em: http://www.dalete.com.br/saber/origem.pdf

Fátima. Fase Pré-silábica. Disponível em: http/:/www.youtube.com/watch?v=t-qgO_FcHfs .

Níveis do desenvolvimento da escrita. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=IDjqokGIl_I

Atividades

Para refletir e conversar

Como a escola vem atuando em relação à apropriação da língua: entende a escrita como código ou como um sistema notacional?

Suando a camisa

Considerando o contexto tecnológico em que muitas ciranças estão inseridas, como podemos ambientá-las nos diferentes tipos de notação que essa tecnologia nos oferece?

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ROTEIRO DE ESTUDOS – Unidade 2

Conteúdo da Unidade 2: Sistema Alfabético Ortográfico; Sinais Diacríticos; Relações entre sons e letras; Princípios Silábicos e de Leitura.

Conceitos e/ou ideias fundamentais:

1. SISTEMA ALFABÉTICO ORTOGRÁFICO. Ortografia deriva das palavras gregas ortho - que significa "correto" e graphos - que significa "escrita". A ortografia é a parte da gramática normativa que ensina a escrever corretamente as palavras de uma língua definindo, nomeadamente, o conjunto de símbolos (letras e sinais diacríticos), a forma como devem ser usados, a pontuação, o uso de maiúsculas, etc.

O conhecimento da ortografia controla a categorização gráfica e funcional da escrita, além disso, em relação ao sistema de transcrição fonética, que corresponde a aluno escrever o que ouve, esse conhecimento possibilita entender as relações entre letras e sons e entre fala e escrita. Ou seja, permite a compreensão de que letras e sons não possuem uma relação biunívoca bem como de que fala e escrita são processos diferentes.

Além disso, o conhecimento da ortografia nos possibilita estabelecer a função das letras no alfabeto:

1. a ordem dos caracteres nas palavras; 2. o valor fonético de cada um dos caracteres;

3. como a linguagem oral deve ser segmentada para formar as palavras (unidade da escrita).

No entanto, a apropriação do sistema ortográfico traz dificuldades na aquisição da escrita, pois nossa ortografia não se baseia somente em relações grafofônicas ( entre um fonema e apenas um grafema, ou entre um grafema e apenas um fonema). Se não for bem trabalhado, pode levar o aluno a acreditar que só existam relações biunívocas entre letras e sons.

A dificuldade de apropriação dos sistema ortográfico, também, traz dificuldades na aquisição dos princípios da textualidade.

2. SINAIS DIACRÍTICOS = São sinais gráficos que se colocam sobre, sob ou através de uma letra, para indicar se a vogal emitida é aguda ou grave. Em

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nosso idioma, eles compreendem os acentos e os sinais que conhecemos por cedilha, til e trema.

Acentos

 Agudo [´] – indica o som agudo, aberto, como o realizado na última sílaba de sofá.

 Grave [`] - indica a crase - junção da preposição a com o artigo a (à) ou com demonstrativos começados por a como em àquela.

 Circunflexo [^] – indica o som fechado como o realizado na antepenúltima sílaba de autêntico

Sinais

 Cedilha [,] – colocado sobre a letra C [ç]para indicar o som de SS, como o realizado em açude.

 Til [~] utilizado para indicar o som nasalizado da vogal /a, como em não.

 Trema [ ¨ ] - indica o som i em palavras estrangeiras escritas com ü, como em Müller - /miler/.

Na escrita alfabética, a correspondência entre a escrita e a pauta sonora é realizada predominantemente entre grafemas e fonemas e não entre grafemas e sílabas, por exemplo.

3. RELAÇÕES ENTRE SONS E LETRAS

Na Língua Portuguesa podem ocorrer de três formas:

1. Regulares independentemente do contexto: Também conhecida por relação biunívoca. Nessa relação um fonema é representado por uma letra e uma letra representa um mesmo fonema em qualquer contexto.

Segundo Lemle, é “o modelo ideal do sistema alfabético [...] mas essa relação só realiza em poucos casos”

Exemplos de relações regulares entre letras e fonemas. P  /p/

B  /b/ T  /t/ D  /d/

Papel, poço, picolé, pedra Banco, burro, belo, bica Tatu, tempo, tubarão Dedal, duro, donzela

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F  /f/ V  /v/ A  /a/ LH  /lh/ NH  /nh/

Faca, feio, furioso, forro Venda, varanda, vistoso Amor, anjo, amora Velho, telha, mulher

Sinhá, orelhudo, passarinho

2. Regulares de acordo com o contexto: Esse tipo de relação ocorre de duas formas:

 Uma mesma letra representa diferentes sons de acordo com a posição.

Letra Som Posição Exemplo

S /s/ Início da palavra sofá

/z/ Entre vogais asa

M /m/ Início de sílaba Mola

/~/ Final de sílaba Campo /cãpo/

N /n/ Início de sílaba Nulo

/~/ Final de silaba nunca

L /l/ /u/ Início de sílaba Final de sílaba Leite mel

 Um som é representado por diferentes letras de acordo com a posição.

