V SEMANA BRASILEIRA DO APARELHO DIGESTIVO V SEMANA BRASILEIRA DO APARELHO DIGESTIVO 18
18--23 de Agosto de 2002 23 de Agosto de 2002 -- Rio Centro-Rio Centro-RJRJ
INFEC
INFEC
Ç
Ç
ÃO E
ÃO E
CIRURGIA
CIRURGIA
Dr. Orlando Jorge Martins
Dr. Orlando Jorge Martins TorresTorres Surgical Infection Society
Infec
Infec
ç
ç
ão e Cirurgia
ão e Cirurgia
Quando em 1882,
Quando em 1882,
Ernst Bergmann
Ernst Bergmann
chegou ao
chegou ao
Ziegelstrasse Clinic
Ziegelstrasse Clinic
em Berlin foi perguntado
em Berlin foi perguntado
sobre o que h
sobre o que h
á
á
de novo na cirurgia, ele
de novo na cirurgia, ele
respondeu:
respondeu:
“
“Hoje nHoje nóós lavamos nossas mãos antes da s lavamos nossas mãos antes da opera
operaçção.ão.”” Wangensteen
Infec
Infec
ç
ç
ão Cir
ão Cir
ú
ú
rgica
rgica
Incisional
Incisional
Ó
Ó
rgão / Espa
rgão / Espa
ç
ç
o
o
Superficial
Superficial
Profunda
Infec
Infec
ç
ç
ão do S
ão do S
í
í
tio Cir
tio Cir
ú
ú
rgico
rgico
33ªª mais mais frequentefrequente infecinfecçção ão nosocomial nosocomial 14 a 16% das infec
14 a 16% das infecçções em pacientes hospitalizadosões em pacientes hospitalizados Infec
Infecçção mais comum entre pacientes cirão mais comum entre pacientes cirúúrgicos. rgicos. 38% das infec
38% das infecççõesões
2/3 confinados a incisão
2/3 confinados a incisão
1/3
1/3 óórgão e espargão e espaççoo Morte
Morte
77% relacionado a infec
77% relacionado a infecçãoção 93% infec
93% infecçção são sééria de ria de óórgão e espargão e espaççoo
Infect Control Hosp Epidemiol
Cada infec
Cada infec
ç
ç
ão do s
ão do s
í
í
tio cir
tio cir
ú
ú
rgico (ISC)
rgico (ISC)
7,3 dias adicionais de p
7,3 dias adicionais de p
ó
ó
s
s
-
-
operat
operat
ó
ó
rios
rios
3.152 d
3.152 d
ó
ó
lares extra
lares extra
Martone
Risco de Infec
Risco de Infec
ç
ç
ão do S
ão do S
í
í
tio
tio
Cir
Cir
ú
ú
rgico =
rgico =
Dose da contamina
Dose da contamina
ç
ç
ão bacteriana X Virulência
ão bacteriana X Virulência
resistência do hospedeiro
Fonte do
Fonte do
Pat
Pat
ó
ó
geno
geno
Flora end
Flora end
ó
ó
gena da pele do paciente
gena da pele do paciente
Membrana mucosa
Membrana mucosa
V
Pat
Pat
ó
ó
genos
genos
isolados da ISC (NNISS) 1986
isolados da ISC (NNISS) 1986
-
-
1996
1996
Pat
Patóógenogeno
Percentagem isolada Percentagem isolada 1986 1986--1989 1990-1989 1990-19961996 (N=16.727) (N=17.671) (N=16.727) (N=17.671) Staphylococcus aureus Staphylococcus aureus Staphylococcus
Staphylococcus (coagulase(coagulase negativo)negativo) Enterococcus spp
Enterococcus spp Escherichia coli Escherichia coli Pseudomonas
Pseudomonas aeruginosaaeruginosa Enterobacter spp Enterobacter spp Proteus mirabilis Proteus mirabilis Klebsiella pneumoniae Klebsiella pneumoniae Outro
Outro Streptococcus sppStreptococcus spp Candida albicans
Candida albicans Streptococcus
Streptococcus grupo Dgrupo D Outros aer
Outros aeróbios óbios gram gram ++ Bacteroides fragilis Bacteroides fragilis 17 17 12 12 13 13 10 10 8 8 8 8 4 4 3 3 3 3 2 2 -20 20 14 14 12 12 8 8 8 8 7 7 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2
Crit
Crit
é
é
rios para Defini
rios para Defini
ç
ç
ão de
ão de
Infec
Infec
ç
ç
ão de S
ão de S
í
í
tio Cir
tio Cir
ú
ú
rgico (SSI)
rgico (SSI)
A
A
-
-
Incisional
Incisional
Superficial
Superficial
Infec
Infec
ç
ç
ão que ocorre em at
ão que ocorre em at
é
é
30 dias do
30 dias do
opera
opera
ç
ç
ão
ão
Infec
Infec
ç
ç
ão que envolve pele ou tecido
ão que envolve pele ou tecido
subcutâneo da incisão e pelo menos um dos
subcutâneo da incisão e pelo menos um dos
seguintes:
Drenagem purulenta, com ou sem confirmaDrenagem purulenta, com ou sem confirmação laboratorial, ção laboratorial, da incisão superficial.
da incisão superficial.
Organismo isolado de cultura obtida de forma assOrganismo isolado de cultura obtida de forma assééptica de ptica de ferida ou tecido de incisão superficial.
ferida ou tecido de incisão superficial.
Pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas de Pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas de infec
infecção: dor ou hipersensibilidade, edema localizado, ção: dor ou hipersensibilidade, edema localizado, hiperemia
hiperemia, ou calor (incisão aberta pelo cirurgião), a , ou calor (incisão aberta pelo cirurgião), a menos que com cultura negativa.
menos que com cultura negativa.
DiagnDiagnóóstico de infecstico de infecççãoão incisional incisional pelo cirurgião ou mpelo cirurgião ou méédico dico assistente.
Abscesso de ponto (inflamaAbscesso de ponto (inflamação mção míínima e drenagem nima e drenagem confinada a penetra
confinada a penetração do ponto de sutura).ção do ponto de sutura).
InfecçInfecção de ão de episiotomia episiotomia ou local de circuncisão do recéou local de circuncisão do recém-m -nato.
nato.
InfecInfecçção do queimado.ão do queimado.
InfecInfecççãoão incisional incisional que se estende para que se estende para ffáásciascia e camadas e camadas musculares.
musculares.
Não estão relatadas as seguintes
Não estão relatadas as seguintes
condi
Crit
Crit
é
é
rios para Defini
rios para Defini
ç
ç
ão de
ão de
Infec
Infec
ç
ç
ão de S
ão de S
í
í
tio Cir
tio Cir
ú
ú
rgico (ISC)
rgico (ISC)
B
B
-
-
Incisional
Incisional
Profunda
Profunda
Infec
Infecçção que ocorre em atão que ocorre em atéé 30 dias da opera30 dias da operaçção (sem ão (sem implante) ou 1 ano se h
implante) ou 1 ano se háá implante no local e a infecimplante no local e a infecção ção parece estar relacionada a opera
parece estar relacionada a operação.ção. Envolve tecidos profundos (
Envolve tecidos profundos (ffááscia scia e me múúsculos) da sculos) da incisão.
incisão.
Pelo menos um dos seguintes: Pelo menos um dos seguintes:
Drenagem purulenta da incisão profunda (mas não Drenagem purulenta da incisão profunda (mas não
do
do óórgão/espargão/espaçço da incisão)o da incisão)
Deiscência espontânea da incisão profunda ou Deiscência espontânea da incisão profunda ou éé
deliberadamente aberta pelo cirurgião, quando o
deliberadamente aberta pelo cirurgião, quando o
paciente tem pelo menos um dos seguintes sinais
paciente tem pelo menos um dos seguintes sinais
ou sintomas: febre (>38
ou sintomas: febre (>38ººC); dor localizada ou C); dor localizada ou sensibilidade, a menos que cultura negativa local.
sensibilidade, a menos que cultura negativa local.