Som Letra(s) Posição Exemplo

/k/ C

QU

Antes de a, o, u Antes de e, i

Casa, comida, cuia Queijo, quina

/g/ G

GU

Antes de a, o, u Antes de e, i

Galo, goma, gula Guerra, guizo

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/ãw/ Ão AM Posição tônica Posição átona Chorão Choram 3. Arbitrárias

Segundo Lemle, “esse é o caso mais difícil para a aprendizagem da língua escrita. Aqui, não há qualquer princípio fônico que possa guiar quem escreve na opção entre as letras concorrentes”.

Som Letra(s) Posição Exemplo

/k/ C

QU

Antes de a, o, u Antes de e, i

Casa, comida, cuia Queijo, quina

/g/ G

GU

Antes de a, o, u Antes de e, i

Galo, goma, gula Guerra, guizo /ãw/ Ão Am Posição tônica Posição átona Chorão Choram /z/ Entre vogais S Asa Z Moleza X Exército /x/ Antes de vogal CH Chave X Xale Antes de consoante S Mescla

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X Texto Final de palavra S Freguês Z Matriz 4. PRINCÍPIOS SILÁBICOS

Todas as sílabas contêm uma vogal. As sílabas podem variar quanto às combinações entre consoantes, vogais e semivogais:

CV – tela (te – la), CCV - braço ( bra – ço), CVSv – lei,

CSvV – guaraná (gua-ra-ná V – égua ( é – gua)

CCVCC - trens

mas a estrutura predominante é a consoante – vogal. 5. PRINCÍPIO DA LEITURA

Conhecer as relações entre letras e sons: identificar o valor fonético das letras (linguagem), ou seja, a forma como a o leitor lê as letras, e por seguinte forma as palavras.

Ex. CASA (S tem som de “z” quando está entre duas vogais.)

Saiba mais!

Sugestões Bibliográficas

VIERA, Renata Christina. O Sistema de Escrita Ortográfico e os Problemas para a Aquisição da Escrita dele decorrentes. Artigo.

MORAIS, Artur Gomes. SISTEMA DE ESCRITA ALFABETICA. São Paulo: Melhoramentos, 2012.

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Sugestões da WEB

A passagem da hipótese silábica para a silábica alfabética. http://www.youtube.com/watch?v=L528KfHEQDs (9:54)

Atividades

Para refletir e conversar

De que forma, nós professores podemos auxiliar nossos alunos a atingir a etapa alfabética? Que práticas educativas você considera fundamentais para essa ação?

Suando a camisa

Como está ocorrendo a apropriação da escrita alfabética ortográfica em sua escola? Que dificuldades você observa nessa apropriação?

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ROTEIRO DE ESTUDOS – Unidade 3

Conteúdo da Unidade 3: Consciência Fonológica; Ordenação; Linearidade; Conceito de Palavra.

Conceitos e/ou ideias fundamentais:

1. Consciência Fonológica: Os estudos a respeito da consciência fonológica comprovaram que a habilidade de detectar rima e aliteração é fundamental no progresso na aquisição da leitura e escrita..

Isto se dá porque a capacidade de perceber semelhanças sonoras no início ou no final das palavras permite fazer conexões entre os grafemas e os fonemas que eles representam, ou seja, favorece a generalização destas relações

Sub-habilidades da consciência fonológica:

A) RIMAS: as rimas são os sons finais semelhantes. Representa a correspondência fonêmica entre duas palavras a partir da vogal da sílaba tônica.

B) ALITERAÇÕES: representa a repetição da mesma sílaba ou fonema na posição inicial das palavras. Os trava-línguas são um bom exemplo de utilização da aliteração, pois repetem, no decorrer da frase, várias vezes o mesmo fonema.

C) CONSCIÊNCIA DE PALAVRAS: também chamada de consciência sintática, representa a capacidade de segmentar a frase em palavras, bem como perceber a relação entre elas e organizá-las numa seqüência que dê sentido. Esta habilidade tem influência mais precisa na produção de textos e não no processo inicial de aquisição de escrita. Ela permite focalizar as palavras enquanto categorias gramaticais e sua posição na frase.

D) CONSCIÊNCIA SILÁBICA: consiste na capacidade de segmentar a palavras em sílabas.

E) CONSCIÊNCIA FONÊMICA: é a capacidade de identificar, utilizar, pensar e brincar com os sons das palavras. É no processo de aquisição da escrita que esse tipo específico de habilidade passa a se desenvolver.

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2. ORDENAÇÃO

Conhecimento da ordem das letras na escrita. Ou seja, que escrevemos da esquerda para direita. A não apropriação da ordem das letras provoca o espelhamento - escrita da direita para a esquerda.

3. LINEARIDADE

Conhecer a linearidade da fala e da escrita. Ou seja, perceber que os componentes que integram um determinado signo se apresentam um após o outro, tanto na fala como na escrita.

/p/ /a/ /t/ /o/ Pato

4. CONCEITO DE PALAVRA

Compreender o que é uma palavra (todo conjunto de letras, com sentido, separado por um espaço em branco constitui uma palavra).

Oquéqueéque... O que é que é que ...