DiagnDiagnóóstico de infecstico de infecççãoão incisional incisional profunda pelo profunda pelo
cirurgião ou m
Obs.: Obs.:
A
A -- Registrar infecRegistrar infecçção que envolve superficial e ão que envolve superficial e profunda como profunda.
profunda como profunda.
B
B -- Registrar infecRegistrar infecçção de ão de óórgão/espargão/espaçço que drena o que drena atrav
atravéés de incisão como s de incisão como incisional incisional profunda.profunda. C
C -- ÓÓrgão/espargão/espaççoo Infec
Infecçção que ocorre em atão que ocorre em atéé 30 dias (sem 30 dias (sem implante) ou at
implante) ou atéé 1 ano quando h1 ano quando háá implante e a infecimplante e a infecçção ão parece estar relacionado
parece estar relacionado àà operaoperaçção e infecão e infecçção que ão que envolve qualquer parte da anatomia (
envolve qualquer parte da anatomia (óórgão ou espargão ou espaçço), o), que não a incisão, que foi aberta ou manipulada durante
que não a incisão, que foi aberta ou manipulada durante
a opera
Drenagem purulenta de dreno que estDrenagem purulenta de dreno que estáá colocado atravcolocado atravéés de s de abertura para
abertura para óórgão/espargão/espaçço.o.
Organismo isolado de cultura obtida de forma assOrganismo isolado de cultura obtida de forma assééptica de ptica de
flu
fluíído ou tecido de do ou tecido de óórgão/espargão/espaçço.o.
Um abscesso ou outra evidência de infecUm abscesso ou outra evidência de infecçção envolvendo o ão envolvendo o ó
órgão/espargão/espaçço que o que éé encontrado no exame direto,durante encontrado no exame direto,durante reopera
reoperaççãoão, ou por exame , ou por exame histopatolhistopatolóógico gico ou radiolou radiolóógico.gico.
DiagnDiagnóóstico de infecstico de infecçção de ão de óórgão/espargão/espaçço pelo cirurgião ou o pelo cirurgião ou m
Momento Fonte Importância
Pré
-operatório
Flora residual da pele do paciente (transmissão cruzada)
Importantes na colonização da pele por patógenos multi-resistentes, mas sem
importância direta na contaminação da ferida cirúrgica
Flora residual da pele do paciente
Comum
Tecidos muito colonizados Comum, especialmente na manipulação do trato digestivo,respiratório, GU
Tecidos contaminados ou infectados
Comum
Infecção remota Está associado a infecção, porém é evento incomum
Flora da equipe cirúrgica Comum, menos importante que do paciente Material não esterilizado.
Soluções contaminadas
Incomum. Quando há riscos na esterilização Ambiente inanimado
(chão,parede)
Não associado
Intra-operatório
Ar Pequena importância. Mais em implante de prótese ortopédica
Fonte de Infec
Momento Fonte Importância
Flora residual do paciente Incomum. Maior em fechamento secundário
Flora do pessoal da saúde Incomum
Ambiente Não está associado a infecção.Raramente em internação secundária
Dreno Fonte mais importante no pós-operatório
Pós-operatório
Remota hematogênica Incomum
Fonte: Associa
Fonte: Associaçção Paulista de Eventos e Controle de Infecção Paulista de Eventos e Controle de Infecção Hospitalarão Hospitalar
Fonte de Infec
Infec
Infec
ç
ç
ão de S
ão de S
í
í
tio Cir
tio Cir
ú
ú
rgico
rgico
-
-
Ó
Ó
rgão/espa
rgão/espa
ç
ç
o
o
Classifica
Classifica
ç
ç
ão por s
ão por s
í
í
tio espec
tio espec
í
í
fico
fico
Arterial, venosaArterial, venosa
Ouvido, olho, cavidade oral, sinusite Ouvido, olho, cavidade oral, sinusite Espa
Espaçço o discaldiscal, meninge, intra craniano, cerebral, meninge, intra craniano, cerebral Mediastinite
Mediastinite, endocardite, miocardite, endocardite, miocardite Articula
Articulaçções, mama, ões, mama, osteomieliteosteomielite Vias a
Vias aééreas, vaginareas, vagina
Trato gastrointestinal Trato gastrointestinal Intra
Intra--abdominalabdominal
Horan
Classifica
Classifica
ç
ç
ão da Ferida Cir
ão da Ferida Cir
ú
ú
rgica
rgica
Classe I (limpa)
Classe I (limpa)
ferida operatferida operatóória não infectada em que ria não infectada em que
nenhuma inflama
nenhuma inflamaçção ão éé encontrada e o trato encontrada e o trato respirat
respiratóório, alimentar, genital ou urinrio, alimentar, genital ou urináário rio não infectado não
não infectado não éé invadido. São fechadas invadido. São fechadas primariamente. Quando drenado,drenagem
primariamente. Quando drenado,drenagem
fechada.
fechada.
Garner
Garner JS. JS. Infect Control Infect Control 1986;7:1931986;7:193--200200 Simmons
Classifica
Classifica
ç
ç
ão da Ferida Cir
ão da Ferida Cir
ú
ú
rgica
rgica
Classe II (limpa contaminada)
Classe II (limpa contaminada)
ferida ferida operatoperatóória ria em em que que o o trato trato
respirat
respiratóório, alimentar, genital ou urinrio, alimentar, genital ou urináário rio éé invadido sob condi
invadido sob condiçções controladas e sem ões controladas e sem contamina
contaminaçção incomum.ão incomum. Garner
Garner JS. JS. Infect Control Infect Control 1986;7:1931986;7:193--200200 Simmons
Classifica
Classifica
ç
ç
ão da Ferida Cir
ão da Ferida Cir
ú
ú
rgica
rgica
Classe III (contaminada)
Classe III (contaminada)
feridas feridas acidentais acidentais recentes recentes abertas. abertas.
Opera
Operaçções com quebra maior da tões com quebra maior da téécnica cnica est
estééril. Contaminaril. Contaminaçção grosseira do trato ão grosseira do trato gastrointestinal
gastrointestinal.. Garner
Garner JS. JS. Infect Control Infect Control 1986;7:1931986;7:193--200200 Simmons
Classifica
Classifica
ç
ç
ão da Ferida Cir
ão da Ferida Cir
ú
ú
rgica
rgica
Classe IV (suja
Classe IV (suja
-
-
infectada)
infectada)
ferida ferida traumtraumáática tica antiga antiga com com tecido tecido
desvitalizado e aquelas que envolvem infec
desvitalizado e aquelas que envolvem infecçção ão cl
clíínica existente ou vnica existente ou vííscera perfurada.scera perfurada.
Garner
Garner JS. JS. Infect Control Infect Control 1986;7:1931986;7:193--200200 Simmons
Fatores de Risco
Fatores de Risco
Caracter
Caracter
í
í
sticas dos pacientes
sticas dos pacientes
Caracter
Infec
Infec
ç
ç
ão e Cirurgia
ão e Cirurgia
Fatores de Risco
Fatores de Risco
A. A. PacientePaciente Idade Idade Estado nutricional Estado nutricional Diabetes Diabetes Tabagismo Tabagismo Obesidade Obesidade InfecInfecção remota coexistenteção remota coexistente Coloniza
Colonizaççãoão Altera
Alteraçção da resposta imuneão da resposta imune Tempo de permanência pr
Infec
Infec
ç
ç
ão e Cirurgia
ão e Cirurgia
Fatores de Risco
Fatores de Risco
B.