Para isso, precisa compreender que:

 Nem tudo que se escreve são letras, podem ser sinais de pontuação (! ? :); acentos (^ ~ `) e outras marcas (@ # $).

 Nem tudo que aparece na fala tem representação gráfica na escrita, pois usamos na fala de recursos paralinguísticos que não são os mesmos utilizados na escrita

Saiba mais!

Sugestões Bibliográficas

JAGER, Marilyn. Consciência Fonológica em crianças pequenas. Artemed, 2005. Sugestões da WEB

O som das palavras. Um mundo das letras.

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Atividades

Para refletir e conversar

Para você a consciência fonológica é mesmo importante para a apropriação do sistema de escrita?

Suando a camisa

A partir do que viu e ouviu até o momento, responda: de que forma a criança se apropria dos princípios de funcionamento da escrita? Como ela lida com as irregularidades da língua?

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ROTEIRO DE ESTUDOS – Unidade 4 Conteúdo da Unidade 4:

Conceitos e/ou ideias fundamentais: Escrita e textualidade: Noção de texto; Textualidade; Fatores Semânticos e Linguísticos da Textualidade.

1. Sistema de escrita X textualidade.

Ser alfabetizado vai além da apropriação do sistema alfabético ortográfico. A apropriação do sistema de escrita compreende, também, a apropriação dos fatores de textualidade.

Nesse contexto, é importante lembrar que um texto não é um aglomerado de frases sem sentido.

Todo falante tem a capacidade de distinguir entre texto e não-texto, entre textos coerentes e um aglomerado incoerente de enunciados.

“O texto consiste em qualquer passagem falada ou escrita que forma um todo significativo independente de sua extensão”. (FÁVERO,1993)

2. Noção de texto

Para ser considerada um texto, uma ocorrência lingüística precisa ser percebida pelo recebedor como um todo significativo.

3. Textualidade

Textualidade é o conjunto de características que fazem com que uma sequência linguística seja um texto e não uma sucessão de frases que não compõem um todo significativo.

4. Fatores Semânticos e Lingüísticos da Textualidade FATORES SEMÂNTICOS

a) COERÊNCIA

É entendida como o nexo, a lógica entre as diversas ideias apresentadas, a relação entre elas e o contexto.

 Paulo comprou um carro. O freio está pifado. Assim que ele desceu a serra de São Vicente, um boi atravessou a estrada e ele teve que dar uma freada brusca.

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b) COESÃO: A coesão é responsável pela conexão interna entre os vários enunciados que compõem um texto. Para que se possa garantir a coesão textual, deve-se ter a ciência dos conectivos, da pontuação e dos elementos coesivos. c) Principais Elementos Coesivos

1. Pronomes 2. Conjunções 3. Preposições 4. Advérbios Exemplos:

Gosto de tomar água de coco. (de = conectivo) Gosto tomar água coco. (sem conectivo)

FATORES PRAGMÁTICOS

a) Intencionalidade: A intencionalidade diz respeito à intenção do produtor de elaborar um texto – seja ele oral ou escrito – coeso e coerente, de modo a cumprir a função sociocomunicativa.

b) Aceitabilidade: A aceitabilidade diz respeito à predisposição do receptor de considerar um texto coeso e coerente e colaborar no processo de produção de sentido.

c) Informatividade: Chamamos informatividade as informações veiculadas através dos textos escritos ou visuais, como anúncios, artes plásticas, artigos, dentro outros tipos de textos.

O grau de informatividade de um texto é medido de acordo com o conhecimento de mundo das pessoas a que ele se destina. Ou seja, dizemos que um texto possui um alto grau de informatividade quando a compreensão mais ampla desse texto depender do repertório cultural do leitor.

Um texto é mais informativo quanto menor for sua previsibilidade, e vice-versa. Para que haja sucesso na interação verbal, é preciso que a informatividade do texto seja adequada ao interlocutor.

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d) Situcionalidade: Diz respeito à adequação do texto à situação sociocomunicativa. Esse fator de textualidade está ligado às expectativas, às crenças e aos objetivos dos agentes envolvidos no processo de interlocução. e) Intertextualidade: Diz respeito aos fatores que fazem tanto a produção quanto a recepção de um texto dependentes do conhecimento que os agentes envolvidos no processo sociocomunicativo têm de outros textos.

Saiba mais!

Sugestões Bibliográficas

COSTA VAL, M.G. Redação e Textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 1991. Sugestões da WEB

Coerência e Coesão Textual. Disponível em:

http://dspace.esta.ipt.pt/dspace_esta/bitstream/1234/2848/1/1.%20Semntica%20% 281.8%29%20Coerncia%20e%20Coeso%20Textual.pdf

Atividades

Para refletir e conversar

Dad Squarizi, em sua coluna do Estado de Minas do dia 15 de maio de 2005, ilustra uma incoerência textual no cartaz publicitário do Ministério da Saúde. Segundo a autora, “O cartaz do Ministério da Saúde trocou as bolas.” Leia o cartaz ao lado e responda às questões:

Identifique e explique a incoerência textual existente no cartaz veiculado pelo Ministério da Saúde. Converse com seus colegas!

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