B. OperaOperaççãoão Dura
Duraçção da escovaão da escovaççãoão Antissepsia
Antissepsia e preparo da pelee preparo da pele Dura
Duraçção da operaão da operaççãoão
Profilaxia antimicrobiana Profilaxia antimicrobiana
Sistema de ventila
Sistema de ventilaçãoção Esteriliza
Esterilizaççãoão
Material estranho Material estranho
T
Estratifica
Estratifica
ç
ç
ão do Risco
ão do Risco
Fatores independentes
Fatores independentes
Opera
Operaçção abdominalão abdominal Opera
Operaçção > 2 horasão > 2 horas
Classe III/IV (contaminada/suja)
Classe III/IV (contaminada/suja)
>
> 3 diagn3 diagnóósticossticos
Paramento Cir
Paramento Cir
ú
ú
rgico
rgico
Gorro
Gorro
M
M
á
á
scara
scara
Luva
Luva
Pr
Pr
ó
ó
-
-
p
p
é
é
Avental
Avental
Infec
Infec
ç
ç
ão e Uso de M
ão e Uso de M
á
á
scara
scara
Opera
Operaçções agudasões agudas Eletiva limpa
Eletiva limpa
Eletiva não limpa Eletiva não limpa Total Total 21 21 11 11 41 41 73 73 350 350 688 688 499 499 1.537 1.537 com m
com mááscarascara Inf Inf op % op % 19 19 9 9 27 27 55 55 349 349 707 707 500 500 1.551 1.551 sem m
sem mááscarascara Inf Inf op %op % 5,4 5,4 1,3 1,3 5,4 5,4 3,5 3,5 NS NS NS NS NS NS NS NS Tunevall
Tunevall G G –– World World J J SurgSurg, 1991, 1991
p p 6,0 6,0 1,6 1,6 8,2 8,2 4,7 4,7
582 luvas cir
582 luvas cirúúrgicasrgicas 74 perfura
74 perfuraçções ões –– 12,7%12,7% 1 ou mais perfura
1 ou mais perfuraçções ões –– 34,5% das cirurgias34,5% das cirurgias Lesão Lesão 48 de 314 (15,3%) 48 de 314 (15,3%) -- cirurgiãocirurgião 26 de 268 (9,7%) 26 de 268 (9,7%) -- assistenteassistente 48 perfura
48 perfuraççõesões 39
39 -- mão esquerda (81%)mão esquerda (81%) 26 perfura
26 perfuraççõesões 16
16 -- mão esquerda (62%)mão esquerda (62%) 430 luvas cir
430 luvas cirúúrgicas não utilizadasrgicas não utilizadas 13 (3%)
13 (3%) -- perfuraçperfuraçãoão Dodds
A remo
A remoçção dos ão dos patpatóógenos genos transittransitóórios da flora da pele rios da flora da pele como
como
S.
S.
aureus
aureus
e a bacte a bactééria residente tanto quanto ria residente tanto quanto posspossíível vel éé , provavelmente, mais importante que o uso de , provavelmente, mais importante que o uso de luva cir
luva cirúúrgica em prevenir rgica em prevenir sepse iatrogênicasepse iatrogênica..
Profilaxia Antimicrobiana
Profilaxia Antimicrobiana
Curso breve de agente antimicrobiano antes
Curso breve de agente antimicrobiano antes
do in
do in
í
í
cio da opera
cio da opera
ç
ç
ão
ão
Reduzir a carga microbiana de contamina
Reduzir a carga microbiana de contamina
ç
ç
ão
ão
intra
intra
-
-
operat
operat
ó
ó
ria
ria
A indica
A indica
ç
ç
ão se refere a opera
ão se refere a opera
ç
ç
ões eletivas
ões eletivas
em que a incisão na pele foi suturada na sala
em que a incisão na pele foi suturada na sala
de opera
Infec
Infecçção da ferida e uso de antibião da ferida e uso de antibióóticotico
Limpa
Limpa PotPot.cont..cont.
Sem antibi
Sem antibióóticotico 6,2 10,8 7,3 16,2 10,8 7,3 15,6 5,6
Dose
Dose úúnica 7,7 3,4 8,8 nica 7,7 3,4 8,8 15,015,0
Ferraz
Ferraz etet al. al. AnAn Fac Med Fac Med UFPE 1992; 37:39UFPE 1992; 37:39--4545
Contaminada
Profilaxia Antimicrobiana
Profilaxia Antimicrobiana
Princ
Princ
í
í
pios
pios
1.
1. utilizado para todas as operautilizado para todas as operaçções ou classe ões ou classe
de opera
de operaçções em que o uso tem sido mostrado ões em que o uso tem sido mostrado reduzir as taxas de infec
reduzir as taxas de infecçção de são de síítio tio cir
cirúúrgico ou aquelas em que a infecrgico ou aquelas em que a infecçção ão representa cat
Profilaxia Antimicrobiana
Profilaxia Antimicrobiana
Princ
Princ
í
í
pios
pios
2.
2. o agente utilizado deve ser seguro, barato e o agente utilizado deve ser seguro, barato e
com espectro
com espectro
in
in
vitro
vitro
que cubra a maioria dos que cubra a maioria dos provProfilaxia Antimicrobiana
Profilaxia Antimicrobiana
Princ
Princ
í
í
pios
pios
3.
3. OO momento ideal de infusão da dose inicial momento ideal de infusão da dose inicial
do agente antimicrobiano para que a
do agente antimicrobiano para que a
concentra
concentraçção bactericida da droga esteja ão bactericida da droga esteja estabelecida no soro e tecidos no momento
estabelecida no soro e tecidos no momento
da incisão na pele.
Rela
Relaçção temporal entre a administraão temporal entre a administraçção de antibião de antibióótico tico profil
profiláático e taxas de infectico e taxas de infecçção da feridaão da ferida Momento da
Momento da administra
administraççãoão pacientespacientesNNºº de de NNinfecinfecºº (%) de (%) de ççãoão
Precoce Precoce
(2 a 24h antes) (2 a 24h antes)
Pr
Préé--operatoperatóóriorio
(0 a 2 horas antes) (0 a 2 horas antes)
Peri
Peri--operatoperatóóriorio (at
(atéé 3 horas apó3 horas após)s) P
Póóss--operatoperatóóriorio (al
(aléém de 3 horas apm de 3 horas após)ós) Total Total 369 369 1708 1708 282 282 488 488 2847 2847 14 (3,8) 14 (3,8) 10 (0,59) 10 (0,59) 4 (1,4) 4 (1,4) 16 (3,3) 16 (3,3) 44 (1,5) 44 (1,5) Classen et
Profilaxia Antimicrobiana
Profilaxia Antimicrobiana
Princ
Princ
í
í
pios
pios
4.
4. manutenmanutençção de não de nííveis terapêuticos do agente veis terapêuticos do agente
antimicrobiano no soro e tecidos durante
antimicrobiano no soro e tecidos durante
toda a opera
toda a operaçção e atão e atéé algumas horas apalgumas horas apóós o s o fechamento da ferida operat
fechamento da ferida operatóória na sala de ria na sala de opera
Profilaxia Antimicrobiana
Profilaxia Antimicrobiana
Usar esquema da classificaUsar esquema da classificaçção da feridaão da ferida
OperaOperaçção com abertura de vão com abertura de vííscera oca em scera oca em
condi
condiçções controladasões controladas
Não indicada, por definiNão indicada, por definiçção, para operaão, para operaçções ões
classificadas como Classe III ou IV
classificadas como Classe III ou IV
IndicaIndicaçção bem reconhecida para algumas ão bem reconhecida para algumas opera
Opera
Opera
ç
ç
ões limpas
ões limpas
PrPróótese intravascular ou articulartese intravascular ou articular
InfecInfecçção instalada ão instalada éé catastrcatastróóficafica
cirurgia cardcirurgia cardííacaaca
marcapassomarcapasso
enxerto arterial (enxerto arterial (revascularizarevascularizaççãoão))
neurocirurgianeurocirurgia
Page
Droga de Escolha
Droga de Escolha
Cefalosporina
Cefalosporina
CefazolinaCefazolinaCefoxitinaCefoxitina ou ou CefotetanCefotetan
ClindamicinaClindamicina//VancomicinaVancomicina
Sheridan et
Antibioticoprofilaxia
Antibioticoprofilaxia
Colecistectomia
Colecistectomia
laparosc
laparosc
ó
ó
pica
pica
Grupo A
Grupo A Grupo BGrupo B pp
Grupo 1
Grupo 1 Grupo 2Grupo 2 Grupo 3Grupo 3 pp Tocchi
Tocchi, 2000, 2000 55 66 0,910,91
Higgins
Higgins, 1999, 1999 2,2%2,2% 2,9% 2,2%2,9% 2,2% <0,05<0,05
Tochhi
Tochhi, et al. , et al. Arch Surg Arch Surg 2000; 135:672000; 135:67--7070 Higgins
Antibioticoprofilaxia
Antibioticoprofilaxia
Colecistectomia
Colecistectomia
Laparosc
Laparosc
ó
ó
pica
pica
Conclusões
Conclusões
:
:
A
profilaxia
antimicrobiana
em
A
profilaxia
antimicrobiana
em
colecistectomia
colecistectomia
laparosc
laparosc
ó
ó
pica eletiva não
pica eletiva não
parece afetar a incidência e severidade das
parece afetar a incidência e severidade das
infec
Vigilância
Vigilância
Paciente internado
Paciente internado
P
P
ó
ó
s
s
-
-
alta hospitalar
alta hospitalar
Paciente externo
Vigilância P
Vigilância P
ó
ó
s
s
-
-
Alta
Alta
12 a 84% do ISC
12 a 84% do ISC
–
–
ap
ap
ó
ó
s alta
s alta
Exame direto do paciente
Exame direto do paciente
Revisão de registros m
Revisão de registros méédicos de pacientes dicos de pacientes da cl
da clíínica cirnica cirúúrgicargica
Carta ou telefone (paciente)
Carta ou telefone (paciente)
Carta ou telefone (cirurgião)
Classifica
Classifica
ç
ç
ão
ão
Categoria IA
Categoria IA
Fortemente recomendada para implementa
Fortemente recomendada para implementaçção e ão e sustentada por estudos epidemiol
sustentada por estudos epidemiolóógicos gicos cl
clíínicos e experimentais bem desenhados.nicos e experimentais bem desenhados.
Categoria IB
Categoria IB
Fortemente recomendada para implementa
Fortemente recomendada para implementaçção e ão e sustentada por alguns estudos epidemiol
sustentada por alguns estudos epidemiolóógicos gicos cl
clíínicos e experimentais e forte racional nicos e experimentais e forte racional te
teóórico.rico. Mangram
Categoria II
Categoria II
Sugerido para implementa
Sugerido para implementaçção e sustentado por ão e sustentado por estudos epidemiol
estudos epidemiolóógicos clgicos clíínicos sugestivos ou nicos sugestivos ou racional te
racional teóórico.rico. Nenhuma recomenda
Nenhuma recomendaçção: questões não resolvidasão: questões não resolvidas Pr
Práática pelas quais as evidências são tica pelas quais as evidências são insuficientes ou não existe consenso em rela
insuficientes ou não existe consenso em relaçção ão a efic
a eficáácia.cia.
Classifica
Classifica
ç
ç
ão
ão
Mangram
Pr
Préé--operatoperatóóriorio a)
a) Preparo do pacientePreparo do paciente Sempre que poss
Sempre que possíível identificar e tratar vel identificar e tratar infec
infecçções distantes do sões distantes do síítio cirtio cirúúrgico rgico antes de opera
antes de operaçções eletivas e postergar ões eletivas e postergar a opera
a operaçção em pacientes com infecão em pacientes com infecçção do ão do s
síítio remoto attio remoto atéé que a infecque a infecçção seja ão seja resolvida.
resolvida. Categoria IACategoria IA
Recomenda
Recomenda
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ç
ões
ões
Mangram
Pr
Préé--operatoperatóóriorio a)
a) Preparo do pacientePreparo do paciente
Não remover pêlos no p
Não remover pêlos no póóss--operatoperatóório a rio a menos que os pêlos (cabelos) pr
menos que os pêlos (cabelos) próóximo ao ximo ao local da incisão interfira com a opera
local da incisão interfira com a operaçção.ão. Categoria IA
Categoria IA
Recomenda
Recomenda
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ç
ões
ões
Mangram
Quando o pêlo
Quando o pêlo éé removido, remova imediatamente removido, remova imediatamente antes da opera
antes da operaçção, preferencialmente com ão, preferencialmente com aparelho el
aparelho eléétrico. trico. Categoria IACategoria IA
Controlar adequadamente a glicose
Controlar adequadamente a glicose sséérica rica em em pacientes diab
pacientes diabééticos e, particularmente evitar ticos e, particularmente evitar hipoglicemia perioperat
hipoglicemia perioperatóóriaria.. Categoria IBCategoria IB
Recomenda
Recomenda
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ç
ões
ões
Mangram
Pr
Préé--operatoperatóóriorio b)
b) Profilaxia antimicrobianaProfilaxia antimicrobiana
Administrar somente quando indicado e
Administrar somente quando indicado e
selecionar baseado na efic
selecionar baseado na eficáácia contra o cia contra o pat
patóógeno geno mais comum causador da infecmais comum causador da infecçção ão para a opera
para a operaçção especão especíífica fica Categoria IACategoria IA Antes de
Antes de operaoperaççãoes ãoes colocolo--retais eletivas retais eletivas acrescentar o preparo mecânico do c
acrescentar o preparo mecânico do cóólon por lon por enemas
enemas ou agentes catou agentes catáárticos.rticos. Categoria IACategoria IA Não utilizar rotineiramente
Não utilizar rotineiramente vancomicina vancomicina para para profilaxia.
profilaxia. Categoria IBCategoria IB
Recomenda
Recomenda
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ões
ões
Mangram
Pr
Préé--operatoperatóóriorio c)
c) Assepsia e tAssepsia e téécnica circnica cirúúrgicargica Aderir os princ
Aderir os princíípios de assepsia quando pios de assepsia quando
instrumentos intravascular (cateter
instrumentos intravascular (cateter
venoso central), espinhal ou
venoso central), espinhal ou epidural epidural e e
para administra
para administraçção ão de de drogas drogas intravenosas.
intravenosas. Categoria IACategoria IA
Recomenda
Recomenda
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Mangram
Utilizar a defini
Utilizar a definiçção do CDC de infecão do CDC de infecçção do são do síítio tio cir
cirúúrgico sem modificargico sem modificaçções para identificaões para identificaçção da ão da infec
infecçção entre pacientes internos e externos.ão entre pacientes internos e externos. Categoria IB
Categoria IB
Calcular periodicamente as taxas estratificadas de
Calcular periodicamente as taxas estratificadas de
infec
infecçção do são do síítio cirtio cirúúrgico por operargico por operaçção especão especíífica fica para ser associado com risco aumentado.
para ser associado com risco aumentado. Categoria IBCategoria IB
Vigilância
Vigilância
Mangram